Comedias burlescas del Siglo de Oro, Tomo II: Los amantes de Teruel; Amor, ingenio y mujer; La aventura sin buscarla; Angélica y Medoro 9783865279231

Segundo tomo de lo que pretende ser la publicación completa del corpus de comedias burlescas conocidas hasta el momento.

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Spanish; Castilian Pages 512 Year 2001

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ÍNDICE
NOTA PRELIMINAR AL LECTOR
BIBLIOGRAFÍA Y ABREVIATURAS
LOS AMANTES DE TERUEL Comedia burlesca de Vicente Suárez de Deza
AMOR, INGENIO Y MUJER, EN LA DISCRETA VENGANZA Comedia burlesca de Vicente Suárez de Deza
LA VENTURA SIN BUSCARLA Comedia burlesca anónima
ANGÉLICA Y MED ORO Comedia burlesca en tres jornadas (anónima)
ÍNDICE DE NOTAS
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Comedias burlescas del Siglo de Oro, Tomo II: Los amantes de Teruel; Amor, ingenio y mujer; La aventura sin buscarla; Angélica y Medoro
 9783865279231

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BIBLIOTECA ÁUREA HISPÁNICA

U n i v e r s i d a d de N a v a r r a Editorial Iberoamericana

D i r e c c i ó n de I g n a c i o A r e l l a n o , c o n la c o l a b o r a c i ó n de C h r i s t o p h Strosetzki y M a r c V i t s e

B i b l i o t e c a Á u r e a H i s p á n i c a , 13

COMEDIAS BURLESCAS DEL SIGLO D E ORO, T O M O II Los amantes de Teruel, Amor, ingenio y mujer, La ventura sin buscarla, Angélica y Medoro

EDICIÓN D E L GRISO, DIRIGIDA

POR

I. A R E L L A N O

U n i v e r s i d a d de N a v a r r a • I b e r o a m e r i c a n a • V e r v u e r t • 2001

Die Deutsche Bibliothek - CIP-Cataloguing-in-Publication-Data A catalogue record for this publication is available from Die Deutsche Bibliothek.

Agradecemos a la Fundación Universitaria de Navarra su ayuda en los proyectos de investigación del G R I S O a los cuales pertenece esta publicación. Agradecemos al Banco Santander Central Hispano la colaboración para la edición de este libro.

Reservados todos los derechos © Iberoamericana, Madrid 2001 Amor de Dios, 1 - E-28014 Madrid Tel.: +34 91 429 35 22 Fax: +34 91 429 53 97 iberoamericana@readysoft. es wvvw.iberoamericanalibros.com © Vervuert, 2001 Wielandstr. 40 - D-60318 Frankfurt am Main Tel.: +49 69 597 46 17 Fax: +49 69 597 87 43 [email protected] www.vervuert.com ISBN 84-8489-016-3 (Iberoamericana) ISBN 3-89354-493-3 (Vervuert) Depósito Legal: M-23.378-2001 Cubierta: Cruz Larrañeta Impreso en España por: Publidisa Este libro está impreso íntegramente en papel ecológico sin cloro.

ÍNDICE

NOTA PRELIMINAR AL LECTOR

7

BIBLIOGRAFÍA Y A B R E V I A T U R A S

9

LOS

AMANTES

DE

TERUEL

E d i c i ó n de E s t h e r B o r r e g o Introducción

25

N o t a textual

35

Sinopsis m é t r i c a

41

T e x t o de la c o m e d i a

43

AMOR,

INGENIO

Y

MUJER

E d i c i ó n de E s t h e r B o r r e g o

LA

23

161

Introducción

163

N o t a textual

175

Sinopsis m é t r i c a

183

T e x t o de la c o m e d i a

185

VENTURA

SIN

BUSCARLA

E d i c i ó n de I g n a c i o A r e l l a n o

299

Introducción

301

N o t a textual

327

Sinopsis m é t r i c a

329

T e x t o de la c o m e d i a

331

6

COMEDIAS

ANGÉLICA

Y

BURLESCAS

DEL

SIGLO

DE

ORO

(II)

MEDORO

E d i c i ó n de I g n a c i o A r e l l a n o y C a r l o s M a t a

399

Introducción

401

N o t a textual

413

Sinopsis m é t r i c a

415

T e x t o de la c o m e d i a

421

ÍNDICE DE NOTAS

497

NOTA PRELIMINAR AL LECTOR

U n o de los proyectos d e l G R I S O es el de la p u b l i c a c i ó n en la « B i b l i o t e c a Á u r e a H i s p á n i c a » ( B A H ) de las c o m e d i a s burlescas c o m pletas d e l S i g l o de O r o , e n e d i c i o n e s d e l m a y o r v a l o r c r í t i c o que nos sea p o s i b l e , y c o n las a n o t a c i o n e s n e c e s a r i a s p a r a su c a b a l e n t e n d i m i e n t o y placentera lectura actual. N o estamos de acuerdo c o n algunos colegas nuestros que p o n e n el énfasis d e l placer l e c t o r en la ausencia de notas, c o n s i d e r a n d o a estas u n t r o p i e z o en la f r u i c i ó n del texto. Semejantes afirmaciones q u e d a n m u y aparentes, correctas y sensatas, y suenan a respetuosas c o n l a c a p a c i d a d d e l l e c t o r de buscar p o r sí m i s m o las soluciones; a h o r r a n al editor, a d e m á s , el trabajo de anotar e l texto. P e r o s o n afirmaciones harto lejanas de la realidad de g é n e r o s tan difíciles c o m o la c o m e d i a burlesca, que p r o p o n e u n a i n f i n i d a d de j u e g o s , referencias, alusiones e intertextualidades, t o d o filtrado a d e m á s p o r el h a r n e r o d e l disparate. N o s parece, p o r tanto, que las c o m e d i a s burlescas necesitan u n a r e c u p e r a c i ó n urgente e n dos vías: la estrictamente textual y la explicativa. A este p r o p ó s i t o nos aplicamos e n u n a p r i m e r a fase d e l trabajo: los estudios literarios y d r a m á t i c o s preliminares se h a n r e d u c i d o al a p u n t a m i e n t o de los aspectos que nos parecen m á s relevantes, sin p r e t e n der e x h a u s t i v i d a d , que h u b i e r a p r o v o c a d o reiteraciones m o n ó t o n a s y c r e c i m i e n t o inabarcable de los t o m o s . C o n los textos disponibles será m á s fácil, e n otra o c a s i ó n , abordar los n u m e r o s o s aspectos interesantes de estas obras, que e s t á n e m p e z a n d o a r e c i b i r u n a a t e n c i ó n cada v e z m á s intensa p o r parte de los estudiosos. L a t r a n s m i s i ó n de las piezas a que nos enfrentamos

ha sido p e -

culiar: su calidad circunstancial (ligada estrechamente al C a r n a v a l o a las fiestas de San Juan) y su c o n s i d e r a c i ó n , e v i d e n t e m e n t e m e n o r que la de otros g é n e r o s de m á s estirpe, h a n p r o v o c a d o la a n o n i m í a de la m a y o r í a , y u n a precaria c o n s e r v a c i ó n e n m a n u s c r i t o s ú n i c o s o e d i ciones raras. Este p a n o r a m a quita algo de trabajo a la tarea d e l editor, que casi n u n c a se ve o b l i g a d o a u n a c o m p l i c a d a c o m p u l s a de n u m e -

8

COMEDIAS

BURLESCAS

DEL

SIGLO

DE

ORO

(II)

rosos testimonios, pero plantea otros m u c h o s problemas, algunos i r r e solubles, ya que n o hay m e d i o de e n m e n d a r las fallas de u n t e s t i m o n i o ú n i c o , salvo p o r la propuesta ope ingenii, a r r e s g a d í s i m a e n textos que h a c e n d e l disparate su n o r m a . L a a n o t a c i ó n es m u y dificultosa. S u l i b e r t a d o m n í m o d a facilita t o d o t i p o de d e s v í o s , rupturas, mezclas y parodias que c o n v i e r t e n a u n a c o m e d i a burlesca e n terreno m i n a d o p o r todas partes, que hay que t r a n sitar, c o m o p e d í a Q u e v e d o , c o n m a l i c i a y risa. E l G R I S O v i e n e o c u p á n d o s e desde hace a l g ú n t i e m p o de este g é n e r o que consideramos d i g n o de m a y o r c o n o c i m i e n t o . E n distintas c o l e c c i o n e s y v o l ú m e n e s h e m o s p u b l i c a d o ya unas cuantas e d i c i o n e s sueltas o divulgativas, avances d e l p r o y e c t o g l o b a l que saldrá a la l u z e n esta « B i b l i o t e c a Á u r e a H i s p á n i c a » . E n la b i b l i o g r a f í a de este t o m o se v e r á n los datos c o m p l e t o s de nuestras e d i c i o n e s anteriores de La ventura sin buscarla, El llámete todo y no dar nada, Comendador

de

Céfalo

de Toledo, El caballero de Olmedo, y Pocris, El hermano

Darlo

de su hermana,

El

Ocaña...

E n esta c o l e c c i ó n ha aparecido ya e l p r i m e r t o m o d e d i c a d o a b u r lescas (El rey don Alfonso, el de la mano horadada, v o l . 3 de la B Á H ) , que ahora se c o n t i n ú a c o n e l segundo, e n que p u b l i c a m o s cuatro t í t u l o s m á s : dos de autor c o n o c i d o ( S u á r e z de D e z a : Los amantes de Teruel, Amor, ingenio y mujer) y dos a n ó n i m a s (La ventura sin buscarla, Angélica y Medoro). E n breve esperamos seguir a u m e n t a n d o esta n ó m i n a hasta completar el corpus c o n o c i d o .

Parte de este trabajo y de la c o o r d i n a c i ó n d e l presente t o m o se h a n beneficiado de la c o l a b o r a c i ó n d e l e q u i p o d i r i g i d o p o r e l P r o f . J u a n M . E s c u d e r o que desarrolla e l p r o y e c t o P B 9 8 - 0 2 1 9 c o n la ayuda d e l M i n i s t e r i o de E d u c a c i ó n y C u l t u r a . Ignacio Arellano

BIBLIOGRAFÍA Y

ABREVIATURAS

A L A R C O S , E . , «El Poema heroico de las necedades y locuras de Orlando el enamorado», Mediterráneo, 4, 1946, pp. 25-63. A L C I A T O , A . , Emblemas, ed. S. Sebastián, M a d r i d , A k a l , 1993. A L E M Á N , M . , Guzmán de Alfarache, ed. F. R i c o , Barcelona, Planeta, 1983. A L E M A N Y Y SELFA, L . , Vocabulario de Góngora, M a d r i d , R A E , 1930. A L O N S O H E R N Á N D E Z , J . L . , Léxico del marginalismo del Siglo de Oro, Salamanca, Universidad, 1977. A L Z I E U , P , I. LISSORGUES, y R . J A M M E S , Poesía erótica del Siglo de Oro, Barcelona, Crítica, 1984. Amantes de Teruel, Suárez de D e z a , V , Los amantes de Teruel, en este mismo volumen. A N Ó N I M O , La ventura sin buscarla. Comedia burlesca, ed. del G R I S O , dirigida por I. Arellano, Pamplona, Eunsa, 1994; y en este mismo volumen. —

El rey don Alfonso, el de la mano horadada, ed. C . Mata Induráin, Biblioteca Áurea Hispánica, M a d r i d , Iberoamericana, 1998.

Una fiesta burlesca del Siglo de Oro: Las bodas de Orlando, ed. J . Huerta Calvo, Viareggio, M a u r o B a r m i , 1998. — El Hamete de Toledo, ed. I. Arellano (y otros), en Comedias burlescas del siglo XVII, M a d r i d , Espasa Calpe, 1999. A N T O N U C C I , E , El salvaje en la comedia del Siglo de Oro, Pamplona, Eunsa, 1995. A R C O Y G A R A Y , R . del, La sociedad española en las obras de Lope de Vega, M a d r i d , Escelicer, 1941.



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10

COMEDIAS

BURLESCAS

DEL

SIGLO

DE

ORO

(II)

— y C . M A T A , DOS comedias burlescas, Kassel, Reichenberger, 2000. — y O T R O S , Comedias burlescas del Siglo de Oro, M a d r i d , Espasa Calpe, 1999. A R I O S T O , L . , Orlando furioso, p r ó l o g o y notas de L . Caretti, Turín, G i u l i o Einaudi Editore, 1971, 2 ed. a



Orlando furioso, edición preparada por M . D . Cabanes Pecourt, trad. de A n a O l m o s Puig, M a d r i d , Editora Nacional, 1984.

A S E N S I O , E . , «Hallazgo de Diego Moreno, entremés de Quevedo y vida de u n tipo literario», Hispanic Review, 27, 1959, pp. 397-412. — Itinerario del entremés, M a d r i d , Gredos, 1965. Aut, Diccionario de Autoridades, ed. facsímil, M a d r i d , Gredos, 1963. B A F F I , M . , «Un c ó m i c o delTarte italiano i n Spagna, Alberto Naselli, detto Ganassa», en Teoría y realidad en el teatro español del Siglo de Oro, R o m a , Instituto Español de Cultura y Literatura, 1981, pp. 435-44. B A J T Í N , M . , La cultura popular en la Edad Media y el Renacimiento, Barcelona, Barral, 1974. B A N C E S C A N D A M O , R A . , Teatro de los teatros, ed. D . W . M o i r , London,Tamesis, 1970. — Entremés de las visiones, en I. Arellano, «El entremés de Las Visiones de Bances C a n d a m o » , Criticón, 37, 1987, pp. 11-35. — Cómo se curan los celos y Orlando furioso, edición, i n t r o d u c c i ó n y notas de I. Arellano, Ottawa, Dovehouse Editions Canadá, 1991. B A R A H O N A D E S O T O , L . , Las lágrimas de Angélica, ed.J. Lara Garrido, M a d r i d , Cátedra, 1981, pp. 13-73. B A R R E R A Y L E I R A D O , C . A . de la, Catálogo bibliográfico y biográfico del teatro antiguo español, desde sus orígenes hasta mediados del siglo XVIII, M a d r i d , Rivadeneyra, 1860. B E R G M A N , H , «El romancero en Q u i ñ o n e s de Benavente», Nueva Revista de Filología Hispánica, 15, 1961, pp. 229-46. B E R N I S , O , Indumentaria española en tiempos de Carlos V, M a d r i d , Instituto D i e g o deVelázquez, 1962. B O B E S , M . C , «El sayagués», Archivos leoneses, 44, 1968, pp. 384-402. Bodas de Orlando, A n ó n i m o , Una fiesta burlesca del Siglo de Oro: Las bodas de Orlando, ed.J. Huerta Calvo,Viareggio, M a u r o B a r m i , 1998. B O I A R D O , M . M . , Orlando Innamorato, d i . . . , rifatto da Francesco B e r n i , scelta e c o m m e n t o d i Severino Ferrari, nuova presentazione d i G i o v a n n i N e n c i o n i , Firenze, Sansoni, 1971. B O R R E G O , E . , El teatro breve de Vicente Suárez de Deza. Estudio y Edición crítica, (en prensa). — y J. B E R M Ú D E Z , «La comedia burlesca o el enredo verbal», en La comedia de enredo. Actas de las XX Jornadas de teatro clásico (1997) de Almagro, ed. F. Pedraza y R . G o n z á l e z C a ñ a l , A l m a g r o , Universidad de C a s t i l l a - L a Mancha-Festival de Almagro, 1998, pp. 285-304.

BIBLIOGRAFÍA Y A B R E V I A T U R A S

11

B o u s o Ñ o , C . , Teoría de la expresión poética, M a d r i d , Gredos, 1976, 2 vols. B U E Z O C A N A L E J O , C . , La mojiganga dramática: de la fiesta al teatro, Kassel, Reichenberger, 1993. Buscón, Quevedo, E de, La vida del Buscón, ed. F. Cabo, Barcelona, Crítica, 1993. C , Comedia burlesca de Los amantes de Teruel, r e p r o d u c c i ó n facsímil de D T , en Salvador Crespo Matellán, 1979. Ver D T . Caballero de Olmedo, Monteser, F. A . , El caballero de Olmedo, ed. I. Arellano (y otros), en Comedias burlescas del Siglo de Oro, M a d r i d , Espasa Calpe, 1999. C A L D E R Ó N D E L A B A R C A , P., Segunda parte de comedias, M a d r i d , M a r í a de Q u i ñ o n e s , 1637. Tercera parte de comedias, M a d r i d , D o m i n g o García Morras, 1664. — Antes que todo es mi dama, en Obras completas, II, ed. A.Valbuena, M a d r i d , Aguilar, 1979. — No hay burlas con el amor, ed. I. Arellano, Pamplona, Eunsa, 1981. — El mágico prodigioso, ed. B . Wardropper, M a d r i d , Cátedra, 1985. — Teatro cómico breve, ed. M . L . Lobato, Kassel, Reichenberger, 1989. — El gran teatro del mundo, ed. J . J . A l i e n y D . Y n d u r á i n , Barcelona, Crítica, 1997. — El alcalde de Zalamea, ed. J . M . Escudero, Biblioteca Áurea Hispánica, M a d r i d , Iberoamericana, 1998. — Céfalo y Pocris, ed. I. Arellano (y otros), en Comedias burlescas del Siglo de Oro, M a d r i d , Espasa Calpe, 1999. C A M B R O N E R O , C , y H . P E Ñ A S C O , Las calles de Madrid, M a d r i d , Caja de Ahorros y M o n t e de Piedad, 1975. C Á N C E R Y V E L A S C O , J . de, Las mocedades del Cid, ed. del Seminario de Estudios Teatrales de la Universidad Complutense, dirigida por J . Huerta Calvo, Cuadernos para la Investigación de la Literatura Hispánica, 23, 1998, pp. 243¬ 98. C A R A V A G G I , G . , «II Poema heroico de las necedades y locuras de Orlando el enamorado, di F. de Q u e v e d o » , Letterature Moderne, 11, 1961, pp. 325-42. C A R B O N E L L , R . , «Algunas notas al Poema heroico de las necedades y locuras de Orlando el enamorado», Estudios, Pittsburg, 1, 1951, pp. 13-19. C A R O B A R O J A , J . , LOS vascos y la historia a través de Garibay, San Sebastián, Txertoa, 1972. — El Carnaval, M a d r i d , Taurus, 1983. C Á S C A L E S , E , Cartas filológicas, ed. J . García Soriano, M a d r i d , Espasa Calpe, 1969, 3 vols. C A S T I L L O S O L Ó R Z A N O , A . del, El mayorazgo figura, ed. I. Arellano, Barcelona, P P U , 1989.



C A U V I N , S. M . , The Comedia de privanza in the Seventeenth Century in Spanish Golden Age Drama, Pennsylvania, University, 1957.

12

COMEDIAS

BURLESCAS

DEL

SIGLO

DE

ORO

(II)

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BIBLIOGRAFÍA Y

ABREVIATURAS

13

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pp.

347-77.

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BURLESCAS

DEL

SIGLO

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LOS

AMANTES

DE

TERUEL

C o m e d i a burlesca de V i c e n t e S u á r e z de D e z a E d i c i ó n de E s t h e r B o r r e g o

INTRODUCCIÓN

Los amantes de Teruel es u n a c o m e d i a burlesca de V i c e n t e S u á r e z de D e z a , autor d r a m á t i c o d e l S i g l o de O r o p r á c t i c a m e n t e d e s c o n o c i d o , cuyas obras, la m a y o r í a festivas, se p u b l i c a n y representan e n e l ú l t i m o tercio d e l siglo x v n . 1

E l a r g u m e n t o de la o b r a recrea la leyenda de los amantes de T e r u e l , m u y d i f u n d i d a e n E s p a ñ a desde e l siglo x v i . S o b r e e l m i s m o 2

tema se h a b í a n escrito ya las versiones teatrales de R e y de A r t i e d a , Y a g ü e de Salas, T i r s o de M o l i n a , P é r e z de M o n t a l b á n y otros . 3

R e c o r d e m o s brevemente el a r g u m e n t o , puesto l u e g o e n solfa p o r S u á r e z de D e z a : d o ñ a Isabel Segura, e n a m o r a d a de d o n D i e g o M a r silla, es p r o m e t i d a a d o n F e r n a n d o de G a m b o a , que c o n creces supera e n n o b l e z a y fortuna a aquel. D o n D i e g o p i d e e l p l a z o de tres a ñ o s y tres días para c o n s e g u i r m é r i t o s y bienes, durante e l c u a l n o se c e l e -

Para más información sobre este dramaturgo y su obra —trece entremeses, doce bailes, cuatro jácaras, doce mojigangas y dos comedias burlescas, además de composiciones poéticas de diversa índole— ver Borrego, El teatro breve de Vicente Suárez de Deza. Estudio y Edición crítica (en prensa). La edición corresponde a las cuarenta y un piezas breves. La casi totalidad de su obra se publicó en un volumen titulado Parte primera de los Donaires de Tersícore, Madrid, Melchor Sánchez, 1663. Los amantes de Teruel se incluye en tal compendio y lo considero texto princeps. Doy información detallada de la noticia bibliográfica en su lugar. Sobre el origen y desarrollo de la leyenda, cfr. Cotarelo, 1907 (existe una p r i mera edición en 1903). Andrés Rey de Artieda, Los Amantes, Valencia, viuda de Pedro de Huete, 1581; Juan Yagüe de Salas, Los Amantes de Teruel. Epopeya trágica, Valencia, Pedro Patricio Mey, 1616; Tirso de Molina, Los Amantes de Teruel, en Segunda parte de las comedias del maestro Tirso de Molina, Madrid, Imprenta del Reino, 1635; Juan Pérez de Montalbán, Los amantes de Teruel, en Primero tomo de las comedias del Dr..., Madrid, Imprenta del Reino, 1635. Cfr. Labandeira, 1980, excelente estudio que recoge y analiza con todo rigor los documentos históricos y las manifestaciones literarias de «los protagonistas de tan bella y controvertida historia» siglo por siglo. Para el caso particular de la autoría de Tirso, fr. Zugasti, 1994. 1

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AMANTES

DE

TERUEL

b r a r á la b o d a de su p r o m e t i d a . S i c o n s i g u e superar a su r i v a l , le será c o n c e d i d a la m a n o de su amada. D i e g o acude a la guerra, d o n d e i n cluso salva al p r o p i o e m p e r a d o r C a r l o s V de m o r i r ahogado, y e m p r e n d e e l c a m i n o de v u e l t a tras u n a ardua l u c h a p o r c o n s e g u i r las d i s t i n c i o n e s y la f o r t u n a anheladas. E n t r e tanto, d o n F e r n a n d o y E l e n a — p r i m a de Isabel que t a m b i é n está enamorada de d o n D i e g o — han e n g a ñ a d o a Isabel h a c i é n d o l e creer que D i e g o ha m u e r t o e n la g u e rra. D i e g o regresa, p e r o dos días d e s p u é s de e x p i r a d o el plazo. L u i s a , la c r i a d a , le c o m u n i c a que su amada se ha casado c o n d o n F e r n a n d o . A pesar de t o d o , se entrevista c o n ella y cae m u e r t o de d o l o r . Isabel le da la m a n o y m u e r e al instante i n v a d i d a p o r el m i s m o d o l o r , c o n l o que da fin la o b r a . D e todas las obras d r a m á t i c a s relativas al l e g e n d a r i o tema, la c o m e d i a de P é r e z de M o n t a l b á n fue «la m á s c o n o c i d a y representada

antes d e l m a g n í f i c o

d r a m a de d o n J u a n E u g e n i o

H a r t z e n b u s c h » . P r u e b a n el é x i t o las diferentes ediciones que se suce4

d i e r o n y e l h e c h o de ser parodiada. A d e m á s de la c o m e d i a de S u á r e z 5

de D e z a , t a m b i é n se p a r o d i ó el tema e n la m o j i g a n g a d e l m i s m o t í t u l o , seguramente d e l p r o p i o autor, a la que d e d i c o unas l í n e a s al final de esta i n t r o d u c c i ó n , y e n el fin de fiesta a n ó n i m o de Los amantes de Teruel . 6

Cotarelo, 1907, p 22. A la primera edición siguieron la de Alcalá de Henares (1638), la de Valencia (1652) y la de la Parte cuarenta y cuatro de Comedias, impresa en Zaragoza también en 1652. E l fin de fiesta de Los amantes de Teruel se escribió, como consta en el epígrafe, para la comedia burlesca del mismo nombre. Se trata de una brevísima pieza que se conserva manuscrita en la Biblioteca Nacional de Madrid, ms. 14.519 (8), con letra del siglo xvm y en 4.°. Se deduce de algunos versos que la función teatral a la que estaba destinada tuvo lugar en el Retiro: «porque ya sabéis que los / mozos del Retiro hacen una comedia, / y no me dejan sentar pata ni pierna / hasta que les haga un fin de fiesta». Podríamos pensar en atribuirla al propio Suárez de Deza, pero no contamos con ningún dato que induzca a ello. La trama del fin de fiesta no tiene nada en común con la comedia. Además, por algunas alusiones metateatrales, parece escrita ya muy a finales del xvn o principios del xvin. Se habla de lo gastado del tema de los matachines, de lo pasadas que ya estaban las mojigangas y del éxito de la danza francesa llamada minué. Para todos estos asuntos, efr. Borrego, El teatro breve de Vicente Suárez de Deza, capítulo II, donde trato de la clasificación de las piezas dramáticas cortas, y más en concreto los apartados dedicados a los bailes y a las mojigangas. Transcribo algunos versos del fin de fiesta: «—Es cosa churrullera / porque mojigangas / ya las hace cual4

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INTRODUCCIÓN

L a presente c o m e d i a burlesca se inspira directamente e n l a c o m e dia de M o n t a l b á n , c o m o demuestra C r e s p o M a t e l l á n , q u i e n coteja las 7

dos obras, observando el proceso al que somete l a p a r o d i a a la o b r a o r i g i n a l , conservando los elementos esenciales para que e l espectador r e c o n o z c a la c o m e d i a y s u p r i m i e n d o , d e f o r m a n d o o a m p l i a n d o los i r r e levantes, siempre e n f u n c i ó n de la c o m i c i d a d . S u á r e z de D e z a , c o n aguda i n t u i c i ó n , p a r o d i ó la v e r s i ó n m á s c o n o c i d a p o r el p ú b l i c o , la de P é r e z de M o n t a l b á n , y c u i d ó de m a n t e n e r la esencial estructura d r a m á t i c a siguiendo al pie de la letra la d e l texto de M o n t a l b á n ; la a c c i ó n se articula en t o r n o al a m o r de d o n D i e g o e Isabel y los o b s t á c u l o s que d e b e r á n superar para lograrlo, a m o r d e l que n o g o z a r á n e n esta vida. L a r e d u c c i ó n

8

es evidente, c o m e n z a n d o p o r el n ú m e r o de v e r -

sos, que e n la c o m e d i a de M o n t a l b á n s o n 2 9 1 2 y e n la burlesca 2 1 0 7 (lo que supone la r e d u c c i ó n de escenas e n cada j o r n a d a ) , y e l n ú m e ro de personajes: e n la c o m e d i a de S u á r e z de D e z a h a n sido s u p r i m i das I n é s y F r a n c i s c a , criadas de Isabel, los tres s o l d a d o s y

otros

a c o m p a ñ a n t e s de C a r l o s V , y e l soldado F e l i c i a n o , que entrega u n a carta. F u e r a de estas reducciones « n u m é r i c a s » , esta c o m e d i a es p r o t o t í pica d e l g é n e r o e n c u a n t o a la r u p t u r a constante d e l d e c o r o y de las c o n v e n c i o n e s d r a m á t i c a s y a la i n v e r s i ó n de valores tan sagrados c o m o el h o n o r ; algunos episodios de la c o m e d i a de M o n t a l b á n se p a r o d i a n 9

en la burlesca a t e n d i e n d o precisamente a esa i n v e r s i ó n , p r o p i a d e l « m u n d o al revés» que supone el C a r n a v a l , é p o c a e n la q u e se r e p r e s e n t ó , al m e n o s u n a vez, esta c o m e d i a . A l g u n a s distorsiones burlescas claves e n r e l a c i ó n c o n esta e l i m i n a c i ó n d e l d e c o r o s o n , entre otras, la a l e g r í a d e l padre de Isabel p o r q u e los amantes n o la q u i e r a n e n m a t r i m o n i o , s i n o s i m p l e m e n t e para « g o z a r l a » ; e l b e n e p l á c i t o de

don

D i e g o a que durante su ausencia, mientras él hace m é r i t o s , su r i v a l

quiera. / — E l mejor fin de fiesta y más garboso / es un torneo. —Ese les dispondré». Crespo Matellán, 1979. Ver en este tomo el prólogo a La ventura sin buscarla, para este aspecto de la reducción que muestra en muchos detalles la comedia burlesca respecto de las convencionales. N o me extiendo sobre este rasgo esencial de las comedias burlescas, pues el propósito de esta breve introducción es presentar la comedia de Suárez de Deza y facilitar su comprensión. Para un conocimiento más a fondo del género, cfr. Serralta, 1980; Arellano, 1995, pp. 641-59, otros trabajos citados en la bibliografía y los demás prólogos de este mismo tomo. 7

8

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TERUEL

d o n F e r n a n d o p u e d a «asistir» — e n e l sentido m á s a m p l i o de la p a l a b r a — a Isabel; e l deseo de d o n D i e g o de que Isabel sea amable c o n d o n F e r n a n d o , puesto q u e la pretende; la d e c i s i ó n de hacerse b a n d o lero, e n l u g a r de l u c h a r c o n h o n r a e n la guerra c o m o valiente s o l d a d o , para c o n s e g u i r riquezas, etc. E l c o l m o de la parodia d e l l e g e n d a r i o suceso se c o n s i g u e e n la parte final de la c o m e d i a , c u a n d o los a m a n tes m u e r e n d e s p u é s de largas deliberaciones, d o n D i e g o p o r q u e ya v i e n e « m u e r t o » y p o r q u e ha dado palabra de v o l v e r a Z a r a g o z a a ser d e g o l l a d o , e Isabel, a n u n c i a n d o su fin reiteradamente y r i d i c u l i z a n d o e l m o d o de m o r i r s e e n las c o m e d i a s ; p e r o n o t e r m i n a a q u í la o b r a , 10

s i n o q u e d e s p u é s de m u e r t o s s i g u e n hablando. N o o l v i d e m o s que e l c é n i t de l a tragedia de los amantes de T e r u e l l o constituye la r e p e n t i na m u e r t e de a m b o s p o r a m o r , y que la leyenda que se t r a n s m i t i ó , e i n c l u s o los « t e s t i m o n i o s h i s t ó r i c o s » — l a s m o m i a s conservadas—, l l e g a n a defender, c o m o signo visible de ese a m o r t r á g i c o , que sus m a n o s entrelazadas n o se separaron j a m á s . . . S u á r e z de D e z a , c o n la m u e r t e y r e s u r r e c c i ó n burlescas de estos grotescos amantes, se atreve a p a r o diar l o m á s s u b l i m e y t r á g i c o de la h i s t o r i a , c o n la c o n s i g u i e n t e dest r u c c i ó n de l a t e n s i ó n d r a m á t i c a . O t r o asunto interesante es la c o m i c i d a d verbal de la c o m e d i a , que e n estas piezas era la m á s a b u n d a n t e : desde la d e f o r m a c i ó n de los 11

n o m b r e s de los personajes — M a r s i l l a pasa a ser « M o r c i l l a » , c o n los c o n s i g u i e n t e s j u e g o s de palabras; G a m b o a es e n la burlesca « Z a m b o a » , q u e significa ' m e m b r i l l o ' , e t c . — hasta las a c u m u l a c i o n e s de refranes y p r o v e r b i o s , anacronismos, disparates basados e n la c o n t r a d i c c i ó n , r e cursos r e t ó r i c o s c o m o los j u e g o s de palabras, las m e t á f o r a s c ó m i c a s , etc. O t r o aspecto que m e r e c e la p e n a m e n c i o n a r e n el m a r c o de esta c o m i c i d a d v e r b a l , y q u e p u e d e relacionarse c o n la c o m e n t a d a r u p t u ra d e l d e c o r o , es el contraste entre la c o n d i c i ó n n o b l e de los p e r s o najes y su lenguaje c o l o q u i a l , p o p u l a r e i n c l u s o a veces de g e r m a n í a . L a c o m e d i a presenta u n lenguaje h e t e r o g é n e o : c u l t o , p o p u l a r y v u l gar, a u n e n u n m i s m o personaje, e i n c l u s o e n el m i s m o discurso; otras

Cfr. w . 2059-66. N o voy a ahondar en este punto, pues en las notas al texto comento los recursos verbales de comicidad más llamativos o necesitados de aclaración. Sobre la comicidad verbal en estas comedias pueden verse ejemplos en Serralta, 1980, pp. 108 y ss.; Arellano, 1995, pp. 650-58, y Borrego y Bermúdez, 1998. 10

11

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INTRODUCCIÓN

veces expresiones avulgaradas contrastan v i v a m e n t e c o n e l c o n t e x t o e n que se hallan. E n l o q u e se r e f i e r e a l a m é t r i c a , c o m o d e m u e s t r a

Crespo

M a t e l l á n , es e l aspecto que m a n t i e n e la m a y o r semejanza c o n la o b r a 1 2

parodiada, pues t a m b i é n es p r e d o m i n a n t e e l e m p l e o d e l r o m a n c e , c o n u n porcentaje parecido: u n sesenta y c i n c o p o r c i e n t o de la o b r a de M o n t a l b á n está escrita e n r o m a n c e . E n las d e m á s formas l a c o r r e s p o n d e n c i a n o es tan absoluta, p e r o sí l o s u f i c i e n t e m e n t e i m p o r t a n t e c o m o para asegurar la semejanza . E n la burlesca e l n ú m e r o de f o r 13

mas m é t r i c a s se ha r e d u c i d o p r á c t i c a m e n t e a tres y h a n desaparecido las formas que e n la c o m e d i a c o n v e n c i o n a l se e m p l e a b a n para pasajes elevados c o m o s o l i l o q u i o s , discursos, relaciones, etc., entre otras, e l s o neto y las octavas. E l r o m a n c e es la f o r m a b á s i c a y m á s constante e n las tres j o r n a d a s de la c o m e d i a , y, e n c o n j u n t o , l o s o n t a m b i é n las formas estróficas c o n versos de arte m e n o r , que s u m a n m á s d e l o c h e n t a y siete p o r c i e n t o del total de los versos de la c o m e d i a . L a r e d o n d i l l a

14

es la estrofa que

alcanza el m a y o r porcentaje d e s p u é s d e l r o m a n c e : e n la segunda j o r nada crece notablemente, y e n la tercera c o m p a r t e e l s e g u n d o l u g a r c o n las d é c i m a s , que en el c o n j u n t o de l a c o m e d i a apenas destacan . 15

Crespo Matellán, 1979, p. 165, escribe: «el parodista sigue prácticamente al pie de la letra el esquema métrico de la obra parodiada. Podemos afirmar que en este nivel existe una total correspondencia entre ambos textos, correspondencia que contribuye de forma importante a mantener la semejanza entre los dos». 12

La comedia de Montalbán, según la edición de 1652 presenta los siguientes porcentajes: Romance: 1910 w . , 65,59%; Silva: 480 w . , 16,48%; Redondillas: 400 vv., 13,74%; Décimas: 120 w . , 4,12%; Pareados: 2 w . , 0,07%; total de versos: 2912. 13

La redondilla fue estrofa utilizada con frecuencia no sólo en la comedia burlesca, sino en los entremeses y mojigangas burlescas. E l mismo Suárez de Deza empleó esta forma métrica precisamente para sus dos piezas burlescas de tema histórico-legendario: la mojiganga del mismo título, Los amantes de Teruel, y la mojiganga de Don Gaiferos, con un alto porcentaje; en la primera, del 48,9% del total, y en la segunda del 85,1%. También es llamativo que Moreto utilice la redondilla como estrofa prioritaria en sus tres bailes burlescos de asunto histórico: Lucrecia y Tarquino, Don Rodrigo y la Cava y El conde Claros. 14

Pocas décimas hemos encontrado en otras comedias burlescas, y en el conjunto de la obra de Suárez de Deza es una estrofa apenas utilizada. Quizá recurre en esta obra a ella porque también se emplea en la comedia de Montalbán, 15

30

LOS AMANTES

DE

TERUEL

R e s p e c t o a la silva, apenas m e z c l a versos de arte m e n o r c o n los e n decasílabos

16

y e n a l g ú n caso n o se c o m p l e t a el p a r e a d o . 17

C o m o e n otras c o m e d i a s burlescas, «el p r e d o m i n i o d e l o c t o s í l a b o es total: la p o l i m e t r í a de la c o m e d i a nueva n o se puede m a n t e n e r e n la c o m e d i a burlesca, d o n d e a la fuerza se p r o d u c e n u n a serie de r e d u c c i o n e s » ; e n la p r i m e r a j o r n a d a s o n e s c a s í s i m o s los c a m b i o s de 1 8

m e t r o — t r e s — ; e n las j o r n a d a s segunda y tercera hay algo m á s de v a r i a c i ó n , seis e n cada u n a , a u n s i e n d o t o d a v í a u n a cantidad m í n i m a . D e s t a c a r é t a m b i é n la brevedad de la tercera j o r n a d a (588 versos) c o n respecto a las dos p r i m e r a s , c o n 7 5 8 y 761 respectivamente . R e s p e c t o 19

a las rimas a n ó m a l a s o a los versos irregulares, que s e ñ a l o e n las notas, son casos aislados y m u y concretos, p r o b a b l e m e n t e errores e n la i m p r e s i ó n , pues se trata de u n a u t o r que demuestra u n l l a m a t i v o r i g o r e n sus c o m p o s i c i o n e s m é t r i c a s . 2 0

y, curiosamente, con el mismo número exacto de versos (120) y parecido porcentaje. E n la comedia de Montalbán, los pasajes que emplean la silva alternan los endecasílabos con los heptasílabos, repartidos prácticamente al 50%. E n la comedia de Suárez de Deza, como afirma Crespo, «la ausencia casi total de heptasílabos, y, en consecuencia, la abrumadora abundancia de endecasílabos pareados con rima consonante que constituyen estas estrofas, determinan el ritmo m o n ó t o n o y mecánico característico del texto, ritmo que por su carácter anómalo representa un claro índice paródico» (1979, p. 168). E l v. 464 se considera un verso suelto, porque faltaría otro seguido con la misma rima para completar el pareado. Ocurre lo mismo con el v. 1219. Podría tratarse de errores en la impresión y que el manuscrito original consignara tales versos; sin embargo, cabe la posibilidad de que en la silva, como forma métrica establecida, haya algún verso suelto, por lo que no hemos reconstruido el texto. Cfr. Mata, ed. de El rey don Alfonso, p. 80. Ocurre lo mismo en El rey don Alfonso; el editor apunta que «el cansancio del autor parece notarse también en el mero número de versos, que disminuye notablemente hasta quedar en 416, frente a los 668 y 663 de las dos anteriores». Probablemente el motivo de la disminución de versos en la tercera jornada sea el citado cansancio, pero parece que en otras burlescas también era más reducido el tercer acto, como es el caso de Mocedades (440-464-351), Darlo todo y no dar nada (947-883-732); con menos diferencia: Amor, ingenio y mujer (686-806-634); Céfalo y Pocris (853-764-721). Nos planteamos si esta reducción pudiera explicarse por el propósito de «divertir sin cansar»; el tercer acto, que corresponde al desenlace, quizá se abreviara en parte por ese motivo. E l estudio del teatro breve de este autor confirma esto. La maestría y dominio de la métrica se pueden comprobar en sus cuarenta y una piezas inter16

17

18

19

2 0

INTRODUCCIÓN

31

C o m o ya he apuntado, es e n e l m a r c o t e m p o r a l d e l C a r n a v a l e n el que se representa Los amantes de Teruel, sin ser m e n o s significativo el m a r c o espacial y e l destinatario: las dependencias de P a l a c i o , c o n el c o n s i g u i e n t e p ú b l i c o r e g i o y cortesano.Varey y S h e r g o l d

2 1

dan c u a -

tro fechas de r e p r e s e n t a c i ó n de l a c o m e d i a que lleva ese t í t u l o y se asegura, sin la m e n o r d u d a , que la v e r s i ó n burlesca se r e p r e s e n t ó e l 10 de febrero de 1 6 8 7 , lunes de C a r n e s t o l e n d a s , p o r l a c o m p a ñ í a de R o s e n d o L ó p e z y e n Palacio, sin c o n c r e t a r a l g ú n r e c i n t o d e l m i s m o . P o r otra parte, e n o t r o l u g a r

22

a p u n t a n q u e q u i z á fuera t a m b i é n l a

burlesca la que se r e p r e s e n t ó e l s á b a d o 17 de febrero de 1 6 8 5 , e n Palacio, p o r la c o m p a ñ í a de Eufrasia M a r í a . Estos estudiosos descartan que las otras dos p r i m e r a s representaciones de las q u e se r e c o g e n datos sean de la burlesca p o r q u e se h i c i e r o n e n los corrales. Y es q u e apenas t e n e m o s datos de representaciones de esta í n d o l e e n esos l u gares; la m a y o r í a de las veces las c o m e d i a s burlescas se representaban e n Palacio o e n ambientes a c a d é m i c o s u n i v e r s i t a r i o s y colegiales. O t r a posible r e p r e s e n t a c i ó n cortesana es aquella a la q u e alude e l fin de fiesta escrito para Los amantes de Teruel, e n e l R e t i r o , p r o b a b l e m e n t e ya e n los c o m i e n z o s d e l x v m . U n dato c u r i o s o e interesante relativo a la r e p r e s e n t a c i ó n es que en e l A r c h i v o de l a C o f r a d í a de l a N o v e n a se conserva la m ú s i c a para la c o m e d i a burlesca Los amantes de

Teruel.

T e r m i n o esta breve i n t r o d u c c i ó n a l u d i e n d o a otra interesante v e r s i ó n burlesca d e l asunto, que, c o m o ya a n u n c i é , es la m o j i g a n g a t i t u lada Los amantes de Teruel, p u b l i c a d a e n 1691 e n Arcadia de entremeses *', 2

p o d í a o c u r r i r que de u n m i s m o asunto se redactaran dos versiones p a r ó d i c a s , c o m e d i a y e n t r e m é s , o c o m e d i a y m o j i g a n g a , c o m o es e l caso,

medias; para más información sobre este asunto, cfr. Borrego, El teatro breve de Vicente Suárez de Deza..., capítulo dedicado a la métrica. Varey y Shergold (con la colaboración de Davis), 1989, p. 54. Shergold y Varey, 1982, p. 248. Cfr. Stein, 1980, p. 216. Mojiganga de los amantes de Teruel, en Arcadia de entremeses [escritos por los ingenios más clásicos de España. Primera Parte], Pamplona, imp. de Juan de Micón, 1691 (existe una reimpresión en 1700). Emilio Cotarelo realizó una copia manuscrita de la mojiganga (22 cuartillas), a la que añadió algunas notas; este ejemplar se halla en la Biblioteca del Instituto del Teatro de Barcelona y su signatura es ms. 4.667. U n a edición moderna de esta pieza se podrá leer en el citado volumen de m i tesis doctoral dedicado a la edición de las obras de Vicente Suárez de Deza. 21

2 2

23

24

32

LOS

AMANTES

DE

TERUEL

d e l m i s m o o diferente autor, p o r r e f u n d i c i ó n o « r e d u c c i ó n » . Esta 25

p i e z a c o p i a algunos pasajes í n t e g r o s de la c o m e d i a , pero 26

también

a ñ a d e otros y aporta o r i g i n a l i d a d p r o p i a , pues se articula e n t o r n o a la p a r o d i a de versos d e l r o m a n c e r o , cantados y bailados, que se i n t e r calan entre los versos correspondientes al a r g u m e n t o , s i m p l i f i c a d o esta v e z al m á x i m o . L a a t r i b u c i ó n a V i c e n t e S u á r e z de la p i e z a n o está probada d e l t o d o ; es la ú n i c a o b r a que e d i t o

27

que n o se c o n t i e n e en Donaires de Tersícore.

L o que parece c i e r t o es q u e la m o j i g a n g a se inspira e n la c o m e d i a ; e n Salvá

28

se s e ñ a l a acerca de la m o j i g a n g a que es « u n extracto o c o m -

p e n d i o de Los amantes de Teruel, de S u á r e z de D e z a » . T a m b i é n C o t a r e l o , e n las notas a su c o p i a m a n u s c r i t a m e n c i o n a d a , e x p l i c a que «es u n p l a g i o y r e d u c c i ó n de la c o m e d i a burlesca de D e z a , c o n algo d e l autor de este a r r e g l o » . N o está claro si se trata de u n simple «plagio» o « r e f u n d i c i ó n » , a u n q u e t a m b i é n c a b r í a la p o s i b i l i d a d de que se tratase de una refundición

d e l p r o p i o autor, c o m o o p i n a C r e s p o M a t e l l á n ;

Catalina B u e z o

admite la p o s i b i l i d a d de la a u t o r í a de D e z a e i n c l u -

3 0

2 9

ye esta o b r a entre las suyas. L a c o n d e n s a c i ó n argumental es a ú n m a y o r q u e e n la c o m e d i a burlesca, y esta brevedad, en palabras de B u e z o , « o b l i g a a u n a m a y o r c o n d e n s a c i ó n de hechos y situaciones,

tradu-

c i é n d o s e e n u n a p s i c o l o g í a casi plana de los personajes, que se m u e v e n i m p u l s i v a y grotescamente, a c o m p a ñ a n d o todas sus acciones c o n refranes y versos c o n o c i d o s entresacados de diversos romances. L a trama m u c h a s veces se escapa, p o r l o que d e b i ó de representarse ante u n p ú b l i c o cortesano, f a m i l i a r i z a d o c o n la o b r a seria o c o n la o b r a b u f a » . R e s p e c t o a la i n s e r c i ó n de romances, C o t a r e l o afirma que el 31

Otras comedias burlescas con pieza intermedia de similar asunto fueron, entre otras: Angélica y Medoro, cuya mojiganga burlesca se inserta en el libro de bailes El corazón, fols. 79r-87v, con letra de finales del siglo xvn, en 4.° ( B N M , ms. 14.856); El robo de Helena y destrucción de Troya, que tiene un entremés burlesco del mismo tema atribuido a Gongo ra y estudiado por Jammes, 1978. Hemos apuntado, en las notas a pie de página de la edición de la comedia, algunos de estos pasajes, así como alusiones de interés. E n el citado volumen en prensa que recoge las piezas breves de Suárez de Deza. Salvá, 1872, p. 683. Crespo Matellán, 1979, p. 61. Buezo Canalejo, 1993, p. 452. Buezo Canalejo, 1993, pp. 452-53. 2 5

2 6

2 7

2 8

2 9

3 0

3 1

INTRODUCCIÓN

33

asunto de la pieza se ve «sazonado con cantares y fragmentos de romance en música» . Efectivamente, los romances y canciones populares van casi siempre acompañados de música, y son cantados por los propios protagonistas, que alternan los versos representados con los cantados. Por las referencias finales (w. 352, 367-68) sabemos que esta m o jiganga se representó en Corpus, quizá para finalizar u n auto; los entremeses del Corpus tenían más acentuado el carácter bufonesco o de caricatura —así lo asegura Bernardo de Q u i r ó s — , como es el caso de esta pieza, cómica también gracias a la degradación humorística que han sufrido, una vez más, personajes tan sublimes en la tradición legendaria como los propios amantes de Teruel. 32

33

Cotarelo, 1905, p. 55. Cfr. García Valdés, ed. de Obras de Francisco Bernardo de Quirós y aventuras de don Fruela, 1984, p. 82. 3 2

33

NOTA TEXTUAL

Para la edición crítica de esta comedia he manejado todos sus testimonios conocidos. H e tomado como texto base el de Donaires de Tersícore ( D T ) , de 1663, recopilación de prácticamente toda la producción dramática de Vicente Suárez de Deza, publicada en vida del autor y seguramente revisada por él . O t r o texto cercano a la época es el manuscrito al que he designado con la abreviatura M , del siglo xvm; en esencia, se trata de una copia de D T , aunque corrige algunas palabras y aporta alguna innovación. Finalmente, he tenido en cuenta dos ediciones modernas de la obra. L a primera, de 1969, es una interesante «tesina» inédita de A . Lasch , dirigida por los profesores R . Jammes y F. Serralta, de la Universidad de Toulouse. Consta de una breve introducción al autor, al texto y a la leyenda y su evolución; la parte central la ocupa el texto de la comedia, cuidadosamente transcrito; y, finalmente, se registran las variantes y se recogen treinta notas breves al texto. E n total, 92 folios mecanografiados a una cara, que aunque no puedan considerarse en rigor, como su autor denomina a su estudio, «Edition critique», aportan interesantes y aclaratorios datos para el sentido total del texto. L a segunda e d i c i ó n moderna es una facsimilar con la que Crespo Matellán cierra su libro de 1979, y que reproduce D T ; además, su estudio toma como m o delo esta comedia para analizar los rasgos de la parodia dramática en la literatura. 34

35

Para más información acerca de esta edición, ver Borrego, El teatro breve de Vicente Suárez de Deza, I, Estudio, 1.2.4. y el capítulo correspondiente en el volumen de la edición. Tuve noticia de la existencia de este trabajo en Serralta, 1980, p. 122. Tengo que agradecer al Profesor Frédéric Serralta su generosidad y amabilidad, pues me envió en breve espacio de tiempo el material que necesitaba, acompañado de orientaciones precisas sobre mi trabajo y de respuestas a determinadas cuestiones que le planteaba. 3 4

3 5

36

LOS

AMANTES

DE

TERUEL

E n resumidas cuentas, del original del autor se debió imprimir el texto de D T , del cual procede a su vez la copia del manuscrito M (hecha ya en el xvm). Las dos ediciones modernas toman como texto base el de D T . Nuestro texto base es, evidentemente, D T , sobre el cual no hay propiamente variantes. Hay algunas diferencias menores que recojo en el apartado siguiente. TESTIMONIOS DE «LOS AMANTES DE TERUED> DT

Comedia burlesca de Los amantes de Teruel, en Parte primera

de los Donaires de Tersícore, M a d r i d , M e l c h o r Sánchez, 1663, fols. lr-22v. U s o el ejemplar de la B N M , R / 17.943. M

Comedia burlesca intitulada Los amantes de Teruel, 62 hh., en

4.°, letra de principios del xvm. B N M , ms. 17.236. L

Los amantes de Teruel. Comedia burlesca (Edition critique,

introduction et notes de A . Lasch). M é m o i r e soutenu devant la Faculté des Lettres et Sciences Humaines de Toulouse pour la Maîtrise d'Enseignement (Espagnol). Junio 1969. Toulouse, Biblioteca del Instituto de Estudios Hispánicos e Hispanoamericanos de la Universidad de Toulouse-Le Mirail, 1969. B i b l . Inst. Res D 207. C

Comedia burlesca de Los amantes de Teruel, r e p r o d u c c i ó n fac-

símil de D T , en Salvador Crespo Matellán, 1979. LISTA DE VARIANTES

1 18 44 58 65 82 99 115 137 165 189 192 211

Viote] Viste a M nos] no D T , M aquellos] aquello M aunque] que aunque M en] con M pues] pues aun M por] para M la] lo M has] ha D T es sin duda] sin duda es M caballero] ah, caballero M quién] y quién M ya] yo M

NOTA TEXTUAL

273 276 284 312 322 325 347 402 415 427 448-49 456 487 490 497 508 520 527 541 544 548 567 594 609 626 627 684 702 703 716 759 761 783 799 802 815 827 832 834 835 837 842 acot.

pasarse] pasar M quieres] queréis M ; oigas] oigáis M la] lo M si] que M desesperado] desamparado M lego] luego M seco] fresco M dices que, om M matriniente] matrimonio M y] que M ; como] con M om M Don,] om M holgaréme] holgarame M destruirme] consumirme M om M om M la] una D T , M en] que M y en fin] y Ínterin M terrado] poblado M de] que M boba] buena L hallo] he hallado D T , M tantos] muchos M tonto] tanto M ; tanto] tantos M téngasela] tenga M bellaco (el segundo)] villano M sin] y M Diego] D o n Diego M falso] ingrato M Guarda 1] 1 D T Guarda 2] 2 D T aquesto] aquesta M el] he de M Agudo] Aguado M socorre] a socorrer M aborda] a bordo M om M

de todo jaez] de toda fortuna M triunfo] visto M potrentado] portentado M sucio] suco D T

37

38

838 882 908 932 962 971 990 991 1030 1044 1055 1080 1103 1146 1147 1152-81 1193 1218 1224 1237 1247 1250 1257 1277 1332-37 1325 1395 1513 1523 1537 1538 1542 1545 1546 1577 1579 1581 1585 1599 1610 1627 1704

LOS

AMANTES

DE

TERUEL

ya] y o M T o c a . Toca] T o c a hasta e l d í a M aquella] estrella L vivir] venir M almoneda] m e r i e n d a M has] ha D T he de dar] d a r é M le ha enviado] la e n v í a M covorvora] corrobora L desate] desata M más] m u y M que om D T ha e n v i a d o ] e n v í a M Pues n o te tardes, om M om M om M ya de] ya que de M a recoger] toca a recoger M ; toca (segundo), om M resuelto] dispuesto M om M Tente] allá v o y M purgarse] pegarse M ; d e c í s ] dices M Empezá] ¿no empezáis? M no] m e L om M lo] la D T , M o] y M graciosa] gustosa M t o d a v í a ] toda d í a D T aunque] y a u n q u e M y] om M vestido] vestida D T m i c o n t e n t o ] mis contentos M m i p e n s a m i e n t o ] mis pensamientos M E m b a r a z o ] n o hay e m b a r a z o M hallar] allá M y así] m á s esperar M está c o m i e n d o ] p a n y M si estoy tal] tal estoy M con] c o m o D T , M mucho] mundo M calle] c o r t e M

NOTA TEXTUAL

1719 1720 1721 1724-29 1794 1806 1828 1903 1905 1933 1941 1947 1952 1953 1967 1971 1989 2001

Q u i e n (último) M D o n Diego om M abrazamé] a abrazarme M om M volver] venir M todo] todos M lo] la M y de tu parte...] y de tu parte ir. om M pastel] papel L un dotor] el calor M aquel] aquí M Gran rigor] om M om M donosa] graciosa M conejo] pellejo M negado] ganado M darte] darle M

SINOPSIS M É T R I C A

Jornada I Versos

Forma métrica

1-36 37-387 388-554 555-758

Redondillas Romance é o Süva Romance á o

Total

Núm. de versos

36 351 167 204 758

Jornada II Versos

Forma métrica

759-882 883-966 967-1074 1075-1198 1199-1202 1203-1257 1258-1519

Redondillas Romance é a Redondillas Romance á e Seguidilla á e Silva Romance ó a

Total

Núm. de versos

124 84 108 124 4 55 262 76Í

Jornada III Versos

Forma métrica

1520-1579 1580-1587 1588-1647 1648-1857 1858-1961 1962-2005 2006-2107

Décimas Redondillas Décimas Romance é Redondillas Süva Romance é e

Total

Núm. de versos

60 8 60 210 104 44 102 588

LOS

Forma

AMANTES

TERUEL

Jorn.I

Jörn. II

Jörn. III

Total

555 36 167

470 232 55

312 112 44 120

métrica

Romance Redondillas Silva Décimas Seguidillas

DE

— —

— 4



1337 380 266 120 4

Porcentajes

Jörn. I

Romance Redondillas Silva Décimas Seguidillas

Jörn. II

73,22 4,75 22,03

Jörn. III

61,76 30,49 7,22

Total

— —



53,06 19,05 7,48 20,41

0,53



63,45 18,04 12,62 5,70 0,19

COMEDIA

BURLESCA

D E LOS AMANTES

DE

TERUEL

H a b l a n e n ella las personas siguientes: Don Diego Morcilla. Don Fernando de Zamboa. Don Pedro, viejo. Camacho, criado. Fabio, criado. Doña

Isabel, dama.

Doña

Elena, dama.

Luisa, criada. Juana, criada. El Gobernador de Zaragoza. Dos guardas vejetes.

JORNADA PRIMERA

Salen don Diego Morcilla,

doña

Isabel, doña

Elena,

Camacho, Juana y Luisa, cada una con su candil de garabato encendido, que colgarán donde se pudiere, y todos salen como turbados y huyendo. D Ñ A . ISABEL

¿ V i o t e m i padre, m i s ojos?

Acot. candil de garabato: tipo usual de candil que se colgaba de un gancho o garabato que tenía, y de ahí su nombre. v. 1 mis ojos: expresión utilizada en la época para referirse a la persona amada: «son los ojos la parte más preciosa del cuerpo, pues por ellos tenemos noticia de tantas cosas [...]. Para encarecer lo mucho que se quiere a una persona la igualamos con nuestros ojos y le damos ese nombre» (Cov.).

44

LOS AMANTES

DE

TERUEL

D . DIEGO

YO pienso, Isabel, que no.

D Ñ A . ELENA

Pues d i , ¿por q u é no te vio?

D . DIEGO

Porque estaba sin antojos.

D Ñ A . ISABEL

N O hay cosa que no me asombre.

D Ñ A . ELENA

¿ Q ¿ tienes?

CAMACHO D . DIEGO D Ñ A . ISABEL D Ñ A . ELENA D Ñ A . ISABEL

u

¡Andallo, padre! ¿ Q u é te ha dado? U n mal de madre. Pues hazte mudar el nombre. SÍ, pero en duda es mejor,

Elena mía, que luego a Camacho y a d o n Diego echen por u n corredor

10

v. 4 antojos: «Los espejuelos que se ponen delante de la vista para alargarla a los que la tienen corta» (Cov.). E n ocasiones era accesorio que daba pie a burlas: ver La ventura, nota al v. 310 acot.; añádase Bodas de Orlando, w . 399-402: «— M u c h o te mira Roldan. [A Armelina.] / — Y es un mirar muy atento, / porque viene sin antojos / y sólo con su respeto». Estos cuatro versos inician también la mojiganga burlesca, aunque van precedidos de una introducción musical, a modo de presentación; cfr. Mojiganga, vv. 1-8: «Hoy en una mojiganga / quien os desea agradar, / Los amantes de Teruel / intenta representar. / Tened cuenta a las figuras / cuán apresuradas van, / a jugar al esconder / con la dama y el galán». v. 6 Andallo, padre: variante de la expresión andallo, pabas: «Modo vulgar de hablar con que la gente común expresa y da a entender alegría y regocijo» (Aut); «Andallo, m i vida, andallo; que sois pollo y vais para gallo» (Correas, p. 48); «Andallo; lo que anda lo mallo: dícese a los que andan holgando en la fuga» (id., p. 531); cfr. Comendador, w . 1281-82: «—Mucho que te ausentes siento, / mas adiós. — ¡Andallo, pabas!». v. 7 mal de madre: «Afecto que se causa de la sustancia femenil corrompida o de la sangre menstrual, que elevándose a la cabeza toca en el sistema nervioso y causa diferentes accidentes de mucho cuidado. Llámase también pasión histérica» (Aut); se identifica a este mal con el «histerismo». Además, tiene connotaciones eróticas en contextos chistosos: «El que a su mujer procura / dar remedio al mal de madre, / y ve que no la comadre / sino que el Cura la cura, / si piensa que el padre cura / trae la virtud en la estola / mamóla» (Floresta, n ú m . 63, vv. 41-47). v. 12 corredor. «Especie de galería encubierta o descubierta que se hace en las casas alrededor o en parte de los patios o jardines para tomar el sol o divertirse con las vistas que se ofrecen» (Aut).

TEXTO DE LA COMEDIA

45

porque pasen al momento a esotro ochavo de Luisa. D. DIEGO

YO estoy rabiando de risa.

LUISA

Venid los dos.

D Ñ A . ELENA CAMACHO

15

¡Gran contento! ¡Aprisa, cuerpo de Cristo, antes que el viejo nos vea!

JUANA

¿ Q u i é n habrá que aquesto crea?

LUISA

E l que no l o hubiere visto.

D. DIEGO

¡ O h , q u i é n pudiera decir,

20

Isabel, el sumo gusto que tengo de darte susto! D Ñ A . ISABEL

N O es tiempo de discurrir; tú, prima, q u é d a t e aquí

25

hasta ver lo que sucede, y de lo que hubiere puede escribirme Juana, y si m i padre, de curioso, por m í repicare a fuego,

30

dirás que estoy con don Diego, porque no esté sospechoso mientras yo voy con los dos. Varis e.

v. 14 ochavo: «Edificio o lugar que tiene figura ochavada» (DRAE), seguramente refiriéndose a una habitación de forma octogonal. La palabra ochavo en la época también se empleaba para referirse a un tipo de moneda, que «vale dos maravedís o la mitad de un cuarto» (Aut). Nótese el juego de palabras, por alusión a cuarto, con el doble sentido de moneda y habitación. v. 18 no D T . w . 22-23 el sumo gusto / que tengo de darte susto: fácil juego de palabras con estos dos términos casi homófonos (la misma rima susto / gusto se repite más adelante en los w . 984-85 y 1063-66); cfr. Comendador, w . 808-11: «La vida le quito en buenas / frenas, si no es por el susto / y también porque no gusto / meterme en vidas ajenas». v. 30 repicare a fuego: expresión que se toma en sentido figurado, un tanto absurdamente; por repicar se entiende «tañer las campanas con sonido alegre y de fies-

46

LOS

AMANTES

D e todo le

DE

TERUEL

informaré;

vete allá fuera. JUANA

Sí haré.

35

Vase. CAMACHO

Adiós, pues. Elena, adiós.

D . DIEGO

Éntranse

todos juntos por una parte, y queda doña Elena

sola. D Ñ A . ELENA

Cosas suceden que apenas con todo su entendimiento enredarlas no pudiera el mismo diablo Cojuelo.

40

D o n D i e g o quiere a m i prima; m i prima quiere a don Diego; los dos se viven de amantes y yo me muero de aquellos; mas ¿para q u é lo repito

45

cuando yo por m i dinero puedo comprar m i venganza

ta, y por extensión se dice de otras cualquiera cosas, con que se pueda formar armonía» (Aut) y tocar a fuego es «avisar de que hay un incendio, con las campanas o de otro modo» (DUE). v. 40 diablo Cojuelo: «Se llama por desprecio al diablo, aunque con este epíteto se quiere significar un diablo enredador o travieso» (Aut). Además, El diablo Cojuelo es el título de la conocida novela de Luis Vélez de Guevara, única de sus obras en prosa, sobre la que se asentó la fama del autor durante siglos, hasta la posterior valoración de su obra dramática. Estos cuatro versos (w. 37-40) son exactamente iguales en Mojiganga. v. 44 aquellos: pronombre demostrativo que funciona como palabra «comodín»; aparece varias veces a lo largo de la comedia, en sus variantes de género y n ú mero. Suele referirse a algo obvio, en este caso, seguramente sea a «celos», pues en la versión burlesca (aún más reducida que la comedia) de la mojiganga, Elena, con versos semejantes, lo expresa de modo explícito: «Cosas suceden que, apenas / con todo su entendimiento, / enredarlas no pudiera / el mismo diablo Cojuelo. / Mas pues de celos me abraso» (Mojiganga, w . 37-41). E n la comedia de Montalbán, Elena, movida por los celos a causa de su amor por don Diego, constantemente pretende obstaculizar el amor entre este y doña Isabel, y precisamente en el m o nólogo paralelo a este expresa su estado y sus intenciones.

TEXTO DE LA COMEDIA

47

e n los roperos de viejo?; y pues he q u e d a d o sola, amor, vaya de e m b e l e c o

50

y echemos hoy a la vida, para que dure, u n r e m i e n d o . D o n F e r n a n d o de Z a m b o a — q u e es, entre los macabeos, si n o m á s g a l á n q u e todos,

55

m á s r i c o que G e r i n e l d o s — ,

v. 48 roperos de viejo: ropero es «el que vende los vestidos hechos» (Aut) y de viejo es «expresión calificativa que se aplica al artesano que hace trabajos de reparación en prendas de vestir» (DUE). Parece, además, que era un tópico satírico el arte de engañar de los roperos; la calle de la Ropería de Madrid estaba junto a la Plaza Mayor y los dueños de esas tiendas tenían fama de embaucadores. Ver notas de Mata Induráin a El rey don Alfonso, w . 60-62; comp. Quevedo, Sueños, p. 366: «No trato de los pasteleros y sastres, ni de los roperos, que son sastres a Dios y a la ventura y ladrones a diablos y desgracia»; Lanini, Darlo todo, vv. 2489-90: «a los roperos de viejo / vaya a buscar otra maula»; Lope, La Gatomaquia, silva I, vv. 95-96: «introducción de sastres y roperos, / doctos maestros en sacar dineros». Dedúzcase el tipo de venganza que busca Elena, si realmente la quiere comprar en tales establecimientos. v. 50 vaya de embeleco: la forma vaya de..., seguida de palabras como fiesta, baile, etc. era muy habitual en estas piezas dramáticas de tipo festivo. Aquí la palabra que se emplea es embeleco: «embuste, fingimiento engañoso, mentira disfrazada con razones aparentes» (Aut), dando a entender que conseguirá su amor mediante embustes y mentiras. v. 54 macabeos: así se llamaron los hijos del sacerdote Matatías en los libros b í blicos que refieren sus gloriosos hechos. E l principal de éstos fue Judas, por sobrenombre el Macabeo. La elección de esta palabra puede estar motivada por la rima del romance; la palabra correspondiente en la comedia de Montalbán es «caballeros». A l final, es otro disparate. v. 56 más rico que Gerineldos: Gerineldo es el nombre del héroe de algunos de los romances viejos más populares, inspirados en la leyenda de los amores entre Emma, hija del emperador Carlomagno, y Eginhardo, cuyo nombre se transformó al pasar de la historia a la poesía. Lo que no hizo la poesía épica francesa lo realizó la poesía tradicional española, que recoge esta apasionada historia de amor en dos romances, el de «Gerineldo» y el de «El Conde Claros». Quizá se ha elegido la palabra Gerineldo por razones métricas y por correspondencia con los versos de la obra parodiada, sustituyendo «todos ellos» por «Gerineldos»: «Don Fernando de Gamboa / (que es entre los caballeros / si no más galán que muchos / más rico que todos ellos)...» (Montalbán, I, vv. 109-12). Es posible que haya un eco del romance de Quevedo «Gobernando están el mundo» (PO, n ú m . 697, w . 45-46):

48

LOS

AMANTES

DE

TERUEL

echa e l bofe p o r m i p r i m a ; y a u n q u e ella n o s u e ñ a e n ello — p o r ser tan fina que h i c i e r a g r a n falsedad de s a b e r l o — ,

60

yo, c o n e l ansia de verla en mejor predicamento, c o n falsas adulaciones y con

fingidos

extremos,

c o n favores e n billetes

65

y c o n recados e n cestos, sin saber nada m i p r i m a a d o n Fernando

entretengo

y le d o y todas las noches p o r u n a ventana g ü e v o s ;

70

p e r o si tanto l o l l o r o ,

«Andaba entonces el C i d / más galán que Girineldos», donde se asocian los términos galán y Girineldos, aunque la relación en Suárez de Deza no sea la misma. v. 57 echar los bofes: «es procurar una cosa con gran diligencia y solicitud, fatigándose tanto que, a manera de decir, los bofes no se dan vado a respirar» (Cov.). Podríamos adivinar también un sentido escatológico, pues «significa también tener grande asco y náusea, y lo mismo que echar las tripas o las entrañas» (Aut). Es expresión popular, según el maestro Correas: «poner mucho ahínco por haber algo» (Correas, p. 564). E n pasaje paralelo de la comedia de Montalbán, Elena dice de don Diego que «quiere casar con mi prima» (I, v. 113). E l contraste entre la pretensión de matrimonio de la obra parodiada y otro tipo de deseos y relaciones manifestadas claramente en la parodia suponía una transgresión de los códigos del honor en pro de la comicidad. Aún más degradantes son las palabras de Elena en Mojiganga, refiriéndose al mismo asunto: «Hoy don Fernando Zamboa / —¡pero ya va amaneciendo!— / me dijo que a Isabel quiere, / vestida, desnuda, en cueros...» (vv. 45-48). vv. 59-60 fina ... falsedad: juego de palabras, pues fino significa «Verdadero, por oposición a falso en la lengua de los rufianes» (Léxico, con testimonios de El rufián viudo: «de los finos / cinco acerté a contarle; de los falsos...», y Torres Villarroel: «de vagabundos finos y falsos, de pobres mentirosos y verdaderos»). v. 65 billetes: papeles con mensajes amorosos. E l pasaje paralelo de la comedia de Montalbán contiene conceptos más elevados: «con favores inventados / y con recados supuestos, / sin saber nada mi prima / a don Fernando entretengo, / y le doy de parte suya / esperanzas por lo menos» (I, w . 123-28). Suárez de Deza ha sustituido estos términos por otros vulgares, que contrastan con el contexto en que son empleados: los celos de Elena y su afán de separar a Isabel de don Diego, y consiguen la más cómica parodia.

TEXTO DE LA COMEDIA

49

p e r o si tanto l o siento, ¿ c ó m o m e d e t e n g o ahora e n l o que a q u í m e

detengo

c u a n d o e s t á n j u n t o s los dos?

75

Juana. Sale Juana. JUANA

Señora.

D Ñ A . ELENA

A l momento cierra t o d a aquesa p u e r t a . C o n m i g o estoy... Tentándose toda.

JUANA

Y a la cierro. ¿ Q u é intentas?

D Ñ A . ELENA

V e r á s l o agora si tienes ojos.

JUANA

Verélo. Tiéntase

80

los ojos.

D o s tengo y n o son m u y malos, pues que p u e d o v e r c o n ellos. D Ñ A . ELENA

Pues g o z a de la o c a s i ó n y escúchame.

JUANA D Ñ A . ELENA

Y a te atiendo. B i e n p o d é i s salir; salid,

85

Isabel; salid, d o n D i e g o ; L u i s a , C a m a c h o , salid; sal, salero, sal, salero. Salen todos. D . DIEGO

Elena.

w . 85-88 E n estos cuatro versos hay una intencionada reiteración de las palabras salid, salir, sal, salero, con la consiguiente aliteración, con fines cómicos. E l v. 88 parodia una cancioncilla infantil: «Sal, salero, / sal y vendrás caballero», «Sal, salero, / vendrás caballero / en la muía de Pedro» (Frenk, 1987, núms. 2144 A y 2144 B).

50 D Ñ A . ISABEL D Ñ A . ELENA

LOS

AMANTES

DE

TERUEL

P r i m a , ¿ q u é ha habido? Q u e l o que te d i g o es ello:

90

n o los ha v i s t o t u padre n i tiene gana de verlos, y cuando l o imaginara y entrar quisiera a c á dentro, ¿ n o es m e j o r que te halle a q u í

95

e n c o n v e r s a c i ó n c o n ellos q u e n o m a n o sobre m a n o ? D Ñ A . ISABEL

Dices bien.

D Ñ A . ELENA

P o r eso m a n d é cerrar

[...]

t o d a la p u e r t a , y p o r eso

100

os l l a m é c o n tantas voces, que, c o m o d e l t o n o vuestro m e t a ñ e a m í tanta parte, c o m o q u i e n soy os p r o m e t o que d e s p u é s que de a q u í os fuisteis

105

u n o he estado c o m p o n i e n d o a d ú o , y h a n de cantarle cuatro voces. D Ñ A . ISABEL D Ñ A . ELENA

Será bueno. Aparte. V e n g a n z a , g r i e g o s , repite.

v. 98 Dices bien: este verso está incompleto; ver la sinopsis métrica de la introducción. v. 103 me tañe: tañer, además de «tocar acorde y armónicamente algún instrumento» (Aut), poseía el sentido del actual atañer, como incumbir o corresponder: «vale también importar, pertenecer, ser de consecuencia o interés alguna cosa» (Aut). Aquí se emplea en este último sentido, como 'me toca', o 'me corresponde', aunque la relación con la palabra tono del verso anterior también alude al p r i mer significado. v. 104 como quien soy: se trata del tópico repetido del «Soy quien soy», según el cual, la pertenencia a la nobleza llevaba aparejadas unas cualidades morales elevadas y un decoroso modo de comportamiento; cfr. Spitzer, 1947. Comp. El rey don Alfonso, w . 787-88: «Ello una mano me cuesta, / mas yo mostraré quién soy». vv. 107-108 Otra tontería, componer un tono para un dúo que han de cantar a cuatro voces. v. 109 Venganza, griegos, repite: expresión que sustituye a la tópica «venganza, cielos, venganza» (cfr. Caballero de Olmedo, v. 543); teniendo en cuenta que lo dice

TEXTO DE LA COMEDIA D Ñ A . ISABEL D . DIEGO D Ñ A . ELENA

51

¿ Q u é dices? Tienes ingenio.

110

Q u e n o es m u y l e r d o q u i e n sabe c u á n t a s s o n c i n c o .

D . DIEGO

Y O p o r m i parte festejo, Elena, tu habilidad.

D Ñ A . ISABEL

YO t a m b i é n te l a agradezco;

115

y supuesto que m i padre ha dado e n n o q u e r e r v e r n o s , v e d que e s t á n e n p i e las sillas. D Ñ A . ELENA

Pues todos nos

sentaremos

mientras sacan c h o c o l a t e . CAMACHO

M e j o r fuera u n o s t o r r e z n o s .

D Ñ A . ISABEL

¿ N O te sientas, D i e g o ?

D . DIEGO

120

YO

m e j o r m e siento e n el suelo. D Ñ A . ISABEL

H a c e s b i e n , que está m á s b l a n d o .

Elena habrá que entender una alusión chistosa, sin mayor sentido, a la guerra de Troya; de hecho, en Amor, ingenio y mujer se canta un estribillo en el que se n o m bra a Aquiles cuyo verso inicial es éste precisamente: «Venganza, griegos, repite, / Aquiles, blasón de Arganda, / blandiendo un asta por rayo, / cuando no un rayo por asta» (w. 1891-94). v. 111 Verso corto; rima con el anterior y falta el suelto en el esquema del romance. v. 112 quien sabe cuántas son cinco: alusión al dicho «no sabe cuántas son cinco», empleado «por no saber; lo contrario es: yo bien sé cuántas son cinco» (Correas, p. 620). Otro dicho popular que incluye esta expresión es «¿Cuántas son cinco? Tres de blanco y dos de tinto, o dos de blanco y tres de tinto» (Correas, p. 142), que se refiere a las veces de vino, y más en general al estado de borrachera. Cfr. Hamete de Toledo, w . 184-87: «En diez m i l hileras iba / todo el campo repartido, / que el que las hizo sabía / muy bien cuántas eran cinco»; Darlo todo, vv. 268¬ 71: «—¿Tú sabes cuántas son cinco? / — N o lo sé, pero sabrélo. / —Pues lo tienes tan a mano, / haz la cuenta con los dedos». v. 120 chocolate: el chocolate, sustancia traída de las Indias, hizo las delicias de los españoles; se tomaba a modo de bebida. Se le atribuían propiedades como curar la melancolía; cfr. v. 1032. v. 121 torreznos: «el pedazo de la lunada que asamos, y díjose a torrendo porque se tuesta y se asa en el fuego, a diferencia de lo demás del tocino que se guisa o

52

LOS

Siéntanse D . DIEGO

AMANTES

DE

TERUEL

en el suelo.

Señoras, ¿ n o jugaremos

125

a l g ú n j u e g o de v i r t u d para d i v e r t i r e l t i e m p o ? D Ñ A . ISABEL

Y o , p o r m í vaya e n b u e n h o r a .

D Ñ A . ELENA

D o n D i e g o elija u n o b u e n o .

D . DIEGO

Vaya e l de p i z p i r i g a ñ a .

D Ñ A . ISABEL

Ese es m e c á n i c o j u e g o .

D . DIEGO

Pues vaya a p u ñ o p u ñ e t e .

130

se cuece en la olla» (Cov.). Los gustos rústicos del criado difieren claramente de los de doña Elena. v. 126 juego de virtud: se refiere a juego decoroso'. La palabra juego ya contenía ese matiz, aunque se advertía de los peligros de su exceso, pues se entendía como «ejercicio de recreo o entretenimiento honesto, en que lícitamente se pasa el tiempo, aunque el exceso le vicia las más veces y le hace perjudicial» (Aut). A continuación se enumeran algunos antiguos juegos infantiles. E n Mojiganga también se busca el tono lúdico, pues se juega «al esconder», se nombra el juego del «coco», etc. v. 127 divertir el tiempo: pasar el tiempo, entretenerse. v. 130 pizpirigaña: «Juego con que se divierten los muchachos, a quien se dio este nombre porque le hacen diciendo ciertas palabras y dándose pellizcos en las manos» (Aut). Los versos que se repetían mientras se jugaba eran, en una de las versiones: «Piz pirigaña / mata la gaña. / ¿A qué jugaremos? / A la mano cortada. / ¿Quién la cortó? / E l rey y la reina. / ¡Quita la mano / que te la pica el gallo!» (Repertorio, 46.2). E l juego, del tipo de «retahila», según clasificación del c i tado Repertorio, consistía en darse pellizcos en las manos apoyadas, que se escondían al ser tocadas. Por lo visto, se trata de un antiguo juego que aparece documentado en el siglo x v i , con notorias raíces carnavalescas. Comp. Quevedo, Buscón, p. 181: «Si se jugaba algún juego era siempre el de pizpirigaña, por ser cosa de mostrar manos». v. 131 mecánico juego: mecánico se refería a «lo que se ejecuta con las manos» (Aut), como el juego citado en el verso anterior, aunque «se toma también por cosa baja, soez e indecorosa» (ibid.). Es un juego de palabras. v. 132 puño puñete: juego de manos, recitado a ritmo de retahilas, en el que t a m b i é n había «prendas», que debía pagar, en prueba final, quien se riera. Transcribimos una de las versiones de las retahilas de este juego; según Repertorio, del que hemos obtenido todos estos datos, las variantes textuales entre unas y otras versiones son muy escasas y se mantiene la presencia de fórmulas lexicalizadas: «¿Qué es esto? / U n puñete / quita y vete. / ¿Qué es esto? / U n a cajita. / ¿Qué tiene dentro? / Oro y plata. / ¿Quién los guarda? / La gatita parda. / ¿Por dónde

TEXTO DE LA COMEDIA D Ñ A . ELENA

T a m b i é n es de pasteleros.

CAMACHO

T é n g a n s e todos, q u e y o d a r é u n j u e g o de los j u e g o s .

TODOS

53

135

¿ Y c u á l es?

CAMACHO

E l de la taba.

D . DIEGO

B i e n has d i c h o , a ese j u g u e m o s ; mas ten, que, si n o m e e n g a ñ o , en la calle hay i n s t r u m e n t o s . Guitarras dentro.

CAMACHO

Y es m ú s i c a p o r s e ñ a l .

D Ñ A . ELENA

Este es d o n F e r n a n d o m e s m o

140

que p o r m i p r i m a a l a calle da m ú s i c a . D Ñ A . ISABEL

Aparte.

¿ Q u é es aquesto?

¿ M u s i q u i t a s e n m i calle?

sube? / Por las escalentas arriba. / ¿Por dónde baja? / Por las escaleritas abajo. / Madejilla, madejilla / quien se ríe pierde la villa». v. 133 pasteleros: probablemente haga alusión a la condición de bajo oficio, pues la palabra mecánico (cfr. supra, v. 131) también «se aplica regularmente a los oficios bajos de la república, como zapatero, herrero y otros; y así, se diferencian los oficios en mecánicos y artes liberales» (Aut). v. 136 taba: la taba es el «huesecillo que tiene el animal en el juego de la pierna» (Aut). E l juego de la taba era en la época «el que usa la gente vulgar, tirándola por lo alto al suelo, hasta que quede en pie por los lados estrechos» (Aut). Nótese la incongruencia, pues desprecian los dos juegos anteriores por ser «mecánicos», y eligen el juego de la taba, propio de gente baja, al que paradójicamente denominan «juego de los juegos». N i el tipo de juego que han elegido, ni el modo como juegan —sentados en el suelo— son acordes con la condición de don Diego, Isabel y Elena y rompen el previsible decoro. Cfr. Bodas de Orlando, vv. 1158-63, donde quienes juegan a la taba son nada menos que Carlomagno y algunos de los más insignes héroes carolingios: «—Echemos las suertes. — ¿ Q u i é n / trae taba? — E n m i faldriquera / jamás ella y cuatro cuartos / han faltado. — Tu riqueza / es peregrina. —Juguemos. / —Sentémonos en la tierra»; Céfalo y Pocris, w . 1891-92: «—Déla amor a quien quisiere; / ¡juguémosla! — ¿ A qué? — A la taba». v. 137 ha D T . v. 144 ¿Musiquitas en mi calle?: los diminutivos jocosos son muy típicos en las comedias de disparates. Cfr. Bodas de Orlando, vv. 1757-58: «—Yo no reparo en

54 D Ñ A . ELENA

LOS AMANTES

DE TERUEL

Aparte. H o y falta esta p r i m a .

CAMACHO D Ñ A . ELENA

Fuego.

145

O i g a m o s cantar agora, q u e es l o q u e i m p o r t a .

D . DIEGO

Escuchemos. Cantan dentro.

Músicos

« R o m p e d las dificultades, B e l i s a , q u e hay e n i v i e r n o para salir, pues t e n é i s

150

tan aseado e n t e n d i m i e n t o . » CAMACHO

M i r a d q u e está a q u í l a taba.

D . DIEGO

T Ú dices m u y b i e n , j u g u e m o s , q u e desto n o hay q u e hacer caso, C a m a c h o ; pero, ¿ q u é es esto...?

155

Llaman a la ventana. CAMACHO

Q u e h a n l l a m a d o a la ventana.

D Ñ A . ISABEL

¿Qué

n a c

e q u e n o va c o r r i e n d o

si l a llaman? Aparte. ¡Ay de m í ! CAMACHO D . DIEGO

Acabóse. A q u e s t o es h e c h o . Levántame todos.

D Ñ A . ELENA

Aparte. A q u í h e menester valor.

160

refranes. / —¿Equivoquitos conmigo?»; Caballero de Olmedo, vv. 407-409: «— ¿Luego también tú le quieres? / — U n poquitito le quiero, / cuanto me agracia el amor». v. 144 prima: además del sentido lógico del parentesco entre Isabel y Elena, ofrecía un sentido relacionado con la palabra musiquitas: «en algunos instrumentos de cuerda se llama la que es primera en orden a otras de su especie, que la constituye en el primer lugar y grado» (Aut). Es chiste repetido en otras comedias burlescas. v. 149 Belisa: es el anagrama de Isabel, a la que rondan los músicos. La canción de la comedia seria es: «Romped las dificultades, / Belisa, que hay para veros, / veré yo lo que me amáis / y vos veréis lo que os quiero» (Montalbán, I, w . 259¬ 61).

TEXTO DE LA COMEDIA D . DIEGO

55

A q u í he menester braguero. Don Fernando a la ventana.

D . FERNANDO

Isabel, m i b i e n , s e ñ o r a , ¿ h a y algunos huevos frescos?

D Ñ A . ELENA

M i r e n si l o dije y o .

D Ñ A . ISABEL

Este es s i n d u d a e l barbero.

CAMACHO

Y a escampa...

LUISA

¿ Q u é es esto, Juana?

JUANA

Luisa, tampoco l o entiendo.

D Ñ A . ISABEL

Elena.

D Ñ A . ELENA

YO n o sé nada.

D . DIEGO

Y agora...

D Ñ A . ELENA

Aparte.

D . DIEGO

165

B i e n se h a dispuesto.

. . . ¿fuera b i e n h e c h o , Isabel,

170

Isabel, fuera b i e n h e c h o que soltara l a m a l d i t a y a n d u v i e r a e l d i a b l o suelto? v. 161 braguero: era una especie de calzón o vendaje que se utilizaba para contener las hernias o quebraduras, propias de un viejo achacoso, pero no de un pretendiente que se supone joven y apuesto. v. 165 barbero: porque ha pedido huevos frescos, y los barberos (que tenían oficio de sangrador) hacían las primeras curas en heridas, para lo cual usaban clara de huevo; comp. Bernardo de Quirós, Fruela, p. 97: «Leonardo pedía en el campo güevos y estopas. Púsole a Leonardo el alguacil un pañuelo en la herida»; señala Gabriel de Herrera, Obra de agricultura, p. 305: «si los sorben crudos aprovecha mucho a las llagas de la vejiga y riñones [...] aprovecha mucho la clara para curar heridas recientes». v. 166 Ya escampa...: reducción de la expresión «Ya escampa y llovían guijarros», «Modo de hablar con que se da a entender la pena que ocasiona el que es pesado y demasiadamente molesto en su conversación» (Aut); en general se usa cuando una situación empeora. Comp. El hermano, v. 514: «Ya escampa y llovía ladrillos»; Comendador, w . 443-46: «—Abre los ojos. — Y a escampa; / los tres ojos traigo abiertos / y los de adelante ven / tan poco como el trasero». v. 172 soltar la maldita: «Hablar mucho, decir todo lo que se piensa» (Léxico); se refiere a la lengua: maldita, «por la lengua; hablando mucho» (Correas, p. 645). v. 173 andar el diablo suelto: es lo mismo que reñir; el dicho anduvo el diablo suelto alude a una «grande revuelta» (Correas, p. 51).

56

LOS

AMANTES

DE

TERUEL

C l a r o está que fuera m a l o y q u e t ú dijeras l u e g o

175

q u e antes de ser t u g a l á n era m u c h o a t r e v i m i e n t o . D Ñ A . ISABEL

L u i s a , J u a n a , E l e n a , hablad, h a b l a d las tres.

LAS TRES D Ñ A . ISABEL LAS TRES D . DIEGO

N O podemos. ¿Por qué? P o r q u e estamos mudas.

180

Isabel, l o que y o siento es que tengas e n la calle a ese p o b r e caballero.

D Ñ A . ELENA

Y a esto está c o m o ha de estar.

D Ñ A . ISABEL

Pues, v o t o a D i o s , q u e a u n q u e en ello

185

t o d o m i h o n o r aventure, q u e he de hablarle. D . DIEGO

A q u e s o quiero; h á b l a l e , n o seas grosera.

D Ñ A . ISABEL

Y a le hablo. ¡ C a b a l l e r o !

D . FERNANDO

¿ES Isabel?

D Ñ A . ISABEL

C l a r o está;

190

¿y vos q u i é n sois? D . FERNANDO D Ñ A . ISABEL D . FERNANDO

Soy el mesmo. ¿El mesmo

quién? D o n Fernando.

D . DIEGO

¡Vive C r i s t o , que m e h u e l g o !

D Ñ A . ISABEL

¿ Q u é d o n F e r n a n d o o q u é haca?

D . FERNANDO

D o n F e r n a n d o , a m i g o vuestro;

195

v. 194 Haca: como se puede comprobar en otras piezas de este autor (cfr. El barbero), esta expresión es un insulto; qué haca: «expr. fam. que se usa para rechazar algo que dice otro» (DRv4£); el significado denotativo del vocablo era «caballo pequeño, que de su natural no llega su estatura a los demás, y es como redrojo o enano» (Cov.).

TEXTO DE LA COMEDIA

57

si n o l o q u e r é i s creer, llega u n c a n d i l y v e r é i s l o . D Ñ A . ELENA

Aparte. B u e n o v a .

D . DIEGO

Aparte.

S i n b l a n c a estoy.

D Ñ A . ISABEL

Pues d e c i d , ¿ q u é

fundamento

t e n é i s para q u e e n l a calle

200

n o os haga m a l e l sereno? ¿ N o fuera m u c h o m e j o r haber entrado a c á dentro? D . FERNANDO

N O , m i bien.

D Ñ A . ISABEL

Pues ¿ p o r q u é no?

D . FERNANDO

P o r andar algo indispuesto.

D Ñ A . ISABEL

Pues para l l a m a r m e a m í ,

205

¿ q u é causa os mueve? D . FERNANDO D . DIEGO

E l quereros. Aparte. E s o sí: el a l m a m e v o l v i ó a l c u e r p o porque pensé que venía

210

a engañarla. D Ñ A . ISABEL

Y O n o os q u i e r o .

D . FERNANDO

ESO es l o q u e e s t i m o y o .

D Ñ A . ISABEL

Tratad, pues, de recogeros, que os p u e d e matar l a n o c h e .

D . FERNANDO

Mataréla yo primero.

D Ñ A . ISABEL

ESO será solo d a r m e

215

u n a pesadumbre, v i e n d o que estoy c o n d o n D i e g o agora y q u e l o sepáis n o q u i e r o . D . FERNANDO

D i g o que n o l o sabré

220

si m e pides e l secreto. v. 201 sereno: «El aire alterado de la prima noche, con algún vapor que se ha levantado de la tierra» (Cov.); comp. Comendador, w . 66-68: «Aqueso es bueno: / trayme, que hoy hace sereno, / becoquín, sombrero y gorra». v. 208 Eso st: este verso está incompleto; cfr. la sinopsis métrica.

58

LOS AMANTES

DE

TERUEL

D . DIEGO

Y o os b u s c a r é , d o n F e r n a n d o .

D . FERNANDO

¿ S e r é i s h o m b r e para ello?

D . DIEGO

C l a r o está.

D . FERNANDO

Pues n o r a b u e n a ; v e d q u e q u e d a m o s e n eso.

D . DIEGO

225

¿ D ó n d e vivís?

D . FERNANDO

E n m i casa; bastantes s e ñ a s os dejo.

D . DIEGO

V e d que he de desafiaros.

D . FERNANDO

¿A q u é ?

D . DIEGO

A j u g a r a los cientos; i d , pues, c o n D i o s .

D . FERNANDO

E l os guarde,

230

c o m o l o dijo G a l e n o . Vase. D Ñ A . ISABEL D . DIEGO

¡ Q u e d a m o s buenos, amor! ¡ D e s a m o r , q u e d a m o s buenos! C u a n d o p e n s é q u e Isabel con u n agradecimiento le pagase la

235

fineza

a d o n F e r n a n d o , estoy v i e n d o que dice que n o le quiere; ¡ a p e n a s p u e d o creerlo! D Ñ A . ISABEL

C u a n d o c o n d o n D i e g o estoy

240

o c u p a d a , santos cielos,

v. 222 os buscaré: expresión codificada de desafío. v. 229 los cientos: «el juego de los cientos, juego ingenioso y muy usado en España» (Cov.), «de baraja, en que gana el primero que hace cien puntos» (DUE). Retar al rival por la dama «a jugar a los cientos» es una burla del tópico de las comedias áureas de la riña por la dama y el consiguiente desafío. v. 231 Galeno: médico griego del siglo II d. C . Su obra pesó de tal modo en el ulterior desarrollo de la medicina que su nombre ha llegado a ser común apelativo de cuantos ejercen esta profesión. Es chistoso que el médico apele a Dios para que guarde a un hombre, porque si del médico dependiera, moriría.

TEXTO DE LA COMEDIA

para hacerme regañar viene aqueste majadero a querer que le conozca; ¡apenas creerlo puedo! D. DIEGO

Ya no hay que esperar aquí.

CAMACHO

N o , señor, que hace mal tiempo y acostarnos es mejor.

D. DIEGO

Dices bien, Camacho; luego nos vamos a desnudar.

D Ñ A . ISABEL

59

245

250

Juana, si yo no me muero;

Luisa, si yo no me mato; prima, si yo no reniego es porque no tengo gana. D. DIEGO

Isabel, yo te lo creo.

255

Camacho, vamos de aquí. CAMACHO

Vamos, señor, vamos luego.

D. DIEGO

Abre esa puerta, Isabel, abre esa puerta al momento, y el chasco que me has de dar dásele a ella.

D Ñ A . ISABEL D. DIEGO

260

N o quiero. ¿Pues q u é intentas?

D Ñ A . ISABEL

Q u e me escuches.

CAMACHO

Linda pachorra tenemos.

D. DIEGO

E n efeto, ¿no conoces

a don Fernando? D Ñ A . ISABEL

N O , cierto.

D. DIEGO

¿Y eso me quieres decir?

D Ñ A . ISABEL

Darte la disculpa quiero.

265

v. 263 pachorra: «Cualidad de la persona que no se apresura, inquieta o intranquiliza aunque haya motivo para ello» (DL7E).Ya en la época significaba «flema, tardanza y espera» (Aut). La flema era rasgo aplicado a personajes bobalicones de las piezas cómicas breves, por ejemplo, el alcalde.

60 D . DIEGO

LOS AMANTES

DE

TERUEL

Pues e x c ú s a l a , Isabel, p o r q u e escucharla n o p u e d o .

D Ñ A . ISABEL

D i g o q u e n o le c o n o z c o ,

270

voto a Cristo. D . DIEGO

Y O te creo, pero d é j a m e , p o r D i o s . Ásele

D Ñ A . ISABEL

de la capa y

detiénele.

Y a eso es pasarse a fullero de g o l o s o , y es q u e r e r q u e eche p o r aquesos cerros.

D . DIEGO

275

¿ P u e s q u é quieres?

D Ñ A . ISABEL

Q u e m e oigas y l u e g o te vayas.

D . DIEGO

Quiero escucharte p o r q u e , e n fin, de tan galante m e p r e c i o , q u e te he de dar u n a oreja

280

para ayuda d e l p u c h e r o a t r u e q u e de v e r m e Ubre. CAMACHO

B i e n haces, p o r q u e e n saliendo ya n o la h a b r á s menester.

D Ñ A . ISABEL

O y e m e , pues, m i d o n D i e g o .

285

P l e g u é a D i o s u n a y m i l veces que si a aquese caballero,

v. 273 fullero: es lo mismo que tramposo: «El jugador de naipes o dados que, con mal término y conocida ventaja, gana a los que con él juegan, conociendo las cartas, haciendo pandillas, jugando con naipes y dados falsos, andando de compañía con otros que se entienden» (Cov.). v. 275 echar por aquesos cerros: «Frase metafórica que explica ir alguna persona descaminada, no tener orden ni razón en lo que dice o hace, por estar preocupada de alguna pasión» (Aut).Vcr La ventura sin buscarla, nota al v. 853. v. 281 para ayuda del puchero: las alusiones de mal gusto son típicas del género; el ofrecimiento de don Diego es una de sus orejas para echarla al puchero, como un trozo de carne. v. 286 Plegué a Dios una y mil veces: las maldiciones burlescas abundan en estas comedias. Cfr. La ventura sin buscarla, v. 573: «Bercebú te acompañe. ¡Plegué Cristo!».

TEXTO DE LA COMEDIA

61

a ese don Fernando, digo, a ese hombre, a ese cencerro, a ese que me maya en prosa

290

y a ese que me ladra en verso he visto en toda m i vida, que, sin que tenga remedio, para que un dogo me cace, que a m í me vuelva conejo,

295

y plegué a Dios que de aquí vaya a la cama con s u e ñ o si le he tomado una mano..., ¿qué es mano?..., si pensamiento he tenido de pedirle

300

un real de a ocho, que es menos, pues para el tiempo que corre, que no es poco te prometo; pero para que yo piense que alguna aquella te debo

305

v. 289 cencerro: se aplica a la persona molesta, importuna, que cansa; «A los h o m bres cascarrones y habladores impertinentes decimos que son unos cencerros» (Cov.). E n Autoridades se dice que «metafóricamente se llama así todo instrumento destemplado, que suena bronca, desconcertada y desapaciblemente» (recordemos la entrada en escena de don Fernando, cantando). w . 290-91 a ese que me maya en prosa / y a ese que me ladra en verso: paralelismo sintáctico con comparaciones metafóricas relacionadas con los sonidos propios de los animales. Doña Isabel compara los requiebros y cantos de don Fernando con lo propio de perros y gatos. Mayar es palabra onomatopéyica, «lo mismo que maullar» (Aut). Cfr. Comendador, w . 287-90: «Si fuera gato habría de mayar, / si hombre fuera me había de reír, / si puerco fuera habría de gruñir, / si fuera cabra había de balar». Puede asociar evocaciones satíricas añadidas a través de la noción de gato, que significaba ladrón* en germanía, o de perro, insulto dado a moros y judíos. v. 301 real de a ocho: se trata de un tipo de moneda de la época, en concreto «de plata, que contiene el peso y valor de ocho reales de plata» (Aut). v. 305 alguna aquella: ver supra, v. 44; aquella es una especie de «comodín» que se repite en varias ocasiones en la obra; significaba algo obvio en el contexto, aunque en estas obras «de disparates» a veces es difícil sustituir exactamente estos pronombres. E n algunos casos podemos descubrir el sentido por el pasaje paralelo en la comedia «seria»; en este caso, la expresión correspondiente es «que alguna piedad te debo» (Montalbán, I, v. 306).

62

LOS AMANTES

DE

TERUEL

busca, averigua e n e l P r a d o , p o r esas casas de j u e g o , e n la calle, e n los tejados y e n todos los m o n a s t e r i o s si m e ha v i s t o nadie n u n c a

310

c o n a l g ú n vestido n u e v o ; y si c o n c u l p a m e hallares en el p r i m e r c i m e n t e r i o déjame c o n d o n Fernando, que es v e n g a n z a de m á s peso;

315

y si nada desto quieres, m é t e m e en algún convento pues hay tantos e n T e r u e l a d o n d e ser fraile p u e d o v. 306 el Prado: alusión contemporánea al Prado, espacio de recreo madrileño de la época; llamaban entonces «el Prado» al terreno que se extiende actualmente desde Atocha hasta Colón. Se dividía por la calle Alcalá en el Prado de San Jerónimo o Prado Viejo y el Prado de Recoletos o Nuevo. Lleno de árboles y de fuentes, era lugar de recreo de los madrileños, núcleo de gran actividad social y punto de cita de enamorados y amantes; cfr. Herrero, 1963, pp. 190 y ss. Las alusiones a lugares, costumbres y diversiones de la época — e l Prado, la comedia, etc.— son frecuentes en las comedias burlescas. Cfr. El rey don Alfonso, vv. 1368-71: «Y si os cansan los chapines, / en el m i trotón rodado / podéis saliros al Prado / a caza de matachines». v. 307 casa de juego: «La que está deputada y permitida para jugar en ella juegos lícitos, como trucos, naipes, etc.» (Aut). Navarrete y Ribera, autor también de piezas breves, recogidas varias de ellas en Flor de saínetes (Madrid, Catalina del Barrio, 1640), es autor del entremés que lleva por título la propia expresión, Casa de juego, en el que pinta los rasgos de los más asiduos participantes en una partida de naipes. v. 313 cimenterio: «Lugar sagrado que hay en todas las parroquias y otros templos, fuera de las puertas de la iglesia, en que se enterraban antiguamente todos los fieles; pero hoy sólo se entierran en él los pobres de limosna y los que por su devoción y humildad eligen esta sepultura» (Aut). Esto es una incongruencia, pues tanto doña Isabel como don Fernando eran nobles. v. 319 adonde serfraile puedo: el recurso al convento en casos de honra o la elección de la vida religiosa en lugar del matrimonio por parte de la dama es frecuentemente parodiado en las comedias burlescas; cfr. Caballero de Olmedo, vv. 196-98: «—Entrala monja, y después / cásala con mil. —Eso es, / con Dios y con todo el mundo». Aquí incluso se llega al absurdo dentro del propio tópico, pues, en un efecto de mundo al revés, Isabel decide no ser monja, sino fraile, y le recomienda a su amado lo contrario. E n torno a este disparate, cfr. Mocedades del Cid,

TEXTO DE LA COMEDIA y m é t e t e monja tú

63 320

adonde quisieres luego, que si por desesperado lo haces, no será el primero que se ha metido a ser monja y ha salido fraile lego;

325

y cuando nada te obligue, retírate a ese aposento pues ya quiere amanecer, y sin andar con más cuentos díselo todo a m i padre,

330

que es lo mejor, majadero, bestia, salvaje, t o n t ó n , y no temas, pues teniendo de nuestra parte a m i prima, no hay que temer buen suceso;

335

y cuando todo l o dicho sirva de n i n g ú n remedio, será consuelo saber, aunque no muy mal consuelo, que para la vida hay ollas,

340

para las ollas, carnero, para el verano abanicos,

I, w . 315-19: «—Que a Jimena, aunque más baile, / monja la podéis meter. / — ¿Monja? —Pues, ¿qué se ha de hacer, / si no sabe para fraile?». w . 331-32 majadero, / bestia, salvaje, tontón: las invectivas e insultos son tópicos en literatura burlesca. Ver La ventura sin buscarla, vv. 753 y ss. v. 335 no hay que temer buen suceso: en la comedia seria los dos versos anteriores son prácticamente iguales y en este el sintagma no es «buen suceso», sino «mal suceso», lógico y adecuado al contexto. w . 340-47 E l pasaje paralelo en Montalbán alude a conceptos bastante más elevados: «que para la vida hay muertes, / para la fuerza, conventos; / para el engaño, verdades; / para la pena, venenos; / para la garganta, lazos; / para el corazón, aprietos; / para las desdichas, ojos; / y para los ojos, lienzo» (I, vv. 509-20). La sustitución de estos términos por la enumeración caótica de elementos del á m bito gastronómico, que recuerda a la imagen carnavalesca del banquete, funciona como resorte de comicidad. E n la Mojiganga homónima, así habla Diego al padre de Isabel, tomando asimismo elementos relacionados con la comida: «no repares en darme menudillos, / ni de leche los tiernos cabritillos, / codornices, gazapos, patos, pollas, / y de vaca y carnero algunas ollas» (w. 167-70).

64

LOS AMANTES

DE

TERUEL

m a n g u i t o s para e l i v i e r n o , para la garganta v i n o , para las tripas, t o r r e z n o s ,

345

para potajes, c a s t a ñ a s , y para ellas c o n g r i o seco. Doña

Elena aparte.

DÑA. ELENA

E s t o m e i m p o r t a aumentar.

D. DIEGO

Camacho.

CAMACHO

¿Qué?

D. D I E G O CAMACHO

Y a estoy t i e r n o . ¿ Q u é m u c h o , si l o que ha d i c h o

350

bastaba, ¡ v i v e n los cielos!, a dar gana de c o m e r a d i e z docenas de muertos? D Ñ A . ISABEL D. DIEGO

¿ Q u é dices? D i g o , comadre, que hablar a tu padre q u i e r o ,

355

c o m o dices. DÑA. ELENA

Pues y o v o y delante, p o r si al e n c u e n t r o saliere a l g u n o de m a l a .

v. 343 manguito: «Cierto género de manga abierta por ambos lados, hecha de martas u otras pieles adobadas, que sirve para traer abrigadas las manos en el i n vierno, metiéndolas cada una por su lado» (Aut). v. 350 Qué mucho: expresión que significa '¿qué tiene de extraño?'. v. 354 comadre: aunque la comadre, en rigor, era la partera, esta palabra adquirió con el tiempo otras connotaciones; así, era a veces sinónimo de celestina o alcahueta. La falta de decoro es total: don Diego, el supuesto enamorado de doña Isabel, la llama, atrevidamente, comadre. v. 358 saliere alguno de mala: referencia al juego de los naipes, empleando mala por malilla] mala: «vale también lo mismo que malilla, la segunda carta del estuche» (Aut). Esta carta era superior a todas menos a la espadilla; del palo de oros y copas era el siete y del de bastos y espadas el dos. Este significado posible se refuerza por el sentido naipesco de encuentro en el verso anterior («En el juego de naipes vale la ocurrencia o junta de dos cartas iguales, especialmente en el que llaman del parar», Aut). Por otra parte, venir de mala ofrecía otro significado: «estar enfadado o hacer algo con ira» (Léxico).

TEXTO DE LA COMEDIA D. D I E G O

E n tus m a n o s está el p l e i t o .

DÑA.

V e n , Juana.

ELENA

C o r r o tras t i .

JUANA DÑA.

ELENA

65

360

Aparte. A q u e s t o p a r a r á e n esto, porque hablaré c o n m i tío, que es m u y a m i g o de cuentos, y avisaré a d o n F e r n a n d o para que venga al m o m e n t o

365

a p e d i r a Isabel, antes que l o haga D i e g o

Moreno.

Vase Juana.

v. 359 pleito: además de su significado denotativo 'litigio judicial, pacto, ajuste', también se aplicaba a «disputa, riña o cuestión casera» (Auf). E l uso burlesco de términos forenses reaparecerá en la obra más adelante. v. 367 Diego Moreno: Diego Moreno —en sustitución humorística de Diego Morcilla— es el protagonista del entremés quevediano así titulado y prototipo del flemático marido engañado y consentidor, de raigambre folclórica. Quevedo tiene dos partes del Entremés de Diego Moreno, donde se pueden documentar muchas referencias al personajillo. Comp. del mismo Quevedo, Sueños, pp. 401-404: «¿Yo soy cabrón y otras bellaquerías que compusiste a él semejantes? ¿ N o hay otros Morenos de quien echar mano? ¿No sabías que todos los Morenos, aunque se llamen Joanes, en casándose se vuelven Diegos, y que el color de los más maridos es moreno? ¿Qué he hecho yo que no hayan hecho otros mucho más? ¿Acabóse en mí el cuerno? ¿Levantéme yo a mayores con la cornamenta? ¿Encareciéronse por m i muerte los cabos de cuchillos y los tinteros? ¿Pues qué los ha movido a traerme por tablados? Yo fui marido de tomo y lomo, porque tomaba y engordaba; siete durmientes era con los ricos y grulla con los pobres; poco malicioso, lo que podía echar a la bolsa no lo echaba a mala parte. M i mujer era una picaronaza, y ella me disfamaba, porque dio en decir "Dios me le guarde al m i Diego Moreno, que nunca me dijo malo ni bueno", y miente la bellaca, que yo dije malo y bueno ducientas veces. Y si está el remedio en eso, a los cabronazos que hay agora en el mundo decildes que se anden diciendo malo y bueno a sus mujeres, a ver si les desmocharán las testas y si podrán restañar el flujo del hueso. L o otro, yo dicen que no dije malo ni bueno; y es tan al revés, que en viendo entrar en m i casa poetas decía "¡malo!", y en viendo salir ginoveses decía "¡bueno!"; si vía con m i mujer galancetes decía "¡malo!"; si vía mercaderes decía "¡bueno!" [...] E n m i tiempo hacía tanto ruido un marido postizo que se vendía el mundo por uno y no se hallaba; ahora se casan por suficiencia y se ponen a maridos como a sastres y escribientes, y hay platicantes de cornudo y aprendices de maridería, y anda el negocio de suerte que, si volviera al mundo (con ser el propio Diego Moreno) a ser cor-

66 DÑA.

LOS AMANTES ISABEL

D. D I E G O DÑA.

ISABEL

ISABEL

CAMACHO

TERUEL

¿Estás más desonajado? Si no lo estoy, estarélo. ¿Cuándo?

D. D I E G O DÑA.

DE

M a ñ a n a a estas horas.

370

Quiera Dios que haga buen tiempo. Sí hará, porque aquesta luna aun pienso que es la de enero; mas Juana vuelve. Sale Juana. Venid

JUANA

por acá, porque don Pedro,

375

m i señor, sale. CAMACHO

¡San Pablo! Y con él, a lo que entiendo,

JUANA

ha topado m i señora. DÑA. JUANA

ISABEL

¿Y se hizo mal? N O , por cierto.

nudo, me pusiera a platicante y aprendiz delante del acatamiento de los que peinan Medellín y barban de cabrío» (cfr. notas de Arellano al pasaje); Suárez de Deza: «Mi Diego Moreno, / mi Diego Moreno, / que nunca me dijo / ni malo ni bueno» (entremés del Poeta y los matachines, w . 110-13). Respecto al citado estribillo y su pervivencia en la literatura, cfr. Asensio, 1965, pp. 207-16,y para el tipo en sí, Asensio, 1959. v. 368 desonajado: así en el texto base; puede ser errata por «desenojado», pero quizá emplee una deformación jocosa, quizá creación chistosa, con el prefijo des y sonajado, derivado jocoso de sonaja. v. 373 luna de enero: es otra referencia proverbial, que tiene aquí valor de floreo verbal: «Luna de enero no tiene aparcero. Luna de enero no tiene compañero, sino la de agosto, que la da en rostro. Luna de enero no tiene par, sino la de agosto, que en rostro la da. Luna de enero y el amor primero» (Correas, p. 279). vv. 375-76 Pedro [...]/ Pablo: chiste fácil con los nombres de los dos príncipes de los Apóstoles, San Pedro y San Pablo, que además van unidos en el santoral. v. 378 topar, se emplea en dos sentidos, 'hallar algo o a alguien casualmente' y 'chocar una cosa con otra, o una persona con otra'. E n este último sentido pregunta Isabel en el siguiente verso si se hizo mal (daño). Se puede descubrir una alusión sexual.

TEXTO DE LA COMEDIA D Ñ A . ISABEL

D e b u e n susto m e has sacado;

67 380

D i o s te l o pague. D. DIEGO D Ñ A . ISABEL

¿ Q u é haremos? V e n i r t e c o n m i g o agora, que y o te d i r é allá d e n t r o l o q u e h e m o s de hacer d e s p u é s .

D. DIEGO D Ñ A . ISABEL

C o n v e n c í s t e m e c o n eso.

385

D e j a q u e salga m i padre, y h a b l a r á s l u e g o a t u suegro. Vanse todos. Salen doña Elena y don Pedro.

D. PEDRO

¿ T Ú vestida a estas horas?

DÑA. ELENA

N O te alteres, p o r q u e somos d e m o n i o s las mujeres, y tal v e z , s i n querer l o q u e q u e r e m o s ,

390

hacemos m u c h o m á s de l o q u e h a c e m o s . Pero escucha, s e ñ o r , si traes c o l e t o , y l a causa sabrás de aqueste efeto. D. PEDRO DÑA. ELENA

D i l a , pues. Y a sabrás...

D. PEDRO

¡ T o d o m e altera! Espera, y m e p o n d r é b i e n l a m o n t e r a .

DÑA. ELENA

395

Aparte. B i e n así se i n t r o d u c e m i m a l i c i a . ... c ó m o m i p r i m a . . .

v. 392 coleto: «Vestidura como casaca o j u b ó n , que se hace de piel de ante, b ú falo o de otro cuero. Los largos como casacas tienen mangas y sirven a los soldados para adorno y defensa, y los que son de hechura de j u b ó n se usan también para la defensa y abrigo» (Aut). Comp. Caballero de Olmedo, vv. 1258-59: «—¿No es mejor el ante?/ —Quiero guardar el coleto». v. 395 montera: «Cobertura de la cabeza, con un casquete redondo, cortado en cuatro cascos, para poderlos unir y coser más fácilmente, con una vuelta y caída alrededor, para cubrir la frente y las orejas» (Aut). Prenda del uso de los «monteros», gente de clase baja. E l traje del alcalde bobo de los entremeses, de raíces rústicas, del personaje casi siempre denominado «Juan Rana» y encarnado en el actor enano y de grotesca figura Cosme Pérez, consistía en la vara de alcalde, la m o n tera o caperuza y el sayo aldeano. Podríamos aventurar que don Pedro aparecía en

68

LOS AMANTES

DE TERUEL

D. P E D R O

Aparte.

DÑA. ELENA

Q u e m i prima...

D. PEDRO DÑA. ELENA

¡El c i e l o se desquicia!

¿ Q u é dices? Y a va obrando.

Aparte.

A él. . . . m u e r t a de a m o r está p o r d o n F e r n a n d o . D. PEDRO

¿ Y ha m u c h o que m u r i ó ?

DÑA. ELENA

¿ Q u é estoy oyendo?

400

A ú n n o se ha m u e r t o . D. PEDRO

¿PUS?

DÑA. ELENA

Se está m u r i e n d o .

D. PEDRO

S i dices q u e está m u e r t a , ¿ q u é quies q u e haga?

DÑA. ELENA

E S q u e se e s t á n q u e r i e n d o .

D. P E D R O

Y eso, ¿ a m a g a , E l e n a , a casamiento?

DÑA. ELENA

N O , p o r cierto.

D. P E D R O

Y a e l pensarlo m e daba u n desconcierto.

DÑA. ELENA

S o l o para gozarla la pretende.

D. P E D R O

E S O , s o b r i n a , d i q u e n o m e ofende;

405

escena así caracterizado, en grotesca caricatura del personaje que representa, el noble padre de la dama doña Isabel. v. 401 Pus: este tipo de vulgarismos eran típicos del habla del alcalde rural (cfr. supra, v. 395), que en los entremeses primitivos imitaba al antiguo sayagués. Comp. Quiñones de Benavente, Los ladrones y el reloj, en Madroñal, 1996, p. 204: «Oh, pus si es mono cortesano»; id., El retablo de las maravillas, v. 64: «Oh, pus si habrá en latín, yo le perdono». vv. 403-404 amagar: «amenazar, levantar la mano o el brazo u otra cosa, con demostración de querer herir o dar algún golpe y no ejecutarlo» (Aut). E n este contexto, probablemente lo que se quiera decir es: 'y eso, ¿amenaza a casamiento?', o '¿se encamina al casamiento?', con intención de denigrar el matrimonio puesto que se ve como una amenaza. v. 406 gozarla: 'copular con ella'. Nótese la inversión de valores respecto de las comedias normales, rasgo común a la literatura burlesca. E n Mojiganga Elena i n troduce el diálogo con don Pedro diciéndole que Isabel está encerrada en un aposento con el hijo de la doncella, a lo que aquel responde: «¡El corazón de gozo se me abrasa!» (v. 72). Comp. Quevedo, P Q n ú m . 609, vv. 1-2: «Quiero gozar, Gutiérrez; que no quiero / tener gusto mental tarde y mañana».

TEXTO DE LA COMEDIA

69

g ó c e l a , pues, q u e a fe q u e es b u e n a m o z a , y llévela d e s p u é s a Z a r a g o z a , que y o e s t a r é c o n t e n t o

410

c o n que su a m o r n o pare e n casamiento. DÑA.

ELENA

A q u e s o , s e ñ o r , es l o q u e deseo, p o r l o b i e n q u e a m i p r i m a está ese e m p l e o ; mas hay u n e m b a r a z o m u y urgente.

D. PEDRO

¿ E m b a r a z o , no siendo matriniente?

415

D i , pues, ¿ c u á l p u e d e ser? DÑA.

ELENA

H a b e r sabido que pretende t a m b i é n ser su q u e r i d o , y n o sin harta aquella de la v i l l a , ese h i j o de H i p ó l i t o M o r c i l l a , y n o querer c o n nadie c o m p e t e n c i a

420

hasta saber tu gusto y t u c o n c i e n c i a ; y así c u á l de los dos ha de ser l u e g o de d o n F e r n a n d o , elige, o de d o n D i e g o , el que p o r cuenta suya ha de t o m a r l a , y e l que la ha de e n s e ñ a r l a t í n y parla

425

v. 408 a fe: modismo que se empleaba frecuentemente para reforzar las afirmaciones (cfr infra, v. 459). Sobre tal expresión, anota Arellano a Quevedo, Sueños (p. 127, n. 144) que «es muletilla al parecer muy usada por los que se hacían pasar por caballeros sin serlo, y de la que se burlan los satíricos a menudo». v. 413 empleo: en el sentido amoroso, pretensión al matrimonio, dama cortejada con pretensiones matrimoniales, o caballero previsto como novio firme o marido; comp. Estebanillo, II, p. 215: «no porque ella me tuviese amor ni sintiese verme divertido en nuevo empleo»; Gracián, Criticón, I, p. 157: «juntándose la hacienda y la hermosura, doblaron su estimación, creció mucho en solo un día, y más su fama, adelantándose a los mejores empleos de esta corte». v. 415 ¿Embarazo, no siendo matriniente?: en la época, el término embarazo se empleaba más en el sentido de «impedimento, dificultad y obstáculo que embaraza, retarda y detiene la operación» (Aut), y así se entiende en el v. 414. Pero en este verso se refiere al embarazo físico, a haber- engendrado una criatura, pues matriniente es palabra deformada humorísticamente de matrimonio-, de hecho, la variante de M es precisamente «matrimonio». E l autor ha inventado esta palabra para forzar la rima, tomando probablemente como modelo el verso correspondiente de la seria: «¿Qué embarazo, no siendo m i pariente?» (Montalbán, I, v. 592). v. 418 aquella: es de nuevo palabra «comodín» (ver nota al v. 305); harta aquella podría equivaler, quizá, a 'harta pena'. v. 425 enseñar latín y parla: 'el que la ha de enseñar latín y retóricas'.

70

LOS AMANTES

DE

TERUEL

p o r q u e los dos s o n h o m b r e s caballeros y p u e d e n encontrase c o m o arrieros. D. PEDRO

N O e n balde te he q u e r i d o siempre tanto, pues a tu p r i m a a ú n n o la he dado u n m a n t o ; 430

y a t i sí, p o r tu a m o r y tus costumbres. DÑA. ELENA

Y O te quisiera dar m i l pesadumbres.

D. PEDRO

A b r á z a m e p o r eso solamente.

DÑA. ELENA

Soy tu sobrina.

D. PEDRO

E n fin, soy tu pariente; y o q u i e r o l u e g o hablar a d o n F e r n a n d o , para que elija a d ó n d e , c ó m o y c u á n d o

435

quiere que se la entregue e n c u m p l i m i e n t o , que y o n o he menester c o n s e n t i m i e n t o de m i hija, sabiendo que es m i hija. DÑA. ELENA

E S O tiene Isabel, que n o es prolija.

D. PEDRO

E n eso muestra ser hija de padre:

440

n o se parece a m í , c o n ser su madre. DÑA. ELENA D. PEDRO

E n fin, ¿estás resuelto? SÍ, s o b r i n a : d o n F e r n a n d o ha de ser su gabardina, que a u n q u e a d o n D i e g o nadie le ha igualado

v. 427 pueden encontrarse como arrieros: el oficio de arriero era considerado bajo y vil, por tanto la relación de arrieros con «caballeros», en el verso anterior, es i n congruente. Además, hay una alusión al refrán «arrieros somos y en el camino nos encontraremos»: «frase vulgar que se usa como amenaza para significar que por entonces no puede alguno vengarse de otro, pero que vendrá ocasión en que lo haga» (Aut). Otra variante similar, «somos arrieros, y nos encontraremos» explica «que se ofrecen muchas ocasiones en la vida de desquitarse los agravios y pagarse las buenas obras» (Correas, p. 465). Cfr. Comendador, w . 744-47: «—Andad aprisa, villanos, / que allá en m i casa os espero. / — N o importa, arrieros somos / allá nos encontraremos». v. 439 prolijo: «Se toma también por molesto, impertinente y pesado» (Aut). v. 443 su gabardina: quizá se emplee esta palabra como sinónimo de «protección», pues ya desde antiguo era una prenda de vestir que se ponía sobre los otros vestidos, con frecuencia impermeable, que protegía de la lluvia y a la vez se usaba como abrigo ligero. La comparación es un tanto forzada, probablemente se ha elegido este término por rimar en consonante con sobrina.

TEXTO DE LA COMEDIA e n ser picaro, e n fin es h o m b r e h o n r a d o ,

71 445

y es pobre, c o n que t o d o se aventura si se lleva a Isabel. DÑA. ELENA

C o s a es segura, y darla a d o n F e r n a n d o es l o m á s j u s t o .

D. PEDRO

Y O n o la he de quitar que haga su gusto. Sale Fabio, criado.

FABIO

M i señor don Fernando

450

de Z a m b o a a la p u e r t a está esperando l i c e n c i a para entrar. Al paño Isabel, don Diego y los demás. D Ñ A . ISABEL

¿ Q u é es l o que he o í d o ?

D. DIEGO

A m u y buena ocasión hemos venido.

D. PEDRO

¿Sois su c r i a d o vos?

FABIO

S e r l o solía, pero ya n o l o soy, a u n q u e él m e e n v í a .

D. P E D R O FABIO D. PEDRO

455

¿ C ó m o os llamáis? D o n F a b i o de la P e ñ a . ¿ D e adonde natural?

FABIO

S o y de

Cerdeña.

D. PEDRO

D o n o s o s b o r r i q u i t o s h a b r é i s visto.

FABIO

C o m o vos l o sabéis, n o l o resisto.

D. PEDRO

D i s c r e t o sois, a fe.

v. 445 picaro: además de la figura ya arquetípica del picaro, de larga tradición literaria, en el lenguaje coloquial se entendía por picaro el hombre «bajo, ruin, doloso, falto de honra y vergüenza [...], astuto, taimado y que con arte y disimulación logra lo que desea» (Auf). Todos estos adjetivos ofrecen un sentido bien contrario al calificativo honrado, que don Pedro asigna a don Diego en el mismo verso. v. 458 Donosos borriquitos habréis visto: alusión a los borricos sardescos, de tamaño reducido y motivo satírico; el adjetivo sardesco «se aplica a los asnos pequeños, por similitud a los de Cerdeña» (Auf). Comp. Estebanillo, I, p. 45: «Bajé la cabeza, y orejeando como pollino sardesco...».

72

LOS

AMANTES

DE

FABIO D. PEDRO

TERUEL

D e c u á n d o en c u á n d o .

460

D e c i d , d o n F a b i o , que entre d o n F e r n a n d o . Vase Fabio.

D Ñ A . ISABEL

E l m i s m o i n c o n v e n i e n t e queda l u e g o . Entra, Camacho. Sale

Camacho.

CAMACHO

M i señor don Diego M o r c i l l a quiere hablaros.

D. PEDRO DÑA. ELENA

Q u e se aguarde. Y a n o espero sentencia en d a ñ o m í o

465

s i e n d o j u e z la m a l d a d de m i b u e n t í o y l l e g a n d o F e r n a n d o a hablar p r i m e r o , y así dejarlos c o n e l d i a b l o q u i e r o . A g u a r d a a q u í , que l u e g o d o y la v u e l t a . Vase. D Ñ A . ISABEL

SÍ h a r é , pues a m o r i r n o estoy resuelta.

470

Sale don Fernando. D. PEDRO

P o r la m a n o , s e ñ o r , m e h a b é i s ganado.

D. F E R N A N D O

Y O m e alegro de h a b é r o s l a llevado.

D. PEDRO

C o n tantos triunfos, n o es gran maravilla.

D. F E R N A N D O

S i e m p r e m e t o y o al basto la espadilla.

v. 464 Después de este verso, faltaría el siguiente con la misma rima para completar el pareado; ver sinopsis métrica. v. 471 Comienzan aquí una serie de imágenes naipescas con dobles sentidos. Mano «en el juego es el lance entero que se juega sin dar otra vez las cartas» (Aut), aunque, en el mismo ámbito, «se llama también en el juego el primero en orden de los que juegan». La expresión llevar la mano del siguiente verso puede hacer alusión a ambas. Para este lenguaje ver Etienvre, 1987 y 1990. v. 473 triunfo: en el juego de naipes, se llamaba «la carta del palo que ha salido o se ha elegido para jugar de él, la cual es privilegiada y vence a cualquiera de los otros palos cuando se juegan, y estando fallo, gana si echa una carta del triunfo. Entre las mismas cartas de triunfo hay también su mayoría; y así, la espada gana a la malilla, y ésta al basto, y el basto al rey y punto» (Aut). v. 474 meto yo al basto la espadilla: dos palos de la baraja; puede evocar, aunque no coherentes en el contexto (lo cual no es decir mucho en un género que hace

TEXTO DE LA COMEDIA D. PEDRO

¿Vuestra es la p o l l a ya?

D. DIEGO

Aparte.

D. F E R N A N D O

¿ Q u é decís?

D. PEDRO

¿Qué

e

s

1° q u e escucho?

73

475

Q u e sois t o n t o .

D. F E R N A N D O

Aqueso, mucho; mas y a q u e e n p r o f e c í a h a b é i s h a b l a d o . . .

D. DIEGO

Aparte. D e c o d i l l o la p o l l a m e ha llevado.

D. F E R N A N D O

Oíd.

D. PEDRO D. F E R N A N D O D. PEDRO D Ñ A . ISABEL D. F E R N A N D O

Decid. Y O s e r é breve. Y yo también. Y O estoy c o m o u n a nieve.

480

Y O q u i e r o b i e n a vuestra hija, y c r e o que de h a c e r m e m e r c e d tiene deseo. S o y q u i e n sabéis; p r e t e n d o , pues, amarla, y p r e t é n d o l a , e n fin, para e n g a ñ a r l a ; t ó c a o s a vos e l darla al m á s g o l o s o :

485

y supuesto q u e soy escandaloso, h o l g a r é m e de ser e l e l e g i d o . de la incoherencia su norma), matices obscenos, pues ambas imágenes falicas son bien conocidas en el campo de la literatura erótica y burlesca. v. 475 polla: además de la posible alusión a Isabel —«por traslación se llama la muchacha o moza de poca edad y de buen parecer» (Aut)—, continúa la retahila de términos propios del léxico naipesco: «en el juego del hombre y otros, se llama así aquella porción que se pone y apuesta entre los que juegan» (Aut). E n la comedia de Calderón Nadie fie su secreto hay unos versos que contienen varios de los términos citados: «Cierto juego que se llama, / señor, el juego del hombre. / César el juego aprendió, / y un día que le jugó, / teniendo basto, malilla, / punto cierto y espadilla, / la tal polla remetió» (Calderón, Obras completas, I, p. 46). v. 478 De codillo: «En el juego del hombre se llama así el perder la polla el que la ha entrado ganándosela alguno de los compañeros, por haber hecho más bazas que cualquiera de los otros» (Aut). v. 485 goloso: entendido en sentido amplio, «deseoso o dominado por el apetito de alguna cosa» (DRAE). v. 486 escandaloso: término utilizado en dos sentidos, tanto como causante de un mal que da pie a otros males como ruidoso, revoltoso e inquieto. Puede aludir a su entrada en escena precedido de los músicos (cfr. vv. 139 acot., 155 acot.).

74

LOS

AMANTES

DE

TERUEL

M i r a d si breve y c o m p e n d i o s o he sido. D. PEDRO

Y o l o seré t a m b i é n e n convenirme.

D.

Aqueste viejo intenta destruirme;

DIEGO

490

mas pues n o hay o t r o m e d i o , este ha de ser e l ú l t i m o r e m e d i o . Sale. S e ñ o r d o n Pedro, o í d . D.

¿ Q u é es l o q u e veo?

FERNANDO

¿Vos a q u í ? ¿Vos a q u í ?

D. PEDRO D.

Y o n o l o creo;

FERNANDO

p e r o y o os b u s c a r é , d o n D i e g o a m i g o . D.

DIEGO

Y yo también.

D.

PEDRO

Aparte.

C o r t á r o n m e el ombligo.

CAMACHO

A g o r a se saludan u n o s y otros.

LUISA

Y d e s p u é s nos santiguan a nosotros.

D. PEDRO

¿Y q u é queréis?, decid, señor d o n Diego.

D.

FERNANDO

495

O í d m e y l o sabréis. Y o p o c o juego,

500

p e r o a l h o m b r e entre tres os desafío.

v. 488 compendioso: «Lo que está recogido y sustancial» (Cov.). La original petición de mano de don Fernando rompe los códigos dramáticos vigentes, pues la quiere «para engañarla». E l pasaje paralelo en la comedia de Montalbán sin duda ha inspirado este, que lo parodia: «Yo quiero bien a vuestra hija, y creo / que paga honestamente m i deseo; / soy quien sabéis, pretendo ser su esposo; / tócaos a vos el darla al más dichoso» (Montalbán, I, w . 673-76). v. 496 cortar el ombligo: «Frase que, además del sentido recto, metafóricamente se dice cuando una persona tiene a otra una grande afición, de suerte que no se aparta de su compañía y amistad» (Aut). También significaba «quitar a uno la virginidad» (Correas, p. 549), además de que «denota mucha ambigüedad y amistad» (ibid.). Cfr. Hamete de Toledo, w . 513-16: «Y una verdad más te digo: / que luego que pueda ser / me he de desnudar por ver / si me has cortado el ombligo». v. 498 nos santiguan: santiguar, además del sentido recto de hacer la señal de la cruz, «por alusión vale castigar o maltratar a alguno, de obra o de palabra» (Aut). w . 500-501 D o n Pedro ha preguntado a don Diego y responde don Fernando; probablemente se trate de una inadvertencia del autor, aunque no lo he enmen-

TEXTO DE LA COMEDIA D.

DIEGO

Y o , s e ñ o r d o n F e r n a n d o , n o soy m í o .

D.

PEDRO

D e j a d agora tantos c u m p l i m i e n t o s ,

75

y decid q u é queréis. D.

DIEGO

E s t a d m e atentos. C u a n d o los casos s o n tan apretados

505

c o m o zapatos, h a n de ser picados, y m á s h a b i e n d o d a m a de p o r m e d i o que, c o m o ayuda, sirva de r e m e d i o ; y así, s e ñ o r d o n P e d r o , h a b l e m o s claro: el v i n o , para b u e n o , ha de ser caro,

510

y la d a m a ha de ser, para gozarla, m u y cara para todos al c o m p r a r l a . Y o q u i e r o a vuestra hija, y o l a adoro, cristiano v i e j o soy, a u n q u e soy m o r o ; q u i é r o l a e n fin, y tanto,

515

que sabe el C i e l o santo

dado porque en el siguiente verso sí habla don Diego. Se refiere al juego del h o m bre: «género de juego de naipes entre varias personas, con elección de palo, que sea triunfo, y el que le elige se llama hombre» (Aut). w . 505-506 Cuando los casos son tan apretados / como zapatos, han de ser picados: lance, caso o trance apretado «se llama el que pone a uno en grande confusión y aprieto, por lo arduo de sus circunstancias» (Aut). Descubrimos la dilogía de casos apretados, como 'apurados' y 'prietos', pues a la vez se le da al término un sentido tan material como el de 'zapatos apretados'. Los zapatos picados eran los agujereados, para que no apretaran tanto; cfr. Darlo todo, w . 6-7: «que un zapato de quince le es estrecho / con calzarse picado en el invierno». v. 508 como ayuda: además del sentido recto de la palabra, aquí se desliza una mención escatológica, pues ayuda es una purga, una lavativa: «medicamento, de que se usa para exonerar el vientre, y se llama así porque asiste y contribuye para que la naturaleza obre» (Aut). Esta palabra aparece con cierta frecuencia en las comedias burlescas, casi siempre con doble sentido; cfr. Bodas de Orlando, w . 914-16: «Pues la botica está cerca, / si has menester una ayuda, / yo iré por la girapliega»; La ventura sin buscarla, w . 69-73: «que quien sufre sin ser Judas / favor tan extraordinario / sufrirá que un boticario / le eche en salud seis ayudas». v. 514 cristiano viejo soy, aunque soy moro: esta expresión disparatada es totalmente contradictoria, pues un cristiano viejo era el que no tenía ascendientes moros ni judíos. Para expresiones disparatadas de este tipo, cfr. La ventura sin buscarla, w . 472¬ 73: «cuando nuestro gran monarca, / tan cristiano que fue turco»; Hamete de Toledo, w . 116-18: «Hamete, un esclavo mío, / un moro gran caballero, / familiar del Santo Oficio».

76

LOS AMANTES

DE

TERUEL

l o que m e pesa de quererla a voces p o r n o p o d e r l a dar quinientas coces; y si l o q u e r é i s v e r c o n m á s exceso p o n e d e n l a balanza d e l repeso

520

t o d o e l a m o r que t u v o d o n Q u i j o t e a D u l c i n e a , y nada os alborote, que a u n q u e a vos os parece que fue l o c o v e r é i s que pesa e l m í o m á s u n p o c o ; o bien ponedme a m í y a don Fernando

525

y vos v e r é i s , s e ñ o r , b u r l a b u r l a n d o , c ó m o peso y o m á s e n m i balanza

v. 520 repeso: «la acción de repesar o el lugar que se tiene destinado para repesar [...] volver a pesar una cosa, para seguridad y fidelidad del primer peso» (Aut). Además, el Repeso era una de las oficinas en que se pesaban y registraban los víveres destinados al consumo en la Corte; en Madrid se situaba en el Rastro: «era una caseta de madera levantada en medio de la plaza, adonde asistían un alcalde de corte, un contador, dos alguaciles, un escribano y algunos porteros, funcionarios subordinados a los alguaciles» (Herrero, 1963, p p 98-99). Cfr. Bodas de Orlando, w . 363-66: «—Esto es decirte, señor, / que ocupes tu solio regio / — ¿Pues soy regidor del mes / para llevarme al Repeso?». E n la edición, en lugar de «la balanza» se lee «una balanza»; enmiendo por motivos métricos. v. 523 aunque a vos os parece que fue loco: como apunta Mata Induráin (en su ed. de El rey don Alfonso, p. 141), «la genial creación cervantina fue estimada en su momento exclusivamente como personaje ridículo [...] y utilizada como figura en bailes y mascaradas». Comp. El rey don Alfonso, w . 483-86: «¿Por qué tratas con desdén / a este pobre don Quijote? / ¡Ah, m i bella Zara, espera. / ¡Ah, mujer escurridiza!»; Darlo todo, w . 352-55: «Pero éste es mucho peor / y me holgara ser por cierto / don Quijote de la Mancha, / para deshacer el tuerto». La referencia del amor de don Quijote a Dulcinea ha sustituido a otros sublimes amantes en la comedia de Montalbán: «pon en una balanza diferente / todo el amor de Píramo, de Orfeo, / Adonis, Colatino, Acis, Perseo, / Plaucio, Macías, Júpiter, Apolo, / Ifis, Faón, Teágenes, Mausulo, / Gneto, Paris, Leandro, / Ulises, Marco Antonio y Periandro; / y pon en otra sola el amor mío / y verás que ninguno tiene brío...» (Montalbán, I, w . 716-24). v. 526 burla burlando: «Modo de hablar con que se significa el disimulo artificioso con que uno procede cuando emprende algún intento arduo o malicioso, que parece lo toma como cosa de burlas y se encamina a las veras» (Aut). Otro sentido tiene el refrán que comienza con tal expresión: «Burla burlando, vase el lobo al asno»: «Refrán que da a entender que cuando es la burla pesada y que toca en materia grave y causa daño o disgusto, se pasa poco tiempo sin grave pesadumbre o mal conocido de quien la dijo o hizo» (Aut). Quizá también se esté parodiando el célebre soneto de Lope: «Un soneto me manda hacer Violante», pues

TEXTO DE LA COMEDIA

77

sin p o s e s i ó n , q u e n o él c o n su esperanza. N o hay h o r a , n o hay m o m e n t o que n o l a esté a d o r a n d o e n c u m p h m i e n t o .

530

E s t o supuesto p o r v e r d a d segura, y supuesto t a m b i é n q u e l a c o r d u r a de Isabel ha callado m i l dolores sin saberlos comadres n i dotores, y que ha p a r i d o algunos n i ñ o s m í o s

535

que allá e n G i n e b r a e s t á n s i e n d o j u d í o s , dadme a Isabel, así t e n g á i s l a sarna que t o d o el p u e b l o t u v o de C a f a r n a ; y así c o n t é i s m á s a ñ o s , b i e n contados, que t i e n e n c u e r n o s cuatro m i l venados;

540

esta expresión formaba parte de uno de sus versos: «burla, burlando van los tres delante»; además, cfr. Mocedades del Cid, I, v. 40: «Burla, burlando, estoy triste». v. 528 sin posesión ... esperanza: sin posesión porque don Diego es pobre (cfr. v. 446); evoca expresiones proverbiales como «Más vale buena esperanza que ruin posesión. Responden esto los desbarbados, por sí y motejando a los otros de mala barba, cuando a ellos los llaman barbilucios, y aplícase a otras cosas» (Correas, p. 298). Comp. Quijote, II, 65: «siempre he oído decir que más vale buena esperanza que ruin posesión». v. 535 ha parido algunos niños míos: referencia a la secuencia anterior (vv. 414¬ 15) en la que se habla mediante equívocos del embarazo de Isabel. v. 536 Ginebra: era considerada la sede del protestantismo, hasta el punto que Calvino llegó a convertirla en la llamada «Roma protestante», lugar donde se desarrollaron los movimientos heréticos promovidos por él. A veces se usaba como sinónimo de 'confusión', pues era acepción metafórica de la palabra «ruido confuso de voces humanas, sin que ninguna pueda percibirse con claridad y distinción» (Aut). E n este sentido, cfr. Sueños, p. 249, nota 378. Lasch equivocadamente lee «Indios» en su edición y trae «judíos» como variante; pero se lee claramente «judíos»; el antisemitismo también era tópico literario. w . 537-38 la sarna / que todo el pueblo tuvo de Cafarna: entiendo que se usa la forma «Cafarna» por «Cafarnaúm», región de Israel frecuentemente citada en los textos evangélicos, en la que Jesucristo hizo abundantes milagros, entre ellos curar leprosos, enfermedad con desagradables manifestaciones externas y contagiosa, al igual que la sarna. w . 539-40 y así contéis más años, bien contados, / que tienen cuernos cuatro mil venados: la relación de la longevidad, del deseo de «vivir muchos años», con animales con cornamenta, por la que se conoce su edad, es motivo que aparece en otras burlescas, sobre todo por las capacidades connotativas de los cuernos; cfr. Darlo todo, w . 381-83: «Vivas, señor, más que un ciervo, / y se te cuenten los años / como a él»; como se explica en nota, se desea a Alejandro Magno que sea muy cornudo.

78

LOS AMANTES

DE

TERUEL

y e n fin, así t r i u n f é i s de vuestros días q u e n o p o d á i s mascar c o n las e n c í a s ; y c o m o a vuestros pies estoy postrado, siempre veáis los toros e n terrado. D. PEDRO

A d v e r t i d q u e es r o b a d o ese partido.

D. DIEGO

Q u e m e deis a Isabel es l o que os p i d o :

545

y o n o m e he de casar, s e ñ o r , c o n ella, que n o la q u i e r o m á s de p o r querella, y si la dais, s e ñ o r , a d o n F e r n a n d o , c o n ella se a n d a r á siempre b u r l a n d o ;

550

d á d m e l a a m í , pues veis que soy m a l d i t o . A q u e s t o os p i d o , aquesto solicito; h a c e d pues, vuestro gusto, s e g ú n esto, que para nada m e hallaréis dispuesto. D. PEDRO

¡ E x t r a ñ o efecto de a m o r !

D.

¿ Q u i é n v i o caso m á s e x t r a ñ o ?

FERNANDO

D. PEDRO

555

Confieso que agradecido su v o l u n t a d m e ha dejado.

v. 541 y en fin: en M , en lugar de «y en fin», «y ínterin». v. 544 ver los toros en terrado: 'veáis los toros desde el terrado, sitio abierto en lo alto de las casas desde donde se podían ver los toros; es decir, veáis los toros desde lugar seguro, sin riesgos de cogidas; y sin que seáis cornudo vos mismo'; puede haber un chiste con el calambur en-terrado /enterrado, 'viváis tantos años que veáis los toros ya enterrado', expresión absurdamente hiperbólica. E l calambur es tradicional; aparece en un cuentecillo que se aplica a un caballero enamorado que está en el terrado solitario y responde al amigo que le pregunta por su melancolía que un muerto de amor como mejor está es en terrado 'enterrado'. Para este cuentecillo ver Chevalier, 1976. v. 548 querella: además de ser forma de quererla, con asimilación, frecuente por razones de rima, pudiera también funcionar en este contexto como sustantivo, con intención cómica: «sentimiento, queja, expresión de dolor» (Aut) o «acusación o queja, propuesta ante el juez, contra alguno, en que se le hace reo de algún delito, que el agraviado pide se castigue» (Aut). También observamos en estos versos una parodia de los tópicos de las comedias convencionales: «yo no quiero más bien que sólo amaros», «amar por solo amar», etc. E l pasaje paralelo en la seria nos ofrece esos tópicos: «Que el favor me concedas que te pido / siquiera por tener de aquí adelante / en mí no esposo, no galán ni amante / que provoque tu enfado, / sino un esclavo, un hijo y un criado» (Montalbán, I, w . 756-60).

TEXTO DE LA COMEDIA D. F E R N A N D O

S o l o aguardo t u receta.

D. D I E G O

S o l o t u jarabe aguardo.

D. F E R N A N D O

Y O e n cueros q u i e r o a Isabel.

D. D I E G O

Y yo también.

D. PEDRO

D. D I E G O

79

560

¡ A h , bellacos!

S i tienes p i e d a d , s e ñ o r , haz q u e m e la d e n c o n algo.

D. F E R N A N D O

¿ N O respondes?

D. D I E G O

Los D o s D. PEDRO

¿ N O respondes?

565

A c a b a , s e ñ o r , de echarlo. N O es l a respuesta m u y b o b a , y p o r eso l a dilato, que hay casos e n q u e es f o r z o s o el ser forzosos los casos.

570

Aparte. ¡ V á l g a m e D i o s ! , ¿ q u é h e de hacer en paso tan apretado? S i a d o n D i e g o se l a doy, se la q u i t o a d o n F e r n a n d o , y si a F e r n a n d o , t a m b i é n

575

d o n D i e g o se queda e n b l a n c o ; a q u í n o hay otro r e m e d i o sino el de dársela a entrambos,

v. 561 Yo en cueros quiero a Isabel: la respuesta tiene un doble sentido: 'sin dote' y 'desnuda', con implicaciones eróticas. D o n Diego, además, siendo pobre, como se ha dicho, también está en cueros él mismo, 'despojado y miserable'. v. 564 me la den con algo: ahora sí quisiera este algo de dote. v. 567 boba: Lasch considera más lógico que el adjetivo sea «buena» en vez de «boba», por ser más lógico, y así lo enmienda. N o es necesario. Más bien habría que ver alusión a la frase «No es para bobos. M o d o de hablar con que se da a entender que una cosa es dificultosa y ardua y que necesita una grande habilidad para tratarse» (Aut). v. 572 paso: «Lance o suceso especial y digno de reparo» (Aut).Tú vez no esté de más adivinar una alusión parateatral pues paso de comedia es «el lance o suceso que se introduce en ella para tejer la representación. Por extensión se dice de cualquier cosa que mueve a risa o hace armonía o extrañeza» (Aut).

80

LOS

AMANTES

DE

TERUEL

pues con esto cesarán los saltos y sobresaltos; pero si don Diego es pobre y es muy rico don Fernando, al poseerla uno y otro no está claro, no está claro, que han de andar siempre los dos envidiosos y envidiados, como dos vivos demonios, y como perros y gatos; pues dársela a uno no más, el que se quedare, es llano que se ha de quejar de m í y me ha de moler a palos. ¿ C ó m o saldré de este empeño? Pero ya un remedio hallo para poderme escapar de don Diego, y así trazo esta disculpa, con que de aqueste peligro salgo. Señor don Diego, vos sois un pobre trompeta, y tanto, que apenas en vos caudal hay para un par de zapatos. A l paso que vos sois pobre es muy rico don Fernando, y puede hacerla a m i hija muchísimos agasajos. Ya veo que vos tenéis razón, no puedo negarlo, y que es muy grande el e m p e ñ o

580

585

590

595

600

605

v. 588 como perros y gatos: «Para decir que algunos se avienen mal dicen que están como perros y gatos, son como perros y gatos» (Correas, p. 120). Cfr. La ventura sin buscarla, w . 366-69: «retocémonos a ratos, / que si nos ven con rigor / dirán que está nuestro amor / como entre perros y gatos». v. 594 hallo: en D T , «he hallado». H e enmendado por razones métricas. v. 600 pobre trompeta: «Expresión con que se desprecia a alguno y se le nota de hombre bajo y de poca utilidad» (Aut).

TEXTO DE LA COMEDIA

81

de tener tantos m u c h a c h o s ;

610

pero a m í m á s m e h i n c h e e l ojo la r i q u e z a ; y así trato de d á r s e l a a d o n . . . D. DIEGO

Tened, que si es ese el embarazo que t e n é i s , y o q u i e r o agora

615

h a c é r o s l e a q u í m u y llano. D. PEDRO D. DIEGO

¿Cómo? D e aquesta manera: ¿vos n o d e c í s c o n f i a d o que soy pobre?

D. PEDRO D. DIEGO

A S Í es verdad. ¿ Y que e n fin a d o n F e r n a n d o

620

se la dais p o r ser m á s r i c o ? D. PEDRO

E S O n o p u e d o negarlo.

D. F E R N A N D O

L a hacienda t o d o l o v e n c e .

D. DIEGO

Pues dadme, s e ñ o r , u n p l a z o para que y o sea r i c o ,

625

y entre tonto, o entre tanto, que n o tengo c o n v e n i e n c i a s téngasela d o n Fernando. D. FERNANDO D. PEDRO

M u y b i e n ha d i c h o d o n D i e g o . Pues y o os d o y de p l a z o u n a ñ o

630

y tres días. v. 611 me hinche el ojo: henchir el ojo una cosa es «agradar mucho una cosa; no henchir, desagradar» (Correas, p. 593). v. 623 La hacienda todo lo vence: en contraposición a dichos como «El amor lo vence todo» (Correas, p. 173). Este es un tópico de la literatura de la época: recordemos la llevada y traída letrilla de Quevedo que comienza «Poderoso caballero / es don Dinero». v. 626 entre tonto, o entre tanto: juego de palabras apoyado en la paronomasia, como otros muchos de estas comedias de disparates. v. 627 conveniencias: usado en plural se tomaba por «bienes, rentas y comodidades; y así, del que está rico y con medios bastantes para su decente mantenimiento se dice que tiene conveniencias, que es hombre de conveniencias» (Aut). w . 630-31 un año y tres días: la reducción que supone la parodia en todos los

82

LOS

AMANTES

D. D I E G O D. F E R N A N D O

DE

TERUEL

Norabuena. Y ese t é r m i n o pasado, ¿ha de c o r r e r p o r m i cuenta?

D. P E D R O

SÍ, s e ñ o r .

D. D I E G O

Pues y o m e allano, y quiero ir a cumplirle;

635

y entre tanto, d o n F e r n a n d o , e n p o s e s i ó n de Isabel haga casos temerarios. D. F E R N A N D O

D. PEDRO D. D I E G O

Soy

contento.

Y yo también. Y y o , q u e e n aquese espacio

640

pienso correr todo el m u n d o y é n d o m e paso entre paso a Z a r a g o z a , p o r ser l u g a r s o l o y despoblado, r o b a n d o a cuantos pasaren

645

s i e n d o b a n d o l e r o raro, h a c i e n d o dos m i l insultos y otros tantos m i l estragos, pues solo de aqueste m o d o p u e d o ser r i c o e n u n a ñ o ,

650

planos también ha afectado a la duración del plazo; en la comedia seria el plazo era de tres años y tres días. v. 642 paso entre paso: frase adverbial que significaba «lentamente, poco a poco» (Aut), lo que no encaja con los dos versos anteriores, en los que don Diego afirma que en ese corto espacio quiere «correr todo el mundo». También es absurdo considerar Zaragoza un «lugar solo y despoblado». v. 646 bandolero raro: curioso modo de conseguir fortuna y honra es este de don Diego; todo se explica en las coordenadas del absurdo. Mientras que en la comedia de Montalbán el pretendiente se propone hacerse soldado y arriesgar su vida para conseguir riquezas, aquí se va a transformar en bandolero; pero no va a ser un vulgar salteador de caminos lanzado al monte, sino que será un bandolero «raro», es decir, «extraordinario, poco común o frecuente [...] sobresaliente, insigne» (Aut). Las contradicciones internas son frecuentes en este tipo de comedias. v. 647 insultos: en la época, insulto era el «hecho malo, atrevido y escandaloso» (Cov.); también el «acometimiento o asalto repentino y violento» (DRAE), propio de los bandoleros y salteadores de caminos.

TEXTO DE LA COMEDIA

83

y p o r mis m é r i t o s sólo tener u n puesto m u y alto para servir a Isabel. D Ñ A . ISABEL

¿Qué

e

s

1° que estoy escuchando?

O está b o r r a c h o d o n D i e g o

655

o m i a m o r está b o r r a c h o . D. F E R N A N D O

Pues u n b a n d o l e r o a m i g o tengo y o que h i c i e r o n cuartos y h a r é que c o n s i g o os lleve.

D. DIEGO

Y O os h a r é el agasajo

660

por la merced que me hacéis, pero y o y este c r i a d o i r e m o s solos. D. F E R N A N D O

Por

mí,

l o que gustareis. D. P E D R O

Pues v a m o s , s e ñ o r d o n F e r n a n d o , aprisa,

665

p o r q u e si m á s nos tardamos p o d r á ser que llueva e n casa. D. D I E G O

I d c o n D i o s , que y o m e parto a p r o b a r fortuna.

v. 652 tener un puesto muy alto: puesto se emplea primeramente como «dignidad, oficio o ministerio» (Auf), que es lo que en principio desea conseguir don Diego, aunque tenía un significado también físico, de lugar, sitio o espacio para ejecutar alguna cosa. Está aludiendo asimismo, como comprobaremos en versos siguientes, a la horca, como «puesto alto». Este mismo equívoco se trata en estilo trágico en Los cabellos de Absalón de Calderón, aplicado al protagonista que se verá en alto por los cabellos (no en el trono, sino colgado de un árbol). v. 658 hacer cuartos: a los delincuentes ejecutados se los hacía cuartos que se colocaban por los caminos, como advertencia y escarmiento. E n el Buscón (p. 103) el tío de Pablos cuenta cómo tuvo que ahorcar al padre del picaro, y hacerlo luego cuartos: «Hícele cuartos y dile por sepoltura los caminos. Dios sabe lo que me pesa de verle en ellos, haciendo mesa franca a los grajos». v. 659 E n la comedia de Montalbán, don Pedro ofrece la compañía de don Gonzalo, al que don Fernando decide hablar para que aleje a Diego lo más lejos posible. E n Mojiganga el padre de Isabel también le ofrece una peculiar compañía: «Pues para no perder tiempo / vamos luego a ejecutarlo, / que un amigo tengo que / con vos se irá briboneando» (w. 199-201).

84

LOS AMANTES

D. F E R N A N D O D. PEDRO

DE

TERUEL

Adiós. V e d , d o n D i e g o , que quedamos

670

e n q u e h a b é i s de v o l v e r r i c o . Vanse los dos. D. D I E G O

N O , s i n o huevos asados.

D Ñ A . ISABEL

H a z l o q u e te tengo d i c h o .

CAMACHO

¡Ah, señor!

D. D I E G O

¿ Q u é quies, C a m a c h o ?

CAMACHO

M i r a que Isabel te aguarda.

D Ñ A . ISABEL

Aparte. L o c o t e n g o t o d o u n lado:

675

a m o r , ¿ q u é ha de ser de m í ? D. D I E G O

Pues t o d o l o has escuchado, ya n o será menester decirte nada.

D Ñ A . ISABEL

N O , gato,

680

q u e ya he v i s t o tus turrones, que ya he v i s t o tus gazapos: irte intentas. D. D I E G O D Ñ A . ISABEL

¿YO, Isabel? T Ú , bellaco, t ú , bellaco, g a l ó n falso de m i a l m i l l a ,

685

v. 672 No, sino huevos asados: frase hecha coloquial e irónica. Comp. Hamete de Toledo, w . 314-15: «Y en la ensalada hay cebolla? — N o , sino huevos asados». v. 680 gatos: «llaman así a los ladrones rateros» (Cov.).Ver supra, vv. 290-91 y nota. v. 682 gazapos: además de los conejillos recién nacidos, gazapos eran «mentiras o embustes» (DRAE) (Lasch anota: «mensonges»). v. 685 galón falso de mi almilla: el galón era «un género de tejido fuerte, hecho de seda, hilo de oro o plata, que sirve de adorno para guarnecer vestidos u otra ropa; lo regular es no exceder dos dedos de ancho, en que se distingue de lo que llaman franja» (Aut). La almilla, «una especie de j u b ó n con mangas ajustado al cuerpo. Es traje interior, así del uso de los hombres como de las mujeres, y de ordinario se pone y viste en tiempo de invierno para reparo y defensa del frío» (Aut). Comparar a don Diego con una franja de tela explica que en los versos siguientes diga que «le ha remendado», «cosido», etc. (cfr. infra, vv. 696, 698). Puede haber

TEXTO DE LA COMEDIA

85

r u i n s e ñ o r y m a l canario. ¿ C o n d o n F e r n a n d o m e dejas? ¿ C o n o t r o m e dejas, c u a n d o era toda tu p o b r e z a para m í m u c h o regalo?

690

¿ N o te acuerdas, n o te acuerdas de las noches que m e has dado, de los días que he t e n i d o , de las horas, de los cuartos, de los m i n u t o s y instantes

695

que te he estado r e m e n d a n d o , que te he estado h a c i e n d o b i e n y que c o s i e n d o te he estado? ¿ U n a ñ o he de estar sin ti?, ¿yo sin t i he de estar u n a ñ o

700

y tres días, que s o n m á s , sin los que quisiere e l diablo? Ea, Diego, vuelve en ti y considera que u n a ñ o son d o c e meses, y al

fin

705

los has de v e r acabados. D. D I E G O

Isabel, ya n o hay r e m e d i o , p o r q u e la palabra he dado y he de i r a ser b a n d o l e r o , que es el m a y o r agasajo;

710

y así, Isabel, ten p a c i e n c i a , que a h í te queda d o n F e r n a n d o t o d o el t i e m p o de m i ausencia, pues ya que t u padre ha andado tan fino c o n m i g o , n o

715

he de ser c o n él y o falso. juego paronomástico con galán («... falso de m i alma»), en un floreo verbal con parodia de lenguaje amoroso. v. 686 ruin señor y mal canario: juego de palabras entre «rui(n)señor» y «canario». v. 691 ¿No te acuerdas, no te acuerdas?: abundan en las comedias burlescas estos versos reduplicados, dando un tono enfático a las imprecaciones y discursos. Cfr. Hamete de Toledo, vv. 967-68: «No te azores, no te azores, / estáme, Marina, atenta». v. 715 fino: en su sentido inicial, es «amoroso, seguro, constante y fiel» (Aut),

86 D Ñ A . ISABEL

LOS AMANTES

DE

¿ N O hay r e m e d i o ?

D. DIEGO D Ñ A . ISABEL

N O hay r e m e d i o . ¿Ninguno?

D. DIEGO D Ñ A . ISABEL

TERUEL

Y O n o le hallo. Pues vete, d o n D i e g o , vete, vete c o n todos los diablos;

720

y si acaso e n e l c a m i n o topares algunos carros, p o n t e e n u n o y t r á e m e nuevas de c ó m o quedas, e n tanto que y o alegre, sola y triste

725

t u ausencia río l l o r a n d o . Saca paño D. DIEGO D Ñ A . ISABEL

D. D I E G O D Ñ A . ISABEL D. D I E G O D Ñ A . ISABEL

D. DIEGO CAMACHO

ridículo.

¿ L l o r a s , Isabel? Yo

no.

¿ P u e s q u é es eso? N a d a y algo. Y O n o te e n t i e n d o . Ni

yo.

C o n eso m e has d i c h o harto.

730

¿ Q u i é n n o ha de sentir e l ver p a r t i r n o s de a r r i b a abajo?

D. DIEGO

Pues dame, Isabel, siquiera m e d i a d o c e n a de abrazos para ayuda d e l c a m i n o .

D Ñ A . ISABEL

735

T o m a , y vete c o n e l diablo, y e s c r í b e m e si pudieres.

pero también, traslaticiamente, en esta línea de incoherencias pudiera tener un doble sentido, «vale astuto, sagaz, cauto y agudo» (Aut). Para este juego de contraposición ver supra, w . 59-60 y nota. v. 726 acot. paño ridículo: podría serlo por lo exagerado del tamaño (una sábana), por lo sucio o roto, por los colores... v. 735 ayuda del camino: parece calcada de ayuda de costa, que es «el socorro que se da en dinero, además del salario o estipendio determinado, a la persona que

TEXTO DE LA COMEDIA D. D I E G O

Y O te e s c r i b i r é de garbo.

D Ñ A . ISABEL

Pues n o pongas e n l a carta de p o r t e m á s de dos cuartos.

D. D I E G O

87

740

¿ Y e l sobrescrito?

D Ñ A . ISABEL

A mi

padre,

teniente c u r a e n A l m a g r o , o a m í , que será l o p r o p i o , «en p o d e r de d o n F e r n a n d o » c o n las señas de la casa. D. D I E G O

¿ Y e n su ausencia?

D Ñ A . ISABEL D. DIEGO

745

A l p r i m e r cuarto. Norabuena, adiós.

D Ñ A . ISABEL

En

fin,

¿ya te ausentas? D. DIEGO

N O , m e aparto de verte p o r unos días.

D Ñ A . ISABEL D. D I E G O

¡Caso crudo! i L a n c e asado!

750

ejerce algún empleo; y también se llama así cuando se da a otra cualquier persona sin esta circunstancia» (Aut). v. 738 de garbo: lo mismo que mucho. Garbo «vale también interés y liberalidad en hacer los beneficios o agasajos» (Aut). v. 741 sobrescrito: «Lo que se escribía en el sobre o en la parte exterior de un pliego cerrado para darle dirección» (DRAE). v. 742 Almagro: en otras piezas dramáticas festivas aparece la figura del clérigo relacionada con Almagro, como es el caso del entremés de La casa de los genios y la dama general de Suárez de Deza, en el que un canónigo de Almagro forma parte de un ridículo desfile de personajes que sólo saben hablar de un tema; este clérigo ridículo sólo lo hace de muías. v. 744 Es decir, la dirección será «A Doña Isabel, en poder de don Fernando», etc. v. 746 cuarto: aquí se entiende como parte de una casa, 'conjunto de habitaciones'. v. 750: ¡Caso crudo! / ¡Lance asado!: juego de palabras entre asado y crudo, empleado este término en su doble sentido, como 'difícil' y como contrario a asado; parecidos juegos de palabras aparecían en poemas de la época; cfr. Quevedo, PO,

88 D Ñ A . ISABEL

LOS AMANTES ¿Q

u

DE

TERUEL

estoy viva?

e

D. DIEGO

C l a r o está, pues a ú n n o te h a n enterrado.

D Ñ A . ISABEL

¿Para c u á n d o es e l p a ñ u e l o ?

D. DIEGO

¿La c e b o l l a para c u á n d o ?

D Ñ A . ISABEL

Y o me quedo.

D. DIEGO

Y O me

voy;

755

adiós. D Ñ A . ISABEL

A d i ó s , mentecato, y D i o s te lleve c o n b i e n .

CAMACHO

Adiós, Luisa.

LUISA

Adiós, Camacho. Vanse.

n ú m . 586, w . 12-13: «¿Por qué conmigo siempre fuiste cruda? / Porque no me está bien el ser cocida». vv. 753-54 ¿Para cuándo es el pañuelo? / ¿La cebolla para cuándo?: estos versos son parodia del desgarrado diálogo de despedida de los dos amantes en la seria: «— ¿Para cuándo son las penas? / —¿Para cuándo son los rayos? / —¿Para cuándo las congojas? / — ¿ Y las muertes para cuándo?» (Montalbán, I, w . 1075-1078).

JORNADA

SEGUNDA

de Los amantes de Teruel

Dentro voces. GUARDA 1

E n v a n o será e l seguirlos, que c o r r e n a t r o c h e y m o c h e .

GUARDA 2

760

L a c l a r i d a d de l a n o c h e causa e l n o p o d e r o í r l o s . El Gobernador dentro.

[GOBERNADOR]

Pues y o he de c o r r e r tras ellos hasta q u e los llegue a hablar, p o r q u e m e i m p o r t a e l besar

765

las m a n o s al u n o dellos. Sale don Diego, y Camacho, de bandoleros, y don Diego traerá la capa del Gobernador. D. DIEGO

M i l a g r o , C a m a c h o , h a sido el habernos escapado.

v. 760 a troche y moche: «este término se usa para reñir a uno, cuando sin orden y sin concierto dice o hace alguna cosa desbaratada» (Cov.); para Autoridades es «frase adverbial. Corresponde a disparatada e inconsideradamente, sin reparo ni consideración alguna. Es voz baja y jocosa»; a trochi mochi, hacer a trochi mochi, eran expresiones populares que se empleaban «por hacer la cosa mal y sin atención» (Correas, p. 538). Cfr. Comendador, w . 770-72:«—¿Hay tal, que haya de reñir / un cristiano de repente? / — R e ñ i d aquí a troche y moche»; Mocedades del Cid, II, w . 41-43: «Rodrigo es que, a trochimochi, / una música te envía, / señora, en mitad del día». w . 761-62 La claridad de la noche / causa el no poder oírlos: las relaciones sensoriales absurdas se insertan perfectamente en este mundo de disparates e incongruencias; el disparate se apoya en muchas ocasiones en la eliminación de toda congruencia semántica, como es el caso. w . 765-66 el besar / las manos al uno de ellos: gesto de cortesía, dirigido al señor o a la señora, en señal de respeto y sumisión; es claro que es chocante en el caso

90

LOS

CAMACHO

AMANTES

DE

TERUEL

Y a te h u b i e r a n d e g o l l a d o si nos h u b i e r a n c o g i d o .

D.

DIEGO

770

N o soy y o tan v e n t u r o s o que e n tal m e v i e r a . ¿Por qué?

CAMACHO D.

DIEGO

P o r q u e c o m o ya se ve, fuera u n puesto m u y h o n r o s o para m í e l ser d e g o l l a d o ,

775

y a g r a n suerte l o tuviera, pues e l d e g o l l a r m e fuera quedar m u y acomodado. CAMACHO

D i e z meses ha que a q u í estamos h a c i e n d o insultos de espantos

780

a m i l gentes. D.

DIEGO

Y ya tantos, que a todos los arrobamos, p e r o aquesto es v i r t u d m í a .

del Gobernador, que desea besar las manos a uno de los dos ladrones, en inversión de las normas relativas a la jerarquía social. v. 774 puesto muy honroso: cfr. supra, v. 652, donde se habla de un «puesto muy alto», que era la máxima aspiración de Diego para conseguir la mano de Isabel y, grotescamente, hacía referencia a la horca. Sin embargo, aquí, el «puesto muy honroso» es el de morir degollado, propio de nobles. Dice Covarrubias que «en Castilla condenan a degollar al noble; y al condenado por traidor dicen se acostumbra darles el golpe por detrás». E n El alcalde de Zalamea, Pedro Crespo va a ajusticiar al Capitán por haber deshonrado a su hija; aunque el transgresor era noble y como tal debería haber sido juzgado por un tribunal militar y luego degollado, finalmente le dan garrote: «Aparece, dado garrote, en una silla, el capitán. [...] —¿Por qué, como a capitán / y caballero no hicisteis / degollarle? —¿Eso dudáis? / Señor, como los hidalgos / viven tan bien por acá / el verdugo que tenemos / no ha aprendido a degollar» (Calderón, El alcalde de Zalamea, w . 2697 y ss.). v. 778 acomodar, además de 'colocar, dar empleo', aquí empleado irónicamente, en germanía significaba, entre otras cosas, «castigar, dar su merecido a alguien» (Léxico). v. 780 insultos de espantos: la expresión es entendida como 'insultos espantosos', terribles, que causan espanto; respecto a insultos, cfr. supra, v. 647. v. 782 arrobamos: se juega con los verbos robar —distorsionado humorísticamente— y arrobarse, que «vale trasponerse, elevarse, arrebatando tras sí la parte su-

TEXTO DE LA COMEDIA CAMACHO

¿ Y l a capa, e n fin, s e ñ o r , robaste al G o b e r n a d o r ?

D. DIEGO

91

785

Sí, pero fue e n c o r t e s í a , pues, si v a a d e c i r v e r d a d , u n bandolero en r a z ó n ha de dar e n ser l a d r ó n c o n alguna n o v e d a d .

CAMACHO

790

A u n c r i a d o , que a t i n o ,

tocaba aquese c u i d a d o . D. DIEGO

L O que ha de hacer u n c r i a d o , ¿ n o es m e j o r que l o haga yo?

CAMACHO

C l a r o está. Ruido dentro.

D. DIEGO CAMACHO

¿ P e r o q u é es esto?

795

¿ N O l o has o l i d o , s e ñ o r ? C o r r i e n d o el G o b e r n a d o r tras nosotros v i e n e .

D. DIEGO

Apuesto

que de esta v e z el ser m u d o . . . Dentro. GUARDA 1 D. DIEGO

¡Válgate el suelo! ¿ Q u é ha sido?

800

perior a la inferior» (Aut), estado en el que figuradamente se quedaban las personas que sufrían los citados «insultos de espantos» y los robos de estos pintorescos bandoleros. D o n Diego afirma cínicamente que se quedaban arrobados, «en éxtasis», por su «virtud», por su poder espiritual. v. 787 si va a decir verdad: proverbial, «Cuando uno la dice ante otros» (Correas, p. 645); comp. Hamete de Toledo, vv. 383-84: «Si va a decir la verdad, / Toribio está muy pesado». v. 788 en razón: «modo adverbial que vale por lo que pertenece o toca a alguna cosa» (Aut). Podría asemejarse a la expresión en consecuencia. v. 800 ¡Válgate el suelo!: «Esta voz [válgate] junta con algunos nombres o romances de otros verbos, se usa como interjección de admiración, extrañeza, enfado o pesar» (Aut); se empleaba frecuentemente con la expresión el cielo, aquí sustituida por contraste y humorísticamente por el suelo.

92

LOS

CAMACHO

AMANTES

DE

TERUEL

Q u e pienso q u e se ha t e n d i d o el G o b e r n a d o r A g u d o .

D. D I E G O

M u c h o m e pesa. Dentro el Gobernador. ¡Ay de m í ! ¿ N o hay q u i e n d é ayuda y favor a todo u n Gobernador

805

que ha c a í d o e n ello? D.

Sí,

DIEGO

que y o n o t e m o a los l o d o s . Entrase. GOBERNADOR GUARDA 1

T e m o q u e m e he de enlodar. ¡ G r a n desdicha!

CAMACHO

¡ G r a n d e azar! Dentro todos. A c u d a m o s allá todos.

810

Mirando al vestuario. CAMACHO

¡ O h , prodigioso ladrón! ¡ O h , varón compadecido! S o l o t ú p o r atrevido

v. 802 Agudo: el apellido del Gobernador presenta diversas connotaciones, entre otras, se denomina agudo «al que tiene ingenio sutil» (Cov.), pero también «al i n quieto, que anda de acá para allá bullendo» (Cov.); según Autoridades, «por metáfora vale picante, ingenioso y que pica en satírico». Probablemente se emplee en estas dos últimas acepciones, satirizando así su figura. M sustituye «agudo» por «aguado», en referencia jocosa al inmediato rescate del Gobernador de las aguas y los lodos, gracias a la intrepidez de don Diego, pero rompe la rima. v. 806 caído en ello: «Caer en ello. Acordarse» (Correas, p. 542). Aquí lo usa literalmente. v. 808 enlodar, además del sentido literal, «por traslación vale manchar y deslustrar alguna cosa no material, como la honra, la limpieza de un linaje, familia, persona y estado» (Aut). E n el lenguaje proverbial enlodóse es lo mismo que «casóse mal» (Correas, p. 570). v. 811 ¡Oh, prodigioso ladrón!: el verso paralelo es: «¡Oh, prodigioso español!» (Montalbán, II, v. 41).

TEXTO DE LA COMEDIA

93

l o g r a r á s tal o c a s i ó n ; v u e l a , socorre y ampara

815

a ese p o b r e caballero, que t o d o vale d i n e r o y está la cebada cara. Y a r o m p i e n d o ovas y lamas c o n pesados pies de p l u m a ,

820

el m o n t e de l o d o b r u m a c o m o si fueran d i e z camas; ya l i g e r o c o m o u n p o t r o sin recelo n i e m b a r a z o saca al l o d o c o n u n b r a z o

825

y al G o b e r n a d o r c o n o t r o ; ya j u n t o a l a o r i l l a aborda sudando c o m o u n t a m b o r y ya al b u e n G o b e r n a d o r se le hace la vista g o r d a ;

830

mas ya sale; desta vez, a pesar de la f o r t u n a ,

v. 819 ovas y lamas: las ovas, del río o de la mar, son «cierto género de hierba muy ligera que se cría en la mar y en los ríos, que la misma agua arranca, y por su liviandad anda nadando sobre ella» (Aut). Por lamas se conoce «cierto género de excremento que se cría en el agua, particularmente cuando ha habido tormenta, y forma una especie de tela o nata» (Aut). Asimismo, la expresión «ovas y lamas» aparece en la Jornada primera de la célebre comedia calderoniana La vida es sueño, w . 143-46: «Nace el pez que no respira, / aborto de ovas y lamas / y apenas bajel de escamas / sobre las ondas se mira». v. 820 pies de pluma: podría ser una burla de la expresión «con pies de plomo» (con mucha cautela). E n cualquier caso es absurda. v. 821 bruma: brumar es «apesgar, quebrantar a golpes sin hacer rotura ni herida en el cuerpo; de broma, que comúnmente vale en español peso y carga desapacible y trabajosa» (Cov.). Se apaleaban los colchones para ahuecar el relleno. w . 825-826 Esta situación recuerda otras similares, propias de los lances de las comedias normales; es el caso del carro de una dama que queda atascado en el lodo o en el río, por ejemplo, en la lopiana tragedia El castigo sin venganza: Casandra pide ayuda por ese motivo y acude Federico, el hijo de su prometido, el viudo Duque de Ferrara, a rescatarla (vv. 323-90). Etc. v. 830 se le hace la vista gorda: dilogía, pues además del sentido «literal» de tener la vista empañada, esta expresión ya en la época equivalía a «hacer alguien como que no se entera de cierta cosa que tendría que disimular o corregir» (DUE).

94

LOS

AMANTES

DE

TERUEL

q u e d a m o s sin d u d a alguna ricos de t o d o j a e z . D e s t a v e z t r i u n f o y paseo

835

e n T e r u e l , pues claro está que p o t r e n t a d o será mi

a m o , s e g ú n ya veo,

c o n q u e r i c o s nos hallamos, d e l m u n d o nos despedimos,

840

a T e r u e l nos e s c u r r i m o s y, e n l l e g a n d o allá, llegamos. Sale don Diego, que traerá al Gobernador a cuestas muy suc[i]o, y dos guardas. D. DIEGO

Afuera. P o n d r é l e a q u í , y d e s p u é s p o d r á n llegar.

GOBERNADOR GUARDA 1

GUARDA 2

¡ G r a n valor! E s singular.

845

¿Haste hecho algún daño?

v. 834 jaez: «Adorno y guarnición del caballo de jineta. [...] Cosas deste jaez vale deste modo y suerte» (Cov.). E n este sentido se entiende el sintagma: 'ricos de todas maneras', o 'de esta suerte'. E n germanía, jaez significa 'ropa' o 'vestido' (Aut). v. 835 triunfo y paseo: triunfo tiene un sentido naipesco («llaman también a un juego de naipes lo mismo que el del burro», Aut); pero además «era la gloria mayor que el pueblo romano daba a su capitán cuando había vencido los enemigos, con ciertas condiciones» (Cov.), y en general, cualquier gloria adquirida por méritos propios («entre los romanos era la solemnidad y el aplauso con que celebraban alguna victoria y el premio con que honraban al vencedor», Aut). Paseo, además del acto de pasear, «también se toma por el acompañamiento que hacen a los catedráticos en Salamanca, regocijando su cátedra» (Cov.). Por otra parte, es término de la jerga de los rufianes y se refiere al «castigo de azotes o de vergüenza, que se ejecuta por las calles de la ciudad» (Léxico); se llama asimismo «la salida y camino que llevan los reos sentenciados por la justicia» (Aut). v. 837 potrentado: así en el texto base; es quizá vocablo chistoso creado por el autor, compuesto de potro y potentado. E n la comedia seria la palabra que se emplea es «potentado». Potro es un modo de tortura dado a los presos para hacerles confesar sus delitos: en este sentido, puede continuar las implicaciones germanescas de otros vocablos que se han anotado antes. v. 841 escurrir. «Vale también escapar, librar y sacar a alguno de algún riesgo y estrecho con aceleración, o librarle y escapar a toda diligencia» (Aut).

TEXTO DE LA COMEDIA GOBERNADOR

95

SÍ,

y m u y grande. GUARDA 1

¿ A d o n d e , trato de saber, te ha sucedido?

GOBERNADOR

E n toda u n a oreja ha sido.

GUARDA 2

¿ E n cuál?

GOBERNADOR

E n la de u n zapato.

850

¿ D ó n d e a q u e l l a d r ó n está que m e ha q u i t a d o la capa? CAMACHO

D e aquesta v e z te hace Papa.

D. DIEGO

A tus pies le tienes y a .

GOBERNADOR

M e j o r los brazos m e r e c e

855

q u i e n t u v o tanto v a l o r c o n tanto G o b e r n a d o r . D. DIEGO

C a m a c h o , ¿ q u é te parece?

CAMACHO

Q u e ya va siendo de d í a .

GUARDA 1

E n v i d i a tuve a su a c c i ó n .

GOBERNADOR

¿ D e a d o n d e sois?

D. DIEGO

860

D e Aragón, cerca de F u e n t e r r a b í a .

GOBERNADOR

¿ Y ha m u c h o que sois b a n d i d o ?

w . 849-50 oreja de un zapato: «se llama también la parte del zapato que sobresaliendo a un lado y otro, sirve para ajustarse al empeine del pie, por medio de cintas, botones o hebillas» (Aut). Para esta expresión, cfr. Sueños, p. 140, nota 25. v. 862 Fuenterrabía: en D T se escribe «Fuente Rabia»; en esta forma se recoge también en Covarrubias, donde se dice que es «villa principal sobre las marinas postreras de Guipúzcoa, dicha antiguamente Fons Rapidus, de do se corrompió el vocablo en Fuente Rabia». Además, esta palabra tenía connotaciones burlescas de tipo sexual o escatológico: «su falso parentesco con rabo hizo de esta palabra una de las más empleadas en la literatura burlesca de asunto erótico (sodomía) o meramente escatológico. E n este último sentido la emplea Góngora, ponderando con humor, en un romancillo de 1587, el éxito de sus primeras poesías: «Y hace canciones / para su enemiga / que de todo el mundo / son bien recibidas, / pues en sus rebatos / todo el mundo limpia / con ellas de ingleses / a Fuenterrabía» (Floresta, n ú m . 129). E n el texto anotado de Súarez de Deza es un caso típico de disparate geográfico, pues Aragón no está cerca de Fuenterrabía.

96

LOS AMANTES

DE

TERUEL

D. D I E G O

N O s e ñ o r , b i s o ñ o soy.

GOBERNADOR

H u r t a d , que palabra os d o y

865

de ser vuestro c o n o c i d o ; v e n i d , guardas, v e n i d , pues, y m a r c h e la c o m p a ñ í a . GUARDA 1

Pudiera Vueseñoría m u d a r vestido.

GOBERNADOR

GUARDA 2

Después.

870

Q u e agora i m p o r t a b a y t o d o , p o r q u e estáis m o j a d o , digo.

GOBERNADOR

M á s l o queda a q u e l a m i g o que m e s a c ó e l pie d e l l o d o y que m e q u i t ó c o n fama

875

la capa; y así, marchar, que n o m e he de desnudar sino dentro de la cama. GUARDA 1

S e r á la distancia p o c a que hay de a q u í al d í a .

GUARDA 2 GOBERNADOR

Es e m p e ñ o .

880

Pues c i e r r a , E s p a ñ a , y al s u e ñ o ; toca a d o r m i r .

v. 864 bisoño: «El soldado nuevo en la milicia» (Cov.). E n gemianía el significado era más amplio: «forastero; el recién venido a un lugar y que no conoce las costumbres que en él se usan; por extensión del soldado así llamado» (Léxico). v. 874 me sacó el pie del lodo: esta expresión es dilógica, pues además del sentido literal, sacar el pie del lodo es «frase que significa patrocinar, amparar y dar la mano a uno, para que salga de algún peligro, empeño o trabajo» (Aut); o «ayudar a uno para que medre; buscar hombre que pueda sacar el pie del lodo» (Correas, p. 641). Cfr. Quijote, II, 5: «¿No te parece, animalia —prosiguió Sancho—, que será bien dar con m i cuerpo en algún gobierno provechoso que nos saque el pie del lodo? Y cásese a M a r i Sancha con quien yo quisiere, y verás como te llaman a ti doña Teresa Panza, y te sientas en la iglesia sobre alcatifa, almohadas y arambeles, a pesar y despecho de las hidalgas del pueblo». Expresiones populares en torno a esta idea hubo muchas: «sacar un pie del lodo y meter otro» (Correas, p. 441), o «Salió del lodo y cayó en el arroyo» (ibid., p. 442). v. 881 cierra, España: cerrar es expresión que significa «cerrar con el enemigo, embestir con él; de do manó el proverbio militar "cierra, España"» (Cov.); «ex-

TEXTO DE LA COMEDIA GUARDA

1

GUARDA

2

97

Toca. Toca. Vanse.

CAMACHO

Famosos h e m o s quedado.

D.

¿A q u i é n , C a m a c h o , p u d i e r a

DIEGO

suceder, si n o es a m í ,

885

una desgracia tan fiera? ¡Que a un señor Gobernador quite y o u n a capa nueva, que caiga p o r m í e n el l o d o y que y o le saque a cuestas,

890

que libre en seco le p o n g a , que el l o d o e n v i d i a m e tenga, y que c u a n d o , c u a n d o espero que p o r aquestas

finezas

m e mandase degollar,

895

para v o l v e r m e a m i tierra, palabras y c u m p l i m i e n t o s m e da solo p o r respuesta! ¿ H a y h o m b r e m á s desdichado? CAMACHO

¿ P u e s de q u i é n , s e ñ o r , te quejas,

900

si tienes la c u l p a t ú ? D

DIEGO

¿Yo?

presión empleada en la antigua milicia para animar a los soldados y hacer que acometiesen con valor al enemigo» (DRAE). Nótese lo poco adecuada que resulta la expresión para enviar a dormir a todos. También se emplea irónicamente en Hamete de Toledo, w . 453-56: «Si la vista no me engaña, / aunque lo ignore, lo creo, / que a cierraojos le veo: / salta agora, cierra, España». v. 883 famoso: término que en la época ofrecía variadas acepciones, por una parte, su sentido era el actual: «aquel a quien ha divulgado y publicado la fama» (Cov.), aunque también se llamaba famosa «a la persona de buenas prendas, genio y trato» (Aut). La expresión ladrón famoso, que bien pudiera aplicarse a Camacho y a D o n Diego, designaba «al que tiene costumbre de hurtar, haciendo robos grandes y señalados, y se llama así cualquiera a quien se le han probado tres hurtos» (Aut). v. 899 E n el texto figura un aparte que no parece justificado; lo supriminos.

98

CAMACHO

LOS

AMANTES

DE

TERUEL

SÍ, t ú , sí, pues pudieras, c u a n d o llegaste a sus patas, pedirle, s e ñ o r , siquiera que, pues n o te degollaba,

905

que nos echase a galeras. D. D I E G O

¡Ay, C a m a c h o , q u i e n n a c i ó c o m o y o c o n m a l a aquella, n i diligencias le bastan n i m é r i t o s le aprovechan!

910

Y así h o y e l G o b e r n a d o r m e ha negado la sentencia, y p r e m i a n d o a cuantos r o b a n a m í sólo no me premia; Isabel de m í se o l v i d a ,

915

que es l o que n o m e a t o r m e n t a ; y e n meses nueve, y m á s u n o , h a b i é n d o l a escrito apenas dos cartas, a ú n n o he t e n i d o m á s que de las dos respuesta,

920

y esa ha sido de palabra, p o r o r d e n de d o ñ a E l e n a ; d o n F e r n a n d o , c o m o siempre, la asiste y v i v e c o n ella, esperando a celebrar

925

mis vigilias y sus fiestas;

v. 903 patas: se utiliza la palabra patas para aludir a las 'plantas' del Gobernador, en claro juego de palabras, que a su vez supone una cierta animalización, medio grotesco de provocar el humor en estas comedias. Cfr. La ventura sin buscarla, w . 309-310: «—Dame esa mano de puerco. / — M i l veces beso esas patas». v. 906 echar a galeras: «La condena de los galeotes condenados a remar en los barcos llamados galeras» (Léxico); galeras, «en plural, vale pena de remar, a que sale condenado el delincuente; y así se dice echar a galeras» (Aut). v. 908 aquella: vocablo que se adecúa a variados contextos; cfr. supra, w . 44, 305 y 418. De hecho, L sustituye «aquella» por «estrella», palabra totalmente adecuada al contexto y que también aparece en Montalbán, cuyo pasaje paralelo transcribo: «¡Ay, Camacho, que a quien nace, / como yo, con mala estrella, / ni diligencias le bastan / ni méritos le aprovechan» (II, vv. 193-96). v. 926 vigilia: lo mismo que velas, «acción de estar despierto o en vela, y en lenguaje militar significa una de las partes en que se dividen las horas de la noche

TEXTO DE LA COMEDIA

99

y del plazo señalado s ó l o l o que falta q u e d a para v o l v e r a T e r u e l y para a d q u i r i r h a c i e n d a ;

930

el r e m e d i o es el robar y v i v i r desta manera, pues al que m u e r e , e n efeto, l u e g o al instante le e n t i e r r a n . CAMACHO

Y a es de d í a , y pasa gente.

D. D I E G O

H u é l g o m e porque me vean

935

usar de u n a t i r a n í a . CAMACHO D. D I E G O

¿Cómo? D e aquesta manera: m u y presto, q u e r i e n d o D i o s , h e m o s de saquear la t i e n d a

940

de u n m e r c a d e r p o r t u g u é s que es de la n a c i ó n inglesa, clavando la artillería para las velas y centinelas en los ejércitos» (Aut). También tenía un sentido religioso de penitencia, equivalente a temporadas de más austeridad como preparación a determinadas festividades: «la vela que se hace por devoción de partes de tarde y en la noche, antes de la festividad en que la Iglesia católica señala las v i gilias, o dentro de los templos o en los cementerios» (Cov.). Las vigilias tienen connotaciones relativas a la penitencia, a tiempos litúrgicos de austeridad, como es el caso de la Cuaresma, que precedían a grandes «fiestas», por ejemplo a la Pascua, o en el caso de la vigilia del Adviento, a la Navidad. La palabra vigilia, pues, se contrapone a fiestas, con un claro matiz de holganza y regocijo. E n la loa burlesca que precede a Las bodas de Orlando también aparecen estos términos contrapuestos: «—¿...Fiestas, vigilias? / — E l viene a pedir de boca. / A h , señor, venga acá. ¿Quiere / venderme las fiestas solas, / que yo no quiero vigilias? / — ¿ N o ve que están juntas todas? / —Pues apartarlas. — N o puedo. / —Pues poco importa. / Ayunen, pues quieren fiestas» (vv. 192-200). w . 941-942 mercader portugués / que es de la nación inglesa: de nuevo observamos el tipo de disparate que encierra en sí una contradicción. Abundaban mercaderes de telas portugueses: ver Herrero, 1966, pp. 136-37. v. 943 clavar la artillería: era lo que se hacía cuando se conquistaba una posición artillera al enemigo, clavar las piezas para que no las pudieran usar de nuevo («Clavar las piezas o la artillería. Es meter por los fogones de las piezas unos clavos o hierros, para que no puedan servir», v4wí).Todo es lenguaje metafórico de la guerra para expresar el robo de la tienda del portugués.

100

LOS AMANTES

DE

TERUEL

de sus arrolladas piezas y, a fuego y sangre, los dos

945

sacar c u a n t o h u b i e r e e n ella s ó l o para v e r c o n esto si es que se acaba o se e m p i e z a aquesta c o m o se llama y c o m o se d i c e aquesta. CAMACHO

D. D I E G O

950

L O C O estás.

H a g o m u y bien, y a u n q u e arrojo te parezca, y o s é , C a m a c h o , q u e acierto.

CAMACHO

N O será e r r o r si l o aciertas.

D. D I E G O

Q u i e n sabe l o que es a m o r

955

d i r á q u e e l g r a d o n o es fuerza. CAMACHO

Q u i e n sabe l o que es beber d i r á que es g r a n b o r r a c h e r a .

D. D I E G O

N O hay nada sin Isabel.

CAMACHO

M e n o s p u e d e haber c o n ella.

D. D I E G O

G a n a de c o m e r m e falta.

CAMACHO

Buscarla e n u n a a l m o n e d a .

960

v. 944 arrolladas piezas: observamos igualmente el empleo dilógico de la palabra piezas: por una parte, se refiere a 'piezas de artillería' y por otro a las telas del mercader 'arrolladas', es decir dobladas en forma de rollo, que se venderían en su «tienda». v. 945 a fuego y sangre: «Frase adverbial que significa con sumo rigor, sin perdonar ni reservar nada» (Aut). v. 956 el grado no es fuerza: la contraposición de los términos grado y fuerza y el juego de palabras con ambos aparecen con frecuencia en el teatro de Vicente Suárez de Deza, como es el caso del baile del Galeote mulato en el que los músicos comienzan la jácara de despedida del condenando con unos versos en los que se juega con estos términos: «En las gurapas del Rey / más que de grado, por fuerza, / sin gusto miró la Chaves / al Mulato deVallecas». v. 962 almoneda: «La venta de las cosas, pública, que se hace con intervención de la justicia y ante escribano y con ministro público, dicho pregonero, porque en alta voz propone la cosa que se vende, y el precio que dan por ella» (Cov.). Nótese lo absurdo del consejo, buscar las ganas de comer en una almoneda.

TEXTO DE LA COMEDIA D. DIEGO

101

V a m o s , C a m a c h o , q u e , e n fin, aquestas andanzas nuestras b i e n sé e n q u é h a n de parar.

CAMACHO D. DIEGO

965

¿En qué? E n q u e para l a yegua. Vanse. Sale don Fernando, y doña Elena.

D. F E R N A N D O

N O quisiera q u e m e v i e r a tu p r i m a .

DÑA. ELENA

Tienes razón; mas para aquesta o c a s i ó n es b u e n a l a bigotera.

D. F E R N A N D O

970

E n t o d o avisada has sido, y e n t o d o , E l e n a , has m o s t r a d o tu c i e n t í f i c o c u i d a d o .

DÑA. ELENA

¿ Y está t o d o p r e v e n i d o ?

D. F E R N A N D O

T o d o p r e v e n i d o está

975

y esta carta l o h a de hacer. DÑA. ELENA

Pues si e n ella se h a de v e r , ella m i s m a l o d i r á . ¿ Y q u é contiene?

D. F E R N A N D O

Contiene,

para q u e d é m e j o r fuego,

980

el q u e l a escribe, d o n D i e g o , que se h a m u e r t o .

v. 966 en que para la yegua: juego de palabras apoyado en la paronomasia entre las formas verbales de parar y parir. Por otra parte, yegua en germanía significaba «prostituta y tributaria de rufián» (Léxico). Además, podemos descubrir una alusión al proverbio «yegua parada, prado halla». v. 970 bigotera: funda que se usaba para meter los bigotes y mantenerlos derechos, y que por su aparatosidad puede servir de careta o disfraz; ver nota en La ventura sin buscarla, v. 225. v. 973 científico cuidado: científico significa «cosa perteneciente a ciencia» (Aut), pero «también se llama así a la persona consumada en alguna o en muchas ciencias» (Aut). Elena parece ser experta en asuntos celestinescos. v. 980 dar fuego: expresión similar a dar lumbre, «conseguir el lance o fin que se intentaba con algún disimulo» (DRAE).

102 DÑA.

LOS

AMANTES

ELENA

DE

TERUEL

E S O conviene;

p e r o solamente t e m o que se ha de a r a ñ a r d e l susto. D. F E R N A N D O

T i e n e Isabel m u y b u e n gusto

985

y n o ha de hacer tal e x t r e m o ; mas ¿ q u i é n , d i m e , ha de llegar, E l e n a , p o r sí o p o r n o , a darle la carta? DÑA.

ELENA

YO,

y o m i s m a se la he de dar,

990

p o r q u e de cuantas le ha e n v i a d o p o r m i o r d e n , hasta a q u í n i n g u n a , a u n q u e n o las v i , a sus m a n o s ha l l e g a d o ; mas esta que h o y has

fingido

995

e n sus dedos ha de ver, y que es suya ha de creer en h a b i é n d o l a leído. D. F E R N A N D O

Pues supuesto que la escribe d o n D i e g o , e n esta de c i e r t o

1000

va e l aviso de q u e es m u e r t o . DÑA. ELENA

¡ D e s d e h o y m i esperanza vive! Vete, pues, que y o m e q u e d o a q u í para d i s p o n e r l o . Aparte. A p e n a s q u i e r o creerlo.

D. F E R N A N D O

1005

Y O de t i , E l e n a , b i e n p u e d o creer que s a l d r é l u c i d o .

DÑA. ELENA

N u n c a l o p o d r á s dudar.

v. 984 arañar del susto: arañarse la cara tenía el sentido de «hacerse araños en ella de dolor y pesar [...]. Esto hacían las lloraderas o endecheras, yendo detrás del cuerpo del difunto» (Cov.).Ya se supone, como se asevera en los siguientes versos, que era este un gesto exagerado y excesivo, acorde con el tono de estas comedias. E n la seria, don Fernando teme que ante el embuste que le tienen preparado haciéndole creer la muerte de don Diego, ella muera de llanto:«... mas sólo temo / si a don Diego quiere tanto / que la ha de matar su llanto» (Montalbán, II, vv. 271-73).

TEXTO DE LA COMEDIA D. FERNANDO

Pues n o hay sino ejecutar, que y o te d a r é u n vestido. Déjala

DÑA. ELENA

103

1010

la carta y vase.

Q u i e n m e viere andar e n esto, q u i e n m e v i e r e hacer estotro, q u i e n m e mirare en el p o t r o desto y el o t r o y aquesto, j u z g ú e s e tener a m o r

1015

e i m a g í n e s e tener s a r a m p i ó n , porque a m i ver n o sé y o c u á l es p e o r ; y así para que Isabel toda su esperanza p i e r d a . . .

1020

Sale Juana. [JUANA]

H a b l a recio, si eres cuerda, p o r q u e ella sale.

DÑA.

ELENA

¡Ah, cruel!

Prima mía. Sale doña Isabel, y Luisa. D Ñ A . ISABEL LUISA

M u e r t a vengo. ¿Te h i z o la m o r c i l l a mal?

vv. 1011-20 E l absurdo soliloquio de Elena ha sustituido al siguiente pasaje: «Quien me viere padecer, / quien me viere sollozar, / quien me viere aventurar, / quien me viere resolver, / y quien me viere, en efecto, / con engaños y traiciones, / decir y hacer sinrazones / contra m i propio respeto, / juzgúese desesperar, / imagínese morir / y mírese agonizar, / y verá cómo disculpa / m i pena con su dolor, / mi locura con su error / y con su culpa m i culpa / [...].Y así, para que Isabel / pierda toda su esperanza...» (Montalbán, II, w . 295-316). v. 1021 hablar recio: «Hablar alto» (Cov.). Cfr. Bodas de Orlando, w . 374-77: «— Ya no puedo / sufrir que este Malgesí / hable con nosotros recio. / —Pues ¿cómo he de hablar? —Callando»; ibid.,w. 403-406: «Mas tú reparar pudieras / en Malgesí. —Es un grosero, / que de voces de la villa / se viene acá con los ecos». Por contraste, en la comedia de Montalbán, Juana recomienda a Elena que hable «quedo y con templanza». v. 1024 te hizo la morcilla mal: además de referirse a don Diego «Morcilla», se alude al alimento así denominado y se construye un divertido juego de palabras

104

D Ñ A . ISABEL

LOS

AMANTES

DE

TERUEL

N O , p o r q u e era p r i n c i p a l

1025

su sangre. LUISA

Pues otra tengo, p o r q u e te alegre, s e ñ o r a , comerla.

D Ñ A . ISABEL

E S cosa de risa, p o r q u e a n d o m u y triste, L u i s a , y nada m e c o v o r v o r a .

JUANA

1030

Para la m e l a n c o l í a ¿el c h o c o l a t e n o es b u e n o ?

D Ñ A . ISABEL

S Í , p e r o ha de ser ajeno, que e l p r o p i o n o da a l e g r í a .

DÑA. ELENA

Todas, p r i m a , le t o m a m o s ,

1035

y es sobre todas las cosas bravo para las golosas. LUISA D Ñ A . ISABEL

¿ V a m o s a tomarle? Vamos,

p o r v e r si hace efeto e n m í el c h o c o l a t e mejor.

1040

en los versos siguientes, con la «sangre principal» del pretendiente y la sangre del cerdo que rellena sus propias tripas, modo de hacer la morcilla. v. 1028 Es cosa de risa: «Deshaciendo la importancia de alguna cosa» (Correas, p. 574). v. 1030 covorvora: no he encontrado el significado de esta palabra, probablemente creación jocosa del autor. La edición de Lasch corrige «corrobora». v. 1032 chocolate: cfr. supra, v. 120. E n la jornada segunda de la comedia de Montalbán, las damas y sus criadas se ocupan en coser —tarea típicamente femenina en la época— durante la ausencia de don Diego, para aliviar las penas de Isabel. Aquí, como remedio a la melancolía, van a «hacer chocolate», como veremos en los versos siguientes. v. 1040 acot. estrado: «el lugar donde las señoras se asientan sobre cojines y reciben las visitas» (Cov.). E n la habitación de recibir visitas estaba el estrado propiamente dicho, o tarima de madera o corcho, separado del resto de la sala por una barandilla. Ver una crítica de estos lujos y descripción de varios tipos de estrados en Juan de Zabaleta, El día de fiesta por la tarde, capítulo «El estrado»; recado: «Todo lo que se necesita y sirve para formar o ejecutar alguna cosa, como recado de escribir, etc.» (Aut). Cfr. Hamete de Toledo, vv. 855-59: «Que vamos doña Lorenza

TEXTO DE LA COMEDIA Descubriráse

105

una cortina, en que se verá un estrado ridícu-

lo, un barreño con una olla muy grande y recado de chocolate, ridículo todo; y

siéntanse.

JUANA

Este es dado, y de p r i m o r .

LUISA

L a ollita tienes a q u í ; t ú , Juana, este m o l i n i l l o ; E l e n a a z ú c a r desate, y o r a s p a r é el c h o c o l a t e .

D Ñ A . ISABEL

Elena, ¿que hará Diaguillo?

DÑA. ELENA

¿ D e s o te acuerdas agora,

1045

para matarte, y matarle? D Ñ A . ISABEL DÑA.

Pues ¿ q u é he de hacer?

ELENA

Olvidarle,

pues d o n F e r n a n d o te adora.

1050

Aparte. Y a m e v a n d a n d o o c a s i ó n para i n t r o d u c i r la carta. D Ñ A . ISABEL

E l e n a , ya estoy m u y harta de su cuerda p r e t e n s i ó n .

DÑA. ELENA

¿ Y es m á s cuerda acaso, d i m e ,

1055

la de d o n D i e g o ? DÑA.

ISABEL

Es m o r i r ,

c o n q u e te v e n g o a d e c i r que es p r e t e n s i ó n q u e se i m p r i m e en la m e m o r i a . / quiere a Toledo esta tarde, / y aunque ha bajado a las huertas / ve tu luego a prevenir / recado para partir». v. 1043 molinillo: «Se llama también al instrumento que sirve para batir y desleír el chocolate: formado de una bola cavada o dentada y un astil que se mueve, estregándole con ambas manos a un lado y al otro» (Aut). Por otra parte, olla y molino son términos con connotaciones obscenas (cfr. Floresta, n ú m . 125, 3 var., 137, 37 y nota al v. 45, 81). E n el pasaje paralelo de Montalbán los materiales que se reparten para la tarea de costura son bien distintos: «La gasa tienes aquí, / y tú, señora, el cambray, / tú (que es menos embarazo) / esa camisa de Holanda, / tú las puntas de la banda, / y yo y Juana el cañamazo, / no hay sino hacer y callar» (II, w . 329-35). v. 1054 cuerda pretensión: el sintagma loca pretensión es fijo; mediante un juego de palabras, el autor expresa lo contrario.

106 DÑA. ELENA

LOS AMANTES

DE TERUEL

Y o haré

Aparte.

b i e n presto c o n q u é le olvides

1060

a costa de m i s ardides. D Ñ A . ISABEL

D e s d e q u e D i e g o se fue n o he t e n i d o h o r a de susto.

LUISA

¿ Q u i e r e s q u e te canten?

D Ñ A . ISABEL

Sí;

canten, pues ya m e m o r í ,

1065

a l g ú n t o n i t o de gusto. DÑA. ELENA

V a u n a letra de d o l o r . Aparte. E l l a m i s m a m e d a r á b a r r o a la m a n o , y v e r á la carta al t i e m p o mejor.

1070

Cantan. [Músicos]

« T o d a l a v i d a es andar mascando a m á s n o poder; e n mascando, p o r c o m e r , y e n c o m i e n d o , p o r mascar.»

DÑA. ELENA

Q u é verdades tan agudas

1075

son las de algunos romances. D Ñ A . ISABEL

Q u é p o c o m e alcanza a m í l o c r u d o destas verdades.

DÑA. ELENA D Ñ A . ISABEL

¿Por qué? P o r q u e c o m o siempre [que] he t o m a d o c h o c o l a t e ,

1080

v. 1063 no he tenido hora de susto: recurso similar al del v. 1054; en una comedia convencional la expresión sería «hora de gusto». v. 1069 me dará / barro a la mano: «Fig. y fam., dar a alguien barro a mano es darle dinero u otros medios para que haga alguna cosa o cumpla su gusto» (DRAE). Según el maestro Correas es dar ayuda y material (p. 551). vv. 1071-1074 E n la comedia de Montalbán también se cantan estos versos, probablemente letra de una canción, cuya estructura sintáctica se mantiene casi í n tegra, aun a pesar de la degradación semántica: «Toda la vida es llorar / por amar y aborrecer, / en dejando, por volver, / y en volviendo, por dejar» (Montalbán, II, v. 347-50).

TEXTO DE LA COMEDIA

107

c u a n d o l l o r o es p o r beberle, mas n o , p r i m a , p o r mascarle. DÑA. ELENA

N O haces m a l .

D Ñ A . ISABEL

Hago m u y bien, que es b u e n o l o q u e b i e n sabe, y éste n o m e sabe m a l .

DÑA. ELENA

¿ N O le compras?

D Ñ A . ISABEL

DÑA. ELENA

1085

E S de l a n c e .

¿Y a c ó m o , prima?

D Ñ A . ISABEL

Barato:

a cuarenta y o c h o reales la libra. DÑA. ELENA

¿ P u e s n o te e n v í a d o n D i e g o para que gastes

1090

c o n amigas y visitas a l g u n o e n cartas? D Ñ A . ISABEL

N O es fácil

creer de d o n D i e g o y o que haga aquesas m o c e d a d e s ; p o r q u e fuera el peso m u c h o

1095

v. 1086 es de lance: lo mismo que 'de oferta, de ocasión, rebajado de precio'. En germanía lance es «robo, golpe ladronesco» (Léxico). Aunque las dos primas apenas han empleado términos de germanía, lo hemos hecho notar teniendo en cuenta la abundancia de estos vocablos en la comedia. w . 1088-89 Disparate basado en la hipérbole; parece exagerado que una libra de chocolate costara esta cantidad. Hacia 1680 el oficial chocolatero cobraba doce reales por labrar dieciséis libras de cacao limpio (cfr.Aut, cita de aranceles de 1680). En esta época una libra de azúcar valía un real aproximadamente... v. 1094 mocedades: es sinónimo de 'locuras','travesuras'. También puede aludir indirectamente a la comedia burlesca de Jerónimo de Cáncer titulada Las mocedades del Cid, publicada en la Parte X X X I X de Comedias, Madrid, José Fernández Buendía, 1673; aunque esta comedia es posterior a la que nos ocupa, tuvo que ser escrita antes de 1655, probable fecha de la muerte de Cáncer, y por tanto, seguramente conocida por Suárez de Deza. Esta comedia aparece con el título Las travesuras del Cid y atribuida erróneamente a Moreto en la Tercera Parte de las comedias de don Agustín Moreto, Madrid, Antonio de Zafra, 1681.

108

LOS

AMANTES

DE

TERUEL

y fueran los portes grandes, a u n q u e a m í n o m e pesara p o r ser nieta d e l contraste. DÑA. ELENA

¿ P u e s q u é hace d o n F e r n a n d o ?

DÑA.

D o n F e r n a n d o hace l o q u e hace.

ISABEL

DÑA. ELENA

¿ Y d o n D i e g o n o te escribe?

DÑA.

D e s d e q u e se fue e l bergante,

ISABEL

1100

n i a u n u n a carta m e ha e n v i a d o para p o d e r confesarme. DÑA. ELENA

¿ Y q u e hicieras t ú si y o . . .

1105

Aparte. A h o r a es t i e m p o de a n i m a r m e . . . . te d i e r a . . . DÑA.

¿ Q ¿ dices, p r i m a ?

ISABEL

DÑA. ELENA

u

Aparte. A n i m o , p e c h o salvaje. . . . u n a carta suya?

DÑA.

ISABEL

¿Cómo,

sin q u e p u e d a desmayarme? DÑA.

ELENA

P o r eso te la he de

1110

dar;

toma. DÑA.

ISABEL

¡ C i e l o s ! ¿ S o n verdades las q u e t o c o ? . . .

DÑA. ELENA

V e r d a d es; á b r e l a , y léela antes

v. 1098 contraste: «Oficio público erigido en las principales villas o ciudades, para pesar las monedas de oro y plata que unas personas hubieren de dar en pago a otras y juntamente reconocer el peso o quilates de oro y plata y piedras preciosas, para apreciarlas y darles su justo valor. C o m ú n m e n t e se entiende por contraste el platero que tiene a su cargo este oficio» (Aut). Se entiende la palabra en doble sentido, como persona que desempeña este oficio (del que dice que es su abuelo, absurdo teniendo en cuenta su condición noble), y a la vez en sentido figurado de oficio. Respecto al término pesara, probablemente presente una dilogía, en el sentido de peso material, relacionado con contraste, y además en el de hacer fuerza en el ánimo, hundir moralmente. v. 1102 bergante: «Lo propio que picarón, sinvergüenza, de malas costumbres, y condición, no sólo vil, sino perversa y maliciosa» (Aut).

TEXTO DE LA COMEDIA que se te pase, s e ñ o r a ,

109 1115

la gana de desmayarte. D Ñ A . ISABEL

D i c e e l sobrescrito así: «A Isabel que, D i o s m e guarde, e n p o d e r de d o n F e r n a n d o vive e n casa de su padre,

1120

en u n a casita baja, j u n t o a otra casita grande; porte: dos cuartos. T e r u e l » . D e n t r o dice así. DÑA. ELENA

Y a late

el c o r a z ó n , y y a e l p e c h o

1125

es t o d o aceite y v i n a g r e . D Ñ A . ISABEL

Leyendo. «Isabel, ésta te e s c r i b o p o r q u e sepas cuanto antes l o q u e hay de n u e v o , y pues eres amiga de novedades

1130

sabrás c o m o y o m e he m u e r t o » . ¿ Q u é escucho? ¡ V á l g a m e u n sastre! Cáese desmayada. DÑA. ELENA LUISA

JUANA DÑA. ELENA

¡Prima! ¡Señora!

¿ Q u é es esto? R o b a r l a e l gusto l a sangre

v. 1123 porte: recuérdese que el porte lo pagaba el que recibía la carta. v. 1132 ¡Válgame un sastre!: los sastres tenían fama de ladrones y mentirosos; en germanía este vocablo se aplicaba al «ladrón o estafador que corta bolsas o emplea artimañas para despojar a la gente de su dinero» (Léxico). Para los sastres ver La ventura sin buscarla, nota al v. 900. C o n la cómica expresión ¡Válgame un sastre! se elimina todo dramatismo, propio de una situación extrema como esta, en la que se anuncia la muerte del amante con el consiguiente desmayo de Isabel. E l «antidramatismo», en pro del humor y del disparate, era típico de estas comedias. v. 1134 gusto: en la comedia de Montalbán el término paralelo es susto, más apropiado y lógico (valores que no son pertinentes en la burlesca). Isabel se ha demacrado, se le ha «robado la sangre»; se parodia el tópico de los enamorados que enferman, que palidecen de amor.

110

LOS AMANTES

DE TERUEL

y quedar c o n otra cara

1135

m u c h o p e o r q u e la de antes. LUISA

¡ Q u e esto h u b o de suceder!

DÑA. ELENA

I d vosotras al instante a contárselo a m i tío, y a falta d e l a su padre.

LUISA

1140

¡ Q u é desdicha!

JUANA

V a m o s presto.

DÑA. ELENA

Y t ú , Luisa, t r á e m e , t r á e m e u n b a r r i l de agua.

D Ñ A . ISABEL

Detente,

Vuelve.

que e l agua p o d r á m a t a r m e ; traigan v i n o , q u e es mejor. LUISA

Voy por

1145

él.

Vase. DÑA. ELENA D Ñ A . ISABEL DÑA.

ELENA

D Ñ A . ISABEL

Pues n o te tardes. ¡ Y O estoy m u e r t a ! N O estás tal.

¿ P u e s c ó m o p u e d e dudarse que estoy m u e r t a , si y o p r o p i a , acá dentro, de m i s males

1150

siento q u e m u c h a s campanas m e e s t á n d o b l a n d o la parte? ¡ D o n D i e g o muerto, y yo viuda!

w . 1139-40 E l disparate se apoya aquí en lo absurdo por lo imposible, pues como es sabido, el padre de Isabel es don Pedro, a su vez tío de Elena; se trata de la misma persona; cfr. supra, w . 386-87. v. 1143 acot. vuelve: 'vuelve en sí, se recobra del desmayo'. v. 1144 el agua podrá matarme: Isabel afirma que el agua es mala sin acompañar de «algo». Las relaciones entre el agua y el vino son típicas de refranes y proverbios populares, frases hechas, etc.: «El agua hace mal y el vino hace cantar» (Correas, p. 16). v. 1152 doblando la parte: 'me están duplicando los males', pero juega con el sentido de doblar las campanas 'tocar a muerto'.

TEXTO DE LA COMEDIA DÑA. ELENA

¿ Y n o pudiera engañarse d o n D i e g o ? Aparte. P e g ó l a i n d u s t r i a .

D Ñ A . ISABEL

111

1155

¿ P u e s q u i é n m e j o r q u e é l l o sabe? ¿Y a q u é propósito, Elena, h a b í a de querer d a r m e d o n D i e g o esta pesadumbre?

DÑA. ELENA

¿Para q u é ? Para e n g a ñ a r t e .

D Ñ A . ISABEL

V e r d a d es, E l e n a m í a .

DÑA. ELENA

1160

Pues y a p o d r á s o l v i d a r l e , s e g ú n eso.

D Ñ A . ISABEL

DÑA. ELENA

Aqueso

no.

¿ P u e s q u é has de hacer?

D Ñ A . ISABEL

DÑA. ELENA

S e r constante.

¿ C o n u n muerto?

D Ñ A . ISABEL

E l e n a , sí;

1165

p o r q u e solo u n m u e r t o sabe amar y c o r r e s p o n d e r siendo su a m o r perdurable; y así y o m e he de m o r i r desta v e z . DÑA. ELENA D Ñ A . ISABEL

S e r á matarte.

1170

Y O estoy p a d e c i e n d o , p r i m a , la e n f e r m e d a d m á s s ü a v e , la calentura m á s d u l c e , el d o l o r m á s t r i q u i traque

v. 1155 Pegó la industria: expresión similar a la que emplea Suárez de Deza en su entremés de La burla del miserable, «¡Pegó la maraña!» (Miserable, v. 211) con el sentido de 'hizo efecto el enredo o el embuste'. Aquí el significado sería parecido: 'hizo efecto la maña, el ingenio'. w . 1166-1168 Se ponen en solfa los más elevados conceptos del pensamiento barroco sobre el amor eterno y la vida perdurable. Recordemos, por citar un ejemplo, el conocido soneto de Quevedo «Amor constante más allá de la muerte». v. 1174 el dolor más triqui traque: «Triqui traque: cuando importunan con aldabadas y mucho hablar y mucho golpear» (Correas, p. 653). Según Autoridades es voz

112

LOS

AMANTES

DE

TERUEL

que ha p a d e c i d o e l discurso

1175

de a l g u n o , si n o de nadie; y poco a poco me vivo c o m o c u a l q u i e r m u e r t o hace; mas n o , d é j a m e m o r i r , que a u n q u e m i padre es m i padre,

1180

a u n q u e e l p u e b l o l o censure, a u n q u e e l p u n d o n o r l o cante, a u n q u e e l recato l o g r u ñ a y a u n q u e cebollas n o se h a l l e n , a todas horas mis ojos

1185

h a n de llorar alacranes p o r d o n D i e g o , y h a n de ser dos n i ñ a s que siempre a n d e n d i c i e n d o que era d o n D i e g o t o d o su padre y su madre,

1190

inventada para explicar el sonido ruidoso y como a golpes de alguna cosa. La búsqueda de la sonoridad, del ritmo, del valor puramente auditivo de la palabra, con finalidades cómicas, lleva a los autores de comedias burlescas a buscar expresiones de este tipo. Compárese este ridículo pasaje con el discurso paralelo de Isabel, que refleja el dolor de su corazón; ante la insistencia de Elena para que olvide a Diego, ya muerto, le dice: «Calla, por Dios, y no seas / como algunos ignorantes, / que visitando a un enfermo / le dicen por consolarle / que no imagine en el mal, / como si fuera muy fácil / tener presente el dolor / o del dolor olvidarse. / Yo estoy padeciendo ahora / sí, la enfermedad más grave, / la calentura más fría, / y el dolor más penetrante; / pues, ¿en qué quieres que piense / sino en sentir y en quejarme / hasta que la pesadumbre / que es enfermedad aparte, / se arraigue en el corazón / y poco a poco me mate, / que es lo que yo solicito / por alivio de mis males» (Montalbán, II, w . 461-80). v. 1177 y poco a poco me vivo: de nuevo se parodian motivos de la poesía «seria» de la época, esta vez de la mística. Recordemos los conocidos versos de Santa Teresa, «vivo sin vivir en mí / [...] que muero porque no muero», que bien pueden haber inspirado estos burlescos. v. 1184 aunque cebollas no se hallen: el recurso al llanto mediante la cebolla, o al menos su mención, ya se ha utilizado en la comedia: cfr. supra, v. 754. La anáfora con aunque se repite en alguna burlesca, y también en labios de una mujer desgraciada; cfr. Darlo todo, vv. 854-57: «aunque lo sienta la enclusa, / aunque lo llore el desastre, / aunque lo murmure el tiempo / y lo culpen las edades...». v. 1186 llorar alacranes: podría tratarse simplemente de una expresión disparatada de las muchas que jalonan la comedia, sin más explicación que la incongruencia con finalidades humorísticas; sin embargo, hay un tipo de alacrán, llamado alacrán

TEXTO DE LA COMEDIA

113

y aunque d o n F e r n a n d o tenga a c c i ó n para v i s i t a r m e , ya de c u a l q u i e r a m a n e r a d o n D i e g o ha de ser m i amante. C ú b r a n s e , pues, mis dos ojos

1195

de negras temeridades y en v e z de cristianas sedas b á r b a r o s lutos arrastren, que n o hay respeto n i r a z ó n que baste

1200

a que e s t é n descubiertos ojos tan grandes. Vanse las dos. Tocan cajas, y aparece en un balcón don Diego con bandera ridicula, y espada y rodela. D.

E a , C a m a c h o , lunes es m a ñ a n a

DIEGO

y p r i n c i p i o t a m b i é n de la semana; ya e l e n e m i g o sin v a l o r se muestra;

1205

ya le v e n c i m o s , ya l a tienda es nuestra. GOBERNADOR

U n lusitano h u y e m a l seguro, pero q u i é n es a q u e l saber p r o c u r o que en el b a l c ó n está de tan b u e n arte.

GUARDA

1

GOBERNADOR

M o r c i l l a el b a n d o l e r o . ¡ O h , nuevo Marte!

1210

C o n toda m i j u s t i c i a , m e parece que n o satisfaré l o que merece. cebollero, que «se cría en sitios húmedos o en las orillas de los arroyos y anda también dentro del agua» (Aut), al que puede referirse el autor, en relación con los términos llorar y cebollas. Los versos parodiados son «que aunque m i padre lo mande, / aunque el pueblo lo murmure, / aunque el pundonor lo infame, / aunque el recato lo riña / y aunque la virtud lo extrañe, / a todas horas mis ojos / han de dar claras señales / de que quise, que adoré / resuelta, firme y constante / aquella difunta luz, /aquel ajado diamante, / aquella apagada antorcha / y aquella deshecha nave» (Montalbán, II, w . 518-30). v. 1192 acción: término entendido en el sentido forense de la época: «el derecho que uno tiene a alguna cosa, para pedirla en juicio, según y como le pertenece» (Aut). v. 1209 arte: «Se suele tomar por gentileza, aire, garbo y gallardía de alguna persona» (Aut).

114

LOS AMANTES

DE TERUEL

GUARDA 2

D i g n o es de u n a caja de c u c h i l l o s .

GUARDA 1

Y a u n de m u c h o s capotes amarillos.

D. DIEGO

P r o s í g a s e e l asalto. Vase.

GOBERNADOR GUARDA 1

¡ Q u é valiente! ¡Notable hazaña!

GOBERNADOR GUARDA 2

1215

E l h o m b r e es m u y prudente. A todos nos a d m i r a .

GUARDA 1

Y nos p r o v o c a a recoger.

GOBERNADOR

Pues v a m o s , toca.

TODOS

Toca. Vanse. Sale Camacho, y don Diego.

CAMACHO

¡Ah, señor!

D. D I E G O

Aparte.

CAMACHO

¿ N O respondes? ¿ N o hablas? ¿Te has

¿ H a y desdichas c o m o aquestas? [pasmado?

1220

¿ Q u é m á s ha h e c h o e l mercader robado? ¿Al c i e l o miras c o n l a vista dura? ¿ Q u i e r e s , p o r d i c h a , levantar

figura?

v. 1213 caja: «Se llama también la que se hace a modo de vaina con su tapa, en la cual se guarda alguna cosa, como caja de cuchillos, de navajas, etc.» (Aut). N o veo claro el sentido de esta expresión. v. 1214 capotes amarillos: «capa fuerte, hecha por lo regular de albornoz, barragán, carro de oro u otra tela doble, la cual sirve de abrigo o para resistir al agua» (Aut). Según Covarrubias, el amarillo, «entre las colores se tiene por la más infelice, por ser la de la muerte, y de la larga y peligrosa enfermedad y la color de los enamorados». E n el contexto parece aludir a los capotillos de la Inquisición o sambenitos: «Capotillo. Se llama también el hábito que la Santa Inquisición pone a los que penitencia, que es como un capotillo de dos faldas y cosidas en él por detrás y por delante las aspas de San Andrés» (Aut). v. 1219 Faltaría un verso para completar el pareado; ver la sinopsis métrica. v. 1223 levantarfigura:además de 'enderezarse para mirar al cielo', esta expresión tiene otro sentido: alzarfigura«en la astrología es formar plantilla, tema o d i seño en que se delinean las casas celestes y los lugares de los planetas, y lo demás

TEXTO DE LA COMEDIA D. D I E G O

115

A m a t a r m e , C a m a c h o , estoy resuelto; t o m a esta espada.

CAMACHO

Aparte.

E l j u i c i o se le ha v u e l t o .

1225

¿ Y q u é he de hacer c o n ella? D. D I E G O

Ir a e m p e ñ a r l a ,

y e n la p r i m e r b o t i c a , e n fin, dejarla en prendas de u n v e n e n o que m e mate y que n o m e haga m a l . CAMACHO

¡Q ¿ u

disparate!

¿ P u e s n o es m e j o r matarte c o n la espada? D. D I E G O

1230

¿ N O ves que e n la i n t e n c i ó n está e m p e ñ a d a y una purga mejor p o d r á

matarme

sin que m e haga m a l , y resfriarme p u e d e la espada e n CAMACHO

fin? ¡ G e n t i l partida!

E x c ú s a l o , si puedes, p o r t u v i d a ,

1235

p o r q u e aquesta receta es m u y costosa. D. D I E G O

Y O tengo de m o r i r de c o m e r rosa.

CAMACHO

¿ N O m e dirás de q u é tal m a l te h a dado?

D. DIEGO

D e v e r que n o m e hayan d e g o l l a d o m e r e c i é n d o l o tanto p o r m i s h e c h o s

1240

y de v e r q u e otros y a m á s satisfechos, sin haber h e c h o nada sus c u i d a d o s , sin m á s n i m á s e s t á n aprovechados. CAMACHO

T U tiempo llegará.

D. D I E G O

Y a n o le espero;

que m e mates a coces a q u í q u i e r o . CAMACHO

1245

N O h a r é tal.

concerniente para hacer la conjetura y pronóstico que se intenta» (Aut). La expresión levantar figura también posee un sentido jocoso y obsceno evidente en algunos contextos. v. 1237 Yo tengo de morir de comer rosa: la mención de la botica arrastra consigo la de rosa, porque era ingrediente muy importante en muchas medicinas y compuestos farmacéuticos como el aceite rosado, la miel rosada, etc. (cfr. Aut, s. v. rosado).

116 D. D I E G O

LOS AMANTES

DE

TERUEL

SÍ h a r á s tal; m á t a m e presto, o si n o , v i v e D i o s . . . Vale a dar con la espada y sale el Gobernador.

CAMACHO

¡Tente!

GOBERNADOR

¿ Q u é es esto?

D. DIEGO

N a c e r s i n d i c h a y gana de estar l o c o .

CAMACHO

Y llegarse su h o r a p o c o a p o c o ; quiere purgarse.

GOBERNADOR

¿ Q u é decís? ¿ U n h o m b r e

1250

de tanto p u n d o n o r , de tanto n o m b r e ha de pensar aquesa borrachera? D. DIEGO

Tengo razón, señor.

GOBERNADOR

E c h a l d a fuera y decídmela.

D. DIEGO CAMACHO

O í d l a cabalmente. S i a q u í n o te d e g ü e l l a es c o n t i n g e n t e ,

1255

s e g ú n a la r a z ó n h o y m e enderezo, q u e p o b r e has de m o r i r . GOBERNADOR

Empezá.

D. DIEGO

Empiezo: E n Teruel, jurado invicto, G o b e r n a d o r de T r a m o y a ,

v. 1248 nacer sin dicha y gana de estar loco: este verso deforma el de la comedia de Montalbán; el emperador se dirige a Diego cuando está a punto de darse muerte: «—¡Tened!, ¿qué es esto? / —Nacer sin dicha y dar un hombre en loco» (II, w . 638-39). v. 1255 contingente: «Lo que puede suceder o no suceder, acaecer o no, y sobrevenir según el estado de las cosas y calidad de ellas» (Aut). v. 1257 empezá: forma usual del imperativo, con caída de la - d final, que permite además en este caso cumplir con la métrica. Lasch opina que se trata simplemente de la omisión material de una letra y sitúa el acento en la penúltima sílaba (empezá, en lugar de empieza), pero el Gobernador está usando el voseo en todo el pasaje y es más segura la lectura propuesta arriba. v. 1259 Gobernador de Tramoya: es patente la degradación del egregio personaje al que Diego salva de morir ahogado, que en la comedia de Montalbán es el

TEXTO DE LA COMEDIA e t í o p e c o n griguescos

117 1260

y gran salvaje c o n ropa; e n T e r u e l , c i u d a d insigne, para m a l d i t a l a cosa, cerca de a q u í , p e r o lejos de la g r a n C o n s t a n t i n o p l a ,

1265

n a c í , p l u g u i e r a a m i madre fuera m i aquella tan otra que en l a c l á u s u l a de u n t o n o h u b i e r a c a b i d o toda, que el haber n a c i d o p o b r e

1270

es cosa, s e ñ o r , tan cosa, que solo e l que la padece sabe ser zampalimosnas.

emperador Carlos V y aquí el Gobernador de Zaragoza. Además, Diego se dirige a él denominándole «Gobernador de Tramoya», en clara alusión metateatral. Hemos conservado la mayúscula inicial de «Tramoya», pues quizá quiera aludir disparatadamente a un lugar ficticio así denominado. Es muy típica la figura del «rey bobo», o «rey de burlas» (aquí Gobernador bobo) en la comedia burlesca, acorde con la inversión de valores propia de la atmósfera carnavalesca y ruptura de las convenciones de la comedia seria y de la propia estructura social de la época. Esta figura es grotescamente satirizada en estas obras, y se presenta dando ridiculas órdenes, desatinando en juicios y actuaciones, etc. Sobre este asunto, cfr. Diez Borque, 1992 y Huerta Calvo, 1998. Puede apreciarse en el pasaje paralelo de Montalbán el respeto casi sagrado a la figura del rey, propio de las comedias convencionales, en contraste con los versos de Deza: «En Teruel, Príncipe Augusto, / César invicto de Roma, / Emperador de Alemania / y gran monarca de Europa» (II, w . 647-50). v. 1260 etíope con griguescos: insulto relativo probablemente a su ridículo atuendo; los greguescos eran los calzones, bastante aparatosos, de la época. Comp. Quevedo, Un Heráclito, n ú m . 175, w . 3-4: «háseme vuelto la cabeza nalga; / antes greguescos pide que sombrero»; P O , n ú m . 703, w . 25-29: «Hay calvas asentaderas, / y habían los que las usan / de traerlas con greguescos / por tapar cosa tan sucia»; Estebaniüo, II, p. 297: «vestirse de dominguillo, con porpuén estrecho y con greguescos con bragueta». Los etíopes (negros, naturales de Etiopía) eran considerados salvajes y apenas iban vestidos, por lo que la imagen con la que se le insulta es cómica por lo absurdo de la relación. v. 1267 mi aquella: palabra genérica e intercambiable, que podría ser sustituida por suerte, destino, estrella, etc. Hemos visto en la comedia varios casos similares (cfr. supra, w . 44, 305, 418, 908). v. 1273 zampalimosnas: «Llaman al pobretón o estrafalario, que anda de sopa en sopa y de puerta en puerta, comiendo y pidiendo a todas horas y en todas partes, sin vergüenza ni recato, y con ansia e importunidad» (Aut).

118

LOS

AMANTES

DE

TERUEL

D e j o aparte m i c r i a n z a , supongo m i vanagloria,

1275

paso p o r e l ser m a l q u i s t o y paso a l o que n o i m p o r t a ; p o r q u e a d o n d e el j u i c i o falta, c u a l q u i e r a c o r d u r a es l o c a . V i v í a pared a u n l a d o

1280

de m i casa — a q u í es forzosa la c o n f u s i ó n — u n a guapa, (no d i g o b i e n ) , u n a tronga ( p o c o la a l a b é ) , u n a c h u l a (grosero anduve), u n a tonta

1285

(mal la e n c a r e c í ) , u n a dama

v. 1276 malquisto: mal querido; «aborrecido, odioso y mal admitido en la voluntad de otros» (Aut). E n Montalbán, «... paso por el ser bienquisto» (II, v. 665). v. 1277 L corrige «a lo que me importa», pero no es raro que en la comedia burlesca pase «a lo que no importa». v. 1280 Vivía pared a un lado: el discurso que va a referir don Diego acerca de sus amores con Isabel, totalmente paródico, como toda la comedia, recuerda y en su inicio es muy similar, al del cautivo del conocido romance de Góngora «Entre los sueltos caballos», w . 49-54: «Junto a m i casa vivía, / porque más cerca muriese, / una dama del linaje / de los nobles melioneses, / extremo de las hermosas / cuando no de las crueles» (Romances, ed. Carreira, 1998,1, p. 331). v. 1283 tronga: «Voz de la germanía, que significa la manceba o la dama del gusto» (Aut); y más concretamente, «prostituta de poca importancia y calidad; poco gananciosa» (Léxico). Cfr. Quevedo, P O , n ú m . 562, w . 1-4: «Por más graciosa que mi tronga sea, / otra en ser otra tronga es más graciosa; / el mayor apetito es otra cosa / aunque la más hermosa se posea». v. 1284 chula: en el Vocabulario de Germanía de Juan Hidalgo, chulo/-a equivale simplemente a «muchacho o muchacha». E n Léxico hallamos dos sentidos interrelacionados, de germanía: «A veces tiene el sentido de buscona o gorrona» y «Prostituta, manceba»; ambos corroboran el sentido que le da Covarrubias: «moza deshonesta». También encontramos en Autoridades la acepción de «gorrona o m o zuela de mal vivir, desahogada y picara». Esta denominación no es muy habitual en las obras teatrales festivas del siglo xvn, y quizá anticipe el mundo del sainete dieciochesco de «chulas y manólos». Este pasaje parodia al siguiente de Montalbán (nótese la diferencia entre los calificativos aplicados a la amada): «Vivía pared en medio / de m i casa (aquí es forzosa / la digresión) una dama; / no dije bien, una rosa; / mal la encarecí, una estrella; / grosero anduve, una aurora; / mucho la ofendí, una Venus; / poco la alabé, una diosa; / todo es nada, una mujer / sin género de lisonja» (II, w . 669-78). Respecto a la descriptio puellae y los tópicos gastados de la época, cfr. Amor, ingenio y mujer, vv. 109-36.

TEXTO DE LA COMEDIA

119

sin g é n e r o de ser m o n j a ; c o r t é s c o m o q u é sé y o , firme

c o m o una pelota,

n o b l e c o m o claro está,

1290

c o m p u e s t a c o m o persona, discreta c o m o su padre y linda c o m o una boba. E s t o pase p o r p i n t u r a de las prendas que l a a d o r n a n

1295

a Isabel, y sobre t o d o ser cosas m í a s , que i m p o r t a m á s que t o d o l o d e m á s , pues para el que se e n a m o r a la que p e o r le parece

1300

es l a m á s fea de todas. P e d í l a , en fin, a su padre mas é l , m e t i d o de g o r r a , p o r n o dejar desairado a un don Fernando Z a m b o a ,

1305

p o r onzas h o m b r e m u y r i c o , y y o p o b r e p o r arrobas, m e r e s p o n d i ó : «Yo, d o n D i e g o , a m i hija os diera toda,

v. 1289 pelota: nótese lo absurdo de la comparación, pues la pelota no es precisamente un objeto firme. Por otra parte, pelota es «en germanía, mujer de la mancebía» (Léxico), en relación con las palabras anteriormente empleadas: tronga, chula, etc. E n la comedia seria, el verso correspondiente es «firme como labradora» (Montalbán, II, v. 680). v. 1303 meterse de gorra o entrarse de gorra: «Cuando uno se mete con buenas palabras y la gorra en la mano al convite de otros, o cosas semejantes, sin ser convidado» (Correas, p. 310). w . 1306-1307 arroba y onza son dos tipos de medida; arroba era el «peso de veinticinco libras, de a dieciséis onzas cada una» (Aut). Hay varios refranes populares que juegan con estas dos palabras, asociando los pesares a las arrobas y los placeres a las onzas: «Los placeres son por onzas, los pesares por arrobas», con que «se advierte que los gustos de esta vida son por lo general breves y transitorios, y los males y daños que se padecen de mucha mayor duración y gravedad»; «Los males entran por arrobas y salen por onzas», refrán «que denota lo que cada día muestra la experiencia de que las dolencias y enfermedades entran de golpe y con grande aparato y la salud se recobra difícilmente y muy despacio» (Aut).

120

LOS AMANTES

DE

TERUEL

p e r o sois u n p o b r e h o m b r e

1310

y tan p o b r e , que m e consta que a u n para u n par de zapatos y u n a vara de c o l o n i a n o alcanza vuestro caudal p o r ser flaco de m e m o r i a » .

1315

R e p l i q u é l e y, c o n d o l i d o de mis interrogatorias, dijo que si fuera r i c o m e ciaría a Isabel, c o n t r a el gusto de d o n F e r n a n d o :

1320

c a y ó m e e n la m i e l la sopa. P í d o l e u n p l a z o de t i e m p o para, c o m o se usa agora, ser r i c o , y ser de Isabel, y él entonces m e l o otorga

1325

de s ó l o u n a ñ o y tres días para e n r i q u e c e r p o r horas, y que mientras n o l o fuese, d o n F e r n a n d o , e n causa p r o p i a , g o z a r í a de Isabel

1330

c o m o desde entonces goza. A c e t é el partido y luego, puesto e n u n a m u í a r o m a v. 1313 colonia: «Cierto género de cinta de seda de tres dedos o más de ancho. Suélense hacer lisas o labradas, y de un solo color o de varios. Pudo llamarse así por haber venido las primeras cintas de esta calidad de la ciudad de Colonia» (Aut). La vara era un instrumento de medida de longitud, graduado en varias partes. v. 1314 caudal: se refiere, en lógica continuidad con lo que se ha dicho, a la exigua hacienda de Diego (cfr. supra, v. 601); pero se emplea a su vez con el sentido de «capacidad, juicio y entendimiento, adornado y enriquecido de sabiduría» (Aut), el cual está «flaco de memoria» (cfr. v. 1315). v. 1321 cayóme en la miel la sopa: la frase proverbial exacta es «cayósele el pan en la miel, o «cayósele la sopa en la miel» (Correas, p. 111) y significa «cuando viene algo a propósito» (Correas, p. 544).Aquí está distorsionada humorísticamente, recurso típico de los géneros burlescos. Cfr. Baldovinos, w . 586-90: «Ayer (¡toda soy de hiél!) / comiendo (¡qué tiranía!) / miel (¡ah, fortuna cruel!) / se me (¡qué triste agonía!) / cayó la sopa en la miel». v. 1325 la otorga D T . v. 1333 muía roma: romo «en el hombre es tener la nariz pequeña, y en las bestias el macho o muía, hijos de la borrica y el caballo» (Cov.). Poco apropiado pa-

TEXTO DE LA COMEDIA

121

este c r i a d o c o n y o , m u y despacio p o r la posta,

1335

e n p o c o s días n o m á s llegamos a Z a r a g o z a . D i s p u s e e l ser b a n d o l e r o p o r q u e desta m i s m a f o r m a en T e r u e l l o d i s c u r r i m o s

1340

y o y el padre de la m o z a , p o r q u e p o r este c a m i n o solo m e d r a q u i e n m á s roba. Hallámonos yo y Camacho aquella n o c h e piadosa

1345

en que os s a c u d í la capa y os s a q u é a cuestas de toda la c o n f u s i ó n de aquel l o d o , y n o os h i c e m e r c e d p o c a , pues si entonces n o os la q u i t o

1350

t a m b i é n la capa se e n l o d a . H e h e c h o m á s de m i l insultos, he c o r t a d o dos m i l bolsas, que n o es tan p o c a v i r t u d e n estos t i e m p o s de agora

1355

saberse a r r i m a r u n h o m b r e a d o n d e ve que le i m p o r t a .

rece para un pretendiente hidalgo salir en un animal de estas características a hacer fortuna. Cfr. El rey don Alfonso, vv. 92-95: «Mas no me diera esto pena / si aquella ingrata enemiga, / más falsa que muía roma / y más que un herrero linda...». v. 1335 muy despacio por la posta: es un disparate basado en la contradicción de los términos, pues por la posta es «modo adverbial, con que además del sentido recto de ir corriendo la posta, traslaticiamente se explica la prisa, presteza y velocidad con que se ejecuta alguna cosa» (Aut). v. 1344 yo y Camacho: era común en el relato en primera persona enunciar en primer lugar al interlocutor mediante el pronombre personal. v. 1353 he cortado dos mil bolsas: alusión a cortabolsas, lo mismo que 'ladrón': «Ladrón de bolsas de dinero. Llamado así porque el ladrón de esta especialidad cortaba la cinta que sujetaba la bolsa a la cintura del dueño y salía huyendo con ella» (Léxico). Por boba se entendía «el saquito de cuero en el que se echa el d i nero y se ata por la boca para que no se salga» (Aut).

122

LOS AMANTES

DE

TERUEL

Q u i t é l e u n gato r e l l e n o a u n a r r i e r o de B a y o n a , y c o n quitarle e l gatillo

1360

m e valí de las pistolas. E n t r é una noche y o solo e n u n a sala a deshoras, y fui tan b i e n r e c i b i d o que e n m e n o s de m e d i a h o r a

1365

q u e estuve e n ella, al salirme d e j é l l o r a n d o la a l c o b a . A u n platero le p e s q u é unas dos sartas de aljófar; mas ¿ q u é m u c h o ? si e n las manos

1370

las t e n í a c o m o e n c o n c h a . E n una pastelería

v. 1358 gato: tiene varios sentidos, el literal juega con la palabra gatillo del v. 1360, que a su vez tiene doble significado; el segundo sentido, principal en el texto, se basa en la metonimia, pues «se llama también la piel de ese animal, aderezada y compuesta en forma de talego o zurrón, para echar y guardar en ella el dinero; y se extiende a significar cualquier bolsa o talego de dinero» (Aut). A esto se refiere al aplicarle el adjetivo relleno. v. 1360 gatillo: «Cierta pieza de la llave del arcabuz en que está asida la piedra pedernal, por la fuerza con que la agarra» (Cov). Se procede a un juego de palabras con los términos gato y pistolas. v. 1363 a deshoras: a horas intempestivas, propias para robar. w . 1364-1367 Adapta un cuentecillo tradicional: no queda llorando porque se va sino porque ha robado todo. Comp. Quevedo, Buscón, p. 105: «Al fin, yo salí tan bienquisto del pueblo, que dejé con mi ausencia a la mitad dél llorando, y a la otra mitad riéndose de los que lloraban», y otros testimonios que documenta el editor en las notas complementarias (p. 290). vv. 1368-1369 platero: Suárez de Deza escribió un divertido baile titulado El platero de amor, plagado de dobles sentidos y juegos conceptistas. Pescar aquí se entiende en el sentido de 'hurtar'; sarta es un «collar o gargantilla de piezas ensartadas y enhiladas unas con otras, o hilo de perlas o piezas de oro y plata pendientes del cuello» (Cov); aljófar es «la perla menudica que se halla dentro de las conchas que las crían y se llaman madre de perlas» (Cov.). v. 1370 mas ¿qué mucho?: cfr. supra, v. 350. v. 1371 como en concha: se emplea este símil por el parecido de la forma de la mano cuando recoge algo en su cuenco con la concha de la ostra que cría perlas. A su vez se alude a la citada concha que contiene las perlas.

TEXTO DE LA COMEDIA

123

m e e n t r é u n a tarde de gorja, y v i e n d o que u n

mosqueador

de papel p o n e n e n todas,

1375

puse y o t o d a u n a m a n o c o n que l a d e j é sin m o s c a . A u n zapatero antiyer m a n d é hacer u n par de botas, y e r r ó m e la h o r m a , p e r o

1380

y o le a c e r t é c o n la h o r m a ; y e n fin, s e ñ o r , p o r remate de todas estas y estotras, a ese a m i g o mercader, p o r ganar u n a v i t o r i a ,

1385

d i asalto aquesta m a ñ a n a y sin muchas ceremonias, p o r ser de la r e l i g i ó n ,

v. 1373 gorja: «Vale también chanza, alegría, regocijo, bulla y fiesta: y así se dice, estar o no estar de gorja» (Aut). v. 1375 mosqueador. «Instrumento, especie de abanico para espantar o apartar las moscas» (Aut). v. 1377 mosca: además del insecto, en relación lógica con el mosqueador, «llaman en estilo familiar y festivo al dinero» (Aut); lo que quiere decir Diego es que robó todo lo que pudo en esa pastelería. v. 1378 antiyer. vulgarismo por anteayer. w . 1380-1381 y erróme la horma, pero / yo le acerté con la horma: horma es «el molde en que se fabrica o forma alguna cosa. Usanla por lo regular los zapateros para hacer zapatos y los sombrereros para formar la copa de los sombreros» (Aut). Por otra parte, el dicho hallar uno la horma de su zapato (que se puede asemejar a acertar con la horma) se emplea «cuando uno topa con otro que le entiende y le hace rostro» (Cov.), o «irónicamente vale encontrar alguno con quien le entienda sus mañas y artificios o con quien le resista y se oponga a sus intentos» (Aut). Parece significar que es tan hábil ladrón que estafa al zapatero, acusado, como otros menestrales, de fraudes variados en la literatura burlesca del tiempo. v. 1383 estas y estotras: proverbial: «En estas y estas, en estas y estotras. Es tanto como decir en el entretanto que se debatía o barajaba sobre algo; hizo fulano esto o sucedió esto otro» (Correas, p. 569); comp. Quevedo, P O , n ú m . 861, w . 93-96: «Mas quiso Dios y la Virgen / que Jeromillo el mulato / llegase en estas y estotras, / q u e salía de lo caro». v. 1388 religión: se entiende 'por ser de la misma orden, compañeros de orden religiosa', y, metafóricamente,'por ser tan ladrón como yo'.

124

LOS AMANTES

DE

TERUEL

se la m e t í a saco toda. Y a l o visteis; mas y o , v i e n d o

1390

que t o d o aquesto n o i m p o r t a y que al cabo y a la postre nada, gran s e ñ o r , m e sobra y t o d o m e falta, c u a n d o u n c u c h i l l o o u n a soga

1395

m e p u d i e r a n hacer r i c o y ser causa de m i s honras; v i e n d o , pues, estas desdichas tan hijas de m i s discordias, a ese c r i a d o , q u e siempre

1400

m e ha seguido e n mis alforjas, le r o g u é que aquesa espada e m p e ñ a s e , y c o m o aloja me trújese en una purga el v e n e n o de la rosa;

1405

r e s i s t i ó l o , mas y o entonces c o n una cólera heroica, que m e m o l i e s e a patadas le r o g u é , c u a n d o tu r o n d a l l e g ó , y t ú t a m b i é n llegaste

1410

a estorbar tan b u e n a o b r a . Esta, s e ñ o r , es m i v i d a ,

v. 1389 se la metí a saco toda: meter a saco o entrar a saco equivale a saquear, «frase que, además del sentido recto, vale robar y saquear privativamente alguna cosa» (Aut). Probablemente «toda» se refiera a la tienda; cfr. supra, v. 940. v. 1397 honras: se refiere a las honras fúnebres, «el último honor que se da a los muertos, que también se llaman exequias» (Aut). v. 1401 alforjas: jocosamente se dice que lleva al criado metido en las alforjas, como otras provisiones para el viaje. v. 1403 aloja: «Es bebida muy ordinaria en el tiempo del estío, hecha de agua miel y especias» (Cov.). v. 1405 el veneno de la rosa: se refiere al rejalgar; cfr. supra, v. 1237; puede concretar ahora refiriéndose quizá a un tipo de rosa, la llamada rosa maldita, rosa montes o rosa albardera, también conocida como saltaojos, que contiene una fuerte dosis de veneno, con lo que desea morir don Diego. Era conocida asimismo como «rosa de rejalgar» (DUE). E l rejalgar es «el mineral constituido por sulfuro de arsénico, rojo, de aspecto resinoso, muy venenoso, que se emplea mucho en pirotecnia» (Aut).

TEXTO DE LA COMEDIA

125

m i amor, m i suerte, m i h i s t o r i a y la causa que he t e n i d o para hacer a c c i ó n tan otra.

1415

S i estos servicios m e r e c e n alcanzar alguna droga, tu grandeza a q u í se e m p i n a , m i v o l u n t a d se c o r c o v a , m i v i r t u d queda premiada,

1420

toda la r a z ó n se l o g r a , d o n F e r n a n d o es de Isabel, y o la g o z o y él l a g o z a , Isabel reza p o r m í , su padre m e hace m e m o r i a s

1425

y en fin, m u r i é n d o m e y o , seré fino a p o c a costa, pues n o g a s t a r é e n servirla n i cuidados n i lisonjas y seré r i c o e n palabras

1430

ya que n o l o he sido e n obras. GOBERNADOR

¡ N o t a b l e caso p o r c i e r t o !

GUARDA 1

¡Historia bien prodigiosa!

GUARDA 2

Virtudes vencen señales, dijo la M a r g a r i t o n a .

1435

v. 1417 droga: lo mismo que 'veneno'; también podemos adivinar un doble sentido cómico, pues «metafóricamente vale embuste, mentira disfrazada y artificiosa, pretexto engañosamente fingido y compuesto» (Aut). v. 1419 corcovar, verbo creado a partir de corcova, 'joroba', para significar 'doblegar', 'subyugarse', etc. w . 1434-1435 Virtudes vencen señales / dijo la Margaritona: virtudes vencen señales es «frase con que se da a entender que alguno obra o puede obrar bien, no obstante los indicios o señales exteriores, que prudentemente arguyen lo contrario» (Aut). E l maestro Correas ilustra el dicho con una anécdota: «A las veces es tanta la virtud que vence las malas inclinaciones y señales malas de la cara, como sucedió a Sócrates, que viéndole un fisiónomo dijo que era mal inclinado, vicioso, ladrón, falsario y cosas semejantes; diciéndoselo Sócrates a un amigo, respondió que tal fuera si no se hubiera dedicado a la filosofía» (p. 508). E l tema se desarrolla en Virtudes vencen señales y negro rey bandolero, comedia de Luis Vélez de Guevara. Margaritona era nombre que significaba 'alcahueta', a partir de una famosa alcahueta madrileña de la que da noticias Barrionuevo en sus Avisos (aviso

126 GOBERNADOR

LOS AMANTES

DE

TERUEL

VOS t e n d r é i s m u c h a r a z ó n s i e n d o tales y n o t o r i a s vuestras razones, si estáis quejoso de m i m e m o r i a ; mas n o ha sido c u l p a m í a

1440

s i n o de q u i e n tiene b o c a c o m o vos, y n o l o acuerda; y así, p o r q u e se c o n o z c a l o que p u e d e la r a z ó n y l o que el p r e m i a r i m p o r t a

1445

vuestros m é r i t o s , p o r ser h i d a l g o , c o m o m e consta, y porque lo merecéis, que es la r a z ó n m á s costosa, os d e g o l l a r á n , y l u e g o

1450

c a p i t á n de cuatro tropas de b a n d o l e r o s os hago y os d o y de ayuda de costa cada a ñ o doscientas misas repartidas de l i m o s n a

1455

p o r todos los e r m i t a ñ o s de T e r u e l .

del 29 de mayo de 1656): «Encorozaron a la Margaritona, la famosa alcahueta que prendieron a las Siete Chimeneas, al abrigo del embajador deVenecia. Así se llama. Tiene ochenta y ocho años. Desde los quince fue olla, hasta los cuarenta; de allí adelante cobertera» (Avisos, I, p. 281). La menciona Francisco Santos (Obras, p. 111). La sentencia virtuosa alcanza resonancias irónicas al atribuirse a este personaje. v. 1442 acordar, se emplea en el sentido de «hacer caer en la cuenta a otro» (DRAE). Se hace una referencia implícita al dicho tener boca para pedir o pedir por esa boca; cfr. supra, v. 1441. E l Gobernador echa en cara a Diego que él tiene la culpa de su desgracia por no haberle dicho nada antes. v. 1450 degollarán: por ser noble tiene reservada una de las muertes más dignas, la degollación (los plebeyos eran ahorcados: recuérdese el pleito en El alcalde de Zalamea de Calderón, por haber mandado Pedro Crespo dar garrote y no degollar al capitán violador); cfr. supra, v. 774 y nota. E n la comedia de Montalbán, Carlos V, tras oír las desventuras de Diego, decide premiarle concediéndole la r i queza que necesita para alcanzar la mano de Isabel; aquí el Gobernador, ante su desgracia, manda degollarlo, que es lo que él deseaba. v. 1453 ayuda de costa: cfr. nota al v. 735. Compárese el premio que da Carlos V a don Diego en la comedia de Pérez de Montalbán —le hace Capitán de su

TEXTO DE LA COMEDIA CAMACHO GOBERNADOR

127

¡Acción heroica! Y a Camacho doy t a m b i é n en la plaza que está sola, si q u i e r e echar p o r la Iglesia,

1460

el b e n e f i c i o de L o r c a ; y a los dos para el c a m i n o os d o y dos m i l zanahorias d e l b o l s i l l o de m i mes y gastos secretos. CAMACHO D . DIEGO

Bonda.

1465

D é j a n o s , s e ñ o r , tender a tus pies p o r tantas honras c o m o has h e c h o de u n a v e z .

GOBERNADOR

Vuestra v i r t u d os a b o n a .

CAMACHO

Vivas m á s años, señor,

1470

que u n a aquella y q u e u n a estotra. D . DIEGO

¿ C u á n d o me degollarán?

GOBERNADOR

L u e g o al p u n t o .

D . DIEGO

¿Q

u

e

proponga,

propia compañía y de «ayuda de costa» tres m i l ducados cada año de las rentas que se cobran en Teruel, y cuatro mil ducados más para el camino— con la ayuda «religiosa» que da el Gobernador a Diego: doscientas misas por su alma, como si ya hubiese sido degollado, aunque paradójicamente, después de sufrir esa muerte, le van a hacer capitán de cuatro tropas, y nada menos que de bandoleros... v. 1461 beneficio de Lorca: se refiere sin duda a un beneficio eclesiástico: «conjunto de derechos y emolumentos que obtiene un eclesiástico, inherentes o no a un oficio» (DRAE). A Camacho se le da también una prebenda relacionada con la religión, por contraste con la comedia seria, en la que el Emperador le da m i l escudos. v. 1463 zanahoria: además de la hortaliza, «en estilo vulgar se dice de los agasajos, adulaciones y cumplimientos fingidos, que unas personas a otras se suelen hacer por vía de engaño» (Aut). v. 1465 Bonda: significa 'basta' o 'es suficiente'; bondar. «lo mismo que bastar. Es voz antigua y sólo la usa hoy la gente rústica» (Aut). v. 1471 que una aquella y que una estotra: respecto a las palabras polivalentes o pronombres «comodín», cfr. supra, w . 44, 305, 418, 908, 1267. v. 1473 proponer, verbo empleado en una de sus acepciones: «en las escuelas vale poner el medio, explicando antes la cuestión y arguyendo contra la parte que elige el que defiende» (Aut).

128

LOS AMANTES

DE

TERUEL

p o r ser caso de c o n c i e n c i a este, c o n persona d o c t a

1475

no permitiréis? GOBERNADOR

N o sé si p o d r é haceros la costa mientras tanto, mas v e r é l o .

D . DIEGO

N o andemos c o n jerigonzas; si p u e d e ser, gran s e ñ o r ,

1480

suspendeldo p o r agora hasta que pase e l calor, que es el que m á s nos ahoga, y que y o vaya a T e r u e l a decírselo a m i novia

1485

y a m i suegro, p o r q u e sepan mis venturas y m i s honras y d o n F e r n a n d o m e tema. GOBERNADOR

P o r n o haceros m a l a o b r a , c u a n d o gustareis será.

D . DIEGO

1490

Y o volveré a Zaragoza para que m e d e g o l l é i s .

GOBERNADOR

A vos es a q u i e n i m p o r t a ; i d o s , pues, c u a n d o quisiereis, y a d i ó s , p o r q u e a la pelota

1495

m e está esperando u n partido.

v. 1477 si podré haceros la costa: 'si podré manteneros, sufragar vuestros gastos'. v. 1479 jerigonza: «Un cierto lenguaje particular de que usan los ciegos con que se entienden entre sí. L o mesmo tienen los gitanos, y también forman lengua los rufianes y ladrones, que llaman gemianía» (Cov.). Hemos comprobado c ó m o a lo largo de la obra se diseminan bastantes términos de esta índole. vv. 1495-1496 a la pelota / me está esperando un partido: el juego de la pelota «es uno de los más antiguos y conocidos en España, aunque las modalidades y reglas difieren de los juegos reglados competitivos, como la Pilota valenciana y con las de los juegos infantiles, que son numerosos [...]. Las menciones que incluyo dan cuenta tanto de su vigencia entre escolares, Diálogos de Luis Vives, en crónicas y avisos generales (Plaza Universal), como en el teatro breve de Calderón y Tirso. E l juego como alegoría, los distintos pasos y figuras codificadas del movimiento, prueban hasta qué punto el público en general estaba familiarizado con

TEXTO DE LA COMEDIA

129

Vase el Gobernador, y las guardas. D. D I E G O

Saquete, amor, c o n v i t o r i a .

CAMACHO

B a i l o y b r i n c o de c o n t e n t o .

D . DIEGO

¿ H u b o d i c h a m á s dichosa?

CAMACHO

D i o t e al fin c o m o q u i e n es.

D . DIEGO

E S , e n fin, h o m b r e de c h o l l a .

CAMACHO

Y agora, ¿ q u é h e m o s de hacer?

D. DIEGO

1500

Ir, C a m a c h o , a t o m a r postas para i r n o s m u y p o c o a p o c o a la larga y a la c o r t a

1505

a T e r u e l , p o r tierra, r i c o s sin que se nos pierda gota. CAMACHO

D i a cobrar d e l tesorero, que es l o que m á s nos i m p o r t a , la d á d i v a que te t a ñ e

1510

y que a m í , s e ñ o r , m e toca; pues c o n eso i r é c o n t e n t o y c o n la m e r c e d graciosa

este juego» (Repertorio, 37.2). E l Gobernador cierra el asunto porque se tiene que ir «a un partido»; sin embargo, en Mojiganga se suprime todo el relato de don Diego y el Emperador: antes de darle como premio un caballo, le dice: «Tengo en este pie un dolor; / no me rompáis la cabeza, / ya sé toda vuestra historia, / no me digáis la verdad, que os tengo en m i voluntad» (w. 247-51). v. 1500 como quien es: cfr. supra, v. 104. Este sintagma era frecuente en dichos populares: «Habla como quien es: el ruin como tal y el bueno bien» (Correas, p. 587); Mace como quien es. Dícese al bueno y al ruin» (id., p. 588). v. 1501 cholla: «Figuradamente se toma por buen seso, juicio y capacidad; y así se dice Fulano es hombre de cholla: esto es, de buena cabeza, juicio y capacidad» (Aut). Es de connotaciones vulgares y agermanadas. w . 1503-1504 La contradicción entre elegir un medio rápido (tomar postas) para ir «muy poco a poco» era medio de provocar la comicidad; cfr. supra, v. 1335. v. 1506 por tierra: implica una alusión chistosa a un posible camino por mar, ¡claro que han de ir por tierra a Teruel! v. 1510 te tañe: lo mismo que 'atañer','corresponder'; cfr. supra, v. 103. Además, tañer y tocar (v. 1511) son sinónimos en su sentido musical. Otros sentidos (sexuales, etc.) no parecen operativos en el contexto.

130

LOS AMANTES

DE

TERUEL

que m e ha h e c h o e l G o b e r n a d o r de la plaza e j e c u t o r i a . D . DIEGO

Desta vez v e n c i ó m i amor.

CAMACHO

E l hablar es g r a n d e cosa.

D . DIEGO

¡ G r a n fortuna!

CAMACHO

1515

Y grande b i e n es ser la j o r n a d a c o r t a . Vanse.

v. 1515 plaza ejecutoria: ejecutoria es «El instrumento legal de lo determinado en juicio por dos o tres sentencias conformes, según el estilo y práctica de los tribunales reales o eclesiásicos» (Aut)\ hipérbole que enfatiza la seguridad de la plaza concedida. w . 1518-1519 Y grande bien / es ser la jornada corta: nótese la dilogía de jornada; en una primera referencia parateatral 'división que se hace en las comedias'; y en la segunda «todo el camino o viaje que se hace o se debe hacer», o «el mismo camino que se anda» (Aut) aludiendo al viaje que han de hacer a Teruel. y

T E R C E R A JORNADA

de Los amantes de Teruel D Ñ A . ELENA

Y a el t i e m p o d e l c o n c i e r t o ,

1520

p r i m a m í a , se p a s ó , y ya d o n D i e g o m u r i ó . D Ñ A . ISABEL

Y e n fin, ¿ t o d a v í a es m u e r t o ? . .

D Ñ A . ELENA

N O hay duda.

D Ñ A . ISABEL

¿ Y es cierto?

D Ñ A . ELENA

Cierto.

D Ñ A . ISABEL

¿ Y p o d r á s e remediar?

D Ñ A . ELENA

Y a n o p u e d e haber lugar,

1525

p o r q u e el lugar l o ha sabido, y a u n tu padre. D Ñ A . ISABEL

C i e r t o ha sido, s e g ú n eso, m i pesar.

D Ñ A . ELENA

D é j a t e agora de cuentos

1530

y ve, que h o y te echa l a l o a v. 1523 toda dia D T ; enmiendo. w . 1526-27 no puede haber lugar, / porque el lugar lo ha sabido: juego de palabras construido sobre la polisemia de la palabra lugar, que funciona con un doble sentido, real y figurado. E n sentido objetivo se refería a la propia ciudad o aldea, a una pequeña población, en este caso, Teruel. v. 1531 echar la loa: además de referirse a loa como 'alabanza' o 'elogio', la alusión es parateatral, pues, como es sabido, la loa era uno de los subgéneros dramáticos llamados «menores» o «intermedios», muy celebrado por el público, que, generalmente, daba comienzo a la fiesta teatral; echar la loa: echar «vale asimismo decir, y se toma regularmente por hablar mucho y de prisa [...]. Se toma también por decir o representar, como echar una relación» (Aut); comp. Quiñones de Benavente, Loa segunda con que volvió Roque de Figueroa a empezar en Madrid, v. 23: «Salir a echarla [la loa] ha querido»; w . 73-74: «Hártese de echar la loa / de aquí al siglo venidero».

132

LOS AMANTES

DE

TERUEL

d o n F e r n a n d o de Z a m b o a . Aparte. L o g r á r o n s e mis intentos y hoy, e n fin, sus pensamientos se h a n de v e r ejecutados. D Ñ A . ISABEL

1535

Y o le m o r d e r é a b o c a d o s , a u n q u e n o p u e d a tragarle, y e c h a r é , p o r n o mirarle, a los ojos dos candados; d a r é l e m i l bofetadas

1540

sin q u e quede d é l m e m o r i a y e l vestido de su g l o r i a le c o s e r é a p u ñ a l a d a s . A n t e s s e r á n celebradas sus secas que m i c o n t e n t o ,

1545

y antes e n m i p e n s a m i e n t o m o r i r á c u a l q u i e r a rosa, que llegar y o a ser su cosa por n i n g ú n consentimiento;

vv. 1536-37 le morderé a bocados, / aunque no pueda tragarle: el significado es doble, pues, además del literal,'querérsele comer a bocados', significaba «reñir a alguno con rabia [...] estar muy desavenidos» (Cov). Similar es la definición que nos da Autoridades: «Ponderación del furor y rabia con que uno se enoja y riñe con otro, hasta llegar a morderle y lastimarle con los dientes». Por otra parte, no poder tragar a alguno significaba lo mismo que ahora: tenerle aversión. E l empleo de estas expresiones totalmente coloquiales e incluso vulgares en labios de una dama noble, como es Isabel, supone una clara ruptura del decoro, como ocurre en multitud de momentos de la comedia. Cfr. Caballero de Olmedo, w . 379-80: «y te pienso comer viva / aunque tragarte no puedo»; el juego de palabras con los significados literales de comer y tragar es similar. v. 1542 vestida D T . v. 1545 secas: «Enfermedad que se da en las agallas y en otras partes, que llaman landrecillas, corrompido de glandulillas [...]. Llamáronse secas a causa de do provienen» (Cov.); Autoridades precisa más: «enfermedad causada de una inflamación o hinchazón de las glándulas, que se hallan en varias partes del cuerpo del animal, procedida del humor frío regularmente» (Aut). Cfr. El rey don Alfonso, w . 881-84: «yo vea sarna, sabañones, / lamparones y viruelas, / riña, arestín y diviesos, / dolor de costado y secas». Pero podría también tratarse de una deformación de exequias. v. 1548 su cosa: funciona como palabra «comodín», pero a la vez puede ser una parodia de «su amada», degradando esta condición hasta llegar a ser «su cosa».

TEXTO DE LA COMEDIA

133

y e n fin antes... D Ñ A . ELENA

N e c i a estás;

1550

ten á n i m o , t e n sosiego, que el verdadero d o n D i e g o es d o n F e r n a n d o . D Ñ A . ISABEL D Ñ A . ELENA

H a c i a atrás. S i e n esa l o c u r a das 1555

tan temeraria y c r u e l , te e c h a r á a l g ú n cascabel d o n F e r n a n d o , a t u pesar. D Ñ A . ISABEL

E l b i e n m e p u e d e llevar, pero y o n o he de i r c o n é l .

D Ñ A . ELENA

1560

Y a t u padre l o tratado sale a c u m p l i r .

D Ñ A . ISABEL

¡Ay de

mí!,

¿y entregarme quiere? D Ñ A . ELENA

D Ñ A . ISABEL

Sí.

Pues ya m i m u e r t e ha llegado, s e g ú n eso. Don Pedro, y

D . PEDRO

Luisa. D i o s sea l o a d o ,

Isabel.

v. 1553 Hacia atrás: además de la parodia de la expresión latina vade retro, estas dos palabras seguidas constituían un «modo de respuesta irónicamente negativa, usada de la gente vulgar, que cuando se dice Fulano habrá hecho tal cosa, para significar que no la hizo dicen hacia atrás» (Aut). Otras deformaciones populares de la expresión latina fueron «arriedro vaya el diablo», «arriedro vayas, diablo», «arriedro vaya Satanás»: «dícese reprobando hecho malo y mal dicho» (Correas, p. 536). v. 1556 te echará algún cascabel: echar el cascabel es «frase que se dice cuando alguno menos reparado da a otro una noticia de poco gusto, o se valen de él para que se la dé» (Aut), pero aquí no conviene esa significación al contexto. Más bien parece indicar que se apoderará de ella, y que hará como el dueño de un animal, gato, halcón, etc. que le pone un cascabel de adorno y señal. E l cascabel, por otra parte, es objeto frecuente en las comedias burlescas, por ser emblema de la locura. Ver La ventura sin buscarla, nota al v. 211.

134 D Ñ A . ISABEL D . PEDRO

LOS AMANTES

DE

TERUEL

Padre y s e ñ o r .

1565

H o y es e l d í a m e j o r que ha dos m i l a ñ o s que tengo; ya sabes a l o que v e n g o .

D Ñ A . ISABEL

Y a l o s é , que es l o peor.

D . PEDRO

¿ P u e s c ó m o tan descuidada

1570

te hallo, c u a n d o d o n F e r n a n d o te está allá fuera aguardando, c o m o q u i e n n o d i c e nada, para darte u n a ensalada? D Ñ A . ISABEL

M e j o r fuera u n rejalgar;

1575

¿y, e n fin, h o y m e has de entregar a d o n Fernando? Embarazo

D . PEDRO

— p u e s ya se ha c u m p l i d o el plazo, y d o n D i e g o ha m u e r t o — hallar n o p u e d o e n esta o c a s i ó n ;

1580

y así, hija, v e n . D Ñ A . ISABEL

Y a te sigo.

D Ñ A . ELENA

Y o la l l e v a r é c o n m i g o .

D . PEDRO

Y y o i r é a esperaros c o n d o n F e r n a n d o , que a la mesa está c o m i e n d o cebolla.

1585

v. 1574 para darte una ensalada: además del plato culinario así denominado, en la línea de las continuas alusiones gastronómicas en la comedia, también «llamaron ensaladas un género de canciones que tienen diversos metros, y son como centones, recogidos de diversos autores. Éstas componen los maestros de capilla, para celebrar las fiestas de la Natividad; y tenemos de los autores antiguos muchas y muy buenas, como el molino, la bomba, el fuego, la justa, el chilindrón, etc. Este modo de misceláneas compararon los antiguos al plato de ensalada» (Cov.). Recordemos que don Fernando se introduce en la acción tras la previa serenata de los músicos de fondo (cfr. vv. 148-51), y podría aludirse a la ensalada como mera mezcla de canciones o poemas, 'le va a dar una serenata'. v. 1575 rejalgar. cfr. supra, v. 1405. v. 1585 cebolla: se ha aludido a la cebolla en varios momentos de la comedia, siempre en contextos de despedidas lacrimógenas (cfr. supra, vv. 754 y 1184). Ahora

TEXTO DE LA COMEDIA D Ñ A . ISABEL

Y d i n o s , s e ñ o r , ¿ h a y olla?

D . PEDRO

G o r d a c o m o u n a abadesa.

135

Vase. D Ñ A . ISABEL

Y a l l e g ó de m i partida, amigas, e l fin postrero; mas pues veis que n o m e m u e r o ,

1590

señal es que a ú n t e n g o v i d a ; ya el ser m i p r o p i a h o m i c i d a es forzoso, sin q u e r e l l o , pues m i f o r t u n a e c h ó el sello: y así de m a t a r m e trato;

1595

pero pues y o n o m e m a t o algo debe de ser ello. M u e r t a estoy; mas n o estoy tal; sí estoy tal, q u e b i e n l o siento; pues a m i c o n o c i m i e n t o

1600

le falta l o natural,

apunta a otros sentidos: «entre las dotes de la cebolla dicen que acrecienta la esperma, dado que ofusca la razón y el sentido, etc.» (Cov.). Por otra parte, comer cebolla y ajo se asociaba a usos alimenticios bajos y plebeyos: «No comas ajos ni cebollas, porque no saquen por el olor tu villanería» (Quijote, II, 43). v. 1587 Gorda como una abadesa: hay un refrán que alude a la abundancia de comida y otros bienes en casas acomodadas: «En casa del abad, comer y llevar. Refrán con que se da a entender la abundancia que suele haber en las casas acomodadas y opulentas, en las que la liberalidad se extiende a más de lo que de contado se franquea» (Aut). N o he encontrado documentada la expresión exacta, pero seguramente la idea de fondo es la opulencia que se suponía en las clases altas, nobles y eclesiásticas; en la comedia de Montalbán descubrimos una referencia a este dicho, en otro contexto: «Sale Camacho con una talega grande a cuestas. / — ; O h , qué bien pesa / la talega; parece una abadesa!» (Montalbán, II, w . 567-68). v. 1594 mi fortuna echó el sello: echar el sello en un negocio es «concluirlo de todo punto, porque el sello es la postrera cosa que se pone en los instrumentos públicos autenticados, como en bulas, privilegios, ejecutorias, etc.» (Cov.). Pero «además del sentido recto, vale afianzar y perficionar lo empezado, asegurando su más cabal cumplimiento» (Aut). Quiere decir Isabel que su suerte, su destino ya están decididos, que se va a cumplir su muerte. Jimena, mientras toma el veneno que ha de darle muerte, exclama (Mocedades del Cid, II, w . 97-98): «Ya le tomo, ¡ah, v i l fortuna!, (Bébele) / aunque eche a m i muerte el sello».

136

LOS AMANTES

DE

TERUEL

sin d u d a es gota c o r a l este m a l i m a g i n a d o , pues al verle tan hallado, he l l e g a d o a p r e s u m i r

1605

que m e he m u e r t o sin sentir de s ó l o h a b e r l o pensado. A v i v i r v o y — ¡ q u é pesar!, m e j o r dijera a m o r i r — c o n q u i e n m e ha de hacer r e í r

1610

c u a n d o n o m e haga llorar; mis ojos h a n de escuchar y h a n de, e n fin, v e r mis o í d o s , halagos a b o r r e c i d o s , favores desesperados,

1615

requiebros desatinados y amores m a l e n t e n d i d o s . ¡ O h , i n t e r é s ! , y l o q u e puede tu b á r b a r o proceder, pues s ó l o p o r e l tener

1620

sucede l o que sucede. ¿ Q u é i m p o r t a que hacienda herede si n o la he de v e r j a m á s , amor, y q u é i m p o r t a r á s c o n tener allá e n tus senos

1625

u n p o c o de h a c i e n d a m e n o s que u n p o c o de h a c i e n d a m á s ?

v. 1602 gota coral: «Enfermedad que consiste en una convulsión de todo el cuerpo y un recogimiento o atracción de los nervios, con lesión del entendimiento y de los sentidos, que hace que el doliente caiga de repente. Procede de la abundancia de los humores flemáticos corruptos, que hinchando súbitamente los ventrículos anteriores del celebro, y recogiendo éste para expelerlos, atrae hacia sí los nervios y los músculos, quedando el doliente sin movimiento y como muerto. Llámase también epilepsia» (Aut). v. 1604 tan hallado: de la acepción de hallarse «estar contento y gustoso en algún lugar» (Aut); es decir 'tan aposentado, tan bien instalado'. v. 1610 como quien D T . vv. 1612-13 mis ojos han de escuchar / y han de, en fin, ver mis oídos: las relaciones absurdas entre órganos sensoriales y sus funciones eran recurso de comicidad; cfr. supra, w . 761-62.

TEXTO DE LA COMEDIA

137

M a s pues r e m e d i o n i n g u n o n o hay, e c h a r é p o r e n m e d i o , p o r q u e adonde n o hay r e m e d i o ,

1630

t a m p o c o hay r e m e d i o alguno. A q u e s t e lance i m p o r t u n o h o y m i pesar l o g r a r á , y el repertorio dirá, s e g ú n e l t i e m p o que h i c i e r e ,

1635

t o d o l o que sucediere, c o m o en ello se v e r á ; y así, c o n t r a m i sosiego, a cenar v o y c o n Gaifás, p o r q u e l o quiere n o m á s

1640

el padre de q u i e n r e n i e g o ; viva o no viva d o n D i e g o , he de ser u n fuerte pues aborrecer

establo,

entablo

a cuantos sin él h o y hay,

1645

v. 1629 echar por en medio: «Vale también atrepellar por cualquiera dificultad, partiendo por donde mejor se pueda y eligiendo el medio que pareciere más oportuno, para salir de cualesquiera dudas y embarazos» (Aut). v. 1634 repertorio: se entendía por repertorio, además del sentido actual, «lo mismo que calendario o tratado de los tiempos» (Aut), en relación cómica con la expresión del siguiente verso: «según el tiempo que hiciere». v. 1639 a cenar voy con Gaifás: esta expresión evoca la de ir a cenar con Cristo, que en germanía significaba morir. Caifás, Sumo Sacerdote de la época de Jesucristo, ante el que hubo de comparecer en el juicio que precedió a su Pasión; la forma del texto es corriente: cfr. La ventura sin buscarla, w . 773-74: «—Judas tu vida prospere. / — L a tuya guarde Gaifás». w . 1646-47 el alma de Garibay / ni la quiere Dios ni el diablo: «Como el alma de Garibay, que ni la quiso Dios ni el diablo. Cuando algo se da por perdido se dice: Tan perdido es como el alma de Garibay» (Correas, p. 118). Cfr. Sueños, pp. 394-95: «Yo soy —dijo— el alma de Garibay, que ando buscando quien me quiera; y todos huyen de mí; y tenéis la culpa vosotros los vivos, que habéis introducido decir que el alma de Garibay no la quiso Dios ni el diablo, y en esto decís una mentira y una herejía. La herejía es decir que no la quiso Dios, que Dios todas las almas quiere y por todas murió; ellas son las que no quieren a Dios: así que Dios quiso el alma de Garibay como las demás. La mentira consiste en decir que no la quiso el diablo: ¿hay alma que no la quiera el diablo?»; Tirso, La joya de las montañas, ODC, III, p. 193: «—Di presto quién eres. —¡Ay! / E l alma de Garibay

138

LOS AMANTES

DE TERUEL

que e l a l m a de G a r i b a y n i l a quiere D i o s n i e l diablo. Vanse, y salen don Diego y Camacho en dos caballitos de caña, y un postillón. D. DIEGO CAMACHO

T e n m e , C a m a c h o , este estribo. ¿ Y sabes t ú si p o d r é ? P o r q u e de tal suerte v e n g o

1650

que a u n n o m e p u e d o tener a m í propio. D. DIEGO

Paga l u e g o a ese p o s t i l l ó n .

CAMACHO

Sí h a r é . Vase el postillón

con los caballitos.

Pero d i m e , y a q u e habernos venido a todo moler

1655

e n estas dos lesnas vivas, alquiladas para ser raspaduras de t u h a z

/ que ni es de Dios ni del diablo»; Estebanillo, II, p. 222: «andaba como el alma de Garibay, que n i la quiso Dios n i el diablo»; cfr. la anotación de Carreira y C i d a este pasaje del Estebanillo, donde remiten para el origen de esta frase y su adscripción al cronista Esteban de Garibay, a Caro Baroja, 1972, pp. 145-49. v. 1647 acot. caballo de caña: característicos de la comedia burlesca por su relación con la locura y el carnaval: ver La ventura sin buscarla, v. 699, acot. y nota; postillón: «El mozo que va a caballo, delante de los que corren la posta, para guiarlos y enseñarles el camino; el cual sólo corre desde una posta a otra, y se vuelve a traer los caballos» (Aut). v. 1655 a todo moler, moler es «cansarse o fatigarse mucho materialmente» (Aut); formaba parte de expresiones proverbiales: «No ha de ir o llevarla o llevarse a todo moler» (Correas, p. 538). v. 1656 dos lesnas vivas: lesna es lo mismo que alesna o lezna: «Instrumento agudo de hierro con que se horada alguna cosa, especialmente los cueros, cordobanes y suelas, y del cual usan los zapateros para coser los zapatos» (Aut). Por semejanza, llama así a los caballos de caña, más exactamente a los palos sobre los que «cabalgan». v. 1658-59 raspaduras de tu haz / y desuellos de mi envés: en la comedia de Montalbán las quejas de Camacho son parecidas: «Pero dime, ya que habernos /

TEXTO DE LA COMEDIA

139

y desuellos de m i e n v é s , ¿ p o r q u é al entrar d e l l u g a r

1660

te has apeado? D . DIEGO

¿Por qué? P o r excusar alborotos, y p o r si p u e d o saber antes de entrar e n m i casa, y é n d o m e hacia ella a p i e ,

1665

t o d o c u a n t o pasa y si está p r e ñ a d a Isabel y el estado de su a m o r , pues c o n eso q u e d a r é seguro de l o que el a l m a

1670

m e está d i c i e n d o . CAMACHO

Y a es excusado tu t e m o r , y n o tienes que temer; ya fuiste a ser b a n d o l e r o en s e r v i c i o de tu rey;

1675

ya vuelves r i c o y c o n h o n r a y ya te h a n h e c h o m e r c e d ; ya a T e r u e l llegamos c u a n d o h e m o s llegado a T e r u e l , el m i s m o d í a que e l p l a z o

1680

se c u m p l e de t u altivez; ¿ p u e s q u é recelas, q u é temes? D . DIEGO

T e m o u n c i e r t o n o sé q u é ; ¿las c u á n t a s s e r á n ?

CAMACHO

Las mismas.

venido a todo moler, / deshecha la horcajadura, / mullida la redondez, / magullada la barriga, / despostillado el envés, / y aturdido el espinazo / del trotante palafrén...» (Montalbán, III, w . 113-20). v. 1683 no sé qué: muletilla que implica reticencia maliciosa; es expresión empleada en otras comedias burlescas. Cfr. El rey don Alfonso, w . 6-7: «Son celos un no se qué / nacidos de no sé dónde», pasaje que, como explica el editor en nota, es parodia de otros de la época que definen tópicamente el amor. Tomadas de esa misma nota son las siguientes referencias a la expresión en otras comedias burles-

140 D . DIEGO

LOS AMANTES

TERUEL

Pues tarde v e n g o . ¿Por qué?

CAMACHO D . DIEGO

DE

1685

Porque u n a ñ o llevé yo y tres días. Ya l o sé.

CAMACHO D . DIEGO

Salí d í a de S a n T a l , a las... Y a l o sé t a m b i é n .

CAMACHO D . DIEGO

Hoy

se c u e n t a n , si de m a y o

1690

las tantas d a n e n T e r u e l , o c h o y o c h o s o n cuarenta, luego media hora después l l e g o de l o c o n c e r t a d o , que al p a r t i r m e c o n c e r t é . CAMACHO

E s v e r d a d , mas, ¿ q u é es m e d i a hora?

D . DIEGO

L a m i t a d de u n a .

CAMACHO

Así es.

D . DIEGO

E n aquesa m e d i a h o r a

1695

p u e d e n suceder m u y b i e n m u c h a s cosas e n e l m u n d o ,

1700

c o m o cuatro y dos s o n tres. CAMACHO

¿ Q u é cosas suceder p u e d e n ?

cas; cfr. El hermano, w . 322-24: «Chocolate no le como / porque tiene un no sé qué, / que a m i sastre le hizo romo». Para más información sobre la expresión, cfr. Sueños, p. 112, nota 86. v. 1688 día de San Tal: eran bastante habituales las referencias al santoral con fines burlescos; en este contexto podemos entender que el santo de ese día llegue a ser un pronombre indefinido, «un tal», es decir, cualquiera. E n la comedia de Montalbán el día es «de la cruz» (III, v. 169). w . 1690-93 La imprecisión e incongruencia de fechas y números contrastan con la exactitud con que, en la comedia de Montalbán, don Diego se da cuenta de que ha llegado a Teruel expirado ya el plazo: «—Salía día de la Cruz / a las ocho. —Dices bien. / — H o y se cuenta seis de mayo / y las diez dan en Teruel, / de ocho a diez dos horas van, / luego dos horas después / llego del plazo propuesto / que al partirme concerté» (Montalbán, III, vv. 159-66). Los disparates con fechas absurdas aparecen en otras comedias; cfr. Mocedades del Cid, I, w . 74-

TEXTO DE LA COMEDIA D . DIEGO

141

Y O te las d i r é d e s p u é s , que ya estamos e n l a calle.

CAMACHO

Y j u n t o a la casa de

1705

aquel que será fin tuyo. D . DIEGO

Desarrebózate bien, que anda p o r la calle e l d i a b l o y nos p o d r á c o n o c e r .

CAMACHO

B i e n dices, v a m o s j u g a n d o

1710

a l o de a r r i m a pared. Salen Fabio y Luisa. [LUISA]

H a z , F a b i o , que prevenidas cuatro m i l hachas e s t é n para c u a n d o las visitas salgan.

FABIO

Voylas a encender.

1715

Vase Fabio.

76: «—ahora la fecha pongamos. / ¿Sabes a cuántos estamos? / — A cuatro del mes que viene». v. 1703 te las diré después: evoca la frasecilla proverbial «Un poco te quiero, Inés. Yo te lo diré después» (Correas, p. 496). Comp. Calderón, No hay burlas con el amor, w . 1919-31: «—¿De qué es el contento, Inés? / — Y o te lo diré después, / pero primero es mejor». v. 1707 Desarrebózate: el verbo arrebozar tiene varias acepciones; la primera, «cubrir con un cabo o lado de la capa el rostro, y con especialidad la barba o el bozo, echándola sobre el hombro izquierdo para que no se caiga» (Aut), sería lógica sin el prefijo de negación des-, pues si no quieren que les vean, lo normal es que se cubran con la capa, no que se descubran. Pero no olvidemos el «mundo del disparate», que hace posible los dislates de estas comedias. v. 1711 arrima pared: arrimarse a las paredes es «frase con que se nota al que se emborracha, porque suele hacer esta acción para no caer» (Aut). «Sopa en vino no emborracha, pero arrima a las paredes. Refrán que da a entender que lo malo y nocivo siempre lo es, aunque se disfrace y disimule con cualquier máscara y pretexto» (Aut). Podría tratarse, además, de un juego infantil, que no hemos logrado encontrar documentado. v. 1713 cuatro mil hachas: además de la evidente exageración —en la comedia seria son «dos o tres hachas»—, parece que se este tipo de vela se empleaba en las bodas: «usaban de las hachas de cera en los casamientos, [...] porque el esposo llevaba a la esposa a su casa de noche y así era necesario llevar luces» (Cov.).

142 D . DIEGO

LOS AMANTES

DE

¿ N o es aquella Luisa?

CAMACHO D . DIEGO

TERUEL

Sí. Pues llego. ¡Luisa!

LUISA

¿ Q u i é n es?

D . DIEGO

¿ N o m e c o n o c e s ? Y o soy.

LUISA

¿ Q u i é n es yo?

D . DIEGO

Don

Diego.

LUISA D . DIEGO CAMACHO

¿Quién? Don

Diego. Y y o soy C a m a c h o .

D . DIEGO

E a , llega, a b r a z a m é .

LUISA

C i e r t o que n o l o creyera.

D . DIEGO

¿ P u e s n o m e dirás p o r

LUISA

Porque, según reconozco,

1720

qué?

n o sabe ser m u e r t o q u i e n

1725

se v i e n e desta m a n e r a sin m á s n i m á s a T e r u e l . D . DIEGO

¿ Q u é dices? ¿Estás e n ti? ¿Yo soy m u e r t o ?

LUISA

E n b u e n a fee, que para n o ser m u y v i v o

1730

lo disimuláis m u y bien. CAMACHO

¿Estás b o r r a c h a , Luisilla?

D . DIEGO

E l j u i c i o m e h a r á s perder.

LUISA

V o s fuisteis v i v o de a q u í , p e r o ya m u e r t o v o l v é i s .

1735

v. 1721 abrazamé: ha de forzarse el acento y pronunciarse aguda, fenómeno usual en la comedia áurea. v. 1730 no ser muy vivo: además de equivaler a 'muerto', como no ser o no estar vivo, este adjetivo se entiende como 'inteligente, activo'. Comp. Caballero de Olmedo, w . 7-10: «—Estando muerto el caballo / no sentirá.—¿Cómo muerto? / — C o m o siempre lerdo ha sido, / y no es vivo quien es lerdo».

TEXTO DE LA COMEDIA CAMACHO

E s t o s ó l o nos faltaba.

D . DIEGO

L u i s a , ¿ c ó m o p u e d e ser

143

si a u n el d e g o l l a r m e allá yo m i s m o lo dilaté p o r venir? LUISA

¿Vos n o escribisteis

1740

(mas que negarlo q u e r é i s ) que erais m u e r t o ? D . DIEGO

¿Yo? Sí, vos.

LUISA D . DIEGO LUISA

¿Y a q u i é n lo escribí? A Isabel; m i r a d b i e n si os a c o r d á i s .

D . DIEGO

N o m e acuerdo, p u e d e ser,

1745

cielos, que aquellas son estas. CAMACHO

B o r r a c h a está la mujer.

D . DIEGO

Y d i m e , a u n q u e m u e r t o sea, ¿vengo a buen tiempo? N o sé.

LUISA D . DIEGO

N i y o q u é m e d i c e el alma.

CAMACHO

D i n o s ya, L u i s a , el p o r q u é .

LUISA

P o r q u e de cualquiera m o d o ,

1750

o estés m u e r t o o n o l o estés, c o m o se ha pasado el plazo, está entregada Isabel,

1755

y ya p o r cuenta de d o n F e r n a n d o c o r r e su tez, sin que haya r e m e d i o alguno. D . DIEGO

C a l l a , que m e m o r i r é .

v. 1741 mas que: 'a que lo queréis negar'. v. 1757 corre su tez: la expresión correr por cuenta de alguno alguna cosa significa «estar obligado no sólo a cuidar de ella, sino también a cargar con los perjuicios y daños que resultaren por su culpa y omisión» (Aut); cfr. supra, v. 633. E n este mismo diccionario se nos da una definición similar: «Significa también ser suya,

144 CAMACHO

LOS AMANTES

DE

TERUEL

N o s o t r o s somos los muertos,

1760

p e r o t ú n o hueles b i e n . D . DIEGO

N o digas m á s , que eso basta para que ya m u e r t o e s t é , y que l o d e b o de estar n o hay d u d a , pues de a q u í a A r g e l

1765

n o te arrojo; mas c o n t o d o ve, L u i s a , al instante, ve, y dila que estoy a q u í . LUISA

Y a n o será menester, p o r q u e toda sale; pero

1770

p o r q u e p u e d e este placer acatarrarla, y o q u i e r o i r a avisarla. Pues ve.

D . DIEGO LUISA

Aguarda aquí c o n Camacho.

D . DIEGO

A q u í aguardo, llega pues. Retírame,

D Ñ A . ISABEL

1775

y sale doña Isabel.

M i e n t r a s m i tirano H e r o d e s , que ya p o r m i m a l l o es, c u m p l e c o n los c o n v i d a d o s , p o r q u e nadie el p a r a b i é n m e d é de aquesta desdicha

1780

haberla adquirido o comprado o adjudicado y hecho propia por algún título, pacto o razón» (Aut). vv. 1760-61 Alusión escatológica al mal olor de Luisa, pues los muertos huelen mal por la putrefacción, ella por otros motivos obvios. Las alusiones a los fétidos hedores, que se harían acompañar de apropiados gestos, eran frecuentes en las comedias burlescas; cfr. Comendador, vv. 439-41: «—¿No ves? — C o m o por los dedos; / pero aunque veo tan mal, / señor, mucho peor huelo». v. 1765 Argel: además del topónimo, metafóricamente valía 'esclavitud', 'desgracia', etc. v. 1776 mi tirano Herodes: Isabel identifica a su esposo con el sanguinario y ambicioso rey Herodes, que mandó dar muerte a todos los niños menores de dos años al ser informado del nacimiento de Cristo. E n la comedia seria, la expresión de Isabel es «mi tirano esposo». v. 1780 desdicha: en Mojiganga toda la pena de Isabel ante su boda con don Fernando se expresa condensada en dos versos; cuando los músicos cantan para

TEXTO DE LA COMEDIA

145

v e n g o h u y e n d o a cuatro pies de la mesa. LUISA

D a m e albricias.

D Ñ A . ISABEL

Pues d i m e , L u i s a , de q u é .

LUISA

D e que d o n D i e g o ha v e n i d o del otro m u n d o , y t a m b i é n

1785

de que d o n F e r n a n d o ya algún miedo tendrá del. D Ñ A . ISABEL

¿ Q u é dices?

LUISA D Ñ A . ISABEL

Q u e y o le he visto. ¿ Y le has hablado?

LUISA D Ñ A . ISABEL

También. ¿ Y c ó m o viene?

LUISA D Ñ A . ISABEL

M u y gordo.

1790

Pues d i , ¿ c ó m o p u e d e ser haberse m u e r t o y venir?

LUISA

¿ P u e s c u á n t a s veces se ve u n m u e r t o v o l v e r al m u n d o c o n licencia?

D Ñ A . ISABEL

¿ Y q u é he de hacer

1795

si ya soy de d o n F e r n a n d o ? LUISA

H a b l a r l e , s e ñ o r a , y ver si hay entre los dos r e m e d i o de c o m p o s i c i ó n .

D Ñ A . ISABEL D. DIEGO D Ñ A . ISABEL

¿ Q u é es dél? A q u í estoy. Señor don Diego,

1800

y o n o alcanzo, y o n o sé

celebrar la unión, ella exclama: «Cantadme ahora otro son, / que ése más que aviva amuera» (w. 311-12). v. 1799 de composición: parece remedar la expresión bula de composición, «la que da el comisario general de la Santa Cruzada, en virtud de la facultad que tiene del Sumo Pontífice, para hacer composición sobre los bienes mal habidos o usur-

146

LOS

AMANTES

DE

TERUEL

sobre q u é d e l o t r o m u n d o a estas horas, sobre q u é venís a meternos miedo, c u a n d o vos m i s m o sabéis

1805

— q u e los m u e r t o s t o d o saben si es q u e l o q u i e r e n saber— q u e se ha pasado ya e l a ñ o y los tres días t a m b i é n y a u n m e d i a h o r a , q u e basta

1810

para hacer y deshacer. D . DIEGO

Pues s e g ú n eso, cogite.

D Ñ A . ISABEL

¿Cómo?

D . DIEGO

C o m o dices que para deshacer l o h e c h o , m e d i a h o r a basta...

D Ñ A . ISABEL D . DIEGO

¿Pues?...

1815

Pues s e g ú n eso b i e n puedes v o l v e r a ser m í a .

D Ñ A . ISABEL

Ten,

q u e n o soy de las mujeres que m i r a n al i n t e r é s . ¿ T ú n o me escribiste... D . DIEGO

D Ñ A . ISABEL

¿YO?

. . . que eras m u e r t o ?

D . DIEGO

¿Cuándo?

D Ñ A . ISABEL D . DIEGO

1820

Ayer. E s a es m e n t i r a .

pados, cuando no consta del dueño de ellos, y porque esta se hace dando cierta cantidad de dinero en contado a proporción de lo que se usurpó o adquirió mal, y en cierta manera se compone la deuda, se dijo la tal bula bula de composición» (Aut). v. 1812 cogite: 'reflexiona, medita, piensa'; del cogito latino. Puede jugar también con el sentido castellano 'te cogí, te atrapé, has caído en error de argumentación', v. 1815 ¿Pues?.../¿y qué?'.

TEXTO DE LA COMEDIA D Ñ A . ISABEL D . DIEGO

147

E S verdad. E n r e d o t u y o es, p o r q u e rabiabas p o r d o n F e r n a n d o ; fiera h e r m o s a de m i b i e n ,

1825

ya y o te e n t i e n d o . D Ñ A . ISABEL D . DIEGO

¿ Q u é dices? Q u e tal carta n o te e n v i é , sino que t ú l o has

fingido

p o r siempre j a m á s , a m é n . D Ñ A . ISABEL

D o n D i e g o , ya n o hay r e m e d i o ,

1830

ya esta p a l o m a se fue, piensa l o que t ú quisieres, que t o d o debe de ser. D. DIEGO

ESO s ó l o te agradezco.

D Ñ A . ISABEL

B i e n p o c o hay que agradecer.

D . DIEGO

¿ Y m i vida?

D Ñ A . ISABEL D . DIEGO D Ñ A . ISABEL

D . DIEGO

1835

Y a está m u e r t a . ¿ Y m i muerte? Y a se ve.

¿Y d o n Fernando?

D Ñ A . ISABEL

Y a es m í o .

Aparte. A s í su a m o r p r o b a r é . D . DIEGO D Ñ A . ISABEL D . DIEGO

¿ Y m i amor? E s t á difunto.

1840

ESO te estimo t a m b i é n .

v. 1825 fiera hermosa de mi bien: fiera, además de 'animal salvaje', «algunas veces significa la mujer fea; pero más fieras son por ventura las hermosas, porque las otras espantan y ahuyentan y éstas atraen y matan como sirenas» (Cov.). v. 1831 ya esta paloma se fue: «La paloma dicen no tener hiél y así es símbolo del ánimo cándido y pacífico» (Cov.); «metafóricamente llaman a la persona de genio apacible y quieto» (Aut). Aunque probablemente se trate de una burla del símbolo de la pureza que representaba una paloma: «insignia de victoria y castidad» (Correas, p. 626). Recordemos que el pacto con el padre de Isabel consistía en que mientras don Diego buscaba fortuna, don Fernando la gozaría.

148 D Ñ A . ISABEL

LOS AMANTES

DE

TERUEL

E s t í m a l o , o n o l o estimes, ya está h e c h o l o q u e ha de ser.

D . DIEGO

Pues a u n q u e m u e r t o m e haya, y o m e m o r i r é otra vez.

D Ñ A . ISABEL

1845

Entonces m o r i r é yo, y entonces te c r e e r é .

D . DIEGO

¿ N O m e quieres?

D Ñ A . ISABEL

S Í te q u i e r o , mas de suerte v i e n e a ser, que es c o m o si n o quisiera

1850

p o r q u e n o p u e d o querer. D . DIEGO

Y O m e m o r i r é p o r eso.

D Ñ A . ISABEL

Y O me moriré también p o r esotro, que n o es justo, c u a n d o entre los dos se ve

1855

u n a m o r , que estés t ú m u e r t o y que y o v i v a m e e s t é . Vanse. LUISA

¡Ay, C a m a c h o ! A l g ú n gran d a ñ o ha de suceder a q u í .

CAMACHO

S u c e d a , L u i s a , que a m í

1860

n o m e p u e d e faltar p a ñ o para u n a blanca sotana, u n jinete c o m o u n gamo y, para v e r a m i a m o , el m a r c o de u n a ventana;

1865

mas u n a puntada d e m o s nosotros e n nuestro a m o r ,

v. 1862 blanca sotana: la sotana es la prenda de clérigo que llega a cubrir el tobillo; recordemos que el Gobernador ha prometido a Camacho, si quiere «echar por la Iglesia», «el beneficio de Lorca» (cfr. supra, w . 1460-61). v. 1863 un jinete como un gamo: 'un caballo veloz'; jinete es 'caballo ligero', como en Garcilaso, Égloga I, vv. 17-19: «andes a caza, el monte fatigando / en ardiente jinete, que apresura / el curso tras los ciervos temerosos». vv. 1866-67 una puntada demos / nosotros en nuestro amor, dar una puntada en un negocio es «hablar en él» (Cov.). Puntada, además, «metafóricamente se toma por

TEXTO DE LA COMEDIA

149

y d é m o n o s en rigor la b i e n v e n i d a , pues h e m o s q u e d a d o solos. LUISA CAMACHO LUISA

1870

Camacho. Luisa. ¿Q

u

e

n

a

s

v e n i d o ya,

y, e n fin, que ya estás acá? CAMACHO

A g r a d é c e s e l o al B a c h o .

LUISA

¿ C ó m o te ha i d o ?

CAMACHO

M u y bien; ¿y a t i , Luisa? A mí muy

LUISA

mal.

CAMACHO

Y a soy h o m b r e de caudal.

LUISA

¿Para m í ?

CAMACHO LUISA

1875

¿ P u e s para q u i é n ? ¿ Y q u é m e traen tus m e m o r i a s para r e m e d i a r m i s penas?

CAMACHO

A falta de

berenjenas,

1880

te traigo m i l zanahorias. LUISA

V i e n e n e n m i l ocasiones, y a u n quisiera d e c i r m á s .

CAMACHO

E n ellas, L u i s a , v e r á s que te d o y m i l corazones.

LUISA

1885

E s t i m ó t e ese favor; mas m i s e ñ o r va l l e g a n d o .

aquella razón o palabra que se dice como al descuido, para acordar alguna especie o motivar se hable en ella» (Aut). v. 1873 Bacho: se refiere seguramente a Baccio del Bianco, célebre tramoyista italiano de la época, contemporáneo de Cosme Lotti. E l autor ha castellanizado el nombre del comediógrafo de acuerdo con la pronunciación del mismo, de modo que rima perfectamente con Camacho. v. 1876 caudal: cfr. supra, w . 601 y 1314. v. 1880 berenjenas: «Los latinos llamaron a las berenjenas mala insana, por ventura, porque alteran al hombre provocándole a lujuria; y a esta causa la llamaron

150 CAMACHO

LOS AMANTES

DE TERUEL

¿ C u á l dellos es?

LUISA

D o n Fernando, que v i e n e a ser e l p e o r ; y así vete, q u e esta n o c h e

1890

t e n e m o s m u c h o q u e hacer, p o r q u e hay m u c h o q u e c o m e r . CAMACHO

Adiós. Vase Camacho.

LUISA

Adiós. Dentro don Fernando.

[D. FERNANDO]

Suba el coche a l a antesala p r i m e r a , y aguarde, p o r q u e Isabel

1895

Sale. y y o , q u e r e m o s e n él dar u n a grande carrera. LUISA

¡ M o r t a l estoy! ¡Ay de m í !

D . FERNANDO

¿ D ó n d e t u s e ñ o r a está?

LUISA

A u n q u e n o la v e o y a ,

1900

ha m u y p o c o q u e l a v i ; p e r o si gustas q u e vaya y de t u p a r t e . . .

por otro nombre amoris poma» (Cov.). La relación con la zanahoria recuerda otras expresiones similares populares: «A falta de caldo, buena es la carne», «A falta de capón, pan y cebollón», «A falta de vaca, buenos son pollos con tocino» (Correas, p. 13). Respecto al doble sentido de zanahoria, cfr. supra, v. 1463. vv. 1891-92 tenemos mucho que hacer / porque hay mucho que comer, hacer y comer pueden tener en algunos contextos valor sexual, y quizá aquí funcione, pues la acción de la que habla Luisa va a tener lugar «esta noche» y se dirige a Camacho. v. 1897 dar una grande carrera: lo mismo que dar una cabalgada; eran expresiones metafóricas que podían referirse al acto sexual (cfr. Floresta, vocabulario y lugares a que remite). v. 1898 ¡Mortal estoy!: mortal «Se dice del que tiene o está con señas o apariencias de muerto, y así se dice quedarse mortal de susto o pesadumbre; y del que está muy cercano a morir o lo parece se dice que está mortal» (Aut). Cfr. La

TEXTO DE LA COMEDIA D. F E R N A N D O

151

N O quiero,

que verla m u y presto espero c o n t e n t a c o m o u n a maya.

1905

Aparte. Y o n o sé q u é Isabel tiene n i q u é diablos l a h a n t o m a d o , pues d e s p u é s que se ha entregado parece que se reviene. T o d o e n ella es suspirar,

1910

t o d o es h a c e r m e reír, t o d o es llorar y g r u ñ i r y t o d o , e n fin, es cantar; t o d o es andarse rascando, t o d o andarse c o n c o m i e n d o ,

1915

t o d o andarse r e l a m i e n d o y t o d o andarse babando. Pues esto n o p u e d e ser p o r m í , que si p o r m í fuera, s i n t i é r a l o y o , y sintiera

1920

ventura sin buscarla, v. 394: «¡Difunto estoy y mortal!»; El rey don Alfonso, w . 1706¬ 1707: «Por Dios, no sé, estoy mortal, / que dizque vengarse intenta». v. 1905 maya\ la maya es «una niña que en los días de fiesta del mes de mayo, por juego y divertimento visten bizarramente como novia, y la ponen en un asiento en la calle, y otras muchachas están pidiendo a los que pasan den dinero para ella, lo que les sirve para merendar todas» (Aut). La costumbre de la maya pasa al teatro en bastantes piezas cortas, como El auto de la maya de Lope, el Baile de la maya, el entremés de Benavente del mismo título, otro anónimo, el Baile nuevo de la maya de Zamora, otro anónimo Entremés mayo, o la Loa de la maya atribuida a Calderón. Ver García Ruiz, 1987, y el clásico estudio que Palencia y Melé dedican al tema en 1944. v. 1909 revenirse: «Encogerse y consumirse poco a poco» (Cov.); «metafóricamente vale ceder en parte en lo que se afirmaba con tesón o porfiaba» (Aut). v. 1914 andarse rascando: acción grosera propia de las comedias burlescas, indecente en otros casos; cfr. La ventura sin buscarla, w . 358-59: «—¡Mal haya, amén, quien te besa! / —¡Mal haya, amén, quien te rasca», y notas. v. 1915 concomerse: «Menear el cuerpo como si le comiera algún piojo o sarna» (Cov.). Acción semejante a la anterior. vv. 1916-17 relamerse: acción propia de animales, y más propiamente del gato, que suele «con la lengua humedecer las manos y con ellas refregarse el rostro» (Cov.). A veces se toma como «componerse excesivamente» (Aut) o «metafóricamente vale gloriarse o jactarse de lo que se ha ejecutado, mostrando el gusto de haberlo hecho» (ibid.); babando es lo mismo que 'babeando'.

152

LOS AMANTES

DE TERUEL

el q u e l o echaba de v e r ; d o n D i e g o p o r m u e r t o vive, Isabel p o r é l se muere, ella de amante se hiere y é l de constante l a escribe;

1925

mas esto e n m í n o es recelo y así v i v i r pienso ufano, p o r q u e e n Isabel es l l a n o t o d o l o q u e es terciopelo. V e , L u i s a , y dile a Isabel... LUISA

1930

E l a l m a e n u n h i l o está. . . . q u e si l i c e n c i a m e da,

D.

FERNANDO

la q u i e r o enviar u n pastel, y q u e y o llevarle quiero. Y a te o b e d e z c o . ¿ N o vas?

LUISA

D.

FERNANDO

[ D . DIEGO] D Ñ A . ISABEL

D.

D . FERNANDO LUISA

D.

Dentro don Diego. ¡Ay de m í ! ¡Ay de m í ! ¡Esto m á s !

FERNANDO

D . DIEGO

FERNANDO

1935

M u e r t o soy. ¿Si es m i c o c h e r o ? ¿ H u b o desdicha mayor? ¡ C i e l o s ! , ¿ q u é p u e d e ser esto? Pero y o l o s a b r é presto.

1940

v. 1921 echar de ver. «lo mismo que advertir, entender, conocer y saber» (Aut). v. 1927 ufano: «Vocablo antiguo castellano; el que tiene presunción y satisfacción de sí mesmo, contento y alegre» (Cov.). vv. 1928-29 porque en Isabel es llano / todo lo que es terciopelo: se juega con el doble sentido de llano, por una parte, como sinónimo de claro o evidente (cfr. supra, w . 590, 616) y por otra en su acepción material de 'liso', contrario a terciopelo, tela de seda velluda y tupida formada al menos de tres pelos. v. 1933 pastel: Lasch enmienda «pastel» por «papel», que le parece lo más lógico. Pero es mucho más lógico, dentro de las coordenadas de la comedia burlesca, llevarle un pastel, que insiste en los motivos culinarios.

TEXTO DE LA COMEDIA D Ñ A . ISABEL

M á t e m e agora u n d o t o r .

LUISA

A esta parte la v o z suena.

D.

¿ P u e s q u é d u d o , que n o entro?

FERNANDO

153

Sale Isabel con un candil, y déjale caer turbada. Saca otro candil Luisa encendido luego. [DÑA.

ISABEL]

S i es que te ofende este e n c u e n t r o , m á t a m e , y oye m i p e n a

1945

d e s p u é s de h a b e r m e matado. Veráse luego que salga la luz a don Diego, como muerto en el suelo. ¿ Q u i é n es a q u e l m u e r t o ?

D.

FERNANDO

D.

DIEGO

D.

FERNANDO

Pues d i m e , ¿ q u i é n te m a t ó ?

D

DIEGO

E l besugo, de u n c u i d a d o .

D Ñ A . ISABEL

Yo.

N o le agravies, n o le ofendas,

1950

p o r q u e a u n m u e r t o n o es v a l o r tratarle m a l . D.

Gran rigor

DIEGO

es el m o r i r sobre prendas. D.

FERNANDO

A n t e s de absolverle trato.

D Ñ A . ISABEL

T e n , que ya se c o n f e s ó .

D.

¿Y hizo

FERNANDO

1955

testamento?

v. 1941 dotor. la sátira de los galenos y de su condición letal es tópica en el Siglo de Oro. E n otras burlescas se repite: Darlo todo, vv. 476-77: «—Prendedla o matadla presto. / Dentro. —¿Sois soldados o doctores?»; en la misma comedia, w . 838-40: «Con que aquestos dos entierros / he dado a los sacristanes, / quitándolo a los doctores». w . 1948-49 ¿quién te mató? / El besugo, de un cuidado: referencia al dicho «Besugo mata mulo y da mulo», «porque fatiga a los machos por la priesa que traen con ellos [los traían entre hielos y a toda prisa por la noche para que no se corrompieran]; pero con la ganancia se repara todo el daño» (Cov.). E l maestro Correas también lo recoge en su Vocabulario: «es trato en que se gana bien; mas porque han menester caminar de día y de noche, lo pasan mal las recuas y se cansan, porque si se detienen, dañan a los besugos» (p. 82).

154

LOS AMANTES

DE

D. DIEGO

TERUEL

NO,

p o r q u e he m u e r t o ab intestato. D . FERNANDO

D e s o m e pesa n o m á s .

D Ñ A . ISABEL

Y O eso s ó l o es l o que siento.

D . FERNANDO

¿ P o r q u é n o h i z o testamento?

D Ñ A . ISABEL

E s c ú c h a m e , y l o sabrás:

1960

ya sabes que d o n D i e g o fue m i amante. D . FERNANDO

Y a y o l o sé, Isabel, pasa adelante.

D Ñ A . ISABEL

Q u e t ú t a m b i é n l o has sido c o n exceso.

D . FERNANDO

¿ P u e s q u é se m e da a m í de t o d o eso?

D Ñ A . ISABEL

N i a m í tampoco.

D . FERNANDO

V a m o s a otra cosa.

D Ñ A . ISABEL

T a m b i é n sabes que y o soy m u y donosa.

D . FERNANDO

S i e m p r e p o r m u y b o n i t a te he tenido.

D Ñ A . ISABEL

1965

Pues sabe agora l o que n o has sabido. A p e n a s de m i padre, ese b u e n viejo,

1970

cara de gato y barbas de conejo, entregada m e v i , p o r c u m p l i m i e n t o

v. 1957 ab intestato: «Modo adverbial: vale lo mismo que sin testamento y así se dice del que muere sin él, que murió abintestato. Es voz puramente latina ab intestato» (Aut). Podemos adivinar cierta parodia del lenguaje jurídico (cfr. supra, v. 1192), junto a la elección del latinismo por motivos métricos, pues es palabra que se adapta a la rima. E n otras comedias burlescas se recoge la expresión: cfr. Caballero de Olmedo, vv. 1759-62: «—Ya sólo de saber trato / quién hereda esta mujer. / — Yo en ella he de suceder / pues morís ab intestato»; Comendador, vv. 1603-1605: «—Pagará Pedro el escote / por matarte ab intestato; / paréceme que hoy le mato». v. 1967 donosa: lo mismo que «graciosa» (Cov.); «que tiene donaire y gracia» (DRAE), aunque también tenía un matiz irónico precediendo al sustantivo: «Donosa es ella, ello y él: apocando y menospreciando alguna persona o cosa» (Correas, p. 562). v. 1971 cara de gato y barbas de conejo: Isabel degrada la figura del padre comparando su físico con dos animales. Ambos aparecen en muchas expresiones proverbiales, pero aquí parece explotarse la mera caricatura. Comp. Comendador, w . 614-19: «No os burlaréis más, por Dios, / que aunque tantas canas tengo / represento a vuestro padre / con mis barbas de conejo. / Alcánceos mi maldición / aunque corráis más que un peso».

TEXTO DE LA COMEDIA

155

del p l a z o s e ñ a l a d o , a t u c o n t e n t o , y apenas a la mesa nos sentamos adonde m a l o b i e n , e n fin, c e n a m o s ,

1975

c u a n d o m e d i o u n a pena y otra p e n a gran gana de trocar t o d a l a cena. C r e í m i muerte, d i o m e m i l cuidados, p o r q u e he t e n i d o así dos m i l p r e ñ a d o s ; r e s u é l v o m e y, e n fin, salgo a la calle,

1980

t o p o a d o n D i e g o e n ella, sin topalle; d í c e m e que n o es m u e r t o ; d í g o l e que ha pasado ya e l c o n c i e r t o , que soy tuya e n efeto, que eres m í o , que n o tengo a l b e d r í o

1985

y que estoy ya entregada. R e s p ó n d e m e n o i m p o r t a t o d o nada; niega u n a carta, c o n c é d e m e u n c u i d a d o y r e m í t e m e a quejas l o n e g a d o ; entro a buscarte, t o p o a q u í a d o n D i e g o ,

1990

dale u n a gana de m o r i r s e l u e g o , cáese e n el suelo, c o n f e s i ó n requiere, que estas las señas s o n d e l que se m u e r e ; n o p u e d e hacer el p o b r e

testamento;

s i é n t e l o m u c h o , y o t a m b i é n l o siento;

1995

dame poder a mí de que le haga

v. 1977 trocar, 'vomitar'. Comp. Guzmán, p. 365: «Enseñóme a trocar a trascantón, con que hacía dos efectos: lastimaba, creyendo que estaba enfermo, y que, aunque envasase dos ollas de caldo, quedara lugar para más y así se publicase la hambre y miseria de los pobres». v. 1979 dos mil preñados: se entiende por preñado «el embarazo de la mujer» o el mismo «feto o criatura en el vientre materno» (DRAE). Cfr. Bodas de Orlando, w . 1850-53: «¿dónde te has ido? ¿No adviertes / que más de cuarenta pares / de preñados has perdido / desde que te me ocultaste?». v. 1981 topo [...] sin topalle:'me encuentro con él sin chocar con él'; juega con la antanaclasis y el polípote. v. 1992 confesión requiere: es situación tópica; cfr. Hamete de Toledo, vv. 1182-85: «—Muere, traidora. —¡Ay de mí, / que muero sin confesión! / —Alabo tu devoción, / mas siempre mato yo ansí». v. 1996 poder. «La facultad que uno da a otro para que en lugar de su persona haga alguna cosa» (Cov).

156

LOS AMANTES

DE

TERUEL

y que todas sus deudas satisfaga. H a l l ó t e a q u í , ya ves l o que ha pasado: d o n D i e g o m u e r t o está, y e n a m o r a d o ; y o soy q u i e n soy, m o r i r c o n él es justo,

2000

siquiera para darte este disgusto, p o r q u e si y o he de hacerlo de constante, m u e r t o m e l o t e n d r é para adelante. A q u e s t o es l o que pasa y nadie i g n o r a ; diga d o n D i e g o l o d e m á s agora. D . FERNANDO

2005

L o s ojos l o e s t á n o y e n d o y apenas los ojos p u e d e n , a u n q u e s o n los dos tan unos, dejar de estar diferentes.

D . DIEGO

C u a n t o os ha d i c h o Isabel

2010

es verdad, y e n nada m i e n t e : y o m e he m u e r t o , ya l o veis, ella m e quiso, y m e quiere, p r i m e r o fui y o q u e vos su amante; y así, c o n v i e n e

2015

que antes se m u e r a p o r m í que p o r vos, p o r q u e así cesen de nuestras enemistades las dudas y los vaivenes, y y o vaya a Z a r a g o z a

2020

d e s p u é s a que m e d e g ü e l l e n , p o r q u e he dado la palabra y he de volver, si D i o s quiere, a c o b r a r esta m e r c e d , p o r n o faltar a las leyes

2025

de cortesano; y así, déjala m o r i r . D . FERNANDO

S i quiere, y o p o r m í , mas que se m u e r a .

D Ñ A . ISABEL

D é j a m e m o r i r alegre, que c o n eso t e n d r é v i d a .

v. 2000 yo soy quien soy: cfr. supra, v. 104. v. 2028 mas que se muera: 'que se muera si quiere'.

2030

TEXTO DE LA COMEDIA D . FERNANDO

157

H a z t ú l o que t ú quisieres, que y o n o te he de estorbar tus conveniencias.

D Ñ A . ISABEL

B i e n puedes dejarme m o r i r , pues sabes l o que te d e b o y m e debes.

D . FERNANDO

M u é r e t e , a u n q u e y o l o sienta.

D Ñ A . ISABEL

M i afecto te l o agradece.

D . FERNANDO

M a s p o r q u e n o corras riesgo,

2035

que es l o que temerse p u e d e e n tal caso, aguarda u n p o c o , y llamaré a un dotor

2040

fuerte

que te venga a desahuciar. Vdse. D Ñ A . ISABEL

H a z , s e ñ o r , l o que quisieres; y t ú , m u e r t o de m i v i d a , e s c ú c h a m e atentamente,

2045

y verás c ó m o m e m u e r o y c ó m o c u m p l o si quieres la palabra que te he dado. D . DIEGO

T o d o , Isabel, m e l o debes; mas d é j a m e preguntarte

2050

u n a cosa. D Ñ A . ISABEL

D i , ¿ q u é quieres?

D. DIEGO

¿ H a s t e m u e r t o otra vez?

D Ñ A . ISABEL

¿YO? E n toda m i v i d a .

D. DIEGO

Mientes.

vv. 2041-42 un dotor fuerte / que te venga a desahuciar, cfr. supra, v. 1941. Cfr. Caballero de Olmedo, w . 1003-1006: «Antes de llegar, / renuncia el pacto, señor; / no llegues como dotor, / porque la puedes matar». v. 2044 muerto de mi vida: paradoja cómica; recordemos que don Diego estaba muerto cuando se encuentra con Isabel. Se juega con los términos vida / muerte y con la expresión de mi vida, como algo muy querido, en este caso don Diego para Isabel.

158

LOS AMANTES

DE

TERUEL

D Ñ A . ISABEL

Y o te d i g o la verdad.

D Ñ A . DIEGO

Pues m i r a c ó m o te mueres,

2055

p o r q u e aquesto d e l m o r i r s e n o es cosa para dos veces, y así m i r a l o que haces. D Ñ A . ISABEL

¿ S o y y o boba? ¿Te parece que n o m e s a b r é m o r i r

2060

sin que nadie m e l o e n s e ñ e ? ¿Es m á s que cerrar los ojos y es m á s que d e c i r alegre « M u e r t a soy»? N o es m á s .

D . DIEGO

D Ñ A . ISABEL

Pues d i g o

Cayendo.

« M u e r t a soy.» ¿ Q u é te parece,

2065

n o m e he m u e r t o bien? ¡Y c ó m o ! ;

D . DIEGO

así estemos los dos siempre. Salen todos. D . FERNANDO D . PEDRO

CAMACHO

¿ E s t o pasa? ¡ C a s o raro! G r a n valor!

v. 2067 así estemos los dos siempre: referencia a la leyenda de los amantes, paradigma del amor eterno, cuyos cadáveres continúan, según la tradición, con las manos entrelazadas hasta hoy Por otra parte, una vez más, se destruye todo dramatismo al tratarse de una muerte ficticia: «El parodista destruye la ficción dramática haciendo que ambos personajes hablen después de muertos, y así opera la reducción cómica de las correspondientes situaciones dramáticas de la obra parodiada» (Crespo, 1979, p. 115). Además, en estos versos se .parodia un procedimiento habitual de las comedias de la época, el modo de caer muerto. Las «resurrecciones» burlescas son habituales en el género; recordemos que don Diego ha llegado a Teruel ya muerto, y en este «estado» ha seguido actuando y hablando, y que doña Isabel sigue hablando ahora. Cfr. Comendador, w . 1555-58, 1563-66: «—¿Habéis muerto? —Sí, por cierto, / ¿no miráis como yo hablo? / Muerto estoy como un San Pablo / y ya ni viña ni huerto», «—¿No habrá alguno a quien le cuadre / el llamarme a un confesor? / — Y o os le llamaré, señor. Sale don Pedro. / —Esperad, que aquí está un padre».

TEXTO DE LA COMEDIA D Ñ A . ELENA

159

¡Cielos, valedme! p o r q u e al llevar tanta carga

2070

n o basto y o solamente. D . FERNANDO

L l e g a d todos, p o r q u e todos c u a n d o o c a s i ó n se ofreciere, p o d á i s d e p o n e r el caso y p o d á i s j u r a r de l e v e . . .

2075

mas, ¿ q u é es l o que v e n m i s ojos? D . PEDRO

¡ M a y o r e s dudas se ofrecen!

D . FERNANDO

¡Mataréla, vive el cielo!

D Ñ A . ISABEL

Y a tarde para eso v i e n e s .

D . FERNANDO

¿Por qué?

D Ñ A . ISABEL D . PEDRO

P o r q u e ya estoy m u e r t a .

2080

¿ Q u é dices, hija?, detente y n o te mueras tan presto.

D Ñ A . ISABEL

Padre m í o , ya n o p u e d e ser m e n o s .

D Ñ A . ELENA LUISA JUANA

¿ Q ¿ es 1° q u e escucho? u

M u e r t a está, a l o q u e parece.

2085

S e ñ o r , pues ella l o d i c e , n o hay d u d a .

D Ñ A . ELENA

E l creerlo conviene.

D . PEDRO

Y a y o p i e n s o que es v e r d a d .

D. DIEGO

V e r d a d es, sin q u e l o pienses; m u e r t a está Isabel, y y o .

D . PEDRO

2090

Pues m i b e n d i c i ó n os l l e g u e y D i o s os haga b i e n m u e r t o s .

w . 2074-75 deponer el caso / y podáis jurar de leve: se emplean términos de la jerga judicial; deponer «en lo forense, es testificar, declarar, decir debajo de juramento ante juez y escribano la verdad de algún hecho, en pleito civil o causa c r i minal» (Aut). Se añade referencia, con juego paronomástico, a los juicios de la Inquisición en los que el reo abjuraba de levi (uno de los tipos de abjuración en los juicios de la Inquisición, aquella que hacían los reos por delitos con sospecha leve de herejía, etc.; otra clase era la de vehementi, para delitos graves...).

160 D . FERNANDO

LOS AMANTES

DE TERUEL

R a z ó n es que se festeje destos dos amantes vivos, s e ñ o r , la graciosa muerte,

2095

que y o q u e d a r é c o n t e n t o . D . PEDRO

Y yo también. C o n que tiene

D . FERNANDO

fin la p r o d i g i o s a h i s t o r i a de los amantes corteses de T e r u e l , hecha de burlas,

2100

p o r q u e el t i e m p o l o requiere. CAMACHO

Y su autor a q u í os suplica le deis, si es que le merece, u n v í t o r de c a r i d a d que os le p i d e h u m i l d e m e n t e

2105

para ayudar a enterrar a estos amantes en c i e r n e . FIN

v. 2094 dos amantes vivos: en Mojiganga también «resucitan» los ridículos amantes: «—¿Luego vivís? / —Animales, / de la otra vida venimos / a que la fiesta se acabe / con panderos y sonajas» (w. 346-49). v. 2101 el tiempo lo requiere: recordemos que esta comedia se representó en Carnaval. v. 2104 vítor de caridad: esta petición de aplauso al público era fórmula establecida al final de cualquier comedia y solía recitarla el gracioso; para concluir aún más cómicamente, Camacho solicita el aplauso y la aprobación «de caridad», aludiendo a las limosnas que se pedían para enterrar a los muertos sin medios. v. 2107 en cierne: «se dice de las cosas que les falta mucho para su perfección y que están como en el principio» (Aut).

AMOR,

INGENIO

EN LA DISCRETA

Y

MUJER, VENGANZA

Comedia burlesca de Vicente Suárez de Deza Edición de Esther Borrego

INTRODUCCIÓN

E l s u b t í t u l o , « C o m e d i a famosa entre burlas y veras de t í t u l o s de c o m e d i a s » , apunta a dos de los rasgos fundamentales de esta p i e z a : su c o n d i c i ó n de c o m e d i a de disparates, p o r u n l a d o , y p o r o t r o l a t é c 1

n i c a d e l c a t á l o g o de t í t u l o s de obras c o n o c i d a s e n l a é p o c a , que da pie e n ocasiones a j u e g o s alusivos integrados e n l a m i s m a c o m e d i a , y que e n otros casos e x p l o t a s i m p l e m e n t e l a e v o c a c i ó n , gustosa para e l espectador, de u n t í t u l o familiar, a u n q u e la referencia n o tenga m a y o r engarce en Amor, ingenio y mujer, l o c u a l t a m p o c o es de i m p o r t a n c i a , ya que la estructura desintegrada c a r a c t e r í s t i c a d e l g é n e r o l o p e r m i t e sin riesgo. Esta c o m e d i a r e ú n e , e n efecto, los rasgos esenciales d e l g é n e r o d r a m á t i c o burlesco, e n su v a r i e d a d de p a r o d i a estructural y general (no de una obra concreta) de las f ó r m u l a s y a gastadas y los diversos t ó p i cos y m o t i v o s de las c o m e d i a s de e n r e d o y de h o n o r . Se a r t i c u l a e n t o r n o a la parodia de los lugares c o m u n e s d e l teatro de l a é p o c a , c o n sus temas, personajes, c o n v e n c i o n e s d r a m á t i c a s y f ó r m u l a s teatrales establecidas: desde los apartes hasta los disfraces, desde los desafíos y d u e los hasta la costumbre de esconderse y turbarse u n personaje al ser descubierto, i n c l u y e n d o la atrevida puesta e n solfa de los largos s o l i l o q u i o s y de los d i á l o g o s amorosos. S h e r g o l d y V a r e y i n d i c a n que esta o b r a se r e p r e s e n t ó e l 10 de fe2

brero de 1 6 9 1 , e n el cuarto de la reina, p o r l a c o m p a ñ í a de A g u s t í n M a n u e l ; y el 19 de d i c i e m b r e de 1695, p o r la c o m p a ñ í a de A n d r e a de Salazar e n el C o r r a l d e l P r í n c i p e . A u n q u e estos d o c u m e n t o s p o d r í a n

E l sintagma «burlas y veras» suele apuntar a la condición jocosa de una obra; en este caso, poco hay de veras en Amor, ingenio y mujer. Respecto al autor y generalidades sobre el volumen en el que se incluyó esta obra, cfr. la introducción a Los amantes de Teruel. Shergold y Varey, 1982, p. 256. 1

2

164

AMOR,

INGENIO

Y MUJER..

referirse a nuestra c o m e d i a , existe otra de M i r a de A m e s c u a q u e lleva 3

el m i s m o t í t u l o e n algunos t e s t i m o n i o s , p o r l o q u e n o tenemos s e g u r i d a d de q u e l a r e c o g i d a p o r S h e r g o l d y Varey sea precisamente l a b u r lesca. Pienso que podemos

aventurar,

c o n a y u d a de

otras

c o n s i d e r a c i o n e s , q u e l a r e p r e s e n t a c i ó n de 1691 p u d i e r a ser de la b u r lesca: e n efecto, e l 10 de febrero es é p o c a cercana al C a r n a v a l y c o n o c e m o s otras representaciones y actividades burlescas e n esta é p o c a d e l a ñ o , p o r e j e m p l o , y p o r citar u n caso m u y relevante, a u n q u e bastante a n t e r i o r , las celebraciones jocosas d e l R e t i r o , e n febrero de 1 6 3 7 , q u e i n c l u y e r o n u n a famosa A c a d e m i a burlesca c o n v e j á m e n e s de A l f o n s o Batres, R o j a s Z o r r i l l a y J e r ó n i m o C á n c e r . E l a r g u m e n t o de l a c o m e d i a es b i e n s i m p l e ; trata de l a r e l a c i ó n a m o r o s a entre d o n T a l y d o ñ a Z u t a n a y de la o p o s i c i ó n a este a m o r p o r parte de d o n C u a l , pretendiente de Z u t a n a y f a v o r i t o d e l padre. D e s p u é s de u n a serie de r i d í c u l o s avatares, d o n T a l se da p o r m u e r t o e n u n b u r l e s c o d u e l o c o n d o n C u a l . Se c o m p r u e b a q u e estas m u e r tes e n b r o m a l l e g a n a ser f u n c i ó n d r a m á t i c a casi fija e n e l g é n e r o ( v é anse Los amantes de Teruel, El caballero de Olmedo...), y s i r v e n a l a r i d i c u l o s i d a d , pues e l m u e r t o sigue declarando su a m o r p o r Z u t a n a c o m o « a l m a e n p e n a » . F i n a l m e n t e e l padre a u t o r i z a a la hija a e l e g i r m a r i d o , o t r o e l e m e n t o de r u p t u r a c o n las c o n v e n c i o n e s sociales y d r a m á t i c a s , y d o ñ a Z u t a n a se casa c o n d o n T a l , e l pretendiente p o b r e y m u e r t o . Para t e r m i n a r de m o d o m á s grotesco l a p i e z a , d o n F u l a n o , e l padre, y d o n C u a l se d a n t a m b i é n l a m a n o e n m a t r i m o n i o . E l a r g u m e n t o — s i es q u e de a r g u m e n t o p u e d e hablarse— v i e n e a ser ú n i c a m e n t e u n pretexto para la a c u m u l a c i ó n de situaciones y m o t i v o s absurdos, e n b u e n a parte pertenecientes

al m o d e l o d e l « m u n d o al

La comedia de Mira de Amescua, que además de Amor, ingenio y mujer según Barrera, 1860, pp. 527 y 585, se titula La tercera de sí misma, se conserva en un i m preso suelto de la B N M (sign. T / 20.113) y en la Parte treinta y dos, con doce comedias de diferentes autores (Zaragoza, Diego Dormer, 1640) atribuida erróneamente a Calderón. E n principio parece que este error procede de la confusión con la comedia atribuida a Calderón titulada igualmente La tercera de sí misma, en Comedias nuevas escogidas de los mejores ingenios de España, Octava parte, Madrid, Andrés García de la Iglesia, 1657; esta comedia es la misma que la del ms. 17.149 de la B N M , copiado en 1626 por la mano de «Juan Calderón», y esta vez se atribuye a Mira de Amescua. Pienso que los dos títulos corresponden a dos comedias distintas y que el error básico arranca de atribuir a dos comedias distintas dos dobles títulos. Ninguna de las dos se asemeja en modo alguno a la burlesca de Suárez de Deza. 3

165

INTRODUCCIÓN

revés» (muertos que v i v e n , mujeres que e l i g e n sus m a r i d o s , m a t r i m o nios de h o m b r e s . . . ) que alcanza t a m b i é n al p l a n o v e r b a l , c o n a b u n dancia de f o r m u l a c i o n e s contradictorias, rupturas de sistemas (usando t e r m i n o l o g í a de B o u s o ñ o ) de la l ó g i c a , de la e x p e r i e n c i a y d e l siste4

m a i d e o l ó g i c o , etc. L a c o m e d i a se d i v i d e e n las tres j o r n a d a s c a r a c t e r í s t i c a s . E l t r a d i c i o n a l esquema e x p o s i c i ó n - n u d o - d e s e n l a c e t a m b i é n se p a r o d i a , c o n una s o l u c i ó n repentina, aunque de c a r i z grotesco. C a r a c t e r í s t i c o s s o n t a m b i é n los personajes, que representan cada u n o u n t i p o , u n esquem a establecido, a q u í e n f o r m a de caricatura: para m o v e r a risa, se h a n llevado al e x t r e m o las figuras a r q u e t í p i c a s d e l teatro m e d i a n t e l a o n o m á s t i c a r i d i c u l a de los personajes, que llega al p u n t o de e m p l e a r e l tratamiento n o b i l i a r i o d e l don n o ya c o n n o m b r e s plebeyos, s i n o c o n p r o n o m b r e s , e n m u c h o s casos c o n matices peyorativos: tal, aquel, cual, fulano, etc., o i n c l u s o a c o n v e r t i r e n n o m b r e p r o p i o de l a c r i a d a l a e x p r e s i ó n («Hola») que se usaba para l l a m a r a los c r i a d o s . S o n los p r o 5

tagonistas d o ñ a Z u t a n a , la dama e n a m o r a d a d e l g a l á n que n o tiene fortuna y s o m e t i d a a la v o l u n t a d de su padre; é s t e , d o n F u l a n o , c u s t o d i o de su h o n r a y p a r t i d a r i o d e l p o s e e d o r de m á s r i q u e z a ; d o n T a l , el g a l á n p o b r e y valiente al c u a l a c o m p a ñ a su c r i a d o , A q u e l , q u e hace las veces d e l gracioso (aunque e n e l g é n e r o b u r l e s c o n o hay p r o p i a m e n t e gracioso especializado e n u n u n i v e r s o e n e l que todos s o n p a peles de graciosidad); H o l a , criada y c o n f i d e n t e de d o ñ a Z u t a n a , q u e facilitará sus encuentros amorosos y a c a b a r á c a s á n d o s e c o n e l c r i a d o del g a l á n ; y, p o r ú l t i m o , d o n C u a l , e l p r e t e n d i e n t e rechazado, a u n q u e preferido d e l padre. L a c o m e d i a es m á s breve que u n a c o n v e n c i o n a l , y a q u e consta de 2 1 2 6 versos; a u n q u e Serralta s e ñ a l a l a p a r t i c u l a r b r e v e d a d de esta p i e z a , debe de haber alguna c o n f u s i ó n , y a que 2 2 1 6 versos n o es p r e 6

cisamente u n a e x t e n s i ó n demasiado c o r t a , a u n q u e sigue l a t e n d e n c i a 7

de r e d u c c i ó n general e n todas las de su especie q u e ya se ha s e ñ a l a d o e n otros ejemplares.

Bousoño, 1976,1, pp. 493 y ss. Ver para esto Arellano, 1986. Serralta, 1980, p. 115. El cerco de Tagarete tiene 727 versos; La ventura sin buscarla, 970; El Hamete de Toledo, 1668; El caballero de Olmedo (burlesca), 1798... 4

5

6

7

166

AMOR,

INGENIO

Y MUJER.

E l porcentaje q u e alcanza e l r o m a n c e e n esta c o m e d i a , c o n o c h o asonancias distintas, es a l t í s i m o ; es la f o r m a m á s constante y m a y o r i taria e n todas las j o r n a d a s , sobre t o d o e n la p r i m e r a , c o n m á s d e l o c h e n t a y tres p o r c i e n t o ; e n la segunda y tercera d i s m i n u y e para dejar paso a otras formas m é t r i c a s , p r i n c i p a l m e n t e a las redondillas, que s u p o n e n p r á c t i c a m e n t e e l d i e c i n u e v e p o r c i e n t o d e l total, siendo las d e m á s escasamente significativas. E x c e p t o los dos sonetos y los 6 0 versos e n silva de la tercera j o r nada, q u e c o n s t i t u y e n apenas u n tres p o r c i e n t o d e l t o t a l , toda la o b r a 8

se ha c o n s t r u i d o c o n o c t o s í l a b o s , m e t r o b á s i c o de este t i p o de c o m e dias, m u y a p r o p i a d o al r i t m o l i g e r o y a la parodia de m o t i v o s p o p u lares, y, e n especial, m u y adecuado para intercalar el m á s de u n centenar de t í t u l o s de c o m e d i a s que se c o n t i e n e n en la obra, p r á c t i c a m e n t e todos o c t o s i l á b i c o s . Las redondillas, estrofas típicas de las comedias b u r lescas, m a n t i e n e n u n porcentaje significativo, similar al de Los amantes de Teruel y al de otras c o m e d i a s burlescas, y se c o n s t r u y e n en algunos casos c o n rimas jocosas. A u n q u e e l porcentaje de la d é c i m a , estrofa p o c o habitual e n la c o m e d i a burlesca, es m í n i m o , destacamos que S u á r e z de D e z a

también

la e m p l e ó e n Los amantes de Teruel, y e n u n a cantidad m á s elevada, casi d e l seis p o r c i e n t o . R e s p e c t o al soneto, es clara la parodia de los d i á l o g o s amorosos de las c o m e d i a s serias; a q u í se utiliza para las declarac i o n e s de a m o r de los criados, H o l a y A q u e l , c o n sonoras y jocosas r i m a s burlescas. E n c u a n t o a la e x t e n s i ó n de las j o r n a d a s , destaca la m a y o r de la seg u n d a c o n 8 0 6 versos; a u n q u e la tercera es m á s breve, la diferencia c o n l a p r i m e r a es escasa. L a j o r n a d a que presenta m a y o r v a r i e d a d es la tercera, c o n siete c a m b i o s de m e t r o y cuatro formas distintas. H e s e l e c c i o n a d o u n o s cuantos pasajes de la c o m e d i a e n los que p o d e m o s c o m p r o b a r la parodia de m o t i v o s t í p i c o s de la c o m e d i a c o n v e n c i o n a l ; es e l caso de la d e s c r i p c i ó n de la amada d o ñ a Z u t a n a , que está m u y lejos de los versos l í r i c o s y elevados de las comedias c o n vencionales:

Nótese la disminución del porcentaje de la silva en esta comedia con respecto a Amantes de Teruel, en la que alcanzaba casi el trece por ciento, quizá por imitación de esta forma métrica en la comedia de Juan Pérez de Montalbán. Respecto a la distribución de endecasílabos y heptasílabos en la silva, salvo en dos

INTRODUCCIÓN

167

Su frente, pues, no era frente, ni su cabello, cabello, ni sus cejas eran cejas, sino esto, estotro y aquello. [•••]

Su boca no era clavel partido, ni los extremos de sus dientes perlas, sino caja de dientes de hueso.

[-]

Era la cintura suya tan disconforme del cuerpo, que ella al extremo llegaba y él pasaba del extremo (vv. 109-32). S u á r e z de D e z a se burla de la c o s t u m b r e de los apartes, entre otras continuas alusiones metateatrales: D. FULANO DÑA. ZUTANA

¿ Q é dices allá entre ti? u

Aquesto es hablar aparte y es lo que tú no has de oír.

D. FULANO

Eso en las comedias se hace.

DÑA. ZUTANA

Y aquí también, pues t a m b i é n ésta es comedia (vv. 330-34).

E l v a l o r hasta la m u e r t e e n los duelos t a m b i é n es u n t ó p i c o b u r lado; así describe D o n T a l a su c r i a d o e l reto c o n su r i v a l : Saco la espada, y entonces el acicalado acero saca también, pero yo, al fin, como tan atento, eché a correr, porque hay lances, conforme a la ley del duelo, en que, por evitar daños, es valor el tener miedo (vv. 155-62). Y los finales a cuchilladas para vengar casos de h o n r a t a m b i é n son puestos en solfa:

casos, predominan los pareados de endecasílabos, como en Amantes, contribuyendo así al ritmo m o n ó t o n o y a las rimas jocosas propias de la parodia.

168

AMOR,

INGENIO

Y MUJER.

Sí, que he visto en las comedias acabar c o n cuchilladas, y ésta será friolera si aquí c o n ellas no acaba (vv. 2045-48). E n c u a n t o a l o s usos estilísticos, a b u n d a n los recursos y artificios de t i p o v e r b a l para l o g r a r l a c o m i c i d a d . Q u i z á e l m á s c a r a c t e r í s t i c o 9

de esta c o m e d i a sea e l de ensartar los t í t u l o s de otras muchas, a veces i n t e r c a l á n d o l o s acertadamente e n los d i á l o g o s y otras a m o d o de e n u m e r a c i ó n c a ó t i c a y s i n sentido, q u e c o r r e s p o n d e a la t é c n i c a de la p o esía de disparates. U n a p i e z a similar a esta c o m e d i a , y q u e c o n v i e n e r e c o r d a r a este p r o p ó s i t o , es l a m o j i g a n g a titulada Personajes de títulos de comedias, d e l p r o p i o S u á r e z de D e z a , c o n s t r u i d a sobre e l t ó p i c o d e l alcalde q u e busca u n a m o j i g a n g a para llevar al R e t i r o (esta v e z para el c u m p l e a ñ o s de la infanta d o ñ a M a r g a r i t a ) y ordena q u e salgan todos los presos de l a c á r c e l , personajes cuyos n o m b r e s s o n t í t u l o s de c o medias: La dama duende, El galán fantasma, Escanderbey, etc. Este recurso de S u á r e z de D e z a p u e d e evocar la m i s m a t é c n i c a de Q u e v e d o e n e l e n t r e m é s de Los refranes del viejo celoso , p e r o c o m p o 10

n e r u n a p i e z a c o n t í t u l o s de c o m e d i a s fue recurso a l q u e se a c u d i ó c o n cierta f e c u e n c i a y «lo h a b í a n e m p l e a d o y e m p l e a r o n otros p o e tas, d a n d o este c a p r i c h o p o é t i c o o c a s i ó n a estudios de i n t e r é s para la h i s t o r i a d e l caudal de nuestra e s c e n a » , s e g ú n escribe C o t a r e l o . U n o 1 1

de l o s p r i m e r o s q u e r e c u r r i ó a este artificio parece q u e fue L o p e de V e g a , a q u i e n se atribuye la Loa de títulos de comedias. Otras obras s i milares, t a m b i é n pertenecientes a los g é n e r o s teatrales menores, s o n e l a n ó n i m o Entremés

de los títulos

de las comedias i m p r e s o e n Rasgos del

ocio, M a d r i d , 1 6 6 1 ; e l baile de A l o n s o de O l m e d o Títulos

de comedias,

q u e fue estrenado e n 1 6 6 2 ante F e l i p e I V y su mujer, d o n d e se finge u n a especie de c o m p e t e n c i a amorosa, expresada siempre p o r t í t u l o s de

Respecto a la comicidad verbal, ver la introducción de JVlata a El rey don Alfonso o, en este tomo, la de Arellano a La ventura sin buscarla. E n Quevedo no con títulos de comedias, sino con fraséenlas proverbiales y personajillos folclóricos como Calaínos, el rey que rabió, el rey Perico,Villadiego, Juan del Encina, Perico de los palotes, Maricastaña, etc. Cotarelo, Colección, I, p. C X . Antonio Restori recoge precisamente este tipo de obras en uno de sus estudios: Piezas de títulos de comedias. Saggi e documenti inediti o rari del teatro spagnuolo dei secoli xvii e xvm, Messina, 1903. 9

10

11

169

INTRODUCCIÓN

comedias. O t r a p i e z a similar es e l e n t r e m é s de La melancólica, a t r i b u i d o a C a l d e r ó n ; y e l baile El amor buhonero, de F r a n c i s c o de C a s t r o (en Alegría cómica, de 1702), en c u y o baile final p i n t a a u n a d a m a c o n t í tulos de comedias. C o m o era de esperar, e l j u e g o de palabras es a q u í u n c o m p o n e n te esencial. A l g u n o s ejemplos: — ¡Espera, espera, d o n C u a l ! — ¿ Q u é es pera ni q u é manzana? (vv. 1925-26). — E n fin, se te cae el m o c o de amor (vv. 235-36). ... castigando el haberse ido con quien yo no la m a n d é , mano a mano, a pardos picos; y que aqueso de la cura, a otro perro y para higos (vv. 1216-20). Quiero, ya que de triste alegremente muero ( w . 1901-1902). Desto os conozco, mas no sé q u i é n sois, porque conozca lo que debo conocer (vv. 745-47). — ¿Y es cierto? — C o m o dos y dos son cinco (vv. 1239-40). Se a d v e r t i r á n e n los ejemplos citados numerosas variedades de i n geniosidad verbal, desde e l c a l a m b u r d e l p r i m e r o , a los j u e g o s c o n frases hechas, adaptadas literalmente e n ocasiones, o a las expresiones contradictorias, j u e g o s de p o l i p t o t o n , etc. Todas estas piezas s o n u n muestrario a m p l í s i m o e n el que se p u e d e n espigar ejemplos de todas las c a t e g o r í a s de estos j u e g o s . L a parodia d e l lenguaje de los d i á l o g o s amorosos es parte de la c o m i c i d a d verbal de la c o m e d i a : AQUEL

Desde el día que vite y m i r é te ciego q u e d é por ti a nativitate y m i vida q u e d ó tan de remate, que poco le faltó para ser cohete. D e l ángel de tus ojos soy Hamete y de tus bellos ojos soy orate;

170

AMOR,

INGENIO

Y MUJER.

por ti estoy hecho todo ya un tomate, para que tú me comas por sainete... HOLA

Y O , A q u e l m í o , te quiero, y tan quieróte, que te estoy adorando de hito en hito, y cuando miro el dulce garabito de tus ojuelos toda me hago achiote (vv. 1519-36).

E l fragmento c i t a d o pertenece a u n d i á l o g o a m o r o s o entre los dos personajes c o n c e n t r a d o e n este caso e n dos sonetos de rimas b u r l e s cas, o t r o de los recursos frecuentes e n el g é n e r o y e n la p o e s í a b u r lesca. S e r r a l t a

12

recuerda que e n Darlo todo hay u n soneto c o n rimas

burlescas e n - e z , -az, - u z , - i z , - o z , y que en El Comendador de

Ocaña

hay cuatro sonetos de esta clase c o n rimas agudas e n - a l , - e l , - i l , - o l , - u l ; - a n , - e n , - i n , - o n , - u n ; -ar, -er, - i r , - o r , - u r ; - a d , - e d , - i d , - o z (caso de r i m a a p r o x i m a d a ) , - u d . A u n q u e e n la c o m e d i a n o se hace a l u s i ó n alguna a la p r o c e d e n c i a g e o g r á f i c a de los personajes n i a la é p o c a n i lugar en que se desarrolla l a a c c i ó n , q u e d a n lejanos espacios misteriosos y é p o c a s p r e t é r i t a s , pues se h a n esparcido acertadamente lugares o costumbres d e l M a d r i d de l a é p o c a : la calle de la S a r t é n , e n la j o r n a d a p r i m e r a , y e n la seg u n d a e l H o s p i t a l de A t o c h a , los Desamparados y el S o t i l l o . Estas r e ferencias, j u n t o a la cita de u n g r a n n ú m e r o de comedias de la é p o c a , acercan e l texto al p ú b l i c o y p e r m i t e n chistes y disparates e n r e l a c i ó n c o n lugares y sucesos c o n t e m p o r á n e o s . L a m e n c i ó n c o s t u m b r i s t a es, r e c o r d é m o s l o , u n i n g r e d i e n t e b á s i c o de estas comedias, b i e n c o m o s i m ple recurso de c o m i c i d a d familiar para e l espectador, b i e n c o m o e l e m e n t o de r u p t u r a a n a c r ó n i c a y de d e c o r o c o n argumentos de t i p o m á s novelesco o trágico. A u n q u e l a m a y o r í a de los t í t u l o s de las comedias se i n t e g r a n p e r fectamente e n e l texto, he p r e f e r i d o distinguirlos c o n la cursiva y e m p l e a n d o l a m a y ú s c u l a para la i n i c i a l de la p r i m e r a palabra, pues el eje de la c o m e d i a es precisamente e l recurso a este artificio de i n c l u i r m á s de u n centenar de t í t u l o s de otras tales que s u p o n e m o s s e r í a n c o n o cidas p o r e l p ú b l i c o . E l c r i t e r i o que he s e g u i d o para c o m e n t a r cada t í t u l o ha sido f o r zosamente restrictivo dado e l elevado n ú m e r o de los m i s m o s . M e l i m i t o a c o n s i g n a r e l autor o autores, c u a n d o se c o n o c e n , y, e n la m a y o r í a

12

Serralta, 1980, p. 110.

INTRODUCCIÓN

171

de los casos, l a fecha e n q u e l a c o m e d i a se i m p r i m i ó p o r p r i m e r a v e z o la d e l p r i m e r m a n u s c r i t o , q u e s u p o n g o sería cercana a l a r e p r e 13

s e n t a c i ó n y siempre a n t e r i o r a 1 6 6 3 , fecha de p u b l i c a c i ó n de l o s Donaires de Tersícore, o b r a de S u á r e z de D e z a e n l a q u e se i n c l u y e esta c o m e d i a . P i e n s o q u e las comedias citadas h a b r í a n t e n i d o su f o r t u n a entre e l p ú b l i c o y p o r tanto s e r í a n r e c o n o c i d a s al insertarse entre los versos de la c o m e d i a ; éste es u n o de los m o t i v o s p o r los q u e m e c i ñ o a las fechas m á s tempranas de p u b l i c a c i ó n y probable r e p r e s e n t a c i ó n y restrinjo los detalles de algunas sobradamente c o n o c i d a s ( c o m o La vida es sueño, p o r ejemplo). E n ciertos casos c o m e n t o a l g ú n aspecto de i n t e r é s de l a o b r a e n c u e s t i ó n , p o r su r e l a c i ó n c o n e l t e m a o m o t i v o s de nuestra c o m e d i a o p o r otros asuntos significativos. Se pretende, s i m p l e m e n t e , dar n o t i c i a , c o m o p r o b a b l e m e n t e p r e t e n d í a e l p r o p i o V i c e n t e S u á r e z , de t í t u l o s c o n o c i d o s y de seguro o probable é x i t o e n l a é p o c a , así c o m o de los autores m á s aplaudidos cuyas obras se representaron c o n m á s frecuencia, p o r l o q u e se e l u d e n cuestiones i n t r i n c a d a s de a t r i b u c i ó n , historias b i b l i o g r á f i c a s , etc. Para m a y o r facilidad de consulta recojo a c o n t i n u a c i ó n l a lista c o n los t í t u l o s de las comedias q u e h e m o s l o c a l i z a d o citadas e n Amor, ingenio y mujer. A gran daño gran remedio: F r a n c i s c o F e r n á n d e z de Vargas. Abrir el ojo: R o j a s Z o r r i l l a . Agradecer y no amar. C a l d e r ó n . Allá darás rayo: L o p e . Allá se verá o La tía de la menor. M a t o s Fragoso. Amar y no agradecer. F r a n c i s c o Salgado. Amor y obligación: M o r e t o . Antes que todo es mi dama: C a l d e r ó n . Añadir

empeño a empeño: probable t í t u l o n o i d e n t i f i c a d o .

Añasco

el de Talavera: C u b i l l o de A r a g ó n .

Sólo en los casos en que son aceptadas por la crítica indico fechas de composición de las obras en cuestión, por resultar de suma dificultad precisar en este aspecto. M e ha parecido más lógico citar la fecha de impresión —o la que se conozca del manuscrito, en el caso de que exista—, consciente de que es este un trabajo en el que puedo incurrir en errores e imprecisiones dado el elevado n ú mero de títulos que he tenido que anotar con elfinde aportar información orientativa. 13

172

AMOR, Basta intentarlo: F e l i p e

INGENIO

Y MUJER..

Godínez.

Cada uno con su igual: Blas F e r n á n d e z de M e s a . Caer para levantarse o Caer para levantar. M a t o s Fragoso, J e r ó n i m o de C á n c e r y M o r e t o . Casarse por vengarse: R o j a s Z o r r i l l a . Cautela contra cautela: T i r s o de M o l i n a o M i r a de A m e s c u a . Darlo todo y no dar nada: C a l d e r ó n . De un castigo tres venganzas: C a l d e r ó n . mi secretario: p r o b a b l e t í t u l o n o identificado.

Dígalo

Donde hay agravios no hay celos: R o j a s Z o r i l l a . El amor al uso: A n t o n i o de Solís. El amor enamorado: L o p e . El caballero de Olmedo: L o p e . El capitán Belisario o El ejemplo mayor de la desdicha y capitán Belisario: M i r a de A m e s c u a . El casamiento al revés: p r o b a b l e t í t u l o n o identificado. El celoso extremeño: A n t o n i o de C o e l l o . El cura de Madrilejos o El pleito que tuvo el diablo con el cura de Madridejos: R o j a s Z o r r i l l a , L u i s V é l e z de G u e v a r a y M i r a de Amescua. El diablo está en Cantillana: L u i s V é l e z de G u e v a r a . El engaño en la traición: probable t í t u l o n o identificado. El galán enamorado: p r o b a b l e t í t u l o n o identificado. El galán fantasma: C a l d e r ó n . El galán

Gerineldos: probable t í t u l o n o identificado.

El galán sin dama: A n t o n i o H u r t a d o de M e n d o z a . El gallardo catalán: L o p e . El garrote más bien dado o El alcalde de Zalamea: C a l d e r ó n . El Hamete de Toledo: L o p e . El

Hamete de Toledo: L u i s B e l m o n t e y A n t o n i o

M a r t í n e z de

Meneses. El letrado del cielo: J u a n de M a t o s Fragoso y S e b a s t i á n de V i l l a v i c i o s a . El loco cuerdo: J o s é de Valdivielso. El más impropio verdugo o El más impropio verdugo por la más justa venganza: R o j a s Z o r r i l l a . El mayor desengaño: T i r s o . El médico de su honra: L o p e de Vega y C a l d e r ó n de l a B a r c a . El mejor amigo, el muerto (y fortunas de don fuan de Castro): L u i s B e l m o n t e , R o j a s Z o r r i l l a y C a l d e r ó n (?).

INTRODUCCIÓN

173

El mentiroso o La verdad sospechosa: R u i z de A l a r c ó n . El negro valiente en Flandes: A n d r é s de C l a r a m o n t e . El Picarito en España: probable t í t u l o n o i d e n t i f i c a d o . El príncipe

de los montes: J u a n P é r e z de M o n t a l b á n .

El robo de Dina: L o p e . El secreto a voces: C a l d e r ó n . El tribunal del amor, probable t í t u l o n o identificado. El valiente Campuzano: F e r n a n d o de Zarate. Enfermar con el remedio: C a l d e r ó n , L u i s V é l e z de G u e v a r a y J e r ó n i m o de C á n c e r . Entre bobos anda el juego: R o j a s Z o r r i l l a . valiente y discreto: A n t o n i o M i r a de A m e s c u a .

Galán, Háblame

en entrando: T i r s o .

Hasta el fin nadie es dichoso: M o r e t o . La dama boba: L o p e . La dama duende: C a l d e r ó n . La desdicha de la voz: C a l d e r ó n . La dicha del forastero: L o p e . La dicha está en el acaso: probable t í t u l o n o i d e n t i f i c a d o . La discreta enamorada: L o p e . La discreta venganza: L o p e . La fortuna en la desgracia: probable t í t u l o n o i d e n t i f i c a d o . La forzosa retirada: probable t í t u l o n o identificado. La fuerza del ejemplo: probable t í t u l o n o identificado. La fuerza lastimosa: L o p e . La gitanilla: A n t o n i o de Solís. La hija del mesonero o La ilustre fregona: D i e g o

de F i g u e r o a y

Córdoba. La mayor confusión: n o identificada. La mentirosa verdad o El marido de su hermana: J u a n B a u t i s t a de Villegas. La obediencia laureada (y primer Carlos de Hungría): La pérdida

Lope.

de España: J u a n Velasco y G u z m á n .

La perfeta casada o Prudente, sabia y honrada: A l v a r o C u b i l l o de Aragón. La ventura sin buscarla: L o p e . La vida es sueño: C a l d e r ó n . Las manos blancas no ofenden: C a l d e r ó n . Lavar sin sangre una ofensa: R o m á n M o n t e r o de E s p i n o s a .

174

AMOR,

INGENIO

Lo dicho y hecho: A n t o n i o

Y MUJER..

Coello.

Lo que son juicios del Cielo: J u a n P é r e z de M o n t a l b á n . Los amantes de Teruel: T i r s o de M o l i n a , P é r e z de M o n t a l b á n . Los empeños

de un acaso: P e d r o C a l d e r ó n de la Barca.

Los juegos de la aldea: probable t í t u l o n o identificado. Los novios de Hornachuelos: L o p e . Luis Pérez

el gallego: C a l d e r ó n .

Mejor está que estaba: C a l d e r ó n . No hay amigo para amigo: R o j a s Z o r r i l l a . No hay mal que por bien no venga: L u i s V é l e z de G u e v a r a . No hay mal que por bien no venga o Don Domingo de don Blas: J u a n R u i z de A l a r c ó n . No hay que fiar en mujeres: probable t í t u l o n o identificado. No hay que ser padre siendo rey: R o j a s Z o r r i l l a . No hay vida como la honra: P é r e z de M o n t a l b á n . No puede ser (el guardar una mujer): M o r e t o . Obligados y ofendidos (y gorrón de Salamanca): R o j a s Z o r r i l l a . Ofender con las finezas: J e r ó n i m o de V i l l a i z á n . Oponerse a las estrellas: p o r tres i n g e n i o s , J u a n de M a t o s Fragoso, A n t o n i o M a r t í n e z de M e n e s e s y A g u s t í n

Moreto.

Peligrar en los remedios: F r a n c i s c o R o j a s Z o r r i l l a . Peor es hurgallo: A n t o n i o de C o e l l o . Peor está que estaba: C a l d e r ó n . Primero soy yo: C a l d e r ó n . Quien calla otorga:Tirso de M o l i n a . Quien habló, pagó: T i r s o de M o l i n a . Saber del mal y del bien: C a l d e r ó n . San Caetano: q u i z á San Cayetano de Thiene y crédito en la Providencia, anónima. Santa Taez: F e r n a n d o de Z á r a t e . Sin honra no hay amistad: R o j a s Z o r r i l l a . También

hay duelo en las damas: C a l d e r ó n .

Trampa adelante: M o r e t o . Venga lo que viniere: J e r ó n i m o de V i l l a i z á n . Vengarse con agua y fuego, Vengarse en fuego y en agua o A secreto agravio, secreta venganza: C a l d e r ó n .

NOTA

TEXTUAL

S ó l o c o n s e r v a m o s dos t e s t i m o n i o s de esta c o m e d i a , q u e he m a n e j a d o para la e d i c i ó n . H e t o m a d o c o m o t e x t o base el de Donaires de Tersícore ( D T ) , de 1 6 6 3 ; el otro t e s t i m o n i o , c e r c a n o a l a é p o c a , es e l 14

m a n u s c r i t o al que he designado c o n l a abreviatura B , d e l siglo x v m ; e n esencia, se trata de u n a c o p i a de D T , a u n q u e c o r r i g e algunas p a labras y aporta alguna i n n o v a c i ó n . N o hay e d i c i o n e s m o d e r n a s de la o b r a n i estudios dedicados a ella. L o s datos c o m p l e t o s de los t e s t i m o nios son: DT

Amor, ingenio y mujer en la discreta venganza, comedia famosa, entre burlas y veras, de títulos de comedias, e n Parte Primera de los Donaires de Tersícore, M a d r i d , M e l c h o r

Sánchez,

1663, fols. 1 9 6 r - 2 1 6 r . M a n e j o e l ejemplar de l a B N M , R / 17.943. B

Comedia burlesca intitulada Amor, ingenio y mujer en la discreta venganza, 64 h h . , e n 4 . ° , letra d e l siglo x v m , e n la B N M , ms. 1 4 . 8 5 8 . N o hay, p o r l o tanto, aparato de variantes d i g n o de tal n o m b r e .

R e c o j o , p o r dar e l p a n o r a m a c o m p l e t o , la lista de diferencias q u e e l m a n u s c r i t o establece sobre su m o d e l o , p o r si resultan ú t i l e s para u n p o s t e r i o r análisis de la r e c e p c i ó n de estas c o m e d i a s . LISTA DE VARIANTES

Título

C o m e d i a burlesca i n t i t u l a d a A m o r , i n g e n i o y m u j e r e n l a discreta venganza B

Este volumen recopila prácticamente toda la producción dramática de V i cente Suárez de Deza y fue publicado en vida del autor, probablemente bajo su cuidado; fr. Amantes de Teruel. 1 4

176

AMOR,

INGENIO

Y MUJER.

Personajes D o n Tal] D o n T a l , g a l á n B ; D o n C u a l ] D o n C u a l , g a l á n B ; M ú s i c a ] om. B J o r n a d a p r i m e r a , ] añ. B Sale] Salen B 4 12 acot.

horrible] terrible B P. o. 1. Saca u n reloj r i d í c u l o y l o m i r a .

28 30 37 38

el] om. B que] om. B cuando] o cuando B y] o B

39 43 69 81 84 104 112 114 117

agora] ahora B de] om. B he] es B y] om. B yelo] h i e l o B ; a d o p t i v o ] a d o c t i v o B fue t o d o ] t o d o fue B s i n o esto, estotro y aquello] n i esto, n i estotro n i a q u e l l o B no]loB ni]yB

143

aunque] y a u n q u e B

152

i r a cogerle] irle a c o g e r B

189 198 205 213 216 235 254 255 265 274 284 2 9 6 acot. 316 328

efeto] efecto B ya] y B e n a m o r a d o ] afortunado B Picarito] Picarillo B H a m e t e ] amante B se te] te se B honrosa] h e r m o s a B de hermosa] y m o c o s a B encomiéndateme] encomiéndate B deberé] dejaré B cairá] c a e r á B Sale] Salen B om. B A p a r t e om. D T

330 369 372 410 4 1 0 acot. 438

aquesto] q u e aquesto B serás] será B saques] saque B traes] haces B criada] om. B Flandre] Flandes B

446

se] om. B

NOTA TEXTUAL 448 acot. 461 462 467

D e n t r o . ] añ. B tu] m i B se nos] n o se B columbina] culumbina B

469 470 4 7 0 acot.

une] u n i B verla la] verla y la B caja] caja e n e l suelo B

471 478 acot. 4 8 0 acot. 489 504 505 512

y] om. B vestuario] vestido B A p a r t e om. D T esa] ese B ¡Ira de D i o s ! ] om. B ¡San C o s m e ! ] om. B ; N i c o d e m u s ] N i c o d e m o B

521 524 534 acot.

yo] om. B ya] om. B grande] grande aprieto B salen] sale D T , B

555 559

quies] quieres B

559 acot.

c o n cuidado] om. B embestir] embestir a d o n T a l B

563 acot.

t o m e . . . otri] t o m i . . . otro B

567

Flandes] Flades D T

588 619

ascuras] a oscuras B

622 628 662 672 688 692 701 714 734 737 740-741 755 767 772 773 778-779 794 818

agora] ahora B de c o m e d i a ] de la c o m e d i a B H o l a ] om. D T ; c o n u n candil,] añ. B ellos] ello B cautela.. .cautela] cautelas, cautelas B Miraldo] Miradlo B estorban] i m p o r t a n B ya] om. B bolsa] bota B hacen] m e hace B adonde] d ó n d e B om. B presumpción] presunción B a g ü e l a ] abuela B generacio] g e n e r a c i ó n B pluviera] p l u g u i e r a B pues] om. B logra] goza B virtuosa] v i c t o r i o s a B

177

178 819

AMOR,

826 830

viejo] bajo B alcorza] alcora B propia] sola B

INGENIO

Y MUJER.

834

ponzoña] zampoña B

845 877 893 911

vos i n g e n i o ] dos i n g e n i o s B perfeta] perfecta B h a c é i s ] haces B

912 922

efeto] efecto B parecen] parece B

938 9 4 4 acot. 945 9 4 6 acot.

a d b i t r i o ] a r b i t r i o B ; a ti] o sí B Hola] H o l a con manto B señor] señora D T

961 986

P u e s escuche] om. B quies] quieres B Déjeme] Déjame B P.o.l. l o d i r é , d e s p u é s usted B ahí] a q u í B

987 992 1002 1009 1013 1022 1027 1043 1046 1047 1068 1087 1088

e f e t ú e ] ejecute B

om. B ; Q u i e r o o í r l o ] om. B

pregonando] preguntando B editos, p o r ] edictos y B efeto] efecto B efeto] efecto B m a l lograrse] malograrse B mal logrado] malogrado B tu a t r e v i m i e n t o ] t o d o tu i n t e n t o B lo acordaré] acobardaré B Dile] D i l o B

matando] m a n t a n d o B 1 0 8 8 acot. los dos,] añ. B 1097 obsequias] exequias B 1123 ay] om. B 1126 cielos] c i e l o B 1132 acot. c o n manto,] om. B 1141 s o ñ a n d o ] sordo B 1142 decid] d e c i d pues B 1150 Y cuyo ] D e quién B 1161 de la] d e l B 1167 enfrente] frente B 1197 d o ñ a ] om. B 1227 este] ese B 1231 D o n Fulano ] D o n Tal D T , B

NOTA TEXTUAL 1252 1255 1256 1257 1258 1260

en] c o n D T D o n C u a l ] D o n F u l a n o B ; Vamos] om. B A p a r t e om. B D o n Fulano] D o n C u a l B ; H o n o r ] A m o r B D o n C u a l ] om. B he] om. D T ; esperado] esperando B

1261 1273 1276 1279 1294

gazapo] u n gazapo B sentiría] n o s e n t i r í a B habérmele] habérmela B tosco] fresco B ; yo] m e B entretanto] e n el c a m p o B

1296 efeto] fue que B 1297 trujo] trajo B 1319 acot. Sale] Salen B 1322 asno] ganso B 1328 a h í ] allí B 1361 Echase] añ. B 1365 allí] allá B 1370 dejalda] dejarla B 1371 entretanto] tres a ñ o s B 1385 amistad] v a l e n t í a B 1399-1400om. B 1417 Pues] Q u e B 1447 A p a r t e om. D T 1470 vengaré] yo vengaré B 1474 peor] m e j o r B 1475 L e v á n t a s e , ] añ. B 1482 hados] dos B 1492 acot. Sale] Salen B ; luz] u n c a n d i l e n c e n d i d o B 1493 bufete] u n clavo B ; bella] om. B 1494 acot. C u é l g a l a B 1503 sintamos] si n o t a m o s B 1524 que se] que m á s se B 1525 en] om. B ; que m i r é t e ] te m i r é t e B 1529 tus] los B 1535 paleta] p e l o t a B 1552 ote] te 1552 acot. c o n ] de B 1595 1605

t u tristeza] tus tristezas B eso] esto B

1610 1620

cuclillas] cluclillas B tan] om. B

180

AMOR,

INGENIO

Y MUJER.

1626 1632 1633

Zutanica] Zutanita B tu] ya B y agora] q u e agora B

1634

P.o.l. B n o hay u n cuarto, vete aprisa / que m e i m p o r t a a mí. quies q u e la] quieres l o B dada] dado D T

1638 1655

1661 acot. P.o.l. B H a c e que va a irse d o n T a l y topa c o n d o n F u l a n o q u e va a entrar. 1669 avisarme] avisará B 1 6 7 5 acot. A p a r t e om. B 1681 sino] si n o es B 1702 n o ] om. B 1709

Recibiste] Recibistes B

1710 1730 1752 1758 1773 1778 1794 1791 1810 1830 1833

traíste] trais B querría] quería B A p a r t e om. B sale] salen B servirte] subirte B voy] llego B a obscuro B Turbada] om. B y ] om. B om. B A p a r t e om. B;Vanse] Vanse u n o tras de otro B ; P.o.l. B Sale d o n C u a l p o r u n lado y p o r otro d o n Fulano. el] d e l B primero medio] primer remedio B s ó l o ] om. B om. B nuestra c u c a ñ a ] nuestro ¿ c u ñ a d o ? B c a n t a n d o la m ú s i c a a la salida la copla] y canta la m ú s i c a la c o p l a que sigue B hacia] hasta B nos] n o B

acot. acot

acot.

acot.

1836 1853 1860 1871-74 1887 1 8 9 0 acot. 1900 1914

1 9 1 4 acot. Vanse] L l é v a l e de la m a n o H o l a a d o n C u a l y vanse B 1915 1920

g r i e g o s , repite] cielos, repita B es] om. B

1 9 3 0 acot. Z u t a n a ] om. B 1934 aguarda] y calla B 1 9 3 7 acot. S o ñ a n d o , ] añ. B 1940 q u e tardas] y tardas B

NOTA TEXTUAL

181

si] y si B 1941 1949 acot. S o ñ a n d o ] añ. B H o l a ] om. B 1965 sacad] saca B 1966 1982 acot. V u é l v e n s e a esconder] E s c ó n d e n s e B está] anda B 1984 1984 acot. c o n espada] c o n la espada desenvainada B ; hachas] dos c a n diles e n c e n d i d o s B adonde] d ó n d e B

2000 2005 2012 2016 2018 2022 2022

acot. acot. acot acot acot

A p a r t e ] om. B Aparte] A l p a ñ o B A p a r t e ] añ. B A p a r t e ] añ. B A l p a ñ o ] añ. B Aquel] D o n Tal D T

d i que] de a q u í B 2024 2 0 2 4 acot. Salen] Salen los dos B eso] asco B 2025 q u e j é i s ] quejarais B 2035 la cera] el aceite B 2047 se d e r r i t e n las hachas] las ¿ . . . ? se acaban 2048 P . o . l . B el gasto de luces tantas. 2050 a q u í ] om. B ; acaba] se acaba B 2054 agora] ahora B 2059 2067 para] p o r B 2 0 7 2 acot. R i ñ e n d o ] Sacan las espadas y h a c e n q u e r i ñ e n B Zutana] D o n C u a l D T 2087 y así] ea 2093 D o n Fulano] D o n Tal D T 2099 aceto] acepto B 2100 2111 os] te B D e S u á r e z . E s c r i t o e n t í t u l o s de c o m e d i a s , añ. B A fin

SINOPSIS

MÉTRICA

Jornada I Versos

Forma métrica

1- 4 0

Redondillas

41-220

Romance é o

221-296

Redondillas

297-534

Romance á e

238

535-686

Romance é a

152

Total

Núm. de versos 40 180 76

686

J o r n a d a II Versos

Forma métrica

687-944

Romance ó a

Núm. de versos 258

945-1092

Redondillas

148

1093-1132

Décimas

40

1133-1258

Romance í o

126

1259-1492

Romance á o

234

Total

806

J o r n a d a III Versos

Forma métrica

1493-1524

Süva

32

1525-1552

Sonetos (dos)

28

1553-1560

Silva

8

1561-1758

Romance í a

198

1759-1890

Redondillas

132

1891-1894

Romance á a

4

1895-1914

Silva

20

1915-2126

Romance á a

212

Total

Núm. de versos

634

184

AMOR, Formas

INGENIO

Y MUJER.

Jorn.I

Jörn.II

Jorn.III

Romance

570

618

414

Redondillas

1602

116

148

132

396

métricas

Silva Décimas



— 40

60

Total

60



40

28

28





Jörn. I

Jörn. II

Jörn. III

Romance

83,09

76,68

Redondillas

65,30

16,91

75,35

18,36

20,82

18,62

Soneto

Porcentajes

Silva Décimas Soneto

— — —

— — —

Total

9,46

2,82

4,96

1,89

4,42

1,32

AMOR, EN

INGENIO

Y

LA DISCRETA

MUJER, VENGANZA

C o m e d i a famosa, entre burlas y veras, de t í t u l o s de c o m e d i a s

Personas q u e hablan e n ella: Don Tal. Don Cual. Don Fulano, barba. Música. Doña

Zutana, dama.

Hola, criada. Aquel, criado.

[PRIMERA

JORNADA]

Sale don Tal y Aquel, de noche. D O N TAL

¡Opaca noche!

AQUEL

¡Terrible!

Lista de personajes: Hola: expresión para llamar a los criados, que chistosamente se aplica aquí como nombre de la criada; cfr. La ventura sin buscarla, nota al v. 316; barba: actor-personaje de papeles de hombre maduro, generalmente los padres de las damas de las comedias. E l extremo con matiz más ridículo es el vejete. Acot. de noche: vestidos de noche; por la noche el vestido era difrente y en las comedias el vestuario tiene, entre otras, las funciones de marcar el momento de la acción. E l traje de noche era más vistoso; cfr. Suárez de Figueroa, El pasajero, I, pp. 259-60: «No es posible excusar las rondas, porque fuera de ser las horas de la noche dispuestas para gozar las galas que se prohiben en las de día, se ofrecen varias ocasiones de recreo»;Tirso de Molina, Celos con celos se curan, ed. Oteiza, 1996, p. 220: «Sale César galán, como de noche». La forma en singular «Sale» en las acotaciones del Siglo de Oro es usual, aun cuando se refiera a la salida de varios personajes.

186 D O N TAL

AMOR,

INGENIO

Y MUJER..

Oponerse a las estrellas es e l c o n t e m p l a r e n ellas.

AQUEL

¡ Q u e o b s c u r i d a d tan h o r r i b l e !

D O N TAL

¿Las c u á n t a s son?

AQUEL

Si serán...

D O N TAL

¿ Y h a b r á n dado ya?

AQUEL

D O N TAL AQUEL

E S constante.

E S O es c o n Trampa adelante. Pues si n o h a n dado, d a r á n ; mas ya d i e r o n y b i e n dadas...

D O N TAL

N O las o y ó m i a r r e b o l .

AQUEL

Pues saca el reloj de sol, que e n él las verás clavadas.

10

Sácale y mira.

v. 2 Oponerse a las estrellas: comedia escrita en colaboración por tres ingenios: Juan de Matos Fragoso, uno de los poetas cómicos más aficionados a escribir en colaboración, que se ocupó de la primera jornada; Antonio Martínez de Meneses, que redactó la segunda, y Agustín Moreto, que se ocupó de la tercera jornada. Esta comedia se publicó en la Quinta parte de comedias escogidas de los mejores ingenios de España, Madrid, Pablo de Val, 1653. v. 6 constante: término empleado en el sentido de 'constar'; cfr. Amantes de Teruel, v. 2002. v. 7 Trampa adelante: comedia de capa y espada de Moreto, incluida en la Primera parte de las comedias de don Agustín Moreto, Madrid, Diego Díaz de la Carrera, 1654. Se conserva en la B N M un manuscrito de la obra de 1669. v. 10 arrebol: lo mismo que rubor, «el color que se pone la mujer en el rostro, llamado así por ser de color encarnado y por el efecto que hace» (Aut). Además de resultar cómico que un hombre tuviera arrebol, la relación absurda de efectos sensoriales era típica de las comedias burlescas. v. 11 reloj de sol: «Es el que se dibuja en cualquiera superficie, describiendo unas líneas que representan los círculos horarios, en que toca el sol en el discurso del día: y por medio de un estilo o gnomon, que hace sombra en ellos, se conoce la hora que es» (Aut). Es una incongruencia aquí mirar la hora en un reloj de sol, puesto que es de noche. v. 12 clavadas: «Venir clavado o estar clavado. Se dice también de lo que está fijo en alguna parte, como el reloj está clavado a las doce» (Aut).

TEXTO DE LA COMEDIA D O N TAL

D i c e s b i e n , y la h o r a es que he

menester... ¿ D ó n d e vas?

AQUEL D O N TAL

187

E s c ú c h a m e y l o sabrás

15

de la cabeza a los pies. AQUEL

O i r é por curiosidad.

D O N TAL

Pues atiende.

AQUEL D O N

TAL

E n eso estoy. T ú ya sabes que y o soy p o b r e de s o l e m n i d a d .

AQUEL

20

E s o b i e n l o sabe D i o s y nuestro v i t a l estambre, pues a n o m o r i r n o s de h a m b r e p e r e c i é r a m o s los d o s . . .

D O N TAL

Sabes c ó m o estamos l l e n o s

25

de deudas y o b l i g a c i o n e s . AQUEL

Y a y o sé de tus raciones l o que es el servir a b u e n o s . . .

D O N TAL

¿Sabes que d o n T a l m e l l a m o ?

AQUEL

C o m o sé que soy A q u e l .

D O N TAL

¿Sabes que soy cascabel?

AQUEL

C o m o sé que eres m i a m o .

D O N TAL

¿ Y sabes más?

AQUEL

30

N o , señor, p o r q u e esto l o que sé es.

v. 20 pobre de solemnidad: «Se llama el que padece total necesidad y pobreza, por la que se ve obligado a pedir limosna para mantenerse. Pudo haberse dicho porque por lo regular concurren semejantes pobres a las solemnidades o fiestas» (Aut). v. 22 vital estambre: 'estambre de la vida'; «poéticamente se entiende el curso mismo del vivir, la misma vida y el ser vital del hombre» (Aut). Sin duda provocaría comicidad en el público oír de labios del gracioso tales poéticos conceptos. v. 27 ración: «La parte que se da a cada uno de los criados por cada día» (Cov.). v. 31 cascabel: 'insensato, sin juicio'; ver La ventura sin buscarla, nota al v. 211.

188 DON

AMOR, TAL

INGENIO

Y MUJER.

Pues n o sabes nada, pues

35

n o sabes que t e n g o a m o r . . . AQUEL

¿ A m o r tienes? ¿ C ó m o ?

¿Cuándo?

¿ Y q u i é n es la pecadora? DON

TAL

AQUEL DON

TAL

D e m í l o sabrás agora. Pues d i l o . V e l o escuchando.

40

U n d í a p i e n s o que h a b r á , A q u e l , p o c o m á s o menos, que a t o m a r e l s o l de h o g a ñ o , c o m o dijo a q u e l discreto, b a j é al s e ñ o r M a n z a n a r e s ,

45

aqueste p o b r e a r r o y u e l o , tan a p r e n d i z de otros

ríos,

tan m e n g u a d o y tan soberbio, que a u n q u e todos le d a n vaya,

v. 43 hogaño: «Lo mismo que este año presente» (Cov.). Pero se trata de una alusión a un romance de Góngora (que es el discreto a que se refiere en el verso siguiente): «Saliéndome estotro día, / candidísimo lector, / a tomar el sol (que hogaño / se usa tomar hasta el sol)» (Romances, II, p. 244). Agradezco esta referencia a Ignacio Arellano. vv. 45-47 Manzanares ... aprendiz de otrosríos:alusión a los conocidos versos de Quevedo: «Manzanares, Manzanares, / arroyo, aprendiz de río, / platicante de Jarama, / buena pesca de maridos / [...] muy hético de corriente, / muy angosto y muy roído, / con dos charcos por muletas / en pie se levantó y dijo...». (PO, n ú m . 719, w . 1 y ss.). E n su escasez de aguas, su ambiente festivo, etc. encontraron varios escritores de diferentes épocas una fuente de inspiración. Ver Fradejas, 1992, pp. 49-110, quien recoge entre otros testimonios los de Lope, Santiago el Verde: «Manzanares claro, / río pequeño, / por faltarle el agua / corre con fuego»; Tirso, Cigarrales de Toledo: «Manzanares soy tan pobre /que para pagar mi censo / una mohatra de agua / de la fuente tomar quiero»; Castillo Solórzano, Tiempo de regocijo: «Aquel átomo de río, / encogido y pasicorto, / almacén de tantas ranas / entre el cielo pecinoso, / aquel pobre vergonzante / con menos caudal que toldo» (cits. por Fradejas, 1992, pp. 53-5). E l mismo Suárez de Deza escribió una mojiganga sobre el ambiente del río durante las fiestas de Santa Ana, entonces patrona de Madrid: Lo que pasa en el río de Madrid en el mes de Julio. Para su edición, cfr. El teatro breve de Vicente Suárez de Deza y Herrero, 1963, pp. 379-99. v. 49 dar vaya: «Burlar de alguno» (Cov.). Pero juega con el sentido de 'marche, corra', cosa que no puede hacer porque no tiene agua para correr. Y en co-

TEXTO DE LA COMEDIA j a m á s se ha c o r r i d o d e l l o ;

189 50

río, en fin, tan miserable, que de v e r a n o y i v i e r n o , si n o s o n migas calientes, n o entra otra cosa e n su c u e r p o . M a n z a n a r e s , pues, tan c o r t o ,

55

M a n z a n a r e s , pues, tan seco, y tan p o b r e c o m o y o , que es t o d o e n c a r e c i m i e n t o . . . D i r á s , claro está, entre ti que q u é tiene q u e v e r esto

60

c o n m i a m o r , y dirás b i e n , si acaso l o dices; p e r o esto n o sirve de m á s que de hacer la c a m a al c u e n t o , y así, pasando adelante,

65

a l o que i m p o r t a voy, puesto

rrer juega con el sentido de correrse 'avergonzarse', que es el que corresponde a dar vaya 'hacer burla'. Cfr. Quijote, I, 2: «No pudieron tener la risa, y fue de manera que don Quijote vino a correrse»; Quevedo, P Q n ú m . 545, w . 9-10: «¿Que no te agotes tú, que no te corras, / bufonazo de fábulas y chistes?»; Sueños, p. 147: «Acabó esto con una gran risada; corrióse m i bueno de conjurador y determinóse a enmudecerle»; y para juegos de palabras como el anotado, Monteser, Caballero de Olmedo, vv. 1383-84: «—Aquí los corren muy bien [a los toros]. / — ¿ C ó m o ? —Danles mucha vaya». v. 53 migas calientes: las migas son «cierta especie de manjar, que se hace de pan desmenuzado, reahogado con algunos ingredientes. La gente rústica le usa con aceite o sebo, ajos y pimiento; y también se hace con manteca, torreznos, miel y huevos, y uno y otro se deja estar al fuego hasta que se consume la humedad y quedan separadas las partes» (Aut). Es plato rústico. Lo que interesa sobre todo es el juego con el lugar llamado Migas Calientes, soto cercano a Madrid, que se menciona también en una carta burlesca de El hermano, acot. tras v. 1000: «Los alcaldes del Horcajo y Migas Callentes mandamos que luego que esto se os sea entregado, le recibáis como oro molido. Dada en Argel, por mayo de trepar, año de veinte de bolos. Los alcaldes. Por su mandado, Mamacallos».Ver Herrero, 1963, p. 226. v. 64 hacer la cama al cuento: Hacerle la cama a alguno o a alguna cosa «vale lo mismo que preparar y disponer de antemano lo conducente al fin que se pretende, antes de ponerlo en ejecución» (Aut), en este caso el cuento, la historia que se va a narrar.

190

AMOR,

INGENIO

Y MUJER.

que para representarlo tengo y a e l tablado h e c h o . Iba y o ( a q u í he

menester

que estés c o n o í d o atento,

70

p o r q u e es m u y para escuchado l o que para o í d o es b u e n o ) , iba yo en u n animal, o él i b a e n m í , que es l o m e s m o , supuesto que e l u n o al otro

75

nos l l e v á b a m o s d e l freno. E r a , p o r l o m u í a , bestia, cabos blancos, cascos negros, anca c o r t a , g r a n cabeza, larga oreja y g r a n pescuezo;

80

y, e n fin, e n t o d o y p o r t o d o , tan c u a d r ú p e d o esqueleto, que todos d e c í a n que era h i j o a d o p t i v o d e l yelo, tan b r i o s o , tan b i z a r r o ,

85

tan gallardo y tan discreto, que t o d o l o que n o andaba de n o i r h e r r a d o era, siendo el y e r r o de n o acertar para m í e l m a y o r acierto,

90

vv. 67-68 para representarlo / tengo el tablado ya hecho: referencia metateatral. v. 76 nos llevábamos del freno: el freno es «el bocado de hierro que se pone en la boca al caballo o muía o bestia caballar, para regirle y gobernarle» (Cov.). Lo que es ridículo es que mutuamente se «lleven del freno» la muía y don Tal. v. 78 cabos: «En los caballos y yeguas se entienden los pies, el hocico y la crin de cualquiera color» (Aut); cascos: «En las bestias caballares es la uña del pie y de la mano, que se corta y alisa para sentar la herradura» (Aut). La descripción burlesca de una muía, un caballo, etc. que se lleva a cabo en los w . 77 y ss. recuerda otras similares en comedias del género, que parodian a su vez motivos frecuentes en las comedias normales: cfr. Mocedades del Cid, III, w . 289-95: «ancha de orejas, que la flema aborta, / larga de cuello, de cabeza vana, / alta de brazos y de piernas corta, / de ancas chupada, la cola rabicana, / tan feroz que por más que se reporta / con los pies el arena sacudía / y con las manos no sé qué se hacía». v. 88 herrado: juego de palabras de doble sentido; herrado 'con herraduras' y errado 'equivocado', en relación con el verso siguiente.

TEXTO DE LA COMEDIA

191

pues el dejar de moverse era p o r Dar tiempo al tiempo de gozar de u n a h e r m o s u r a que, e n u n encerado l e c h o , para dar envidia al aire

95

iba b a m b o l e a n d o e l fuego. A q u í fue, pues, d o n d e el alma se d i v o r c i ó c o n e l c u e r p o y l o de c u á n t a s son c i n c o las potencias n o s u p i e r o n ,

100

p o r q u e verla y quedar m u d o , c o n t e m p l a r l a y quedar tuerto, dejar el a l m a de ser m í a , en fin, fue t o d o a u n t i e m p o ; mas para que m e j o r puedas

105

de e n a m o r a d o y de c i e g o d i s c u l p a r m e , e n su retrato verás si disculpa tengo. S u frente, pues, n o era frente, n i su cabello, cabello,

110

v. 92 Dar tiempo al tiempo: comedia de capa y espada de Calderón. v. 94 encerado lecho: teniendo en cuenta que relata una salida al Manzanares en la que él va caballero en una muía (animal grotesco para ir montado en él a una salida de galanterías y paseos; en el v. 151 dirá que va montado en un asno), la dama debe de ir en un coche (es otro motivo frecuente). E l «encerado lecho» es metáfora sin duda por el coche, cuyas cortinas iban enceradas para impedir el paso del agua; otro juego estribado en este rasgo se documenta en Céfalo y Pocris, donde las cortinas de un coche se pueden apagar como velas (tienen cera), aunque no lo sean: «En vano por salir a tierra anhelas, / que apaga las cortinas, sin ser velas, / el aire en travesía» (w. 29-31). Así se entiende también lo del bamboleo o movimiento^e^o es metáfora por'dama que provoca al amor, simbolizado por el fuego'. w . 99-100: y lo de cuántas son cinco / las potencias no supieron: alusión al dicho no sabe cuántas son cinco, empleado «por no saber; lo contrario es: yo bien sé cuántas son cinco» (Correas, p. 620). Cfr. Amantes de Teruel, nota al v. 112. v. 100 potencias: las tres potencias del alma, que, según división tradicional, son entendimiento, memoria y voluntad. Se parodian en estos versos las expresiones grandilocuentes de las comedias en torno al enamoramiento, la enajenación de las potencias y sentidos al ver a la persona amada, etc. w . 109-36 Suárez de Deza parodia los tópicos de las manidas descripciones de los rasgos físicos de una mujer —descriptio puellae—; se pone en solfa la compa-

192

AMOR,

INGENIO

Y

MUJER..

n i sus cejas eran cejas, sino esto, estotro y aquello. S u n a r i z n o era n a r i z , n i n o dejaba de serlo, c o n q u e era l o q u e n o era,

115

siendo n a r i z y n o siendo. Sus mejillas n o eran rosas, n i a u n mejillas eran m e n o s , sino dos carrillos d o n d e eran sus ojos calderos.

120

S u b o c a n o era clavel p a r t i d o , n i los e x t r e m o s de sus dientes perlas, sino caja de dientes de hueso. S u garganta era garganta,

125

mas su c u e l l o n o era c u e l l o , sino v a l o n a que daba

ración de las mejillas con rosas, la boca con un clavel, los dientes con perlas, las manos con el papel, etc. Las descripciones de la dama en otras comedias burlescas presentan un estilo parecido; cfr. Baldovinos, vv. 39-52: «Este tal tenía una hija / hermosa como m i l oros, / porque además de tener / unos cabellos muy rojos, / que traía en vivas llamas / condenado sobre el moño, / en su hermosísimo cuerpo / tenía dos o tres ojos, / que le servían de manos / para tentar al demonio. / Era su virtud tan grande / y le sobraba de modo / que se puso a mondonguera / para partirla con todos»; Comendador, w . 86-87: «Es bellísima muchacha, / corcovada, coja y nacha»; etc. v. 112 sino esto, estotro y aquello: la acumulación de pronombres imprecisos es un recurso de comicidad, al que también se acude en Amantes de Teruel, w . 1011¬ 14: «Quien me viere andar en esto, / quien me viere hacer estotro / quien me mirare en el potro / desto y el otro y aquesto»; Caballero de Olmedo, w . 463-64: «y así estoy aquí y allí, / por esto, estotro y aquello»; Hamete de Toledo, w . 1278¬ 79: «—¿Por qué razón? / —Por esto, estotro y aquello», con fórmula similar. v. 119 carrillos: además de 'mejillas', el carrillo era una garrucha o polea; se solía llamar así «a la que se pone para sacar agua de los pozos» (Aut). Este significado se relaciona con el término calderos, con los que se sacaba agua de los pozos. Cfr. Lanini, Darlo todo, w . 1801-1802: «¿Y son aquellos carrillos / de los pozos de la nieve?»; la dilogía es similar. v. 127 valona: «Adorno que se ponía al cuello, por lo regular unido al cabezón de la camisa, el cual consistía en una tira angosta de lienzo fino, que caía sobre la espalda y los hombros; y por la parte de adelante era larga hasta la mitad del pecho» (Aut).

TEXTO DE LA COMEDIA

193

vueltas a m i p e n s a m i e n t o . E r a l a c i n t u r a suya tan d e s c o n f o r m e d e l c u e r p o ,

130

que ella al e x t r e m o llegaba y él pasaba d e l e x t r e m o . D o s m a n o s de p a p e l eran sus m a n o s , a d v i r t i e n d o que n o t e n í a m á s de

135

cada m a n o c i n c o pliegos. Salió d e l c o c h e a t o m a r p o s e s i ó n e l p i e d e l suelo y d o n d e s e m b r ó la planta el c o r d o b á n fue c r e c i e n d o .

140

V o l v i ó a colocarse, e n fin, en él, d e s p u é s de a l g ú n t i e m p o , a u n q u e c o r t o para m í , que p e r m i t i ó su recreo, y al querer v o l v e r a entrar

145

( a q u í , A q u e l m í o , fue ello), p o r d e s c u i d o o advertencia,

v. 136 cada mano cinco pliegos: expresión que tomada en sentido literal se refiere a los dedos de la mano, pues pliego era lo mismo que «dobladura o pliegue» (Aut), y, en efecto, la mano tiene cinco. Pero, en relación con la frase «dos manos de papel eran / sus manos» (vv. 133-34), pliego tendría también el sentido de «porción o pieza de papel que se fabrica de una vez en el molde» (Aut) y mano «una de las partes en que se divide la resma de papel, que contiene veinte y cinco pliegos» (Aut). w . 139-140 y donde sembró la planta / el cordobán fue creciendo: se juega con el doble sentido de planta, como pie y como vegetal. Cfr. Bodas de Orlando, w . 707¬ 10: «Guárdate de m i enemigo, / que presto a mis plantas puestas / he de ver m u chas banastas / de repollo y berenjenas»; Mocedades del Cid, III, w . 46-49: «Hoy, Valencia, mis banderas / pondré sobre tus murallas, / y tus rebeldes jazmines / he de poner a mis plantas»; Darlo todo, vv. 1857-58: «Aquí está, dame a besar / las plantas de regadío». Respecto a cordobán, es el cuero del que se hace el zapato: al sembrar la planta (del pie) según esta lógica de las comedias burlescas es de esperar que crezca el cordobán. Es parodia del tópico petrarquesco de la dama que hace crecer las flores a su paso. v. 146 aquí ...fue ello: como «Aquí fue Troya» y otras expresiones semejantes que trae Correas: 'aquí se produjo un caso extraordinario'. Comp. Quiñones de Benavente, El abadejillo, v. 176: «A mí se encara; aquí es ello».

194

AMOR,

INGENIO

Y

MUJER.

si n o fue t o d o , u n p a ñ u e l o se le c a y ó de la m a n g a , b l a n c o , si para m í negro.

150

E c h e m e d e l asno aprisa, y al i r a cogerle v e o que m e g a n ó p o r la m a n o o t r o q u e l l e g ó m á s presto. Saco la espada, y entonces

155

el acicalado acero saca t a m b i é n , p e r o y o , al fin, c o m o tan atento, e c h é a correr, p o r q u e hay lances, c o n f o r m e a la l e y d e l d u e l o ,

160

e n que, p o r evitar d a ñ o s , es v a l o r e l tener m i e d o , y e n los lances d e l a m o r Añadir

empeño a empeño;

y fuera, e n fin, sobre t o d o ,

165

Peligrar en los remedios,

v. 153 ganó por la mano: expresión del ámbito naipesco; gana por la mano el que gana en función de ser el primero enjugar un lance; esto es 'se me adelantó'; cfr. Amantes de Teruel, nota al v. 471. v. 156 acicalado acero: acicalar es «Limpiar, bruñir y afilar las espadas, cuchillos y otras armas de filo y punta» (Aut). v. 159 eché a correr, el valor hasta la muerte, propio de los galanes de nuestras comedias áureas, es aquí parodiado y, para más burla, don Tal justifica su cobardía en los siguientes versos, afirmando que «es valor el tener miedo», «conforme a la ley del duelo». E n Bodas de Orlando, cuando comienza un «apretado duelo», es esta la reacción de algunos contrincantes: «Riñen y Astolfo se retira y se esconde detrás de las damas, y el Emperador se esconde detrás del paño, y todos se pan entrando» (v. 588 acot.); Caballero de Olmedo, w . 728-30:«—Cansado estoy de reñir. / —Decís bien; yo quiero huir, / por variar y no cansaros». v. 160 ley del duelo: «Máximas y reglas establecidas acerca de los retos y desafíos» (DRAE). E n las comedias convencionales eran frecuentes estos desafios que Suárez de Deza parodia en esta comedia. Cfr. Hamete de Toledo, vv. 585-86: «¿No ve que en la ley del duelo / están prohibidas las coces?». v. 164 Añadir empeño a empeño: pudiera ser el título de alguna comedia, que no he localizado. v. 166 Peligrar en los remedios: comedia de Rojas Zorrilla. Se conserva en manuscrito autógrafo en la B N M , con fecha 9 de diciembre de 1634; también se ex-

TEXTO DE LA COMEDIA

195

y así, v i e n d o e l i m p o s i b l e tan cercano de m í y, v i e n d o Los empeños

de un acaso

t r a t é de evitar los riesgos.

170

E s c o n d í m e en una huerta hasta que supe de c i e r t o que estaba m i m u í a libre sin que l a tocase a u n p e l o . Salí d e s p u é s de a l g ú n rato,

175

s i g u i e n d o e l c o c h e a l o lejos, para que n o m e sintiesen c o n e l h e r o i c o silencio, hasta llegar a la calle de la S a r t é n , d o n d e dejo

180

en u n a casa c o n puerta, adonde p a r ó el c o c h e r o , a esta b e l d a d , a esta e n i g m a , a este m o n s t r u o , a este p o r t e n t o , a esta p o r q u i e n m e v i v o ,

185

plicita que fue para Roque de Figueroa. Se imprimió en 1640 en Madrid, por María de Quiñones, en la Primera parte de sus comedias. Existe además, en la B N M , una anónima versión burlesca de la comedia, con el mismo título. v. 169 Los empeños de un acaso: de don Pedro Calderón de la Barca, se imprimió por primera vez en El mejor de los mejores libros que ha salido de comedias nuevas (Alcalá, María Fernández, 1651). v. 180 de la Sartén: calle madrileña cercana a la bajada de los Angeles y a la calle de las Veneras, entre el Postigo de San Martín y la Plaza de Navalón. Por lo visto, el sitio de la calle era antes una explanada donde se reunían los segadores de las eras del monasterio de San Martín a la hora de comer, en que el Padre mayordomo les traía el pan, el vino y una enorme sartén llena de guiso. A la explanada se le dio el nombre de Sartén y luego a la calle (cfr. Cambronero y Peñasco, 1975). v. 183 enigma: «egnima» en el texto base. v. 184 a este monstruo, a este portento: enumeración caótica e incongruente de sustantivos que pretenden describir a la amada; en el verso anterior la ha calificado de «beldad» y «enigma» —misterio oscuro— y ahora dice de ella que es un «monstruo», que puede tener connotaciones negativas («por traslación se llama lo que es sumamente feo», Aut), como «portento», «cualquier singularidad o grandeza, que por su extrañeza o novedad causa admiración o terror, dentro de los límites de la naturaleza» (Aut).

196

AMOR,

INGENIO

Y MUJER.

a esta p o r q u i e n m e m u e r o , a esta p o r q u i e n ya rabio, a esta p o r q u i e n r e n i e g o ; y, e n efeto, a este higadillo, p o r q u i e n , h e c h o ya t o r r e z n o ,

190

e n l a s a r t é n de su calle el a m o r m e está f r i y e n d o . Este es t o d o m i c u i d a d o , este es t o d o m i desvelo, esta es toda m i fatiga,

195

y esto, e n fin, a l o q u e v e n g o , y a v e r si, c o n l a f o r t u n a , ya q u e n o c o n e l d i n e r o , p u e d o alcanzar m e r e c e r c o n p o r f í a s y c o n ruegos,

200

el q u e se deje q u e r e r de m í , s i n s e r v i r de e j e m p l o para otro, pues así s e r é El novio de Hornachuelos, El amor enamorado,

205

s e r é El galán Gerineldos, y, sobre t o d o , s e r é Galán,

valiente y discreto,

v. 190 torrezno: este elemental y grasiento alimento, vinculado a los cristianos viejos, se nombra en otras comedias de este tipo. Cfr. La ventura sin buscarla, w . 194-95: «hay favores y hay desdichas, / hay torreznos y hay salchichas»; Amantes de Teruel, w . 119-21: «—Pues todos nos sentaremos / mientras sacan chocolate. / — M e j o r fuera unos torreznos». v. 197 fortuna: la coherencia de la frase supone que se entiende fortuna como 'suerte, destino, acaso*. E l sentido de 'bienes materiales, económicos' estaría en contradicción con el siguiente verso, aunque, en este contexto de la parodia, el doble sentido busca precisamente esa confusión. v. 204 novio de Hornachuelos: Los novios de Hornachuelos es comedia de Lope de Vega. v. 205 El amor enamorado: comedia mitológica de Lope; en la Parte treinta y una de comedias nuevas, Madrid, José Fernández de Buendía, 1669, va atribuida a Zabaleta. v. 206 El galán Gerineldos: probable comedia, de la que sólo tenemos noticia por la presente cita (cfr. Barrera, 1860, p. 551). v. 208 Galán, valiente y discreto: comedia palatina de Antonio Mira de Amescua,

TEXTO DE LA COMEDIA El príncipe

197

de los montes,

El caballero de Olmedo,

210

El negro valiente en Flandes, h a c i é n d o m e El loco cuerdo, El Picarito en

España

y Luis Pérez el Gallego, El gallardo catalán

215

y El Hamete de Toledo,

compuesta hacia 1630 e incluida en la Parte veinte y nueve. Contiene doce comedias famosas de varios autores,Valencia, Silvestre Esparsa, 1636. v. 209 El príncipe de los montes: de Juan Pérez de Montalbán, se imprimió por primera vez en la Parte veinte y ocho de comedias de varios autores, Huesca, Pedro Escuer, 1634. Se incluyó al año siguiente en el Primero tomo de las Comedias del doctor..., Madrid, Imprenta del Reino, 1635, con el título A lo hecho no hay remedio y príncipe de los montes. v. 210 El caballero de Olmedo: no hay que anotar la referencia a esta obra maestra de Lope. Para una comparación con la burlesca de Monteser ver García Valdés, 1991. v. 211 El negro valiente en Flandes: comedia de Andrés de Claramonte; se i m primió en la Parte treinta y una de las mejores comedias que hasta hoy han salido, Barcelona, Jaime Romeu, 1638, con el título exacto de La gran comedia del valiente negro de Flandes. Este título es el nombre de uno de los «personajes de títulos de comedias» que componen la mojiganga así titulada (ver la introducción a Amor, ingenio y mujer en el presente tomo). v. 212 El loco cuerdo: comedia hagiográfica del maestro José de Valdivielso, también titulada San Simeón; se imprimió en 1615 en Flor de las comedias de España de diferentes autores... Quinta parte, Alcalá, viuda de Luis Martínez Grande. v. 213 El Picarito en España: comedia de la que sólo tenemos noticia por esta cita: «Título citado por Suárez de Deza en su comedia Amor, ingenio y mujer, burlesca, formada en parte con títulos dramáticos e inserta en sus Donaires de Tersícore, Madrid, 1663. ¿Será la que denominada El Picarillo en España corre atribuida a don José de Cañizares, que nació en 1676?» (Barrera, 1860, p. 573). E n la copia manuscrita de Donaires (B) se lee claramente Picarillo, lo que puede apoyar esta h i pótesis. v. 214 Luis Pérez el Gallego: comedia de Calderón publicada en la Primera parte de comedias escogidas de los mejores ingenios de España, Madrid, Domingo García Morrás, 1652. v. 215 El gallardo catalán: se incluye en Segunda parte de las comedias de Lope de Vega, Amberes, Pedro Ballero, 1611. Esta Segunda parte reapareció en 1618 en Madrid, en la imprenta de Juan de la Cuesta; al primer título se le añadió otro: El catalán valeroso. v. 216 El Hamete de Toledo: también de Lope, se incluye en Doce comedias de Lope de Vega, Barcelona, Sebastián de Cormellas, 1618. Además, El Hamete de Toledo

198

AMOR,

INGENIO

Y MUJER.

y, e n fin, e n El tribunal del amor, s i g u i e n d o e l p l e i t o , para hacer las p e t i c i o n e s , s e r é El letrado del cielo. AQUEL

220

D e t o d o c u a n t o m e has d i c h o y de c u a n t o m e has contado, y o , s e ñ o r , n o m e he a d m i r a d o .

D O N

TAL

¿ P u e s de q u é ? D e tu capricho:

AQUEL

¿ c u a n d o d e b í a s buscar,

225

d e s p u é s de tanto deber, dineros para c o m e r , te pones a e n a m o r a r y c u a n d o , e n fin, p o r m á s señas, d e l a m o r has de o l v i d a r t e ,

230

e n v e z de d e s e m p e ñ a r t e , de n u e v o , s e ñ o r , te e m p e ñ a s ? ¡Mira... D O N

TAL

AQUEL D O N

TAL

N e c i o estás, A q u e l . . . . que l o yerras! ¡Calla, l o c o !

fue otra comedia escrita en colaboración por Belmonte y Martínez de Meneses que se incluye en la Primera parte de comedias escogidas (cfr. supra, v. 214). Según Barrera, Alonso de Osuna es autor de otra comedia con el mismo título, de la que no tengo noticia (cfr. Barrera, 1860, p. 290). Existe una versión burlesca que toma como modelo las dos serias, con el mismo título, anónima, «de tres ingenios» (ver la ed. de Arellano y otros citada en la bibliografía). vv. 217-218 El tribunal / del amor, comedia de la que sólo tenemos noticia por esta cita. v. 220 El letrado del cielo: comedia escrita por Juan de Matos Fragoso y Sebastián de Villaviciosa, incluida en la Parte veinte y cinco de comedias nuevas y escogidas de los mejores ingenios de España, Madrid, Domingo García Morrás, 1666. vv. 231-32 en vez de desempeñarte / de nuevo, señor, te empeñas: juego de palabras con la dilogía de empeñarse, «obligarse a la satisfacción de deudas contraídas» (Aut) y 'contraer deudas que no puede pagar'. Cfr. Mocedades del Cid, II, w . 429¬ 36: «—Señor, m i hijo me vengó / con su brazo y con su espada / de una grande bofetada / que el conde me sacudió, / y aunque yo quedé afrentado / la tomé, si lo notasteis. / — Y a entiendo. Vos la tomasteis / porque estáis muy empeñado».

TEXTO DE LA COMEDIA AQUEL

E n fin, que se te cae e l m o c o

199 235

de a m o r . . . D O N TAL AQUEL

M e muero por é l . . . ¿Estás resuelto? A

D O N TAL

querer

estoy resuelto. AQUEL

Pues d i , ¿supiste q u i e n era?

D O N

Sí.

TAL

AQUEL D O N TAL AQUEL

¿ Y q u i é n era? U n a mujer. ¿Estás b i e n en ello? No.

D O N TAL AQUEL

240

Esa es c o n s e g u r i d a d La mentirosa verdad.

D O N

TAL

AQUEL D O N TAL

A q u e l , Quien habló,

pagó.

¿ Y el n o m b r e ? D o ñ a Zutana,

245

s e g ú n m e dijo el c o c h e r o , es la b e l d a d p o r q u i e n m u e r o ,

w . 235-36 se te cae el moco / de amor, caérsele el moco a alguno es «frase con que se le nota de simple o poco advertido» (Aut). Las alusiones a realidades corpóreas desagradables eran recurso habitual de comicidad; cfr. Baldovinos, w . 109-12: «Convirtióse en fin Sevilla, / y luego al punto hizo voto / de ser cristiana, mezclando / sus lágrimas con sus mocos»; id., vv. 761-65: «y pues nada se remedia / cayéndosenos el moco / porque no pare en tragedia, / vamonos todas un poco / a rezar a la Comedia». v. 243 La mentirosa verdad: o El marido de su hermana nació de la pluma de Juan Bautista de Villegas, autor contemporáneo de Lope de Vega; y se publicó en la Parte treinta de comedias de diferentes autores, Zaragoza, 1636. v. 244 Quien habló, pagó: comedia de Tirso de Molina que se incluye en la Segunda parte de las comedias del maestro Tirso de Molina, Madrid, Imprenta del Reino, 1635. v. 246 cochero: los cocheros tenían fama de alcahuetes; cfr. Amantes de Teruel, v. 1897.

200

AMOR,

INGENIO

Y MUJER..

a u n q u e de m u y m a l a gana. Y de o í r l o n o te asombres, p o r q u e es u n a cosa llana

250

que este n o m b r e de Z u t a n a significa m u c h o s n o m b r e s , y mujer, s e g ú n se e x p l i c a , que tanto tiene de honrosa, sobre ser r i c a de h e r m o s a ,

255

¿ q u i é n d u d a que será r i c a de l o d e m á s , p o r r a z ó n ? Y , e n fin, será de j u s t i c i a La lindona de Galicia e n La mayor confusión',

260

y así, y o he de v e r si p u e d o aspirar a la v e n t u r a de m e r e c e r su h e r m o s u r a . AQUEL

Pues pierde, s e ñ o r , el m i e d o , y encomiéndateme a mí,

265

que y o h a r é que te a l b o r o c e s . . . D O N

TAL

¿ Q u é dices? ¿ N o me conoces

AQUEL

n i sabes m i i n g e n i o ? D O N

Sí.

TAL

AQUEL

Pues haz cuenta y a . . .

D O N

Aparte.

TAL

AQUEL

¿ Q u é he o í d o ?

. . . supuesto q u e ello ha de ser,

270

que Z u t a n a es t u mujer, y que t ú eres su m a r i d o . w . 251-52 Zutana / significa muchos nombres: efectivamente, Zutano era «voz i n ventada para citar a alguno o suplir su nombre, cuando este se ignora o no se quiere expresar; especialmente se usa como correlativo de Fulano» (Aut). Recordemos que «Fulano» es el nombre de su padre. v. 259 La lindona de Galicia: comedia de autor incierto: «atribuida a Lope en los catálogos de Medel y de Huerta; impresa suelta con el mismo título expresado como de Montalbán; y la misma que, con el de La Ricahembra de Galicia, se cita prohijada a Moreto» (Barrera, 1860, p. 456). v. 260 La mayor confusión: no identificado.

TEXTO DE LA COMEDIA D O N

TAL

¿Pues c ó m o ? . . . A m í m e l o dejo.

AQUEL D O N TAL

201

L a v i d a te d e b e r é y de albricias te d a r é ,

275

A q u e l , u n vestido viejo. AQUEL

A i n t r o d u c i r t e e n su casa m e o b l i g o e n el d i c h o y h e c h o .

D O N TAL

Daréte todo m i pecho e n u n a c i r u e l a pasa.

AQUEL DON

DON

¿ N o hay criada? C l a r o está.

TAL

AQUEL TAL

AQUEL

280

¿ Y hay padre? P o r q u e te cuadre. Pues si hay criada y hay padre, la Z u t a n i l l a cairá.

D O N TAL

P o r tan t r e m e n d o favor

285

v. 273 me lo dejo: entendemos 'este asunto lo tomo en mis manos; yo mismo me lo encargo; ya te enterarás a su debido tiempo'. v. 275-76 te daré, / Aquel, un vestido viejo: dar un vestido al criado era en las comedias muestra usual de agradecimiento y modo habitual de premiarlo; este gesto se parodia aquí al tratarse de un vestido «viejo». Cfr. Amantes de Teruel, v. 1010; Darlo todo, w . 2350-51: «Yo te ofrezco regalar: / un vestido te he de dar». v. 278 dicho y hecho: además del sentido literal, esta expresión se convirtió en un modismo que «significa luego al punto, sin dilación ni tardanza» (Aut). Además, quizá se refiera a la comedia de Coello Lo dicho hecho, en Parte cuarenta y dos de comedias de diferentes autores, Zaragoza, Juan deYbar, 1650. v. 280 ciruela pasa: Covarrubias apunta que «son muy sanas y ablandan el vientre y se sirven dellas por todo el año», por lo que adivinamos una alusión escatológica; cfr. Góngora, Letrillas, X X I I I , vv. 53-60: «Lleva, sin tener su orilla / árbol ni verde ni fresco, / fruta que es toda de cuesco, / y, de madura, amarilla; / hácese della en Castilla /conserva en cualquiera casa, / y tanta ciruela pasa, / que no hay quien sin ella beba». v. 283 si hay criada y hay padre: las figuras de la criada, cómplice de la dama y colaboradora en sus lances amorosos, y del padre, que se opone a ellos, son tópicas en las comedias convencionales. v. 284 Zutanilla: diminutivo, entre despectivo y jocoso, habitual en las comedias burlescas.

202

AMOR,

INGENIO

Y MUJER.

h o y los brazos te he de dar: sin ellos m e he de quedar, por dártelos... N o , señor,

AQUEL

n o m e des esos q u i l l o t r o s , p o r q u e para m í n o es cosa,

290

g u á r d a l o s para t u esposa. D O N TAL

Y o h a r é que m e traigan otros.

AQUEL

¡Vamos!

D O N TAL

A m o r , si a gozar l l e g o de tan alta esfera, 295

u n a Z u t a n a de cera e n su t e m p l o he de colgar. Vanse. Sale don Fulano y Zutana. D O N

FULANO

D i g o que aquesto ha de ser, n o tienes que r e p l i c a r m e : d o n C u a l te ha de dar la m a n o .

ZUTANA

E n fin, s e ñ o r , e n fin, padre,

300

¿ p o r q u e d e l l o tienes gusto c o n d o n C u a l he de D O N

FULANO

casarme?

Esto conviene.

vv. 286-88 hoy los brazos te he de dar: / sin ellos me he de quedar / por dártelos: juego de palabras con el sentido literal y figurado de la expresión. E n otras comedias se crean disparates con esta expresión; cfr. Bodas de Orlando, w . 689-92: «— Dame los brazos. — N o quiero, / porque quedaré muy fea / y no conseguiré nada / sin brazos y pretendienta». v. 289 quillotro: «Lo mismo que aquel otro. Es voz rústica» (Aut). Caracteriza al sayagués de los rústicos de la comedia con valor de palabra ómnibus. Comp. Tirso, La villana de Vallecas, en O D C , III, p. 817: «¿Parécele a su mercé / que las labradoras usan / quillotros de amor infame / si no es con voluntad limpia?; id., El pretendiente al revés, en ODC, III, p. 252: «no la quillotra el amor»; id., Tercera de La santa Juana, en ODC, I, p. 875: «Mas pues vive aquí la dama / que le quillotra». Ver Romera Navarro, 1934; Stern, 1961; Bobes, 1968. v. 290 no es cosa: «Vale lo mismo que no conviene o no es bueno» (Aut). v. 294 esfera: «Metafóricamente vale calidad, estado y condición» (Aut). vv. 295-96 una Zutana de cera / en su templo he de colgar, referencia a la costumbre de colgar en los techos y paredes de los templos los exvotos — a ú n v i -

TEXTO DE LA COMEDIA ZUTANA DON

FULANO

203

¿Conviene? Y v i e n e a ser i m p o r t a n t e para los dos.

ZUTANA

Pues, s e ñ o r ,

305

ya es fuerza e l q u e m e declare: y o n o m e q u i e r o casar. DON

FULANO

¿ Q u é dices, hija de u n sastre?, ¡vive D i o s !

ZUTANA

N O te alborotes n i te d e s c o m p o n g a s antes,

310

supuesto que has de saberlo, que sepas l o q u e n o sabes. DON

FULANO

¿ P u e s q u é he de saber?

ZUTANA DON

FULANO

Escucha. D i l o pues y n o dilates m i muerte o tu muerte cuando,

315

entre m i s ciegos pesares, está batallando el b r í o sobre c u á l ha de ser antes. ZUTANA

Y O , s e ñ o r ( e s t á m e atento), soy tu hija, y t ú m i padre.

DON

FULANO

ZUTANA DON

FULANO

320

¿ N i é g o l o yo? N O , señor. Pues m a r c h e m o s adelante y sepamos l o d e m á s , que estoy m e d i o m u e r t o de h a m b r e .

ZUTANA

Pues y o te h a r t a r é b i e n presto.

325

gente en algunos templos, ermitas y santuarios—, ofrendas como muletas, mortajas, cabellos, figuras de cera, etc. que los fieles dedican a Dios, a la Virgen o a los santos en señal de un beneficio recibido, como puede ser una curación. v. 308 sastre: para la consideración satírica de los sastres (mentirosos y ladrones) ver La ventura sin buscarla, nota al v. 900 y Amantes de Teruel, nota al v. 1132. w . 325-26 Pues yo te hartaré bien presto. / Acaba ya, pues, de hartarme: juego de palabras con la dilogía de hartar, por una parte 'saciar el apetito de comer' y por otra 'fastidiar y cansar'.

204

AMOR,

INGENIO

Y MUJER..

D O N FULANO

A c a b a ya, pues, de hartarme.

ZUTANA

Y O , s e ñ o r . . . Aparte. Para e l r e m e d i o , a m o r , e l ayuda dame.

D O N FULANO ZUTANA

¿ Q u é dices allá entre ti? A q u e s t o es hablar aparte

330

y es l o que t ú n o has de oír. D O N FULANO

E s o e n las c o m e d i a s se hace.

ZUTANA

Y a q u í t a m b i é n , pues t a m b i é n ésta es c o m e d i a .

DON

FULANO

ZUTANA

Adelante.

Y o , s e ñ o r , para casada

335

cada mes tengo u n achaque que n o se p u e d e d e c i r a u n m a r i d o , s i n o a u n padre; m i r a , s e g ú n esto, t ú si será r a z ó n que e n g a ñ e s

340

a u n h o m b r e sin m á s n i m á s . Y

a u n q u e te dije endenantes

que n o q u e r í a , n o es — y a que v u e l v o a r e p a r a r m e — , p o r q u e n o q u i e r o , sino

345

p o r q u e n o p u e d o , n i es fácil buscar y o m i r u i n a siendo deshonra de m i linaje. P e r o p o r q u e n o malogres el b u e n i n t e n t o , ya q u e haces

350

v. 328 ayuda: alusión escatológica, pues ayuda es 'lavativa, purga'.Ver La ventura sin buscarla, nota al v. 72; la forma femenina el del artículo es alomorfo procedente de Mam, que es corriente usar delante de palabra que empieza por a-. vv. 329-34 Alusión metateatral a la costumbre de los apartes, que rompe j o cosamente la ilusión escénica. v. 336 achaque: aunque en sentido general «vale tanto como enfermedad, i n disposición o vicio de la naturaleza», «por antonomasia se entiende la regla o menstruo de las mujeres» (Aut). Zutana se excusa con un «impedimento» burlesco. Cfr. Baldovinos, w . 771-72: «Consuélate, pues tu achaque / todas cuatro padecemos». v. 342 endenantes: «Antes, en un tiempo o lugar anterior» (DRAE). Es otro rusticismo.

TEXTO DE LA COMEDIA

205

p u n t o e n este m a t r i m o n i o , l o p r o p i o será casarte t ú c o n ese caballero, que y o , c o n a m a n c e b a r m e , v i v i r é c o n t e n t a y libre

355

d e l p e l i g r o y d e l ultraje, sin m a r i d o q u e l o sienta n i riesgo que m e amenace. E s o será l o m e j o r , l o m á s j u s t o y l o m á s grave,

360

que l o d e m á s es querer, padre m í o , d e s p e ñ a r m e , pues m á s vale m i salud y, e n fin, m i q u i e t u d m á s vale que cuanto p o r m i p e r s o n a

365

ofrece d o n C u a l de darte. M i r a agora, s e g ú n esto, padre y s e ñ o r , l o q u e haces; si te casas, serás h o m b r e ,

v. 351 punto: funciona como palabra de sentidos muy amplios, fácilmente sustituible por la más adecuada al contexto. Por otra parte, hacer punto era «frase que vale acabar, concluir o fenecer alguna especie»; poner los puntos «Dirigir la mira, i n tención o conato a algún fin que se desea» (Aut). w . 352-53 E l disparate de las bodas entre dos hombres se repite con cierta frecuencia en las comedias burlescas. Cfr. Bodas de Orlando, III, w . 1902-1917, pasaje en el que, además, se teoriza acerca de lo atinado que resulta este tipo de «matrimonio»: «—¿Quién me llama? / — Q u i e n dueño suyo te hace, / como te cases conmigo. / —¿Díceslo de veras? Dame / la mano. —¿Pues cómo pueden / dos hombres matrimoniarse? / — ¿ C ó m o no? ¿ N o hay en el mundo / muchísimos ejemplares? / —Dame uno. — D a r é ciento / y aun catorce: ¿Los dos guantes / no son machos y se casan / uno con otro, y a pares / no andan siempre los zapatos / sin haber hembra? ¿Y se traen / casados los escarpines, / cuando no pueden dudarse / que son varones entrambos?». v. 354 E n el texto base: «con no amancebarme». Suprimo el «no». v. 362 despeñarse: «Metafóricamente vale precipitarse, desenfrenarse y entregarse ciegamente y sin consideración a alguna cosa, como a los vicios, maldades, etc.» (Aut). v. 369 serás hombre: parece un disparate, pues es hombre antes y después de casarse. Aunque hombre también se emplea por 'marido', es hombre es «frase con que se explica que alguna persona es grande en su línea» (Aut).

206

AMOR,

INGENIO

Y MUJER..

y así, trata de casarte

370

y n o te metas c o n m i g o , p o r q u e p u e d e ser q u e saques La desdicha de la voz c o n q u e intentas m a r i d a r m e , y n o ha de ser, ¡vive e l C i e l o ! ,

375

Caer para levantarse, porque dirá el pregonero de la fama, al castigarte, antes de cada desdicha, q u i e n tal hace, que tal pague. D O N

FULANO

ZUTANA

380

A b s o r t o q u e d o de o í r t e . Pues n o tienes q u e absortarte, q u e y o n o m e he de casar.

D O N

FULANO

¿Yo c ó m o p u e d o casarme c o n q u i e n ha de ser m i y e r n o ?

ZUTANA

Ese es e l caso salvaje.

D O N

Y o tal n o he de hacer, Z u t a n a .

FULANO

385

P e r o . . . ¿ p o d r í a remediarse ese m a l , antes q u e seas su esposa?... ZUTANA

N o será fácil.

390

v. 373 La desdicha de la voz: comedia de Calderón, impresa en 1650, en la Parte cuarenta y tres de comedias de diferentes autores, Zaragoza, Juan de Ybar. v. 376 Caer para levantarse: el título exacto de esta comedia cuyos autores son Matos Fragoso, Jerónimo de Cáncer y Agustín de Moreto es Caer para levantar. vv. 376-77 pregonero / de la fama: el contexto de castigar y la frasecilla «quien tal hace, que tal pague» hace que se interprete pregonero de la fama como el pregonero que voceaba los delitos y condenas de los reos cuando eran sacados a la vergüenza, paseando por las calles mientras el verdugo los azotaba. Comp. con el entremés anónimo La cárcel de Sevilla: «Le debo condenar y condeno a que de la cárcel do está sea sacado públicamente en un asno de albarda y un pregonero delante que manifieste su delito; y sea llevado por las calles acostumbradas, y de allí sea llevado a la plaza, donde estará una horca hecha» (Colección, I, p. 101). v. 380 quien tal hace, que tal pague: frasecilla que se decía en los pregones que proclamaban los delitos y sentencias de los reos. «Quien tal hace tal pague. Alza la mano y dale. A imitación del pregón de los azotados» (Correas, p. 426). v. 382 absortarte: creación jocosa de una forma verbal: 'quedar absorto'.

TEXTO DE LA COMEDIA D O N FULANO ZUTANA

207

M é d i c o s hay e n e l m u n d o . Y a los m é d i c o s l o saben y h a n d i c h o q u e si m e m u e r o será cosa de m a t a r m e .

D O N FULANO

¿ N O hay atajos para u n mal?

ZUTANA

L a v i d a será

395

atajarme

si este m e c u r a n . DON

FULANO

Pues y o

h a r é q u e t u m a l se ataje. ZUTANA

¿Cómo?

D O N FULANO

Buscando remedios al r e m e d i o de tus males,

400

pues n o s o n m e n o s los m í o s si l l e g o a c o n s i d e r a r m e con u n yerno en profecía, que sé q u e n o h a de casarse conmigo. ZUTANA

¿Pues q u é remedio?

D O N FULANO

P o r ahora, i r m e y dejarte.

ZUTANA

E s e r e m e d i o es famoso.

D O N FULANO

Pues a d i ó s , hija.

405

Vase. ZUTANA

É l te guarde.

Lindamente m e he librado; mas H o l a v i e n e , ¿ q u é traes? Sale Hola, criada. HOLA

E l saber q u e sola estabas, señora, puede obligarme a salir.

ZUTANA

Hola...

HOLA

¿ Q u é hay

de nuevo? ZUTANA

M u c h o s pesares.

410

AMOR,

208 HOLA

INGENIO

¿Pesares, s e ñ o r a ? Sí.

ZUTANA HOLA

Y MUJER..

¿ P u e s q u i é n te los dio? Mi

ZUTANA HOLA ZUTANA

padre

¿Cómo? O b l i g á n d o m e aquí a q u e c o n d o n C u a l m e case, c u a n d o estoy c o m o y o s é , c u a n d o estoy c o m o t ú sabes, c u a n d o m e enfada d o n C u a l , cuando no puede obligarme y c u a n d o ayer m e o b l i g ó m u c h o m e n o s c o n e l lance e n e l río d e l p a ñ u e l o , p o r m á s que d e l l o se alabe, y p o r m á s que l o blasone.

HOLA

Y a t o d o m e l o contaste; mas t ú , ¿ q u é le respondiste?

ZUTANA

L o q u e p u d o ser bastante para e x i m i r m e . ¿ Y q u é dijo?

HOLA ZUTANA

Q u e h a r í a que m e curasen d e l achaque de mujer, si e l ser m u j e r es achaque, c o n q u e enojado se fue.

HOLA ZUTANA

¿ Y adonde? A

desenojarse.

HOLA

Pues D i o s le lleve c o n b i e n .

ZUTANA

¡Plegué a Dios! Dentro, Aquel.

v. 433 achaque de mujer, cfr. supra, v. 336 y nota.

TEXTO DE LA COMEDIA

209

¡ H i l o de Flandre!

AQUEL HOLA

N o v i e n e a mala o c a s i ó n .

ZUTANA

¿Para q u é ? Para alegrarte;

HOLA

440

pues, al fin, las cintas, randas, g u a r n i c i o n e s , azabaches, peines, rosarios, estuches, medias, c o r d o n e s y guantes son las cosas que a nosotras

445

m á s nos alegran, si se h a c e n c o m o a la vista, a las m a n o s , comunes. AQUEL ZUTANA

¡ H i l o de F l a n d r e ! D i l e a aquella q u e entre, pues, c o m o dices, alegrarme

450

p o d r é d i v i r t i e n d o u n rato m i tristeza en l o que trae. v. 438 ¡Hilo de Flandre!: Aquel finge ser buhonero que anuncia hilo de Flandes, cierto tipo de hilo utilizado para varias labores. Cfr. Bodas de Orlando, vv. 89-93: «—... me informé muy en secreto / y con misterios muy grandes / lo supe muy por menor. / —¿De quién? — D e un hilo de Flandes. / —Por la tetilla me has dado». Flandres y Flandre son formas documentadas en la época. v. 441 randa: «Adorno que se suele poner en vestidos y ropas, y es una especie de encaje, labrado con aguja o tejido, el cual es más grueso y los nudos más apretados que los que se hacen con palillos» (Aut). v. 442 guarnición: «Adorno, que para mayor gala y mejor parecer se pone en las extremidades o medios de los vestidos, ropas, colgaduras y otras cosas semejantes» (Aut); azabaches: «Llaman en las aldeas y lugares pequeños a los adornos, gargantillas y dijes de las mujeres y niños, que son de azabache» (Aut). v. 443 estuche: «Caja pequeña donde se traen las herramientas de tijeras, punzón, cuchillo y otras piezas» (Aut); todos estos objetos son los propios del comercio de los buhoneros. La técnica alcahueteril del vendedor de esta pequeña mercería como excusa para introducirse en las casas y pasar los mensajes amorosos ya la usaba lavieja Celestina. Algo semejante ocurre en La ventura sin buscarla, donde lo que se vende es vinagre (en la seria, peines): «—¡Vinagre! —¡Hola, guardas! / Llamadme luego a aquel hombre. Sale Carlos con un pellejo a cuestas. / — ¡ O h , señora de m i alma! / — ¡ O h , monarca de m i vida! / ¿Cómo con aquesa carga / hecho un picaro has venido? / —Temiendo alguna desgracia / quise venir encubierto» (La ventura sin buscarla, vv. 943-50). v. 449 a aquella: pero es un hombre el vendedor (como dice Hola en el v. 453).

210 HOLA

AMOR,

INGENIO

¡Ah, buen hombre!

AQUEL HOLA

Y MUJER.

¿ Q u i é n m i llama? E n t r e pues.

AQUEL

¡ H i l o de Flandre! Al paño don Tal con Aquel. En

estando d i v e r t i d a ,

455

puedes, t ú , s e ñ o r , colarte, sin m á s n i m á s , tras de m í , que, a u n q u e t a m b i é n te disfraces c o m o y o , e l asegurar la c a m p a ñ a es i m p o r t a n t e . D O N TAL

D i g o q u e es rara t u i n d u s t r i a . . .

AQUEL

¡ Q u i e r a a m o r q u e se nos cuaje!

460

Sale. ¿ Q u i m a n d a n vustedes, reinas?, ¿ q u é es l o q u e quieres c o m p r a r m e ? HOLA

¿ T r a e cintas negras, azules,

465

c o n p u n t a de c o l o r de aire, un poquito columbina? AQUEL

N O , s i ñ o r a , p e r o traigue u n e c o l o r exquisite.

HOLA

Pues para verla la saque.

470

Pone la caja y va sacando. AQUEL

T o m i vusté.

vv. 453 y ss. Aquel usará en el pasaje un lenguaje macarrónico, una jerga c ó mica, remedando a un buhonero extranjero. v. 455 divertida: se emplea en el sentido de 'distraída', como el divirtiendo del v. 451; cfr. también el v. 1066. v. 460 campaña: «El campo que ocupa el ejército cuando está fuera de los alojamientos» (Aut). Se asemeja la conquista amorosa a una conquista bélica. v. 467 columbina: «Se aplica al color algo amoratado de ciertos granates» (DUE). Cfr. Cervantes, Viaje del Parnaso, 8, w . 151-53: «De la color que llaman columbina / de raso en una funda trae la cola, / que suelta, con el suelo se avecina». Respecto al color del aire, expresión que también figura en Caballero de Olmedo a

TEXTO DE LA COMEDIA

211

¿Y q u é color

ZUTANA

es esta? AQUEL

V u s t i é se agrade della y le d i r é su n o m b r e .

HOLA

Pues tiene m i s t e r i o . . . ¡Y grande!

AQUEL ZUTANA

AQUEL

HOLA ZUTANA

¿ P u e s q u é c o l o r es? Amor

475

perfeto. ¡Es extravagante! ¿ D ó n d e se tejió? En

AQUEL

Madrid,

m u y cerca de M a n z a n a r e s . . . Mira al vestuario. ZUTANA

¿ Q u é miráis? Miro, siñora...

AQUEL

Aparte. A g o r a es t i e m p o , salvaje...,

480

si estoy... ¿ Q u é decís?

ZUTANA

Señora,

HOLA

¡esto es m á s que h i l o de Flandes!, pero, ¿ q u é veo?, ¡hay u n h o m b r e ! . . Sale don Tal. ZUTANA

T o d a soy de hueso y carne, ¡ay de m í !

propósito de una cinta, García Valdés anota que «puede ser alusión graciosa a la volubilidad propia de la mujer»: «Pero yo, que, como padre, / vivo a su decoro atento, / aquesta de color de aire / os traigo» (Caballero de Olmedo, vv. 1301-1304). v. 477 ¿Dónde se tejió?: aunque el sentido literal de tejer se aplica a la cinta, también equivale a 'urdir', en este caso un lance amoroso, que ocurrió «en Madrid, / muy cerca de Manzanares»; cfr. supra, vv. 41 y ss. Recuérdese que los nombres de río en la lengua clásica no llevan artículo. v. 484 Toda soy de hueso y carne: en las comedias normales este tipo de sorpresas se suelen manifestar con la antítesis de fuego y hielo, motivos tópicos en la po-

212

AMOR,

D O N TAL

INGENIO

Y MUJER.

N O OS a l t e r é i s ,

485

s e ñ o r a , q u e e l c i e l o sabe l o q u e m e cuesta atreverme a pisar vuestros umbrales. Yo

soy e l q u e esa c o l o r

d e l a m o r perfeto trae,

490

c i n t a q u e s ó l o ha p o d i d o y s ó l o ha sido bastante a dar e l estrecho n u d o de nuestras dos voluntades, si es q u e l a vuestra consiente

495

el q u e n u n c a se desate. ZUTANA

Aparte. ¡Ay de m í , n o sé q u é siento, entre atrevida y cobarde, que estoy p o r d e t r á s c o n susto y c o n v a l o r p o r delante!

500

Turbada. ¿ C ó m o vos a q u í , si y o ? . . . HOLA

¿ H a y tan apretado lance? ¡Mi señor!...

ZUTANA AQUEL

¡Esto es peor! ¡Ira de D i o s !

D O N TAL HOLA

¡Santa Taezl ¡San C o s m e !

esía del petrarquismo. Valga remitir sólo al caso de Rosaura en La vida es sueño: «Inmóvil bulto soy de fuego y yelo», dice al oír las cadenas de Segismundo (v. 74). Aquí Zutana expresa una perogrullada paródica. v. 504 Santa Taez: comedia hagiográfica de don Fernando de Zárate, pseudónimo de Antonio Enríquez Gómez, de la que se conserva un testimonio manuscrito en la B N M , con fecha de 1698. Además, se atribuye a Rojas Zorrilla en un manuscrito de la B N M , con letra del siglo xvu, y se trata de otra distinta a la de Zárate. Es tópica la invocación a santos grotescos en el género de la comedia burlesca y otra literatura jocosa. Comp. Castillo Solórzano, El mayorazgofigura,w . 2505-2506: «Sant Pascasio, Sant Panuncio, / Sant Lesmes, Sant Romualdo». Ver para este recurso del santoral burlesco Iglesias Ovejero, 1982.

TEXTO DE LA COMEDIA ¡San N i c o d e m u s !

AQUEL

213 505

A q u í m e tuesta y m e rae si se descubre el e n r e d o . . . ZUTANA DON

¡Sin m í estoy! Y o estoy sin n a d i e . .

TAL

¿ Q u é h e m o s de hacer?

HOLA

¡ Q u é sé y o !

ZUTANA AQUEL

¿ N o h a b r á p o r d ó n d e m e escape?

DON

¡ P u e s y o n o m e he de esconder!

TAL

ZUTANA

H a r é l o y o , que es m á s fácil.

HOLA

E s o será l o mejor.

DON

TAL

510

Sí, que nosotros, n o obstante, cuando corramos peligro

515

nos p u e d e salvar el traje. HOLA

B i e n d i c e n . . . Y que yo compro.

ZUTANA

Pues si p o r m í preguntare, dirás que estoy e s c o n d i d a . Vase.

AQUEL HOLA

C o n eso irá b i e n el lance.

520

Pues aprisa, que ya llega, y quiera D i o s q u e m e e n g a ñ e , p o r q u e pienso que c o n él viene d o n C u a l .

v. 505 San Nicodemus: en el Entremés del nigromántico, entre la primera y la segunda jornada de la comedia burlesca Las Bodas de Orlando, el bobo Lorenzo — correspondiente al criado gracioso de esta comedia— invoca a este santo en un contexto parecido: «¡San Nicodemus, / que me abren en canal!» (w. 104-105); también Comendador de Ocaña, v. 436: «¡Válgame San Nicodemus!».Ver nota anterior. v. 511 ¡Pues yo no me he de esconder!: parodia de situaciones frecuentísimas en la comedia convencional; ante la llegada del padre o el hermano, el galán se ha de esconder rápidamente para salvar el honor de la dama. Es recurso muy parodiado en las comedias burlescas; cfr., por ejemplo, Caballero de Olmedo, vv. 317-20 (ante la llegada inesperada del primo de doña Elvira): «—No he de esconderme. / —

214

AMOR,

INGENIO

Y MUJER..

¡Este es grande,

D O N TAL

q u e a q u í m e ha de c o n o c e r

525

si es e l p r o p i o de ayer tarde! AQUEL

; P u e s c ó m o l o sabes t ú ?

D O N

M i s recelos b i e n l o saben;

TAL

mas Venga lo que viniere, ya q u e n o p u e d o escaparme

530

del e m p e ñ o . Sacad vos,

HOLA

entre tanto, variedades de cintas y de c o l o n i a s . ¡ D i o s c o n b i e n de a q u í m e saque!

AQUEL

Pénense

los tres a ver cintas de la caja, y salen don Fulano

y don Cual. D O N

FULANO

D O N

CUAL

D O N

FULANO

E s t o pasa... ¿ H a y tal r i g o r ?

535

Sus achaques c o n su t e m a . . . , e n fin, q u e n o ha de casarse c o n vos, d i c e a m a n o abierta.

D O N

CUAL

¿ I n c u r a b l e es ese mal?

D O N

FULANO

¿Será acaso la p r i m e r a

540

q u e se ha casado c o n él? D O N

CUAL

N o , d o n F u l a n o , mas fuera m u c h o m e j o r n o tenerle.

¿Por qué? —Porque no estoy bueno. / —Pues alguien se ha de esconder, / que mi honor es lo primero». v. 529 Venga lo que viniere: comedia de Jerónimo de Villaizán. Además, es frase hecha: «Expresión con que se da a entender la resolución o determinación en que se está de emprender o ejecutar una cosa, sin preocuparse de que el éxito sea favorable o adverso» (Aut). Cfr. El rey don Alfonso, w . 649-53: «Digan lo que ellos quisieren; / con juramento juré / no me ir, si no me vieren, / y se ha de cumplir m i fe, / y venga lo que viniere». v. 533 colonias: eran un tipo de cintas de seda; cfr. Amantes de Teruel, v. 1313. v. 536 tema: «Porfía, obstinación o contumacia en un propósito o aprensión [...]. Significa también aquella especie que se les suele fijar a los locos y en que continuamente están vacilando y hablando» (Aut).

TEXTO DE LA COMEDIA DON

FULANO

Pues casaos, a u n q u e le tenga.

DON

CUAL

P o r vos l o h a r é , n o p o r m í .

DON

FULANO

A g r a d e c é r o s l o es fuerza.

DON

CUAL

215

545

N o m e a g r a d e z c á i s l o que hago por m i propia conveniencia.

D O N

FULANO

¿Y Zutana? Este l i s t ó n

HOLA

tiene l a c o l o r m u y seca. AQUEL

Igual seca está v o s t é .

D O N

V a m o s de a q u í , ¡linda

TAL

D O N

FULANO

550

flema!

H o l a , ¿ d ó n d e está Z u t a n a ? ¿Yo c ó m o quies que l o sepa?

HOLA

E s t a r á d o n d e estuviere,

555

pero, p o r q u e n o l o sepas, n o d i r é que está e s c o n d i d a . DON

FULANO

H a c e s , e n fin, c o m o cuerda. Tome vosté otri color.

AQUEL

Mira don Cual a don Tal con cuidado. DON DON

TAL CUAL

¡Vamos! ¡ C i e l o s , m i sospecha

560

n o es en vano! ¡El es! DON

TAL

Parece que ha reparado e n m í .

HOLA

Vuelva m a ñ a n a y traiga unas puntas. Saca la espada y va a embestir.

v. 552 lindaflema:«Significa también pereza, lentitud, demasiada tardanza en las operaciones. Llámase así de la causa de que proviene, que es el humor de la flema» (Aut). Parece que era algo típico de personajes bobalicones, como es el caso de los desatinados alcaldes de los entremeses. Cfr. Darlo todo, vv. 598-601: «¡Hay tal tema! / ¿Ahora venís encubierto? / ¿Cuándo aquí hay un hombre muerto / os estáis con esa flema?». v. 563 punta: un tipo de encaje de hilo; cfr. infra, v. 999.

216

AMOR,

DON

CUAL

D O N FULANO DON

INGENIO

Y MUJER.

¡ A q u í está, si h a de ser des ta! ¿ Q u é hacéis, d o n Cual?

CUAL

Castigar

a u n atrevido. DON

FULANO

É s a es b u e n a ,

¿ p u e s a u n p o b r e h i l o de Flandes tratáis de aquesta manera? DON

CUAL

¿ Q u é h i l o de Flandes?

AQUEL

¡San Jorge!

HOLA

¡ V á l g a m e , santa Q u i t e r i a !

AQUEL

¿ N o l o dije y o ? . . .

DON

FULANO

¡Teneos!

D O N TAL

¡ P u e s y o os c o g e r é allá fuera!

DON

¿Para q u é ?

CUAL

D O N TAL

¡Para correr! Al paño, Zutana.

ZUTANA

¿ H a y tal desdicha?, ¿ h a y tal pena?

D O N FULANO

¿Estáis e n vos?

D O N TAL

Y O no riño a d o n d e nadie l o v e a .

D O N FULANO

E s t o ya tiene m i s t e r i o . . .

ZUTANA

Y a crece m á s la t o r m e n t a .

AQUEL

Y a y o escapo, pues q u e p u e d o . Vase.

DON

FULANO

HOLA

H o l a , salte t ú allá fuera. ¡ D e ese m a l m e hagas b o b o ! Vase.

ZUTANA

. Aparte. ¿ E n q u é p a r a r á esta fiesta?

vv. 575-76 Y o no riño en donde nos pueden ver'.

TEXTO DE LA COMEDIA

217

M a s pare e n l o que parare, pues s ó l o m e t o c a e l verla. Cierra don Fulano las puertas. D O N CUAL

¿ Q u é hacéis, señor d o n Fulano?

D O N FULANO

C e r r a r todas estas puertas

585

y todas estas ventanas. D O N CUAL

¿ P u e s n o veis que ascuras q u e d a esta sala?

DON

FULANO

S i ese h i d a l g o ,

o l o que quiere que sea,

590

d i c e que n o ha de r e ñ i r adonde nadie l o vea, así n o p o d r e m o s verlo. D O N CUAL DON

Decís bien.

FULANO

¡ P u e s ea, ea,

sacad ambos las espadas

595

y r o m p e o s las cabezas! D O N CUAL

Y O ya la tengo sacada.

DON

¡Sacalda vos!

FULANO

D O N TAL

¡Sacaréla!

D O N FULANO

¡ Y e l que m u r i e s e se vaya!

D O N TAL

¡Vaya m u y e n h o r a b u e n a ! Riñendo

D O N CUAL

al aire.

¡ Q u é valiente!

D O N TAL DON

CUAL

D O N TAL

600

¡ Q é brioso! u

¡Tómate

esa!

¡ T ó m a t e esa!

v. 588 ascuras: «Vale sin luz y lo mismo que A escuras. Es voz sincopada de A escuras, quitada la e y de raro uso» (Aut). Cfr. Caballero de Olmedo, w . 502-503: «¡Ah, traidora, / que por ti ascuras me veo». v. 602 ¡Tómate esa!: es frasecilla proverbial, «Dícese dando golpe diciendo favor y disfavor» (Correas, p. 652).

218

AMOR,

D O N FULANO

INGENIO

Y MUJER..

C i e r t o q u e r e ñ í s de suerte que m e dais e n v i d i a . . .

ZUTANA

Penas,

605

agora es b u e n a o c a s i ó n de salir, p o r q u e m e sienta m i padre... ¿Eres t ú , s e ñ o r ? . . . Topa con don Fulano. DON

FULANO

¿ E S m i Zutana?

ZUTANA

D O N FULANO

L a mesma.

¡Pues escápate!

ZUTANA

D O N FULANO

Y a l o hago.

610

L a llave de l a otra puerta t o m a y vete. Dala una llave.

ZUTANA

D O N FULANO

Así l o haré.

Pues m i r a q u e a c á n o vuelvas tan presto. Pasa tentando al otro lado, donde está don Tal y topa con él.

DON

CUAL

DON

TAL

ZUTANA D O N TAL ZUTANA DON

TAL

¿ O S he m u e r t o ?

A ú n no... ¿Sois vos? ¿ Q u i é n q u e r é i s q u e sea? ¿ E l h i l o de F l a n d e s ? . . . SÍ.

615

vv. 613 y ss. Esta ridicula escena a oscuras es similar a la de otras comedias, por ejemplo, Caballero de Olmedo, w . 508-41; sin embargo, es don Alonso el que anima a Inés a seguirle («Pues sigúeme sin sentir, / si es que me quieres»), y no al contrario, como ocurre aquí. También en Mocedades se representa una escena en la que «Aunque no hay luces, hace que las mata y andan todos a tiento», «Éntrame tentando las paredes y salen el conde Lozano, Diego Laínez y un criado» (I, v. 245 acot. y ss.).

TEXTO DE LA COMEDIA ZUTANA DON

Pues seguidme. ¿ P u e s q u é intentas?

TAL

ZUTANA

219

M á s despacio l o sabréis, venid...

DON

¡ L o g r ó s e l a empresa!

TAL

Varise los dos. D O N

FULANO

A g o r a q u e está segura, gritaré porque H o l a venga

620

c o n luces, y a q u e este paso sea p r o p i o de c o m e d i a . D O N

CUAL

¿ D o s horas ha q u e r e ñ i m o s y a ú n n o os he m u e r t o s i q u i e r a ? . . .

D O N

FULANO

¡ C u c h i l l a d a s e n m i cuarto!

625

¡ H o l a , H o l a , luces vengan!, ¿ q u é es esto?, ¿ c ó m o e n m i casa? ¡Sacad l u z ! Sale Hola. L a l u z es esta.

HOLA

Saca un candil. DON

FULANO

DON

CUAL

¿ Q u é miro? ¡ D o n Cual! Amigo d o n F u l a n o , ¿ q u é os altera?

DON

FULANO

DON

CUAL

DON

FULANO

D O N

CUAL

630

¿Y el otro?... ¡ C i e l o s ! , ¿ q u é escucho? ; d ó n d e está? C o s a es b i e n cierta

w . 621-22 ya que este paso / sea propio de comedia: cómica alusión metateatral, parodiando las confusiones que se provocaban en las tópicas escenas «a oscuras» de las comedias. La palabra paso definía el «lance o suceso especial y digno de reparo» (Aut), y por paso de comedia se entendía «el lance o suceso que se introduce en ella para tejer la representación. Por extensión se dice de cualquier cosa que mueve a risa o hace armonía o extrañeza» (Aut).

220

AMOR,

INGENIO

Y MUJER.

que le d e b í de matar, pues n o p a r e c e . . . DON

FULANO

¡Esa es buena!, ¡vive D i o s , que se ha llevado

635

a m i hija toda entera! DON

CUAL

DON

FULANO

DON

CUAL

¿ Q u é decís? L O que escucháis. N O m e coge a m í esa nueva de susto, p o r q u e ya y o sabía que andaba m u e r t a

640

p o r é l , y aqueste disfraz para ejecutarlo era. DON

FULANO

¿ P u e s vos c ó m o l o sabéis?

DON

CUAL

Esa es u n a h i s t o r i a n u e v a . . .

HOLA

D e que n o está e n casa es cierto.

DON

CUAL

DON

FULANO

645

F o r z o s o será i r tras ella. Pues v a m o s , d o n C u a l , a m i g o , que si la t o p o he de hacerla u n vestido para e l C o r p u s .

DON

CUAL

Pues dalda u n a b u e n a felpa.

DON

FULANO

¿ H a y hija m á s entendida?

DON

CUAL

¿ H a y m u j e r tan mala hembra?

DON

FULANO

¿ H a y suegro m á s desgraciado?

DON

CUAL

¿ H a y y e r n o tan m a l a bestia?

DON

FULANO

¡Vengaréme!

650

v. 634 parecer. «Aparecer o dejarse ver alguna cosa [...]. Significa asimismo hallarse o encontrarse lo que se tenía por perdido» (Aut). v. 636 a mi hija toda entera: puede que haya un chiste de doble sentido, en entera, «aplicado a mujeres, virgen» (DUE). w . 648-49 he de hacerla / un vestido para el Corpus: como fiesta notable es ocasión propicia para engalanarse; en el Corpus las compañías teatrales negociaban contratos y reponían vestuarios. Pero todo parece estar aquí para dar pie al chiste siguiente con felpa. v. 650 felpa: en relación con el vestido que le ha de hacer para el Corpus es «tejido de seda, que tiene pelo por el haz, y si este es corto se llama felpa corta o

TEXTO DE LA COMEDIA D O N

CUAL

D O N

FULANO

D O N

CUAL

¡Vengaréme!

221 655

¡Vengaréla! ¡Vengaréla, que esto es e n t o d o r i g o r Ofender con las finezas] N o os a n d é i s e n titulillos

HOLA

agora, que t i e m p o q u e d a

660

para ello. D O N

FULANO

A q u í es forzoso cerrar c o n ellos p o r fuerza, p o r q u e es l a p r i m e r j o r n a d a . B i e n se echa de v e r e n ella

HOLA

Lo que son juicios del Cielo. DON

CUAL

No hay mal que por bien no venga.

DON

FULANO

E n fin, es La giíaniUa

665

e n Los juegos de la aldea.

felpa absolutamente; y cuando es largo como de medio dedo se llama felpa larga» (Aut). Pero este término es dilógico, pues también «se llama en estilo jocoso a la zurra de palos que se da a alguno, y se dice regularmente felpa rabona» (Aut). v. 658 Ofender con las finezas: comedia de capa y espada de Jerónimo Villaizán, incluida en la Parte cuarenta y cuatro de comedias de diferentes autores, Zaragoza, herederos de Pedro Lanaja y Lamarca, 1652. v. 659 no os andéis en titulillos: además de referirse a la profusión de títulos de comedias, es «modo de hablar que vale reparar en cosas de poca importancia, en materia de cortesías u otras semejantes cosas» (Aut). v. 665 Lo que son juicios del Cielo: comedia de Juan Pérez de Montalbán, i n cluida en el Primero tomo de las comedias del doctor... ;cfr. supra, v. 209. v. 666 No hay mal que por bien no venga: comedia de Luis Vélez de Guevara, también titulada Celos, amor y venganza; con este título se publica en la Segunda parte de comedias escogidas de las mejores de España, Madrid, Imprenta Real, 1652. C o n el mismo título tiene Juan R u i z de Alarcón una comedia de enredo, también titulada Don Domingo de don Blas, que forma parte de dos volúmenes de comedias: Laurel de comedias; fr. infra, v. 1991 y Sexta parte de comedias escogidas de los mejores ingenios; fr. infra, v. 677. v. 667 La gitanilla: comedia de Solís, La gitanilla de Madrid, escrita en 1632; las publicaciones que conocemos son bastante tardías: en Comedias de don Antonio Solís y Rivadeneyra, Madrid, Melchor Alvarez, 1681, y antes fue incluida en la Parte treinta y siete de comedias nuevas, escritas por los mejores ingenios, Madrid, Melchor Alegre,

222 D O N

AMOR, CUAL

INGENIO

Y MUJER.

E n fin, El galán sin dama el a m o r q u i e r e q u e sea...

D O N

FULANO

Y y o El celoso extremeño.

D O N

CUAL

Cautela contra cautela...

D O N

FULANO

El médico de su honra

670

he de ser desde h o y . . . D O N

Pues ¡ea!,

CUAL

manos a la o b r a y

675

Lavar sin sangre una ofensa, Vengarse con agua y fuego. D O N

FULANO

¡Vamos!

1671. Existen dos versiones de esta comedia, la primera atribuida alguna vez, erróneamente, a Pérez de Montalbán: fr. Serralta, 1977. v. 668 Los juegos de la aldea: la única noticia que tengo de esta comedia es esta cita. v. 669 El galán sin dama: comedia de don Antonio Hurtado de Mendoza. v. 671 El celoso extremeño: la novela cervantina dio pie a comedias del mismo asunto; esta es de Antonio de Coello y se imprimió en 1634 en la Parte veinte y ocho...', fr. infra, v. 1992. v. 672 Cautela contra cautela: comedia de Tirso de Molina que se incluye en la Segunda parte de las comedias del maestro Tirso de Molina. Esta parte tirsiana es problemática; algunos estudiosos atribuyen últimamente esta comedia a Mira de Amescua. v. 673 El médico de su honra: con este título escribieron un drama de honor dos de las grandes figuras de nuestro teatro áureo, Lope de Vega y Calderón de la Barca, si bien es más célebre la de este último. La primera se incluye en un tomo de varios autores: Comedias de Lope de Vega Carpió [y otros autores]. Parte veinte y siete, Barcelona, 1633. La de Calderón, escrita en 1635, se inserta en la Segunda parte de sus comedias, Madrid, María de Quiñones, 1637. v. 676 Lavar sin sangre una ofensa: pieza dramática cuyo tema central es también la honra y los modos de «limpiar» los agravios, etc. Su autor es don R o m á n Montero de Espinosa y se publicó en 1665 en la Parte veinte y dos de comedias nuevas; fr. infra, v. 1777. Parece que se representó tres años antes para los reyes, pues se conserva en la B N M un manuscrito de una mojiganga suya, Cupido y Venus, maestros de escuela, en la que se anota «Para el fin de la comedia Lavar sin sangre una ofensa, de don R o m á n Montero; fiesta de S. M . en el Buen Retiro, año de 1662» (Paz, 1966, p. 872). v. 677 Vengarse con agua y fuego: el título exacto de esta comedia de Calderón, más o menos contemporánea a El médico de su honra y que muestra igualmente la tiranía del honor, es Vengarse en fuego y en agua, más conocida como A secreto agrá-

223

TEXTO DE LA COMEDIA D O N

¡ H é m o s l a h e c h o buena!

CUAL

No hay que fiar en mujeres... 680

N o , pues si se c o n s i d e r a ,

HOLA

Amor ingenio y mujer }

se ha v e n i d o a hallar e n esta. DON

FULANO

DON

CUAL

D O N

FULANO

¡Pues verá el m u n d o ! . . . ¿Qué? Cómo a este t í t u l o se agrega, p o r v i r t u d de aquesta m a n o ,

685

La venganza más discreta. Vanse.

vio, secreta venganza. C o n este segundo título se incluye en la Segunda parte de sus comedias; cfr. supra, v. 673. C o n el título doble reaparece en la Sexta parte de comedias escogidas de los mejores ingenios de España, Zaragoza, herederos de Pedro Lanaja y Lamarca, 1653. v. 679 No hay que fiar en mujeres: no he encontrado ningún título de comedia con esta expresión exacta; un título parecido es No hay que fiarse de nadie, citado por Barrera, de autor desconocido. La letrilla de Góngora que comienza: «Puédese el hombre fiar / de la boca de un dragón, / de las garras de un león» tiene un estribillo que bien puede recordar a este verso: «mas de ningún modo puede / fiarse de una mujer» (Letrillas, L X X X V , p. 242).

SEGUNDA JORNADA

Salen don Tal y Zutana. ZUTANA

¿ E s t a m o s solos?

D O N TAL ZUTANA D O N TAL

S í , estamos. M i r a l d o bien, porque importa. F u e r a de aquestos s e ñ o r e s n o hay nadie a q u í que nos o i g a .

ZUTANA

690

Para l o que he de decir, estos s e ñ o r e s n o estorban, que antes nos h a c e n m e r c e d .

D O N TAL

S o n b o n í s i m a s personas.

ZUTANA

M i r a d entre esas esteras

695

u debajo de esa a l f o m b r a si hay a l g u i e n . . . D O N TAL ZUTANA

¿ Q u i é n ha de haber? A l g ú n r a t ó n que nos roa u n a r e l a c i ó n que t e n g o para decir.

D O N TAL

¡ D a l e bola!,

700

¿ n o he d i c h o ya que n o hay nadie?

v. 689 aquestos señores: referencia al público, para acercarse y conectar con los espectadores y así romper la ficción teatral. v. 699 relación: «En las comedias, es la narración que sirve de episodio o explicación del tema de la comedia» (Aut). v. 700 ¡Dale bola!: «Expresión figurada y familiar que denota el enfado que causa una cosa cuando se repite muchas veces» (DRAE). v. 701 La insistencia de un personaje en comprobar hasta el ridículo si está a solas con otro debía de ser recurso de comicidad, pues aparece en piezas de tipo festivo, tanto comedias burlescas como entremeses; cfr. Baldovinos, vv. 830-41:

226

AMOR,

INGENIO

Y MUJER..

¡Parecéis La dama bobal ZUTANA

N o soy sino la discreta e n La fuerza lastimosa.

D O N

TAL

¿ F u e r z a lastimosa vos?

ZUTANA

O í d y s a b r é i s l o agora.

D O N

¿Cómo?

TAL

ZUTANA D O N

TAL

ZUTANA

705

D e aquesta manera. ¿ E n q u é forma? E n esta f o r m a . Juzgaréis, señor d o n Tal (que y a y o sé q u e así os n o m b r a n ) ,

710

que e l h a b e r m e y o salido de m i casa c o n vos sola tan arrojada, q u e ha sido p o r fragilidad de bolsa, p o r l i v i a n d a d de discurso

715

o p o r otra c u a l q u i e r cosa. Pues n o , s e ñ o r , n o , s e ñ o r , que antes, p o r q u e se c o n o z c a l o c o n t r a r i o , os d i g o q u e n o h a sido, s e ñ o r , p o r otra,

720

«¿Estamos solos? —Ninguno / nos puede escuchar de veras. / — M i r a a ver las faltriqueras, / por si está en ellas alguno. / Vacías, señor, están / de gente y aun de dinero. / —Sacude bien el sombrero / y mira en el tafetán. / — N o hay un alma aquí, bien puedes / decir a lo que me llamas. / — M i r a en aquesas retamas / si nos oyen las paredes». v. 702 La dama boba: es una de las más conocidas comedias de Lope, de la que existe un manuscrito en la B N M con fecha de 28 de abril de 1613 y firmado por el propio Lope. Se incluye además en Doce comedias de Lope de Vega, una de cuyas primeras impresiones fue en Madrid, viuda de Alonso de Balboa, 1617. v. 703 discreta: en oposición a boba; en la época, el sentido más generalizado del término discreto era «cuerdo y de buen juicio, que sabe ponderar y discernir las cosas y darle a cada una su lugar» (Aut). Pudiera además descubrirse una alusión a Nise, la hermana de la dama «boba», Finea, que era culta y discreta, o, indirectamente, a otra comedia de Lope, La discreta enamorada. v. 704 La fuerza lastimosa: comedia de Lope de Vega, se publicó en la Segunda Parte de las comedias de Lope de Vega y Carpió.

TEXTO DE LA COMEDIA

227

sino s ó l o p o r libraros y defenderos de t o d a la c o n f u s i ó n e n q u e os v i , m e t i d o tan a m i costa, 725

pues el n o sacaros della fuera e n m í u n a a c c i ó n

impropia;

a esto se agrega t a m b i é n la i n t e n c i ó n que e n m í se l o g r a , pues c o n aquesta o c a s i ó n m e valgo de m u c h a s otras

730

y de u n a v í a hago dos mandados. D O N

TAL

¿Cómo? O í d m e agora:

ZUTANA

¿conocéisme? DON TAL ZUTANA

N o y sí. N o y sí n o h a c e n b u e n a solfa; d e c i d sí o no.

D O N

TAL

Sí o n o .

ZUTANA

¡Eso es l o m i s m o !

DON

Aparte. ¿ Q u é droga,

TAL

735

cielos, es ésta? ¿De

ZUTANA

adonde

me conocéis? DON TAL

Yo, señora, os c o n o z c o p o r q u e os v i , pero n o p o r otra cosa;

740

sé que sois d o ñ a Z u t a n a , sé que sois m u y l i n d a m o z a y sé que m e cautivasteis

w . 731-32 y de una vía hago dos / mandados: hacer de una vía dos mandados es un dicho popular, similar a hacer de un camino dos mandados, es decir, de una vez, dos asuntos, dos recados. Equivaldría al actual matar dos pájaros de un tiro. v. 736 droga: «metafóricamente vale embuste, mentira disfrazada y artificiosa, pretexto engañosamente fingido y compuesto» (Aut); cfr. Amantes de Teruel, v. 1417.

228

AMOR,

INGENIO

Y MUJER.

aquella tarde d i c h o s a , que fue para m í u n p a ñ u e l o

745

bandera de la v i c t o r i a de haberos visto, a u n q u e fue la c o l o r q u e paz d e n o t a g u e r r a para m í , pues h i z o a otras armas vencedoras.

750

D e s t o os c o n o z c o , mas n o sé q u i é n sois, p o r q u e c o n o z c a l o que d e b o c o n o c e r , m á s q u e p o r aquella h e r o i c a p r e s u m p c i ó n q u e a m í m e debo,

755

pues n o fuera m e r i t o r i a a c c i ó n de m i c a l i d a d si a ella faltara. ZUTANA

E s o sobra,

y puesto q u e h a b é i s llegado a d e c i r m e l o q u e os toca,

760

y l o que me t a ñ e a m í os he d i c h o , va de historia. D o ñ a Z u t a n a de T a l , que ya de o t r o siglo g o z a , porque d o ñ a H u e s o quiso

765

llevarla t e m p r a n o a A t o c h a , fue m i madre, fue m i a g ü e l a , fue m i tía y m i s e ñ o r a , que u n a madre, b i e n m i r a d o , a u n q u e sea u n a t o n t o n a ,

770

v. 748 la color que paz denota: el sustantivo color era femenino en el siglo xvii; se refiere al color blanco; cfr. supra, v. 150. w . 760-61 lo que os toca / y lo que me tañe a mi: para este juego de palabras ver Amantes de Teruel, w . 1508-11. v. 765 doña Hueso: apodo festivo para nombrar la muerte, personificándola. Se la representa como un esqueleto con una guadaña. v. 766 Atocha: se refiere al cementerio del Hospital General, que albergaba sobre todo a pobres. vv. 767-68 fue mi madre, fue mi agüela, / fue mi tía y mi señora: otro de los disparates basados en lo absurdo por imposible.

TEXTO DE LA COMEDIA

229

c u a n d o g o z a de sus hijos es su generado t o d a . F a l t ó e n fin; p l u v i e r a al c i e l o n o faltara, mas fue t o n t a e n faltar tan presto, pues

775

tanto se m e t i ó de g o r r a c o n la m u e r t e , que ella m i s m a , p o r n o d e c i r ella p r o p i a , de p u r o v i v a m u r i ó , ¡téngala D i o s e n su g l o r i a !

780

M e d i o huérfana quedé c o n d o n F u l a n o de T r o y a , m i padre, q u e es a q u e l v i e j o que m e d i o la escapatoria, c o m o ya os he d i c h o , y que

785

m e h i z o salir de l a a l c o b a en q u e m e e s c o n d í p o r vos, c o m o visteis, de l i m o s n a . Este es, pues, s e ñ o r d o n T a l , c o n q u i e n v i v o triste y sola,

790

pues q u i e n c o n u n v i e j o v i v e n o p u e d e d e c i r q u e es m o z a ,

v. 772 generado: parece vulgarización del latinismo generado. Todos estos versos son parodia de las relaciones biográficas de las comedias de la época, como en Caballero de Olmedo, w . 115 y ss., 117-22: «Nací en Medina de un parto, / que es costumbre de aquel reino. / Murió m i madre y quedé / sin ella; y mis padres, viendo / que era huérfana, por nombre / doña Elvira me pusieron». v. 773 phwiera: forma habitual de «pluguiera»; cfr. ha ventura sin buscarla, v. 585: «¡A Dios plu viera!». v. 776 se metió de gorra: «Cuando uno se mete con buenas palabras y la gorra en la mano al convite de otros, o cosas semejantes, sin ser convidado» (Correas, p. 310). Se emplea más en el sentido de aprovecharse de la comida de otro, o de los bienes de otro; cfr. Amantes de Teruel, v. 1303. v. 779 de puro viva murió: los juegos de palabras basados en paradojas y antítesis entre la vida y la muerte, parodiando conceptos de la poesía seria de la época, son frecuentes. Cfr. Amantes de Teruel, w . 1730-31: «que para no ser muy vivo / lo disimuláis muy bien». v. 782 don Fulano de Troya: la onomástica burlesca alcanza aquí al apellido; su madre era una pobre que murió en el hospital de Atocha; sin embargo, su padre es nada menos que de Troya.

230

AMOR,

INGENIO

Y MUJER..

n i p u e d e d e c i r que v i v e c o n la l i b e r t a d que l o g r a . P e r o c o m o y o , a D i o s gracias,

795

nací bonita y hermosa y c o n tantas partes, pues sé j u g a r a la p e l o t a , t a ñ e r b i e n unas sonajas, andar p o r u n a m a r o m a ,

800

coser, fregar y barrer y p o n e r b i e n una olla, a l m i d o n a r unas vueltas y prender una valona; p o r q u e t o d o sea v i r t u d ,

805

n o gusto de estar ociosa; y así m e estoy t o d o e l d í a , m a n o sobre m a n o aposta, p o r q u e q u i e r o guardar t o d o para e l d í a de m i b o d a .

810

E s t o propuesto, y q u e y o t e n g o todas estas cosas reservadas para e l dote de m i s e ñ o r a persona, el i n t e n t o a que os p r e v e n g o

815

v o y a deciros agora: m i padre, s e ñ o r , m i padre, v i é n d o m e tan v i r t u o s a y v i é n d o s e él ya tan viejo, que ya c o n las canas roza

820

aquella postrera c u n a

v. 797 partes: «Usado en plural se llaman las prendas y dotes naturales que adornan a alguna persona» (Aut), aunque puede tener un sentido malicioso, pues «se llaman así mismo los instrumentos de la generación» (Aut). Pero el chiste radica sobre todo en las extravagantes habilidades de las que blasona a continuación. v. 803 vuelta: «Se llama también el adorno que se sobrepone al puño de las camisas, que es una tira plegada y ancha de lienzo delgado, o encajes» (Aut). v. 804 valona: cfr. supra, v. 127. v. 808 mano sobre mano: «Ociosamente. Sin hacer nada» (DUE). Esta situación es contradictoria con su deseo de no estar ociosa (cfr. v. 806).

TEXTO DE LA COMEDIA

231

que desde la p r i m e r h o r a de nuestro ser es a r c h i v o de nuestras ejecutorias, intenta ( a q u í soy de yelo)

825

d e t e r m i n a (soy de alcorza) c o n d o n C u a l (harto es que p u e d a repetir y o mis c o n g o j a s . . . Pero si n o hay q u i e n l o diga, l o h a b r é de d e c i r y o p r o p i a . . . ) DON

TAL

830

D i l o que intentas y acaba, que m e tienes ya c o n gota.

ZUTANA

. . . casarme...

DON

Aparte.

TAL

ZUTANA DON

TAL

ZUTANA D O N

TAL

¿ Q u é escucho?, ¡cielos!

Pero y o . . . ¡Soy de p o n z o ñ a ! . . . sin g u s t o . . . E s o sí, que e l a l m a

835

estaba ya m e d i o coja.

w . 823-24 archivo / de nuestras ejecutorias: en los versos anteriores se ha referido el autor al tópico de «la cuna y la sepultura» (recordemos la obra de Quevedo así titulada y sus poemas metafísicos acerca de la brevedad de la vida en los que identifica «pañales y mortaja», P O , n ú m . 2, v. 13), nacemos para morir, la vida es efímera, etc. Es curioso que compare a la «postrera cuna» con un archivo de ejecutorias 'documentos que certificaban la hidalguía de una persona', en este contexto (es decir, todo acaba en la muerte). v. 826 alcorza: «Masa o pasta de azúcar muy blanca y delicada, con que se suele cubrir o bañar cualquier género de dulce [...]. Metafóricamente vale lo mismo que delicadeza, blandura, melindre y afeminación» (Aut). N o tiene sentido aquí; es un disparate. v. 832 gota: «humor grueso y crudo, que arroja la naturaleza a las extremidades del cuerpo y se fija en las articulaciones de manos o pies; y así, causa en ellas hinchazón y dolor, y embaraza el movimiento» (Aut); esta enfermedad se prestó a numerosas burlas, por ser a menudo enfermedad de glotones y bebedores, típicamente carnavalesca. Cfr. Bodas de Orlando, w . 1597-1600: «Nombrar padrinos, / por si alguno con la gota / enfermare de una pierna / que le puedan poner otra». Era enfermedad, entre otras, atribuida a los viejos; Caballero de Olmedo, w . 1279¬ 82: «—¿Sabéis las obligaciones / con que nace un hombre viejo? / —Sí, con tener mal de piedra, / gota, tos y dar consejos».

232 ZUTANA

AMOR,

INGENIO

Y

MUJER...

. . . sin v o l u n t a d , s i n a m o r , d á n d o l e a e n t e n d e r l o estorban mis achaques, c o n la excusa h i c e m a y o r su d i s c o r d i a .

840

Q u e remedios buscaría, c o m o si y o fuera otra, dijo, para q u e m e c u r e n y c o n d o n C u a l esta b o d a se e f e t ú e . Y o a b o r r e z c o

845

c o n ansias y c o n congojas a este h o m b r e , y tanto, que a n o haber otra persona m á s de m i gusto e n e l m u n d o para casarme, y o p r o p i a

850

buscara m i p r e c i p i c i o , abrazara m i deshonra, solicitara u n v e r d u g o para que m e diese soga. P e r o t o d o cesa, s i e n d o

855

vos q u i e n de t o d o m e a h o r r a . V o s m e visteis, y o os m i r é , estaba e l a m o r de gorja, e n a m o r é m e y, e n fin, caí c o m o pecadora.

860

E n vuestra casa estoy, pues m i a m p a r o es cosa forzosa, esta fue suerte de entrambos, nuestras finezas l o a b o n a n .

v. 839 mis achaques: cfr. supra, v. 336. v. 854 para que me diese soga: el sentido literal es 'para que me ahorcara'; la expresión dar soga equivalía a «dar cuerda» o «dar largas» o a «dar chasco o burlarse de alguno, a veces con la misma palabra soga» (Aut). v. 856 ahorra: 'libra'; ahorrar es «dar libertad al esclavo» (Aut). v. 858 de gorja: «vale también chanza, alegría, regocijo, bulla y fiesta: y así se dice estar o no estar de gorja» (Aut); cfr. Amantes de Teruel, w . 1372-73: «En una pastelería / me entré una tarde de gorja». v. 860 pecadora: «cualquier individuo de la humana naturaleza, como sujeto y capaz de pecar» (Aut), pero en femenino tenía otro matiz: «en estilo familiar se llama la mujer de mal vivir que hace ganancia de su cuerpo» (Aut).

TEXTO DE LA COMEDIA

233

Y o n o m e m e t o e n q u i e n sois,

865

m i e l e c c i ó n es vuestra; agora, si sois caballero, hagamos cada c u a l l o q u e le toca. Y o m e salí de m i casa c o n vos, ya es cosa n o t o r i a ,

870

y a u n q u e m i padre m e dijo allí, c o n su m i s m a b o c a , que n o volviese tan presto y que m e escapase, i g n o r a el suceso, pero, e n

fin,

875

saberle es cosa forzosa. Y o tengo amor, vos i n g e n i o , soy mujer, n a c í golosa, m i padre h a b r á de b u s c a r m e , d o n C u a l t a m b i é n , pues m e adora;

880

vos sois p r i m e r o que t o d o y, pues m e t e n é i s de escolta, estimad m á s l o que os q u i e r o , poniendo luego p o r obra el evitar tantos d a ñ o s ,

885

puesto que ya tanto os t o c a n , y si vuestro a m o r m e vale, y si vuestro i n g e n i o d o r a esta a c c i ó n , seréis d i c h o s o , y yo seré m á s dichosa

890

a ú n que vos, pues para m í , No hay vida como la honra

v. 878 golosa: «La mujer que tiene más gusto en el comer de lo que debía, y por golosinas se deja cazar, como el ratón con el queso» (Cov.). v. 888 dorar. «Metafóricamente vale encubrir los defectos de alguna cosa, refiriéndola y exornándola de tal manera que parezca buena» (Aut). v. 892 No hay vida como la honra: comedia palatina de Pérez de Montalbán, que forma parte de su famoso Para todos, exemplos morales, divinos y humanos, Huesca, Pedro Blusón, 1633. Esta comedia fue parodiada por un ingenio anónimo con título similar, y se conserva en un manuscrito de la B N M con sus piezas intermedias correspondientes, como reza el encabezamiento: Comedia, loa y entremeses en una pieza, al título trovado No hay vida como la olla.

234

AMOR,

INGENIO

Y MUJER.

y La perfeta casada seré, aunque nunca no coma, y vos a u n t i e m p o t e n d r é i s ,

895

eterna e n vuestra m e m o r i a , Amor, ingenio y mujer sobre mis finezas todas. D O N

TAL

Aparte. La ventura sin buscarla, ¡cielos!, es esta y n o otra,

900

p e r o Peor es hurgallo. ZUTANA D O N

¿ Q u é decís? Quien calla otorga,

TAL

p e r o si l o que deseo me p r o p o n é i s , ¿quién ignora que s e r é vuestro m a r i d o ,

905

si vos q u e r é i s ser m i esposa? ZUTANA D O N

TAL

D e s d e l u e g o os d o y la m a n o . C o n la m í a , el a l m a toda os doy.

ZUTANA D O N

TAL

Y a sois m í o . Sí,

v. 893 La perfeta casada: su segundo título es Prudente, sabia y honrada. Escrita por Alvaro Cubillo de Aragón, se incluye en la Duodécima parte de comedias escogidas; cfr. infra, v. 1881. Se conserva en la B N M un manuscrito de la comedia con letra de mediados del siglo xvn. v. 899 La ventura sin buscarla: título que corresponde a una comedia de Lope de Vega, en Parte veinte de las comedias de Lope de Vega Carpió, Madrid, Juan González, 1627; y a su vez a la anónima versión burlesca de la misma, que se incluye en este mismo volumen. v. 901 Peor es hurgallo: comedia de Antonio de Coello de la que hay un manuscrito en la B N M , copia del siglo xvm y varios ejemplares sueltos; es una expresión popular que «amonesta que se dejen las porfías» (Correas, p. 389). Cfr. Baldovinos, w . 1036-37: «pero yo callo m i pico / que es mucho peor hurgallo». v. 902 Quien calla otorga: comedia de Tirso de Molina, segunda parte de El castigo del pensé que; se incluye en la Primera parte de sus comedias: Doce comedias nuevas del maestro Tirso de Molina, Sevilla, Francisco de Lira, 1627. Es un dicho popular de sentido evidente.

TEXTO DE LA COMEDIA

235 910

y l o fácil se os p e r d o n a p o r la o c a s i ó n . Hacéis bien.

ZUTANA D O N TAL

Y o os p r o m e t o q u e n o es p o c a .

ZUTANA

E n efeto, ¿ya soy vuestra?

D O N TAL

Sí, mas faltan m u c h a s cosas.

ZUTANA

¿ Q u é cosas p u e d e n faltar?

D O N TAL

Ó y e m e y sabráslas todas.

915

Q u e l o sepa m i s e ñ o r y tu padre es l a forzosa, que d o n C u a l n o te l o r i ñ a 920

y que vayas p o r t u ropa a casa. ZUTANA

Las dos que has d i c h o m e parecen b i e n , la otra n o m e parece m u y fácil, p o r q u e , ¿ q u i é n ha de i r ? . . . T ú propia.

D O N TAL ZUTANA D O N TAL

¿Yo propia? Sí. ¡ L o c o estás!

ZUTANA D O N TAL ZUTANA D O N TAL

925

E l l o ha de ser. Es historia. Pues d i , ¿ n o será m e j o r que l a cabeza te r o m p a tu padre, q u e n o a m í ? . . . Sí,

ZUTANA

convencísteme. w . 910-11 y lo fácil se os perdona / pdr la ocasión: fácil «se llama de ordinario a la mujer deshonesta, porque ligeramente se mueve a la torpeza» (Aut). v. 912 no es poca: parece concertar con «alma», que es lo que don Tal ofrece a Zutana en los versos anteriores. v. 926 es historia: «Es historia; era historia. De cosas que se cuentan y ven, de admiración» (Correas, p. 575).

236

AMOR,

INGENIO

D O N TAL

Y MUJER.

¿Ves, b o b a ,

930

c ó m o sabe m á s e l l o c o e n su casa q u e e n las otras? ZUTANA

D i g o q u e tienes r a z ó n y d é j a m e que disponga c o n l a ayuda de m i i n g e n i o

935

m i s e g u r i d a d forzosa, y v e r á s c ó m o te c u m p l o el a d b i t r i o . D O N TAL

A t i te i m p o r t a .

ZUTANA

¡ P u e s a d i ó s y hasta m á s ver!

D O N TAL

V e r e m o s c ó m o a c á tornas.

ZUTANA

940

¡ G u á r d a t e , padre, de m í , p o r q u e c o n t r a t i enarbola Amor, ingenio y mujer el estandarte!

D O N TAL

¡Adiós, boba! Vanse y sale Hola y Aquel.

HOLA

¿ D ó n d e su s e ñ o r está?

AQUEL

D e casa ha salido agora.

945

Hola, con manto. HOLA

¿ Y d ó n d e está m i s e ñ o r a ?

AQUEL

¿ A d o n d e ha de estar? A c á .

HOLA

E s o ya l o sé, menguado.

AQUEL

Pues si usted se l o b a r r u n t a ,

950

¿ p a r a q u é m e l o pregunta? HOLA

Y O n o se le he p r e g u n t a d o ,

s e ñ o r de Flandes hilero, por ignorar que l o sé.

w . 931-32 sabe más el loco / en su casa que en las otras: distorsión cómica del dicho popular «sabe más el loco en su casa que el cuerdo en la ajena». v. 938 adbitrio: lo mismo que «arbitrio», sustantivo con numerosas acepciones; en este contexto podría equivaler a 'medios para lograr un propósito' (Aut).

TEXTO DE LA COMEDIA AQUEL

Pues v u s t e d diga p o r q u é .

HOLA

¿ Q u i e r e u c e d saberlo?

AQUEL

955

Quiero.

HOLA

Pues y o n o q u i e r o d e c i r l o .

AQUEL

Concluyóme.

HOLA

A S Í es v e r d a d .

AQUEL

¡Esa es g r a n t e m e r i d a d !

HOLA

¿ Q u i e r e oírlo?

AQUEL HOLA

237

Q u i e r o oírlo.

960

Pues escuche.

AQUEL

D i g a , pues; mas ya v i e n e m i s e ñ o r .

HOLA

A S Í l o sabrá mejor. Sale don Tal.

D O N TAL

¿ E S H o l a acaso?

HOLA

D O N TAL

H o l a es.

¡ D a m e los brazos!

HOLA

M u y poco

965

p e d í s en e s o . . . AQUEL

¡ A h , taimada!

HOLA

. . . que e n d á r t e l o s n o hago nada.

D O N TAL

D e verte estoy m e d i o l o c o .

HOLA

¿Y m i señora?

D O N TAL

¿ P u e s sabes que está acá?

v. 958 Concluyóme: 'me mató, me dejó sin habla', irónicamente; «Concluir. Vale también convencer dejando confuso y vencido a uno con la fuerza de la razón, de calidad que no tenga qué responder ni replicar [...]. E n la esgrima es ganarle la espada al contrario por el puño o guarnición, de suerte que no puede usar de ella» (Aut).

238

AMOR,

INGENIO

Y

MUJER...

B u e n o , a m i fe;

HOLA

970

a u n q u e m i s e ñ o r a , que n o dijo «ahí q u e d a n las llaves», de su casa se salió y s i g u i e n d o su destino a la tuya, s e ñ o r , v i n o ,

975

q u i e n dijese n o faltó t o d o e l suceso. D O N

E s o es risa;

TAL

pero, d i m e , ¿ t ú a q u e vienes? A darte los parabienes

HOLA

y a traerla u n a camisa

980

que e n v í a su padre. Y bien,

D O N TAL

c ó m o está saber c o n v i e n e . HOLA

B u e n o y malo.

D O N TAL HOLA D O N

¿ P u e s q u é tiene? Celos sin saber de quién.

TAL

¿ Y c ó m o c u e n t a n q u e fue?

HOLA

O y e , si quies que prosiga.

AQUEL

D é j e m e que y o l o diga.

HOLA

Y o l o sé.

AQUEL D O N TAL

T a m b i é n l o sé. S i es cosa que entre dos cabe, d e c i l d o los dos o n o .

AQUEL

985

990

Pues l o que sé d i r é y o , y usted dirá l o que sabe. D e s p u é s d e l pasado susto, s e ñ o r , e n que a b i e n librar, y o salí de m i pesar

995

y t ú te entraste e n tu gusto,

v. 984 Celos sin saber de quién: comedia de Antonio Hurtado de Mendoza, i m presa suelta (Barrera, 1860, p. 250).

239

TEXTO DE LA COMEDIA y después, aunque m e ahilo de hablar e n l o q u e ya viste, que e n u n a p u n t a estuviste y que y o estuve e n u n h i l o ,

1000

d o n F u l a n o el h o n r a d o r de su h i j a . . . HOLA

A h í le atajo,

que de d o n F u l a n o abajo he de hablar, q u e es m i s e ñ o r . D o n F u l a n o , padre, e n

fin,

1005

de m i h e r m o s a s e ñ o r i t a , que c o n afán solicita ser suegro de u n p u e r c o e s p í n , inquiriendo y pregonando c o n d á d i v a s , c o n promesas,

1010

c o n manzanas, c o n camuesas,

v. 997 ahilo: ahilarse es «padecer desvanecimiento o desmayo causado de la falta de alimento, lo que comúnmente sucede a los enfermos y mujeres preñadas» (Aut), aunque se extiende a cualquier desfallecimiento: «metafóricamente se toma por admirarse, pasmarse, con desfallecimiento» (Aut). Además, se juega con la palabra hilo, pues recordemos que Aquel entró disfrazado de vendedor de «hilo de Flandes» en casa de la dama. v. 999 estuviste en una punta: alusión a la de la espada, símbolo de peligro, pero juega con el sentido textil, «una especie de encajes de hilo, seda u otra materia, que por el un lado van formando unas porciones de círculo» (Aut). v. 1000 y que yo estuve en un hilo: esta expresión es paralela a la anterior y presenta un doble sentido: el hilo, referido al género que vendían, y alusión a la frase estar colgado de un hilo o estar en un hilo, que significa «estar muy poco seguro o en mucho riesgo» (DUE), como estuvieron amo y criado en la escena en que se i n trodujeron disfrazados en casa de Zutana. v. 1006 señorita: por señorito, señorita, se entendía «el hijo de los señores o grandes; y por cortesanía se solía decir del hijo de cualquier otro sujeto de representación» (Aut). v. 1011 camuesa: «Es una especie de manzana, excelentísima, aromática, sabrosa y suave al gusto, sana y medicinal» (Cov.). E l disparate aquí no lo es tanto, si lo relacionamos con la imagen del puercoespín que le acaba de aplicar, porque es motivo tópico que el puercoespín o el erizo recogen, al revolcarse, con sus púas los frutos (manzanas, madroños, etc.) caídos en el suelo para llevárselos. E n un emblema de Covarrubias Horozco (Centuria 1, emblema 39) aparece un erizo que se lleva en las púas madroños, con el lema «Comer y llevar».

240

AMOR,

INGENIO

Y MUJER..

llamando, solicitando p o r editos, p o r pregones, a su hija al robador, al cirujano, al d o t o r

1015

y a m u c h í s i m o s varones a s t r ó l o g o s , ha sabido, y e l m u n d o l o sabe ya, c ó m o su Z u t a n a está e n t u p o d e r ; c o n q u e ha sido

1020

tal su enojo, tal su i r a , y e n efeto su m a l tal, que a u n q u e está a m a n d o a d o n C u a l , a u n de d o n C u a l se retira. A t i te da a B a r r a b á s ,

1025

e n tanto q u e n o te ve, y en efeto... AQUEL

Tenga u s t é , que y o d i r é l o d e m á s . Q u e ha de v e n i r cosa es cierta, que os ha de c o g e r t a m b i é n ,

1030

y que será m á s d e s d é n dejar de abrirle la puerta; d o n C u a l es valiente y

fiero,

y s e g ú n l o que le pasa, t a m b i é n se e n t r a r á e n tu casa

1035

c o n t r a las leyes d e l fuero, c o n que tu esposa, y o y t ú , los gatos, ratones, perros,

v. 1017 astrólogos: los astrólogos fueron blanco fácil de sátira en la literatura. E l mismo Suárez de Deza escribió un baile entremesado titulado El matemático, en el que se parodia cualquier oficio relacionado con los pronósticos, las adivinaciones, etc. Títulos como El astrólogo tunante (Bances Candamo), El astrólogo fingido (Calderón), etc. muestran la fama que tenían tales menesteres. v. 1025 Barrabás: ladrón judío indultado con preferencia a Jesús; por extensión, cualquier persona aviesa. E n relación con el diablo aparece en otras comedias burlescas: Céfalo y Pocris, w . 2331-32: «—Mejor fuera una endiablada. / —Pues bailen con Barrabás».

TEXTO DE LA COMEDIA

241

sin haber c o m i d o berros nos i r e m o s a la m ú ,

1040

y será cosa graciosa, d e s p u é s de nuestras trapazas, m a l lograrse nuestras trazas q u e d a n d o t ú sin esposa, tu padre y d o n C u a l vengados,

1045

m a l l o g r a d o el p e n s a m i e n t o , frustrado tu a t r e v i m i e n t o y m i s huesos derrengados. D O N TAL

D i g o que t e n é i s r a z ó n , pero n o p u e d e ser m e n o s .

HOLA

1050

G u á r d a t e de los serenos, que matan sin c o n f e s i ó n .

D O N TAL AQUEL

N o os alteréis. ¿Por q u é no, si se apresta u n a batalla?

D O N TAL

P o r q u e t o d o es faramalla.

HOLA

¿ Q u i é n ha de evitarla?

1055

v. 1039 sin haber comido berros: los berros provocaban la orina, entre otras propiedades, pero aquí parecen mencionados por el ripio. Cfr. La ventura sin buscarla, w . 89-93: «quiso salir una tarde / con la Infanta a coger berros / porque mear no podía, / que como dice Galeno / verrorum facies orines». También eran plantas peligrosas a causa del anapelo venenoso que crece entre los berros: «hay un proverbio que dice: " T ú que coges el berro, guárdate del anapelo"; es el anapelo una yerbecilla mala y sutil que se cría entre los berros» (Cov.). Cfr. Bodas de Orlando, w . 450-54: «Pues, amenazado vengo / a sustentar en campaña / que la ensalada de berro / es veneno si no quitan / en ella los anapelos». v. 1040 nos iremos a la mú: «Mú: lo mismo que sueño. Es voz usada de las amas, cuando quieren que se duerman los niños, diciéndoles vamos a la mú» (Cov.). Recuérdese la tópica asimilación del sueño a la muerte, en relación con lo señalado a propósito de los berros. v. 1042 trapaza: «cualquier especie de engaño con que se damnifica a otro» (Cov.). v. 1051 serenos: 'humedad nocturna', peligrosa; cfr. Amantes de Teruel, nota al v. 201. v. 1055 faramalla: «Enredo o trapaza» (Aut).

242 DON

AMOR,

INGENIO

Y MUJER.

TAL

YO,

que tengo u n valiente m i e d o y n o sabré quedar mal. Sale don Cual. DON

CUAL

DON TAL

¿Está a c á e l s e ñ o r d o n Tal? A q u í estoy, si es que p u e d o ;

1060

d e c i d , pues, l o que q u e r é i s . DON

CUAL

DON TAL

D a r o s la m u e r t e e n a r a ñ o s . ¡ D i o s os guarde m u c h o s a ñ o s p o r la m e r c e d que m e h a c é i s !

DON

CUAL

DON

TAL

¿Ya sabéis p o r q u é ? NO

sé,

1065

p o r q u e d i v e r t i d o estaba... DON

CUAL

D O N TAL DON

CUAL

Por

eso.

N o me acordaba... Pues y o , y o os l o a c o r d a r é , que e n u n a c a m p a ñ a y e r m a de vos p r e t e n d o v e n g a r m e .

DON TAL

1070

A q u e s o será m a t a r m e , p o r q u e es u n a cosa enferma.

AQUEL

H o l a , ¿ves c ó m o a d i v i n o ?

HOLA

E s t o va m a l o .

DON

CUAL

A la l i d

v a m o s pues. DON TAL DON

CUAL

DON TAL DON

CUAL

¡Vamos! Venid...

1075

¿Sabéis vos b i e n e l c a m i n o ? ¡Ésa es brava patarata! V e n i d y no hagáis extremos...

v. 1069 campaña yerma: se refiere a que en tiempo ha le retó a duelo, duelo ciertamente burlesco, pues le quiere dar la muerte «en araños» (v. 1062). v. 1077 patarata: «Ficción, mentira, engaño» {Aut), aunque también significa demostración afectada de algún sentimiento o cuidado, o exceso demasiado en cor-

TEXTO DE LA COMEDIA D O N TAL

S i nos p e r d e m o s , ¿ q u é haremos?.

D O N CUAL

P r e g u n t a r d ó n d e se mata.

D O N TAL

A q u e s o es h a c e r m e e l b u z .

D O N CUAL

Aparte.Ya n o l o p u e d o llevar.

D O N TAL

¿ D ó n d e m e h a b é i s de matar?

D O N CUAL

A d o n d e hubiere u n a cruz.

D O N TAL

¡Vamos!

D O N CUAL D O N TAL

Pues y o os g u i a r é .

243

1080

1085

Aparte. Salió m i esperanza vana. D i l e en volviendo a Zutana que e n m a t a n d o m e v e n d r é . Vanse.

HOLA

¿ Q é habernos, A q u e l , de hacer?

AQUEL

D a r cuenta deste fracaso.

HOLA

Pues v á m o n o s paso a paso.

AQUEL

¿Adonde?

HOLA

u

1090

A echar a correr. Vanse. Sale don Fulano.

D O N FULANO

Cuidados, ¿qué me queréis? Penas, ¿ p o r q u é m e m a t á i s ?

tesías y cumplimientos» (Aut), por lo que en el verso siguiente le exhorta a no hacer extremos, entendido en su acepción de «manifestaciones exageradas y vehementes de un afecto del ánimo, como alegría, dolor, etc.; úsase principalmente en la frase "hacer extremos" (DRAE). Podemos suponer que este pasaje se acompañaría de una gestualidad desbordada, si se le daba el sentido que hemos apuntado. v. 1081 aqueso es hacerme el buz: «Hacer uno a otro el buz, reverenciarle, respetarle con humildad y sumisión» (Cov.); buz es «Cierto gesto halagüeño hecho con los labios o los hocicos, los cuales, porque se llaman buces, dieron lugar a esta dicción, [...] mostrar un género de rendimiento o una afectación estudiosa de agradar, con algún modo de adulación» (Aut). Cfr. Quevedo, PO, n ú m . 583, v. 12: «es mona que a los jarros hace el buz»; Darlo todo, vv. 1843-44: «Y si gustas así que te haga el buz / zape no, diga a m i cariño miz». v. 1091 paso a paso: lo mismo que «poco a poco» (Cov.), lo que se contradice con la expresión echar a correr del siguiente verso.

244

AMOR,

INGENIO

Y MUJER.

Juicios, ¿ q u é me alborotáis?

1095

M a l e s , ¿ p o r q u é m e doléis? S i mis obsequias h a c é i s p o r lisonjear m i d o l o r , d e c i d , ¿ n o fuera m e j o r para r e m e d i a r m i m a l

1100

en u n caso c r i m i n a l dar cuenta al p r o c u r a d o r ? ¿ N o basta, ¡ o h , suerte prolija!, para que nada m e cuadre, que, h a b i e n d o n a c i d o padre,

1105

l o sea y o de tal hija? M i estrella errante tan fija l l e g o a v e r e n m i querella, que, c u a n d o t o d o atropella, da a los ojos de la h o n r a

1110

cataratas la deshonra; mas tal soy y o y tal es ella, pero, ¡ay!, si y o m e r e c i e r a el verla, p o r sí o p o r n o ; mas n o l o m e r e z c o y o ,

1115

p o r q u e eso para m í fuera cosa c o n que m e v o l v i e r a l o c o y c o n t e n t o a pedazos, sin n i n g u n o s embarazos;

v. 1097 obsequias: lo mismo que «exequias», las honras funerales que se hacen a los difuntos. v. 1103 prolijo: «Se toma también por molesto, impertinente y pesado» (Aut). v. 1107 estrella errante, tan fija: distinguían las estrellas fijas («Son todas las que están en el firmamento. Llámanse así no porque carezcan enteramente de movimiento propio [...] sino porque este es tan lento que en muchos siglos no se conoce tenerle», Aut) y errantes («cinco planetas, Saturno, Júpiter, Marte, Venus y Mercurio, cuyos movimientos propios tienen varias desigualdades, como también otros planetillas más pequeños, que solo se descubren con el antojo de larga vista», Aut). Comp. fray Luis de Granada, Símbolo, p. 163: «Sigúese luego la muchedumbre de las estrellas fijas»; San Isidoro, Etimologías, 3, 71, 20: «Son estrellas planetas las que no están, como las demás, fijas en el cielo, sino que se desplazan por el aire. Su nombre de planeta viene de plané, es decir, errante». v. 1112 mas tal soy yo y tal es ella: alusión jocosa a don Tal.

TEXTO DE LA COMEDIA pues si e n ello se repara,

245 1120

pienso y o q u e l a matara y l a diera m i l abrazos. ¡Ay, hija m í a ! Dentro, Zutana. [ZUTANA]

¡ A h , de casa!

D o n F u l a n o , ¿estáis acá? D O N FULANO

¿ Q u é escucho, cielos? ¡ A h , ah!

1125

¿ Q u é es, cielos, l o q u e m e pasa? D e a m o r y c ó l e r a abrasa esta v o z m i c o r a z ó n . ¡ T o d o es e n m í c o n f u s i ó n ! ZUTANA

¿ D a i s m e l i c e n c i a de entrar?

D O N FULANO

¿ P u e s q u i é n l o p u e d e estorbar?

1130

¡ E n t r a , pues! Sale Zutana con manto. ZUTANA DON

FULANO

ZUTANA

¡Dame atención! ¡Hija!...

¿ Q u é hija o q u é haca? ¿ H a b é i s p e r d i d o e l sentido?

D O N FULANO

¿ P u e s de c u á n d o a a c á h a b l á i s vos

1135

de esa m a n e r a c o n m i g o ? ¡Hija i n f a m e ! . . . ZUTANA

¿ L u e g o vos,

a q u í e n t o d o vuestro j u i c i o , m e t e n é i s p o r vuestra hija? D O N FULANO ZUTANA D O N FULANO

¿ P u e s q u i é n sois? ¡Raro capricho!

1140

Y O d e b o de estar s o ñ a n d o , o p o r l o menos d o r m i d o ; d e c i d , ¿ q u i é n sois?

v. 1133 ¿Qué hija o qué haca?: expresión de rechazo o desprecio; ver Amantes de Teruel, nota al v. 194.

246

AMOR,

INGENIO Y

MUJER...

Una

ZUTANA

propia,

que c o n u n p a p e l m e e n v í o , c o m o p o r él p o d é i s ver;

1145

pues c o n o c i e n d o e l p e l i g r o , claro está que y o n o h a b í a de v e n i r a c á de v i c i o , y así e n v í o u n a persona. D O N

FULANO

¿ Y c u y o es e l papel? Mío.

ZUTANA D O N

FULANO

ZUTANA

1150

¿ L u e g o t ú n o eres Zutana? Y a , s e ñ o r , estás p r o l i j o ; ¿ c ó m o he de d e c i r que no?

D O N

FULANO

Aparte. ¡ V o l v e d al alma, sentidos!, que ya m e daba c u i d a d o

1155

el pesar d e l regocijo! ZUTANA D O N

FULANO

T o m a el papel y v e r á s l o . C i e r t o que e n m i v i d a he visto cosa que tan parecida sea c o m o t ú al h e c h i z o

1160

de la i n f a m e de m i hija. ZUTANA D O N

¡Míralo bien! Ya lo miro,

FULANO

y a tener t ú , c o m o ella, u n a s e ñ a l , fuera e l m i s m o retrato de Z u t a n i l l a . ZUTANA

Q u e la digas te s u p l i c o .

D O N

Un

FULANO

ZUTANA

1165

o j o enfrente d e l otro.

N o , pero está m u y v e c i n o ,

v. 1143 propia: en el sentido de 'mensajera' o 'persona que lleva el correo'; recoge ahora en forma de juego de palabras lo dicho en los vv. 924-25. C o m o se envía a sí misma con un papel es propia de sí propia. v. 1148 de vicio: «Modo adverbial que vale sin necesidad, motivo o causa, o como por costumbre» (Aut).

TEXTO DE LA COMEDIA

247

p o r q u e está pared y m e d i o , j u n t o a H e n a r e s , que es u n río. D O N FULANO

¡ C ó m o se e n g a ñ a n los ojos!

ZUTANA

E s o tiene e l m i r a r b i z c o .

D O N FULANO

Veamos q u é dice el p a p e l . . .

ZUTANA

Prosigue, pues.

DON

FULANO

1170

Y a prosigo.

Leyendo. « S e ñ o r padre, allá va esta,

1175

que p o r ser carta te escribo, para que p o r ella sepas c ó m o te d o y este aviso. Y o estoy, a D i o s gracias, b u e n a , y en casa de m i m a r i d o ,

1180

a d o n d e m e estoy c u r a n d o del achaque que te he d i c h o . Que

n o volviese tan presto

tu m e s m a l e n g u a m e d i j o ; m i r a si soy b u e n a hija

1185

puesto que te he o b e d e c i d o . Si m e quisieres ver, puedes, mas ha de ser c o n aviso y c o n recato, p o r q u e correrá mucho peligro

1190

tu v i d a , c o n q u e si vienes, h a b r á de ser e s c o n d i d o . A la p o r t a d o r a deste

v. 1169 pared y medio: como pared en medio, que solo tienen una pared entre casa y casa, que comparten la medianera. v. 1170 Henares: el río Henares, según Covarrubias, era «muy conocido y celebrado de muchos poetas cuando pasa por Alcalá, como Tormes por Salamanca, y los hijos de sus Universidades, bebiendo de sus aguas no envidian a las de Aganipe ni Castalia. Garibay, lib. 4, cap. 8, dice haberse llamado Henares porque en el lugar de su nacimiento hay mucho heno». v. 1189 recato: el recato de las doncellas era motivo parodiado en las burlescas; es ridículo aplicarlo al padre, como si fuera un galán.

248

AMOR,

INGENIO

Y MUJER.

d a r á s l o q u e fuere m í o . N o soy m á s larga, é l te guarde.

1195

D e casa, a b r i l , v e i n t i c i n c o . T u hija d o ñ a Z u t a n a . » \Laus Deol ¡ Q u é p r o d i g i o ! L a m u c h a c h a es estudiante, tiene m u y b o n i t o j u i c i o ;

1200

así era y o c u a n d o m o z o , y a u n su m a d r e era l o m i s m o . ZUTANA DOÑA

FULANA

¿ Q u é la d i r é ? Que

yo

quedo

ufano c o n haber v i s t o carta suya, y q u e esté b u e n a

1205

m e alegro casi u n p o q u i t o , y q u e n o m e alegro t o d o , porque no me lo han traído de fuera, q u e y o i r é a verla, y que, e n l o de sus vestidos,

1210

que ya la e n v i é u n a camisa y que, p o r n o haber v e n i d o la lavandera, n o h a y m á s , pero que yo, c o m o fino, la i r é a v e r c o m o m e dice,

1215

c o n e l recato preciso, n o p o r m í , s i n o p o r ella, que es l o q u e y o m á s estimo. Y q u e esto es e n c u a n t o a padre, p e r o que, e n c u a n t o a e n e m i g o ,

1220

y o h a r é l o q u e d e b o hacer, castigando e l haberse i d o c o n q u i e n y o n o la m a n d é , m a n o a m a n o , a pardos picos,

v. 1199 estudiante: «algunas veces se toma por el muy docto» (Cov.), sin necesidad de ser estudiante que cursa en alguna Universidad, que era el sentido riguroso del término. w . 1224 mano a mano, a pardos picos: yuxtaposición de dos expresiones populares; la primera, ir mano a mano es «ir juntos a la par» (Cov.) o «igualdad, familia-

TEXTO DE LA COMEDIA y que aqueso de l a cura,

249 1225

a otro p e r r o y para higos. T o m a d este c u a r t o vos. ZUTANA

E l favor, s e ñ o r , estimo.

D O N FULANO

T o m a d y adiós.

ZUTANA

É l os guarde;

¡ b r a v a m e n t e ha s u c e d i d o !

1230

Vase. D O N FULANO

H o m b r e tan confuso, cielos, c o m o y o , j a m á s se ha visto: p o r Z u t a n i l l a la tuve y si n o avisa, i m a g i n o , sin saber l o que m e hago,

1235

que la r o m p o los h o c i c o s . U n d i a b l o parece a otro. Sale don Cual. D O N CUAL DON

¡Señor don Fulano!

FULANO

Amigo,

y o n o os pienso d e c i r nada deste papel que m e ha escrito

1240

m i hija. DON

CUAL

N O lo digáis,

que l o d o y p o r n o sabido. D O N FULANO

¿ Q u é hay de nuevo?

ridad o llaneza con que una persona trata o conversa con otra» (Aut). Andarse o irse a picos pardos, invertidos los términos por razones de la rima, es «frase con que se da a entender que alguno, pudiendo aplicarse a cosas útiles y provechosas, se entrega a las inútiles e insustanciales» (Aut). v. 1226 a otro perro y para higos: se ha mezclado la expresión popular a otro perro con ese hueso, frase figurada «con que se repele al que propone artificiosamente una cosa incómoda o desagradable o cuenta algo que no debe creerse» (DRAE), con otro dicho proverbial: dar para peras, «frase con que se amenaza maltratar o castigar a alguno» (Aut), sustituyendo humorísticamente «peras» por «higos». v. 1237 un diablo parece a otro: proverbial: «Un diablo semeja a otro» (Rodríguez Marín, 1926, p. 497).

250

AMOR,

INGENIO

Y MUJER.

DON

CUAL

D O S m i l cosas.

DON

FULANO

¡ H a r t o e n eso m e h a b é i s d i c h o !

DON

CUAL

Pues n o os d i g o m á s .

DON

FULANO

DON

CUAL

C o m o dos y dos son c i n c o .

DON

FULANO

¡ R a r o caso!

DON

CUAL

¿ Y es cierto?

1245

V e n i d pues, que ya t e n g o al e n e m i g o en c a m p a ñ a .

DON

FULANO

DON

CUAL

DON

FULANO

¿ Q u é decís? L O que e s c u c h á i s . ¡Vive C r i s t o ! ,

1250

que m e h u e l g o , ¿y d ó n d e está? DON

CUAL

Y a le t e n g o e n e l S o t i l l o , y h e m o s de r e ñ i r e n él al

DON

FULANO

renegado. E S O pido.

v. 1246 como dos y dos son cinco: distorsión humorística del dicho como dos y dos son cuatro; cfr. Amantes de Teruel, v. 1701. v. 1252 el Sotillo: de nuevo una alusión a la Villa y Corte de Madrid, lugar bien conocido por el público, destinado a la diversión y el solaz de los madrileños. E n el Sotillo o Soto de Manzanares, en las orillas del río, se celebraba el primero de mayo la romería de Santiago el Verde —ver la comedia de Lope de Vega titulada así—, una de las más importantes de Madrid; este lugar fue recordado en el anónimo Baile del Sotillo de Manzanares (Colección, I, p. 481); algunos versos dan idea del ambiente que allí se respiraba: «Es por junio, y en el Soto / se miran coros y bailes, / unos de mozas curiosas / y de otras que no son tales. / Los celos hacen su oficio, / porque en casos semejantes / son siempre revolvedores / y causa de muchos males». Este centro de reunión se solía visitar por la tarde en invierno y al anochecer en verano y era lugar propicio para encuentros amorosos de toda índole, facilitados además por la moda de los coches. Nótese la contradicción de este ambiente y del propio emplazamiento del soto con la «campaña yerma» (v. 1069) donde se habían citado para el duelo. Sobre este lugar y sus fiestas ver Herrero, 1963, pp. 358-61. v. 1254 al renegado: es un juego de cartas (Aut); es decir, la riña será más que un duelo a espada un desafío en una partida de naipes.

TEXTO DE LA COMEDIA D O N CUAL DON

¡ P u e s vamos!

FULANO

D O N CUAL

251

¡Vamos!

1255

Aparte. A m o r , admite este sacrificio.

D O N FULANO

Aparte. H o n o r , esta ofrenda es tuya. ¡Vamos!

DON

CUAL

DON

FULANO

Seguidme. Y a os sigo.

Vanse. Sale don Tal. D O N TAL

D O S horas debe de haber que a m i c o n t r a r i o h e esperado;

1260

ni bien enemigo n i b i e n a m i g o , h e c h o gazapo deste soto estoy, a d o n d e n i m e p i e r d o n i m e gano, p o r q u e de contrariedades

1265

tan l l e n o estoy, q u e a u n n o a l c a n z o si e l m a l de t e n e r m e a q u í es b i e n de haberle esperado. Pero, ¿ q u é fuera, ¡ay de m í ! , que su venganza y su agravio,

1270

c o r r i e n d o l a posta, fuera para q u e parase e n chasco? Cosa que y o sentiría m á s q u e la m u e r t e , pues h a l l o que fuera a b r i r m e p o r m e d i o

1275

el h a b é r m e l e pegado. Pero n o , q u e es caballero, y fuera d e s p u é s de i n g r a t o , sobre sobrar a l o tosco,

v. 1262 gazapo: porque está en el soto, como un conejo. v. 1271 corriendo la posta: «Caminar con celeridad en caballos a propósito para este ministerio, que están prevenidos a ciertas distancias» (DRAE). L o mismo que con prisa, con velocidad. v. 1276 el habérmele pegado: se refiere al «chasco» o burla. Pegársela a uno es chasquearle, burlarle.

252

AMOR,

INGENIO

Y MUJER.

faltar a l o cortesano.

1280

P i d i ó m e por cortesía que a q u í le esperara u n rato y, s e g ú n se m e dispone, y o p i e n s o q u e esto va largo. ¡ V á l g a m e D i o s ! , ¿ q u e será?

1285

Pensamiento, discurramos, que c u a n d o trabaja e l j u i c i o n o ha de estar o c i o s o e l casco. S i m e trujo a matar, ¿ c ó m o , grosero y d e t e r m i n a d o ,

1290

m e d e j ó s i n q u e siquiera u n a estocada al soslayo m e diese, para que a q u í m e entretuviese entretanto? S i n o fue para m a t a r m e ,

1295

¿a q u é efeto este m e n g u a d o m e trujo a q u í , o a q u é fin fue aquesta sacada al c a m p o ? N i l o alcanzo n i l o e n t i e n d o , a u n q u e m á s m e l o sonsaco,

1300

pero ¿ q u é m u c h o que n o l o e n t i e n d a si n o l o alcanzo? Y o he s o l i l o q u e a d o m u c h o y tanto he s o l i l o q u e a d o que t a m b i é n parece q u e

1305

a m í t a m b i é n m e d o y chasco y a los que m e o y e n , pero p a c i e n c i a y v a m o s al caso, que esto i m p o r t a p o r agora; p o c o m e falta, ya acabo;

1310

v. 1298 aquesta sacada al campo: sacar al campo es «Frase que significa retar y desafiar a alguno para pelear» (Aut). w . 1303-1304 Yo he soliloqueado mucho / y tanto he soliloqueado: reiteración de formas verbales jocosas con el fin de parodiar los largos monólogos de las comedias áureas. Juega además con la disociación so\i-loqueado (locura característica del género).

TEXTO DE LA COMEDIA

253

m u c h o tarda y n o se q u é m e dice e l a l m a hacia u n l a d o . I r é m e , sí; p e r o n o . . . que soy q u i e n soy, a u n q u e h i d a l g o , 1315

p e r o sí, p o r q u e y a t e n g o disculpa e n m i d e s e n g a ñ o , pero n o . . . , mas p e r o s í . . . ¡ V á l g a m e D i o s , y q u é caos de c o n f u s i ó n ! Sale don Fulano y don Cual. DON

CUAL

L l e g a d , pues.

DON

FULANO

¡Gracias a D i o s que llegamos!

DON

CUAL

H a s t a q u e os t o q u e el hablar

1320

a q u í , callad c o m o u n asno. DON

FULANO

N O hablaré m á s que u n b o r r i c o hasta que l l e g u e m i m a n o .

D O N TAL

¿ Q ¿ veo?, ¡ v i v e n los cielos, u

1325

que los dos m e l a h a n a r m a d o ! DON

FULANO

DON

CUAL

¿ E S y a t i e m p o de hablar? NO,

a q u í callad. DON

FULANO

DON

CUAL

A h í callo.

C l a r o es que estaréis quejoso de h a b e r m e tanto esperado,

1330

señor don Tal.

v. 1311 no sé qué: muletilla que implica reticencia maliciosa; es expresión empleada en otras comedias burlescas. Cfr. Amantes de Teruel, w . 1682-83. v. 1314 soy quien soy, aunque hidalgo: cfr. Amantes de Teruel, nota al v. 104. La contraposición establecida es absurda: el hidalgo es quien se atiene al «soy quien soy», precisamente. v. 1324 mano: por el contexto, el sentido es el de 'turno', derivado del lenguaje naipesco: «se llama también en el juego el primero en el orden de los que juegan» (Aut). v. 1326 me la han armado: alude a la frase «Armarla con queso. Significa hacerle a alguno un engaño ingenioso, ponerle algún tropiezo o trampa» (Aut); armar tam-

254

AMOR,

INGENIO

D O N TAL

Y MUJER.

N O l o niego, y de vos m e estoy q u e j a n d o con razón.

DON

CUAL

N O la t e n é i s .

D O N TAL

¿ P u e s p o r q u é n o , mentecato?

DON

P o r q u e hasta q u e os haya m u e r t o

CUAL

1335

de m í n o p o d é i s quejaros. D O N TAL

¿ Y n o es m u y bastante queja el traer a d o n F u l a n o c o n vos?

DON

CUAL

N O , señor don Tal,

p o r q u e y o c u a n d o a otro m a t o

1340

es delante de testigos o parientes m á s cercanos. D O N TAL

¿ T e s t i g o s para matarme?

DON

¿ Q u i é n ha de avisar d e l caso?

CUAL

D O N TAL DON

CUAL

VOS mismo. ¿ Y O mismo?, ¿cómo,

1345

si e n d á n d o o s m u e r t e m e escapo? D O N TAL DON

CUAL

D i g o que tenéis r a z ó n . ¿Veis c ó m o sois u n m e n g u a d o ? B u e n o es que n o a g r a d e z c á i s el q u e tratemos de honraros.

D O N TAL

¿Traéis recado de matar?

DON

¿ U n suegro n o basta?

CUAL

D O N TAL DON

CUAL

1350

E S claro. Pues v e d , s e g ú n eso, agora si c o n i n t e n c i ó n le traigo.

bien tenía un doble sentido naipesco: «vale hacer trampas en el juego, componiendo las cartas o naipes de modo que uno cuando no gane no pierda» (Aut). v. 1351 recado: «Todo lo que se necesita y sirve para formar o ejecutar alguna cosa, como recado de escribir, etc» (Aut); cfr. Amantes de Teruel, v. 1040 acot.: «Descubriráse una cortina, en que se verá un estrado ridículo, un barreño con una olla muy grande y recado de chocolate, ridículo todo; y siéntanse».

TEXTO DE LA COMEDIA D O N FULANO DON

¿ P u e d o hablar agora?

CUAL

D O N FULANO

255

SÍ.

1355

Pues si y o p o r suegro basto a mataros, h a c e d cuenta, s e ñ o r d o n T a l , que ya os mato.

D O N TAL D O N FULANO D O N TAL

¿Cómo? C o n m i n o m b r e solo. A q u e s e es fuerte c o n t a g i o ,

1360

¡ m u e r t o soy! D O N CUAL

Pues esto es h e c h o .

D O N FULANO

D i o s os tenga e n su descanso.

D O N TAL

¿ D ó n d e m e h a b é i s de enterrar?

D O N CUAL

¿ D ó n d e ? E n los D e s a m p a r a d o s , que allí tengo y o m i entierro.

D O N TAL

Haréis c o m o noble hidalgo.

D O N FULANO

Agora, señor don Cual,

1365

c o n m i hija h a b é i s de casaros. D O N CUAL

N O , que a ú n falta otra v e n g a n z a .

D O N FULANO

E s a dejalda a m i cargo, que a su t i e m p o la v e r é i s .

D O N TAL

Y O a n d a r é e n p e n a entre tanto.

1370

v. 1364 los Desamparados: el Hospital de Nuestra Señora del Carmen, de incurables. Su fundación, que tuvo por fin recoger los niños de la Inclusa cuando llegaban a edad conveniente y darles educación, data del año 1592 y se hizo a expensas de una congregación que tenía el nombre de El Amor de Dios. E n 1610 se agregaron a este establecimiento ocho plazas de niños, que con el propio fin existían en el convento de Santa Isabel, y desde entonces se conocía como el Colegio de los Niños Desamparados, cerca del Hospital General (cfr. supra, v. 766), en la calle Atocha. v. 1365 entierro: entiéndase 'mi sepulcro, m i tumba'. v. 1372 Yo andaré en pena entre tanto: además del sentido de pena de dolor o tormento, como don Tal ya está muerto, ahora va a andar en pena, es decir, penando sus pecados, pues por pena se entendía «especialmente el castigo que se da por las culpas en la otra vida, ya en el infierno y se llama pena eterna, ya en el

256 DON

AMOR, CUAL

INGENIO

Y MUJER.

S e r é i s El amor al uso.

D O N TAL

S í , mas n o s e r é e l ingrato.

DON

E n v e n g á n d o m e , señor,

CUAL

1375

de Z u t a n i l l a , m e caso. DON

FULANO

DON

CUAL

¿Pues? C l a r o está. [...]

D O N TAL

¿ Y q u i e n ha de desposaros?

DON

El cura de Madrilejos.

CUAL

D O N TAL

E s e es El pleito del diablo.

DON

P a r e c é i s El mentiroso.

FULANO

D O N TAL

1380

S o y El mayor desengaño y soy vuestro a m i g o , e n fin, a u n q u e m u e r t e m e hayáis dado.

DON

CUAL

Sin honra no hay amistad.

1385

Purgatorio y se llama temporal» (Aut). Además hay una alusión a la expresión alma en pena, con que «se llama también metafóricamente al que anda siempre solo, retirado, triste y melancólico, como que alguna pena le tiene absorto» (Aut). v. 1373 El amor al uso: obra que don Antonio de Solís compuso hacia 1640. v. 1377 Verso corto. vv. 1379-80 El cura de Madrilejos. / Ese es El pleito del diablo: estos dos versos hacen referencia a un único título: El pleito que tuvo el diablo con el cura de Madridejos, comedia cuya primera jornada escribió Rojas Zorrilla, la segunda Luis Vélez de Guevara y la tercera Mira de Amescua. Se imprimió en el volumen titulado Flor de las mejores doce comedias de los mayores ingenios de España, Madrid, Diego Díaz de la Carrera, 1652. v. 1381 El mentiroso: más conocida por La verdad sospechosa, comedia de R u i z de Alarcón. Compuesta entre 1619-1620, se incluye en la Parte segunda de las comedias del licenciado don Juan Ruiz de Alarcón y Mendoza, Barcelona, Sebastián de Cormellas, 1634, aunque ya se había publicado antes en la Parte veinte y dos de las comedias de Lope de Vega y Carpió y las mejores que hasta ahora han salido, Zaragoza, Pedro Verges, 1630. v. 1382 El mayor desengaño: de Tirso; se incluye en la Primera parte de sus comedias: Doce comedias nuevas del maestro Tirso de Molina, Sevilla, Francisco de Lira, 1627. v. 1385 Sin honra no hay amistad: comedia de Rojas Zorrilla, que vio la luz en la Segunda parte de las comedias de Francisco Rojas Zorrilla, Madrid, Francisco Martínez, 1645.

TEXTO DE LA COMEDIA DON

TAL

La dicha está en el acaso.

DON

FULANO

Hasta el fin nadie es dichoso.

DON

TAL

Para m í Basta intentarlo.

DON

CUAL

V e d q u e Primero soy yo.

DON

TAL

N o soy sino y o .

DON

FULANO

Dirálo Añasco

257

1390

el de Talavera.

DON

CUAL

Y El valiente Campuzano.

DON

TAL

Antes que todo es mi dama.

DON

CUAL

S i estáis m u e r t o , ¿ c ó m o o

DON

TAL

C u a n d o ella dijere q u e

1395

es m í a . ¿ C o n qué?

DON

FULANO

DON

TAL

DON

CUAL

Y o soy su m e j o r g a l á n .

DON

TAL

Y o soy su m e j o r O r l a n d o

C o n la m a

y soy su m e j o r a m i g o .

v. 1386 La dicha está en el acaso: no tengo ninguna referencia más de esta comedia que la presente cita. v. 1387 Hasta el fin nadie es dichoso: comedia de Moreto que se incluye en la Primera parte de las comedias de don Agustín Moreto. v. 1388 Basta intentarlo: del dramaturgo sevillano Felipe Godínez, de la que existe un manuscrito del siglo xvii en la B N M ; además, se imprimió en la Parte treinta dos con doce comedias de diferentes autores, Zaragoza, Diego Dormer, 1640. v. 1389 Primero soy yo: de Calderón. v. 1391 Añasco el de Talavera: comedia de Alvaro Cubillo de Aragón. v. 1392 El valiente Campuzano: comedia de Fernando de Zárate, que forma parte de Pensil de Apolo, en doce comedias nuevas... Parte catorce; fr. infra, v. 1429. v. 1393 Antes que todo es mi dama: comedia de Calderón. v. 1398 Orlando: Orlando, Rolando o Roldán es uno de los Pares de Francia, héroe carolingio protagonista de romances y otras manifestaciones literarias sin cuento. Famoso por su amor desesperado por Angélica, que le lleva a la locura, las aventuras de este héroe carolingio se relatan en el Orlando furioso de Ludovico Ariosto. Fue parodiado por Quevedo en el «Poema heroico de las necedades y l o curas de Orlando el enamorado», y también objeto de burlas en otras comedias

258 DON

AMOR, FULANO

D O N TAL

INGENIO

Y MUJER.

Pues m a l h a b é i s n e g o c i a d o .

1400

Antes negocié m u y bien, pues d i c e n q u e es, de o r d i n a r i o , El mejor amigo, el muerto, don Cual.

DON

CUAL

D O N TAL

Allá

darás, rayo.

Y O n o r o b é a vuestra hija,

1405

que antes ella m e ha robado. DON

FULANO

¿ C ó m o ? , ¿ q u é escucho?

D O N TAL

A q u e l día, o b i e n fuese n o c h e . . .

DON

CUAL

D O N TAL

¡Palo! . . . que e n vuestra casa los tres y t u hija nos hallamos,

1410

me sacó. DON

CUAL

¿ Q u é escucho? ¡ C i e l o s !

del género; cfr. El rey don Alfonso, w . 1105-1108: «Por el coleto y las ligas / del escudero de Orlando; / por los huesos de la Cava, / por el Coliseo de Roma». v. 1403 El mejor amigo, el muerto (y fortunas de don Juan de Castro): comedia cuya primera jornada la escribió Luis de Belmonte, la segunda Rojas Zorrilla y la tercera se creyó que era de Calderón. Según Barrera, 1860, pp. 31, 56, «fue estrenada el día de la Natividad del año 1610. Calderón tenía en aquella fecha diez años y once meses». Se consignan los tres autores en el volumen en que se incluye: Parte nona de comedias escogidas de los mejores ingenios de España, Madrid, Gregorio Rodríguez, 1657. v. 1404 Allá darás, rayo: comedia de Lope de Vega, que se incluye, junto con otras de varios autores en Comedias de Lope de Vega Carpió [y otros autores]. Parte vánte y siete, Barcelona, 1633; es una expresión popular. Correas recoge algunas variantes de la misma: «Allá darás, rayo, en casa de Ana Gómez. Allá darás, rayo, en casa de Ana Díaz. Allá ciarás, rayo, en casa de Tamayo» (Correas, p. 40). v. 1408 ¡Palo!: «Usado como interjección, sirve para expresar la disonancia que causa algún dicho menos decente» (Aut). E n Baldouinos, Carloto manda al protagonista, recién casado, que se vaya, para quedarse él con la novia: «—Idos: ¿de qué tenéis miedo? / C o n Sevilla un intervalo / muy breve a solas me quedo. / — ¿Con ella a solas? —Sí. —¡Palo!» (w. 340-43). v. 1411 sacó: eran los galanes los que «sacaban» de sus casas a las damas; en el texto es un motivo del mundo al revés.

TEXTO DE LA COMEDIA DON

FULANO

¿ Q u é dices, h o m b r e d e l diablo?

D O N TAL

L O que o í s , l o que e s c u c h á i s .

DON

Pues n o h u b i é r a d e s hablado

CUAL

y n o os h u b i é r a m o s m u e r t o . DON

FULANO

D e pesar estoy q u e rabio.

DON

CUAL

¿ P u e s n o os d i y o m u e r t e

¿ Q u é d e c í s ? , ¡estáis b o r r a c h o !

DON

CUAL

P u e d e ser.

DON

TAL

DON

CUAL

DON

¿A mí? SÍ, a

vos.

VOS mentís.

FULANO

D O N TAL

1415

entonces?

D O N TAL

D O N TAL

259

N O hay que negarlo.

1420

D i g o que n o m e m a t ó , vive D i o s .

DON

FULANO

DON

CUAL

Y a está acabado. A g o r a d i g o que hay h o m b r e s que se m u e r e n de callados.

DON

FULANO

A q u í n o hay o t r o r e m e d i o

1425

si n o es callar y dejaros que h a g á i s l o que vos quisiereis. DON

CUAL

¡Válgate San Caetano, La hija del mesonero]

v. 1428 San Caetano: podría referirse a la anónima y desconocida comedia San Cayetano de Thiene y crédito en la Providencia, citada por Barrera, 1860, p. 580, aunque quizá no se trate más que del típico recurso expresivo de invocación al santoral. v. 1429 La hija del mesonero: también titulada La ilustre fregona, es una comedia de Diego de Figueroa y Córdoba que se imprimió en Pensil de Apolo, en doce comedias nuevas de los mejores ingenios de España. Parte catorce, Madrid, Domingo García Morrás, 1661. Se indica bajo el título de la comedia: «Fiesta que se representó a sus Majestades en Palacio», representación en la que probablemente estuvo presente Suárez de Deza, ujier de la reina Mariana de Austria y fiscal de comedias.

260 D O N FULANO

AMOR,

INGENIO

Y MUJER.

El garrote más bien dado

1430

y El más impropio verdugo p i e n s o y o q u e eran h e r m a n o s . D O N TAL

Q u i e n m a d r u g a , D i o s le ayuda.

D O N CUAL

A l Capitán Belisario c o n eso. Salen Hola y Aquel.

AQUEL

¡Señor!

HOLA

Los DOS D O N TAL

¡Señor!

1435

¡La j u s t i c i a ! A q u e s t o es m a l o .

AQUEL

¡ M á s de dos m i l alguaciles!

HOLA

¡ M á s de dos m i l escribanos, u n o s m i d i é n d o s e a varas c u a n d o otros a c a ñ o n a z o s !

AQUEL

1440

S a b i e n d o q u e hacia este sitio

v. 1430 El garrote más bien dado: es el segundo título con que se conoce El alcalde de Zalamea, de Calderón. v. 1431 El más impropio verdugo: el título completo de esta comedia de Rojas Zorrilla es El más impropio verdugo por la más justa venganza y se incluye en la Segunda parte de sus comedias; cfr. supra, v. 1385. Existe una versión burlesca anónima que parodia la citada comedia, del mismo título. v. 1434 El capitán Belisario: el título completo de esta comedia de Mira de Amescua es El ejemplo mayor de la desdicha y capitán Belisario] en la B N M se conserva un manuscrito autógrafo y firmado de la misma, con fecha de julio de 1625 y censura de Lope. vv. 1439-40 midiéndose a varas ... cañonazos: expresión entendida con una clara dilogía, pues vara, además del «instrumento formado de madera u otra materia que se usa para medir, graduado con varias señales», es la insignia de la justicia que portan los alguaciles (Aut). Lo de cañonazos es alusión a los escribanos, cuyo instrumento de guerra es la pluma, que se hacía de plumas de aves, cuya parte c i lindrica se llama cañón. Cfr. Quevedo, PO, núms. 647, w . 27-30: «El alguacil con su vara, / con sus leyes el letrado, / con su mujer el casado / hurtan en públicas plazas»; 668, w . 58-64: «Que el escribano en las salas / quiera encubrirnos su tiña, / siendo ave de rapiña, / con las plumas de sus alas, / que echen sus cañones balas / a la bolsa del potente, / ¡malhaya quien lo consiente!».

TEXTO DE LA COMEDIA

261

habéis venido a bañaros, v i e n e n c o m o u n o s leones. D O N FULANO

Pues nosotros c o m o gamos las l i e m o s .

HOLA

Haréis bien.

1445

AQUEL

Aparte. B r a v a m e n t e l a m a m a r o n .

HOLA

Aparte. B u e n o v a , si n o se enreda.

D O N TAL

E n efeto, ¿ e n q u é quedamos?

D O N CUAL

E n que quedáis muerto.

DON

TAL

¿SÍ?...

D O N FULANO

¡ N O , sino huevos asados!

D O N TAL

Pero a d v e r t i d . . .

D O N CUAL D O N TAL

1450

¿ Q u é decís? Q u e t a m b i é n quedamos ambos Obligados y ofendidos, y si m e j o r l o reparo, en q u e he de ser de Z u t a n a ,

1455

si p u e d o . D O N CUAL

Habíame

en entrando.

v. 1442 habéis venido a bañaros: recordemos que el duelo tenía lugar en el Sotillo, a la ribera del Manzanares. v. 1445 las liemos: liarlas es «frase vulgar, con que se da a entender que uno se huyó oculta y escondidamente» (Aut). v. 1446 la mamaron: mamarla es «tragar el anzuelo, ser engañado con un ardid o artificio. Usase casi sólo en las terceras personas del indefinido, sobre todo en singular: mamóla; y también, aunque menos, en plural: mamáronla» (DRAE). v. 1450 ¡No, sino huevos asados!: irónica frase hecha; fr. Amantes de Teruel, nota al v. 672. v. 1453 Obligados y ofendidos (y gorrón de Salamanca): comedia de Rojas Zorrilla, que se publicó en 1640 en la Primera parte de sus comedias. v. 1456 Habíame en entrando: el título exacto de la comedia es Habladme en entrando, de Tirso de Molina; su segundo título es Celos de amor y de honor ni aun a su padre perdonan. Existía la expresión popular «háblame en entrando, marido, que tengo miedo» y «háblame en entrando, que estoy merendando» (Correas, p. 229).

262

AMOR,

D O N D O N

FULANO TAL

INGENIO

Y MUJER.

Cada uno con su igual. El galán enamorado he de ser de Z u t a n i l l a .

D O N

CUAL

E n h a b i é n d o m e vengado.

HOLA

Entre bobos anda el juego.

AQUEL

D i mejor y acertáoslo:

1460

entre j u e g o s anda e l b o b o . ¡ T o d o es u n o , mentecato!

HOLA D O N

TAL

D O N

Pues Allá se verá. ¿Y

FULANO

cómo?

1465

Pues Abrir el ojo.

AQUEL

Vamos,

HOLA

que se acaba la j o r n a d a . D O N

CUAL

Celoso y

desesperado,

sobre o f e n d i d o y resuelto voy. Vase. D O N

FULANO

¡ V e n g a r é mis agravios!

1470

v. 1457 Cada uno con su igual: comedia incluida en la Parte diez y seis de comedias nuevas y escogidas, Madrid, Melchor Sánchez, 1662, de Blas Fernández de Mesa, fiscal y contador mayor de Toledo. v. 1458 El galán enamorado: por el contexto y la expresión podría tratarse del título de una comedia, pero no la he encontrado citada en ningún lugar. v. 1461 Entre bobos anda el juego: famosa comedia de Rojas Zorrilla. E l título está tomado de una expresión popular, «frase que se dice cuando los que pretenden alguna cosa son igualmente bellacos y diestros, que con dificultad se dejarán engañar, y por eso se suele añadir y todos eran fulleros» (Aut). E n el v. 1463 el criado invierte los términos del dicho. v. 1465 Allá se verá: o La tía de la menor, comedia de Juan de Matos Fragoso, incluida en la Primera parte de sus comedias, Madrid, Julián de Paredes, 1658. E n la B N M hay un manuscrito que la atribuye a Pedro Rósete Niño. v. 1466 Abrir el ojo: también conocida como Abre el ojo, comedia de Rojas Zorrilla. Esta expresión es parte del dicho «Abrid el ojo, que asan carne», refrán con que se exhorta a alguien a estar sobreaviso (Correas, p. 5).

TEXTO DE LA COMEDIA HOLA

Donde hay agravios no hay celos.

D O N TAL

Dígalo

D O N FULANO

263

mi secretario.

N O , p e r o hay Robo de Dina, que es peor.

AQUEL DON

FULANO

¡Ese es e l diablo! S i n a l m a voy.

Vase. D O N TAL

Y O soy m u e r t o

1475

de ver l o que m e ha pasado e n tan breve t i e m p o ; pero t o d o m i c o n s u e l o saco de que m e q u e d a e n la v i d a una m u e r t e de regalo.

1480

Y , e n fin, para q u e m á s tenga que agradecer a los hados, Amor, ingenio y mujer, a pesar destos bellacos. Vase.

v. 1471 Donde hay agravios no hay celos: también esta comedia de Rojas tiene segundo título, El amo criado, y se imprimió en Quinta parte de comedias escogidas de los mejores ingenios de España, Madrid, Pedro de Val, 1653. v. 1472 Dígalo mi secretario: parece ser el título de alguna comedia de la que no tengo conocimiento. v. 1473 El robo de Dina: comedia bíblica de Lope de Vega, incluida en la Parte veinte y tres de las Comedias de Lope Félix de Vega y Carpió, Madrid, María de Quiñones, 1638. E n esta comedia se narran las desventuras de Dina, hija de Jacob, secuestrada y violada por los siquemitas, y de la cruel venganza contra estos por parte de los hermanos de la doncella, Simón y Leví. Obsérvese el paralelo, en versión cómica, con el «secuestro» de Zutana, la venganza que quieren llevar a cabo don Cual y don Fulano, etc. v. 1474 ¡Ese es el diablo!: «Frase que explica en qué consiste el punto de la d i ficultad en algún negocio» (Aut). v. 1480 una muerte de regalo: la muerte de don Tal es burlesca, por lo que le queda otra «de regalo», como veremos en la tercera jornada. Probable alusión a la expresión caballo de regalo, «el que los antiguos guerreros reservaban para el día del combate» (DRAE).

264 AQUEL

AMOR,

INGENIO

Y MUJER...

¿ C ó m o quedamos t ú y yo?,

1485

Hola, di... HOLA

Como

admirados

de v e r q u e e n tan c o r t o t i e m p o haya s u c e d i d o tanto, que c o n discreta venganza s ó l o basta a r e m e d i a r l o Amor, ingenio y mujer. AQUEL

D e otra j o r n a d a l o aguardo. Vanse.

1490

TERCERA

JORNADA

Sale Aquel y Hola con luz. AQUEL

Pues hay bufete, e n él p o n , H o l a bella, esa l u z .

HOLA

Y a la pongo.

AQUEL

Pues s i n ella, dejando hacia u n a parte e l s e n t i m i e n t o

1495

que e l h a d o nos c o n d u j o , tan v i o l e n t o , en e l d í a fatal d e l desafío, en q u e d o n C u a l d i o m u e r t e al a m o m í o d e j á n d o l e p e n a n d o e n esta v i d a c o n l a fiera y c r u e l suegral h e r i d a ,

1500

de nuestro a m o r tratemos, pues q u e hacer otra cosa n o t e n e m o s . HOLA

¿ N O dirás q u e sintamos de Z u t a n a e l d o l o r , y q u e l a hagamos c o m p a ñ í a , pues es su r a z ó n tanta,

1505

que n o p u e d e ser m á s ? . . . AQUEL

D e ti me

espanta

el p o c o a m o r q u e tienes a m i gusto, puesto q u e quieres m á s a t u disgusto; deja a t u a m a , pues, q u e l l o r e y sienta, que así c a e r á mejor. HOLA AQUEL

¿En qué? E n la cuenta,

1510

v. 1493 bufete: un tipo de mesa habitual en la época y que es mobiliario corriente en las comedias. v. 1510 caer en la cuenta: «Desengañarse de algún yerro y enmendarse» (Cov.). Se juega con la polisemia del verbo caer, pues puede referirse a una caída material o de otra índole.

266

AMOR,

INGENIO

Y MUJER..

pues l l o r a r c o n su peso y su m e d i d a debe u n a v i u d a c u a n d o está afligida, que c o n c u e n t a y r a z ó n h a n de llorarse las l á g r i m a s q u e s o n para alegrarse; y D i o s le d a r á v i d a a m i a m o , puesto

1515

q u e anda m u e r t o de a m o r y b i e n dispuesto, a D i o s gracias, d e s p u é s que le mataron. HOLA

T o d o e l r i g o r e n é l ejecutaron.

AQUEL

¿ S a b e s c ó m o te adoro?, ¡di, H o l a m í a !

HOLA

A l g o s é , mas n o t o d o , e n c o r t e s í a .

AQUEL

Pues y o te q u i e r o tanto, tanto, tanto

1520

c o m o q u i e n quiere bien. HOLA

Y n o m e espanto, p o r q u e e l a m o r se i n c l i n a a l o que quiere, y p o r l o que se v i v e , m á s se muere.

AQUEL

D e s d e e l d í a e n que v i t e y que m i r é t e ,

1525

c i e g o q u e d é p o r t i a nativitate, y m i v i d a q u e d ó tan de remate que p o c o le faltó para cohete. D e l A r g e l de tus ojos soy H a m e t e

v. 1513 con cuenta y razón: «Frase adverbial que expresa el modo de hacer alguna cosa con atención y proporción, sin falta ni superfluidad» (Aut). Es decir, las viudas han de llorar «lo justo», pues esas lágrimas «son para alegrarse». E l tópico literario de la viuda deseosa de volver a encontrar un marido que la sustente, que busca por encima de todo la buena vida y su propio lucro, sin reparar en traba alguna, tiene además raíces populares; ver Chevalier, 1982, pp. 86-95. v. 1524 y por lo que se vive más se muere: los juegos de palabras que parodian los tópicos que relacionan el amor con la muerte, la muerte por amor, la muerte como vida, etc., son abundantes en este género. vv. 1525-38 Soneto de rimas grotescas; es forma habitual en la poesía burlesca. Le sigue otro parecido, de respuesta. Las rimas forzadas encajan en la técnica del disparate. v. 1526 a nativitate:''de nacimiento', lo que se contradice con el verso anterior. v. 1528 E n el texto base «para ser cohete», que hace verso largo. v. 1529 Del Argel de tus ojos soy Hamete: Argel, lugar de cautiverio, «se toma algunas veces por esclavitud. Es voz poética» (Aut). Los ojos de la amada son prisiones para el galán. Hamete es nombre de moro, y hay una comedia burlesca de El Hamete de Toledo.

TEXTO DE LA COMEDIA y de sus bellas n i ñ a s soy orate;

267 1530

p o r t i estoy h e c h o t o d o y a u n tomate, para que t ú m e c o m a s p o r sainete. Q u i é r e m e pues, pues eres tan discreta, y para m í n o seas tan ingrata, pues m e tienes a cabe de paleta.

1535

Q u e si m e quieres, y o , sin patarata, de a m o r te e s c r i b i r é p o r l a estafeta en ete siempre, e n ate, e n eta, e n ata. HOLA

Y o , A q u e l m í o , te q u i e r o y tan q u i e r ó t e , q u e te estoy a d o r a n d o de h i t o e n h i t o ,

1540

y c u a n d o m i r o el d u l c e garabito de tus ojuelos, t o d a m e hago a c h i o t e . P o r t i m e p i e n s o hacer u n a l m o d r o t e , para obligar c o n él a t u apetito,

v. 1530 y de sus bellas niñas soy orate: bellas niñas ofrece una dilogía evidente; orate es lo mismo que 'loco': «la persona desbaratada, sin asiento n i juicio» (Aut). w . 1531-1532 hecho todo ya un tomate / para que tú me comas por sainete: comicidad culinaria; sainete es «cualquier bocadito delicado y suave al paladar» (Aut). v. 1535 cabe de paleta: «es la ocasión que impensadamente se vino a las manos» (Aut). Terminología del juego de la argolla o de paleta, en donde el cabe de paleta es un lance particular muy propicio. v. 1536 patarata: cfr. supra, v. 1077. v. 1537 estafeta: «Se llama [...] el oficio mismo donde llegan los correos, se dan las cartas y se paga el porte y derechos de ellas, y donde se recogen las que se vuelven a enviar a otras partes» (Aut). E l ambiente de esta oficina madrileña se describe con gracia en el entremés La estafeta, del maestro León Merchante. v. 1540 adorando de hito en hito: la expresión coloquial frecuente era mirar de hito en hito, «mirar fijamente, con atención, y sin divertir la vista a otra parte» (Aut). v. 1541 garabito: tal vez, por conseguir la rima en -ito se ha deformado la palabra garabato, que nos parece más adecuada al contexto: «cierto aire, garbo, brío y gentileza que suelen tener las mujeres, que aunque no sean hermosas, les sirve de atractivo» (Aut). v. 1542 ojuelos ... achiote: ojuelos «úsase muy frecuentemente en plural por los ojos risueños, alegres y agraciados» (Aut); achiote es el fruto del árbol llamado achiote o bija, carnoso y de color rojo, cuya sustancia se empleaba como tinte. v. 1543 almodrote: una especie de guisado; ver La ventura sin buscarla, nota a los w . 480-81. v. 1544 apetito: término que aunque teóricamente se refería a cualquier movimiento fuerte del ánimo que nos inclina y lleva a querer y apetecer las cosas, en la época tenía una acepción más concreta: «se toma más c o m ú n m e n t e por las cosas

268

AMOR,

INGENIO

Y MUJER.

t u y o es de cara, e n fin, este p a l m i t o ,

1545

c o n q u e ya está m i a m o r de bote e n bote. S ó l o t ú m i c o n s o r t e has de ser, b r u t o , y y o tuya he de ser, sin m á s disputa, p o r q u e l o q u e y o d i g o l o ejecuto. P á g a m e pues, q u e y o d e l que t r i b u t a

1550

a m o r , te e s c r i b i r é p o r darte fruto, t a m b i é n e n ote, e n ito e n uto, e n uta. t

Sale don Tal y Zutana, de luto. ZUTANA

H o l a , salte allá fuera.

HOLA

D O N TAL

Y a m e salgo.

Salte allá fuera, A q u e l .

AQUEL ZUTANA HOLA

D O N TAL

V o y c o m o u n galgo. ¿ N O te vas? Ya me

voy.

Pues vete.

ZUTANA

AQUEL

¡Vete!

1555

A echar, H o l a , pues, v a m o s u n ribete a la o b r a , que ya q u e d a cortada.

HOLA

D í g o t e q u e m e tienes ya obligada.

AQUEL

Pues v á m o n o s de a q u í .

corporales y sensitivas, que son comunes a los hombres y a los brutos» (Aut); el DRAE recoge en la tercera acepción de apetito 'deseo sexual', al que probablemente se refiera Hola. v. 1545 palmito: «Usase hablando del rostro, especialmente de las mujeres, y así se dice buen palmito» (Aut). v. 1546 de bote en bote: «Se dice por una cosa que está llena del todo y sin que quepa más en ella» (Aut). v. 1552 acot. de luto: el traje «de luto» debía ser un recurso visual cómico y r i dículo; cfr. La ventura sin buscarla, v. 455 acot. vv. 1556-57: A echar, Hola, pues, vamos un ribete / ala obra, que ya queda cortada: hablan de su amor en metáfora de costura, queriendo «terminar la obra», una vez «cortada», pues ribete era «la guarnición que se echa a la extremidad de la ropa y el vestido» (Aut); en este mismo sentido, cfr. Amantes de Teruel, w . 1866-70: «una puntada demos / nosotros en nuestro amor / y démonos en rigor / la bienvenida, pues hemos / quedado solos».

269

TEXTO DE LA COMEDIA ¡ P u e s vamos!

HOLA

iVamos!

AQUEL

Vanse. DON

TAL

¿ E s t a m o s solos ya? S o l o s estamos.

ZUTANA DON

TAL

ZUTANA

1560

Pues, Z u t a n a de m i s o j o s . . . Espera, antes q u e prosigas, y si hacer r e l a c i ó n quieres de tus penas y las m í a s para alargar e l discurso,

1565

escúchalo, por tu vida, p o r q u e d i r á q u i e n l o oyere, y tendrá m u c h a justicia, que s o n m u c h a s relaciones las nuestras, y n o se estila

1570

el repetir tantas veces, esposo, u n a cosa m i s m a . Y a y o sé b i e n que estás m u e r t o , y para s e ñ a s m á s vivas desta verdad, d u e ñ o m í o ,

1575

este l u t o l o c o n f i r m a ; v o l v é r m e l o a repetir parecerá bobería y será d a r m e c u i d a d o , y así... DON

TAL

T a m p o c o prosigas,

1580

p o r q u e t a m b i é n m e le das c o n esas sofisterías; y o n o q u i e r o hacerte tal r e l a c i ó n , esposa m í a , que ya sé q u e todos saben

1585

m i m u e r t e y nuestras caricias, nuestros afectos y nuestras

v. 1582 sofistería: «La apariencia o ficción sutil de algunas razones, persuasiones o cláusulas» (Aut).

270

AMOR,

INGENIO

Y MUJER.

amistades efectivas. N o quiero sino pedirte, para ayuda de unas misas,

1590

l o que pudieres, y l u e g o i r m e , y así, n o m e r i ñ a s , p o r q u e n o es m i i n t e n t o e l darte a u n la m e n o r a l e g r í a , c u a n d o estás c o n t u tristeza,

1595

c u a n d o estás c o n tus fatigas y tus penas b i e n hallada. ZUTANA D O N

TAL

Y o las d o y p o r recibidas. ¡ C ó m o se c o n o c e , e n fin, que eres m u j e r b i e n nacida!

ZUTANA

D e tres meses a ú n n o hablaba.

D O N

¡ P r o d i g i o s a maravilla!

TAL

1600

P e r o t ú siempre hablas p o c o . . . ZUTANA

H e r e d é l o de u n a tía; p e r o dejando eso aparte,

1605

sabe que desde a q u e l día que y o fui a v e r a m i padre y a dejar fuiste la v i d a en sus m a n o s , p o r d o n C u a l el a l m a traigo e n cuclillas,

1610

sin saber c ó m o o p o r q u é , ni cuándo. D O N

TAL

N o l o repitas, calla, m i r a que m e ofendes, p o r q u e de n u e v o m e indignas.

ZUTANA

D i g o que a n d o c o n c u i d a d o .

1615

v. 1590 ayuda de unas misas: se supone que don Tal está muerto y por eso le pide a Zutana misas en sufragio por su alma. E n Amantes de Teruel también el Gobernador promete a don Diego «ayuda de costa» para doscientas misas, ya que va a ser degollado: «y os doy de ayuda de costa / cada año doscientas misas, / repartidas de limosna / por todos los ermitaños / de Teruel» (w. 1453-57). v. 1610 el alma traigo en cuclillas: expresión disparatada que podría significar, figuradamente, 'encogida', o algo similar.

TEXTO DE LA COMEDIA D O N

TAL

271

¿De qué? D e alguna m a l i c i a

ZUTANA

que entre los d o s . . . P e r o aquesto m á s parece fantasía. ¿ P u e s q u é te p u e d e n hacer?

DON

TAL

C a l l a , n o seas tan prolija,

1620

¿para que estoy y o e n e l m u n d o ? ¿ H a c e r m e m o r i r de risa

ZUTANA DON

TAL

n o pueden? E s a es q u i m e r a , c u a n d o m i v a l o r es chispa.

ZUTANA

S i t ú estás m u e r t o , es e n v a n o .

DON

Líbreme Dios, Zutanica,

TAL

1625

de que a l g ú n m u e r t o se enoje, que e n t r a r á e n u n a b o t i c a y, sin ayuda, h a r á t o d o cuanto q u i e r a . Esa es j e r i n g a .

ZUTANA DON

TAL

1630

D é j a t e t ú hacer m a l , que tú l o verás.

ZUTANA

Pues de misas te l o h a r é decir, y agora vete, que i m p o r t a , a l m a m í a .

D O N

TAL

¿ P u e s q u é tienes que hacer?

v. 1629 ayuda: se emplea con doble sentido, como la acción de ayudar y en alusión escatológica, refiriéndose a la ayuda como 'purga, lavativa' (cfr. supra, nota al v. 328). Las ayudas se compraban en las boticas y se ponían con una jeringa. v. 1630 jeringa: en sentido literal es el instrumento para aplicar la ayuda o purga; figuradamente 'molestia, impertinencia'. w . 1632-33 de misas / te lo haré decir, evoca chistosamente la expresión proverbial «Decírselo de misas, o allá se lo dirán de misas. Locuciones comunes irónicas con que se excusa alguna persona de pagar lo que debe, o corresponder al beneficio recibido. También suelen explicar que alguno hace cosas injustas porque merece ser castigado severamente en la otra vida. Asimismo se usan para amenazar» (Aut).

272

AMOR,

INGENIO

Y MUJER.. Mucho.

ZUTANA D O N

TAL

1635

¿ C o m o q u é cosa? U n a s migas

ZUTANA

c o n m i padre. D O N

¿ Y e n q u é forma?

TAL

ZUTANA

¿Para q u é quies que la diga, si t ú n o la has de saber?

D O N

TAL

Esa es brava b o b e r í a ,

1640

¿ p u e s n o p u e d o y o saberla y n o saberla? Esa es fija

ZUTANA

razón. D O N

TAL

¿ P u e s q u é es? Q u e escondido

ZUTANA

m e ha de hacer u n a visita. D O N

TAL

¿ Y eso n o es para saber?

ZUTANA

N o , p o r q u e m i h o n o r peligra.

D O N

Pues n o p e l i g r e tu h o n o r .

TAL

ZUTANA

1645

Vete, pues, que ya es de d í a , y así n o te p o d r á n ver.

D O N

TAL

Pues y o h a b r é de ser t u espía,

1650

y si te sucede algo v e r á s l o que pasa... ZUTANA

Fina m e has de hallar mientras viviere.

D O N

TAL

D a r é t e otra m a n o e n c i m a de la q u e te t e n g o dada,

1655

v. 1636 migas: como tipo de comida rústica, cfr. supra, v. 53. M e parece que además hay una dilogía, pues hacer [buenas] migas significa «avenirse y tener amistad con alguno» (Aut). Zutana desea reconciliarse con su padre después de las burlas que le ha hecho. v. 1652 fina: «Fino significa también amoroso, seguro, constante y fiel» (Aut). v. 1654 Daréte otra mano encima: la primera mano es la de promesa de matrimonio; la segunda puede interpretarse burlescamente por referencia a dar una mano

TEXTO DE LA COMEDIA

273

si c o n s i g o el q u e seas m í a de t o d o p u n t o . ZUTANA D O N TAL

Harás bien. T Ú v e r á s si se m e o l v i d a , y a D i o s , que te guarde.

ZUTANA

D O N TAL

¡Adiós!

¡Soy t u m u e r t o !

ZUTANA

S o y tu v i v a ,

1660

y soy t u . . . Pero, ¿ q u é veo? Al irse don Tal topa con don Fulano, que va a entrar. ¡Cogióle!, ¿hay mayor desdicha?... D O N TAL

¿ Q u i é n va?

D O N FULANO

¿ Q u i é n viene?

ZUTANA

D O N TAL DON

¡Ay de

mí!

¡Este es d o n F u l a n o !

FULANO

¡Chispas,

que este es d o n T a l ! D O N TAL

¿ Q u i é n h a de ir?

1665

Y o , que p o r n o veros, m e i b a . D O N FULANO

¿Luego me habéis conocido?

D O N TAL

Por razón, no p o r justicia.

ZUTANA

Aparte. ¡ N o avisarme este m e n g u a d o de m i padre q u e v e n í a !

D O N FULANO D O N TAL

1670

¿ N O me c o n o c é i s p o r más? P o r m i muerte y p o r m i vida y p o r sospechas q u e t e n g o . . .

DON

FULANO

D O N TAL

¿De qué?

D e vuestra v e n i d a .

de azotes 'dar una paliza'; cfr. Darlo todo, v. 2483: «—Dala una mano. — ¿ D e azotes?».

274

AMOR,

ZUTANA

INGENIO

Y MUJER.

Aparte. ¡Si é l se declara, y o m u e r o

1675

a m a n o s de m i desdicha! D O N D O N D O N D O N D O N D O N

FULANO TAL

¿ Y t e n é i s m á s q u e sospechas? N o , p o r cierto. Pues regildas.

FULANO TAL FULANO TAL

¿ Q u é q u e r é i s d e c i r m e e n eso? Q u e no comáis porquerías. Y o n o c o m o s i n o barro.

ZUTANA

Aparte. D e c l a r ó su g o l o s i n a .

D O N

¿ Y a d o n d e ibais?

D O N D O N

FULANO

A irme.

TAL FULANO

1680

Pues i d o s , p o r v i d a m í a , p o r agora, y hacer cuenta

1685

q u e v e n g o a v e r a m i hija y q u e vos n o l o sabéis. D O N

TAL

Así l o haré. Vase.

D O N

FULANO

¡Zutanilla! H i j a i n f a m e de m i a l m a , di, ¿ c ó m o estás?...

ZUTANA

N o m e riñas,

1690

padre y s e ñ o r , si es q u e vienes i n d i g n a d o , c u a n d o miras

v. 1678 regildas: 'poned orden en vuestras sospechas'; pero juega con el sentido de regirse 'hacer un régimen (alimenticio), hacer una dieta'; de ahí los versos siguientes con los motivos de comer. v. 1681 Yo no como sino barro: burla del motivo de comer barro. U n a costumbre que tenían las mujeres de la época era comer barro (trozos de búcaros) para provocarse la opilación y empalidecimiento, que estaba de moda. Juega también con el sentido de comer barro 'estar en terrado'.Ver un juego parecido en Quiñones de Benavente, El doctor Juan Rana, vv. 80-85: «Señor, yo estoy opilada. / — ¿ C o m e barro? — N i aun mentallo. / —Pues si la curo, yo haré / que coma bien presto barro. / — D e comer vestidos justos / es la opilación que traigo». v. 1689 Hija infame de mi alma: contradictorio insulto. E n Mocedades abundan en el conde Lozano los insultos de este tipo a su hija Jimena: «infame» (I, v. 83),

TEXTO DE LA COMEDIA

275

m i soledad, m i tristeza, m i confusión, m i alegría, p o r q u e e l v e n i r t ú a estas horas

1695

n o m e ha dado b u e n a espina, y si vienes a m a t a r m e , yo misma, señor, yo misma, para darte aquese gusto, m e d a r é , si e n eso estriba,

1700

la m u e r t e . DON

¿Cómo?

FULANO

Comiendo

ZUTANA

u n veneno. D O N

N o , hija m í a ,

FULANO

n o hagas tal, que eso es matarte c o n tu m a n o , c o n q u e quitas la venganza que y o t e n g o

1705

estudiada y p r e v e n i d a contra ti. ¿ Q u é dices?

ZUTANA D O N

Calla,

FULANO

que a su t i e m p o será vista. ZUTANA

¿ R e c i b i s t e u n papel m í o ?

DON

Y m e le l l e v ó t u m i s m a

FULANO

1710

persona. ZUTANA D O N

FULANO

¿ Y traiste m i ropa? ¿Ya n o te e n v i é u n a camisa con tu Hola?

ZUTANA D O N

FULANO

Sí. Pues basta p o r agora, basta, hija,

«vil infame» (I, v. 89), «hija aleve» (I, v. 97), «infame mujer» (I, v. 115), «hija v i l y flaca» (II, v. 89); y, en general, son frecuentes en todas las obras del género. v. 1696 no me ha dado buena espina: espina en germanía significaba «sospecha; y según este significado ya se usa aun entre cualquier personas y conversaciones familiares: y así se suele decir: esto me ha dado mala espina, etc.» (Aut).

276

AMOR,

INGENIO

Y MUJER.

que traes l u t o y n o c o n v i e n e

1715

vestirte de m a t a c h i n a hasta que entre o t r o e n la danza. ZUTANA

A m o r , p o r q u i e n es, p e r m i t a que tal n o l l e g u e y o a ver.

DON

FULANO

C a s a r á s t e , c o m o hay v i ñ a s ,

1720

c o n q u i e n D i o s fuere servido. ZUTANA DON

¡ M i s achaques!

FULANO

E S mentira,

que tus achaques n o i m p i d e n nada, s i n o tu m a l i c i a . ZUTANA

¿ L u e g o p o r eso mataste

1725

a d o n Tal? DON

FULANO

ZUTANA DON

FULANO

F u e c o n la vista.

¿ Q u é dices? Sí, que

e n u n suegro

son las armas ofensivas, y m á s c u a n d o es c o n t r a gusto. ZUTANA

R u i d o siento y n o q u e r r í a

1730

que te v i e s e n los criados. DON

FULANO

ZUTANA

Pues i r é m e . Sí, mas

mira

que es ya i m p o s i b l e . DON

FULANO

¿Por qué?

vv. 1716-17 vestirte de matachina / hasta que entre otro en la danza: el baile de matachines es ingrediente típicamente carnavalesco que aparece en otras comedias del género: ver La ventura sin buscarla, nota al v. 222, y el Baile del poeta y los matachines de Suárez de Deza; la expresión entrar en la danza juega con el sentido l i teral, en relación al baile de matachines, y con el figurado: «frase con que se explica que alguno se entremete en un negocio o es uno de los que entran en él» (Aut). v. 1720 como hay viñas: «Expresión que se usa en el estilo familiar para asegurar la verdad de alguna cosa, evitando el juramento» (Aut). v. 1721 con quien Dios fuere servido: con quien Dios quiera y permita; «si Dios es servido», «si Dios lo quiere y permite» (Aut).

TEXTO DE LA COMEDIA ZUTANA

277

P o r q u e m i esposo te atisba, y si sabe q u e te vas

1735

te p e d i r á para misas, y así será m e j o r . . . DON

FULANO

ZUTANA

¿Qué?

Q u e , p o r q u e n o te las p i d a , hasta m e j o r o c a s i ó n escondido en la cocina

1740

de casa estés. D O N FULANO

Dices bien, pero advertencia es precisa d e c i r si e s t a r é seguro.

ZUTANA

¡ C o m o si fuera e n las Indias!

D O N FULANO

Tienes ingenio...

ZUTANA

D O N FULANO

Y amor...

1745

Siendo mujer n o m e admira, que Amor, ingenio y mujer es casi u n a cosa m i s m a . Aparte. T o d o para m i v e n g a n z a parece q u e se destina.

ZUTANA

1750

Aparte. A m o r , dame t i e m p o para que y o suelte la m a l d i t a . Y o te g u i a r é .

D O N FULANO

Pues v a m o s , que ya estoy c o n pesadilla y toda La vida es sueño.

ZUTANA D O N FULANO

1755

Pues n o duermas b o c a a r r i b a . M í r e s e c u á l está e l m u n d o , puesto q u e u n c i e g o a otro g u í a .

v. 1752 soltar la maldita: se refiere a la lengua: maldita, «por la lengua; hablando mucho» (Correas, p. 645). Cfr. Amantes de Teruel, nota a los w . 170-73. v. 1755 La vida es sueño: la famosa comedia de Calderón, de 1635. v. 1756 Pues no duermas boca arriba: las pesadillas se relacionaban con la mala postura del durmiente. v. 1758 un ciego a otro guía: «Refrán que denota que si el que no sabe enseña a otro, ambos se quedarán ignorantes» (Aut).

278

AMOR,

INGENIO

Y MUJER..

Vanse y sale Hola y don Cual. Pisa q u e d o y c o n c u i d a d o

HOLA

y ven conmigo, señor,

1760

poco a poco. D O N

Este favor,

CUAL

H o l a , v e r á s b i e n pagado, a d e m á s de aquesta alhaja c o n q u e a l presente m e hallo. Saca una baraja de naipes. Trata, s e ñ o r , de excusallo.

HOLA D O N

CUAL

1765

E s t o es meterte e n baraja y es n o dar l u g a r a q u e te sirva m i suficiencia, y aquesto, H o l a , es c o n Ucencia. P o r eso la t o m a r é ,

HOLA

1770

n o p o r paga, y v e n agora, p o r q u e se l o g r e e l i n t e n t o de servirte, al aposento d o n d e h a de estar m i s e ñ o r a . D O N

CUAL

Agradecer y no amar

1775

es e s o . . . HOLA

No puede ser,

v. 1763 alhaja: «Nombre genérico que se da a cualquiera de las cosas que tienen alguna estimación y valor, pero más contraidamente a todo aquello que está definido para el uso y adorno de una casa o de las personas, como son colgaduras, camas, escritorios, etc. o vestidos, joyas, etc.» (Aut); en este contexto burlesco es la baraja de naipes. También Alejandro Magno regala a su amada una baraja en Darlo todo: «—Digo, ¿te ha dado Alejandro / algo que a m í me trujeses? / — U n a baraja de naipes. /—¿Para qué? —Para que juegues» (w. 1744-47). v. 1766 Eso es meterte en baraja: alusión al sentido literal de baraja, por la de naipes que le acaba de regalar, y al dicho meterse en barajas, que «vale lo mismo que meterse en ruidos, pendencias y cuestiones» (Aut). Entiéndase el pasaje:'rechazarla es meterte en pendencias y no dejar que te sirva m i habilidad y suficiencia'. v. 1775 Agradecer y no amar, comedia de Calderón que se incluye en la Quinta parte de comedias escogidas. v. 1776 No puede ser (el guardar una mujer): comedia de Moreto.

TEXTO DE LA COMEDIA

279

que Amar y no agradecer, antes se p u e d e llamar. D O N CUAL

LO que puede el amor.

HOLA

LO que el ingenio bebe.

D O N CUAL

Todo a la mujer se debe.

1780

Dentro, don Tal. D O N TAL

¡ H o l a , hola!

HOLA

¡Mi señor!

¡Ay de m í ! DON

CUAL

¿Si m e ha sentido?

HOLA

T o d o se ha e c h a d o a perder.

D O N CUAL

Pues, H o l a , ¿ q u é h e m o s de hacer?

HOLA

Esconderte.

DON

CUAL

1785

¿Y escondido

estaré seguro? HOLA

SÍ,

e n tanto que y o a v e r v o y l o que quiere. DON

CUAL

S i n m í estoy,

¿ d ó n d e he de e s c o n d e r m e ? HOLA

Aquí,

1790

que es d o n d e estarás seguro. DON HOLA

CUAL

¿Volverás? D i g o que sí.

v. 1777 Amar y no agradecer, el autor de esta comedia es Francisco Salgado, amigo de Suárez de Deza, que escribió un soneto laudatorio en los preliminares de su Parte primera de los Donaires de Tersícore. D e su obra dramática sólo conocemos una zarzuela y dos comedias; Amar y no agradecer se incluye en la Parte veinte y dos de comedias nuevas, escogidas de los mejores ingenios de España, Madrid, Andrés García de la Iglesia, 1665. w . 1779-81 Estas tres expresiones pueden aludir a comedias de la época, que no encuentro en los catálogos.

280

AMOR,

D O N CUAL

INGENIO

Y MUJER..

Pues v e n presto p o r q u e a q u í hace queso y h u e l e a obscuro. Escóndese

D O N TAL

don Cual y sale don Tal.

¿ D ó n d e vas?

HOLA

S e ñ o r , a ver

1795

l o que mandas. D O N TAL HOLA

¿ Y O q u é mando? Turbada. N a d a , p o r q u e y o . . . [¿qué?..., ¿cuándo?...

D O N TAL

¿ D e q u é te turbas?

HOLA

De

ser

tan desgraciada, q u e v e n g o c o m o simple mariposa

1800

a errar la m á s fácil cosa c u a n d o acertarla prevengo. D O N TAL

¿ P u e s q u é has errado?, m e d i .

HOLA

P e r d ó n a m e la i m p r u d e n c i a : e s c o n d e r sin tu l i c e n c i a

1805

a don Cual. D O N TAL

¿ Y adonde?

HOLA

Allí.

D O N TAL

S i yo no l o sé, ¿ q u é importa?

HOLA

¿ L u e g o n o l o sabes?

DON

TAL

NO.

Al paño

don Cual.

v. 1794 hace queso y huele a obscuro: es inversión disparatada de la fraséenla que procede del cuentecillo folclórico del distraído al que, cuando le preguntan qué tal noche hace, abre en vez de la ventana un armario, y dice que «hace oscuro y huele a queso». Cfr. Comendador de Ocaña, w . 447-49: «Es que es noche de misterio / y es esta en las que se dice / que hace oscuro y huele a queso». vv. 1800 mariposa: alusión al motivo de la mariposa que acude a la llama y se quema en ella, fatigado en emblemas y poesía lírica. Aquí está más bien por el ripio. Cfr. El rey don Alfonso, vv. 1212-13: «¿En qué estado están las cosas? / ¿Hay muy grandes mariposas?».

TEXTO DE LA COMEDIA D O N CUAL

281

¡Lindamente lo e n m e n d ó ! Tiene ingenio...

D O N TAL

N O estés c o r t a ,

1810

p o r D i o s , n i a p e r d e r l o eches. HOLA

T e m o m u c h o a tus narices.

D O N TAL

¿ P u e s para q u é m e l o dices?

HOLA

Para q u e n o l o sospeches, y así...

D O N CUAL

B i e n ha sucedido.

D O N TAL

¿ Q u é dices c o n él y así?

HOLA

Q u e a u n q u e l o sepas de m í ,

1815

n o te des p o r e n t e n d i d o . D O N TAL

¿Sabes d ó n d e está Z u t a n a ?

HOLA

S e ñ o r , n o l o sé.

D O N TAL HOLA

¿Por qué?

1820

Sólo porque n o l o sé, n i desde aquesta m a ñ a n a la he visto.

D O N TAL

Honor, poco a poco, que n o sé q u é a c á m e siento, dentro de m i p e n s a m i e n t o .

D O N CUAL

S i n o se v a , le hago u n c o c o .

D O N TAL

Ven conmigo.

HOLA

D O N TAL HOLA

1825

V o y contigo.

Pasa adelante. Y a paso.

Aparte. E l s i n d u d a sabe e l c a s o . . . D O N TAL

Aparte. M u c h o t e m o al e n e m i g o ,

1830

pero y o r e m e d i a r é ,

v. 1826 coco: «Figura espantosa y fea, o gesto semejante al de la mona, que se hace para espantar y contener a los niños» (Aut).

282

AMOR,

INGENIO

Y

MUJER...

si es q u e p u e d o , m i s desvelos, ya q u e anda el m a r p o r los cielos. Vanse. Sale don Cual y don Fulano por otro lado. DON

CUAL

D O N FULANO

V u e l v o a salir, pues se fue. ¡ T a n m a l guisado m e tiene

1835

esta hija e l c o r a z ó n , y c o n tanta d e s a z ó n . . . D O N CUAL

¿Qué l

e v

a

n i q u é le v i e n e

a este d o n T a l e n m i amor? D O N FULANO

. . . q u e a u n n i gusta m i deseo

1840

de... Mas ¿qué veo?... D O N CUAL

¿ Q u é veo? ¡ D o n Fulano, m i señor!

D O N FULANO

S e ñ o r d o n C u a l , ¿ a q u í vos? ¿ C ó m o , o c u á n d o , o para q u é ?

DON

CUAL

Y O , s e ñ o r , os l o d i r é

1845

a q u í para entre los dos. D O N FULANO

¡ T e n e d ! N o m e digáis tal n i cual, pues sé es vuestro a m o r la causa; y así, e n r i g o r , n o m e la digáis, d o n C u a l ,

1850

q u e mejor, ya q u e a q u í estamos, será a c u d i r al r e m e d i o , l o g r a n d o el p r i m e r o m e d i o , ya q u e j u n t o s nos hallamos, de nuestra venganza.

v. 1833 anda el mar por los cielos: posible alusión al dicho estar la mar muy alta, «frase con que se significa el grave enojo en el que persevera alguno» (Aut). v. 1835 mal guisado: referencia a la expresión estar uno mal guisado, que «vale estar desabrido y descontento» (Aut). v. 1837 desazón: juego con la dilogía de la palabra desazón; en sentido material y con referencia a mal guisado, «desabrimiento, insulsez de sabor y gusto» (Aut), y en sentido figurado «disgusto y pesadumbre del ánimo», en relación con la segunda acepción también metafórica de mal guisado. vv. 1847-48 tal / ni cual: referencia chistosa a los dos pretendientes de Zutana.

DON

TEXTO DE LACOMEDIA

283

Andáis

1855

CUAL

c o m o q u i e n sois y h a b é i s sido. DON

FULANO

Q u e m e deis ayuda os p i d o .

DON

CUAL

V o s sois e l q u e m e l a dais, c u a n d o m e dais vuestra hija.

DON

FULANO

Y o eso s ó l o solicito.

DON

CUAL

Y y o l a palabra a d m i t o .

D O N

FULANO

H a r é q u e suyo os elija,

1860

puesto q u e n o tiene tacha, c o m o e n su v i r t u d se v e , pues fuera l á s t i m a q u e

1865

se perdiera esta m u c h a c h a , y a m u c h o e n ello m e o b l i g o . DON

CUAL

M i a m i g o sois s i n m á s ver.

DON

FULANO

E n llegando, esto h a de ser No hay amigo para amigo.

DON

CUAL

1870

U n a s c a ñ a s de mudanzas he de hacer c o n g r a n p r i m o r .

DON

FULANO

E n l l e g a n d o al p u n d o n o r , Las cañas se vuelven lanzas.

v. 1870 No hay amigo para amigo: comedia de Rojas Zorrilla también conocida como Las cañas se vuelven lanzas; se imprimió en la Primera parte de sus comedias. v. 1871 unas cañas de mudanzas: es probable que se refiere a un baile que i m i taba los juegos de cañas; estos se ejecutaban «dividiéndose las ocho cuadrillas, cuatro de una parte y cuatro de otra, y empiezan corriendo parejas encontradas, y después, con las espadas en las manos, divididos la mitad de una parte y la mitad de otra, forman una escaramuza partida, de diferentes lazos y figuras» (Aut). Las mudanzas eran los movimientos propios del baile. v. 1873 pundonor. «Aquel estado en que, según las varias opiniones de los h o m bres, consiste la honra y crédito de alguno» (Aut). v. 1874 Las cañas se vuelven lanzas: cfr. supra, v. 1870. Era frase hecha procedente del romancero nuevo (romance de la serie de Muza que comienza «Afuera, afuera, aparta, aparta», y que algunos atribuyen a Lope). Cfr. Quijote, II, 12: «Por esto se dijo: " N o hay amigo para amigo, / las cañas se vuelven lanzas"».

284 DON

AMOR, CUAL

INGENIO

Y MUJER..

E s e es t e m o r y es a g ü e r o

1875

y b i e n e n ello n o h a c é i s . DON

FULANO

¿ P u e s q u é es l o q u e vos t e m é i s ?

D O N CUAL

La dicha del forastero.

D O N FULANO

R e t i r é m o n o s agora, mientras llega l a o c a s i ó n .

DON

CUAL

1880

Y a es Amor y obligación la v e n g a n z a . . .

D O N FULANO DON

CUAL

¿ Q u i é n l o ignora? M a s de culpas tan atroces, ¿ q u é castigo i n t e n t á i s , eh?

D O N FULANO

L u e g o l o sabréis, p o r q u e

1885

n o es b u e n o El secreto a voces. DON

CUAL

H a c i a a q u í nuestra c u c a ñ a viene, y c o n música.

DON

FULANO

Vamos,

p o r q u e escondidos estamos m e j o r para la m a r a ñ a . Vanse. Sale doña Zutana, Hola y Aquel, y siéntase

1890

doña

Zutana, cantando la música a la salida la copla.

v. 1878 La dicha del forastero: comedia de Lope, también titulada La portuguesa, en la Parte tercera de comedias de los mejores ingenios de España, Madrid, Melchor Sánchez, 1663. v. 1881 Amor y obligación: comedia de Moreto, incluida en Comedias escogidas de los mejores ingenios de España: duodécima parte, Madrid, Andrés García de la Iglesia, 1658. Además, con este título escribió una comedia muy temprana Antonio de Solís, quizá de hacia 1627. v. 1886 El secreto a voces: comedia de Calderón de la Barca. v. 1887 cucaña: curiosa personificación de Zutana, que viene cantando; la c u caña es el palo vertical untado de jabón o grasa en cuya punta se coloca un premio; también se calificaba así a la propia diversión de ver subir o trepar por el palo. Figuradamente, «el logro y utilidad que se consigue a costa ajena» (Aut). v. 1890 maraña: alusión metateatral, pues se aplica a la traza de las comedias de enredo; fr. Caballero de Olmedo, vv. 1027-30: «—Hija, dime, ¿qué te engaña? / — Sin duda que mala está. / — S i lo estuviere, será / porque importa a la maraña».

TEXTO DE LA COMEDIA MÚSICA

285

« " V e n g a n z a , g r i e g o s " , repite A q u i l e s , b l a s ó n de A r g a n d a , b l a n d i e n d o u n asta p o r rayo, c u a n d o o t r o rayo p o r asta.»

HOLA

¿ Q u é dices de l a letra? Es extremada,

ZUTANA

1895

pero a m í n o m e agrada, a u n q u e m e agrada. AQUEL

M i r a si quieres que otra te cantemos.

ZUTANA

N o , p o r cierto.

Los DOS ZUTANA

Pues n o la cantaremos. Idos los dos y n o m e d e j é i s sola, p o r q u e q u i e r o estar triste, hacia l a c o l a .

AQUEL

1900

¿ L u e g o n o estás alegre? Sí, mas q u i e r o ,

ZUTANA

supuesto que m e cuesta m i d i n e r o , estar triste y alegre u n rato agora. HOLA

Pues m u y b i e n puedes, si eso te m e j o r a , hacer cuenta que ya nos h e m o s i d o .

ZUTANA

Y o os l o agradezco m u y agradecido.

AQUEL

¿ Y q u é quieres hacer agora?

ZUTANA

1905

Quiero, ya q u e de triste alegremente m u e r o , hacer labor.

HOLA

Aquesas son p a t r a ñ a s , ¿ q u é l a b o r has de hacer?

ZUTANA

Pegar p e s t a ñ a s .

1910

v. 1892 Aquiles, blasón de Arganda: al glorioso e invencible guerrero griego se le hace «de Arganda», modesto municipio madrileño famoso por la calidad de sus vinos. E n asta puede haber dilogía, 'lanza,vara de la lanza' y 'cuerno'. v. 1900 hacia la cola: entendemos 'idos hacia la cola, retiraos y colocaos a mis espaldas' (probablemente se refiera a la cola del vestido). v. 1909 hacer labor, 'coser'. v. 1910 pegar pestañas: metáfora por 'dormir', en relación con las expresiones pegar ojo, no pegar ojo, etc.

286

AMOR,

INGENIO

Y MUJER.

Duérmese. AQUEL

¿Cogióle?

HOLA

S Í , ¡ t r a t e m o s de escaparnos!

AQUEL

¿ Q u é h e m o s de hacer c o n eso?

HOLA

¿Qué? ¡Ausentarnos!

AQUEL

D i c e s b i e n , p e r o a q u í saber quisiera c ó m o nos h e m o s de i r .

HOLA

D e s t a manera. Vanse. Salen don Fulano y don Cual.

D O N FULANO

« " ¡ V e n g a n z a , g r i e g o s ! " , repite

1915

A q u i l e s , b l a s ó n de A r g a n d a . » DON

CUAL

« B l a n d i e n d o p o r asta u n rayo, c u a n d o o t r o rayo p o r asta.»

D O N FULANO DON

CUAL

M i s t e r i o tiene l a letra. N O es l a l e t r i l l a o r d i n a r i a ,

1920

pardiez. DON

FULANO

A fe q u e

no

es

su c o m p o s i c i ó n bastarda, sino l e g í t i m a , pues tan b i e n suena a la v e n g a n z a . DON

CUAL

D O N FULANO

¿ Q u é m á s claro h a de decirlo?

1925

H a r t o claro m e l o parla: b u e n a anda m i h o n r a , pues hasta e n solfa m e la a r a ñ a n .

DON

CUAL

E l l o e l c u e r v o ya n o p u e d e ser m á s n e g r o q u e las alas.

1930

v. 1928 hasta en solfa me la arañan: en solfa es lo mismo que con música, cantando, aunque también podría significar 'poner una cosa en su aspecto ridículo', y nada menos que la honra. vv. 1929-30 Ello el cuervo ya no puede / ser más negro que las alas: «Refrán que se dice cuando ya, sucedido un daño, se considera no puede venir otro mucho mayor en aquella especie» (Aut). Este dicho tiene algunas variantes (Correas, p. 358). E n cuanto a ello, es partícula enfática: «Esta palabra ello comienza muchas veces ociosa y se entremete baldíamente en muchas ocasiones» (Correas, p. 567).

TEXTO DE LA COMEDIA Soñando

287

Zutana.

ZUTANA

E s p e r a , espera, d o n C u a l .

D O N CUAL

¿ Q u é es pera n i q u é manzana?; ¡ v é n g a t e della, s e ñ o r !

ZUTANA

Padre, s e ñ o r , oye, aguarda, m i r a que esa p u r g a es m u c h o

1935

v e n e n o para m í . . . DON

CUAL

D O N FULANO

¡ A h , ingrata!

¡ A h , aleve hija!

ZUTANA

No

quieras

c o n tanto r i g o r . . . DON

CUAL

¡ A h , falsa!

¡Ea, s e ñ o r , ahora es t i e m p o ! ¿ Q u é te detienes, q u é tardas?,

1940

¿para c u á n d o es el v e n e n o , si agora n o le desatas? D O N FULANO

E s t o y h a c i e n d o furor.

D O N CUAL

¿ E S para h o y o m a ñ a n a ?

D O N FULANO

S i estáis v i e n d o q u e es m i hija,

1945

s e ñ o r d o n C u a l , ¿ q u é os espanta? D O N CUAL

NO hay ser padre siendo rey, u n h o m b r e , de su venganza.

ZUTANA

D O S a u n o es gran r i g o r y n o es c a t ó l i c a h a z a ñ a .

D O N CUAL

1950

D a l a pues.

v. 1930 acot. Soñando: la dama que habla en sueños es recurso humorístico que se repite en otras comedias burlescas. E n Darlo todo y no dar nada, el enamorado Apeles se dirige a Campaspe y esta le responde dormida: «—Entre sueños su discurso / ha respondido a mis quejas. / — Q u i e n se hace con poco juego, / siempre lleva una respuesta. / —Dormidas sus bellas niñas, / de su cielo son estrellas» (w. 1269-74). E n Céfalo y Pocris, «Canta Filis como en sueños» (v. 659 acot.) y a continuación tiene lugar un ridículo diálogo entre Céfalo despierto y Filis dormida. v. 1947 No hay ser padre siendo rey: tragedia de Rojas Zorrilla, cuyo tema central es el conflicto deber / paternidad, está incluida en la Primera parte de sus comedias, de 1640.

288

AMOR,

INGENIO

D O N FULANO

Y MUJER..

S i d u e r m e es j u s t o saber p r i m e r o .

DON

CUAL

E s a es c h a n z a .

D O N FULANO

¿Será m a l o preguntarlo?

D O N CUAL

¡ P u e s acabad!

DON

FULANO

¡Ah, muchacha!,

¿duermes? ZUTANA

Sí.

Dala una bofetada y despierta. D O N FULANO

Pues t ó m a t e esa.

1955

Y a estoy v e n g a d o , a D i o s gracias. ZUTANA

¡Hola, H o l a , Aquel, Aquel! ¡Ved que hay ladrones e n casa, esposo!...

DON

CUAL

ZUTANA

Y a esto está h e c h o . ¡ M i r a q u e tu esposa rabia,

1960

a c u d i d , a c u d i d presto! DON

FULANO

ZUTANA

N O des voces, calla, calla. ¿ D ó n d e estáis, que n o m e oís? Dentro, don Tal.

D O N TAL

Si no me engaño, Zutana da voces. ¡ H o l a , A q u e l , presto,

1965

sacad luces! DON

CUAL

¡ O h , m a l haya

la madre m á s de m i l veces que m e p a r i ó esta m a ñ a n a ! ¿ H a y h o m b r e m á s desdichado? DON

FULANO

¿ H a y m á s discreta venganza?

1970

A q u í n o hay o t r o r e m e d i o sino el de escondernos hasta

v. 1955 tómate esa: «Expresión que se usa cuando a alguno se le da un golpe» (Aut).

289

T E X T O DE LA COMEDIA que de su b o c a se sepa la verdad. D O N CUAL

B i e n d e c í s , haga nuestro d e l i t o otra v e z

1975

La forzosa retirada. D O N FULANO

Sí, d o n C u a l , supuesto q u e También hay duelo en las damas, y p u e d e ser...

D O N CUAL

C l a r o está, que esa es u n a cosa clara.

D O N FULANO

1980

E l l o ya estamos v e n g a d o s . . . , M a s Peor está que estaba... Vuélvense a esconder.

ZUTANA

A gran daño, gran remedio, que El diablo está en Cantillana. Sale don Tal con espada, Aquel y Hola, con hachas.

D O N TAL

¿Qué

ZUTANA

E S La pérdida

e

s

e s t o

> esposa, q u é es esto?

1985

de España,

El engaño en la traición,

v. 1976 La forzosa retirada: no conocemos esta comedia. v. 1978 También hay duelo en las damas: comedia incluida en la Tercera parte de comedias de don Pedro Calderón de la Barca, Madrid, Domingo García Morrás, 1664. v. 1982 Peor está que estaba: comedia de Calderón. v. 1983 A gran daño, gran remedio: según Barrera es del licenciado Francisco Fernández de Vargas, aunque «con este título se atribuye una aVillaizán» (Barrera, 1860, p. 154). D e la de Jerónimo de Villaizán conservamos un manuscrito en la B N M que añade dos títulos: El más venturoso amigo y El más desdichado joven. Probablemente se trate de dos comedias diferentes; de la primera no he localizado ningún testimonio. v. 1984 El diablo está en Cantillana: comedia de LuisVélez de Guevara. v. 1986 La pérdida de España: acaso sea la comedia de don Juan Velasco y Guzmán cuyo título completo es La pérdida de España y más injusta venganza; según mis datos, sólo se conoce un manuscrito de esta comedia, de la B N M , con letra de fines del xvn. v. 1987 El engaño en la traición: seguramente se trata del título de alguna comedia de la que no he hallado más cita que la presente.

290

AMOR,

INGENIO

Y MUJER...

La más discreta venganza, es La fuerza del ejemplo, La obediencia laureada,

1990

Enfermar con el remedio, De un castigo tres venganzas, Saber del mal y del bien, Darlo todo y no dar nada, Los amantes de Teruel,

1995

La fortuna en la desgracia, y es h a b e r m e dado, e n fin, m i padre u n a bofetada. D O N TAL

¿ C o n la mano?

v. 1988 La discreta venganza: comedia de Lope de Vega que se imprimió en la Parte veinte de las Comedias de Lope de Vega Carpió, Madrid, Juan González, 1627. Sin embargo, probablemente, como en otros momentos de la comedia, se aluda a parte del título de la presente de Suárez de Deza. v. 1989 La fuerza del ejemplo: parece el título de una comedia; no la he encontrado citada más que aquí. v. 1990 La obediencia laureada (y Primer Carlos de Hungría): es comedia de Lope incluida en El fénix de España Lope de Vega Carpió: sexta parte de sus comedias, corregida y enmendada en esta segunda impresión por los originales del propio autor, Madrid, Juan de la Cueva, 1618. v. 1991 Enfermar con el remedio: la primera jornada de esta comedia es de Calderón, la segunda de LuisVélez de Guevara y la tercera de Jerónimo de Cáncer; forma parte de Laurel de comedias. Cuarta parte de diferentes autores, Madrid, Diego deValbuena, 1653. v. 1992 De un castigo tres venganzas: comedia de Calderón, a veces titulada Un castigo en tres venganzas, que se imprimió por primera vez en Parte veinte y ocho de comedias de varios autores, Huesca, Pedro Blusón, 1634. v. 1993 Saber del mal y del bien: comedia también de don Pedro Calderón. v. 1994 Darlo todo y no dar nada: comedia de Calderón, incluida en Comedias escogidas de los mejores ingenios de España, parte octava, Madrid, Andrés García de la Iglesia, 1657. Posteriormente se escribió la versión burlesca del mismo título, de Pedro Francisco Lanini y Sagredo; fr. Lanini y Sagredo, Darlo todo, ed. I. Arellano. v. 1995 Los amantes de Teruel: como es sabido, se escribieron varias versiones dramáticas sobre la leyenda de tales amantes, entre otras la atribuida, muy dudosamente, a Tirso de Molina, y la de Pérez de Montalbán, que fue la más conocida por el público y la parodiada por Suárez de Deza con el mismo título; para más información sobre estas dos versiones, fr. la introducción a la edición de la burlesca Los amantes de Teruel, en este volumen. v. 1996 La fortuna en la desgracia: comedia que finaliza la retahila de otras tantas, pero no tenemos ninguna referencia de ella fuera de esta cita.

TEXTO DE LA COMEDIA C o n la mano.

ZUTANA D O N

TAL

ZUTANA DON

Pues, d i m e , ¿ t ú a d o n d e estabas?

2000

Yo en Sansueña. ¿ Y te d o l i ó ?

TAL

ZUTANA

A l g o , pero n o fue nada.

DON

Las manos blancas no ofenden,

TAL

291

aunque duelan. A s í pasa.

ZUTANA DON

TAL

ZUTANA DON

Aparte. ¡Válgate el d i a b l o e l enredo!

2005

¿ Y e n q u é quedamos? Zutana,

TAL

ya es t i e m p o de declararnos c o n esta infame canalla de t u padre y de d o n C u a l . DON

CUAL

Y a esto está Mejor que estaba.

DON

FULANO

Aparte. E s t o n o m e h u e l e b i e n ,

2010

pero veamos e n q u é para. HOLA AQUEL

Aquel. ¿Qué?

v. 2001 Sansueña: topónimo, y a la vez referencia chistosa al «sueño» de Zutana. Sansueña era «tierra de moros» y frecuente lugar de cautiverio. E n varias piezas burlescas que parodian temas y personajes del ciclo carolingio aparece este n o m bre. Cfr. Mojiganga de Gaiferos, del propio Suárez de Deza (fr. Borrego, El teatro breve de Vicente Suárez de Deza); Gaiferos acude a rescatar a su esposa Melisendra, cautiva por los moros: «Voyme a Sansueña hecho hieles. / ¡Hola, Fermín Juan Tiburcio!» (w. 45-46); Baldovinos, vv. 31-32: «cautivo estuvo en Sansueña, / que es una tierra de moros». v. 2003 Las manos blancas no ofenden: comedia de Calderón. Es ridículo que a las manos del padre se las califique como «manos blancas», que son las de las damas. v. 2005 ¡Válgate el diablo el enredo!: las maldiciones burlescas con referencias al demonio son muy típicas del género. Cfr. La ventura sin buscarla, w . 249-50: «¡Válgate el diablo!, ¿qué miro? / ¿Es ilusión o es fantasma?»; id., w . 941-42: «¡Los diablos lleven tu alma! / ¡Bendígate Bercebú!»; El rey don Alfonso, v. 918: «¡Válgate el diablo por perra!». v. 2010 Mejor está que estaba: comedia de don Pedro Calderón de la Barca.

292

AMOR,

INGENIO

HOLA

Y MUJER.

A q u í andan dando.

AQUEL

¿Si será El galán fantasma?

HOLA

N O s é , mas La dama duende

2015

cierta es. ZUTANA

¿ Q u é dices?

D O N TAL

Nada; ¡disimulad, corazón!

DON

CUAL

D O N TAL

¡ A l e n t a d , desconfianzas! ¿ Y d ó n d e tu padre está y d o n C u a l ? ¿ E s t o m e callas

2020

y su d e l i t o m e dices? ¡Cruel! AQUEL

¡ B u e n a va la danza!

ZUTANA

Y O n o sé d ó n d e se fueron.

D O N TAL

S i s o n h o m b r e s , d i que salgan. Salen.

D O N FULANO

¡ P o r eso s ó l o salimos!

DON

¿ Q u é nos quieres?

CUAL

D O N FULANO D O N TAL

2025

¿ Q u é nos mandas? Q u e p i d á i s p e r d ó n los dos de rodillas a Z u t a n a .

DON

CUAL

D O N FULANO

¿ P o r q u é , si traidora ha sido? ¿ P o r q u é , si se fue de casa

2030

sin m á s n i m á s ? ZUTANA

De

eso

vos

t e n é i s la c u l p a . Excusarais el d e c i r que n o v o l v i e s e

v. 2013 andan dando: se usa el verbo dar en el sentido de «cascar, golpear, apalear, herir, etc.» (Aut). v. 2014 El galán fantasma: comedia de Calderón. v. 2015 La dama duende: una de las más famosas comedias del mismo Calderón, v. 2022 ¡Buena va la danza!: «Frase de estilo familiar con que se suele murmurar de alguna disposición que es o nos parece desordenada» (Aut).

TEXTO DE LA COMEDIA

293

c o n tal prisa y c o n tal a n s i a . . . Y n o os q u e j é i s , pues n o ofende

2035

q u i e n hace l o q u e le m a n d a n . D O N

FULANO

E s o está b i e n , mas ¿la c u l p a de veniros a q u í es ganga?

D O N TAL

E s o a m í m e toca solo el defenderlo, pues pasa

2040

ante m í esa a c u s a c i ó n y m e toca aquesa causa. D O N D O N

CUAL TAL

¿ C ó m o h a b é i s de defenderlo? C o n l a r a z ó n de la espada.

AQUEL

¿ A g o r a quieres r e ñ i r ?

HOLA

¿Esta friolera trazas

2045

c u a n d o se gasta la cera y se d e r r i t e n las hachas? AQUEL

M i r a que entra e n m u c h a costa.

HOLA

M i r a que s o n alquiladas.

D O N

TAL

2050

Sí, que he visto en las c o m e d i a s acabar c o n cuchilladas, y esta será friolera si a q u í c o n ellas n o acaba. Y así, para dar m e j o r

2055

el lugar de que las haya, ya y o te he dado u n a m a n o de tu esposo, m i Z u t a n a , y otra te he de dar agora.

v. 2038 es ganga: «Ganga vale lo mismo que maula o cosa sin provecho o útil» (Aut). v. 2046 friolera: «Dicho o hecho de poca importancia y que no tiene sustancia, gracia ni utilidad alguna» (Aut). Los dos versos siguientes los interpretamos 'no demores tontamente las cosas, porque se gasta mucha luz inútilmente'. w . 2049-50 Mira que entra en mucha costa. / Mira que son alquiladas: referencia metateatral a las velas, hachas, cera, material empleado en la escenografía, que, efectivamente, se alquilaba, y por lo que se dice, no debía de ser barato el coste. w . 2057 mano: ya he anotado este juego de palabras que amenaza con una tanda de palos.

294 DON

AMOR, CUAL

INGENIO

Y MUJER..

A u n q u e para agravio basta

2060

y sobra para d e l i t o la p r i m e r a , e l segundarla es m a y o r agravio, pues es acreditar la i n f a m i a . D O N TAL

¿ Y n o l o es e l hallaros

2065

escondidos e n m i casa para u n a b e l l a q u e r í a ? D O N FULANO

A m í me escondió Zutana.

DON

A mí

CUAL

Hola...

D O N TAL

Pues c o n eso, c a e r á n b i e n las cuchilladas.

DON

FULANO

¡ Q u e esto consienta m i b r í o !

DON

CUAL

¡ Q u e esto sufra!

2070

Ritiendo. D O N TAL

¡ R e ñ i d , mandrias, que c o n u n m u e r t o reñís!

ZUTANA

M i r a , s e ñ o r , que te clavas.

D O N FULANO

¡ T e n e d , suspended, parad!

AQUEL

¿ Q u é es l o que este v i e j o traza?

HOLA

Q u e r r á concluir consigo.

D O N FULANO

2075

O í d m e los dos c o n gana, que u n m e d i o se m e ha ofrecido para que e n esto haya pausa.

DON

CUAL

¡Dile, señor!

ZUTANA

¡Dile!

D O N TAL TODOS HOLA

2080

¡Dile! ¡ D i l e , pues! ¡Acaba!

v. 2072 mandria: «El hombre de poco ánimo y espíritu, que se acobarda y no tiene valor para resistir a otro» (Aut). v. 2074 te clavas: 'te equivocas, haces una tontería, te engañas'.

TEXTO DE LA COMEDIA ¡Acaba!

AQUEL

; C u á l es?

TODOS DON

295

FULANO

E l que d é la m a n o a q u i e n quisiere Z u t a n a , y si a d o n T a l se l a diere,

2085

¡ b u e n San J u a n y Santas Pascuas! ZUTANA

Y d o n C u a l , ¿ d ó n d e se ha de ir?

D O N

¿ D ó n d e ? ¡A buscar l a gandaya!

DOÑA DON

TAL ZUTANA CUAL

ZUTANA

¡ P u e s a d o n T a l se la doy! ¿Por qué? P r e g u n t a excusada,

2090

p o r q u e está m u e r t o , y es b i e n hacer esto p o r su a l m a , y así, aquesa m a n o t o m a . D O N

TAL

H a z cuenta que está t o m a d a , y e n lugar de misas p i d o

2095

a m i suegro que n o haga otra v e z tantos extremos, que le s a l d r á n a l a cara. DON

FULANO

DON

CUAL

Y o lo prometo. Y yo y todo.

v. 2086 ¡buen San Juan y Santas Pascuas!: referencia a dos celebradísimas fiestas. Además, la expresión Santas Pascuas es «modo de hablar con que alguno se conforma fácilmente con lo que ha sucedido u otro dice» (Aut). E n Caballero de Olmedo, don Pedro habla así de su hija: «De mí, consuelo no espere; / allá encerrada ha de estarse. / U n a de dos: o casarse, / o hacer lo que ella quisiere» (w. 231-34). v. 2088 buscar la gandaya: «Buscarse la vida el vagabundo que no tiene ocupación fija» (DRAE). Autoridades identifica gandaya con ociosidad y bribonería. Cfr. Céfalo y Pocris, w . 247-49: «Si no espulgáis galgos bien, / id a buscar la gandaya, / id a buscaros la vida». w . 2098 le saldrán a la cara: «Salir a la cara el contento, la enfermedad, las colores, la vergüenza, etc. Es conocer en el semblante cualquiera de estos afectos, motivados de la causa anterior, que los ha movido y obligado a salir fuera» (Aut). Pero también «metafóricamente vale suceder mal o vergonzosamente alguna cosa, de suerte que causa al sujeto daño o vergüenza» (Aut). v. 2099 y todo: 'también'.

296

AMOR,

INGENIO

Y MUJER.

D O N TAL

Y y o aceto la palabra.

HOLA

E l Casarse por vengarse

2100

es este, s i n q u e haya falta. AQUEL

Y El casamiento al revés es t a m b i é n , si se repara.

ZUTANA

¿ Q u é dices, pues, de m i i n g e n i o ?

D O N TAL

Q u e es a g u d o c o m o u n agua.

ZUTANA

¿ Y de m i a m o r ?

D O N TAL ZUTANA

2105

Q u e es constante. S o y mujer.

D O N TAL

A S Í se hallan Amor, ingenio y mujer en la discreta venganza.

DON

FULANO

HOLA

2110

Pues m i b e n d i c i ó n os c u b r a . Aquel.

AQUEL

¿Qué?

HOLA

Y a q u e se casan,

r e p i q u e m o s a casar. AQUEL

¡ D a c a esa m a n o , b o r r a c h a !

HOLA

Toma.

DON

FULANO

Y p o r q u e nadie quede

2115

descontento, t a m b i é n haga lo mismo d o n C u a l conmigo. DON

CUAL

ZUTANA

E S O es p r e m i a r m i constancia. A l cabo veniste a hacer l o q u e y o te aconsejaba.

2120

v. 2101 Casarse por vengarse: drama de honor conyugal de Rojas Zorrilla, v. 2103 El casamiento al revés: parece el título de alguna comedia, para mí desconocida. v. 2113 repiquemos a casar, repicar «vale también tañer las campanas en sonido alegre y de fiesta, y por extensión se dice de otras cualesquiera cosas con que se pueda formar armonía» (Aut), como es el caso de Hola y Aquel, que se quieren unir en matrimonio.

TEXTO DE LA COMEDIA DON

FULANO

H i j a , n o p u e d e ser m e n o s .

ZUTANA

Pues q u e l o c o n o z c a s basta.

DON

Y Amor, ingenio y mujer

TAL

297

en la discreta venganza tengan AQUEL

fin... . . . de q u e su autor

2125

p i d e p e r d ó n de las faltas. FIN

v. 2120 Aunque no forma parte propiamente del argumento, en varios m o mentos de la comedia sale el motivo burlesco del matrimonio entre don Cual y don Fulano, aconsejado por su hija; cfr. supra, vv. 349-53.

LA VENTURA

SIN

BUSCARLA

C o m e d i a burlesca a n ó n i m a E d i c i ó n de Ignacio A r e l l a n o

INTRODUCCIÓN

La ventura sin buscarla es u n e j e m p l o de l a clase de p a r o d i a de o b r a concreta que sigue a m e n u d o la trama d e l m o d e l o , c o n l i b e r t a d e v i d e n t e m e n t e m u y a m p l i a , pero a t e n i é n d o s e a u n o r i g i n a l c o n c r e t o e n m a y o r m e d i d a que otras burlescas, que se c o n s t r u y e n c o m o parodias g e n é r i c a s . C o m o es habitual, su e x t e n s i ó n es m u c h o m á s breve que l a de u n a c o m e d i a n o r m a l : n o llega a los 1 0 0 0 versos, que es m á s o m e n o s l a e x t e n s i ó n de u n acto de las representaciones

acostumbradas.

S i e n d o esta p i e z a burlesca u n a parodia de otra seria, l o p i a n a e n este caso, c o n v e n d r á apuntar algunos detalles sobre l a c o m p a r a c i ó n entre ambas . 1

S i h u b i é r a m o s de sintetizar e n u n a e x p r e s i ó n e l p r o c e s o sufrido desde la seria a la burlesca, seguramente h a b r í a de ser l a de reducción; e n efecto, e n la c o m e d i a burlesca se o p e r a n s i s t e m á t i c a m e n t e u n a serie de reducciones, sobre t o d o las siguientes: 1) r e d u c c i ó n e n la e x t e n s i ó n ; 2) r e d u c c i ó n e n el n ú m e r o de las formas estróficas; 3) r e d u c c i ó n e n el t i p o de formas estróficas; 4) r e d u c c i ó n en el n ú m e r o de personajes; 5) r e d u c c i ó n e n el n ú m e r o de escenas o bloques e s c é n i c o s ( c o m o n o p o d í a ser m e n o s , dada l a r e d u c c i ó n de l a l o n g i t u d m i s m a de la c o m e d i a , a u n q u e p o r otra parte la d i s g r e g a c i ó n estructural favorece la m u l t i p l i c a c i ó n fragmentaria de la burlesca); 6) r e d u c c i ó n e n los registros e s t é t i c o s ( d r a m á t i c o s y literarios: m e i o sis p a r ó d i c a ) de las escenas.

E l texto de la comedia de Lope se cita por la edición de Obras completas de la R A E , vol. X , Madrid, 1930. 1

302

LA VENTURA

SIN

BUSCARLA

T o d o esto n o i m p i d e que t a m b i é n existan algunas a m p l i f i c a c i o n e s e n m o m e n t o s d e t e r m i n a d o s , para e x p l o t a r situaciones c ó m i c a s o desarrollos grotescos verbales y e s c é n i c o s . S i e x a m i n a m o s e l aspecto m á s e x t e r n o , la d i s p o s i c i ó n m é t r i c a , de ambas c o m e d i a s , hallamos e n la seria u n a s u c e s i ó n de formas m é t r i cas q u e s u p o n e n e n cada u n a de las tres j o r n a d a s cuatro, nueve y c a 2

t o r c e c a m b i o s r e s p e c t i v a m e n t e : es d e c i r , u n n ú m e r o

relativamente

elevado de c a m b i o s de formas — c u y a f u n c i ó n ahora n o nos interesa. P o r su parte, la c o m e d i a burlesca arroja para la J o r n a d a I, u n a serie de redondillas ( w . 1-80), r o m a n c e é o ( w . 8 1 - 1 2 2 ) , c a n c i o n c i l l a ( w . 1 2 3 - 2 6 ) , r o m a n c e é o ( w . 1 2 7 - 6 8 ) , redondillas ( w . 1 6 9 - 8 8 ) , m é t r i c a de coplillas de disparates sin esquema d e f i n i d o ( w . 1 8 9 - 2 2 8 ) , r o m a n ce á a ( w . 2 2 9 - 3 1 0 ) , c o n seis c a m b i o s ; para la J o r n a d a II se s u c e d e n r o m a n c e á a ( w . 3 1 1 - 5 9 ) , d é c i m a s ( w . 3 6 0 - 9 9 ) , redondillas ( w . 400¬ 6 7 ) , r o m a n c e ú o ( w . 4 6 8 - 5 2 7 ) , redondillas ( w . 5 2 8 - 4 3 ) , r o m a n c e í o ( w . 5 4 4 - 7 3 ) , r o m a n c e é a ( w . 5 7 4 - 6 7 1 ) , que s u p o n e n seis c a m b i o s ; y e n la J o r n a d a III, c o p l i l l a de pareados ( w . 6 7 2 - 7 5 ) , r o m a n c e ó ( w . 6 7 6 - 9 5 ) , pareados ( w . 6 9 6 - 9 9 ) , redondillas ( w . 7 0 0 - 8 4 9 ) , r o m a n c e é o ( w . 8 5 0 - 6 9 ) , u n pasaje de m é t r i c a confusa (ver nota al texto, w . 8 7 0 - 7 6 ) , r o m a n c e á ( w . 8 7 7 - 9 1 3 ) , r o m a n c e á a ( w . 9 1 4 - 7 1 ) , c o n siete cambios m é t r i c o s . Estas cifras h a n de corregirse o b s e r v a n d o el t i p o de formas m é t r i cas empleadas. E l porcentaje

de metros e n La ventura burlesca d e -

muestra e l p r e d o m i n i o a b s o l u t o d e l r o m a n c e y la r e d o n d i l l a (538 versos, u n c i n c u e n t a y c i n c o c o n cuarenta p o r c i e n t o de r o m a n c e , y 3 3 4 versos, u n treinta y cuatro c o n treinta y nueve p o r c i e n t o de r e dondillas). C o m p l e t a n la n ó m i n a algunas d é c i m a s (40 versos: cuatro c o n o n c e p o r c i e n t o ) y otras formas (59 versos: seis c o n cero siete p o r ciento). E n otras palabras, e n la burlesca e l n ú m e r o de formas m é t r i c a s se ha r e d u c i d o p r á c t i c a m e n t e a dos, e l r o m a n c e y las redondillas, las dos formas e s t á n d a r d e n t r o de la C o m e d i a N u e v a , que s u m a n a p r o x i m a d a m e n t e a q u í e l n o v e n t a p o r c i e n t o d e l total. A d e m á s de las q u i n t i llas, se h a n e l i m i n a d o , m u y c o h e r e n t e m e n t e , c o n respecto a la c o m e d i a seria todas las formas m é t r i c a s c o n versos e n d e c a s í l a b o s (octavas rea-

Jornada I: redondillas, tercetos encadenados, redondillas, octavas reales, romance á a; Jornada II: quintillas, redondillas, soneto, redondillas, soneto, redondillas (se incluye una cancioncilla), soneto, romance á a, redondillas, romance é a; 2

INTRODUCCIÓN

303

les, tercetos encadenados, series de e n d e c a s í l a b o s blancos y sonetos), que c o r r e s p o n d í a n a pasajes de especial i m p o r t a n c i a o gravedad ( e m bajadas ante el R e y , d i á l o g o s amorosos serios, etc.). P u e s t o q u e la f o r m a m é t r i c a es u n aspecto esencial d e l registro l i n g ü í s t i c o q u e define e l n i v e l de d e c o r o c o r r e s p o n d i e n t e a cada personaje y s i t u a c i ó n (véase el Arte Nuevo de L o p e ) , y e n l a c o m e d i a burlesca p o r d e f i n i c i ó n n o hay personajes n i situaciones p r o p i a m e n t e elevados, se p u e d e p r e s c i n d i r de los metros solemnes de arte m a y o r , a u n q u e t a m b i é n

pueden

p r o p o r c i o n a r en algunas ocasiones efectos p a r ó d i c o s ú t i l e s e n el g é nero (no es esta ú l t i m a la e l e c c i ó n q u e muestra e l a n ó n i m o i n g e n i o que p r o d u j o La ventura sin buscarla, que opta p o r l a s i m p l i f i c a c i ó n de los esquemas). H a y e n el texto burlesco algunos casos de rimas a n ó m a l a s y r e p e tidas, q u e p u e d e n responder (es difícil asegurarlo) a errores e n la transm i s i ó n o al p o c o c u i d a d o d e l m i s m o versificador ( p r o b a b l e m e n t e hay casos de ambos f e n ó m e n o s ) : algunos ejemplos s o n los w . 9 - 1 2 , r e d o n d i l l a en l a q u e r i m a n solicita / dado / delgado / longaniza (la r i m a de los versos extremos es asonante e n v e z de consonante); los w . 128 y 134, d o n d e se repite dos veces l a e x p r e s i ó n en efecto para c o n s e g u i r la r i m a e n é o d e l r o m a n c e ; los w . 2 1 7 - 2 0 , r e d o n d i l l a e n l a q u e las palabras e n r i m a s o n ollas / desbarrigados / tejados / ollas ( c o n r i m a m u y p o b r e e n la r e p e t i c i ó n de ollas); los w . 3 2 4 - 2 5 (se repite la palabra señor e n r i m a ) ; los w . 3 3 2 - 3 5 (se repite la palabra casa e n p o s i c i ó n

final

de r i m a ) ; los w . 4 3 6 - 3 9 , r e d o n d i l l a e n q u e las palabras finales de verso son retoza / consigo / ombligo / cosa ( c o n r i m a q u e i m p l i c a u n f e n ó m e n o de seseo); los w . 8 4 6 - 4 9 , c o n r i m a i m p e r f e c t a (asonante e n v e z de consonante) e n esa r e d o n d i l l a : aprisa / palabra / tabla / camisa, etc. E s probable que estos f e n ó m e n o s tengan que v e r c o n c i e r t a d i m e n s i ó n de «literatura de r e p e n t e » que, sin d u d a , muestran estas c o m e d i a s , y e n particular esta de La ventura sin buscarla, e n c u y o t e x t o e n c o n t r a m o s reiteradas referencias a semejante t é c n i c a de p o e t i z a c i ó n , q u e estaba m u y de m o d a e n el x v n y q u e p r o d u j o algunas c o m e d i a s burlescas c u y o texto n o h e m o s conservado, p e r o de las q u e nos q u e d a n pistas en noticias d e l t i e m p o . 3

Jornada III: redondillas, endecasílabos blancos (con algunos pareados), octavas reales, endecasílabos blancos (con algunos pareados), quintillas (con cuatro endecasílabos terminados en pareado), redondillas, soneto, redondillas, romance i o, tercetos encadenados, redondillas, octavas reales, romance á o, redondillas, romance á a. Ver el prólogo de Dos comedias burlescas, ed. Arellano y Mata, 2000. 3

304

LA VENTURA

SIN

BUSCARLA

E n c u a n t o a los personajes, hay algunos que muestran paralelismo entre la seria de L o p e y nuestra r e c r e a c i ó n disparatada. E n L o p e , D a r í o , R e y de H u n g r í a ; O t a v i o , su camarero; Lisarda, Infanta h e r m a n a d e l R e y ; C a r l o s ; e l g r a c i o s o S e r ó n ; el C o n d e A r n a l d o , C l a r i d á n y el p r í n c i p e F é l i x (que n o habla) t i e n e n paralelos j o c o s o s e n la burlesca, que c o r r e s p o n d e n al R e y ; e l D u q u e , su p r i v a d o ( h o m ó l o g o de O t a v i o ) ; la Infanta; C a r l o s ; S e r ó n ; e l C o n d e ; e l A l m i r a n t e y u n n i ñ o . Interesa reparar e n que e n la c o m e d i a burlesca el n ú m e r o de p e r sonajes realmente operativos se reduce al m í n i m o : e l R e y y la Infanta, el D u q u e c o n q u i e n q u i e r e n casarla, C a r l o s , c o n q u i e n escapa y de q u i e n se e n a m o r a , S e r ó n , e l c r i a d o de C a r l o s c o n q u i e n quiere este a su v e z casar a la Infanta, y e l C o n d e y e l A l m i r a n t e , dos cortesanos e n la ó r b i t a d e l R e y . E l h i j o de C a r l o s y la Infanta, e n la c o m e d i a seria n o habla (aparece ú n i c a m e n t e e n la escena de la c o r o n a c i ó n , al

final);

e n la burlesca tiene u n par de r é p l i c a s nada m á s , que consisten e n g r o tescas muletillas infantiles. Se h a n e l i m i n a d o , a d e m á s de c i n c o personajes

meramente

acci-

dentales (un c r i a d o , q u e entra a n u n c i a n d o e l paradero de la Infanta; u n a mujer, u n soldado y u n estudiante que presentan m e m o r i a l e s a la Infanta, ya reina; y u n guarda), otros de cierta relevancia: M a t i l d e y C l a r i n d a , dos damas de la c i u d a d que b u r l a n a C a r l o s a su llegada a la C o r t e , a p o d e r á n d o s e de t o d o su d i n e r o y h a c i é n d o l e pasar toda la n o c h e e s c o n d i d o e n u n pajar; L e r í n , F i n e o , S i l v i o , F i l e n a y D i a n a , que c o n sus celos y a m o r í o s c o n t r i b u y e n a c o m p l i c a r u n tanto la trama a r g u m e n t a l de la c o m e d i a seria; C o n r a d o , rey de P o l o n i a , p r e t e n d i e n te a la m a n o de Lisarda, y su embajador, que desaparecen c o m p l e t a m e n t e e n la p a r o d i a . Para u n a c o m p a r a c i ó n entre los esquemas de ambas acciones r e m i t o a l e s t u d i o p r e l i m i n a r de la e d i c i ó n a n t e r i o r

4

que realizó el

G R I S O . R e c o r d a r é a q u í solamente, p o r creerlo de u t i l i d a d a la h o r a de c o n c e b i r la estructura de la que e n estos m o m e n t o s m e o c u p a , e l trazado de la burlesca, s e g m e n t a n d o los p r i n c i p a l e s bloques e s c é n i c o s .

4

Pamplona, Eunsa, 1994.

INTRODUCCIÓN

305

JORNADA I Bloque í a) w . 1-34. H a b l a n e l R e y y e l D u q u e , su p r i v a d o , c o n q u i e n q u i e re casar a su h e r m a n a ; e l D u q u e cree q u e ella se o p o n d r á , p e r o e l R e y dice que se h a r á l o q u e él m a n d e , y le i n v i t a groseramente a g o z a r los encantos de la Infanta. b) w . 3 5 - 5 2 . Sale l a Infanta, m u y enfadada al enterarse d e l bajo c a samiento que le prepara su h e r m a n o ; tanto es así q u e h a barbado de c ó l e r a ; se m a r c h a de l a C o r t e . c) w . 5 3 - 6 4 . E n f a d o d e l R e y p o r l a m a r c h a de su h e r m a n a ; a m e naza c o n darle m i l azotes. Bloque 2 a) w . 6 5 - 8 0 . C o m e n t a n e l C o n d e y e l A l m i r a n t e q u e n o se p u e d e sufrir la p r i v a n z a d e l D u q u e ; el C o n d e p r e g u n t a l a r a z ó n de esa p r i vanza. b) w . 8 1 - 1 6 8 . E l A l m i r a n t e e x p l i c a l a r a z ó n de l a p r i v a n z a : u n d í a que salió e l R e y c o n l a Infanta a p o r berros, ambos se separaron y e l R e y fue de caza, pero se p e r d i ó ; e l D u q u e fue q u i e n l o e n c o n t r ó , pero t u v i e r o n que pasar l a n o c h e e n u n pajar para resguardarse de u n a t o r menta; al d í a siguiente i n v i t ó al R e y a almorzar. T o d o esto hace q u e el R e y , agradecido, le haya h e c h o su p r i v a d o . c) w . 1 6 9 - 8 8 . E l C o n d e y el A l m i r a n t e c o m e n t a n l o q u e v a n a cenar esa n o c h e : m o t i v o carnavalesco de l a c o m i d a . Bloque 3 a) w . 1 8 9 - 2 2 8 . C a r l o s c o m e n t a l a v a r i e d a d de cosas q u e h a y e n l a C o r t e que, s e g ú n é l , es « u n lugar de B a r r a b á s » . b) w . 2 2 9 - 4 8 . S o l i l o q u i o de l a Infanta, q u e p i d e p r o t e c c i ó n a la n o c h e , pues va h u y e n d o de su h e r m a n o para evitar e l bajo m a t r i m o n i o al q u e l a quiere obligar. c) w . 2 4 9 - 3 1 0 . E n c u e n t r o entre C a r l o s y l a Infanta. E l l a le p i d e que l a ampare, pues v i e n e h u y e n d o de su h e r m a n o ; C a r l o s m a n i f i e s ta que es u n caballero que h a v e n i d o a l a C o r t e esperando e n c o n t r a r m i l p r o d i g i o s y q u e v u e l v e apesadumbrado a su tierra, pues n o los h a visto. D e c i d e n marchar j u n t o s .

306

LA VENTURA

SIN

BUSCARLA

J O R N A D A II Bloque 1 a) w . 3 1 1 - 5 9 . E l R e y , e l D u q u e y e l C o n d e c o m e n t a n la desapar i c i ó n de l a Infanta; e l R e y m a n d a a los dos cortesanos e n busca de su h e r m a n a . Bloque 2 a) w . 3 6 0 - 9 9 . C a r l o s declara su s m o r p o r la Infanta, p e r o esta le d e s d e ñ a y se m a r c h a . b) w . 4 0 0 - 4 0 7 . B r e v e i n t e r m e d i o . H a b l a solo C a r l o s , que se d i r i ge e x c l a m a t i v a m e n t e a l a Infanta, c u a n d o esta ya se h a i d o (o m i e n tras se está m a r c h a n d o ) . c) w . 4 0 8 - 3 9 . C a r l o s i n f o r m a a S e r ó n de que l o v a a casar c o n la Infanta, y le p i d e q u e se p o r t e b i z a r r a m e n t e c o n ella para tratar de enamorarla. d) w . 4 4 0 - 5 5 . S o l i l o q u i o de C a r l o s : d e s p u é s de haber dispuesto e l m a t r i m o n i o de l a Infanta c o n S e r ó n , dice que se a p r o v e c h a r á de l a s i m p l e z a de su c r i a d o para gozar a la Infanta. Bloque 3 a) w . 4 5 6 - 6 7 . H a b l a n e l C o n d e , e l D u q u e y e l A l m i r a n t e : i n f o r man

de q u e h a m u e r t o e l R e y p o r los excesos de u n a cena.

b) w . 4 6 8 - 5 2 7 . R e l a t o d e l grotesco e n t i e r r o d e l R e y . c) w . 5 2 8 - 4 3 . L o s tres cortesanos se d i s p o n e n a partir e n busca de la Infanta. Bloque 4 a) w . 5 4 4 - 6 5 . S e r ó n i n f o r m a a C a r l o s de q u e L a u r a (el n o m b r e p o r e l q u e c o n o c e n ellos a l a Infanta, c u y a verdadera i d e n t i d a d i g n o ran) h a h u i d o al m o n t e . b) w . 5 6 6 - 7 3 . C a r l o s lanza u n a serie de denuestos c o n t r a la Infanta. Bloque 5 a) w . 5 7 4 - 6 0 3 . M o n ó l o g o de la Infanta i n i c i a d o e n f o r m a de r e c a p i t u l a c i ó n de t o d o l o s u c e d i d o hasta ahora. P i d e amparo y p r o t e c c i ó n a la noche. b) w . 6 0 4 - 6 3 0 . M o n ó l o g o de C a r l o s , q u e anda b u s c a n d o a l a Infanta p o r e l m o n t e , al t i e m p o q u e le lanza m i l reproches.

INTRODUCCIÓN

307

c) w . 6 3 1 - 7 1 . D i á l o g o entre C a r l o s y l a Infanta, q u e se h a n e n contrado. C a r l o s supone p o r e l l í o de ropa y baratijas q u e lleva L a u r a que es de alta c o n d i c i ó n ; al final se r e c o n c i l i a n y a c u e r d a n casarse. J O R N A D A III Bloque í a) w . 6 7 2 - 9 9 . V i e n e n casados C a r l o s y l a Infanta, y s o n r e c i b i d o s con músicas. Bloque 2 a) w . 7 0 0 - 7 2 3 . A p a r e c e n e n escena e l A l m i r a n t e , e l C o n d e y e l D u q u e m o n t a d o s e n caballitos de c a ñ a ; a n d a n b u s c a n d o a l a Infanta desde hace tres días. Bloque 3 a) w . 7 2 4 - 4 4 . L a Infanta sola. R e i t e r a q u e h a m u e r t o su h e r m a n o y ella t e n d r á que e m p u ñ a r e l cetro. H a escrito u n a carta al A l m i r a n t e d a n d o cuenta de d ó n d e se halla. b) w . 7 4 5 - 7 4 . L a Infanta y C a r l o s . C a r l o s se d i s p o n e a salir de caza para ella y ambos i n t e r c a m b i a n u n a serie de p i r o p o s grotescos. c) w . 7 7 5 - 8 1 2 . L a Infanta sola. Insiste e n l a n o t i c i a de q u e h a m u e r to su h e r m a n o ; n o sabe c ó m o enviar l a carta q u e h a escrito; al final decide m a n d a r l a c o n S e r ó n . d) w . 8 1 3 - 3 7 . L a Infanta e n c o m i e n d a a S e r ó n l a embajada. Bloque 4 a) w . 8 3 8 - 9 1 3 . Salen e l A l m i r a n t e , e l C o n d e y e l D u q u e c o n sus caballos de c a ñ a y r o b a n a la Infanta. C a r l o s , enterado d e l secuestro, se lamenta de su desgracia. Bloque 5 a) w . 9 1 4 - 4 2 . L o s G r a n d e s y l a Infanta. L e p i d e n q u e se case, p e r o ella se niega: y a está casada hace dos a ñ o s , y tiene u n hijo, barbado c o m o ella, q u e es presentado e n p ú b l i c o . b) w . 9 4 3 - 7 1 . L l e g a C a r l o s disfrazado de v e n d e d o r de v i n a g r e . L a Infanta l o r e c o n o c e y dice a todos q u e se trata de su esposo; C a r l o s es r e c o n o c i d o p o r rey y c o r o n a d o r i d i c u l a m e n t e .

308

LA VENTURA

SIN

BUSCARLA

E l a n t e r i o r r e s u m e n estructural p e r m i t e , e n su m i s m a e n u n c i a c i ó n , reparar e n la presencia constante de m o t i v o s tomados a la c o m e d i a n o r m a l o a la p o e s í a l í r i c a , y vueltos a l o burlesco e n u n a i n v e r s i ó n c a r a c t e r í s t i c a d e l « m u n d o al revés» d e l C a r n a v a l , a m b i e n t e e n e l que sin d u d a hay que situar al g é n e r o e n su c o n j u n t o . Esta p a r o d i a afecta a diversos niveles, e m p e z a n d o p o r las mismas situaciones y f u n c i o n e s

5

d r a m á t i c a s que caracterizan al m o d e l o de la

c o m e d i a nueva: ya desde los p r i m e r o s versos se plantea el tema (en clave grotesca) de la p r i v a n z a , tema central e n una serie de comedias significativas d e l S i g l o de O r o

6

que suele i m p l i c a r c o n n o t a c i o n e s de

cierta seriedad, pero que se resuelve e n la burlesca p o r m e d i o de c h i s tes e s c a t o l ó g i c o s c o n u n j u e g o de palabras t r a d i c i o n a l : 7

Vos, Duque, sois m i privado y aun m i privada t a m b i é n (vv. 3-4). E l m a t r i m o n i o dispuesto p o r el actante cabeza de familia

(padre,

h e r m a n o , etc.; e n este caso e l rey, h e r m a n o de la Infanta Barbada) que o b l i g a c o n t r a su v o l u n t a d a la d a m a , la c u a l se queja de

semejante

abuso, se reitera c o n variaciones m ú l t i p l e s e n numerosas comedias a u riseculares y da l u g a r a m u c h o s enredos y peripecias: baste recordar s i m p l e m e n t e u n caso tan e s p l é n d i d o c o m o el de Marta la piadosa de T i r s o de M o l i n a o, e n clave t r á g i c a , la d o ñ a M e n c í a de El médico de su honra c a l d e r o n i a n o . E n La ventura sin buscarla, la Infanta B a r b a d a se 8

Para este concepto de función dramática ver Weber de Kurlat, 1975, donde la define (p. 34): «llamamos funciones a las unidades mínimas no separables en partes menores significativas desde el punto de vista de la acción de la comedia». Vitse ha subrayado la inclinación trágica o patética que a menudo muestra el subgénero de la «comedia de privanza»: cfr. sobre algunas cuestiones relativas al tono y estructura de estas comedias de privanza,Vitse, 1990, pp. 572 y ss. Hay también una tesis inédita, que no he podido manejar, de Sister Mary Austin Cauvin, 1957. Ver las notas al texto para más ejemplos del mismo chiste. Otra versión semejante es la que juega con servidor, servicio 'criado','orinal': ver Chevalier, 1992, p. 50. Esta otra versión también aparece en La ventura, w . 526-27: «Será tu orinal mañana / quien sea servidor tuyo». Dice, por ejemplo, doña Mencía: «Nací en Sevilla, y en ella / me vio Enrique; festejó / mis desdenes, celebró / mi nombre... ¡felice estrella! / Fuese, y mi padre atropella / la libertad que hubo en mí: / la mano a Gutierre di». Otros ejemplos en El pintor de su deshonra, de Calderón, Cada loco con su tema, de Antonio Hurtado de Mendoza, Casarse por vengarse, de Rojas Zorrilla, o, en clave diversa, en Entre bobos anda el juego, del mismo Rojas. 5

6

7

8

INTRODUCCIÓN

309

rebela c o n t r a las disposiciones de su opresor h e r m a n o q u e q u i e r e c a sarla c o n u n personaje de rango i n f e r i o r , y protesta c o n u n discurso l l e n o de invectivas propias de l o q u e l l a m a B a j t í n el « l e n g u a j e de l a plaza p ú b l i c a » : ... dime, Rey, dime, insolente, —que así es razón que te llame—, ¿por q u é , bujarrón infame, me casas tan bajamente?

[...] ¿ N o ves que en ira me abrasas? (vv. 37 y ss.). R e b e l d í a que se enfrenta a la c o n s i d e r a c i ó n t i r á n i c a d e l gusto d e l m o n a r c a c o m o ley, otro de los m o t i v o s t ó p i c o s e n la c o n f o r m a c i ó n del « p o d e r o s o » , rebajado en La ventura p o r l a i n s e r c i ó n d e l discurso v u l g a r y el c l i c h é proverbial: andaremos a cachetes sobre ello; m i gusto es ley (vv. 19-20). L a parodia de los m o n ó l o g o s que e x a m i n a n dilemas t r á g i c o s o s i tuaciones de dificultad provocantes a la a c c i ó n enredada n o falta t a m p o c o en el decurso de la a c c i ó n burlesca: b u e n e j e m p l o es e l de l a Infanta e n los w . 5 7 4 y ss., que e m p i e z a c o n u n a t ó p i c a i n v o c a c i ó n a la n o c h e , p r o p i c i a a las fugas, a los enredos de a m o r y a los delitos y o c u l t a m i e n t o s (el m i s m o m o t i v o de la n o c h e se p a r o d i a e n l a r i d i c u la c o m e d i a de P í r a m o y T i s b e que representan los menestrales d e l Sueño de una noche de verano de Shakespeare): N o c h e que sirves a tantos de socarrona alcahueta, ampara esta desdichada que en tu sombra se encomienda. D e noche salí t a m b i é n fugitiva de m i tierra, mas fue la noche tan clara, que fue la luna su yema. Apelé de los rigores de m i hermano a su clemencia, que me casaba forzada con el D u q u e (¡a Dios pluviera fuera agora m i marido!) y cuando osada y resuelta

310

LA VENTURA

SIN

BUSCARLA

quiere d o n Carlos casarme con Serón, ¡qué necia empresa!, (que solamente serones han de casar c o n espuertas), c o n miedo voy por el monte, que sola y hermosa es fuerza hacer una travesura si algún barbado me encuentra. O antes, e n los w . 2 3 0 y ss., c o n e l m i s m o m o t i v o : N o c h e que sirves de coco, noche que sales tiznada, asconde agora en tus sombras esta desdichada infanta; de m i hermano vengo huyendo, que furibundo me casa c o n u n vasallo escudero bravo comedor de panzas. A c o n t i n u a c i ó n de este m o n ó l o g o aparece C a r l o s , y la Infanta, s i m u l a n d o ser d a m a particular, a u n q u e n o b l e , le p i d e ayuda. C a r l o s resp o n d e c o m o se espera de u n g a l á n de c o m e d i a , p o n i é n d o s e al s e r v i c i o de la d a m a e n apuros: c u a l q u i e r repaso superficial a u n p e q u e ñ o c o r pus de c o m e d i a s auriseculares p e r m i t i r í a r e c o p i l a r decenas de e j e m p l o s de esta f u n c i ó n

fija

de l a g a l a n t e r í a : e n nuestra b u r l e s c a se

desarrolla grotescamente e n e l d i á l o g o de C a r l o s c o n la Infanta ( w . 2 1 6 y ss.), c r i b a d o de referencias e s c a t o l ó g i c a s , o n o m á s t i c a burlesca, d i l o g í a s disparatadas, m e t á f o r a s degradadoras y m o t i v o s f o l c l ó r i c o s c o m o e l de la tierra de Jauja: INFANTA

Soy una mujer m u y noble, que del temor de una espada viene temiendo sus filos, que m i inocencia amenaza. Por vida vuestra, señor, que pues el traje y la cara dicen que sois caballero, si estáis encima de u n haca amparéis aquesta triste, que si m i gente me agarra me ha de poner este globo como Dios hizo una grana.

INTRODUCCIÓN CARLOS

311

Señora, perded el miedo, segura vais en las alas de m i favor, que hoy os suben hasta el cielo de la cama. Soy u n grande caballero llamado d o n Carlos Flauta, que fue m i agüelo el primero que tamboril t o c ó en danzas. V i n e a la C o r t e famosa de nuestro insigne monarca para mirar sus grandezas que nos divulga la fama; pensé que hubiera cien calles de torreznos empedradas, y de t u r r ó n bien compuestas eran en M a d r i d las casas; pensé que hubiera una fuente de b u ñ u e l o s en la plaza, con dos p ü o n e s en ella llenos de miel y de natas; pensé que hubiera en el parque árboles de frutas varias, de cuyas ramas p e n d í a n muchas perdices asadas. Vuelvo corrido a m i tierra y con pesadumbre tanta, que estoy hambriento y no puedo mascar guijarros.

A estas parodias de situaciones d r a m á t i c a s hay q u e a ñ a d i r las de los m o t i v o s l í r i c o s d e l discurso p o é t i c o petrarquista, d e l t i p o « m i l u z , m i c a n d i l , m i m o c o » (v. 402), « ¡ O h , L a u r a , c o n m á s bigotes / q u e u n arm e n i o ! ¡ O h , basüisco!» ( w . 5 6 6 - 6 7 ) , etc. L o s personajes se c o n s t r u y e n i g u a l m e n t e de m o d o r i d í c u l o y p a r ó d i c o sobre el m o d e l o burlesco de las figuras. E l t é r m i n o designaba en la literatura j o c o s a d e l S i g l o de O r o toda u n a g a m a de d e f o r m i dades corporales y extravagancias morales o intelectuales q u e p r o v o caban la risa o el desprecio. E u g e n i o A s e n s i o , e n su l i b r o c l á s i c o sobre el Itinerario del entremés , 9

9

analiza l a a m p l i t u d s e m á n t i c a de figura, y

Madrid, Gredos, 1965; ver pp. 77-86 para este concepto de figuras.

312

LA VENTURA

Melchora Romanos

1 0

SIN

hace i m p o r t a n t e s

BUSCARLA precisiones a p r o p ó s i t o de

Q u e v e d o , q u i e n esboza y a e n su Vida de Corte u n c a t á l o g o de figuras naturales (cojos, calvos, corcovados) y artificiales (valientes de m e n t i ra, viejos t e ñ i d o s , l i n d o s . . . ) . D e s d e los p r i m e r o s versos de la o b r a e n c o n t r a m o s esta c a l i f i c a c i ó n de figura, a la q u e s i n d u d a c o r r e s p o n d e t a m b i é n la c o n f o r m a c i ó n esc é n i c a de los actores y su m i s m a a c t u a c i ó n : baste s e ñ a l a r c o m o e l e m e n t o significativo a l a Infanta B a r b a d a , personaje f e m e n i n o q u e h a de ser i n t e r p r e t a d o s i n d u d a p o r u n actor m a s c u l i n o , e n u n caso de disfraz q u e p e r t e n e c e t a m b i é n al m u n d o carnavalesco, o las referencias a los anteojos (otro e l e m e n t o caricaturesco, c o m o he s e ñ a l a d o e n notas) y l o s n u m e r o s o s

objetos

de las c e l e b r a c i o n e s grotescas d e l

C a r n a v a l . P r o b a b l e m e n t e s o n figuras o

figuronescos

todos los p e r s o -

najes de la c o m e d i a : DUQUE

CARLOS

Señor, si tanto levanta tu Majestad a su hechura, seré m u y alta figura (vv. 5-7). ¡Válgate el diablo!, ¿qué miro? ¿Es ilusión o es fantasma? ¡Válgate D i o s por figura más rabicorta que larga! D e parte de Dios te mando que me digas sin tardanza si eres ánima del limbo, si eres cigüeña o urraca (vv. 249-56).

A p a r i e n c i a física y discurso grotesco d e l i m i t a n u n e l e n c o de p e r sonajes r i d í c u l o s , liberados de c u a l q u i e r c o n c e p t o de d e c o r o : estos reyes, duques o almirantes, p r o t a g o n i z a n acciones consideradas « i n d e c e n t e s » c o m o las de c o m e r , beber, cantar o bailar d e s c o m p u e s t a m e n te e n escena, y d i a l o g a n e n u n registro de estilo bajo, c o n fecuentes m e n c i o n e s e s c a t o l ó g i c a s y obscenas, dos áreas de la c o m i c i d a d e n t e n d i d a c o m o turpitudo et defiormitas v i g e n t e e n e l S i g l o de O r o e n estos territorios literarios . 11

E n la c o m e d i a burlesca todos estos personajes de la C o r t e se d i f e r e n c i a n p o c o d e l r ú s t i c o S e r ó n : n o se p u e d e hablar, pues, de g r a c i o -

10

11

Ver Romanos, 1982 y 1982-1983. Ver Jammes, 1980.

INTRODUCCIÓN

313

so, c o m o u n p a p e l e s p e c í f i c o e n el reparto de los personajes

de la

C o m e d i a N u e v a : a q u í todos son graciosos, y todos l o s o n , f u n d a m e n talmente, e n e l t e r r i t o r i o de la c o m i c i d a d r i d i c u l a , a u n q u e

tampoco

p u e d a olvidarse la c o m i c i d a d i n g e n i o s a . U n rasgo p r i n c i p a l que c o m p a r t e n todas estas degradaciones j o c o sas, ya s e ñ a l a d o , p e r o e n el que c o n v i e n e insistir, es su c e r c a n í a o p e r tenencia a m o l d e s insertados en l a c o m i c i d a d grotesca d e l C a r n a v a l , que c o n tanta p e r i c i a e s t u d i ó B a j t í n . L a t o n a l i d a d burlesca de la c o 12

m e d i a la m a r c a f u n d a m e n t a l m e n t e la presencia de estos m o t i v o s acarnavalados o carnavalescos, reflejados e n l a i n t e n s i d a d de campos s e m á n t i c o s : escatología, c o m i d a , funciones

fisiológicas,

algunos parási-

t o s . . . Se trata de referencias de bajo estilo y baja a x i o l o g í a que c h o can c o n e l d e c o r o a t r i b u i d o a personajes

a n á l o g o s de las comedias

serias (reyes, infantas, a l m i r a n t e s . . . ) . U n o de los c a m p o s m á s llamativos e n este sentido es el de la esc a t o l o g í a , o e n general, el de la d i m e n s i ó n c o r p o r a l y las funciones fis i o l ó g i c a s . S o n elementos e l u d i d o s e n otros t e r r i t o r i o s de la literatura o d e l teatro, p e r o m u y intensos e n estos g é n e r o s d e l «infrarrealismo». T o d o l o c o n s i d e r a d o repulsivo, bajo o grosero tiene cabida e n la c o m e d i a burlesca, q u e e n b u e n a parte opera la r e d u c c i ó n de los p e r s o najes p o n i e n d o de relieve las funciones o r g á n i c a s p r i m a r i a s que los acercan al r e i n o a n i m a l y rebajan c u a l q u i e r p r e t e n s i ó n espiritual o e l e vación

metafísica . 13

L a serie de l o bajo c o r p o r a l c ó m i c o es m u y abundante en La ventura; r e m i t e e n ú l t i m o e x t r e m o al sistema de la c u l t u r a popular, c u y o realismo grotesco se basa en el p r i n c i p i o de la v i d a m a t e r i a l y c o r p o ral, c o m o s e ñ a l a B a j t í n : 14

el rasgo sobresaliente del realismo grotesco es la degradación, o sea, la transferencia al plano material y corporal de lo elevado, espiritual, ideal y abstracto. A s í , frente a la i d e a l i z a c i ó n selectiva de la p o e s í a amorosa o los d i á logos galantes de caballeros y damas de la c o m e d i a n o r m a l (regidos Bajtín, La cultura popular... Tengo a mano la edición española que se recoge en la bibliografía. Ver Hodgart, 1969, pp. 115-29. Bajtín, ed. de 1974, p. 24. Para estos elementos en Quevedo, que los maneja extraordinariamente, cfr. los capítulos correspondientes de Arellano, 1984, donde se aducen los estudios de Bajtín y otra bibliografía pertinente. 12

13

14

314

LA VENTURA

SIN

BUSCARLA

p o r las n o r m a s d e l p e t r a r q u i s m o n e o p l a t ó n i c o ) , los personajes de La ventura m e n c i o n a n partes d e l c u e r p o « p r o h i b i d a s » , se refieren a f u n ciones

fisiológicas

t a b ú (orinar, defecar, ventosear) y se obsesionan c o n

la c o m i d a , l a fuente m á s p o p u l a r d e l h u m o r , s e g ú n hace notar E . R . C u r t i u s : n u t r i c i ó n y d e f e c a c i ó n s o n e l haz y e l e n v é s de la m i s m a 1 5

n e c e s i d a d o r g á n i c a , l a m á s p r i m a r i a de todas, y p o r ende l a de m a y o r p o t e n c i a l d e g r a d a t o r i o y c ó m i c o . B a s t e n algunos e j e m p l o s

16

espigados

e n l a c o m e d i a : privada ' l e t r i n a ' , m e n c i ó n e s c a t o l ó g i c a (v. 4); juntar barrigas, a l u s i ó n obscena (v. 16); perejil, a l u s i ó n e s c a t o l ó g i c a (v. 26); ir de noche al corral, a l u s i ó n e s c a t o l ó g i c a (v. 28); vasera de orinal (objeto e s c é n i c o ) ; bujarrón, invectiva de sentido o b s c e n o (v. 39); bujarrones (v. 317); ayudas, 'lavativas', a l u s i ó n e s c a t o l ó g i c a (v. 72); mear (v. 91); matar ¡as pulgas; rascarse las nalgas ( w . 3 4 1 - 3 4 2 ) ; hacer cámara 'defecar', chiste c o n e q u í v o c o e s c a t o l ó g i c o (v. 346); rascarse (v. 359); retozar, a l u s i ó n o b s c e na (v. 366); espulgarse (v. 399); ir a hacer caca (v. 406); rascar el ombligo (v. 438); regoldar, ventosear (v. 489); barriga (v. 548); nalga (v. 640); orinal (v. 526), etc. L a c o m i d a y la b e b i d a s o n elementos fudamentales de este u n i verso. L a lista de manjares m e n c i o n a d o s , apetecidos, c o m i d o s , etc. p o r los personajes, es bastante a m p l i a , pero repetitiva e n su sentido e x p r e sivo de u n a g l o t o n e r í a r u d a , m á s atenta a l a cantidad q u e a l a sofistic a c i ó n a l i m e n t a r i a o a las dietas saludables: d e r i v a d o s d e l c e r d o , e m b u t i d o s gruesos, grasas, sustanciosos banquetes b á q u i c o s p r o p i o s d e l C a r n a v a l , a c o m p a ñ a d o s de los «tragazos» pertinentes (v. 165): fruta de sartén (v. 1); longaniza (v. 12); torreznos ( w . 6 8 , 195); buñuelos

( w . 164

y 2 9 0 ) ; menudo (v. 175); panza (v. 177); morcilla (v. 180); salchichas (v. 195); panza y callos, requesones, longanizas, mondongo, pepitorias, tabernas de hipocrás (todas estas m e n c i o n e s ú l t i m a s e n w . 1 9 7 - 2 0 3 ) ; turrón (v. 287); miel y natas (v. 2 9 2 ) ; perdices asadas (v. 296); mano de puerco (v. 309); pasteles (v. 730); jabalí

(v. 768); lechón (v. 770); morcón (v. 860), etc.

E n ocasiones este t i p o de referencias se o r g a n i z a n e n u n sistema c o m p l e t o de b a n q u e t e grotesco, c o m o l a cena a resultas de l a cual m u e r e e l rey g l o t ó n : 1 7

Literatura europea y Edad Media latina, ed. cit. en la bibliografía, pp. 594-618. Para mayor documentación de su sentido y connotaciones remito a las notas puestas al texto. Nótese el motivo folclórico subyacente, recogido en formulaciones proverbiales como «De grandes cenas están las sepulturas llenas», o «Cenas y soles matan 15

16

17

315

INTRODUCCIÓN ALMIRANTE

¿En fin, m u r i ó nuestro R e y ?

CONDE

¿ D e q u é , si sabéis, m u r i ó ?

DUQUE

D e una cena en que m a n d ó que le empanasen u n buey (vv. 456-59).

O l a c o m i d a preparada al c o m i e n z o de l a J o r n a d a III: Pues porque comamos hoy tengo u n camello en cecina, en almíbar u n l e c h ó n , en arrope tengo u n gato y u n jigote en conclusión de una pierna de Lutero (vv. 681-86). E n l a r e p r e s e n t a c i ó n sobre las tablas estos e l e m e n t o s q u e d a r í a n s i n d u d a evidenciados y subrayados, e n e l desarrollo de l a c o m i c i d a d esc é n i c a , que estriba e n vestuario, g e s t i c u l a c i ó n , y e n l a presencia de o b jetos — m u y a m e n u d o pertenecientes a las celebraciones de C a r n a v a l , c o n claras c o n n o t a c i o n e s obscenas o de d i m e n s i o n e s r i d i c u l a s y p a r ó dicas—, sin q u e q u e p a o l v i d a r e l e l e m e n t o m u s i c a l , d i f í c i l m e n t e aseq u i b l e para nosotros, pero d e d u c i b l e de textos y acotaciones q u e h a c e n referencia a bailes grotescos o a canciones disparatadas. En

este s o m e r o r e s u m e n m e l i m i t o a i n d i c a r algunas referencias,

c u y o sentido evidente e x i m e de mayores c o m e n t a r i o s , q u e p o d r á b u s car de todos m o d o s el c u r i o s o l e c t o r e n las notas d e l texto. E l vestuario y objetos adyacentes aparecen e n las acotaciones c o n distintos grados de p r e c i s i ó n : a m e n u d o s o n calificaciones de t i p o g e neral q u e se l i m i t a n a señalar l a d i m e n s i ó n r i d i c u l a d e l vestuario: «Sale el Rey y el Duque, su privado, entrambos vestidos redículamente»

(primera

a c o t a c i ó n de l a c o m e d i a ) ; «Vanse y salen el Almirante y el Conde vestidos redimios» (acot. tras v. 64); « Vanse y sale don Carlos vestido de graciosidad» (acot. tras v. 188); «Sale Serón de villano muy ridículo» (acot. e n v. 4 0 8 ) . . . U n a de las modalidades de vestido r i d í c u l o es e l disfraz: y a he señ a l a d o que e l actor que hace de Infanta es u n h o m b r e , vestido de m u j e r : «Sale la Infanta, que será el más alto, vestido de mujer...» 18

(acot.

tras v. 34).

los hombres» y otras que anota Correas en su Vocabulario de refranes y frases proverbiales, según se apunta en la nota al texto. Para otros casos de hombres vestidos de mujer y sus valores cómicos, ver Arellano, 1986. 18

316

LA

VENTURA

SIN

BUSCARLA

P e r o a m e n u d o se especifican algunos detalles d e l vestido r i d í c u l o o se m e n c i o n a n objetos adyacentes al vestuario, u otro t i p o de o b j e tos s i m b ó l i c o s , asociados muchas veces a los usos d e l C a r n a v a l : e l vest i d o r i d í c u l o d e l rey i n c l u y e , p o r e j e m p l o , una v e r s i ó n e n p a r o d i a de la cadena e m b l e m á t i c a de la O r d e n d e l T o i s ó n de O r o c o n su á u r e o v e l l o c i n o : «el Rey con su tusón, que será un gatillo pequeño por remate de él». E l vestido de la Infanta, se precisa, será antiguo, c o n u n m o ñ o de estopa y a d o r n a d o de m o t i v o s p r o p i o s d e l C a r n a v a l : cascarones de h u e vos, o de naranjas, para los pendientes grotescos, u n a vasera de o r i n a l p o r m a n g u i t o y u n a pata de vaca c o m o j o y a c o l g a n t e . . . ; otra v e z sale ataviada «con una mantellina muy vieja», prenda que era p r o p i a de c r i a das y fregonas, c u y a p o t e n c i a l i d a d c ó m i c a e n su r u p t u r a grotesca d e l d e c o r o de la c o m e d i a n o r m a l se subraya p o r e l estado harapiento. E l e n v o l t o r i o de las riquezas y joyas que saca de su Palacio c u a n d o h u y e se c o m p o n e t a m b i é n de basuras r i d i c u l a s y elementos de s i m b o l o g í a carnavalesca: ratonera, zapatos viejos, alpargatas, carraca, c u e r n o s de carnero... E n la J o r n a d a II sale el R e y c o n birrete, anteojos y c a l z o n c i l l o s s u cios de e x c r e m e n t o s («con palominos»),

u n c a n d i l y u n a espada de palo,

a r m a t í p i c a de los j u e g o s de matachines y danzas grotescas. L o m i s m o se p u e d e d e c i r de los caballitos de p a l o y cascabeles c o n que aparec e n e l D u q u e , e l C o n d e y e l A l m i r a n t e (acot. tras v. 699). L a c o r o n a c i ó n final n o p u e d e ser m á s p r o p i a m e n t e carnavalesca: u n a c o r o n a c i ó n de rey de l o c o s , e n la que e l t r o n o es u n a albarda, e l cetro u n a m a n o de m o r t e r o y la c o r o n a unas t r é b e d e s (acot. tras v. 944). O t r a de las d i m e n s i o n e s r i d i c u l a s de la e s c e n i f i c a c i ó n pertenece a la g e s t i c u l a c i ó n y e l m o v i m i e n t o de actores. S o l o algunos rastros p u e d e n deducirse de las didascalias e x p l í c i t a s e i m p l í c i t a s , pero s o n suficientes para p e r m i t i r n o s i n f e r i r el t i p o de a c t u a c i ó n que caracteriza a la c o m e d i a burlesca: g e s t i c u l a c i ó n , e n suma, d e l á m b i t o de l o desc o m p u e s t o y exagerado. A s í p o d e m o s l o c a l i z a r ejemplos de deixis g r o tesca, c o m o la de la Infanta s e ñ a l a n d o su b i g o t e : « ¡ Mi r a el m o s t a c h o q u e t e n g o ! » (v. 48), o a su trasero: « m e ha de p o n e r este g l o b o / c o m o D i o s h i z o u n a g r a n a » ( w . 2 7 1 - 7 2 ) ; o aspavientos de m i e d o , que sin d u d a a c o m p a ñ a b a n a la sorpresa y susto de C a r l o s : ¡Válgate el diablo!, ¿qué miro? ¿Es ilusión o es fantasma? ¡Válgate D i o s por figura! (vv. 249-51).

INTRODUCCIÓN

317

E n el e p i s o d i o d e l e n c u e n t r o de ambos e n e l m o n t e , c u a n d o la Infanta d u e r m e , C a r l o s le levanta las faldas para darle u n o s azotes a ver si despierta ( w . 625 y ss.); el D u q u e y el A l m i r a n t e « g a l o p e a n » e n caballitos de c a ñ a ; d o n C a r l o s sale c o m o q u e v a a caza c o n u n p e r r o atado a m o d o de c i e g o (seguramente

c a m i n a n d o a i m i t a c i ó n de u n

ciego c o n el p e r r o l a z a r i l l o ) . . . U n t i p o especial de m o v i m i e n t o s es el baile. S a b i d o es c ó m o los moralistas atacan los bailes desgarrados, sobre t o d o e n los entremeses. E l baile de la c o m e d i a burlesca es semejante a los entremesiles, o p u e s to a las danzas cortesanas que suelen aparecer e n c o m e d i a s novelescas o palaciegas ( c o m o las que se danzan e n El castillo de Lindabridis c a l d e r o n i a n o ) . Las varias referencias al baile e n La ventura a l u d e n s i e m pre a bailes r i d í c u l o s , ejecutados de m a n e r a grotesca: el t i p o de baile que consideran los preceptistas i n d e c e n t e e n las tablas, sobre t o d o para personajes de elevada p o s i c i ó n social, c o m o s o n , e n p r i n c i p i o , estos reyes, condes y almirantes: naturalmente, las c o n v e n c i o n e s de la c o m e d i a burlesca s o n otras que las de la seria, y e l A l m i r a n t e n o tiene i n c o n v e n i e n t e en cantar y bailar u n a c a n c i ó n t r a d i c i o n a l que c o n t r a hace p a r ó d i c a m e n t e : — T ú la tienes, Pedro, la borrica preñada. — Juro a tal no tengo, que vengo de la arada (vv. 123-26). L a fiesta de la b o d a se abre t a m b i é n c o n o t r o baile grotesco al s o n de u n estribillo v u l g a r : Salen los músicos cantando delante de los novios, que son don Carlos y la Infanta, dados de las manos, y Serón bailando delante. j O h , q u é linda la novia está! U r r u á , urruá, u r r u á , u r r u á . ¡ O h , q u é lindo es el garzón! K i r i e , kirie, kirieleisón (vv. 671-75). L a c o m i c i d a d e s c é n i c a es de suma i m p o r t a n c i a e n la c o m e d i a b u r lesca, pero la palabra c ó m i c a n o pierde p r o t a g o n i s m o . E x a m i n a r el l e n guaje c ó m i c o de una pieza c o m o La ventura es recorrer u n b u e n n ú m e r o de las modalidades y f ó r m u l a s d e l discurso j o c o s o d e l S i g l o de O r o , m u y particularmente algunas de la agudeza verbal y d e l disparate.

318

LA VENTURA

SIN

BUSCARLA

A l a i n s e r c i ó n e n los m o t i v o s t e m á t i c o s de baja c o m i c i d a d responde e n e l p l a n o v e r b a l — y a l o apuntaba m á s a r r i b a — l a a b u n d a n c i a d e l « l e n g u a j e de l a plaza p ú b l i c a » , c o r r e s p o n d i e n t e a l m u n d o de l a c u l t u ra p o p u l a r carnavalesca (véase B a j t í n ) , q u e tiene m u y intensa repre19

s e n t a c i ó n e n las injurias e insultos, c o n valores de d e g r a d a c i ó n y b u r l a m á s o m e n o s agresiva (en ocasiones e l i n s u l t o es e n realidad u n r e q u i e b r o , s e g ú n l a c o n o c i d a a m b i g ü e d a d de l a i n v e c t i v a p o p u l a r s e ñ a lada p o r B a j t í n ) : insolente (v. 37); bujarrón infame (v. 39); infame, buscona (v. 58); vil (v. 61); mulo (v. 79); bergante ( w . 188 y 833); soy la puta que os parió (v. 257); bujarrones (v. 3 1 7 ) ; loco (v. 318); picara desollada (v. 357); urraca (v. 405); picara infame (v. 614); bujarrona (v. 616); borracha (v. 620); majadero (v. 7 4 3 ) ; borracha (v. 746); bergantón,

picana, putonazo, putona

( w . 7 5 3 - 7 5 8 ) ; cueratones (v. 798); grande bestionazo (v. 802); mal podenco (v. 8 6 3 ) ; puerco (v. 8 6 5 ) , etc. A l g u n o s de estos ejemplos consisten e n m e t á f o r a s degradantes, a n i malizadoras generalmente. L a m e t á f o r a c ó m i c a r e q u e r i r í a u n estudio m á s d e m o r a d o , p e r o al m e n o s se debe subrayar esta frecuencia de l a m e t á f o r a a n i m a l y c o s i f í c a d o r a q u e se c o n e c t a t a m b i é n c o n las a g u dezas de apodos y e l arte d e l m o t e j a r : soy un cesto (v. 32), soy un mulo 20

(v. 7 9 ) , eres cigüeña o urraca (v. 2 5 6 ) , dame esa mano de puerco (v. 309), urraca (v. 4 0 5 ) , mi cachorro (v. 6 7 1 ) , borrega (v. 671), cuba, cuero ' b o r r a c h o ' (v. 6 9 5 ) , moch uelo frío (v. 819), morcón (v. 860), mal podenco (v. 863), puerco (v. 8 6 5 ) . . . U n a de las d e n o m i n a c i o n e s c o r r i e n t e s d e l g é n e r o es, n o se o l v i d e , la de « c o m e d i a de disparates». E f e c t i v a m e n t e , numerosos versos de l a o b r a c o r r e s p o n d e n a l a literatura de disparates, m u y b i e n estudiada p o r B l a n c a P e r i ñ á n e n su l i b r o Poeta ludens. A b u n d a n estas y otras formas de agudeza verbal: p r á c t i c a m e n t e de l a m a y o r í a de las revisadas p o r Chevalier

21

e n c o n t r a m o s a l g ú n e j e m p l o e n La ventura.

T í p i c o s disparates c o n f o r m a n e l pasaje de los w . 5 2 9 y ss., e n los q u e e l A l m i r a n t e describe las fiestas q u e h a n de prepararse para la c o r o n a c i ó n de l a Infanta, e n u n a serie de elementos i n c o h e r e n t e y a b surda : 22

La cultura popular, capítulo II, «El vocabulario de la plaza pública en la obra de Rabelais». Cfr. Chevalier, 1992, passim. Chevalier, 1992. Hay muchos ejemplos: véanse, por indicar solo otro arquetípico, los w . 424 y ss. 19

2 0

2 1

2 2

INTRODUCCIÓN

319

Vamos por la Infanta luego. Trácense fiestas extrañas; ásense muchas castañas; póngase todas al fuego; regocíjense m i l veces los hombres con gustos varios; más de seis m i l boticarios vayan tocando almireces; haya colas, haya mazas, y en una noche deprisa, salgan bailando en camisa cien dueñas por esas plazas; y d e l m i s m o g é n e r o es la v e r s i ó n de las coplillas de « P a r i ó M a r i n a e n O r g a z » , que t e n í a n el estribillo «y trescientas cosas m á s » , que ahora 2 3

sirve de esquema al rechazo de l a C o r t e q u e hace C a r l o s ( w . 189 y ss.): U n lugar de Barrabás es la Corte, ¡vive Dios!: hay merced, hay tú y hay vos y trecientas cosas más; hay señores y hay vasallos, hay favores y hay desdichas, hay torreznos y hay salchichas, hay pollinos y hay caballos, panza y callos, bodegones, requesones, longanizas y melones, achicorias, azanorias, hay mondongo, hay pepitorias, y hay tabernas de hipocrás y trecientas cosas más; hay caballeros andantes, hay músicos y hay poetas, mujeres que echan soletas y hombres que aderezan guantes, hay danzantes, añafiles, tamboriles,

Para estas coplillas cfr. Chevalier, 1992, p. 79.

320

LA VENTURA

SIN

BUSCARLA

cascabeles y badiles, incensarios, letuarios, almireces, boticarios, y una ermita de San Blas y trecientas cosas más; hay muchos hombres con ollas y algunos desbarrigados, hay tejas en los tejados y carbón para las ollas, hay cebollas, arlequines, matachines, hay gualdrapas y cojines, espeteras, bigoteras, hay morteros y hay esteras, y un capón de Gaifás y trecientas cosas más. E n realidad, este esquena t o m a d o de las coplillas de M a r i n a O r g a z — q u e f u n c i o n a b a n e n la f ó r m u l a m á s usual c o m o

de

esqueleto

de u n desfile i n c o h e r e n t e de personajes— sirve en La ventura para est r u c t u r a r otra de las formas que analiza C h e v a l i e r , e l i n v e n t a r i o h e t e r ó c l i t o , que aparece e n otros pasajes de la c o m e d i a ( w . 8 5 4 y ss.). T a m b i é n se d o c u m e n t a la escaramuza de apodos escenificada . E s 24

u n a f ó r m u l a presente ya e n la Comedia Eufemia de L o p e de R u e d a , d o n d e e l s i m p l e O r t i z y la vieja P e ñ a l o s a c a m b i a n unas nutridas series de apodos: « g e s t o de r e n a c u a j o » , « c u c h a r ó n de c o m e r gachas», «cara de m u í a que tiene t o r o z ó n » , « p a r a m e n t o de b o d e g ó n » , y la c u l t i v a r á t a m b i é n T i m o n e d a . Esta especie de t o r n e o de motejar, a base de a p o dos ( m e t á f o r a s breves que c o m p o n e n u n a d e f i n i c i ó n d e l sujeto)

da

l u g a r e n La ventura a graciosas escenas de r i d í c u l o s requiebros entre C a r l o s y la Infanta: — ¡ O h , m i rey! —

j O h , m i lucero!

— ¡ O h , m i corito! —

2 4

Chevalier, 1992, pp. 65-67.

¡ O h , gallega!

321

INTRODUCCIÓN — ¡ O h , tinaja de bodega! — ¡ O h , caraza de mortero! — ¡ O h , bergantón! —

¡ O h , picaña!

— ¡ O h , putonazo! —

¡ O h , putona!

L a p o e s í a germanesca, otra de las m o d a l i d a d e s q u e s i r v e n de t e r r i t o r i o de e x p a n s i ó n a l a agudeza verbal, aparece e n l a glosa d e l f a m o s í s i m o E s c a r r a m á n q u e v e d i a n o . Parece ser R o d r i g o de R e i n o s a e l i n i c i a d o r de l a p o e s í a germanesca, a p r i n c i p i o s d e l x v i . D e j a n d o ahora a u n lado el esbozo de los hitos d e l g é n e r o ( C h e v a l i e r l o estudia e n el l i b r o citado), l a c u l m i n a c i ó n literaria de l a j á c a r a se p r o d u c e c o n las c o m p o s i c i o n e s quevedianas. L a d e l E s c a r r a m á n es u n a de las q u e m á s resonancia consigue: C e r v a n t e s e n el e n t r e m é s d e l Rufián

viudo se hace

eco de semejante fama: Hante vuelto divino ¿qué más quieres? [•••] C á n t a n t e por las plazas, p o r las calles; báilante en los teatros y en las casas, has dado que hacer a los poetas más que dio Troya al mantuano Títiro. E n c o m e d i a s de L o p e , e n e l Quijote de A v e l l a n e d a , e n e l Vocabulario de C o r r e a s , e n piezas de R u i z de A l a r c ó n y entremeses de Q u i ñ o n e s , en T i r s o y R o j a s Z o r r i l l a . . . se m e n c i o n a y se glosa esta j á c a r a . M u c h a s referencias y glosas c o n o c í a m o s de este r o m a n c e : a ñ a d i m o s ahora l a 25

de La ventura sin buscarla, cantada p o r C a r l o s e n l o s w . 8 8 8 y ss.: Canta. Ya está metido en la trena tu querido Escarramán. D e los Grandes me querello, de ellos nació m i pesar, Canta. que estos alfileres vivos me prendieron sin pensar.

2 3

Chevalier, 1992, p. 173. Añádase esta al excelente inventario de Chevalier.

322

LA VENTURA

SIN

BUSCARLA

¡ O h , nunca a caza saliera!, pues hoy por m í se dirá Canta. que andaba a caza de gangas y grillos vine a cazar. ¡ Q u é contenta irá a la C o r t e esa Infanta desleal!, Canta. como el ánima del sastre suelen los diablos llevar. D e modo me dejó herido que sin duda en su crueldad Canta. hizo en mi cabeza cascos un jarro y un orinal. Mas ¿dónde voy divertido glosando el Escarramán? C a n t o que p r o b a b l e m e n t e iría a c o m p a ñ a d o de baile grotesco: a m o v i m i e n t o s indecentes parece referirse e l j e s u í t a P e d r o J u a n F e r r e r (cit. p o r C h e v a l i e r ) c u a n d o escribe e n su Tratado de las comedias ( c o n fecha de a p r o b a c i ó n de 1 6 1 3 , p u b l i c a d o e n 1618) a p r o p ó s i t o d e l r o m a n c e q u e v e d i a n o (o variantes y glosas) y sus escenificaciones: «agora c o r r e n p o r esta c i u d a d unas canciones q u e l l a m a n E s c a r r a m á n , que e n e l teatro las h a n representado c o n tanta t o r p e z a , que a u n los a f i c i o n a dos a c o m e d i a s se escandalizan de ellas y m u c h o s p o r n o oírlas se salían del teatro». E j e r c i c i o de i n t e r t e x t u a l i d a d este, de los m á s interesantes de la c o m e d i a , p e r o n i m u c h o m e n o s e l ú n i c o . Y a he s e ñ a l a d o antes la adapt a c i ó n p a r ó d i c a de u n a c a n c i ó n t r a d i c i o n a l / la b o r r i c a preñada», cancioncilla

26

e n « T ú la tienes, Pedro,

sumamente

c o n o c i d a en diversas

variantes (alguna exactamente i g u a l a la de nuestra c o m e d i a ) y u t i l i zada c o n iguales i n t e n c i o n e s burlescas p o r Q u i ñ o n e s , M o r e t o , y hasta puesta a l o d i v i n o p o r V i c e n t e S á n c h e z ; la a d a p t a c i ó n de las coplillas de M a r i n a de O r g a z . . . E l e s t r i b i l l o de « U r r u á , u r r u á » c o n t i n ú a este t i p o de recursos. H a l l a m o s t a m b i é n parodias de planto funeral («Ya se

Ver notas al texto para la canción tradicional parodiada.

INTRODUCCIÓN

323

m e m u r i ó m i h e r m a n o » , w . 7 2 4 - 3 1 ) , etc. C o m o p a r o d i a de ciertas r e laciones de p o m p a s f ú n e b r e s p u e d e leerse l a d e s c r i p c i ó n d e l grotesco entierro q u e h a c e n al rey m u e r t o p o r g l o t ó n : Atravesado c o n sogas sacan al rey en u n burro como si fuera pellejo de vinagre su real bulto. Iban detrás del jumento de almodrote d o n N u f l o de Pistraque y d o n Marrueco, don Guillopo, d o n Calmurrio, colas arrastrando largas que alegraban todo el mundo. Iban en cuatro parejas, pero tan tristes, tan mustios, que fue el suspiro más, temo, u n regüeldo, u n estornudo. F e n ó m e n o s de adaptaciones intertextuales suelen ser t a m b i é n las m o d i f i c a c i o n e s de proverbios y otros fragmentos d e l discurso p o p u lar, f o l c l ó r i c o , q u e otras veces aparecen s i n m o d i f i c a r , c o m o marcas de registro h u m ü d e de l a l e n g u a p o é t i c a de l a c o m e d i a burlesca. D a r é solo algunos ejemplos de este m a t e r i a l , a b u n d a n t í s i m o e n l a p i e z a e d i tada: expresiones o b o r d o n c i l l o s c o m o juntar barrigas (v. 16, p r o b a b l e mente sobre juntar meriendas); andar a cachetes (v. 19); va de cuento (v. 80); toma ¿y qué hace? (v. 118); ¡Vive

Cristo! (v. 169); en mi conciencia (v.

178); por vida de (v. 181); por vida vuestra (v. 2 6 5 ) ; como Dios hizo una grana (v. 272); como entre perros y gatos (v. 3 6 9 ) ; razonar como banco de herrador ( w . 3 8 2 - 8 3 ) ; saber más que una mona (v. 426), etc., etc. U n a de las modalidades de m á s i n t e n s i d a d aguda es e l d i á l o g o de e q u í v o c o s , q u e e n e l caso de La ventura t o m a l a f o r m a d e l « d i á l o g o entre g a l á n y d a m a d e s d e ñ o s a » , q u e c o n b u e n a f o r t u n a c u l t i v ó e l m i s m o Q u e v e d o (ver e l e j e m p l o s e g u n d o ) : 27

CARLOS

¿ N O te doy para el calzado, para afeites y albayalde? ¿ N o te sustento de balde?

Cfr., por ejemplo, el soneto titulado «Diálogo de galán y dama desdeñosa»: es el número 586 de la edición de Blecua, P O . 27

324

LA VENTURA

SIN

BUSCARLA

¿ N o es m i afición c o n exceso? Luego tú me tienes preso. INFANTA

¿Soy yo, por dicha, el alcalde?

CARLOS

Ablanda u n poco m i mal.

INFANTA

¿Soy manteca o levadura?

CARLOS

E n ti m i pena se cura.

INFANTA

¿Soy yo, por dicha, hospital?

CARLOS

Difunto estoy y mortal.

INFANTA

Pues u n responso diré.

CARLOS

E l alma, en fin, se me fue.

INFANTA

Ve tú corriendo tras de ella.

P u e d e compararse c o n e l soneto a l u d i d o de Q u e v e d o : GALÁN

Hace tu rostro herejes mis despojos.

DAMA

N O es m i rostro C a l v i n o n i Lutero.

GALÁN

T U S ojos matan todo el mundo entero.

DAMA

E S O es llamar dotores a mis ojos.

GALÁN

C r u e l , ¿por q u é me das tantos enojos?

DAMA

¿ R e q u i e b r a s al verdugo, majadero?

GALÁN

¿ Q u é quieres más de un hombre?

DAMA

M á s dinero y el oro en bolsa y no en cabellos rojos.

GALÁN

Toma m i alma.

DAMA GALÁN DAMA GALÁN

¿Soy yo la otra vida? T U vista hiere. ¿ E S vista puntiaguda? R ó b a m e el pecho.

DAMA

M á s valdrá una tienda.

GALÁN

¿Por q u é conmigo siempre fuiste cruda?

DAMA

Porque no me está bien el ser cocida.

GALÁN

M u é r o m e pues.

DAMA

Pues m á n d a m e tu hacienda.

E n general, los j u e g o s de palabras de todas clases c o n s t i t u y e n u n m e c a n i s m o de c o m i c i d a d y agudeza b á s i c o e n e l tejido verbal de La ventura sin buscarla. Se l o c a l i z a n paronomasias chistosas a m o d o de e c o

INTRODUCCIÓN

325

dispuestas e n paralelismo: « ¡ H o l a , hola!» l l a m a e l R e y , y desde d e n t r o le responden «¡Hala, hala!» (v. 316); a l u s i ó n j o c o s a a l a p o e s í a c u l t e r a na es otra p a r o n o m a s i a entre culto / oculto, c o n u n o de l o s t é r m i n o s p a r o n o m á s t i c o s presente e n e l texto y o t r o r e c l a m a d o p o r e l sentido y el e c o f o n é t i c o : « P o r t o d o este m o n t e o c u l t o , / q u e p o r serlo n o es p o e t a » ( w . 6 0 4 - 6 0 5 ) . Antanaclasis c o n p o l í p o t e chistoso d e v a l o r esc a t o l ó g i c o : «Vos, D u q u e , sois m i p r i v a d o / y a u n m i p r i v a d a t a m b i é n » ( w . 3-4); otro e j e m p l o d e l m i s m o j u e g o i n t r o d u c e u n a semejanza a b surda d e l i n g e n i o sutil (delgado) c o n u n a l o n g a n i z a ( e m b u t i d o d e l g a d o t a m b i é n ) , e n u n f e n ó m e n o de i d e n t i f i c a c i ó n grotesca de e l e m e n t o s m u y dispares (material / intelectual): « M u y delgado se adelanta / t u i n g e n i o , pues solicita / los favores q u e te h a dado, / y pues es alto y delgado / b i e n p u e d e ser l o n g a n i z a » ( w . 8 - 1 2 ) . L a d i l o g í a es o t r o de los j u e g o s m á s abundantes: d i l o g í a e n figura ( w . 6-7) c o n l o s valores n o r m a l y e l s a t í r i c o ; dilogías mezcladas c o n antanaclasis alusivas a l a b o r r a c h e r a e n l a r e i t e r a c i ó n de zorra ( w . 1 0 5 - 1 0 6 ) ; otra agudeza de c o n t r a r i e d a d q u e i m p l i c a u n a p o n d e r a c i ó n misteriosa resulta s o l u c i o nada i n g e n i o s a m e n t e a través de la d i l o g í a : «Sí, q u e su A l t e z a es m u y llana» ('sencilla', pero t a m b i é n c o m o opuesto a alta, v. 3 4 7 ) ; e q u í v o c o t r a d i c i o n a l es la d i l o g í a de servidor ' c r i a d o ' y ' o r i n a l ' ( w . 5 2 5 - 2 8 ) ; o t r o ejemplo m á s es e l chiste de clara ' l u m i n o s a ' y 'clara de h u e v o ' («mas fue l a n o c h e tan clara / q u e fue l a l u n a su y e m a » , w . 5 8 0 - 8 1 ) ; d i l o gía c o n el n o m b r e d e l c r i a d o «o t u s e r ó n o t u espuerta / q u e esta r a z ó n m e c o n c u e r d o » ( w . 8 2 1 - 2 2 ) , etc. H a y , e n fin, otros chistes de agudeza n o m i n a l , c o n o n o m á s t i c a r i d i c u l a f o n é t i c a m e n t e o p o r su s i m b o l o g í a s e m á n t i c a : C a r l o s F l a u t a , d o ñ a Pascuala G a r c í a (tratamiento n o b i l i a r i o d e l don c o n n o m b r e p l e beyo: agudeza de c o n t r a r i e d a d e n l o s t é r m i n o s gracianescos q u e estoy u t i l i z a n d o e n los p á r r a f o s precedentes); serie r i d i c u l a de n o m b r e s f e m e n i n o s : Q u i t e r i a , L u c í a , T e r e s a , A l f o n s a ( w . 4 0 0 - 4 0 1 , 6 0 7 - 1 2 y 625); don

Nuflo

de P i s t r a q u e y d o n M a r r u e c o , d o n G u i l l o p o , d o n

C a l m u r r i o ( w . 4 8 1 - 8 3 ) ; Z a m u d i o (v. 4 9 9 ) . . . Las breves observaciones anteriores s o n suficientes para p o n e r de relieve l o q u e parece m á s c a r a c t e r í s t i c o de l a c o n s t r u c c i ó n c ó m i c a de La ventura: la c o m p l e j i d a d y v a r i e d a d de los m e d i o s q u e c o n t r i b u y e n a su efecto r i d í c u l o , y la o p o r t u n i d a d q u e ofrece de estudiar n u m e rosas modalidades de l a p a r o d i a y de las m ú l t i p l e s f ó r m u l a s y s u b g é neros de la literatura j o c o s a d e l S i g l o de O r o , q u e es u n t e r r i t o r i o p r i v i l e g i a d o para l a e x p e r i m e n t a c i ó n

idiomática.

326

LA VENTURA

SIN

BUSCARLA

A d e m á s de esa e x p e r i m e n t a c i ó n l i n g ü í s t i c a se p u e d e e x a m i n a r t a m b i é n la e x p e r i m e n t a c i ó n e s c é n i c a c o n las formas de u n a dramaturgia grotesca, m e t a m ó r f i c a , disparatada, l i b é r r i m a , dramaturgia que

puede

c o n s e r v a r para los escenarios m o d e r n o s u n s u b i d o i n t e r é s , p o r sus d i m e n s i o n e s festivas y precisamente p o r su l e c c i ó n de l i b e r t a d o m n í m o d a capaz de todas las rupturas.

NOTA

TEXTUAL

La ventura sin buscarla es u n a c o m e d i a burlesca a n ó n i m a c u y o texto se conserva e n e l m a n u s c r i t o de la B N M , signatura 1 6 . 6 7 9 . N o hay datos e n e l m a n u s c r i t o , n i se h a n e n c o n t r a d o e n otros l u gares, que p e r m i t a n d e d u c i r a u t o r í a n i otras circunstancias de su esc r i t u r a y r e p r e s e n t a c i ó n . E l ú n i c o dato es su c o n e x i ó n p a r ó d i c a c o n la h o m ó n i m a l o p i a n a . T a m p o c o c o n o c e m o s otros t e s t i m o n i o s t e x 28

tuales. E n ese p a n o r a m a , sumamente s i m p l e , n o q u e d a otra o p c i ó n

que

editar el texto d e l m a n u s c r i t o citado de la B N M , s e g ú n los c r i t e r i o s editoriales c o m e n t a d o s en l a p r e s e n t a c i ó n general de este t o m o . E n La ventura hay pasajes de m é t r i c a estropeada, seguramente

por

lagunas, o problemas en l a a t r i b u c i ó n de algunos versos, q u e p r o d u cen sentidos defectuosos que se s e ñ a l a n e n las notas al texto. A l g u n a s enmiendas ope ingenii se p r o p o n e n r a z o n á n d o l a s e n las notas.

Que Morley y Bruerton fechan entre 1606 y 1615.

SINOPSIS

MÉTRICA

Jornada I Versos

Forma métrica

1-80

redondillas

81-122

romance é o

42

123-126

cancioncilla

4

127-168

romance é o

42

169-188

redondillas

20

189-228

Núm. de versos 80

m é t r i c a de coplillas de disparates

229-310

sin esquema d e f i n i d o

40

romance á a

82

Total

310

J o r n a d a II Versos

Forma métrica

Núm. de versos

311-359

romance á a

49

360-399

décimas

40

400-467

redondillas

68

468-527

romance ú o

60

528-543

redondillas

16

544-573

romance í o

30

574-671

romance é a

98

Total

361

J o r n a d a III Versos

Forma métrica

672-675

c o p l i l l a de pareados

Núm. de versos 4

676-695

romance ó

20 4

696-699

pareados

700-849

redondillas

150

850-869

romance é o

20

330

LA VENTURA 870-876

SIN

BUSCARLA

pasaje de m é t r i c a confusa (ver n o t a al texto, w . 8 7 0 - 7 6 )

7

877-913

romance á

37

914-971

romance á a

58

Total

Forma

300

Jörn. I

Jörn. II

Jörn. III

Romance

166

237

135

538

Redondillas

100

84

150

334

Total

métrica

Décimas



40

Pareados

— —

Otras

40

— — — —

Cancioncilla Coplillas

Porcentajes

4

— —

40 4

4

4

4

4

7

47

Jörn. I

Jörn. II

Jörn. III

Total

Romance

53,55

65,65

45

55,41

Redondillas

32,26

23,27

50

34,40



11,08



4,12

1,29





0,41

Coplillas





1,33

0,41

Pareados





1,33

0,41

12,90



2,33

4,84

Décimas Cancioncilla

Otras

COMEDIA LA VENTURA

BURLESCA SIN

BUSCARLA

Personas: Don Carlos. El Duque. La Infanta barbada. El Rey, su hermano. Almirante. Serón. Conde. Un niño.

[JORNADA

PRIMERA]

Sale el Rey y el Duque, su privado, entrambos vestidos redículamente,

el Rey con su tusón, que será un gatillo pe-

queño por remate de él.

acot. inicial vestidos rediculamente: son muy frecuentes las acotaciones «vestido ridiculamente», «a lo gracioso» u otras análogas en las comedias burlescas, que explotan la comicidad visual de manera muy intensa. E n algunas ocasiones (ver más adelante las acotaciones tras los w . 34, 573 y 744 o la inicial de la segunda jornada) se especifican detalles; en otras basta con el calificativo general. Comp. Lanini, Darlo todo, v. 19 acot.: «Sale Diógenes vestido ridiculamente»', El Comendador de Ocaña, acot. primera: «Sale el Comendador vistiéndose ridiculamente»; El amor más verdadero o Durandarte y Belerma (burlesca) de Mosén Guillen Pierres, en Comedias nuevas, escogidas de los mejores ingenios de España, parte 45, Madrid, Joseph Fernández de Buendía, 1679, p. 421: «Sale Galalón vestido ridiculamente», y p. 422: «Sale Belerma lo más gracioso que se pudiera»; El desdén con el desdén (burlesca) «suelta de un ingenio de la Corte», T 6.361 de la B N M , fol. 1: «Salen Carlos y Polilla con traje ridículo»; o

332 DUQUE

LA VENTURA

SIN

BUSCARLA

M á s que fruta de s a r t é n c o d i c i o andar a t u lado.

REY

V o s , D u q u e , sois m i p r i v a d o y aun m i privada t a m b i é n .

DUQUE

S e ñ o r , si tanto levanta

5

t u M a j e s t a d a su h e c h u r a , s e r é m u y alta

figura.

la muy detallada de Escandarbey de Felipe López, ms. 17.102 de la B N M , fol. 1: «Salen Escandarbey con el alfanje en la mano y Cisterna con un embudo por tocado y un ramo de oliva por cañón y en la mano una bota pintada de colorado y blanco y tocan un clarín y caja de guerra como que están dando una batalla dentro»; tusón: insignia de la orden de caballería del Toisón de Oro, fundada en 1429 por Felipe II, Duque de Borgoña, y cuyo Gran Maestre es el rey de España. Consta de «un collar de oro con eslabones dobles enlazados de pedernales centelleantes esmaltados en azul y los rayos en rojo, y pendiente una piel de carnero con su lana, liado por el medio, todo de oro» (Aut). Nótese la parodia al sustituir el cordero heráldico (evocación del mítico vellocino de oro) por un gato, probablemente un animal muerto. v. 1 fruta de sartén: «Pasta de harina a la que se suele añadir huevos y azúcar, hecha en distintas figuras y fruta [...] en manteca o aceite» (Aut). Comp. Quevedo, Un Heráclito, n ú m . 198, w . 9-10: «No me acompaña fruta de sartén, / taza penada o búcaro malsín». v. 4 privada: «La letrina, secreta o necesaria que se fabrica y sirve para exonerar el vientre. [...] Se llama también la plasta grande de suciedad o excremento, echada en el suelo o en la calle» (Aut). E l juego de palabras (basado en el polipote jocoso con privado, que sugiere la acepción 'mujer del privado'), se había convertido en tradicional; comp. Calderón, Céfalo y Pocris (burlesca), w . 419-22: «Hija soy de Antistes, que hoy / tiene del rey la privanza; / y pues él es el privado, / su hija será la privada»; Góngora, soneto «Jura Pisuerga a fe de caballero», w . 5-6: «Es sucio Esgueva para compañero / (culpa de la mujer de algún privado)», es decir de la privada. v. 6 hechura: «Translaticiamente se dice de la persona a quien otra ha puesto en algún empleo de honor y conveniencia, que confiesa a él su fortuna y el ser hombre» (Aut). Es término frecuente en las comedias de privanza y alcanza aquí un valor paródico. v. 7 figura: juega aquí con el valor satírico de figura, en el sentido de hombre de ridicula y mala traza, que tiene un aspecto grotesco o repelente. Es un término clave en la literatura jocosa y satírica (entremeses, comedia burlesca, etc.). Recuérdese el catálogo de figuras naturales y artificiales que hace Quevedo en Vida de Corte o la concepción ridicula del figurón de las comedias. Comp. Quevedo, Sueños, pp. 94-95: «diome risa ver la diversidad de figuras»; Quiñones de Benavente, La maya, w . 82-83: «Para la maya dé el señor figura, / y téngalo a ventura». Ver Asensio, 1965, pp. 77-86; Romanos, 1982 y 1982-1983.

TEXTO DE LA COMEDIA REY

333

M u y delgado se adelanta tu i n g e n i o , pues solicita los favores que te ha dado,

10

y pues es alto y delgado b i e n p u e d e ser l o n g a n i z a . M u c h o a quererte m e obligas: c o n m i h e r m a n a casarás. DUQUE

A n t e s p i e n s o que e n j a m á s

15

h e m o s de j u n t a r barrigas, que t u h e r m a n a q u e r r á u n rey y n o casar c o n pobretes. REY

A n d a r e m o s a cachetes sobre ello; m i gusto es l e y ;

20

q u i é r o t e casar aprisa p o r ser la Infanta tan bella, y, e n fin, casado c o n ella

v. 8 delgado: «metafóricamente significa agudo, ingenioso, sutil» (Aut). Nótese la antanaclasis con delgado en el sentido material aplicado a la longaniza. w . 9-12 Nótese que la rima de los versos primero y cuarto de la redondilla no es consonante. Quizá el anónimo autor había pensado un juego de metátesis grotesca para la rima («solitiza», por «solicita») y al copiar la comedia se restaura la forma usual, con lo que se pierde la rima. v. 10 te ha dado: entendemos 'te ha dado tu ingenio; gracias a tu ingenio gozas de mi favor real'. v. 16 juntar barrigas: parece adaptación de sentido obsceno de esquemas proverbiales como los que se recogen en Correas, pp. 254 y 59%, juntar meriendas, juntar partes o cabos, juntar los pucheros, juntar pajuelas («Por vivir en uno, juntar cama y mesa») o juntar las ollas («Por comer juntos y, por gracia, juntar las carnes»), a las que parece parodiar; comp. más adelante, v. 927, juntar tabas. E n cualquier caso, la connotación sexual es clara, ya implícita en una de las acepciones de juntar. «Se toma también por tener el acto carnal o coito» (Aut) y evidenciada en el mismo sentido literal. w . 19-20 andaremos a cachetes / sobre ello: sintagma de calidad proverbial que no encuentro exactamente, pero sí en la forma «Andar al morro. Es andar a los porrazos, riñendo, dándose golpes» o «Andar a tiestos. Tener bregas y tirarse lo que hubiese delante» (Correas, p. 532; ver también p. 463: «Sobre ello nos oirán los sordos, o sobre eso. Es amenaza»). v. 20 mi gusto es ley: otra expresión que parodia afirmaciones semejantes de las comedias serias en las que el rey impone su gusto. Recuérdese la formulación proverbial «Allá van leyes do quieren reyes» (Correas, p. 40).

334

LA VENTURA

SIN

BUSCARLA

la p o d r á s v e r e n camisa. G o z a su gracia y su sal,

25

su d o n a i r e y perejil. DUQUE

Llevaréla p o r candil si v o y de n o c h e al c o r r a l . Y a m i f o r t u n a e c h ó e l resto p o r q u e a la e n v i d i a persiga.

REY

A m á s m i a f i c i ó n se obliga.

DUQUE

S o y m u y tuyo.

REY DUQUE

30

S o y u n cesto. L a Infanta sale, y b i e n n o t a q u e r e r n o s m a l a los dos.

v. 26 perejil: explota la comicidad del absurdo en su sentido recto y, probablemente, las connotaciones que la palabra tenía. Perejil podía significar 'pendejo, vello púbico' como en la letra «Perejil y culantro seco.- Dóminos teco. / Galán. - Dígame, galana hermosa... / Dama.- ¿Qué quiere, galán gentil? / Galán.- E n su huerta, ¿hay perejil, / y culantro, y otra cosa? [...] Galán.- Dadme licencia que os tome / del perejil un poquito, / porque sé que es apetito / que con la carne se come» (Poesía erótica, p. 130, w . 1-6 y 21-24). Además significa 'excremento', como en el texto gongorino «también se apea el galán / porque quiere en el arena / sembrar perejil guisado / para vuestras reverencias» (romance «Triste pisa y afligido», w . 69-72 en Romances, I, p. 403). Carreño en su edición de los Romances de Góngora, recuerda también otros textos como el de Lope de Vega en Peribáñez («por la panza desgarrada se le mira el perejil»); añádase el de Estebanillo, I, p. 64: «un plato de mondongo verde con perejil rumiado», donde el significado preciso según nota de los editores Carreira y C i d es 'excremento que aún conservaban las tripas o mondongo'. v. 28 de noche al corral: alusión chistosa; significa que se la va a llevar como compañía si tiene que ir de noche al corral, se entiende, a defecar. w . 29-30 echar el resto: lenguaje del juego de naipes: «En el juego donde hay envites es envidar con todo el caudal que uno tiene delante y de que hace su resto. Y por translación es obrar con toda resolución haciendo cuantos esfuerzos caben para lograr su intención» (Aut); entiéndase: 'su fortuna ha jugado fuerte, lo ha elevado a lo más alto'. Normalmente en las comedias de privanza en este m o mento en que el personaje alcanza la cumbre empiezan los peligros de la envidia, que persigue al favorecido de la fortuna. Aquí el Duque parece trabucar el motivo tópico sugiriendo que la fortuna suya persigue a la envidia misma. v. 32 ser uno un cesto: «Ser ignorante, rudo e incapaz» (DRAE). Comp. Lope de Vega, La fuerza lastimosa: «Por Dios, rey, que soy un cesto» (Voc. Lope). También

TEXTO DE LA COMEDIA

335

Sale la Infanta, que será el más alto, vestido de mujer antiguo con moño de estopa y dos cascarones de huevos u de naranjas por arracadas, una vasera de orinal por manguito y una pata de vaca colgando por muelle, y por déjame entrar una casidilla; todo ridículo. INFANTA

Bizarramente, por Dios,

35

he j u g a d o a la pelota. D i m e , R e y , d i m e , insolente — q u e así es r a z ó n que te l l a m e — , ¿por q u é , b u j a r r ó n infame, m e casas tan bajamente?

40

¿ C o n u n vasallo m e casas que apenas es escudero?

se decía estar hecho un cesto para significar 'estar borracho'. Es un disparate esta respuesta del rey. v. 34 acot. arracadas: «Los pendientes que se ponen las mujeres en las orejas por gala y adorno» (Aut); vasera: «caja, o funda, en que se guarda, o con que se defienden los vasos» (Aut). Recordemos que una de las acepciones de vaso es ' o r i nal'; muelle: «Se llamaba también el adorno que las mujeres de distinción traían, compuesto de varios relicarios u dijes pendientes a un lado de la cintura» (Aut); por déjame entrar una casidilla: no sé qué es exactamente este elemento de vestuario, aunque supongo que casidilla es una variante de casadilla o quesadilla, dulce hecho a base de queso que se consumía en época de Carnestolendas; fr. Calderón, Las Carnestolendas, en Teatro cómico breve, ed. Lobato, 1989, p. 434: «Oh, loco tiempo de carnestolendas, / diluvio universal de las meriendas, / feria de casadillas y roscones»; Quiñones de Benavente, La Capeadora, 2. , w . 157-60: «Yo, que soy Febrero loco, / agoto bolsas y juicios / pidiendo en Carnestolendas / roscón, quesadilla y vino»; Quevedo, «Calendario nuevo del año y fiestas que se guardan en Madrid», P O , n ú m . 754, vv. 125-26: «Tras quesadilla y roscón / el gallo, en Carnestolendas». Huevos y naranjas son proyectiles característicos de las fiestas de Carnaval; comp. Quiñones de Benavente, El abadejillo, w . 11-15: «—No hay más alegre tiempo en todo el año, / que las Carnestolendas. —Es picaño; / todo grita y porrazos, / mazas, tizne, salvado y naranjazos, / c o n mucho huevo huero». Ver Caro Baroja, 1983, p. 58. v. 39 bujarrón: 'sodomita activo', «El hombre v i l e infame, que comete activamente el pecado nefando» (Aut). Comp. Quevedo, «Soneto contra D. Luis de Góngora y su poesía», PO, n ú m . 832, w . 112-14: «este, en quien hoy los pedos son sirenas / este es el culo, en Góngora y el culto, / que un bujarrón le conociera apenas». v. 42 escudero: «paje o criado que lleva el escudo al caballero en tanto que no pelee con él. Se llama también al que es de calidad conocida, que c o m ú n m e n t e a

336

LA VENTURA

SIN

BUSCARLA

¿Estás b o r r a c h o , estás cuero? ¿ N o ves que e n ira m e abrasas? C o n tanta fiereza v e n g o

45

y tanto m e has enojado, que de c ó l e r a he barbado. ¡ M i r a e l m o s t a c h o que tengo! N o intentes v e r m e forzada, que, sin t e m e r el i n f i e r n o ,

50

¡vive D i o s , que c o n u n y e r n o m e mate a falta de espada!

se llama hidalgo, por oposición al caballero» (Aut). Comp. Quijote, II, 2: «Dicen los caballeros que no querrían que los hidalgos se opusiesen a ellos, especialmente aquellos hidalgos escuderiles que dan humo a los zapatos y toman los puntos de las medias negras con seda verde». v. 43 estar uno hecho un cuero: vale 'estar borracho'. «Cuero significa la odre del pellejo del cabrón y por alusión el borracho, por estar lleno de vino» (Cov.); comp. «Pero al borracho que pasa de este estado [...] que ya pierde el tino y juicio, dando consigo en el suelo, ya no se le llama mona sino cuero y zaque» (Diálogo entretenido, cit. en Léxico)', «celebrándose la boda / con mosto y más mosto, en cerro; / y tras estar hecho un cuero, / Carrascales fue el primero / que, tocando las sonajas, / les cantó...» (Hill, Poesías germanescas, cit. en Léxico); Lope de Vega, La prueba de los amigos: «¡Par Dios, si ese no es tacaño, / yo estoy agora hecho un cuero!» (Voc. Lope). La acusación de borrachez es tópica en la comedia burlesca. Comp. El rey don Alfonso: «Borracha estás, pues me olvidas»; «por traer a esta borracha / alguna anguilla o capacha»; «¿Estás borracho? ¿Qué es esto?» (vv. 43, 620, 746-47 y 859); Quirós, El hermano, w . 626-27: «advierte que duerme Urraca, / abencerraje borracho». v. 47 barbado: para captar la calidad paródica recuérdese que historias de m u jeres que barban son frecuentes en las colecciones de casos curiosos y de varia lección. Torquemada, Jardín de flores, p. 188, recoge el caso de una mujer que «habiéndosele mudado el sexo feminil en varón, le nació la barba»; otra, en cambio, sufre semejante mutación y le nace un miembro viril, pero «nunca la había nacido barba, sino que tenía el gesto mujeril» (id., p. 189). Cuentos de cambio de sexo por influencia de la imaginación o misterio de la naturaleza son habituales y Torquemada, entre otros, acopia varios. E n La ventura la calidad paródica se i n tensifica porque es un actor bien bigotudo el que hace el papel de la Infanta. vv. 51-52 E l planteamiento es similar en la comedia seria y en la burlesca: en aquella, el rey Darío de Hungría quiere casar a su hermana, la Infanta Lisarda, con Otavio, su camarero; Otavio, igual que aquí el Duque, pone algunos reparos al saberse de inferior categoría. Lisarda se muestra indignada por ese proyecto de boda con «aquel tu criado / tan bajamente nacido» y, aunque el Rey le hace ver las virtudes de Otavio, ella comenta: «Hácesme notable agravio». N o obstante, pide algún

TEXTO DE LA COMEDIA

337

Vase. DUQUE

Para, l u z ; detente, estrella: n o m e dejes, p o r ser r u i n , de penas u n c e l e m í n .

REY

55

¡ B e r c e b ú vaya tras ella! ¡ Q u e c o n t r a d i g a m i gusto esta infame, esta b u s c o n a !

DUQUE

Baila, señor, la chacona y p e r d e r á s ese susto.

REY DUQUE

60

Tente, v i l . N O te alborotes, d é j a l o , p o r D i o s , estar.

REY

¡ V o t o a D i o s , q u e h a de llevar una d o c e n a de azotes! Vanse y salen el Almirante y el Conde vestidos redimios.

ALMIRANTE

Y a n o se p u e d e sufrir

65

que p r i v e e l D u q u e . CONDE

E S verdad, pero m á s felicidad

tiempo para pensarlo. Transcurrido este, ella sigue negándose al matrimonio (la trama es más complicada porque existe otro pretendiente, el rey Conrado de Polonia). A l final, el rey Darío, enfadado con su hermana, la golpea y ella escapa de la Corte. v. 55 celemín: medida de capacidad que equivale a unos cuatro litros y medio. Era medida habitual para dar pienso a las caballerías, por lo que supone animalización del personaje. Comp. Quevedo, Sueños, p. 139: «clérigo de bonete de tres altos hecho a modo de medio celemín»; Justina, p. 221: «desenvainó un medio celemín, de que había sobra en casa, con el cual le dio en la nuca, a tan buena coyuntura que le metió el ánima en el medio celemín y el cuerpo le tendió a la puerta del pajar». v. 59 «chachona» ms., por lo que parece un lapsus calami; chacona: «Son o tañido que se toca en varios instrumentos, al cual se baila una danza de cuenta con las castañetas, muy airosa y vistosa» (Aut); aparece calificado en muchos textos de baile lascivo: cfr. nota de Rodríguez Marín, y el comentario de G . de Amezúa en su edición de Cervantes, El coloquio de los perros, 1912, pp. 482-91; Colección, pp. CCXL-CCXLII;Vélez de Guevara, Cojuelo, p. 70: «Yo truje al mundo la zarabanda, el déligo, la chacona, el bullicuzcuz», y la extensa nota de Arellano y Fernández que hace referencia a otros textos y documentos en esa edición del Cojuelo.

338

LA VENTURA

SIN

BUSCARLA

es v e r torreznos freír, que q u i e n sufre sin ser Judas favor tan e x t r a o r d i n a r i o

70

sufrirá que u n b o t i c a r i o le eche e n salud seis ayudas. P e r o a q u í saber quisiera, si su I n s o l e n c i a es s e r v i d o , q u é f u n d a m e n t o ha t e n i d o

75

esta p r i v a n z a o q u i m e r a . ALMIRANTE

S i q u e r é i s estar atento, prestad dos cargas de orejas.

CONDE

S í , q u e soy m u l o ; parejas las t e n g o ya.

ALMIRANTE

V a de c u e n t o .

80

S u M a j e s t a d , q u e D i o s guarde para espantajo de c u e r v o s , o para sastre d e l t u r c o , o para ser b u ñ o l e r o , al t i e m p o q u e los rocines

85

y los d e m á s c u a d r u p e r o s ,

v. 72 ayudas: 'lavativas', lo mismo que melecina o clister, típica referencia escatológica en servicio de la comicidad. «Medicamento de que se usa para exonerar el vientre, y se llama así porque asiste y contribuye a que la naturaleza obre» (Aut). Semejantes referencias aparecen en otras comedias burlescas. Comp. El rey don Alfonso, w . 108-11: «Mas yo tomaré venganza, / si no se muere m i tía, / con irme a morir de hambre / y echarme una melecina»; Quirós, El hermano, w . 167-68: «Y sólo para ir a caza / me he echado una melecina». vv. 78-79 E l Conde asegura al Almirante que sí podrá prestar dos cargas de orejas (esto es, 'prestar muchas orejas, escuchar con mucha atención su relato') porque es un mulo, bestia utilizada precisamente para el transporte de cargas; parejas: 'aparejadas, preparadas'. v. 80 va de cuento: frase hecha recogida por Correas, p. 41: «Preámbulo para contar algo». Comp. La más constante mujer, de Juan Maldonado, Diego de la Dueña y Jerónimo de Cifuentes, en Comedias nuevas, escogidas de los mejores ingenios de España, Parte II, 1658, fol. 217v: «Carlos.- ¿Va de cuento? ¿Estamos solos?»; Quiñones de Benavente, Jácara que se cantó en la compañía de Olmedo, v. 41: «Y va de cuento y va de historia». v. 86 cuadruperos: mantengo esta grafía porque podría ser un neologismo chistoso del estilo burlesco. N o documento la forma cuadruperos, pero no sería impo-

TEXTO DE LA COMEDIA

339

m á s verdes h a l l a n los c a m p o s para retozar e n ellos, quiso salir u n a tarde c o n la Infanta a c o g e r berros

90

porque mear no p o d í a , que, c o m o d i c e G a l e n o , verrorum facies orines, para c u y o fin sospecho que de berros aquel d í a

95

dos gamellas se e n g u l l e r o n ; u r i n ó la Infanta tanto que afirman los q u e l a v i e r o n que desde entonces el c a m p o tiene o t r o arroyo m á s grueso.

100

V i e n d o e l R e y que se tardaba y sufrirlo n o p u d i e n d o , l l a m ó c o l é r i c o a voces cuatro guardas, dos m o n t e r o s , p o r q u e a cazar le ayudasen

105

una z o r r a que v i o lejos; fuese, e n fin, y c o m o e l m o n t e es i n t r i n c a d o y espeso, se pierde allí c o m o n i ñ o c o n ser b a r b u d o sujeto;

110

v i e n d o , pues, la Infanta entonces

sible porque esta palabra ha tenido muchas formas en distintos momentos y dialectos. Coraminas documenta las siguientes: cuadropea, quatropea, quatrapea, cuatropía, catropeo. v. 90 berros: es tradicional la propiedad curativa de los berros como remedio para provocar la orina. Ya Dioscórides en su Tratado sobre virtudes de las plantas se la atribuye: «Su simiente bebida con vino es útil contra la piedra, y contra el estilicidio de orina [...]. Este sisimbrio mueve la orina y suélese comer crudo [...] llámanle también en las boticas nasturtium acuaticum y cressionem, así como en toda Castilla berros [...] provocan admirablemente la orina y deshacen la piedra de los ríñones» (Dubler, 1955,VIII, pp. 210-11). v. 96 gamella: «artesa que sirve para dar de comer y beber a los animales, para fregar, lavar y otros usos» (DRAE). Nótese la animalización en este término y en engullir «Tragar la vianda sin mascarla» (Cov.). Es otro objeto de la serie de celemín, etc.

340

LA VENTURA

SIN

BUSCARLA

que se tardaba, y q u e F e b o c o n la l u z que da la l u n a q u i s o que e n este h e m i s f e r i o fuese c a n d i l de las fuentes

115

c u y a c o c i n a es e l cielo, t o m a ¿y q u é hace? D a u n salto y sube sobre u n j u m e n t o que allá le p u s o la albarda el D u q u e d e l R a s t r o viejo,

120

y va derecha a P a l a c i o cantando al s o n de u n pandero: Canta y baila. « — T ú la tienes, Pedro, la b o r r i c a p r e ñ a d a .

v. 117 toma ¿y qué hace?: «Tomó y fuese; tomó y murióse. Donosa manera: poner esta palabra tomar antes de lo que se va a decir» (Correas, p. 652). Respecto a ¿y qué hace?, Correas, p. 416 recoge un total de diecisiete expresiones con esta muletilla: «¿Qué hacéis en este portal? — U n tal por cual; ¿Qué hacéis, Madalena Gil? —Mato plagas al candil, etc.». Comp. Juan Cortés de Tolosa, Lazarillo de Manzanares, ed. Zugasti, 1990, p. 158: «Que solas las que pasaren de cuarenta años puedan jurar: "Por el siglo de mis padres" y decir: "Tomo y vengo y ¿qué hago?"»; y p. 213: «Creílo como si me lo dijera un evangelista, y si vuesa merced no lo ha por enojo, ¿qué hice?, tomé y fuime tras ellos.- Ojo al discreto: " t o m é " y "enojo" digo adrede»; también en el Quijote, II, 41: «Vengo, pues, y tomo, y ¿qué hago?»; Quevedo se burla de esta muletilla en el Cuento de cuentos, en Prosa festiva, p. 395: «La moza, que vio esto, viene y toma y ¿qué hace?». E l salto este que da la Infanta para ponerse en el jumento recuerda al que da la supuesta Dulcinea en el Quijote, cuando Sancho se burla de su amo. v. 120 Rastro viejo: podría entenderse 'allá le puso una albarda cogida del Rastro viejo' porque Rastro es «Lugar público donde se matan las reses para el abasto del pueblo» (Aut), y por tanto donde era de esperar que hubiese animales de carga y albardas. Sobre el Rastro viejo ver Herrero García, 1963, pp. 65-101. Pero también podríamos pensar que se trata de un título jocoso referido al Duque, parodia de título de nobleza: «Duque del Rastro Viejo»; es posible que en un sintagma semejante haya connotaciones en el sentido de germanía, en cuya jerga duque es «El que dirigía o era jefe de vagabundos. E n El diablo Cojuelo aparece como nombre propio que se da al mendigo a quien todos los demás respetan y consideran superior; quizá su misión fuera aconsejar a los demás, y sobre todo a los nuevos, en las formas de mendigar y también en la repartición de puestos o barrios de mendicidad. Conviene relacionar el "Duque" con el "Conde" o jefe de los gitanos» (Léxico).

TEXTO DE LA COMEDIA —-Juro a tal n o tengo,

341 125

que v e n g o de la arada». P e r d i ó s e el R e y e n l a caza y esta p é r d i d a , en efecto, fue la ganancia d e l D u q u e , que el R e y p o r d i v e r t i m i e n t o

130

u n a j á c a r a cantando, el D u q u e la estaba o y e n d o ; fuese de su v o z g u i a d o e n su busca; h a l l ó , e n efecto, a su M a j e s t a d y entonces

135

saludáronse y bebieron de u n a gruesa calabaza (que e n e l c a m p o n o hay calderos). H e a q u í d o n d e e n u n instante c o n negras nubes el c i e l o

140

tempestades amenaza, guerras p u b l i c a c o n truenos. V i e n d o , pues, piadoso e l D u q u e a su R e y e n este aprieto, ásele l u e g o la m a n o ,

145

y j u n t o s así c o r r i e r o n

w . 123-126 Tú la tienes, Pedro...: es una cancioncilla tradicional ya conocida en la Edad Media y el Renacimiento. Frenk recoge la canción tal y como aparece en nuestro texto (Frenk, 1987, n ú m . 1824D), y señala como fuente a Briceño. Tiene como contexto «La danca del hacha». Frenk recoge diversas variantes de la cancioncilla en núms. 1824A, 1824B y 1824C, por ejemplo: «—Tú la tienes, Pedro / la tu mujer preñada. / —Juro a tal, no tengo, / que vengo del arada. / ¿Quién la ha empreñado, / dilo tú, amigo? / — Y o no sé quién: / Dios me es testigo». v. 131 jácara: tipo de poema o canción; las jácaras son generalmente cantares que tratan de la vida y aventuras de los jaques o rufianes, y usaban intensamente de la lengua de germanía; a Quevedo se deben las jácaras literarias más conocidas. E n el teatro cómico breve forman parte inexcusable del repertorio, bien como piezas exentas, bien integradas en entremeses. Solo en la Jocoseria de Quiñones se incluyen, entre otras, Jácara que se cantó en la compañía de Olmedo, Jácara que cantó en la compañía de Bartolomé Romero Francisca Paula, Jácara que se cantó en la compañía de Bartolomé Romero, Jácara de doña Isabel la ladrona, Jácara que se cantó en la compañía de Ortegón... Ver sobre la jácara Cotarelo y M o r i , Colección... y Rodríguez Cuadros y Tordera, 1983, pp. 68-74. M u y famosas fueron las populares jácaras del Escarramán, que se citan más adelante (w. 888-907).

342

LA VENTURA

SIN

BUSCARLA

hasta u n a casa de c a m p o de q u i e n es él allí d u e ñ o (no es casa a u n q u e l o parece: es u n pajar harto viejo)

150

donde sin zorra y c o n hambre pasaron l a n o c h e e n cueros. V í s t e n s e salida e l alba y vanse los dos derechos, juntos en amor compana

155

( c o m o d i c e n los cocheros); llegan, e n fin, a la C o r t e y, c o m o h a m b r i e n t o s v i n i e r o n , el D u q u e , q u e e n u n b o l s i l l o trajo acaso real y m e d i o ,

160

c o n v i d ó a su M a j e s t a d [a] almorzar, y j u n t o s d i e r o n sepultura e n las barrigas a d i e z libras de b u ñ u e l o s ;

w . 151-152 E n estos versos se consigue un sentido chistoso jugando con los distintos significados de estos vocablos: cazar una zorra se decía en lenguaje familiar y germanesco a 'dormir una borrachera', como otras frases (dormir la zorra, desollar la zorra); ver para estos y otros significados Léxico; estar o quedarse en cueros: «Además del sentido literal, estar o quedarse desnudo, se dice de los borrachos que al emborracharse parecen cueros de vino» (Léxico). Aquí se está jugando con ambos significados de la expresión en cueros, sugerido el segundo por la dilogía de zorra 'animal' pero también 'borrachera', en un nivel de asociación lúdica. Comp. el v. 43, «¿Estás cuero?», y nota a ese verso. v. 155 en amor compana: compana vale «Lo mismo que compañía. Es voz anticuada» (Aut); en amor y compaña (o en amor y compañía): «Modo de hablar con que vulgarmente se explica la junta de dos o más personas que están en amistad y unión, o en un viaje o en una casa o en una conversación» (Aut). N o encuentro ningún testimonio que indique que la frase era común entre cocheros, tal como sugiere el v. 156, pero sin duda es frase popular, como correspondería a estos personajes. Comp. Calderón, El dragoncillo, en Teatro cómico breve, ed. Lobato, 1989, w . 304-305: «Soldado.- Los cuatro, amor y compaña, / nos lleguemos». v. 159 bolsillo: «El bolso pequeño para traer dinero en plata u oro, que regularmente es de cuero adobado u de alguna tela y se cierra y abre con cordones o muelle» (Aut). Comp. Lope de Vega, El sembrar en buena tierra: «Venga Galindo conmigo, / por que vea lo que compro / y por que os vuelva el bolsillo» (Voc. Lope). v. 160 acaso: «Lo que sucede sin pensar ni estar prevenido» (Cov.). «Por casualidad, accidentalmente» (DRAE).

TEXTO DE LA COMEDIA e c h a n d e s p u é s u n tragazo

343 165

y de esta a c c i ó n satisfecho tanto quiso el R e y al D u q u e que su p r i v a d o le v e m o s . CONDE

N O m e a d m i r o , ¡vive C r i s t o ! , que tal fineza y v a l o r

170

ni cupo en n i n g ú n s e ñ o r n i hay c i e g o que l o haya visto. ALMIRANTE

V a m o s a casa. ¿ N o h a b r á q u é cenar?

CONDE

M u c h o lo dudo.

ALMIRANTE

¿ N O se trujo ayer m e n u d o ?

CONDE

T o d o se ha acabado ya.

ALMIRANTE

¿ P u e s panza n o nos s o b r ó ?

CONDE

C o m í m e l a , en m i conciencia,

175

pero t e n d r á V u e s e l e n c i a una morcilla. ALMIRANTE

ESO n o ,

180

p o r v i d a de m i m u j e r d o ñ a Pascuala G a r c í a , que la ha de c o m e r V u s í a ; n o hay que hablar, esto ha de ser.

v. 172 ni hay ciego que lo haya visto: la perogrullada es una de las formas habituales del género de disparates. Ver Periñán, 1979, pp. 54-58. w . 175-80 menudo ... panza ... morcilla: en la comedia seria es el gracioso Serón quien siente una debilidad especial por las comidas; en la burlesca, en cambio, la calidad grotesca de lo culinario o gastronómico se reparte entre varios personajes, incluidos, como se ve aquí, aquellos de elevada categoría social. H a contado el Almirante que el R e y y el Duque se comieron diez libras de buñuelos (w. 162¬ 64); la Infanta califica al Duque de «bravo comedor de panzas» (v. 236); el Duque dice que el R e y ha muerto «De una cena en que mandó / que le empanasen un buey» (w. 458-59); la Infanta piensa que el alba va a derramar morcillas (v. 600); don Carlos, en fin, enumera los grotescos manjares del banquete de bodas (w. 681-86) y comenta que le gustaría «tener por panza una cuba» (v. 694). v. 178 en mi conciencia: «en mi verdad» (Cov.); comp. Quijote II, 3: «Y en verdad y en mi conciencia que pensé que ya estaba quemado».

344 CONDE

LA VENTURA

SIN

BUSCARLA

M i r a d , señor Almirante,

185

que es grande exceso el que h a c é i s . ALMIRANTE

C o n d e , vos l o m e r e c é i s ; ya sé que sois u n bergante. Vanse y sale don Carlos vestido de graciosidad.

CARLOS

U n l u g a r de B a r r a b á s es la C o r t e , ¡vive D i o s ! :

190

hay merced, hay tú y hay vos y trecientas cosas m á s ; hay s e ñ o r e s y hay vasallos, hay favores y hay desdichas, hay torreznos y hay salchichas,

195

w . 189-228 E n la comedia seria, Carlos también llega acompañado de su criado Serón a la Corte, deseoso de admirar sus tan pregonadas riquezas; será engañado por dos damas que se apoderan de todo su dinero y le hacen pasar la noche en el pajar de su casa. Después de exponer el tópico del «menosprecio de Corte y alabanza de aldea», Carlos decide volver a las «soledades santas» de su pueblo. E l motivo de la Corte como una esperada — y al final no hallada— Jauja aparece más tarde en la burlesca en el diálogo entre Carlos y la Infanta (w. 281-96). v. 191 hay merced, hay tú y hay vos: en el Siglo de Oro las formas de tratamiento son muy complejas y responden a las variadas relaciones sociales y de confianza: vuesa merced era la usual de cortesía, tú indicaba mucha confianza, vos se empleaba para inferiores y criados y según cómo se usara podía ser insultante, como en Cervantes, Persiles, p. 74: «Bien sé —dije yo— los usos y las ceremonias de cualquiera buena crianza, y el llamar a vuesa señoría señoría, no es al modo de Italia, sino porque entiendo que el que me ha de llamar vos ha de ser señoría a modo de España: y yo por ser hijo de mis obras y de padres hidalgos, merezco el merced de cualquier señoría»; Calderón, El gran teatro del mundo, vv. 1339-42: «Soy a quien trata siempre el cortesano / con vil desprecio y bárbaro renombre / y soy, aunque de serlo no me aflijo, / por quien el él, el vos y el tú se dijo». v. 192 y trecientas cosas más: «Apoyo del cantar "Parió Marina en Orgaz"» (Correas, p. 661); comp. Cojuelo, p. 94: «ligaduras, bebedizos, humazos y trecientas cosas más», y nota de los editores: «Es una copla de disparates que recoge Rodríguez Marín en su edición de El diablo Cojuelo de Vélez de Guevara: "Parió Marina en Orgaz, / y tañeron y cantaron, / y bailaron y danzaron, / y trecientas cosas más"». Periñán, 1979, p. 16 indica las fuentes de doce textos recopilados por M . Chevalier y R . Jammes y añade un texto más al corpus. Comp. El mayorazgo figura de Castillo Solórzano, ed. Arellano, w . 2299-2300: «Superchérico y tacaño / y trecientas cosas más». v. 195 «salchicas» ms. La rima consonante con desdichas, además del sentido, exige la enmienda. Son alimentos propios del Carnaval, muy reiterados en las comedias burlescas.

TEXTO DE LA COMEDIA

345

hay p o l l i n o s y hay caballos, panza y callos, b o d e g o n e s , requesones, longanizas y m e l o n e s , achicorias,

200

azanorias, hay m o n d o n g o , hay p e p i t o r i a s , y hay tabernas de h i p o c r á s y trecientas cosas m á s ; hay caballeros andantes,

205

hay m ú s i c o s y hay poetas, mujeres que e c h a n soletas y h o m b r e s que aderezan guantes, hay danzantes, añafiles, tamboriles,

210

cascabeles y badiles,

v. 202 pepitoria: «guisado que se hace de los despojos de las aves, como pescuezos, pies, higadillos y mollejas» (Aut). v. 203 hipocrás: «Bebida hecha con vino, azúcar, canela y otros ingredientes» (DRAE); sobre su composición, introducción en España, prohibiciones sobre su venta, etc. ver Herrero García, 1933, pp. 94-104; y sobre los distintos tipos de tabernas, Herrero García, 1977, pp. 93-118. Comp. Lope de Vega, De cosario a cosario: «Y su garganta no es risa; / es cristal, con tanto extremo, / que cuando bebe hipocrás / se ve bajar por el cuello»; y El grao de Valencia: «Haya abundancia de todo, / francolines y capones, / manjar blanco y hipocrás / y de dulce alguna cosa» (Voc. Lope); Calderón, Céfalo y Pocris, vv. 1058-61: «que sólo / un poco de hipocrás era, / que yo para mi regalo / tomé de una despensa». v. 206 músicos ... poetas: tipos frecuentes en la literatura burlesca, caracterizados por su insensatez, suciedad y pobreza: comp. Quevedo, Sueños, pp. 103-104: «venía la Locura en una tropa con sus cuatro costados: poetas, músicos, enamorados y valientes»; id., Entremés de Diego Moreno, OP, IV, pp. 40-41: «Solo has de [...] apartarte de los músicos, porque ya no se come con pasos de garganta [...]. ¿Pues poetas? Gente apestada». v. 207 soleta: «Pieza de lienzo, u otra cosa, que se pone, y cose en las medias, por haberse roto los pies de ellas» (Aut). Comp. Calderón, Céfalo y Pocris, w . 932¬ 37: «Es mentira, / (y aquí la coartada entra): / que anoche me vieron todos / remendar unas soletas / por no llegar despeada, / gran señor, a tu presencia», v. 209 añafil: «Instrumento músico a manera de trompeta derecha y de metal, de que usaban los moros» (Aut). v. 211 cascabeles y badil: los cascabeles son objetos emblemáticos de la locura del Carnaval; según Covarrubias, «Al que tiene poco juicio y es liviano y habla-

346

LA VENTURA

SIN

BUSCARLA

incensarios, letuarios, almireces, b o t i c a r i o s , y u n a e r m i t a de S a n Blas

215

y trecientas cosas m á s ; hay m u c h o s h o m b r e s c o n ollas y algunos desbarrigados, hay tejas e n los tejados y c a r b ó n para las ollas,

220

hay cebollas, arlequines, matachines, dorcillo, decimos ser un cascabel por ser vacío y hueco en el hablar»; y Correas, p. 544, trae: «Cascabel de Milán. A l que tiene poco seso y asiento»; badil es «la pala pequeña o instrumento de hierro o de metal con que se menea y se coge la lumbre en las chimeneas o braseros» (Aut). Mención ridicula asociada a los instrumentos musicales. v. 213 letuario: «Lo mismo que electuario, de donde se corrompió» (Aut); electuario: «Género de confección medicinal que se hace con diferentes simples o i n gredientes con miel o azúcar, formando una a modo de conserva en consistencia de miel, de que hay varias especies purgantes, astringentes o cordiales» (Aut). Por otra parte, el letuario y el aguardiente componían el desayuno típico de la época; comp. Arco y Garay, 1941, pp. 640-41, y Vélez (Cojuelo, p. 106): «Pero ya el otro no nos deja pasar adelante; que el aguardiente y letuario son sus primeros crepúsculos». v. 215 ermita de San Blas: ermita madrileña edificada en 1588 en lo alto del camino de Nuestra Señora de Atocha. E l 3 de febrero se celebraba allí la fiesta del santo, a la que asistía el rey. E l día de San Blas era un anticipo o víspera de Carnaval (cfr. Herrero García, 1963, pp. 360-71), por lo que es mención adecuada a una obra de celebración carnavalesca. Comp. Quiñones, Baile de los gallos, en Colección, II, p. 829: «En asomando a San Blas / las madres Carnestolendas, / unos gallos les encajo / aunque sus padres no quieran». vv. 217-18 con ollas, desbarrigados: hay un juego de antítesis jocosa, en cuanto que olla «Por semejanza, se llama el estómago porque en él se cuece el alimento» (Aut); de ahí que se contrapongan los que tienen ollas 'estómagos, barrigas' (que usan porque tienen qué comer) a los que no las tienen ('desbarrigados'). vv. 217-20 Nótese la repetición de la palabra ollas para conseguir la rima consonante. v. 222 matachines: «Tenemos también una viva especie de los antiguos Mimos en los bailes de matachines que hoy se usan en España, tan recientes en ella que los pasaron acá las compañías de representantes españoles que llevó a Francia para su diversión, y para dulce memoria de su amada patria, la cristianísima reina María Teresa de Austria, gloriosa infanta de España, y los franceses los tomaron de los italianos, grandes maestros de gestos y movimiento, en quien fue más insigne que

TEXTO DE LA COMEDIA

347

hay gualdrapas y cojines, espeteras, bigoteras,

225

hay m o r t e r o s y hay esteras, y u n c a p ó n de Gaifás y trecientas cosas m á s . todos un representante que en las tropas (como allá llaman) del rey Luis X I V hacía los graciosos. Era italiano de nación y se llamó Escaramuche. Tampoco hacen éstos de hoy movimientos deshonestos sino los más ridículos que pueden, ya haciendo que se encuentran dos de noche, y fingiéndose el uno temeroso del otro se apartan entrambos. Luego se van llegando como desengañándose, se acarician, se reconocen, bailan juntos, se vuelven a enojar, riñen con espadas de palo dando golpes al compás de la música, se asombran graciosamente de una hinchada vejiga que acaso aparece entre los dos, se llegan a ella y se retiran, y en fin, saltando sobre ella, la revientan, y se fingen muertos al estruendo de su estallido, y de esta suerte otras invenciones entre dos, entre cuatro, o entre más, conforme quieren, explicando en la danza y en los gestos alguna acción ridicula pero no torpe» (Bances Candamo, Teatro de los teatros, p. 125). Comp. el final de Céfalo y Pocris: «Hacen un torneo en forma de matachines, y dan fm». v. 223 cojín: 'bolsa de viaje'. Comp. Cervantes, Persiles, p. 47: «apeándose de su cabalgadura, cayéndosele aquí el cojín y allí el portamanteo». v. 224 espetera: «La tabla con garfios donde se cuelgan las carnes, aves y otras cosas de cocina como cazos, sartenes, etc. [...] Se llama también el conjunto de cazos, sartenes y demás instrumentos de cocina» (Aut). Comp. Lope de Vega, La gatomaquia: «Trepaba a la lustrosa, / reluciente espetera, / derribando sartenes y asadores»; Las famosas asturianas: «Voy a cuidar m i espetera / que ha de estar como una prata»; El conde Fernán González y libertad de Castilla: «Su espetera limpia asaz, / cuchar, sartén y perol» (Voc. Lope). Probablemente es aquí alusión chistosa a lo 'estirados' (espetados) que van los cortesanos, lo mismo que la mención de las b i goteras es referencia a las sofisticaciones del tocado masculino. Cfr. espetarse en Autoridades. v. 225 bigoteras: «Cierta funda de carnuza suave u de badanilla que se usaba en tiempo de los bigotes para meterlos en ella, cuando estaban en casa o en la cama, para que no se descompusiesen y ajasen, la cual era proporcionada a los bigotes y por los extremos tenía unas cintas con que se afianzaba en las orejas» (Aut). Comp. Moreto, El lindo don Diego, ed. Casa y Primorac, 1977, w . 353-56: «Con su bigotera puesta / estaba el mozo jarifo, / como mulo de arriero / con jáquima de camino»; Calderón, Antes que todo es mi dama, en Obras completas, II, p. 886: «Ya en calzas y en j u b ó n llega, / peine y escobilla, jueces / del cogote y las guedejas; / lávase manos y cara, / pónese una bigotera»; Vélez, Cojuelo, p. 85: «aquel lindo de los más preciados, cómo duerme con bigotera». Ver también Wilson, 1955. Hay otras acepciones de bigotera: 'adorno de cintas' y 'asiento de berlina'. v. 227 E n el manuscrito parece leerse capo. La sugerencia de lectura es hipotética. La forma Gaifás está documentada; comp. Suárez de Deza, Los amantes de

348

LA VENTURA

SIN

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Sale la Infanta como de noche con una mantellina muy vieja. INFANTA

N o c h e que sirves de c o c o , n o c h e que sales tiznada,

230

asconde agora e n tus sombras esta desdichada Infanta; de m i h e r m a n o v e n g o h u y e n d o , que f u r i b u n d o m e casa c o n u n vasallo escudero

235

bravo c o m e d o r de panzas. T o d o el r e i n o le m o r m u r a , todos de i n f a m e le aclaman, todos le n o t a n de b u r r o , todos le a p l i c a n la albarda.

240

Triste de m í que, o p r i m i d a , sola entre desdichas tantas m e c o n s u e l o , que he salido sin que m e sientan las guardas; r o n c a n d o quedaba el R e y ,

245

que sobre u n costal de paja suele quedarse d o r m i d o r e v u e l t o e n u n a frazada. CARLOS

¡ V á l g a t e el diablo!, ¿ q u é m i r o ? ¿Es i l u s i ó n o es fantasma? ¡Válgate D i o s p o r

250

figura

m á s r a b i c o r t a que larga!

Teruel, v. 1639: «a cenar voy con Gaifás». E n nuestra comedia se repite esa forma en los w . 774 y 825. v. 228 acot. mantellina: igual que mantilla de mujer. Mantilla: «La cobertura de bayeta grana y otra tela, con que las mujeres se cubren y abrigan: la cual desciende desde la cabeza hasta más abajo de la cintura» (Aut). La mantellina era prenda de criadas y en la literatura burlesca del Siglo de Oro se asocia, casi siempre, a las fregonas. Comp. Quevedo, PO, núms. 768, vv. 73-76: «Por leyes dice requiebros, / barba ofrece para escoba, / y por una mantellina / desprecia futuras togas»; y 868, vv. 1-2: «Un licenciado fregón, / bachiller de mantellina»; Calderón, La casa de los linajes, en Teatro cómico breve, ed. Lobato, 1989, vv. 10-12: «a Juanilla pasé de mantellina / a manto; a tafetán de bocacíes; / de tú a don, de ramplón a ponlevíes». v. 239 notar, «censurar, reprehender o reparar las acciones de algunos» (Aut). v. 251 fgura: ver supra nota al v. 7.

TEXTO DE LA COMEDIA

349

D e parte de D i o s te m a n d o que m e digas sin tardanza si eres á n i m a d e l l i m b o ,

255

si eres c i g ü e ñ a o urraca. INFANTA

S o y la puta que os p a r i ó .

CARLOS

Esa p o r las eras anda.

INFANTA

Esa de cara la m i r o .

CARLOS

Esa abadesa se l l a m a .

INFANTA

260

S o y una m u j e r m u y n o b l e , que d e l t e m o r de u n a espada v i e n e t e m i e n d o sus filos, que m i i n o c e n c i a amenaza. P o r v i d a vuestra, s e ñ o r ,

265

que pues el traje y la cara d i c e n que sois caballero, si estáis e n c i m a de u n haca a m p a r é i s aquesta triste, que si m i gente m e agarra

270

m e ha de p o n e r este g l o b o c o m o D i o s h i z o u n a grana. CARLOS

Señora, perded el miedo, segura vais e n las alas de m i favor, que h o y os suben

275

hasta el c i e l o de la c a m a . v. 257 la puta que os parió: expresión de indignación o rechazo; comp. Quijote, I, 37: «y la sangre, seis arrobas de vino tinto que encerraba en su vientre, y la cabeza cortada es la puta que me parió y llévelo todo Satanás». v. 268 haca: «Es caballo pequeño, que de su natural no llega su estatura a los demás, y es como redrojo o enano» (Cov.); comp. Lope de Vega, La batalla del honor. «Mis albricias me dad, que m i haca he muerto / por llegar con la nueva del concierto» (Voc. Lope). v. 272 como Dios hizo una grana: adaptación de una frase hecha que se presenta con distintas variantes: «Como Dios hizo unas nueces» (Correas, p. 118);Tirso, Don Gil de las calzas verdes, ed. Arellano, 1988, v. 2693: «como Dios hizo un candil». E n este caso la variante grana se explica por el verso anterior, ya que globo alude a las nalgas. v. 276 cielo de la cama: «La parte superior de la colgadura, hecha a medida de lo ancho y largo de la cama, que sirve como de techo para cubrirla, y se pone

350

LA VENTURA

SIN

BUSCARLA

S o y u n grande caballero l l a m a d o d o n C a r l o s Flauta, que fue m i a g ü e l o el p r i m e r o que t a m b o r i l t o c ó e n danzas.

280

V i n e a la C o r t e famosa de nuestro i n s i g n e m o n a r c a para m i r a r sus grandezas que nos d i v u l g a la fama; p e n s é que h u b i e r a c i e n calles

285

de t o r r e z n o s empedradas, y de t u r r ó n b i e n compuestas eran e n M a d r i d las casas; p e n s é q u e h u b i e r a u n a fuente de b u ñ u e l o s e n la plaza,

290

c o n dos p i l o n e s e n ella llenos de m i e l y de natas; p e n s é q u e h u b i e r a e n el parque á r b o l e s de frutas varias, de cuyas ramas p e n d í a n

295

m u c h a s perdices asadas. V u e l v o c o r r i d o a m i tierra y c o n pesadumbre tanta, que estoy h a m b r i e n t o y n o p u e d o mascar guijarros. INFANTA CARLOS

¡ Q u é lástima!

300

E s c r i b í l o a m i s vasallos, y para partir m a ñ a n a

sobre cuatro pilares o pendiente (si es imperial) de cuatro cordones o hierros que se aseguran en las vigas del techo de la pieza» (Aut). w . 285-96 Nótese la adaptación del motivo de Jauja. Comp. Lope de Rueda, La tierra de Jauja, en Pasos, ed. González Ollé y Tusón, 1981. E n este paso de Lope de Rueda se encuentra la primera mención literaria de la tierra de Jauja, región peruana de la que dan noticia algunos historiadores de Indias como Francisco de Jerez y Pedro Cieza de León. E l paso es también el origen de un tópico, que creará frases hechas muy populares como ser Jauja y estar en Jauja. v. 297 corrido: 'avergonzado'. Comp. Lope de Vega, La estrella de Sevilla: «Ya no lo puedo sufrir, / que estoy confuso y corrido: / necio, ¿porque me he fingido / el rey, me dejas salir?» (Voc. Lope); El Comendador de Ocaña (burlesca), v. 34: «De

TEXTO DE LA COMEDIA

351

m e trujieron u n b o r r i c o p o r haberse m u e r t o e l haca; c o n él os sirvo, s e ñ o r a ,

305

que es d o n d e iréis a las ancas. INFANTA

M u c h o la m e r c e d estimo.

CARLOS

Vamos, m i bien.

INFANTA

V a m o s , alma.

CARLOS

D a m e esa m a n o de p u e r c o .

INFANTA

M i l veces beso esas patas.

310

Fin de la primera jornada.

oírlos tocar me corro»; Quevedo, Un Heráclito, n ú m . 274, w . 57-60: «Si la dijere " M i alma", / muy bien se puede correr, / pues es llamarla sin gracia, / y pecadora también». v. 303 borrico: animal propio de la comedia de disparates; no es infrecuente en el género, incluso con apariciones escénicas, no meramente verbales; comp. Calderón, Céfalo y Pocris, v. 58 acot.: «Sale Rosicler en un pollino». v. 310 E l final de la primera jornada es similar al de la comedia seria: la Infanta, que pide ayuda al cielo (aquí es a la noche) contra su «bárbaro hermano», se encuentra con Carlos, cuya protección solicita, si es caballero; deciden partir juntos a la aldea de Carlos en un coche (aquí en un borrico). La Infanta le explica que ella es una desdichada mujer y, aunque no le descubre su verdadera identidad, le dice que quizá llegue a ser para él «la ventura sin buscarla».

JORNADA SEGUNDA

Sale el Rey en camisa con birrete y antojos y calzoncillos con palominos y un candil y una espada de palo. REY

¿ V i o s e m a y o r insolencia? ¿ V i o s e d e s v e r g ü e n z a tanta? ¡ Q u e la Infanta n o parezca! ¡ Q u e aquesta Infanta barbada de m i persona haga burla!

315

¡ H o l a , hola!

v. 310 acot. birrete: 'especie de gorro con cuatro picos que solían usar eclesiásticos y estudiantes en la época'.Véase la nota a la primera acotación de la comedia sobre la calidad ridicula del vestuario. E l elemento escatológico y la espada de palo son típicos del Carnaval. Comp. Cotarelo, Colección, p. C C X C V I , donde se recoge una acotación de la mojiganga Lo que pasa en Madrid en el mes de julio: «[Salen] los dos como desnudos en camisa y calzoncillos, uno con vejigas en los hombros y con espadas». Las gafas no sólo eran utilizadas para mejorar la visión, sino por aquellos que tenían pretensiones de sabiduría e importancia, tal como indica Deleito y Piñuela, 1966, pp. 220-21: «Complemento ornamental del traje masculino solían ser los anteojos y los relojes. Los anteojos, aunque no fueran menester para la vista, daban empaque de distinción e intelectualismo. E n La Garduña de Sevilla aparece el estudiante Jaime "calzándose unos anteojos grandes, requisito de poetas". En El diablo Cojuelo, este y don Cleofás, para entrar en una Academia sevillana, se pusieron "dos pares de anteojos, con sus cuerdas de guitarra para las orejas" (forma de sostenerlos entonces)»; ya en la p. 174 había explicado que estos anteojos «de cristal ordinario» eran habitualmente «grandes, redondos y con montura de asta, y constituían entre las gentes del gran mundo un diploma de distinción». w . 311-53 Hay cierto paralelismo con el inicio de la Jornada II de la seria: aquí el R e y manda a sus cortesanos en busca de la Infanta; en la seria, el Conde Arnaldo reclama la Infanta, de parte del rey Darío, al rey Conrado, pues piensan que se halla en poder de este (recordemos que en la burlesca se ha suprimido todo lo relativo a este otro pretendiente de la Infanta). 316 Hola, hola: «Modo vulgar de hablar usado para llamar a otro que es inferior» (Aut). Era una forma de llamar a los criados, que llega a convertirse en una fórmula tópica de la comedia del Siglo de Oro, hasta el punto de que en Amor,

354

LA VENTURA

SIN

BUSCARLA

Responden de adentro. EL DUQUE Y

Dentro. ¡ H a l a , hala!

EL C O N D E REY

S a l i d a c á , bujarrones. Salen.

DUQUE

¿ Q u é l o c o es este q u e llama?

REY

Pues, D u q u e , ¿ n o m e conoces?

DUQUE

G r a n s e ñ o r , M a j e s t a d alta,

320

¿tú das voces? Y o e n t e n d í a que a l g ú n b o r r a c h o las daba. REY DUQUE

Pues y o las d i . A q u e s o basta; lo dicho, dicho, señor; mas ¿ n o m e d i r é i s , s e ñ o r ,

325

(si la p r e g u n t a os agrada y n o es n e c i a la pregunta) c ó m o , Majestad cesárea, c o n u n c a n d i l y e n camisa? REY

A n d o b u s c a n d o a la Infanta,

330

que m e d i c e n q u e se ha i d o

ingenio y mujer, la criada se llama Hola. Comp. Tirso de Molina, Don Gil de las calzas verdes, ed. Arellano, 1988, vv. 254-261: «Doña Juana.- Hola. ¿Qué es eso? Caramanchel- Oye, hidalgo: / eso de hola, al que a la cola / como contera le siga / y a las doce sólo diga: / "olla, olla" y no "hola, hola". / Doña Juana.- Yo, que hola agora os llamo, / daros esotro podré. / Caramanchel- Perdóneme, pues, usté», v. 317 «bugarrones» ms.Ver nota al v. 39. vv. 321-35 Pasaje de métrica confusa. L o anterior es romance en á a, pero los w . 322-23 repiten seguida esa rima. Por otra parte, es extraña la repetición de la palabra señor en posición final de los dos versos siguientes, que no tienen que rimar; quizá se trate de un error de copia o falte un verso entre ellos. E n los w . 332-35, en fin, sucede algo similar: se repite la palabra casa y parece faltar un verso (uno par que rime en á a) entre el 333 y el 334. v. 324 lo dicho, dicho: expresión proverbial; Correas, p. 269: «Afírmase en lo dicho y avisa al otro que esté en ello». Comp. Quiñones de Benavente, El talego niño, v. 36: «¿No me despide? Pues lo dicho, dicho». E n otras palabras, no retira lo de borracho.

TEXTO DE LA COMEDIA

355

esta n o c h e de m i casa, y q u i z á estará e s c o n d i d a en alguna c h i m e n e a de las muchas q u e hay e n casa. DUQUE

335

N o , s e ñ o r , que e n e l pajar p u e d e ser que entre la paja se haya q u e d a d o d o r m i d a .

CONDE

M á s fácil será e l hallarla en e l d e s v á n de Palacio,

340

que allí sospecho que estaba m a t a n d o a n o c h e las pulgas y r a s c á n d o s e u n a nalga.

v. 334 chimenea: el R e y está calificando indirectamente a la Infanta de bruja, porque era común en aquella época la creencia de que entraban y salían por las chimeneas. Comp. Covarrubias: «Otros dicen haberse llamado jorginas, del jorgín u hollín que se les pega saliendo, por los cañones de las chimeneas»; Tavera, 1958, p. 19, explica que entraban en sus domicilios «por cualquier sitio menos por la puerta: por la chimenea, por el agujero de la cerradura o por la primera rendija que encontraban a su paso»; y p. 47: «La bruja fue conocida también por jorguina, palabra ésta que tiene una exacta aplicación ya que jorguín es el hollín de las chimeneas y de ahí resultó el que a las brujas se les llamara jorguinas, por el hollín del que salían cubiertas al abandonar la casa por la chimenea montadas en sus escobas para asistir a los aquelarres o conventículos». v. 340 desván: de todos los lugares de una casa, el menos apropiado para una princesa. Comp. Bances Candamo, Entremés de las visiones, en Arellano, 1987, p. 26: «Bartolo.- A l desván sube haciéndome ademanes. / Lucía.- Son patria de las dueñas los desvanes». v. 342 matando anoche las pulgas: una de las actividades degradantes propias de este género. Comp. Arellano, 1986, p. 58, con referencias a ejemplos de comedias calderonianas: «Una importante serie es la constituida por gestos que denuncian la grosera "materialidad" del gracioso o degradan burlescamente a diversos personajes: hacer la higa (Peor está, p. 330), quitar piojos (Darlo todo, p. 145: "Siéntanse y Chichón hace que quita un piojo a Diógenes") o pulgas (Céfalo, p. 27: "Siéntase Filis y Cloris hace como que la espulga"), sonarse con los dedos (Céfalo, p. 50), y sobre todo comer y beber». Comp. Calderón, Céfalo y Pocris, vv. 611-14: «— Espúlgame aquí, / porque sirva de algo el sol. Siéntanse Filis y Clori, que hace como que la espulga, y cantan. — A l sol, porque se durmiera, / le espulga A m o r la mollera». Ver también infra los vv. 399 y 723.

356 DUQUE

LA VENTURA

SIN

BUSCARLA

¿Si está e n l a caballeriza?, que a veces ella y C o s t a n z a

345

v a n a hacer c á m a r a juntas. CONDE REY

S í , q u e su A l t e z a es m u y llana. A m i g o s , t o d o l o he v i s t o : fuera de P a l a c i o anda. I d a l m o m e n t o e n su busca,

350

y si l a halláis, azotadla, o t r a é d m e l a a q u í a cuestas, q u e ha de llevar c i e n palmadas. DUQUE

¿ Q u é se ha de hacer? N o hay r e m e d i o .

CONDE

M u j e r , e n fin.

DUQUE

¡ Y c o n barbas!

REY

¡ A h , Infanta de los d e m o n i o s !

DUQUE

¡ A h , p i c a r a desollada!

REY

¡ M a l haya, a m é n , q u i e n te besa!

DUQUE

¡ M a l haya, a m é n , q u i e n te rasca!

355

Salen don Carlos y la Infanta. CARLOS

N i ñ a q u e quitas enojos,

360

b o c a q u e engendras c a r i ñ o , v. 346 hacer cámara: «Cámara se dice el excremento del hombre, y hacer cámara, proveerse, por su propio nombre cacare. Pienso yo que por ser cosa que se hace en lo escondido y retirado se llamó cámara, como el lugar común de purgar el vientre se llama privada y letrina, por hacerse privada y escondidamente» (Cov.). Hay aquí un chiste entre hacer o reunirse la cámara (juntarse los componentes de la Cámara 'Cámara de Castilla', 'Cámara de Indias', etc.) y el significado escatológico. v. 357 picara desollada: desollado es «descarado, libre, arrufianado, y que no tiene vergüenza n i empacho» (Aut). Comp. Quirós, El hermano, w . 405-407: «No hay dos mujeres como esta: / ¡qué sabia, qué rutilante / qué desollada, qué honesta!». v. 359 rasca: alusión evidentemente erótica; se sugiere en Autoridades: «Tener gana de rasco. Frase del estilo vulgar, que vale tener gana de juego o retozo». Comp. Poesía erótica, p. 94: «—Madre, la m i madre, / que me come el quiquiriquí. / —Ráscatele, hija, y calla / que también me come a mí». La actividad grosera es también frecuente en el teatro cómico (ver v. 342). vv. 360-65 Todo el pasaje es una disparatada parodia de los retratos de la lírica, de la descriptio femenina (boca, cara, cabellos). E l v. 365, aljófares candidatos, re-

357

TEXTO DE LA COMEDIA cara c o n rasgos de n i ñ o , cabellos largos y rojos, que ostentas e n v e z de p i o j o s aljófares candidatos:

365

r e t o c é m o n o s a ratos, que si nos v e n c o n r i g o r d i r á n que está nuestro a m o r c o m o entre perros y gatos. ¿ Q u é te cuesta sin

ficciones

370

dejarte dar dos abrazos? ¿ T i r a n t e acaso balazos? ¿Es esto dar m o j i c o n e s ? S i tiranizar p r o p o n e s , pierde l o que es t u h e r m o s u r a .

375

D é m e tu p i e d a d v e n t u r a ; m u é s t r a t e blanda esta v e z , que d i r á n que es de a l m i r e z tu m a n o , si eres tan d u r a .

cuerda el motivo de los dientes; en efecto, aljófares son «aquellos granos finos y desiguales; a distinción de la perla, que es más clara y redonda, ya sea grande o pequeña [...] y regularmente los poetas llaman así también a las lágrimas y a los dientes de las damas» (Aut); candidatos: cultismo grotesco, por candido 'blanco'. Se podría pensar que la Infanta tiene los cabellos adornados con perlas blancas; pero, dado el tono paródico, también puede tratarse de una alusión a los huevéenlos de las liendres de los piojos que tendría en el pelo. Por lo que hace a los cabellos [...] rojos mencionados en el v. 363, podría existir una connotación negativa en cuanto al color, pues era creencia común que Judas fue pelirrojo; de ahí que se dijera «Ni perro ni gato de esa color». Comp. Sueños, p. 183: «un negro, chiquito, rubio de mal pelo». Correas recoge varias sentencias populares sobre la connotación negativa del pelo rojo, así en la p. 388: «Pelo bermejo, mala carne y peor pellejo». v. 366 retozar, «travesear con desenvoltura personas de distinto sexo» (DRAE); se utiliza con sentido siempre erótico en estos contextos. Comp. Poesía erótica, pp. 11-12: «Primero es abrazalla y retozalla, / y con besos un rato entretenella. / Primero es provocarla y encendella, / después luchar con ella y derriballa». v. 373 mojicón: «Golpe que se da en la cara con la mano» (DRAE); comp. Buscón, p. 187: «y entré en casa con la cara rozada de puros mojicones y las espaldas algo mohínas de los varapalos»; Lope de Vega, El galán de la Membrilla: «Pues sepa / que a un pellizco, un mojicón / y a un beso, una coz gallega» (Voc. Lope). v. 378-9 mano de almirez: 'majadero de mortero'. N o hace falta anotar la dilogía en mano.

358

LA VENTURA

SIN

BUSCARLA

INFANTA

Y a tu discurso he escuchado.

CARLOS

¿ Q u é sientes, pues, de m i amor?

INFANTA

380

Q u e u n b a n c o de u n h e r r a d o r hablara m á s c o n c e r t a d o .

CARLOS

¿ N O te d o y para e l calzado, para afeites y albayalde?

385

¿ N o te sustento de balde? ¿ N o es m i a f i c i ó n c o n exceso? L u e g o t ú m e tienes preso. INFANTA

¿ S o y y o , p o r d i c h a , e l alcalde?

CARLOS

Ablanda un poco m i mal.

INFANTA

¿ S o y m a n t e c a o levadura?

CARLOS

E n t i m i p e n a se c u r a .

INFANTA

¿ S o y y o , p o r d i c h a , hospital?

CARLOS

D i f u n t o estoy y m o r t a l .

INFANTA

Pues u n responso d i r é .

CARLOS

E l a l m a , e n fin, se m e fue.

INFANTA

V e t ú c o r r i e n d o tras de ella.

CARLOS

¡ Q u é rigurosa es m i estrella!

INFANTA

P o r eso a espulgarme i r é .

390

395

Vase.

v. 382 banco de un herrador, comp. «Razón de pie de banco. Frase vulgar con que se expresa que lo que se dice o se responde es de ningún fundamento o sustancia» (Aut). También en Correas, p. 433, se encuentra documentada la frase «Razón de pie de banco», aplicada a las que son disparatadas. v. 385 afeite: «El aderezo [...] que se ponen las mujeres en la cara, manos y pechos, para parecer blancas y rojas aunque sean negras y descoloridas, desmintiendo a la naturaleza» (Cov.). Comp. Quevedo, P O , núm. 522, w . 1-4: «Si no duerme su cara con Filena, / ni con sus dientes come, y su vestido / las tres partes le hurta a su marido, / y la cuarta el afeite le cercena»; albayalde: «La sustancia del plomo, que metido en vinagre fuerte se disuelve y evapora en polvo a manera de cal, blanquísimo; [...] se coge para varios usos» (Aut), entre ellos, para cosmético. Comp. Quevedo, P O , n ú m . 708, w . 89-90: «Vieja blanca a puros moros / Solimanes y Albayaldes»; Quirós, El hermano, vv. 1132-39: «Decid que le guarde Dios / de m i

CARLOS

TEXTO DE LA COMEDIA

359

¡ A h , L a u r a , detente u n rato!

400

¡Ah, Laura, e s p é r a m e u n p o c o ! ¡Mi luz, m i candil, m i m o c o , m i c i g ü e ñ a y m i silbato!, escucha a u n q u e m á s n o vengas; n o te m e alejes, urraca;

405

mas irás a hacer la caca, b i e n es q u e n o te detengas. ¡Hola, Serón! Sale Serón de villano muy ridiculo. SERÓN CARLOS

¿ Q u i é n m e llama? D o n C a r l o s soy.

SERÓN CARLOS

¿Q ¿ u

m

á s quiere?

Darte u n gran bien.

SERÓN

N O l o espere,

410

n o siendo L a u r a m i d a m a . CARLOS

Pues y o te q u i e r o casar c o n ella.

parte, y preguntadle / si acaso quiere albayalde / que es bueno para la tos; / y d i réisle que le aviso / que se lave con aceite / que si no sirve de afeite, / por lo menos queda liso». Para más información véase Terrón González, 1990. E l uso exagerado de afeites por parte de las mujeres constituye un motivo tópico en la literatura satírico-burlesca. v. 400 Laura: en la comedia seria, la Infanta Lisarda dice llamarse así al encontrarse con Carlos. v. 402 Mi luz, mi candil, mi moco: referencias disparatadas que juegan con m o dificaciones de frases hechas y otros motivos jocosos. Se utiliza el tópico de la luz, relacionándolo con candil, y con la expresión escoger a moco de candil ('muy cuidadosamente, aplicando bien la luz'), que es frase hecha (Correas, p. 531: «Cuando algo es escogido o mirado, y reparado y remirado») que ridiculiza Quevedo en el Cuento de cuentos, en Prosa festiva, p. 391: «¿Y los que para encarecer su prudencia dicen que le escogieron a moco de candil? Miren qué juicio tendrá un moco de candil para escoger» y en p. 405: «que toda era gente honrada, escogida a moco de candil». Comp. Quevedo, PO, n ú m . 552, vv. 1-4: «A moco de candil escoge, Fabio, / los desengaños de tu intento loco, / que en los candiles es muy docto el moco / y su catarro en el refrán es sabio». w . 412-13 E n la comedia seria es Lerín, un labrador de Carlos, quien propone a su amo la boda de la dama esquiva con Serón, un marido «adecuado», ya que

360 SERÓN

LA VENTURA

SIN

BUSCARLA

¡Bravo interés! D é j a m e besar tus pies o tus zancajos besar,

415

y d á m e l o s todos j u n t o s para m e d i r l o s a varas, que quisiera que calzaras e n cada p i e treinta p u n t o s . ¿ C u á n d o será el m a t r i m o ñ o ? CARLOS

420

A q u e s t a n o c h e ha de ser, que, e n fin, L a u r a es m i mujer.

SERÓN

S o n cosas ya d e l d i m o ñ o .

CARLOS

V e l a a hablar, p o n t e b i z a r r o , d i que es gallarda persona,

425

que sabe m á s que u n a m o n a , que hiere m á s q u e u n guijarro, que es su b e l d a d a l m a tuya,

una vez casada Lisarda podrá obtener más fácilmente de ella los favores que ahora le niega. Lisarda saldrá huyendo cuando Lerín le informe de la intención de Carlos de casarla con Serón (lo que supone para ella la imposición de otro matrimonio desigual). Aquí, ya lo hemos visto, escapa tras escuchar las protestas de amor de Carlos. v. 415 zancajo: 'hueso del pie que sobresale del talón'. La acción de besar los pies es de cortesía o veneración al rey y a los nobles; aquí encontramos una m o dificación grotesca, pues a Serón le da igual besar los pies o los zancajos de Carlos. v. 419 treinta puntos: según Autoridades, puntos son «las medidas que están rayadas en el marco [de los zapatos], para determinar el tamaño que han de tener»; treinta puntos es medida hiperbólica y grotesca, ya que cinco puntos era la medida normal y diez una exageración; ¿fr. Arco y Garay, 1941, p. 524. Comp. Lope de Vega, La Dorotea: «No tiene tres puntos de pie»; Los melindres de Belisa: «Nunca el zapatero, / lo que calzo sabe; / zapatos de un punto / y de dos me hace»; El galán de la Membrilla: «Dame ese pie, que quisiera / que fuera de dieciséis / y aun de veintisiete puntos / para besarte más pie» (Voc. Lope). v. 426 sabe más que una mona: puede ser adaptación graciosa de otras frases hechas como sabe más que las culebras, que un pobre, que Merlín, que Séneca, que le enseñaron (Correas, p. 640). Es posible, sin embargo, que el chiste sea algo más complicado: sabido es que la zorra pasa por animal muy astuto, con lo que no resultaría extraña una frase ponderativa del tipo sabe más que una zorra. Ahora bien, como zorra y mona sirven para designar la 'borrachera', puede que se haya operado en esa frase un cambio chistoso de ambos términos (mona en vez de zorra), merced a que son sinónimos en sentido metafórico.

TEXTO DE LA COMEDIA

361

y p o r q u e m á s se c o n t e n t e le c a n t a r á s de repente

430

u n r é q u i e m y u n a aleluya; y pues adelante pasa la v e n t u r a que dispones q u í t a t e a q u í los calzones y da la v u e l t a , Ganasa. SERÓN

435

Y a e l a l m a toda retoza; y o voy, pues tanto c o n s i g o .

CARLOS

¿A q u é ? A rascarle e l o m b l i g o .

SERÓN

Vase.

v. 430 de repente: «Modo adverbial. Prontamente, sin preparación, o sin discurrir o pensar» (Aut). Comp. Tirso, Marta la piadosa, ed. Arellano, 1988, p. 137, w . 1402-1405: «Cercóle la multitud, / y mientras él los resiste, / redondillas de repente / los versos de bronce miden»; de repente «es sintagma que se aplica a la i m provisación poética (lo contrario que de pensado)»: ver la nota de Arellano al pasaje de Marta la piadosa, donde se recuerdan otros pasajes pertinentes: «Oh, qué canción de repente / hice al propósito ayer» (Tirso, La elección por la virtud); «No hay poeta de repente / que escriba bien de pensado» (Tirso, Amor y celos hacen discretos). Comp. también Lope de Vega, Las Cortes de la Muerte: «Estos han sido versos de repente; / que si escribo y estudio con cuidado, / mucho peor los hago de pensado» (Voc. Lope). v. 431 réquiem: 'composición musical cantada con el texto litúrgico de la misa de difuntos'; aleluya: 'voz utilizada por la Iglesia en demostración de júbilo, especialmente en tiempo de Pascua'. Es obvia la oposición entre ambos términos. Comp. Quirós, El hermano, w . 72-75: «que cuando yo v i esta mora, / no sabía que era tuya / que, a saberlo, en la Mamora / cantaran el aleluya». v. 435 Ganasa: cómico famoso del siglo xvi, llamado Juan Alberto Naselli, de Bérgamo; comp. Quevedo, «Poema heroico de las necedades y locuras de Orlando», canto II, w . 427-30: «ella que ve la catadura horrenda / de aquel vestiglo, testa de argamasa, / la figura rabiosa y estupenda, / un demonio con gestos de Ganasa». Puede verse Cotarelo, 1908; y M e Kendrick, 1989, especialmente pp. 47-50, 184, 240-42, amén de Baífi, 1981, donde recoge otra bibliografía de Shergold, Varey, etc. sobre este famoso cómico, hábil por las referencias que tenemos, en la gesticulación y mímica grotescas. E l gesto de enseñar el trasero es carnavalesco. w . 436-39 La palabra retoza debería pronunciarse con seseo para conseguir en esta redondilla la rima consonante con cosa.

362 CARLOS

LA VENTURA

SIN

BUSCARLA

S e r á b e l l í s i m a cosa. V a l i e n t e i n d u s t r i a es aquesta,

440

que, si c o n este se casa, n o será m i d i c h a escasa, c u a n d o u n r i g o r m e molesta; que, c o m o L a u r a es d o n c e l l a , n o es m u c h o e s t é rigurosa;

445

casada, n o será cosa dificultosa e l v e n c e l l a ; y este S e r ó n es paciente, b l a n d o , sencillo, a m o r o s o , m a r i d o , e n fin, p r o v e c h o s o para t o d o

450

pretendiente.

V e n d r é l a , e n fin, a gozar, que ese l o ha de consentir, y a u n él tiene de p a r i r c o m o se deje tocar.

455

Vase y sale el Almirante, el Duque y el Conde, de luto ridiculo. ALMIRANTE

¿ E n fin m u r i ó nuestro R e y ?

CONDE

¿ D e q u é , si sabéis, m u r i ó ?

v. 440 industria: «se toma también por ingenio y sutileza, maña u artificio» (Aut). v. 447 vencerla ms.; la rima consonante con doncella demuestra la asimilación. v. 448 paciente: «en mala sinificación sinifica el [...] afeminado o el cornudo» (Cov.); cfr. también paciente en Léxico; comp. Quevedo, Sueños, pp. 154-55: «Abajo, en un apartado muy sucio lleno de mondaduras de rastro (quiero decir cuernos) están los que acá llamamos cornudos; gente que aun en el infierno no pierde la paciencia, que como la llevan hecha a prueba de la mala mujer que han tenido, ninguna cosa los espanta».Ver m i nota en esa edición de los Sueños; comp. Quevedo, P O , núms. 670, w . 2-5: «Que le preste el ginovés / al casado su hacienda, / que al dar su mujer por prenda / preste él paciencia después»; y 715, «Dotrina de marido paciente». También existía el refrán «tras paciente, aporreado» (recogido en el Guzmán, p. 182). v. 452 gozar, gozar una mujer «es tener congreso carnal con ella, consintiendo ella, o padeciendo violencia» (Aut). Comp. Quevedo, P O , n ú m . 609, w . 1-2: «Quiero gozar, Gutiérrez; que no quiero / tener gusto mental tarde y mañana». v. 455 acot. luto ridículo: no podemos documentar los rasgos de vestuario, pero parece que la utilización del vestido de luto en forma ridicula era un recurso bastante utilizado en las comedias burlescas. Ver otros casos en este mismo volumen.

TEXTO DE LA COMEDIA DUQUE

363

D e u n a cena e n que m a n d ó que le empanasen u n buey.

CONDE

N O p u d e verle enterrar.

ALMIRANTE

M u c h o de verle m e holgara.

DUQUE

V i e r a i s la cosa m á s rara

460

que ha visto e l m u n d o y e l m a r ; y p o r si acaso es antojo (que p u e d e estar V u e s e l e n c i a

465

p r e ñ a d o de pestilencia) oiga, si está sin e n o j o : llega el sol c o n su carro, tan g a l á n c o m o r o t u n d o , al m e s ó n d o n d e se paran

470

sus caballos y sus m u l o s , c u a n d o nuestro g r a n m o n a r c a , tan cristiano que fue t u r c o , m u r i ó sin querer u n martes, que t o d o martes es z u r d o .

475

v. 458 cena: alusión chistosa a lo pernicioso de comer demasiado en la cena. Es proverbial; cfr. Correas, p. 112: «Cena poco y come más, duerme en alto y v i virás», «Cenas, soles y Madalenas, tienen las sepulturas llenas», «Soles, y penas y cenas, tienen las sepulturas llenas»; y p. 295: «Más mató la cena que sanó Avicena». En la comedia seria, simplemente se informa, al comienzo de la Jornada III, de que el rey Darío de Hungría ha muerto en una batalla, peleando contra los polacos. La descripción del grotesco entierro del R e y que sigue aquí (w. 462-527) supone, por tanto, una amplificación respecto a la seria. v. 468 lleva ms.; parece un lapsus, que enmiendo; el sol con su carro: la mitología nos presenta al Sol recorriendo el cielo en un carro tirado por veloces corceles. v. 470 mesón: aquí parece utilización jocosa del tópico moral del «mesón o venta del mundo», que suele aplicarse para representar la fugacidad de la vida, m o tivo no operativo en este texto, donde lo que funciona es una reducción jocosa a motivos costumbristas de los mitológicos. v. 473 tan cristiano que fue turco: típico disparate por contradicción lógica, que se reitera en el género; comp. Suárez de Deza, Los amantes de Teruel (burlesca), v. 514: «Cristiano viejo soy, aunque soy moro». v. 475 todo martes es zurdo: el martes era considerado aciago por los supersticiosos. Comp. Sueños, p. 545: «—¿Quién eres —le dije—, tan aciago que aun para martes sobras»; en el Libro de todas las cosas: «El Martes es día aciago, para los que caminan a pie, y para los que prenden» (Obras satíricas y festivas, ed. Salaverría, 1965,

364

LA VENTURA

SIN

BUSCARLA

Atravesado c o n sogas sacan al rey e n u n b u r r o c o m o si fuera pellejo de v i n a g r e su real b u l t o . Iban d e t r á s d e l j u m e n t o

480

de a l m o d r o t e d o n N u f l o de Pistraque y d o n M a r r u e c o ,

p. 137). Correas, p. 196: «En martes, ni tu casa mudes, ni tu hija cases, ni tu ropa tajes [...]. E n martes, ni tu tela urdas, ni tu hija cases. Opinión del vulgo contra el martes, y nace de ser tenido Marte en la gentilidad por dios de las batallas, y este planeta domina en este día, y por eso le tienen por aciago los ignorantes, tomándolo de la gentilidad, que no hacía casamientos en martes por su dios de d i sensiones y batallas». Igual c o n s i d e r a c i ó n negativa t e n í a n los zurdos, infatigablemente satirizados por Quevedo: ver P O , núms. 851, w . 23-26: «En la feria deTorrijos / me empeñé con un mulato, / corchete fondos en zurdo, / barba y bigote de ganchos»; 725, vv. 13-16: «No se hiciera con un calvo / lo que conmigo se ha hecho, / ni con un zurdo, que sirve / a todos de mal agüero»; Sueños, p. 213: «los zurdos, gente que no puede hacer cosa a derechas, quejándose de que no están con los otros condenados; y acá dudamos si son hombres o otra cosa, que en el mundo ellos no sirven sino de enfados y de mal agüero, pues si uno va en negocios y topa zurdos se vuelve como si topara un cuervo o oyera una lechuza»; y Correas, p. 519: «Zurdos y calvos y rubios no habían de estar en el mundo». w . 480-81 jumento de almodrote: se refiere al pellejo de vinagre que acaba de mencionarse en el v. 479; almodrote es una «especie de guisado, o salsa con que se sazonan las berenjenas, que se hace y compone de aceite, ajos, quesos, y otras cosas» (Aut). Entre esas otras cosas, el vinagre recién citado. Comp. Lope de Vega, Los sordos: «¿Con quién vengo enojado? / Ahí es con Juan Cerote, / que ha pretendido hacerme un almodrote, / y cascarme en la cholla, por aquella restilla» (Voc. Lope). vv. 481-83 Es muy frecuente la onomástica burlesca en este tipo de obras para provocar la risa; así, abunda en la poesía satírica de Quevedo: doña Onofria de Camargo, doña Oromasia de Brimbonques, doña Dinguidaina, don Garabito, don Turuleque, don Rábano, don Pepino, doña Alfanje, don Fulano Pañizuelo, don Prometemos, Perotudo el de Burgos, Maribarbas, Perico de la Gallofa, Marica Tal de Velasco, señora Maricomino, Zamborondón el de Yepes, Maripizca la Tamaña, etc. (ver Arellano, 1984, pp. 146-59 para esta onomástica burlesca quevediana). De los nombres citados en la comedia, sólo hallo documentado en otros textos el de Nuflo o Ñuflo, que aparece casi siempre como personaje ridículo o como cita j o cosa de San Nuflo, San Onofre). Comp. Tirso, Cómo han de ser los amigos, ODC, I, p. 289: «a Narbona a morir voy; / San Nuflo vaya conmigo». Ver Icaza, «Quién fue Santinuflo», en Supercherías y errores cervantinos, 1927, pp. 139-49 y sobre todo, Iglesias Ovejero, 1982, especialmente p. 65. v. 482 Pistraque ... Marrueco: pistraque es «el licuor, condimento u brodio desabrido y de mal gusto» (Aut); marrueco no lo documento más que en un verso de

TEXTO DE LA COMEDIA

365

don Guillopo, don Calmurrio, colas arrastrando largas que alegraban t o d o e l m u n d o .

485

Iban e n cuatro parejas, pero tan tristes, tan mustios, que fue e l suspiro m á s , t e m o , u n r e g ü e l d o , u n estornudo. Delante del dicho cuerpo,

490

para c o n s u e l o d e l v u l g o iba u n a danza de negros, pero, m u e r t o e l R e y , ¡ q u é m u c h o !

Las civilidades (v. 150) de Quiñones, en el que es difícil decir cuál pueda ser un posible significado, más allá del floreo verbal grotesco: «cuando marras marruecos por las naguas»; también puede evocar el país norteafricano. E n todos los casos atribuir el don a estos personajes es otro motivo satírico. v. 483 don Guillopo, don Calmurrio: nombres que funcionan sobre todo por su fonética ridicula, más allá de posibles asociaciones semánticas. v. 484 colas arrastrando largas: las colas de los capuces, que eran ropa de luto «a modo de capa cerrada por delante, que se ponía encima de la demás ropa y se traía por luto, [...] y tenía una cauda que arrastraba por detrás» (Aut). Ver Bernis, 1962. Comp. Sueños, pp. 285-86: «al viudo que, anegado en capuz de bayeta [...] e impedidos los pasos con el peso de diez arrobas de cola que arrastraba»; y el pasaje del entierro del Marqués del Gasto en el Crótalon, p. 283. Nótese el chiste grotesco: las colas de luto (señal de tristeza) provocaban una general alegría. w . 488-89 Es decir, 'temo que el suspiro (señal de dolor) fue más bien un regüeldo o un estornudo', sustitutos grotescos del suspiro. Téngase en cuenta que tanto el suspiro como el estornudo funcionaban como sustitutos jocosos de otros ruidos escatológicos (ventosidades). Comp. Quevedo, Un Heráclito, n ú m . 242, w . 34-39: «Coche de grandeza brava / trae con suma bizarría / el hombre que aun no lo oía / sino cuando regoldaba, / y el que solo estornudaba / ya a m i l negros estornuda». v. 492 danza de negros: especie de danza muy frecuente en las fiestas del Barroco. Cotarelo la describe en su Colección, I, pp. C L X X I - C L X X I I : «De 14 danzantes, que fueron 4 salvajes y 4 negros y 4 amazonas y un rey de los negros y una reina de las amazonas [...]. Llevó el pintor por pintar los carros y cuatro máscaras de negros, y por el betún para teñir las piernas y los brazos, un ducado». E n el Entremés de los negros de Santo Tomé, unos ladrones se hacen pasar por estos bailarines para escapar de la justicia: «Ladrón tercero.- Pues tené ánimo, que yo remediaré, porque ahí en ese lugarcillo primero están ensayando una danza de negros; no hay sino que nos disfracemos, y en saliendo la justicia danzaremos. [...] (Pónense las máscaras y empiezan a tañer y a danzar, y salen los dos Galanes y el Vejete y un Alguacil.) Ladrón primero.- Pascuala, ya sa enamirada, mano Fásico, de vosa mesé. Ladrón se-

366

LA VENTURA

SLN

BUSCARLA

L a p r o c e s i ó n remataban cuatro tudescos robustos

495

que le tocaban cencerros c a n t a n d o k i r i e s al uso. D i o s e u n p r e g ó n e n la plaza p o r e l alcalde Z a m u d i o : que nadie fuese al e n t i e r r o

500

sin antojos y n i n g u n o fue sin ellos a a q u e l acto; c o n q u e de veras p r e s u m o ser e l e n t i e r r o m á s grave que j a m á s m o n a r c a tuvo.

505

N o pienso yo, conde A r n a l d o , n i p e n s ó j a m á s el m u n d o ver tanta c o p i a de luces o para entierros o triunfos,

gundo.- ¿Por su vida? Ladrón tercero.- Por su fe. Mujer.- Calla, pero, aseare macaca. Todos.- A h , ah, ah: eh, eh, eh, todos los negros me vengan a ver, de tu buconto de santo Tomé» (p. 138). U n o de estos bailes era el llamado Ye-Ye (ver Colección, I, p. CCLXV). w . 495-97 tudescos: alemanes, con evocación precisa de la guardia tudesca de los reyes de España, 'soldados alemanes de la guardia de los Austrias'. Comp. El Crótalon, p. 282: «después iba la guarda de soldados alemanes, llevaba cada uno un manto hasta tierra de luto, con collares encrespados, y las alabardas negras echadas al hombro, y con gorras grandes negras a la alemana»; cencerros: era costumbre tocar campanillas en los entierros; comp. Quevedo, Sueños, p. 284: «pasó esta recua i n censando con las campanillas [un entierro]»; y p. 286: «¿Ves aquellas luces, campanillas y muñidores, y todo este acompañamiento?»; kiries: 'canto de los entierros y oficio de difuntos' (comp. infra, nota al v. 675). v. 499 «Camudio» ms.; falta la cedilla. Nuevo ejemplo de onomástica burlesca (ver la nota a los w . 481-83). v. 502 «fuese sin ellos» ms., que enmiendo para regularizar el cómputo silábico; parece que el copista repitió el «fuese» del v. 500. Sobre la calidad grotesca de los antojos queda nota en la acotación tras el v. 310. Por su connotación de petulancia intelectual y de gravedad se afirma burlonamente que fue el entierro más grave que tuvo monarca alguno. vv. 508-509 triunfos: «Entre los romanos era la solemnidad y el aplauso con que celebraban alguna victoria y el premio con que honraban al vencedor» (Aut). Nótese el contraste entre los dos acontecimientos señalados en el texto, los entierros y los triunfos. Se burla también de la abundancia de cirios y luces en los entierros ostentosos. Comp. Quevedo, Sueños, p. 285: «Seguíanse luego [detrás de los

TEXTO DE LA COMEDIA p o r q u e i b a n p o r ser de n o c h e

367 510

(que es t i e m p o entonces obscuro) c i e n t o y setenta candiles; estos el cura dispuso e n dos hileras, y l u e g o m e t e n el c u e r p o e n u n c u b o ,

515

que esto y m e a r e n cazuelas es de monarcas augustos. E n la misa d e l e n t i e r r o (que hay misa, e n fin, de difuntos) hizo el s e r m ó n u n albéitar,

520

que e l s a c r i s t á n P e d r o G r u l l o estaba de parto

entonces

y hacer e l s e r m ó n n o p u d o . E s t o c o m o a m i g o os c u e n t o , que, en fin, para darte gusto

525

será t u o r i n a l m a ñ a n a q u i e n sea s e r v i d o r tuyo.

clérigos que marchaban en el entierro] doce galloferos hipócritas de la pobreza, con doce hachas, acompañando el cuerpo»; y El Crótalon, p. 281, al describir el entierro del Marqués del Gasto: «Primeramente iban delante la clerecía, quinientos niños de dos en dos, vestidos de luto con capirotes en las cabezas, cada uno con una hacha encendida en la mano, de cera blanca, con las armas de su excelencia cosidas en los pechos [...]. Después de estos iban ciento y diez cruces grandes de madera, con cinco velas en cada una hincadas en unos clavos que estaban en las cruces como se acostumbra en Milán en semejantes pompas funerales». v. 516 mear en cazuelas: parece frase hecha, pero no la hallo en los repertorios. Parece inversión cómica del acto de 'mear en orinal', recipiente poco exquisito para el Rey, que prefiere la cazuela (recipiente para guisar: puede representar un tipo de inversión carnavalesca de lo culinario/escatológico). v. 521 Pedro Grullo: típico personajillo folclórico, de carácter ridículo, del que se decían distintas frases como: «Las verdades de Perogrullo, que a la mano cerrada llamaba puño», que se dice de las verdades evidentes. Comp. Quevedo, Sueños, p. 363: «¿Que tú eres el de las profecías que dicen de Pero Grullo? — A eso vengo —dijo el profeta estantigua—, deso habernos de tratar.Vosotros decís que mis profecías son disparates, y hacéis mucha burla dellas». A falta del sacristán hace la misa un veterinario, nuevo rasgo animalizador y paródico. Que Pero Grullo esté de parto es otro disparate. Se trata de elementos del «mundo al revés», otra fórmula típica del Carnaval. v. 527 servidor. «Servicio y servidor algunas veces se toman por el vaso en que se purga el vientre, que por otro nombre llamamos bacín» (Cov.). Este juego ba-

368 ALMIRANTE

LA VENTURA

SIN

BUSCARLA

V a m o s p o r la Infanta l u e g o . T r á c e n s e fiestas e x t r a ñ a s ; ásense muchas castañas,

530

p ó n g a n s e todas al fuego; r e g o c í j e n s e m i l veces los h o m b r e s c o n gustos varios; m á s de seis m i l b o t i c a r i o s vayan t o c a n d o almireces;

535

haya colas, haya mazas, y e n u n a n o c h e deprisa salgan b a i l a n d o e n camisa c i e n d u e ñ a s p o r esas plazas.

sado en la dilogía de servidor 'criado' y 'orinal' se repite con cierta frecuencia; comp. Quevedo, P O , n ú m . 831, «Quevedo contra Góngora», vv. 1-4: «Vuestros coplones, cordobés sonado, / sátira de mis prendas y despojos, / en diversos legajos y manojos / mis servidores me los han mostrado»; Góngora: «¿Qué lleva el señor Esgueva? [...] / lleva lágrimas cansadas / de cansados amadores, / que de puros servidores / son de tres ojos lloradas» (Voc. Góngora). También es habitual el juego dilógico de servicio 'orinal' y 'hoja con las misiones y hazañas realizadas en la guerra' (comp. Buscón, pp. 129-30). v. 536 haya colas, haya mazas: maza es «el palo, hueso u otra cosa, que por entretenimiento se suele poner en las Carnestolendas atado a la cola de los perros» (Aut). Comp. Voc. Góngora: «Por niñear, un picarillo tierno [...]. A la cola de un perro ató por maza»; Correas, p. 296, a propósito del refrán «Más quiero oír mazuelos que las calabazas», comenta: «Por estar más cerca de la Pascua que de la Cuaresma. E n algunas partes ponen a los perros calabazas por mazas por el Antruejo, y a veces llenas de tascos con fuego y agujereadas, para que ardan los tascos y corran por las calles los perros». Son diversiones de Carnaval; comp. Calderón, Carnestolendas, en Teatro cómico breve, ed. Lobato, 1989, p. 435: «No hay quien no tema en Carnestolendas: / el capón teme muerte supitaña, / el gallo ser corrido en la campaña, / el perro, de la maza el desconcierto, / las damas, de que el perro sea muerto, / las estopas de verse chamuscadas, / las vejigas de estar aporreadas, / la sartén si su tizne alguno pringa, / el agua que la sorba la jeringa, / el salvado de andar siempre pisado, / siendo a un tiempo salvado y condenado». Ver Caro Baroja, 1983, p. 58. v. 539 dueñas: las dueñas ('damas de edad que servían de acompañamiento a las jóvenes en las casas de posición') es uno de los objetos satíricos favoritos del Siglo de Oro, y en especial de Quevedo, y sobre ellas recaen numerosas acusaciones: charlatanas, feas, viejas, alcahuetas, mentirosas, lujuriosas... Ver en Quevedo, Sueños, pp. 373 y ss., el pasaje de la dueña Quintañona, donde se acumulan numerosos rasgos satíricos. Otros textos quevedianos: PO, núms. 521; 536, v. 12; 564, v. 14; 579, v. 12; y un retrato muy intenso en el 713. Cfr. para este personaje D e l

TEXTO DE LA COMEDIA CONDE

E s t o ha sido de repente.

ALMIRANTE

V a m o s todos adelante.

DUQUE

B i e n l o traza el A l m i r a n t e .

CONDE

E S bravo z o r r o .

DUQUE

369 540

E S valiente. Vanse y salen Serón y Carlos.

CARLOS SERÓN

¿ Q u é hay, S e r ó n ? ¿ H a b l a s t e a Laura? M e j o r dijeras a u n risco:

545

n i se ablanda n i se m u e v e , que sin d u d a a l g ú n e s p í r i t u se le ha entrado e n la b a r r i g a . CARLOS

¿ Q u é hay? D i l o .

SERÓN

Sabrás, señor, (porque abrevie te l o digo)

550

que L a u r a se ha i d o al m o n t e de tu casa e n u n proviso. CARLOS

; Laura?

Arco, 1953; Mas, 1957, pp. 63-69; Nolting-Hauff, 1974, pp. 148-53; Arellano, 1984, pp. 55-56. v. 540 de repente: 'se te ha ocurrido sobre la marcha'; ya he anotado antes, v. 430, en qué consistía poetizar de repente. Téngase en cuenta que en buena medida estas comedias burlescas debían de responder a técnicas de improvisación o repentizadoras, de modo que este verso alcanza una dimensión metapoética j o c o sa. w . 546-60 La métrica es defectuosa en estos versos. Se trata de un pasaje de romance en í o, por lo que falta un verso par que rime entre el 549 y el 550. Por otra parte, y aunque se trata de un fenómeno habitual, nótese la pequeña imperfección de la rima en el v. 547. Falta además la terminación de los w . 553 y 560; este debería rimar en í o, por tratarse de verso par y, sin embargo, también el siguiente rima. v. 551 al monte: se ha marchado al monte; pero puede haber juego con el sentido germanesco del vocablo, que significa 'mancebía' (cfr. Aut y Léxico). v. 552 proviso: «Voz que solo tiene uso en el modo adverbial al proviso, que significa al instante, al punto, con gran priesa y celeridad» (Aut). Comp. El alcalde de Zalamea: «Tan molido / he venido del paseo, / muchachas, que os certifico / que no puedo estar en pie; / hacedme luego al proviso / la cama» (Voc. Lope).

370

LA VENTURA

SERÓN CARLOS

SIN

L a u r a . [...] ¿ L a u r a al m o n t e ?

SERÓN CARLOS

A l monte mismo. ¿ Q u e ya se fue?

SERÓN

CARLOS

Y a se fue.

Y O l o he visto. ¿Para siempre?

SERÓN CARLOS

Para siempre. ¿ H a b l a s verdad?

SERÓN CARLOS

Verdad digo. S e r ó n , ¿es cierto?

SERÓN

Y m u y cierto.

CARLOS

Pues ¿ q u é piensas? [...]

[SERÓN]

Q u e se le da al arzobispo.

[CARLOS]

555

¿Vístelo tú?

SERÓN CARLOS

BUSCARLA

560

¡Vive D i o s , que he de i r tras ella p o r la posta e n u n b o r r i c o ! Haz

SERÓN

q u e m e e n s i l l e n u n buey.

E S de t u i n g e n i o e l a r b i t r i o .

565

Vase. CARLOS

¡ A h , L a u r a c o n m á s bigotes que u n a r m e n i o ! ¡ O h , basilisco!

vv. 560-64 Existen en todo este pasaje algunos problemas denunciados por la métrica y por la estructura de pregunta y respuesta que se viene manteniendo entre Carlos y su criado Serón. E n este sentido, parece lógico atribuir la respuesta del v. 561 «Que se le da al arzobispo» a Serón y considerar que vuelve a hablar Carlos para señalar que va a salir en busca de la Infanta; por otra parte, es evidente que la orden «Haz que me ensillen un buey» sólo la puede dar el amo a Serón, y no al revés, lo mismo que el comentario irónico que sigue es característico de los criados que se burlan de los amos. v. 565 arbitrio: 'disposición, solución'. Comp. Autoridades: «El medio que se propone extraordinario y no regular para conseguir algún fin». v. 567 basilisco: animal fabuloso al que se le atribuía la capacidad de matar con la vista. Funciona siempre como símbolo de lo negativo. Comp. «Poema de las

TEXTO DE LA COMEDIA

371

¡ A h , m o z a de treinta frailes m e r c e n a r i o s y franciscos, benitos y v i t o r i a n o s ,

570

trinitario y d o m i n i c o ! Pues huyes de i r c o n m i g o , B e r c e b ú te a c o m p a ñ e . ¡ P l e g u é C r i s t o ! Sale la Infanta de rebozo, como de noche, con un envoltorio debajo del brazo, y en el envuelto una ratonera, un zapato viejo y un alpargate, una carraca y dos cuernos de carnero y una soga de esparto hecha una cadena.

necedades y locuras de Orlando el enamorado», de Quevedo, I, w . 13-14: «También diré las ansias y la basca / de aquel maldito infame basilisco»; El caballero de Olmedo de Monteser, vv. 143-46: «Llegó m i amor basilisco, / y salió del agua misma / templado el veneno ardiente / que procedió de su vista»; Quiñones, Jácara que se cantó en la compañía de Olmedo, vv. 45-46: «de miradura matante, / venenosa y basilisca».Ver Malaxecheverría, 1986, pp. 159-64. w . 568-571 moza de treinta frailes: la potencia sexual de los frailes constituye un motivo folclórico muy reiterado. Comp. los textos de Poesía erótica, aludidos en el Vocabulario final; mercenarios por mercedarios era forma común. Comp. Lope de Vega, Jorge Toledano: «Ya he dado un grande rescate / a los padres Mercenarios, / c o n los medios necesarios / para que luego se trate» (Voc. Lope); La francesilla: «Ya si cautivo estuviera / entre bárbaros contrarios, / con los Padres Mercenarios, / Liseno, escrito me hubiera» (Voc. Lope). Respecto a vitorianos, supongo que hace referencia a los dominicos de la iglesia de la Victoria de Madrid. w . 571-73 Nótese el cambio a la forma singular en los dos elementos que cierran la enumeración; mantener el plural, como en el resto de la serie, supondría un verso largo, salvo que se suprimiese la conjunción copulativa. Además, riman estos tres versos seguidos dentro de esta tirada de romance en i o, rematada como se ve por un endecasílabo absurdo en que se reúnen grotescamente Bercebú y Cristo. v. 574 acot. Serie de objetos ridículos y grotescos que parodian las fugas de las damas con sus joyas en otros géneros de comedias o en las novelas cortesanas (ver nota a los w . 655-58). Destacan la carraca y los cuernos de carnero como elementos carnavalescos. E l primero forma parte de los utensilios que se manejan para producir ruido, tal como explica Caro Baroja, 1965, p. 134: «los muchachos suelen producir una clase de ruidos especiales, con artefactos también especiales, como matracas, carracas, etc.». Los cuernos de carnero entrarían en el ámbito de la magia y lo demoníaco, como la soga. Ratoneras, alpargatas y zapatos viejos entran en la categoría de objetos sucios, basuras y despojos.

372 INFANTA

LA VENTURA

SIN

BUSCARLA

N o c h e q u e sirves a tantos de socarrona alcahueta,

575

ampara esta desdichada que e n tu s o m b r a se e n c o m i e n d a . D e n o c h e salí t a m b i é n fugitiva de m i tierra, mas fue l a n o c h e tan clara,

580

que fue la l u n a su y e m a . A p e l é de los rigores de m i h e r m a n o a su c l e m e n c i a , que m e casaba forzada c o n e l D u q u e (¡a D i o s p l u v i e r a

585

fuera agora m i m a r i d o ! ) ; y c u a n d o osada y resuelta q u i e r e d o n C a r l o s casarme c o n S e r ó n , ¡ q u é n e c i a empresa!, (que solamente serones

590

h a n de casar c o n espuertas), c o n m i e d o voy por el monte, que sola y h e r m o s a es fuerza

vv. 574-75 Noche ... socarrona alcahueta: existía el tópico de la noche como encubridora de todo tipo de delitos y desmanes; comp. el proverbio «La noche es capa de pecadores» (Cov.). También al final de la primera jornada pedía la Infanta protección a la noche (w. 229-32). Parodia motivos de la lírica seria, donde abundan poemas a la noche. Recuérdense solo poemas como los de F. de la Torre, muy aficionado al tema, «Enciende ya las lámparas del cielo, / amiga y esperada Noche», «Turbia y escura Noche, que el sereno», «¡Cuántas veces te me has engalanado, / clara y amiga Noche!», «Noche, que en tu amoroso y dulce olvido», «Sombra de la tierra, / Noche tenebrosa»... v. 581 que fue la luna su yema: chistéenlo creado a partir del doble significado de clara en el verso anterior. Comp. Quevedo, P O , n ú m . 788, vv. 17-20: «la luna, entre clara y yema, / alumbraba los umbrales: / que m i gana de comer / buscó apodo semejante». v. 585 pluviera: forma habitual de pluguiera, pretérito imperfecto de subjuntivo del verbo placer, que significa «lo mismo que agradar o dar gusto» (Aut). Comp. Lope de Vega, La Dorotea: «Y pluguiera a Dios que yo estuviera con ella» (Voc. Lope). vv. 590-591 serones ... espuertas: chiste basado en el significado del nombre del gracioso, pues serón es una sera grande, esto es, una 'especie de espuerta sin asas, que sirve para llevar cargas'.

TEXTO DE LA COMEDIA

373

hacer u n a travesura si a l g ú n barbado m e e n c u e n t r a .

595

A q u í p a s a r é la n o c h e mientras que e l alba r i s u e ñ a , compadecida del hambre que e n este y e r m o m e aprieta, derrame al suelo m o r c i l l a s

600

e n v e z de aljófar y perlas, que si tales perlas guarda t e n d r á p o r n á c a r artesas. CARLOS

P o r t o d o este m o n t e o c u l t o , que p o r serlo n o es poeta,

605

a n d o buscando p e r d i d o a la m e j o r de sus fieras. ¿ D ó n d e estás, h e r m o s a Laura? ¿ D ó n d e te ocultas, Q u i t e r i a ? ¿ D ó n d e te rascas, L u c í a ?

610

¿ D ó n d e te c o m e , Teresa? ¿ P o r q u é m e dejaste, Alfonsa? ¿ N o estabas g o r d a y repleta? P í c a r a i n f a m e , ¿ n o tienes dos p a l m o s m á s de caderas?

615

¿ N o d o r m í a s , bujarrona, m e t i d a entre dos esteras e n u n pajar de m i casa c o m o si fueras la reina? B o r r a c h a estás, pues m e olvidas;

620

sin j u i c i o vas, pues m e dejas; mas, ¡ v á l g a m e el C i e l o santo!, Repara en ella.

w . 604-605 oculto ... poeta: el juego paronomástico culto / oculto aplicado a la poesía culterana, a la que se acusa de oscuridad y de ocultar el significado, se reitera en la literatura jocosa del tiempo. Comp. Quevedo, Aguja de navegar cultos, en Prosa festiva, p. 441: «Con esto y con gastar mucho Calepino sin qué ni para qué, serás culto, y lo que escribieres oculto, y lo que hablares lo hablarás a bulto». v. 611 te come: 'te pica'; comp. el texto citado antes (a propósito del v. 359) de Poesía erótica, p. 94: «—Madre, la m i madre, / que me come el quiquiriquí. / — Ráscatele, hija, y calla / que también me come a mí».

374

LA VENTURA

SIN

BUSCARLA

u n b u l t o está allí. ¿Si es ella? E l l a es, p o r D i o s . ¿ H a y tal dicha? ¡ A h , L a u r a , ah, L a u r a , n o duermas!

625

¿ R o n c a n d o estás? ¿ N o respondes? ¡ A h , m i b i e n ! ¡A esotra puerta! A l z a r l a q u i e r o las faldas p o r v e r si acaso dispierta p e g á n d o l a seis azotes. INFANTA

¡Ay, J e s ú s ! ¿ Q u i é n m e recuerda?

CARLOS

D o n C a r l o s soy, n o te alteres, m i vida.

INFANTA CARLOS

630

[...]

¡ Q u é desatino!

[...]

¡Tales i n c e n d i o s m e fuerzan,

635

tales ardores m e abrasan, tales afectos m e alientan! ¡Vuelve, p o r D i o s , a m i casa! INFANTA

P r i m e r o c o n una lezna m e pase u n m o r o u n a nalga.

640

v. 627 a esotra puerta: la frase completa es «A esotra puerta, que esta no se abre. Cuando no responde un sordo u otros» (Correas, p. 13). Comp. Calderón, Las Carnestolendas, en Teatro cómico breve, ed. Lobato, 1989, p. 440: «¿Y Luisica? A esotra puerta»; Quiñones, La sierpe, en Colección, II, p. 656: «¡Ah, mujer! ¡Ah, muchacha! A esotra puerta». v. 631 recordar, 'despertar'. Parodia otras escenas de damas dormidas en la comedia. vv. 633-34 Son dos versos incompletos: el primero debería cumplir con el esquema de rima; el segundo es corto y debe de faltar texto. También podría entenderse el texto como un verso; faltaría otro para cumplir con el esquema métrico del pasaje. Sin más testimonios, es imposible asegurarse. vv. 639-40 lezna: «Instrumento que se compone de un hierrecillo con punta muy fina y un mango de madera, que usan los zapateros y otros artesanos para agujerear, coser y pespuntar» (DRAE). Aquí parece evocarse paródicamente el m o tivo romanceril que aparece en los famosos versos «Lanzada de moro izquierdo / me traspase el corazón». Comp. Sueños, p. 215: «Y cuando la Justicia manda cortar a uno la mano derecha por una resistencia, es la pena hacerle zurdo, no el golpe; y no queráis más que queriendo el otro echar una maldición muy grande, fea y afrentosa, dijo: "Lanzada de moro izquierdo / te atraviese el corazón"»; era este un romance que conoció varias versiones y que gozó de enorme difusión, por lo que es muy probable que resultara evocado con elementos mínimos de

TEXTO DE LA COMEDIA CARLOS

M o r i r é m e , pues, de pena.

INFANTA

¿ N o ve q u e y o n o cheriba?

CARLOS

¿ Q u é ropa, d i m e , es aquesta?

INFANTA

N o la has de ver.

CARLOS

375

¿ C ó m o no? ¡Vive D i o s , que p i e n s o verla!

645

Desenvuelve el envoltorio. ¡ S u s p e n s o estoy y confuso! ¿ Q u i é n v i o tan ricas preseas? ¿Es posible que t e n í a s , m i L a u r a , tales riquezas? ¿ H a y joyas de m á s estima?

650

¿ H a y m u l a d a r que esto tenga? ¡ M u y n o b l e debes de ser!

contextos como el que anoto. Ver una versión en el Romancero general de Durán, núm. 299: «Ay, qué linda que eres, Alba», y otra en Menéndez Pidal, Flor nueva de romances viejos, pp. 120-21, «Ay, cuán linda que eres, Alba». E n ambas se leen los versos en cuestión, «lanzada de moro izquierdo / le traspase el corazón», frases que se hicieron proverbiales; ver Correas, p. 260; Estebanillo, I, p. 137: «más pareció lanzada de moro izquierdo que lancetada de barbero derecho», con nota de Carreira y C i d en donde se recogen otros testimonios. v. 642 cheriba: 'quería'; es un remedo caricaturesco de la pronunciación afectada infantil de las damiselas melindrosas. Comp. Quevedo, Entremés del niño y Peralvillo de Madrid, en OP, IV, pp. 96- 97: «¿Para qué chero yo esta campanilla?... N o cheriva... Cheriva yo saber...» en boca del niño; Tirso de Molina, Marta la piadosa, ed. Arellano, 1988, w . 1639-1640: «¿mas que este chapín le arrojo? / N o cheo... ¡A fe si me enojo!»; Quiñones, Las burlas de Isabel, en Entremeses, ed. Andrés, 1991, p. 214: «Apártese, que no chero»; Guzmán, p. 130: «Bien sabía la vejezuela todo el cuento, y era de las que decían: no chero, no sabo»; con la nota de R i c o , en que aduce otros textos de Quevedo, Suárez de Figueroa y Góngora... v. 643 ropa: «Todo género de tela de seda, lana o lino, que sirve para el uso o adorno de la casa, en que se incluyen tapices, colgaduras, etc. [...] Se toma particularmente por el vestido» (Aut). v. 644 N o , no la has de ver / ¿Cómo no? ms. Verso largo, por lo que suprimo un no para regularizar la métrica. v. 647 presea: «La alhaja, joya u cosa de mucho valor y estimación» (Aut). Pero recuérdese que solo lleva porquerías y objetos de Carnaval, dignos del muladar (v. 651).

376 INFANTA

LA VENTURA

SIN

BUSCARLA

Sangre real t i e n e n m i s venas; m á s p r i n c i p a l soy que t ú , que al dejar m i patria bella,

655

p o r q u e la necesidad n o m e obligase a bajezas s a q u é estas joyas de casa. CARLOS

F u e e l e c c i ó n de tu p r u d e n c i a m i l veces d i g n a , y pues ya

660

he c o n o c i d o p o r ellas tu calidad, desde h o y d i g o que, p o r q u e v i v a y n o m u e r a , q u i e r o casarme c o n t i g o . D a m e la m a n o . INFANTA

C o n ella

665

te d o y u n alma de c á n t a r o . CARLOS

Y o te la d o y de u n a suegra.

INFANTA

¿ C u á n d o g o z a r á s m i amor?

CARLOS

Presto, c o m o t ú l o quieras; m a ñ a n a d o r m i m o s juntos.

670

vv. 655-58 Versos que muestran el tópico de la dama noble que, teniendo que huir de su casa, recoge joyas y dineros para los imprevistos del viaje, ya anotado supra, v. 574 acot. Comp. Cervantes, Las dos doncellas, en Novelas ejemplares, ed. Avalle-Arce, p. 131: «Y así, sin ahondar mucho en mis discursos, ofreciéndome la ocasión un vestido de camino de m i hermano y un cuartago de m i padre que yo ensillé, una noche oscurísima salí de casa [...]. N o dejé asimismo de sacar cantidad de dineros en oro para todo aquello que en m i impensado viaje pudiera sucederme». v. 666 alma de cántaro: «Locución y apodo que se dice y apropia al que es de cortísimo talento, casi del todo incapaz y tonto; y así al que no sabe lo que se habla, y dice m i l sandeces, se llama vulgarmente alma de cántaro» (Aut). v. 667 suegra: las referencias chistosas a las suegras eran frecuentes y tópicas; Correas, p. 467: «suegra, ni de azúcar buena; nuera, ni de pasta, ni de cera. Suegra, ni de barro buena; nuera, ni de barro ni de cera. Suegra, ninguna buena; hícela de azúcar, y amargóme; hícela de barro, y descalabróme [...]. Suegra, ninguna buena, y una que lo era, quebróse una pierna». Comp. Quevedo, PO, núm. 518, «Trataron de casar a Dorotea», y Arellano, 1984, pp. 373-74, donde se recogen otros textos y bibliografía sobre este fatigado tópico.

TEXTO DE LA COMEDIA INFANTA CARLOS

377

¡Ay, m i c a c h o r r o ! ¡Ay, b o r r e g a ! Fin de la jornada segunda.

v. 671 E l final de la Jornada II es similar al de la seria: quejas de la Infanta por el nuevo matrimonio que le quieren imponer; quejas de Carlos por la marcha de la Infanta; salida de Carlos en su busca; encuentro y reconciliación de ambos. Carlos reconoce que su amada es de condición social superior por los objetos que lleva envueltos en su hatillo de ropa (joyas de gran valor, en un caso, diversas baratijas, en otro), aunque no repara en que se trata de la hermana del Rey. Deciden casarse, añadiéndose en la seria la condición de que el honor de la dama será respetado hasta que la Iglesia bendiga la unión. La jornada se cierra en la seria con una breve escena humorística en la que Serón se alegra al enterarse de que ya no se va a casar, porque escapa así de lo que él considera un gran peligro: el matrimonio.

JORNADA TERCERA

Salen los músicos cantando delante de los novios, que son don Carlos y la Infanta, dados de las manos y Serón bailando delante. MÚSICA

¡ O h , q u é l i n d a la n o v i a está! Urruá, urruá, urruá, urruá. ¡ O h , q u é l i n d o es el g a r z ó n ! Kirie, kirie, kirieleisón.

CARLOS

675

Gracias a D i o s que v e n i m o s m a t r i m o n i a d o s los dos y nos r e c i b e n e n casa c o n m ú s i c a superior.

w . 672-75: los w . 672 y 674 están inspirados en las canciones de boda propias de pastores como: «¡Ay, que el novio y la novia es bella! / E l es lindo, y linda es ella», recogida por Frenk, 1987; urruá, urruá...: estribillo popular. C o m p . Quevedo, El entremetido y la dueña y el soplón, en Obras satíricas y festivas, ed. Salaverría, 1965, pp. 226-28: «¿tú no eres el poeta de los picaros, que has llenado el mundo de disparates y locuras? ¿Quién inventó el tengue tengue y don golondrón, y vamonos a chacona, y qué es aquello que relumbra, madre mía, la gatatumba, y naqueracuza? ¿Qué es naqueracuza, infame? ¿Qué quiere decir gandí y hurruá, que en la venta está, y ay, ay, ay (y traer todo el pueblo en un grito)»; y la nota de Salaverría: «De una mojiganga de Vicente Suárez Deza, titulada Mundi nuevo, son estos versos: Música.- Urruá, Urruá / Indios.- A rufá y fá. / Valencianos.- Bache, bache de chire. / Negros.- Y gun, gun, guá». v. 674 qué lindo es el garzón: formulismo popular; comp. «Oh, qué lindo es el mozuelo, / oh, qué hermoso es el zagal» (Frenk, 1987, n ú m . 1305), «Oh, qué lindo es el niño» (id., núm. 1307), «Oh, cuán lindo es el doncel» (id., n ú m . 1334A), «Oh, qué lindo es el zagal» (id., núm. 1334B). v. 675 kirie, kirieleisón: se denomina kirie a la «invocación que se hace al Señor, llamándole con esta palabra griega al principio de la misa, tras el introito»; «Lo primero que decía el sacerdote en el altar al dar principio a la misa» (DRAE). Kirieleisón: «Canto de los entierros y oficios de difuntos» (DRAE). Nótese la gracia de cantar una voz propia de un oficio de difuntos en una boda. U n a incohe-

380

LA VENTURA

SIN

BUSCARLA

¿ Q u é d i c h a iguala la m í a ?

680

Pues p o r q u e c o m a m o s h o y tengo u n c a m e l l o e n c e c i n a , en a l m í b a r u n l e c h ó n , e n arrope t e n g o u n gato y u n j i g o t e en c o n c l u s i ó n

685

de u n a p i e r n a de L u t e r o . INFANTA CARLOS

¿ T a n t o hay? S Í , ¡voto a Dios!

INFANTA

M u c h o m e h u e l g o de veros.

CARLOS

Y O m á s de veros a vos.

INFANTA

Pues q u e d é m o n o s a escuras

690

y nos v e r e m o s mejor. CARLOS

V a m o s , que v e n g o c o n h a m b r e ; quisiera e n esta o c a s i ó n tener p o r panza u n a c u b a .

INFANTA

H a r t o c u b a y c u e r o sois.

695

Vanse y repite la música. MÚSICA

¡ O h , q u é l i n d a la n o v i a está! Urruá, urruá, urruá, urruá.

rencia similar ocurría en el v. 431, cuando Carlos aconsejaba a Serón que galantease a la Infanta cantándole un réquiem (canto fúnebre) y una aleluya (himno de alegría). Los kiries se mencionan también en el relato que del entierro del Rey hace el Almirante (v. 497). v. 684 arrope: «Mosto cocido hasta que toma consistencia de jarabe, y en el cual suelen echarse trozos de calabaza u otra fruta» (DRAE). Comp. Lope de Vega, El niño inocente de la Guardia: «Hay miel blanca como mana, / De arrope tinajas llenas, / C o n anís y berenjenas, / Y calabaza indiana» (Voc. Lope). Todo el pasaje (w. 681-86) insiste en el motivo del banquete grotesco y las comilonas de Carnaval. v. 685 jigote: «Carne asada y picada menudo y particularmente la de la pierna del carnero, por ser más a propósito, a causa de la mucha pulpa que tiene» (Cov.). Comp. Quevedo, Un Heráclito, núm. 174, w . 5-6: «De las encías quiero que te duelas / con que estás el jigote aporreando»; Quirós, El hermano, vv. 671-73: «para merendar entrambos, / que aquí traigo un jigote /de pepinos y de nabos». v. 695 cuero: 'borracho'; comp. supra estar cuero (v. 43) y pasar la noche en cueros (w. 151-52), con sus correspondientes notas.

TEXTO DE LA COMEDIA

381

¡ O h , q u é l i n d o es e l g a r z ó n ! Kirie, kirie, kirieleisón. Sale el Duque, el Conde y el Almirante con caballitos de palo y cascabeles haciendo ruido. ALMIRANTE CONDE

¡ Q u é h e r m o s o caballo es este!

700

¡ Q u é t e r r i b l e matalote! N i le t u v o d o n Q u i j o t e n i hiede m á s u n a peste.

DUQUE

C a l l e n todos los caballos c o n este h e r m o s o a l a z á n .

ALMIRANTE

705

Este m e d i o e l Preste J u a n p o r solo u n plato de callos que u n s á b a d o le g u i s é , que a u n q u e fueron de h e r r a d u r a lo tuvo a m u c h a ventura.

710

v. 699 acot. caballitos de palo: los caballos de palo o de caña, juguete propio de los niños, pertenecen también al ámbito de los juegos de Carnaval y aparecen en numerosas comedias burlescas. Comp. El hermano, w . 839-41: «un caballo pide el Rey / a ustedes para un enfermo, / y yo otro, y sea de caña»; Los amantes de Teruel, v. 1648 acot.: «Vanse, y salen don Diego, y Camocho en dos caballitos de caña, y un postillón»; cascabeles: constituyen otro de los utensilios utilizados en Carnaval, y símbolo de la locura, como he anotado en el v. 211. v. 701 matalote: «Adjetivo que se aplica a la caballería muy flaca, trotona y de mal paso» (Aut). Comp. Lope de Vega, La burgalesa de Lerma: «¡Que venga por gusto ajeno / un hombre de bien, sin ser / ni Amadís ni don Quijote / en un rocín matalote / que era de una noria ayer!»; Los Comendadores de Córdoba: «Hi de puta matalote, / y qué espinazo tenía»; El ausente en el lugar. «Pero di: ¿mi matalote / ha de ir a Flandes también?» (Voc. Lope). w . 704-705 callen todos: «Todo calle. Dícese alabando cosa o persona: todo calle con el saber de fulano, y así de otros» (Correas, p. 651); alazán: caballo de color rojo; tenían fama de ser buenos caballos, como lo demuestra el refrán mencionado por Correas, p. 25: «Alazán tostado, antes muerto que cansado»; también Autoridades recoge y explica este refrán. v. 706 Preste Juan: «Emperador de Etiopía. Este nombre está corrompido de precioso Juan» (Cov.). E n el Siglo de Oro era arquetipo de riqueza y poder. Comp. Lope de Vega, Al pasar del arroyo: «haciendo a una humilde moza / bastarda de Preste Juan» (Voc. Lope). w . 707-709 E l sábado es el séptimo y último día de la semana, día dedicado a la Virgen, por lo que en muchos sitios se guarda una semivigilia que consiste en

382 CONDE

LA VENTURA

SIN

BUSCARLA

V e n t u r a d i c h o s a fue; p e r o dejando esto aparte, ¿ q u é h e m o s de hacer si ha tres días q u e sin l o g r a r las porfías de tanto ardid, trazas y arte

715

no podemos descubrir aquesta Infanta barbada? DUQUE

E l l a es u n a gran probada, que así se p u e d e decir.

ALMIRANTE

¿ Q u é h e m o s de hacer?

CONDE DUQUE ALMIRANTE

¿Qué? Holgamos.

720

E S O es andar p o r b a r r u n t o s . Pues v á m o n o s todos j u n t o s a u n c o r r e d o r a espulgarnos. Vanse galopeando y sale la Infanta melancólica con una carta en la mano y en la otra una rodilla sucia en lugar de pañuelo.

no comer carne o tan sólo los extremos, despojos y grosuras, llamada por ello carne de sábado. Los callos, considerados como comida de gente pobre por ser muy baratos, entran en este grupo, ya que son el vientre de la vaca; Lazarillo de Tormes explica que «Los sábados cómense en esta tierra cabezas de carnero» (Lazarillo, p. 50, con nota de R i c o que ilustra sobre la costumbre de comer el sábado, no sólo las cabezas, sino asaduras, tripas y pies, y aporta textos de Hurtado de Toledo y otros estudios); callos de herradura: «cada uno de los dos extremos o puntos de ella» (DRAE). v. 718 probada: el DRAE anota a propósito de probado: «Dícese de la persona que ha sufrido con paciencia grandes tribulaciones o adversidades», lo que se ajusta a las circunstancias de la Infanta (han tratado de imponerle dos matrimonios contra su voluntad, ha barbado de cólera, etc.). Ahora bien, dado el carácter de la obra, no debe descartarse otra posible interpretación: el Duque podría estar sugiriendo que la Infanta ha sido probada, esto es, 'gozada', muchas veces. v. 721 barrunto: «Sospecha o indicio concebido de alguna cosa» (Aut). La frase del Duque parece una afirmación disparatada, típica del lenguaje absurdo de la comedia, que permite la rima (el ripio) con el verso siguiente. v. 723 a espulgarnos: actividad grosera, típica de este tipo de obras; fr. supra, w . 342 (y nota) y 399. v. 723 acot. rodilla: «se llama también al paño vil, regularmente de lienzo, que sirve para limpiar alguna cosa» (Aut). Comp. Quirós, El hermano, w . 962-965:«—Pues que

TEXTO DE LA COMEDIA INFANTA

383

Y a se m e m u r i ó m i h e r m a n o , ya se le l l e v ó J e s ú ,

725

ya se fue c o n B e r c e b ú , pero n o estuvo e n su m a n o . S u cetro h a b r é de e m p u ñ a r ; p í d a n m e albricias crueles, que u n c e l e m í n de pasteles

730

p i e n s o c o n todos gastar. N o saben de m í los G r a n d e s , privilegio tengo, / mátame tú de rodillas. / —Es cosa de cocineros; / más limpia es de servilletas». v. 725 Jesú: forma bastante usual en la época, y necesaria en este caso por la rima con Bercebú, del verso anterior. Comp. Tirso de Molina, Marta la piadosa, ed. Arellano, w . 84-85: «... Jesú! / ¿Querer? ¡Bonita eres tú!». v. 729 albricias: «Las dádivas, regalo u dones que se hacen pidiéndose, o sin pedirse, por alguna buena nueva o feliz suceso a la persona que lleva u da la p r i mera noticia al interesado» (Auf). Comp. Castillo Solórzano, El mayorazgo figura, ed. Arellano, 1989, w . 59-63: «Marino.- Señor, si albricias no das / de tu dicha, de tu aumento, / no esperes saber de mí / la nueva que estoy callando. / ¡Albricias! Don Diego.- Yo te las mando»; Tirso de Molina, Por el sótano y el torno, en O D C , III, pp. 588-89: «—Albricias, que ha parecido / una mina, toda llena / de garatusas de amor. / — ¿ Q u é hay, Santarén? —Hay que vengan / albricias y lo sabrás. / —Darételas. — ¿ Q u é tan buenas? / — E l vestido de camino». v. 730 pasteles: llamaban pasteles en la época a una «empanadilla hojaldrada que tiene dentro carne picada o pistada [...]. Es refugio de los que no pueden hacer olla y socorre muchas necesidades» (Cov.). Comida de ínfima calidad para los que no pueden otra cosa, debía de ser casi tan mala como Quevedo dice en sus burlas. Comp. Quevedo, Sueños, pp. 194-95: «¿Quién merece el infierno mejor que vosotros, pues habéis hecho comer a los hombres caspa y os han servido de pañizuelos los de a real sonándoos en ellos, donde muchas veces pasó por caña el tuétano de las narices? ¡Qué de estómagos pudieran ladrar si resucitaran los perros que les hicistes comer! ¡Cuántas veces pasó por pasa la mosca golosa, y m u chas fue el mayor bocado de carne que comió el dueño del pastel! ¡Qué de dientes habéis hecho jinetes y qué de estómagos habéis traído a caballo dándoles a comer rocines enteros!»; Buscón, p. 103: «Hícele cuartos y dile por sepultura los caminos. Dios sabe lo que a mí me pesa de verle en ellos, haciendo mesa franca a los grajos. Pero yo entiendo que los pasteleros desta tierra nos consolarán, acomodándole en los de a cuatro»; PO, núms. 518, w . 3-4; 631, vv. 9-16; 639, v. 293; 646, w . 9-15; 708, v. 29; 875, vv. 285-88,418.Y en otros autores: Estebanillo, II, p. 9; Gracián, Criticón, II, p. 181, etc.Ver Herrero, 1977, pp. 129-36; Arellano, 1984, p. 100... Ya he anotado en el v. 55 celemín; recuerdo su valor animalizador. v. 732 Grandes: «Título de gran honor, que sobrepuja a los demás títulos de condes, duques y marqueses, y tiene grandes preeminencias, entre otras, se cubre

384

LA VENTURA

SIN

BUSCARLA

que si d ó n d e estoy supieran y o sé q u e p o r m í v i n i e r a n a u n q u e estuvieran e n Flandes.

735

P e r o c o n aquesta carta que h o y e s c r i b o al A l m i r a n t e n o t i c i a l e d o y bastante para q u e p o r m í se parta. M a s m i esposo v i e n e a q u í ;

740

callar q u i e r o , y enjugar aquestas l é g a ñ a s q u i e r o , n o h u e l a este majadero que l l o r o p o r o t r o así. Sale don Carlos como que va a caza con un perro atado a modo de ciego y una caña de pescar, en lugar de sedal un cordel, y un alcabuz sin llave y muy viejo. CARLOS

A caza p a r t i r m e q u i e r o

745

p o r traer a esta b o r r a c h a alguna anguilla o capacha d e l río de T o l ú

despensero;

delante del rey y se sienta delante del en el banco que llaman de Grandes» (Cov.); comp. Lope de Vega, Las burlas veras: «En Grandes el casamiento / es conveniencia y no más» (Voc. Lope). vv. 741-58 E n la Jornada III abundan pasajes como éste en los que la métrica es bastante defectuosa, hecho que quizá pueda atribuirse al cansancio del copista. Nótese que aquí se repite, en muy poco espacio, la palabra quiero en cuatro ocasiones, y en tres de ellas se trata de la posición final del verso (w. 742, 745 y 749). E l 741 es un verso intercalado en una redondilla. Los w . 749-52 y 757-58 quedan sueltos, sin ningún tipo de rima, cuando lo que les antecede y les sigue son redondillas. Puede tener relación también con la técnica improvisadora que se advierte en numerosos aspectos de estas comedias. v. 744 acot. alcabuz o arcabuz: «Arma de fuego compuesta de un cañón en su caja de madera y su llave, la cual da el fuego con el pedernal hiriendo en el gatillo, a diferencia del mosquete, que se dispara con mecha encendida» (Aut). v. 747 capacha: «media sera de esparto. Esportilla de palma para llevar fruta y otras cosas menudas» (DRAE).Ver los vv. 590-91, donde se habla de serones y espuertas. Parece entenderse 'alguna capacha llena de alimentos, pesca o caza'. v. 748 del río de Tolú despensero: este verso, que es largo, resulta problemático; podemos entender: 'yo traeré a la Infanta alguna anguila o capacha (de anguilas o peces) como si fuera despensero del río Tolú', o bien 'yo traeré eso del río que es

TEXTO DE LA COMEDIA

385

mas a q u í está, hablarla q u i e r o y decilla e n dos palabras

750

que m e parto y que n o llore, que y o v o l v e r é m a ñ a n a . INFANTA CARLOS INFANTA CARLOS

¡ O h , m i rey! ¡ O h , m i lucero! ¡Oh, m i corito! ¡ O h , gallega!

INFANTA

¡ O h , tinaja de bodega!

CARLOS

¡ O h , caraza de m o r t e r o !

INFANTA

¡Oh, bergantón!

CARLOS

755

¡Oh, picaña!

despensero de Tolú'. Toda la expresión es disparatada: va a cazar y no a pescar; y menciona el río Tolú como otro extremo del disparate. Debe entenderse también como una alusión chistosa a los monos de Tolú (en la actual Colombia), que eran famosos en la época. v. 754 corito: «Nombre que se daba antiguamente a los montañeses y vizcaínos [...]. Hoy se les da este nombre a los asturianos por zumba y chanza» (Aut). Son figuras caricaturescas. Se distinguían por su rusticidad y primitivismo, por lo que también se designaba así al que estaba desnudo o vestido con harapos. Comp. Lope de Vega, La venganza venturosa: «Rósela.- ¿Eres desta tierra? / Carreño.- Soy / no muy cerca ni muy lejos: / ¿no tengo cara corita?» (Voc. Lope); Moreto, El mejor amigo, el rey: «Has servido más entero / que zapato de corito»; La picara Justina: «Mil gracias me dijo el asturiano. Preguntéle por qué los de su tierra no tenían cocote. Y díjorne: "Señora, en Asturias entre dos hombres tienen una cabeza partida por medio; y para que se junten como medias naranjas, están así, sin cocote para estar lisas y juntas"» (ejemplos citados por Herrero García, 1966, pp. 237-44, donde se encontrarán más testimonios); gallega: el tipo del gallego responde a uno de los tópicos satíricos de la literatura española. Hay que tener en cuenta que la servidumbre de Madrid provenía mayoritariamente de Galicia. La palabra indica, por tanto, la pertenencia a la clase social baja. Comp. Quiñones de Benavente: «No salen tantas flores en diez mayos / como en Galicia mozas y lacayos» (testimonio aportado por Herrero García, 1966, p. 203; para los gallegos en los textos del Siglo de Oro remito al trabajo de Herrero García, pp. 202-26). Es la respuesta de Carlos a la Infanta, que acaba de aplicarle un término con connotaciones semejantes; el intercambio de calificativos grotescos continúa en los versos siguientes (lo mismo que en los finales de las jornadas primera y segunda, vv. 309-310 y 671). v. 757 picaña: picaño significa «Picaro, holgazán, andrajoso y de poca vergüenza. También en femenino con el sentido de buscona» (Léxico); comp. Lope de Vega, El anzuelo de Fenisa: «Ya la picaña / se inclina al humor de España» (Voc. Lope).

386 INFANTA

LA VENTURA

SIN

¡ O h , putonazo!

CARLOS

INFANTA

BUSCARLA

¡ O h , putona!

¿ A d o n d e vas?

CARLOS

Vengo aquí y es p o r q u e n o v o y allá.

760

Q u i é r o t e b i e n , claro está, que u n c i e g o n o fuera así. Voy

a caza, c o m o ves,

y a u n q u e m e cueste trabajo para matarte a l g ú n grajo

765

y si v o y es c o n m i s pies; é c h a m e tu b e n d i c i ó n y mataré u n jabalí. INFANTA CARLOS

INFANTA

¿ C o n aquese perro? Sí.

A u n no podrás un lechón.

770

¿A q u é h o r a v o l v e r á s ? CARLOS

A la m i s m a que v o l v i e r e .

INFANTA

Judas t u v i d a prospere.

CARLOS

L a tuya guarde Gaifás. Hácense cortesías y vase Carlos.

INFANTA

N O he q u e r i d o d e s c u b r i r

775

m i p e n a a este m e n t e c a t o p o r n o perder m i recato que m e ha de hacer deslucir. Ya no m e quiero reír a u n q u e m e levante al alba,

780

n i q u i e r o que m e hagan salva los pájaros r u i s e ñ o r e s ,

vv. 779-80 reír... el alba: aplica literalmente una frase hecha: «Al romper el alba, al reír el alba. Frases con que comúnmente se explica una cosa que se hizo, o se ha de hacer y que sucedió, o ha de suceder cuando amanece, u desde el tiempo que se descubre la luz del día hasta que sale el sol» (Aut). Estos dos versos quedan intercalados en un pasaje de redondillas.

TEXTO DE LA COMEDIA

387

n i m e d i v i e r t a n las flores sino la c o l o r de m a l v a , n i q u i e r o que e l p e r r o de A l b a

785

venga a bailar u n canario, n i que n i n g ú n c a l a n d a r i o m e s e ñ a l e a m í la calva; p o r q u e e n la a f l i c c i ó n q u e estoy t o d o m i ser y m i gana

790

es z u r r a r m e la badana y n o d e l m o d o que estoy; y p o r q u e el saber es l l a n o de m i r e i n o y de m i tierra es l o que m e hace guerra,

795

y m á s ya m u e r t o m i h e r m a n o ; n o sé c ó m o avisaré a los grandes cueratones, si l o avise c o n ratones u si de ellos m e h a r t a r é .

800

Avisaré c o n S e r ó n , que es u n grande bestionazo y e c h a r á p o r el atajo c o n grande r e s o l u c i ó n . M a s b i e n será, e n c o n c l u s i ó n ,

805

v. 785 el perro de Alba: 'perro del lugar de este nombre del que se decía que mordía a todos los judíos'; ver Correas, p. 601: «Las coplas del perro de Alba [...]. Son vulgares y tratan una querella de los judíos contra el perro de Antón, gentil, porque los mordía y desgarraba la ropa, y no a los cristianos, como que lo sabía diferenciar»; Voc. Góngora, que aporta este testimonio: «¿Qué te ha hecho Aguilar, que lo haces perro? / Guárdate no se vuelva el perro de Alba, / que ni a copete perdonó, ni a calva / de cuantos adoraron el becerro»; Quevedo, P O , n ú m . 827, w . 48-50: «guárdate tras esta salva, / no te muerda el perro de Alba / o te arañe el rostro un gato»; Estebanillo, I, p. 229: «un cartapacio de coplas harto mejores que las famosas del perro de Alba», con nota de Carreira y C i d . v. 786 bailar un canario: el canario es un tipo de baile que Lope introduce en Los guanches de Tenerife y Conquista de Canarias y en San Diego de Alcalá. Ver la i n troducción de Cotarelo a Colección. w . 789-92 De nuevo se repite una palabra para conseguir la rima en una redondilla. v. 791 zurrar la badana: es frase proverbial «por dar castigo, como tundirle el paño» (Correas, p. 519).

388

LA VENTURA

SIN

BUSCARLA

tener la carta e n la m a n o , n o llegue algún cirujano y m e quite la o c a s i ó n . ¡ O h , si viniese S e r ó n y esta e p í s t o l a llevara

810

y e n sus m a n o s la entregara, que es m u y grande s o c a r r ó n ! P e r o ¿ n o es ese que viene? ¡Hola, Serón! ¿ Q u é m e mandas?

SERÓN INFANTA

¿ N o te llegas? Y a m e llego.

SERÓN INFANTA SERÓN INFANTA SERÓN INFANTA SERÓN

815

¿Eres t ú ? ¿ P u e s n o l o ve? Llégate más. ¿Para q u é ? Para tocarte. ¡ A r r e allá!

INFANTA

¿Eres t ú , m o c h u e l o frío?

SERÓN

Y o soy, pues m i d i c h a es cierta,

820

o tu s e r ó n o tu espuerta, que esta r a z ó n m e c o n c u e r d o . ¿ Q u é te sirvo? INFANTA

E n que este d í a lleves u n a carta m í a y se la des a Gaifás;

825

vv. 813-25 Pasaje de métrica confusa que señala una transmisión corrupta del texto: algunos versos riman (816-17, «ve» / «qué»; 820-21, «cierta» / «espuerta»; 823-24, «día» / «mía»), pero todos los demás quedan sueltos. Aquellos podrían ser los versos segundos y terceros de otras tantas redondillas, de acuerdo con lo que antecede y lo que sigue. v. 818 ¡Arre allá!: «exclam. fam. de desprecio o enfado, que se emplea para rechazar a alguno» (DRAE). v. 821 E l mismo juego con serón y espuerta, aludiendo también al nombre del gracioso, que aparecía en los vv. 589-91.

TEXTO DE LA COMEDIA

389

y sé m u y b i e n , si l a das y t u v e n t u r a procuras, que si se la das a escuras te ha de dar a B a r r a b á s . SERÓN

A obedecerte al instante

830

voy, c o m o t ú m e l o mandas, y a caballo e n unas andas i r é a v e r ese bergante. INFANTA

Pues vete al p u n t o ; mas n o , que gente a esta parte v i e n e .

SERÓN

835

Pues ella a q u í m e tiene, n o m e v o y p o r sí o p o r n o . Salen los tres Grandes y roban la dama y salen en sus caballos de caña.

ALMIRANTE

¿ N O es aquesta la gabacha?

DUQUE

E l l a es, ¡ p o r D i o s ! ¿ H a y tal dicha?

INFANTA

¡ V á l g a m e D i o s ! ¡ Q u é desdicha!

840

S i n d u d a q u e estoy b o r r a c h a . ALMIRANTE

L l e v é m o s l a de repente.

w . 824-33 También en la seria es enviada con Serón la carta en que Lisarda anuncia al conde Arnaldo que está viva y que, una vez muerto su hermano, ella es la legítima heredera del trono. v. 829 dar a Barrabás: no encontramos documentada esta frase, si bien se recogen otras de estructura semejante: «Dar al diablo. Frase con que se explica el desprecio grande que se hace de alguna persona o cosa. Darse al diablo. Irritarse con enfado grande y casi desesperación. Darse a perros. Irritarse uno mucho y casi con desesperación» (Aut). Comp. Lope de Vega, La gatomaquia: «Que como otros están dados a perros, / o por ajenos o por propios yerros, / también hay hombres que se dan a gatos, / por olvidos de príncipes ingratos» (Voc. Lope). v. 838 gabacho: «Soez, asqueroso, sucio, puerco y ruin. Es voz de desprecio con que se moteja a los naturales de los pueblos que estaban a las faldas de los Pireneos entre el río llamado Gaba, porque en ciertos tiempos del año vienen al reino de Aragón y otras partes, donde se ocupan y ejercitan en los ministerios más bajos y humildes» (Aut). Ya señala Covarrubias: «Hay unos pueblos en Francia que [...] nosotros [llamamos] gabachos. Muchos destos gabachos se vienen a España y se ocupan en servicios bajos y viles, y se afrentan cuando los llaman gabachos». Comp. Quevedo, Un Heráclito, núms. 231, «Gabacho tendero de zorra continua»; 247, w .

390

LA VENTURA

SIN

BUSCARLA

DUQUE

C o j á m o s l a e n u n instante.

CONDE

Y O l o h a r é , que soy gigante.

DUQUE

Y O , q u e soy a n c h o de frente.

CONDE

845

Pues ¿ q u é aguardamos? A p r i s a , antes que hable palabra.

ALMIRANTE

C a l l e la b o c a de tabla o p o n d r é m o s l a e n camisa. Vanse con ella.

INFANTA

¡Hola, S e r ó n ! ¡ Q u e me roban

850

dile a m i C a r l o s ! SERÓN

¿ Q u é es esto? De dentro.

INFANTA

Q u e aquesta gente malvada m e lleva p o r esos cerros.

SERÓN

¡ H o l a , guardas de estos valles, m o n t e r o s , perros, sabuesos,

855

ratones, gatos, morcillas montes, peñascos y güevos! ¡ Q u e roban a m i señora! Sale Carlos como entró. CARLOS

¿Estás b o r r a c h o ? ¿ Q u é es esto?

29-32: «Un gato me dio digusto, / que debe de ser gabacho, / porque el ramiau pronunciaba / como el que vende rosarios»; 290, w . 21 y 157; Herrero García, 1966, pp. 385-416. vv. 846-49 La rima de los versos segundo y tercero de esta redondilla no es perfecta. v. 850 que me roban: en la seria, los cortesanos, enterados por su carta de que la Infanta sigue viva, acuden a la aldea de Carlos, reconocen sus derechos a la corona y marchan con ella a la Corte para que su presencia impida el estallido de contiendas civiles por la sucesión entre los derrotados húngaros. v. 853 me lleva por esos cerros: aplicación literal de la frase hecha echar por esos cerros, recogida en Autoridades: «Frase metafórica que explica ir alguna persona descaminada, no tener orden ni razón en lo que dice o hace, por estar preocupada de alguna pasión».

TEXTO DE LA COMEDIA ¿ D e q u é das voces, m o r c ó n ?

391 860

¿ A c a s o has p e r d i d o el seso o te nacen s a b a ñ o n e s e n la l e n g u a , m a l p o d e n c o ? SERÓN

¿Es nueso amo? E l m i s m o soy.

CARLOS SERÓN

N o te d i g o . . . Acaba, puerco.

CARLOS SERÓN

... una desdicha... ¿ Q u é hay?

CARLOS SERÓN

. . . que has de sentir. Sajarélo.

CARLOS SERÓN CARLOS

865

¿A q u i é n ? A l mismo demonio. D i deprisa, ¿ q u é tenemos? S e r ó n , a m i g o , ¿ q u é hay?

SERÓN

870

¿ N o has o í d o , gua, gua, guay? Pues es m u c h o gua, guay, ay, y.

v. 860 morcón: «La morcilla hecha en la tripa gruesa del animal, que llaman ciego, y es el remate del orden de las tripas» (Aut). Por ampliación de significado, «persona sucia o desaseada» (DRAE). Comp. Quevedo, P O , n ú m . 550, soneto que comienza «Yo me voy a nadar con un morcón». v. 863 podenco: «Especie de perro, algo menor que el galgo, que sirve para cazar conejos. Tiene el hocico largo, la cabeza llana, las orejas pequeñas, y los pies fuertes y duros. Son muy ligeros y de grande olfato y aguda vista» (Aut). v. 864 nueso: «Lo mismo que nuestro. Es del estilo rústico» (Aut). «Los bárbaros dicen nueso y nuesa, como nuesamo» (Cov.). Comp. Lope de Vega, Vida y muerte del rey Wamba: «La borrica aborrezco, / y a Antón M o n d e ñ e d o el manco / le daréis nueso buey branco, / y a G i l Cardencho el hoscazo» (Voc. Lope). v. 867 sajar. «Hacer o dar cortaduras en la carne» (Aut). w . 870-76 Otro pasaje de métrica confusa. Lo anterior es romance en é o, y lo que sigue romance en á (al que, en cualquier caso, faltaría el primer verso). E n medio quedan tres versos que riman entre sí (870-72, «hay» / «guay» / «ay, y») y una redondilla completamente aislada (w. 873-76). v. 871 gua, gua, guay: guaya «es lo mismo que guay, y el uno y el otro nombre tiene origen del ay, [...] y así cuando los hebreos lloran decimos que hacen la guaya» (Cov.). Guayar, llorar, lamentarse. v. 872 Sic en el ms.

392

LA

VENTURA

SIN

BUSCARLA

¿ N o sabes q u é es cosa y cosa? Pues sabe q u e c o n gran p o r t e tres sacristanes de C o r t e

875

te h a n agarrado t u esposa. CARLOS

Pues a m í ¿ q u é se m e da? S i la h a n agarrado, ella al p u n t o se soltará.

SERÓN

A m o , n o si la h a n

robado

880

y l l e v a d o p o r su m a l . CARLOS

¡Calla, i n f a m e , n o prosigas!, y pues m e dejas m o r t a l , de la c á r c e l de la m u e r t e pase m i v i d a e l u m b r a l ;

885

preso m e t i e n e n sus g r i l l o s , b i e n p u e d o agora cantar: Canta. Ya está metido en la trena tu querido Escarramán. D e los G r a n d e s m e q u e r e l l o ,

890

de ellos n a c i ó m i pesar,

v. 873 cosa y cosa: fórmula para introducir las adivinanzas. «¿Qué es cosa y cosa? Cuando se proponen enigmas por diversión, se pregunta: "¿Qué es cosa y cosa?", como si se dijera: " ¿ Q u é significa la cosa propuesta?"» (Aut). Comp. A. de Rojas, loa sin título en Colección, II, p. 354: «Una dama muy hermosa / esotro día me dio / palabra de sí y de no; / decidme ¿qué es cosa y cosa?». v. 876 agarrar, en germanía tiene connotaciones de 'robar': «el juez es gato real / cual si fuera papagayo, / no hay mujer que no lo sea / en materia del agarro» (Léxico). vv. 888-907 Glosa de la famosa jácara de Quevedo: «Ya está guardado en la trena...», PO, n ú m . 849, a la que pertenecen los versos en cursiva. Trena: «fam. Cárcel de presos» (DRAE). Escarramán: famoso jaque protagonista de la jácara de Quevedo a la que se hace referencia y de otras; se convirtió en personaje popularísimo. Para la fama alcanzada por Escarramán ver El mfián viudo, donde Cervantes se hace eco de su fama: «cántante por las plazas, por las calles; buscante en los teatros y en las casas» (ed. Asensio, 1970, p. 96). Para este personaje ver también Asensio, 1965, pp. 103-106. Chevalier, 1992, pp. 171 y ss. ha señalado la fama de

TEXTO DE LA COMEDIA

393

Canta. que estos alfileres vivos me prendieron sin pensar. ¡ O h , n u n c a a caza saliera!, pues h o y p o r m í se d i r á

895

Canta. que andaba a caza de gangas y grillos vine a cazar. ¡ Q u é contenta irá a la C o r t e esa Infanta desleal!, Canta. como el ánima del sastre

900

suelen los diablos llevar.

esta jácara y sus imitaciones y glosas. Añádase este testimonio a los numerosos que recoge el sabio hispanista. v. 892 alfileres: «Germ. alguacil; en el sentido de que el alguacil prende de la misma manera que prende el alfiler»; ver Léxico, que aporta este testimonio: «Dos alfileres de a vara / la prendieron del brial». w . 896-97 andar a caza de gangas: «Vale andar empeñado inútilmente en conseguir alguna cosa; y se toma también en sentido contrario, esto es, pretendiendo conseguir o hallar algo sin trabajo o sin costa, como quien se le halla» (Aut); pero aquí caza grillos, cadenas de prisión. Juega, además con el sentido literal de 'ir a cazar el ave llamada ganga' (ave del tamaño de la perdiz, fr. Aut) contraponiendo el otro animal (grillo 'insecto'), que también puede cazarse; juega dilógicamente con grillo 'grillete que sujeta al preso', que canta 'rechina' («Llamáronse grillos por el sonido que hacen cuando se anda con ellos», Cov.). Además hay otro juego basado en la alusión a otra frase coloquial análoga a la anterior: «Andar a caza de grillos» (Correas, p. 49), que figuradamente significa lo mismo que «Andar a caza de gangas»: Correas explica la primera: «Andar a caza de gangas. Gangas son aves no buenas, y por el sonsonete del vocablo se entiende por mujercillas ruines y por cosas baladíes; andar a caza de cosas de poco momento», «Andar a caza de grillos. La raposa, cuando no halla qué comer, busca grillos; y por metáfora es ocuparse en cosas rateras y tener necesidad y andar sin pro»; todo esto se debe al ingenio de Quevedo, a quien cita aquí el anónimo autor. v. 900 ánima de sastre: se trata de una referencia satírica al diablo que se lleva las ánimas de los sastres porque han robado mucho durante el desempeño de su oficio; fr. Correas, p. 446: «El sastre que no hurta, no es rico por la aguja». Ver Quevedo, Sueños, índice de notas y lugares a que remite.

394

LA VENTURA

SIN

BUSCARLA

D e m o d o me dejó herido que s i n d u d a e n su c r u e l d a d Canta. hizo en mi cabeza cascos un jarro y un orinal.

905

Mas ¿ d ó n d e voy divertido glosando e l Escarramán? V a m o s , S e r ó n , a la C o r t e . SERÓN

¿ Y si te q u i e r e n matar?

CARLOS

N Oimporta, yo iré encubierto].

SERÓN

C o n eso c o n t e n t o irás.

CARLOS

910

¡ O h , c ó m o pienso ponerla! ¡ O h , q u é z u r r a ha de llevar! Suenan atabales y salen los Grandes y la Infanta, y siéntase y van besándola

ALMIRANTE

las manos.

Vuestra M a j e s t a d , s e ñ o r a , elija esposo a sus armas

915

que rija esta m o n a r q u í a . DUQUE

E S cosa m u y acertada.

INFANTA

Y a he d i c h o n o p u e d e ser c o n u n a y otra palabra;

v. 906 divertido: 'distraído'. v. 910 «encubier.» ms. Aquí Carlos decide acudir encubierto a la Corte con Serón. E n la comedia seria es Lisarda quien le pide que acuda disfrazado para que puedan verse mientras no se pueda anunciar con total seguridad que están casados. v. 913 acot. atabales: «Instrumento bélico, que se compone de una caja de metal en la figura de una media esfera; cubierta por encima de pergamino, que se toca con dos palos pequeños, que rematan en bolas [...]. Este instrumento se usa en la caballería, llevando un caballo un atabal a cada lado de la silla: y modernamente se llama timbal» (Aut). Comp. Lope de Vega, El postrer godo de España: «Después de insignias y mazas, / chirimías, sacabuches, / atabales y trompetas, / más que a otras fiestas acuden» (Voc. Lope); Cervantes, Persiles: «Cargados con la presa se hicieron al mar, alzando regocijados lilíes y tocando infinitos atabales y dulzainas» (Voc. Cervantes).

TEXTO DE LA COMEDIA n o m e q u i e b r e n l a cabeza,

395 920

que n o la traigo tocada para escuchar tantas veces p e n d i e n t e de vuestras ansias. Para acabar de u n a v e z d i g o que ya estoy casada:

925

dos a ñ o s ha que d o n C a r l o s y y o j u n t a m o s las tabas; u n n i ñ o tenemos h e c h o , y c o m o en gente barbada pensaba c u a n d o le h a c í a ,

930

n a c i ó c o m o y o , c o n barbas. CONDE

¡ Q u é extraordinario prodigio!

v. 920 quebrar la cabeza: frase proverbial, «No me quiebre la cabeza. A l que nos cansa y fatiga, para que no porfíe y nos deje» (Correas, p. 618). v. 921 tocada: adornada con un tocado, «Adorno, compostura y modo especial de peinarse los cabellos las mujeres. Se llama también un juego de cintas de un color de que se hacen lazos para tocarse una mujer» (Aut). v. 922 Sic en el ms., entendiendo que la Infanta se queja por el número de ocasiones que le han insistido en el tema de su matrimonio, aunque quizá veces sea una errata por voces. v. 926 dos años: en la comedia seria han transcurrido seis entre el final de la segunda jornada y el principio de la tercera. N o obstante, en las comedias burlescas no existe una preocupación rigurosa por expresar el paso del tiempo: al empezar esta jornada, Carlos y la Infanta son recibidos con músicas, como si acabaran de casarse («¡Oh, qué linda la novia está!...», w . 672 y ss.); y los cortesanos aparecen poco después con sus caballitos de caña comentando que andan buscando a la Infanta desde hace tres días (w. 713-17). v. 927 juntamos las tabas: ver la nota al v. 16, a propósito de juntar barrigas. w . 929-31 Era creencia común que lo que se estuviera viendo o imaginando en el momento de la concepción afectaba a la criatura. Esta creencia se encuentra ya en la historia de Jacob y las ovejas que nacían con la piel manchada porque habían sido concebidas junto a unas varas pintadas (Génesis, X X X , 38-39). San Isidoro, Etimologías, X I , cap. III: «otros portentos son por intempestiva creación, como aquellos que nacen con dientes, con barbas o canas». Comp. Pedro Mexía, Silva de varia lección, ed. Castro, I, p. 512 y nota, que menciona otros textos sobre el mismo asunto. La comedia de Vélez Virtudes vencen señales está basada en esta creencia. v. 932 prodigio: «suceso extraño que excede a los límites regulares de la naturaleza» (Aut). Ver Ambroise Paré, Morísimos y prodigios, para un buen acopio de casos pertinentes.

396 ALMIRANTE INFANTA

LA VENTURA

SIN

BUSCARLA

Q u i s i e r a verle. ¡ H o l a , ama! Sacadme luego a Alonsico.

NIÑO

¡ A h , m a m a ! ¡ A h , taita!

ALMIRANTE

¡Bendígate el C i e l o , a m é n !

NIÑO

D é m e u n tres para c a b a ñ a s .

DUQUE

T o m a d u n cuatro, m i v i d a .

INFANTA

A n d a d , v o l v e d l e a su ama.

NIÑO

C o c o , taita; caca, m a m a .

CONDE

¡Los diablos l l e v e n tu alma!

935

940

¡Bendígate Barrabás! CARLOS INFANTA

[Dentro.] ¡ V i n a g r e ! ¡ H o l a , guardas! L l a m a d m e luego a aquel hombre. Sale Carlos con un pellejo a cuestas.

CARLOS

¡ O h , s e ñ o r a de m i alma!

INFANTA

¡ O h , m o n a r c a de m i v i d a !

945

¿ C ó m o c o n aquesa carga h e c h o u n p i c a r o has v e n i d o ?

v. 935 Verso corto. vv. 937 un tres para cabañas: tres «llaman los niños cualquier moneda, que se les da para juguete o diversión» (Aut)\ cabaña: tal vez se refiera a la fiesta judía de las cabañuelas (también llamada de los tabernáculos): «La fiesta que hacían los judíos, en un lugar o arrabal de Toledo llamado Cabañuelas [...] para cuya celebridad hacían ciertas cabañas o enramadas en el campo por espacio de cuarenta días, en memoria de los cuarenta años que anduvieron peregrinando por el desierto antes de entrar en la tierra de promisión» (Aut), o quizá sea referencia simplemente al hecho de juntarse para meriendas y hacer cabañas jugando los chiquillos. v. 938 cuatro: 'doblón de a cuatro, moneda de oro que valía cuatro doblones de oro'. Juego evidente con el tres anterior. vv. 939-45 E n el ms. figura primero el que coloco como v. 942 y después el 941; invierto el orden de estos dos versos para mejorar la estructura del romance en á a. E n cualquier caso, el 940, verso impar del romance, también termina en á a. Nótese, en fin, la repetición de otra palabra en posición final de verso, esta vez alma, para facilitar la rima. E l 943, por otra parte, es verso corto.

TEXTO DE LA COMEDIA CARLOS

T e m i e n d o alguna desgracia quise v e n i r e n c u b i e r t o .

INFANTA

397

950

H a sido grande arrogancia; amigos, este es m i esposo; saquen a q u í las doradas insignias nobles y augustas. Saquen una albarda para sentarse y unos trébedes para coronarle y una mano de mortero por cetro.

ALMIRANTE

B i e n puede e n aquesta albarda

955

sentarse tu Majestad. CONDE

¡ N o t a b l e t r o n o le sacan!

DUQUE

¡ B i z a r r a está l a c o r o n a !

ALMIRANTE

¡Y el cetro cosa extremada!

CONDE

¡Qué

majestad! ¡ Q u é grandeza!

DUQUE ALMIRANTE

960

N o se ha visto c o r o n a d a z o r r a alguna si n o es esta.

CONDE

¡Todos tiemblan! ¡ T o d o s callan!

DUQUE ALMIRANTE

¡Viva d o n C a r l o s y beba!

TODOS

¡Viva y beba!

CARLOS

D o s tinajas

965

quisiera a q u í , majadero; y pues d i c h a y g l o r i a tanta

v. 954 acot. Estos objetos ridículos recuerdan la ceremonia carnavalesca de la coronación del Rey de los locos. v. 962 zorra: ver vv. 151-52 y la nota correspondiente. w . 964-65 viva ... beba: chiste paronomástico tópico; «Es juego de palabras tan antiguo, que ya los romanos, burlándose de que los hispanos pronunciasen la v como b, decían que para estos vivere (vivir) era bibere (beber)» (Romera Navarro, nota en Criticón, III, p. 62, recordada por Carreira y C i d en su nota al pasaje del Estebanillo, II, p. 325: «más gustaba de morir bebiendo que vivir sin beber»). Añádase Quevedo, P O , n ú m . 773, w . 31-32: «para mí me vivo, / para m í me bebo»; Calderón, Céfalo y Pocris, v. 1187: «—¡Viva Pocris! —Pocris beba».

398

LA VENTURA

SIN

BUSCARLA

consigo, y sin pretender, libre de toda esperanza, acabe a q u í c o n los diablos

970

la ventura sin bus calla. FIN

v. 971 E l final, como cabía esperar, es estructuralmente similar en ambas piezas. E n la seria, Lisarda explica al rey Conrado de Polonia que ya está casada y que tiene un hijo; Carlos, que ha acudido disfrazado de vendedor de peines (aquí de vinagre) resulta ser además descendiente de la famosa Casa española de los Manriques, es reconocido por todos como soberano y se procede a su coronación, al lado de su esposa e hijo (seria en la obra original, totalmente ridicula en la parodia).

ANGÉLICA

Y MED

ORO

C o m e d i a burlesca en tres j o r n a d a s ( a n ó n i m a ) E d i c i ó n de Ignacio A r e l l a n o y C a r l o s M a t a

INTRODUCCIÓN

DATOS

EXTERNOS, AUTORÍA Y MODELOS. E L MANUSCRITO

D E LA

BIBLIOTECA N A C I O N A L

P o c o s detalles concretos c o n o c e m o s sobre la a n ó n i m a c o m e d i a b u r lesca de Angélica

y Medoro, conservada e n u n t e s t i m o n i o ú n i c o (cosa

bastante usual e n e l g é n e r o ) , el m a n u s c r i t o 16.794 de l a B i b l i o t e c a N a c i o n a l de M a d r i d , que manejamos para nuestra e d i c i ó n . N o d i s p o n e m o s de datos sobre el posible autor, n i fecha o c i r cunstancias de r e p r e s e n t a c i ó n . L a p i e z a n o p a r o d i a u n a o b r a c o n c r e ta, sino que reescribe a l o burlesco u n c o n g l o m e r a d o de m o t i v o s y f ó r m u l a s de la literatura orlandesca que trata los amores de A n g é l i c a y M e d o r o y la l o c u r a d e l p a l a d í n . P o d r í a n recordarse, entre las obras esp a ñ o l a s m á s importantes, Las lágrimas de Angélica, S o t o ; La hermosura de Angélica, Angélica

de L u i s B a r a h o n a de

de L o p e de V e g a (1602) y su c o m e d i a

en el Catay (que M o r l e y y B r u e r t o n fechan e n 1 5 9 9 - 1 6 0 3 ) ;

El Bernardo, de B e r n a r d o de B a l b u e n a ; o l a z a r z u e l a de

Bances

C a n d a m o Cómo se curan los celos y Orlando furioso (representada e l 22 de d i c i e m b r e de 1 6 9 2 ) . E x i s t e a d e m á s otra p i e z a de i g u a l 1

Angélica

título,

y Medoro, de J o s é C a ñ i z a r e s , que se c o n s e r v a a u t ó g r a f a

(ms.

16.902 de la B N M ) ; y t a m b i é n c o n el m i s m o t í t u l o u n a m o j i g a n g a manuscrita ( B N M , ms. 1 4 . 8 5 6 ) . 2

C o n o c i d o s son los r o m a n c e s sobre personajes A n g é l i c a , M e d o r o , R u g e r o , etc.

3

del ciclo, c o m o

E l tema ya h a b í a c o n o c i d o acerca-

m i e n t o s p o é t i c o s en el S i g l o de O r o — a l g u n o s de ellos b u r l e s c o s — , en textos tan importantes c o m o e l « P o e m a h e r o i c o de las necedades

Para las circunstancias de representación, ver Arellano, 1991, pp. 46-51; para el asunto, pp. 51-55. Ocupa los fols. 79r-87v en El corazón (libro de bailes), 4.°, letra de finales del xvn (ver Crespo Matellán, 1979, p. 34). Durán, núms. 406-16. 1

2

3

402

ANGÉLICA

Y

MEDORO

y locuras de O r l a n d o e l e n a m o r a d o » de Q u e v e d o

4

o el r o m a n c e de

G ó n g o r a « E n u n pastoral a l b e r g u e » , a d e m á s de existir otra c o m e d i a 5

burlesca de t e m a similar, Las bodas de Orlando . 6

R E S U M E N D E LA A C C I Ó N

Jornada I w . 1-26 S o l i l o q u i o de R u g e r o , p o r el c u a l nos enteramos de que F r a n c i a , « r e i n o i n f e l i z de b u b a s » (v. 2), está ocupada p o r la m o r i s m a , q u e v i e n e c o n t r a París. E l o g i a a A n g é l i c a la bella e i n f o r m a de que todos los paladines cristianos suspiran p o r la princesa d e l Catay. w . 2 7 - 6 6 Sale e l E m p e r a d o r enfadado

p o r la presencia de los

m o r o s , y r e p r o c h a a R u g e r o n o i r a la guerra, l o que n o le i m p i d e n o m b r a r l o r i d i c u l a m e n t e T a m b o r i l e r o m a y o r de su e j é r c i t o . A m b o s confiesan p a l a d i n a m e n t e su m i e d o , u n a de las c a r a c t e r í s t i c a s de estos caballeros al r e v é s de la c o m e d i a burlesca. w . 6 7 - 2 0 1 I r r u m p e n e n escena p e l e a n d o R o l d á n y M e d o r o , e l c u a l cae h e r i d o confesando que busca a A n g é l i c a la bella. Se suma a ellos R u g e r o , que p o n d e r a l o intratable de A n g é l i c a , calidad d e s d e ñ o s a que todos l a m e n t a n , p r o p o n i é n d o s e ahogar sus penas e n a l c o h o l , y buscar l u e g o a la «perra» de A n g é l i c a . w . 2 0 2 - 6 3 A n g é l i c a sola, h u y e de la guerra. T o p a c o n M e d o r o , h e r i d o , al q u e le r e z u m a p o r las heridas el v i n o trasegado. A m b o s p r o t a g o n i z a n u n a escena amorosa t í p i c a d e l g é n e r o , e n la que A n g é l i c a p i d e d i n e r o y p r o p o n e i r a u n a c h o z a « d o n d e h a b r á cena, vendas, cama y m o z a » (v. 257). w . 2 6 4 - 3 5 9 E n sus aposentos d o ñ a A l d a se queja a su vez d e l a b a n d o n o de R o l d á n , a q u i e n reprocha dejarla sola « e n t r e pajes» para irse a la guerra y perder e l j u i c i o p o r u n a m o r i l l a infame c o m o A n g é l i c a . R o l d á n sabe que A l d a se consuela c o n u n danzante y sus cascabeles, así q u e ambos e s t á n iguales. R e c o n c i l i a d o s , se p r e o c u p a n de la cena. w . 3 6 0 - 9 1 A n g é l i c a se lamenta de estar ahora c u i d a n d o a u n m o r o e n f e r m o y h e r i d o , que e n el H o s p i t a l n o se deja echar u n a m e l e c i n a

Ver Malfatti, 1964, y también Carbonell, 1951; Caravaggi, 1961 y Sabor de Cortázar, 1966-1967. Góngora, Romances, ed. Carreira, n ú m . 50. Ver Huerta Calvo, 1998. Para lo referente al tema, sobre todo en lo que afecta a la influencia ariostesca en España, ver Chevalier, 1966, 1968 y Macrí, 1952. 4

5

6

INTRODUCCIÓN

403

h e c h a de sus p r o p i o s orines. M e d o r o h u y e d e l h e r m a n o M a t í a s , de la C a p a c h a , c o n la que le quiere echar la m e l e c i n a . w . 3 9 2 - 4 1 6 E l p a l a d í n R u g e r o se entera de q u e A n g é l i c a q u i e r e a u n m o r o y, abatido, p i d e al h e r m a n o M a t í a s que le eche a é l la m e l e c i n a , pues es de la bella m o r a . J o r n a d a II w . 4 1 7 - 5 5 0 E t o p e y a burlesca d e l E m p e r a d o r , que n o ha p o d i d o participar e n la batalla c o n t r a los m o r o s d e b i d o a su j a q u e c a y sus a l morranas; sus guerreros n o se h a n p o r t a d o mejor, ya q u e « h a n e c h a d o a c o r r e r p o r los corrales / de perejil l l e n a n d o los c a l z o n e s » ( w . 4 2 5 - 2 6 ) . L l e g a n R o l d a n y R u g e r o , que e n u n a especie de canto a m e b e o p a r ó d i c o d e s c r i b e n la batalla: los guerreros m o r o s m o n t a n c a b a llos de c a ñ a , los cristianos sufren los efectos e s c a t o l ó g i c o s d e l m i e d o («Las abujetas quitadas / b i e n v e r á s , s e ñ o r , el susto / c u á l d e j ó

flores

y plantas, w . 4 6 1 - 6 3 ) , y al final t r i u n f a n c o n la estratagema d e l p a n envenenado usado para matar a los perros — p u e s este es el i n s u l t o aplicado a los m o r o s — . T o d o l o referente a la batalla es u n a parodia de m o t i v o s é p i c o s , que i n v i e r t e todos los valores de los g é n e r o s serios: Mas vive Dios que es chanfainas el quererte referir los cachetes, las puñadas, los mojicones, los palos, los chirlos, las bofetadas, los puntillazos, las coces, los golpes y las patadas. N o q u e d ó corta nariz, que todas quedaron chatas; no q u e d ó diente n i muela, ni q u e d ó costilla sana (vv. 501-511). w . 5 5 1 - 6 0 0 V u e l t a a d o ñ a A l d a , que m a l d i c e celosa a los h o m b r e s y la fuerza d e l a m o r tirano, c o n e l estribillo: « ¡ O h , fuego, o h , m u e r t e , o h , rabia, o h , pena terca, / n o sé c ó m o hay m u j e r que n o sea p u e r ca!». w . 6 0 1 - 6 6 0 A n g é l i c a se queja de los dineros que le ha costado l a cura de M e d o r o , pero se consuela p o r q u e ahora ya l o tiene listo para que sea alfaquí de su altar (v. 614), m e t á f o r a de sentido o b s c e n o . D o ñ a

404

ANGÉLICA

Y

MEDORO

A l d a llega y p e l e a n ambas clamas, r e p e l á n d o s e los m o ñ o s , e n otra escena t ó p i c a d e l g é n e r o . w . 6 6 0 - 7 1 5 Salen R o l d á n y R u g e r o e n busca de A n g é l i c a , de cuyos d e s v í o s p r e t e n d e n consolarse, u n o e n los bodegones ( R o l d á n ) y otro ( R u g e r o ) c o n s i g u i e n d o a la bella m o r a a u n q u e esté e n el C u z c o para hacer e n su rara b e l l e z a «la n o c h e de G u a d a l a j a r a » , que el p ú b l i c o puede imaginarse fácilmente. J o r n a d a III vv.

7 1 6 - 8 2 1 M e d o r o a f i r m a q u e c a m b i a r í a t o d a la b e l l e z a de

A n g é l i c a p o r u n t o r r e z n o y A n g é l i c a confiesa, de la m i s m a manera, q u e c a m b i a r í a la belleza de M e d o r o p o r u n a olla. E n los w . 7 4 0 - 8 2 1 a m b o s m a n t i e n e n u n a entrevista pseudoamorosa, c o n e l c o r r e s p o n diente i n t e r c a m b i o de insultos y apodos r i d í c u l o s , sin que falten t a m p o c o las d e s c r i p c i o n e s y c o m p a r a c i o n e s grotescas, exactamente

según

el m o d e l o d e l motejar, i n t e r r u m p i d o p o r q u e M e d o r o tiene ciertas u r gencias que n o p u e d e p o s p o n e r : MEDORO

C o m e , pues tienes q u é , que yo entre tanto iré a añadir olor a aquellas flores porque he tenido el vientre como un canto y dar quiero una higa a los dotores.

ANGÉLICA

H u é l g o m e que deshagas el encanto, y mira que no tardes mucho, amores.

MEDORO

Luego vuelvo, en regando la verbena (vv. 810-16).

w.

8 2 2 - 9 7 0 A p a r e c e R o l d á n , que reprocha su c o n d u c t a a la bella

m o r a y le expresa sus deseos de echarle ahora su asadura (v. 825), i n tentando u n a v i o l a c i ó n que A n g é l i c a evita h u y e n d o e n u n descuido. R o l d á n , solo y frustrado, lee entonces las i n s c r i p c i o n e s amorosas en los

á r b o l e s , q u e declaran los amores de A n g é l i c a y M e d o r o , y pierde

el j u i c i o ( m o t i v o d e l O r l a n d o f u r i o s o ) . A esta o c a s i ó n

reaparece

M e d o r o c o n los calzones sin atar, p o r q u e se le ha roto u n a cinta, y debe h u i r de la l o c u r a de R o l d á n , que sigue c o n sus disparates. w.

9 7 1 - 1 0 1 6 D i á l o g o de R u g e r o y R o l d á n . E l p r i m e r o lamenta

que pierda e l seso «el m á s b i z a r r o / m o z o que e m p u ñ ó e l j a r r o » ( w . 9 7 1 - 7 2 ) y R o l d á n p r o m e t e darle cuatro c a h í c e s de algarroba ( c o m i da para las bestias) si p o n e a A n g é l i c a e n su alcoba ( w . 9 8 0 - 8 1 ) y se duele p o r l o escrito e n las cortezas. T a m b i é n R u g e r o se muestra afee-

405

INTRODUCCIÓN

tado p o r esos amores de A n g é l i c a y M e d o r o . R o l d a n le p r o p o n e i r al C a t a y p o r el aire y ambos h a c e n c o m o q u e baten la alas para volar. w . 1 0 1 7 - 1 0 3 2 E l E m p e r a d o r , que v i e n e de espulgarse, se d u e l e de que u n a m o r i l l a tenga encantado a R o l d a n , y a f i r m a q u e le d a r á u n a b u e n a z u r r a c u a n d o la tenga a su alcance. w . 1 0 3 3 - 1 1 6 2 R u g e r o a c o m p a ñ a a d o ñ a A l d a , que v i e n e a descasarse ante el v i c a r i o , p o r sus celos de la m o r a y p o r q u e su esposo «le asienta / alguna bofetada de o r d i n a r i o » ( w . 1 0 5 3 - 5 4 ) . E l E m p e r a d o r , a pesar de las súplicas de A l d a , r e h ú s a molestarse p o r e l asunto, pues ya es m a y o r para andar b u s c a n d o a la tal perrenga y para hacer j u s t i c i a ya tiene a sus alcaldes o r d i n a r i o s ; pero al fin cede a las pretensiones de la dama siempre que vayan d o n d e haya b u e n v i n o . w . 1 1 6 3 - 1 2 5 1 M e d o r o sale a pacer al p r a d o (o al P r a d o , e n a l u s i ó n c o n t e m p o r á n e a ) mientras A n g é l i c a guisa u n a cazuela. E n otra p a rodia de m o t i v o s l í r i c o s canta e l g a l á n sus penas a los e l e m e n t o s de la naturaleza, hasta que sale A n g é l i c a c o n u n a cazuela de ajos y u n a b o t a y M e d o r o deja la p o e s í a y se aplica a los manjares: MEDORO

S e n t é m o n o s y comamos como unas bestias feroces, y, si viene alguien, a coces la cazuela defendamos (vv. 1122-25).

w . 1252-1383 E l Emperador, R u g e r o y d o ñ a A l d a sorprenden a los comensales. E l E m p e r a d o r p i d e que c o n v i d e n a todos los gorras; d o ñ a A l d a e x i g e a la picana que v u e l v a e l seso a su esposo, y e l E m p e r a d o r la a m e n a z a c o n u n a a z o t a i n a e n e l trasero. E l p r o p i o R o l d á n p i d e a Angeliquilla

que le desencante. T o d o s m o j a n e n la c a -

zuela de ajos y b e b e n ; c o n u n estallido R o l d á n q u e d a

desencantado,

y el E m p e r a d o r d e t e r m i n a que A n g é l i c a se g o c e u n a semana c o n M e d o r o y otra c o n él, r e s o l u c i ó n e n la que c o n v i e n e n todos. C o n la t ó p i c a p e t i c i ó n de p e r d ó n p o r las faltas, t e r m i n a la c o m e d i a . B R E V E S GLOSAS A L A C O M E D I A Y SUS M E C A N I S M O S EXPRESIVOS

L a d e g r a d a c i ó n a n t i h e r o i c a que se da e n esta c o m e d i a p u e d e c a l i ficarse de b r u t a l y opera sobre todos los personajes — u n censo c o r t o de siete—, que son d e l m á s alto linaje. L o s caballeros cristianos s o n unos pobretes, h a m b r i e n t o s , b e o d o s y grotescos cobardes, mientras las damas se acercan al m o d e l o de la b u s c o n a .

406

ANGÉLICA

Y

MEDORO

L a d e g r a d a c i ó n p a r ó d i c a c o m i e n z a desde los p r i m e r o s versos, c u a n d o se a f i r m a q u e F r a n c i a es u n « r e i n o infeliz de b u b a s » (v. 2), esto es, d o m i n a d o p o r la e n f e r m e d a d v e n é r e a , que se llamaba precisamente e n la é p o c a « m a l francés». E l E m p e r a d o r n o es el gran C a r l o m a g n o , sino u n p o b r e vejete, c o n l é g a ñ a s (v. 30), j a q u e c a y almorranas (v. 422), m u y a f i c i o n a d o al v i n o y a c u c i a d o t o d a v í a p o r verdes deseos, pese a su edad; y que n o se o c u p a de tareas heroicas, sino de espulgarse las pedorreras ( w . 1 0 1 7 - 1 9 ) . R o l d a n ha sido i g u a l m e n t e degradado: es u n desharrapado

que

anda h u r t a n d o fruta; u n c o r n u d o que acostumbra a abofetear a d o ñ a A l d a ; dispuesto a forzar a A n g é l i c a sin reparos de c o r t e s í a s n i caballerosidades. R u g e r o es u n b o r r a c h o e m p e d e r n i d o que gusta de hinchir la bota (v. 199); y l o m i s m o sucede c o n M e d o r o , c u y o c u e r p o es u n verdadero c u e r o de v i n o p o r cuyas heridas r e z u m a el m o s t o ( w . 227¬ 29). Las damas t a m p o c o se l i b r a n de esta v i s i ó n desmitificadora: A n g é l i c a n o es precisamente d o n c e l l a (v. 104), sino una m o r t a l saeta y v e n e n o de los h o m b r e s , que a todos c o n v i e r t e e n cabrones (v. 1279); h e c h i cera que suele i r m o n t a d a e n u n r i d í c u l o asno palafrén

( w . 136-38); y

ejercita los menesteres m á s h u m i l d e s , lavando los p a ñ a l e s y la ropa de M e d o r o , c o c i n á n d o l e cazuelas y s o l i c i t a n d o r e c o m p e n s a p e c u n i a r i a p o r sus servicios de todas clases. P o r l o q u e toca a d o ñ a A l d a , baste recordar e l grotesco a u t o r r e trato c o n que se presenta ante el E m p e r a d o r : ... yo, la más flaca mujer que trae carne sobre hueso, la estantigua de las doñas y la tilde de los hembros, ante tus zapatos rotos, rota t a m b i é n me presento, que los rotos y las rotas suelen rodar por el suelo (vv. 1065-72). E n la o b r a se p a r o d i a n los t ó p i c o s de la descriptio puellae, y se d i n a m i t a n los c á n o n e s de belleza tradicionales. A n g é l i c a sería una m u j e r barbuda

7

(v. 1 2 7 4 , « m u c h a b o r r a e n esa b a r b a » ) , descrita j o c o s a m e n t e

p o r su amante: N o es personaje extraño en las comedias burlescas; recuérdese la Infanta Barbada de La ventura sin buscarla. 7

INTRODUCCIÓN MEDORO

407

¡ Q u é belleza tan rara! Tu nariz es canuto de alquitara. A amarte me dispongo, que me pareces olla de mondongo (vv. 246-49).

R e t r a t o que se puede c o m p l e t a r c o n la v e r s i ó n de su e n e m i g a d o ñ a A l d a , que insiste e n e l m o t i v o h a b i t u a l de los afeites: DOÑA ALDA

R o l d a n enamorado

de Angélica la bella, bella por badulaques no por naturaleza, mora barbada a copos, sin colmillo ni muela, pasada como higo, ventosa como pera, por quien los doce Pares a la taba no juegan y olvida don Gaiferos a Melisendra presa (vv. 565-76). O t r a v a r i a c i ó n burlesca d e l m o t i v o la hallamos e n b o c a de M e d o r o , en u n pasaje e n el que la «belleza» f e m e n i n a n o p u e d e c o m p e t i r c o n la pitanza sustanciosa: MEDORO

D e Angélica la plata del cabello y la arrugada calva de la frente, los dos ojos que pueden ser de puente, de su nariz pestífera el resuello, el labio royo, el erizado cuello, las manos de papel de estraza fino, la jarifa cintura de rodezno, la panza de furioso torbellino, los halagos de hermoso viborezno, aquella suavidad de tronco espino, todo lo dejaré por u n torrezno (vv. 716-26).

Pasaje al que responde A n g é l i c a c o n otra d e s c r i p c i ó n , i g u a l m e n t e grotesca, d e l g a l á n : ANGÉLICA

D e M e d o r o el copete de caballo y la frente calzada de chichones, los ojos que parecen linternones y por narices todo u n rodaballo, la boca de coral, clientes de gallo,

408

ANGÉLICA

Y

MEDORO

carrillos colorados y m o ñ o n e s , la garganta con cuentas de perdones, las tersas carnes lisas como un gallo, aquel entendimiento de pandero, el andar a caballo en su braguero, el talle de pepino y de cebolla y aquella blanca tez de carbonero, todo lo dejaré por una olla (vv. 727-39). L o s peculiares d i á l o g o s amorosos de la c o m e d i a se c o n s t r u y e n c o n alusiones jacarescas

8

mezcladas c o n referencias cultas a líricas historias

c o m o la de H e r o y L e a n d r o o m i t o l ó g i c a s (Flora, G a n i m e d e s ) , c o m paraciones r i d i c u l a s y p o n d e r a c i o n e s

absurdas, c o m o e n este p a r l a -

m e n t o de M e d o r o : Antes que yo naciera te adoraba y después de nacido no te quiero; tus ojos, que de amor fueron aljaba, a m í encararon el a r p ó n primero; no tanto Escarramán quiso a la Pava ni al ahogado quiso tanto Hero como te quiero yo, borracha mía, con ser tan gorda, puerca, floja y fría. A tus mejillas u s u r p ó el aurora para las rosas de asno los colores, y dibujando aquesos labios Flora e c h ó a perder los campos y las flores; mereces el tus tus, ¡oh perra mora!, mejor que los lebreles cazadores, y yo, como conozco que eres diestra, me he vuelto, como tú, perro de muestra. Temiendo estoy que de tus ojos bellos M a h o m a se enamore y, en m i daño, águila de alquiler baje por ellos como por Ganimedes bajó antaño. T ú , a quien su pelo ofrecen los camellos, y vistiendo albornoz desprecias paño, préstame esas faldillas, que me hielo, que ni tengo albornoz ni terciopelo (vv. 748-71).

Ver las notas al texto para estas referencias.

409

INTRODUCCIÓN

Se d o c u m e n t a a cada paso u n o de los m e c a n i s m o s p r i n c i p a l e s para la meiosis burlesca, el de la a n i m a l i z a c i ó n y c o s i f i c a c i ó n . R o l d a n q u i e re besar e n e l rabo a M e d o r o ; los c a m p e o n e s p e l e a n a coces y patadas; R o l d a n y R u g e r o se presentan al E m p e r a d o r « c o n v e r t i d o s

en

urracas» (v. 525), y é s t e los equipara c o n rocines y gatos; M e d o r o se ha c o n v e r t i d o e n « p e r r o de m u e s t r a » (v. 763); A n g é l i c a tiene patas (v. 804); M e d o r o se va a pacer n o sabemos si al p r a d o o al P r a d o (v. 1165)... Se trata de u n proceso que hay que evaluar e n e l m a r c o general de la a t m ó s f e r a carnavalesca, que va i n d i s o l u b l e m e n t e u n i d a a la e s t é tica d e l « m u n d o al revés» y que h e m o s c o m e n t a d o a p r o p ó s i t o de otras comedias. Q u i z á m e r e z c a la p e n a subrayar la g r a n d e n s i d a d de estos elementos, que apuntan a la a n i m a l i z a c i ó n o a la d i m e n s i ó n c o r p o r a l (material,

fisiológica,

n o e s p i r i t u a l ' ) e n l a c o m e d i a de Angélica

y

Medoro. En

efecto, los protagonistas s o n personajes constantemente

preo-

cupados p o r la c o m i d a y la b e b i d a , sin grandes pretensiones de r e f i 9

n a m i e n t o . Y a m e n c i o n á b a m o s antes el pasaje e n el que M e d o r o i n c i t a b a a banquetear: « S e n t é m o n o s y c o m a m o s / c o m o unas bestias feroces, / y, si v i e n e a l g u i e n , a coces / la cazuela d e f e n d a m o s » ( w . 1 2 2 2 - 2 5 ) ; al final, todos ellos disfrutan de u n a c o m i d a r ú s t i c a , a l a q u e seguramente n o h a r í a ascos el m i s m o S a n c h o Panza: RUGERO EMPERADOR

¡ Q u é fuerte que está el ajo y q u é picante! Bravos encantos sabe esta morilla. . . . ya no me espanto que c o n esto encante. Dame más badulaque en m i escudilla.

ROLDÁN

Toda se la zampuca el imperante.

D O Ñ A ALDA

Esta cazuela es nona maravilla.

MEDORO

Son nuestras moras grandes guisanderas.

EMPERADOR

D e ajo pienso llenar mis pedorreras.

ROLDÁN

Empiécese a beber y venga arreo.

D O Ñ A ALDA

Suelten el vino.

Medoro cambiaría toda la belleza de Angélica por un torrezno (w. 716-26); ella dejaría a Medoro por una olla (w. 727-39); Roldán quiere consolarse del des9

410

ANGÉLICA RUGERO

Y

MEDORO

Dale por soltado. ¡ Q u é licor tan süave!

EMPERADOR

Ya no

veo.

¡ O h , q u i é n pudiera en él echarse a nado! D O Ñ A ALDA

E n todo es ya cumplido m i deseo.

MEDORO

D e la cazuela al fondo hemos llegado (vv. 1335-49).

O t r a de las d i m e n s i o n e s corporales, la sexual, es i n d i s o l u b l e de la j o c o s i d a d grotesca de la c o m e d i a . N o f u n c i o n a n e n el g é n e r o los c ó digos de la literatura amorosa — s a l v o para negarlos p a r ó d i c a m e n t e — sino la s e x u a l i d a d m á s p r i m a r i a , expresada e n f o r m a directa o a través de alusiones y j u e g o s de palabras de sentido obsceno. E s t o quiere hacer R o l d á n con Angélica: Si yo la cogiera aquí, por el siglo de m i madre que en aquel zaquizamí, aunque viniera su padre, la enseñara a quis vel qui (vv. 106-10). Y la d a m a n o está m e n o s dispuesta, c u a n d o quiere, al j u e g o e r ó t i co, al que se refiere c o n u n a desenvoltura que les está vedada a las mujeres e n otros g é n e r o s literarios: ANGÉLICA

ANGÉLICA

¡ O h , moro peregrino!, holgárame que fueras m i vecino y que por los desvanes me enseñaras a hacer tus ademanes (vv. 242-45). . . . ya tengo a M e d o r o que es de m i altar alfaquí, valiente como u n virote y esforzado como u n C i d (vv. 613-16).

dén amoroso de la bella princesa rompiendo el ayuno en los bodegones (v. 699); Medoro se queja de andar por las florestas «sin tener que comer, ni aun unas natas» (v. 807), etc. A lo largo de la obra se mencionan distintos alimentos: olla de mondongo (v. 249), manos y cuajares con perejil, vinagre y salsa (vv. 350-53), arroz y ensalada (w. 496-97), cena e hipocrás (v. 544), criadilla, patata extremeña (vv. 581-82), sangre, ajos, cebollas, morcilla (w. 587 y ss.), morcilla (v. 787), tocino y vino (vv. 1158 y ss.), cazuela de adobado (v. 1164), olla (v. 1185), una cazuela de ajos que —acompañada de la bota de vino— es para estos personajes ambrosia (vv. 1198-99), pan de Vallecas (v. 1232), jarabe 'vino' (v. 1240) y ajazo (v. 1243)...

411

INTRODUCCIÓN

Se a d v e r t i r á n f á c i l m e n t e las palabras y expresiones de claro v a l o r sexual, que a b u n d a n e n otros pasajes, s e g ú n anotamos e n su l u g a r c o rrespondiente: labrar su aparejo (v. 194), armado 'arrecho, e r e c t o ' (v. 2 7 0 ) , partes (v. 3 1 6 ) , cascabeles y hacer mudanzas ( w . 3 2 2 - 2 4 ) , postura (v. 3 8 9 ) , dij (v. 620), dar a comer la pepitoria (v. 778), buena para silla (v. 7 8 9 ) , asadura (v. 825), echar el moco (v. 939), etc. L o m i s m o puede decirse de los m o t i v o s e s c a t o l ó g i c o s . B u e n a parte de las referencias e s c a t o l ó g i c a s de la obra, bastante frecuentes, t i e n e n que ver c o n los efectos que p r o d u c e en el E m p e r a d o r y sus paladines el m i e d o al e n e m i g o (dice C a r l o m a g n o : «Yo t a m b i é n m e estoy c i s c a n do, / y v e n d o cera barata», w . 5 7 - 5 8 ; y R o l d á n : «Las abujetas quitadas, / b i e n verás, s e ñ o r , el susto / c u á l d e j ó flores y plantas», w . 4 6 1 - 6 3 ) ; M e d o r o deja a su amada para añadir olor a las flores ( w . 8 1 0 - 1 6 ) ; etc. C o r r e s p o n d i e n t e a este m u n d o de m o t i v o s carnavalizados está e l registro l i n g ü í s t i c o que d e n o m i n ó B a j t í n e l lenguaje de la plaza p ú blica: disfemismos, insultos, v u l g a r i s m o s . . . E j e m p l o s de variadas categorías son v u l g a r i s m o s c o m o cholla (v. 9 7 ) , caterva (v. 122), panza (v. 366), patas (v. 803), endevote (v. 6 8 0 , c r e a c i ó n l é x i c a j o c o s a ) , barriga (v. 897), calvatrueno (v. 954), rabel 'trasero' ( w . 1 2 2 9 - 3 0 ) , antífonas

'trasero'

(v. 1 3 1 4 ) ; d i m i n u t i v o s j o c o s o s : Aldica (v. 3 1 3 ) , Medorillo (v. 6 7 4 ) , Angeliquilla (v. 1317); insultos: menguado (v. 67),perro (v. 96), hijo de una grande puta (v. 91), zaparrastroso (v. 186), perra (v. 2 0 0 ) , borracha (v. 2 6 0 ) , cornudo ( w . 2 9 7 - 3 0 0 ) , puerco, puerca ( w . 5 9 5 - 9 6 ) , perrengo y perrenga (v. 1140), picaña (v. 1324), majadero (v. 1 3 5 3 ) . . . E n el terreno estricto d e l disparate, p o d e m o s d o c u m e n t a r disparates g e o g r á f i c o s , que r o m p e n la a m b i e n t a c i ó n esperable (la C o r t e c a r o l i n g i a d e l E m p e r a d o r C a r l o m a g n o ) , o u n e n las referencias de ese m u n d o franco c o n otras p r ó x i m a s a la realidad d e l espectador e s p a ñ o l del siglo x v n : se r e v u e l v e n en absurda c o n f u s i ó n S a n D i o n í s c o n e l Prado, calle d e l Pilar, H e n a r e s y Jarama, S a n Q u i r c e , B e n a v e n t e , R o m a , C u e n c a , los Carabancheles y Sevilla... Es pues u n a m e z c l a c a r a c t e r í s t i c a m e n t e burlesca de los e l e m e n t o s de la t r a d i c i ó n carolingia c o n otros costumbristas, entre los que p o demos i g u a l m e n t e contar las sátiras de oficios y estados c o r r e s p o n dientes a la E s p a ñ a c o e t á n e a : genoveses

(v. 2 0 7 ) , d u e ñ a s

(v. 2 1 3 ) ,

m é d i c o s ( w . 6 4 5 y ss.), afeminados b o q u i r r u b i o s ( w . 6 7 0 - 7 1 ) , p i d o nas ( w . 2 5 1 , 6 6 9 , 7 4 7 , 837), suegras (v. 1122), etc. U n análisis exhaustivo, e n fin, que n o p r e t e n d e m o s e n estas p r e sentaciones, h a b r í a de c o m e n t a r otras c a t e g o r í a s de disparates, algunas

412

ANGÉLICA

Y

MEDORO

de las cuales ya se h a n a p u n t a d o a p r o p ó s i t o de otras piezas: m e n c i o nes religiosas i n c o n g r u e n t e s , j u e g o s intertextuales abundantes , m á s 10

11

paradigmas disparatados c o m o el i n v e n t a r i o h e t e r ó c l i t o . . . 1 2

Y h a b r í a de e x a m i n a r c o n c u i d a d o la c o m i c i d a d e s c é n i c a , m u y desarrollada e n c o m e d i a s que e x p l o r a n todas las formas de la gesticulac i ó n grotesca y la descompostura, a m é n

de n u m e r o s o s

objetos

relacionados c o n e l C a r n a v a l . E n m u c h a s escenas p r e d o m i n a u n a c o m i c i d a d visual: r i ñ a de A n g é l i c a y d o ñ a A l d a , a r r a n c á n d o s e los m o ñ o s ; fuga de M e d o r o d e l h e r m a n o M a t í a s , que le quiere echar la m e l e c i na; i n t e n t o de R o l d á n de v i o l a r a A n g é l i c a ; locuras d e l p a l a d í n al leer las cortezas de los troncos; i m i t a c i ó n grotesca d e l v u e l o de las aves que h a c e n los p a l a d i n e s . . . s o n algunos de los m u c h o s ejemplos q u e p o d e m o s aducir. C o m i c i d a d reforzada, c o m o h e m o s d i c h o , c o n objetos c o m o botas de v i n o , cazuelas, j e r i n g a s , etc.

Ver para esta cuestión en el género de la comedia burlesca Serralta, 1980b. Alusiones a Lope (vv. 279-80), al Romancero (w. 297-98), a Garcilaso (v. 693), a la lírica tradicional («en el montecito y solo», v. 818), a Góngora (v. 949, «En un pastoril albergue», y w . 1269 y ss., con la glosa de algunos versos del romance), etc. «¿Ves el estoque de Urías, / ves la honda de David, / el cuchillo de Holofernes / y la porra de Merlín? / ¿Ves un motilón sin bragas, / ves la lanza de Amadís, / ves el hierro de un cerrojo, / la quijada de Caín? / ¿Ves el recipe soberbio / de un médico, que el vivir / quita al hombre más valiente / y le condena a morir? / Pues todo junto en mi pecho /víboras son al salir / y no tiene que ver esto / con lo que quiere decir» (w. 637-52). 10

11

12

NOTA

Angélica

TEXTUAL

y Medoro se ha transmitido, e n l o q u e c o n o c e m o s , ú n i c a -

m e n t e p o r m e d i o d e l m a n u s c r i t o 16.794 de la B i b l i o t e c a N a c i o n a l de M a d r i d , que es la base de nuestra e d i c i ó n . N o p r o c e d e n mayores r e flexiones

textuales, p o r q u e la existencia ú n i c a de este m a n u s c r i t o o b l i -

ga a usarlo c o m o texto base sin otras posibilidades. H a y a l g ú n p r o b l e m a d e n u n c i a d o p o r irregularidades m é t r i c a s , s e g ú n h e m o s apuntado, pero n o es posible nada m á s que r e p r o d u c i r su texto, al q u e nos atenemos, d a n d o en las notas al pie de p á g i n a algunas observaciones sobre e l m i s m o . P o r otra parte, n o parece presentar lagunas graves n i e s t r o p i cios mayores. Las enmiendas que en alguna o c a s i ó n nos h a n p a r e c i d o pertinentes se c o n s i g n a n en las notas al p i e , l o m i s m o que c u a l q u i e r otra i n t e r v e n c i ó n u o b s e r v a c i ó n sobre e l texto y sus p r o b l e m a s .

SINOPSIS

MÉTRICA

Jornada I Versos

Forma métrica

1-201

quintillas

Núm. de versos 201

202-263

silva de consonantes

62

264-276

soneto

13

277-359

romance a e

83

360-375

octavas reales

16

376-391

redondillas

16

392-416

quintillas

25

Total

416

J o r n a d a II Versos

Forma métrica

417-443

endecasílabos

Núm. de versos 27

444-529

romance a a

86

530-545

octavas reales

16

546-550

quinteto

5

551-600

romancillo rima e a

50

601-660

romance

60

661-715

süva

í

Total

55 299

J o r n a d a III Versos

Forma métrica

Núm. de versos

716-739

endecasílablos

740-853

octavas reales

24 114

854-875

madrigal

22

876-891

esquema d i f í c i l m e n t e identificable

16

892-952

quintillas

61

953-998

endecasílabos

46

416

ANGÉLICA

Y

MEDORO

999-1016

quintillas

1017-1032

silva

18 16

1033-1056

octavas reales

24

1057-1130

romance e o

74

1131-1162

octavas reales

32

1163-1251

décimas

89

1252-1267

octavas reales

16

1268-1335

romance o e

68

1336-1383

octavas reales

48

Total

Forma

668

Jörn. I

Jörn. II

Jörn. III

Total

Romance

83

146

142

371

Quintillas

226



79

305

métrica

Octavas reales

16

16

234

266

Silva

62

55

16

133

Décimas





89

89

Endecasílablos



27

70

97

Romancillo



50



50

Madrigal





22

22

Otras





16

16

Redondillas

16





16

Soneto

13





13

Quinteto



5



5

Jörn. I

Jörn. II

Jörn. III

Romance

19,95

48,83

21,26

26,83

Quintillas

54,33



11,83

22,05

Octavas reales

3,85

5,35

35,03

19,23

Silva

14,90

18,39

2,40

9,62

— — — — —



13,32

6,44

9,03

10,48

7,01

16,72



3,62

— —

3,29

1,59

2,40

1,16

Porcentajes

Décimas Endecasílablos Romancillo Madrigal Otras

Total

417

SINOPSIS M É T R I C A Redondillas

3,85





1,16

Soneto

3,13





0,94



1,67



0,36

Quinteto

INCIDENCIAS M É T R I C A S

Jornada 1 1-201

Q u i n t i l l a s ( c o n irregularidades: e l v. 21 q u e d a suelto; los w . 8 2 - 8 5 y 1 7 3 - 7 6 f o r m a n redondillas, c o n esq u e m a de r i m a diferente de las q u i n t i l l a s ; e l v. 150 13

f o r m a parte de u n a q u i n t i l l a al parecer regular, pero tiene u n a r i m a imperfecta). 202-263

Silva de consonantes (pareados h e p t a s í l a b o s y e n d e c a -

264-276

E s u n soneto al que le falta u n verso (entre los 2 6 7 -

sílabos). 68 falta u n a r i m a e n —ada para c o m p l e t a r e l soneto; el sentido n o sufre). 277-359

R o m a n c e a e.

360-375

Octavas reales.

376-39J

Redondillas.

392-416

Quintillas.

Jornada I I 417-443

E n d e c a s í l a b o s , c o n algunas rimas consonantes

parea-

das. 444-529

R o m a n c e a a.

530-545

Octavas reales.

546-550

Q u i n t e t o (5 e n d e c a s í l a b o s c o n r i m a

consonante,

f o r m a m u y rara e n el S i g l o de O r o ) . 551-600

R o m a n c i l l o rima e a (con estribillo formado p o r u n

601-660

Romance

661-715

Silva.

pareado de e n d e c a s í l a b o s consonantes). í.

Es decir, que no se tratan de quintillas incompletas en las que se haya perdido un verso. 13

418

ANGÉLICA

Y

MEDORO

J o r n a d a III 716-739

Pasaje seguramente deturpado. N o hay grandes q u i e bras de sentido, p e r o la m é t r i c a es irregular. S o n e n decasílablos consonantes

e n los q u e se a d v i e r t e n

ordenaciones q u e p o d r í a n ser quintetos ( w . 7 1 6 - 7 2 0 ) , seis versos de r i m a alterna (721-726), dos cuartetos c o n rimas repetidas ( 7 2 7 - 7 3 4 : los 731 y 7 3 4 t i e n e n e n r i m a la m i s m a palabra), q u i n t e t o ( w . 7 3 5 - 7 3 9 ) . E s c i e r to que la m é t r i c a de las burlescas es m e n o s c u i d a d a que e n las c o m e d i a s « n o r m a l e s » y a d m i t e f e n ó m e n o s q u e s e r í a n vedados e n estas. 740-853

Octavas reales (intercala e n los w . 8 1 8 - 8 2 1 u n a p a r o dia de c a n c i o n e r o t r a d i c i o n a l y r o m a n c e r o e n versos de arte m e n o r ) .

854-875

M a d r i g a l p a r ó d i c o , c o n i m i t a c i ó n parcial de c a n c i ó n petrarquista, pero c o n varias irregularidades.

876-891

M é t r i c a variada y de esquema d i f í c i l m e n t e i d e n t i f i c a ble: m e z c l a la i n s c r i p c i ó n que lee R o l d á n e n los á r boles, e n versos de arte m a y o r ( w . 8 7 8 - 8 7 9 y 8 8 2 - 8 4 ) , c o n los c o m e n t a r i o s de R o l d á n

e n versos de arte

m e n o r , etc. P o r e j e m p l o , los w . 8 8 4 - 8 9 1 p o d r í a n c o n s t i t u i r u n a octava real, p e r o es d u d o s o que se p u e d a n aislar para i d e n t i f i c a r la estrofa. 892-952

Q u i n t i l l a s , e n general, c o n problemas: w . 9 1 7 - 9 1 8 son u n pareado que q u e d a aislado de la estructura

gene-

ral; w . 9 1 9 - 2 2 r e d o n d i l l a ; e l 952 que cierra la serie es u n e n d e c a s í l a b o que queda suelto. E s posible que haya lagunas que c o m p l e t a r a n e l esquema de quintillas. 953-998

E n d e c a s í l a b o s c o n rimas internas; las irregularidades e n e l m a n t e n i m i e n t o de estas rimas internas d e m u e s tran que hay alguna d e t u r p a c i ó n (v. 961), o d e s c u i d o e n e l r i g o r de las formas m é t r i c a s . L o s w . 9 8 8 - 9 9 7 c i e r r a n la serie de f o r m a irregular: m e z c l a n a l g ú n h e p t a s í l a b o h a c i e n d o tres pareados de h e p t a s í l a b o s y e n d e c a s í l a b o s , r o m p e n las rimas internas, queda suelto el v. 9 9 8 . . .

999-1016

Q u i n t i l l a s (tres quintillas, c o n la ú l t i m a que a ñ a d e u n verso) y cierre e n pareado de h e p t a s í l a b o y e n d e c a s í labo.

SINOPSIS M É T R I C A 1017- •1032

Silva.

1033- •1056

Octavas reales (v. 1139 r o m p e l a r i m a ) .

1057- •1130

R o m a n c e e o.

419

1131- -1162

Octavas reales.

1163- -1251

D é c i m a s ( c o n u n verso q u e falta a l a altura d e l 1168).

1252- -1267

Octavas reales.

1268- -1335

R o m a n c e o e.

1336--1383

Octavas reales (el v. 1373 r o m p e l a r i m a ) .

E n c o n c l u s i ó n , se percibe u n a frecuencia de c a m b i o s m é t r i c o s m u y alta, que responde a l a d e s i n t e g r a c i ó n a r g u m e n t a l y al f e n ó m e n o

de

la parodia que o b l i g a a integrar pasajes de citas, glosas, evocaciones de formas tradicionales o versos de G ó n g o r a y G a r c i l a s o ; c o n t o d o , es evidente e n esta c o m e d i a la v o l u n t a d de c i e r t o g r a d o de e x p e r i m e n t a c i ó n m é t r i c a (basta recordar e l pasaje de e n d e c a s í l a b o s c o n rimas i n ternas) que apunta a u n a e l a b o r a c i ó n c o m p l e j a p o r parte d e l i g n o t o autor. Se manifiesta a la v e z , creemos, u n a l i b e r t a d disparatada que f a c i lita algunas irregularidades, mezclas y rupturas. A l g u n a s de estas r u p turas son debidas, sin d u d a , a deturpaciones de la c o p i a m a n u s c r i t a , pero otras parecen debidas s i m p l e m e n t e a la l i b e r t a d de la b u r l a , que p e r m i t e olvidarse d e l r i g o r de los esquemas m é t r i c o s , a i m p u l s o s d e l chiste, la a l u s i ó n i n t e r t e x t u a l o el j u e g o .

ANGÉLICA

Y

MEDORO

C O M E D I A B U R L E S C A E NT R E S J O R N A D A S C o m e d i a famosa Angélica

y Medoro

Personas: Roldan. Medoro. Rugero. El Emperador. El hermano Matías

en hábito de la Capacha.

Angélica. Doña

Alda.

[JORNADA

PRIMERA]

Sale Rugero. RUGERO

¡ O h , desventurada F r a n c i a ! ¡ O h , r e i n o infeliz de bubas!

Acot. hábito de la Capacha: «llama el vulgo a la sagrada religión de San Juan de Dios, tomado de que [...] pedían y recogían sus religiosos la limosna para los pobres en unas [...] capachas» (Aut); acompañaban a los difuntos en los entierros y se ocuparon mucho tiempo del hospital de Antón Martín donde se curaban los sifilíticos. Comp. Quevedo, PO, n ú m . 708, «Comisión contra las viejas», w . 25-28: «Dicen que habiendo de ser / los que os rondan sacristanes, / la Capacha y la Doctrina, / andáis sonsacando amantes»; Buscón, p. 167: «decía un estudiantón, destos de la capacha, gorronazo» (con juego alusivo). v. 2 reino infeliz de bubas: alusión a la sífilis, enfermedad conocida también como mal francés. Las bubas eran las llagas sifilíticas: «enfermedad bien conocida y contagiosa, llamada también mal [...] gálico, porque (según algunos) la contrajeron los

422

ANGÉLICA

Y MED ORO

¡ Q u é de marlotas y aljubas se o p o n e n a tu arrogancia! ¡ Q u é p o c a perseverancia

5

tiene la suerte feliz!: ayer fuiste e m p e r a t r i z y h o y c o n los m o r o s que tienes (que todos s o n perros) vienes a ser tus l o que ayer m i z .

10

T o d a la m o r i s m a j u n t a c o n t r a París se ha j u n t a d o y de S a n D i o n í s al P r a d o de turbantes se pespunta, p e r o la m á s fuerte p u n t a

15

franceses cuando entraron en Italia con el rey Carlos VIII, por medio del comercio ilícito que tuvieron con las mujeres de aquel país» (Aut). Comp. Quevedo, Un Heráclito, n ú m . 213, w . 12-14: «Y hasta las trongas [rameras] de Madrid peores / los llenaron a todos de caballos [bubas] / y mal francés al buen francés volvieron»; P O , n ú m . 749, vv. 97-98: «Franceses son por la vida / mis huesos de Antón Martín»; Darlo todo, vv. 2389-90: «Tiene bubas / puesto que babeando anda». v. 3 marlotas y aljubas: metonimia por 'moros'; marlota es «Cierta especie de vestidura morisca, a modo de sayo vaquero, con que se ciñe y aprieta el cuerpo» (Aut); aljuba: «Vestidura que usaban los árabes» (Aut). Comp. Durán, n ú m . 21, romance de Abenámar: «Albornoces y turbantes / no traen los moros de Gelves, / marlotas ni capellares, / almaizales ni alquiceles»; Lope de Vega: «La aljuba, el almaizal, la capellina» (cit. por Aut). v. 9 perros: perro es el insulto dado por cristianos a moros y por moros a cristianos; «Metafóricamente se da este nombre por ignominia, afrenta y desprecio, especialmente a los moros y judíos» (Aut); Léxico; Correas, p. 629: «Perros llamamos a los moros y esclavos porque no tienen quien les salve el alma, y mueren como perros; comp. Quirós, El hermano, v. 117: «¡Ah, perra braca! ¡Ah traidora!». v. 10 tus, miz: tus es voz para llamar a los perros y miz para llamar a los gatos; perro es insulto para moros y judíos y gato significa ladrón en lenguaje agermanado: interpretamos 'ayer eras tierra de ladrones y hoy de infieles'. Comp. Quevedo, PO, n ú m . 772, w . 17-19: «cuando el cito tus / que ladra modorras, / faldero del diablo, / mastín de Sodoma»; id., Un Heráclito, n ú m . 231, v. 13: «es zorra que al vender se vuelve miz»; id., PO, n ú m . 855, vv. 129-31: «Por decir "¿Adonde va / m i querido?", equivocóse, / y me dijo "miz querido"» (ejemplos en los que la metonimia del gato apunta a la calificación de ladrón, que es lo que significa gato en germanía); Comendador de Ocaña, vv. 1409-10: «¿Por qué al perro llaman cito / llamándole al gato miz». v. 13 de San Dionís al Prado: mención disparatada; San Dionís está en París, y el Prado en Madrid.

TEXTO DE LA COMEDIA

423

es la h e r m o s u r a de aquella a q u i e n llama el m u n d o bella A n g é l i c a d e l Catay, reina que d e l ay, ay, ay los suspiros atropella.

20

C o n r a z ó n y sin r a z ó n mata a todos cuantos m i r a , y el que matado suspira aguarda la albarda, y l u e g o de l a matadura el fuego

25

flechas forja y rayos tira. Sale el Emperador. EMPERADOR

C e r c a d o estoy de c u i d a d o s y de celos estoy l l e n o ; mis ojos v i e r t e n v e n e n o y l a g a ñ a s p o r los lados.

30

v. 18 Angélica del Catay: la famosa heroína de la que se enamoran Orlando y Medoro, etc. Ver estudio preliminar. U n tratamiento paródico brutal del tema se encuentra en Quevedo, «Poema heroico de las necedades y locuras de Orlando el enamorado». v. 19 ay, ay, ay: juega con el nombre de un baile, y la onomatopeya de los suspiros. Causa Angélica tal efecto que produce más ayes que el baile del ay, ay, ay. Comp. Quevedo, Un Heráclito, núm. 253, w . 7-8: «a culpas Escarramanes / penitencias de "ay, ay, ay"»; PO, núm. 869, «Cortes de los bailes», w . 13-16: «El ¡Ay, ay, ay! los lastima, / tan dolorido y tan mustio, / Escarramán los congoja, / preciado de la de puño». Para el baile del ay, ay, ay, cfr. Cotarelo, Colección, I, pp. C C X X X I V V v. 21 Con razón y sin razón: en Correas, p. 548 «Con razón o sin ella. Por lo que se hace por fuerza». v. 22 mata a todos cuantos mira: ojos matadores, luego se insistirá en esta idea. Es un tópico que no merece la pena anotar. v. 23 aguarda la albarda: 'es un burro'. La base del juego es la dilogía de matado 'perecido de amor', y 'que tiene una matadura o llaga que la albarda causa en el lomo de las caballerías'. v. 25 de la matadura el fuego: matadura, en el sentido de 'acción y efecto de matar' (en relación con el amor, campo al que pertenece la imaginería de las flechas, rayos y fuego), pero aludiendo también a «La llaga o herida que se le hace a la bestia de ludir el aparejo» (Aut). w . 29 y ss. mis ojos vierten veneno / y lagañas por los lados: comienza el autorretrato degradado del Emperador.

424

ANGÉLICA

Y MED ORO

Esos m o r o s porfiados c o n t r a París h a n v e n i d o ; n o p i e n s o ciarme a p a r t i d o aunque me porfíen m á s p o r la v e n d a de San Blas

35

y la banda de C u p i d o . ¿ Q u é haces a q u í , m i R u g e r o ? ¿ C ó m o n o vas a la guerra? ¿ N o ves que e n su p r o p r i a tierra está m a l u n caballero? RUGERO

40

Y a tu b e n d i c i ó n espero; é c h a m e tu b e n d i c i ó n y d a m e tu b a l l e s t ó n , que c o n él desde u n tejado n o ha de quedar m o r o h o n r a d o si n o tiene

45

morrión.

v. 33 darme a parttdo:''rendirme''. Comp. Monteser, Caballero de Olmedo, vv 478¬ 80: «Pues yo he de hacer lo que quiero, / porque si os dais a partido, / vos os rendís y yo venzo». vv. 35-35 venda de San Blas, banda de Cupido: aunque se lo pidan invocando a estas dos autoridades no se piensa rendir. La reunión de un santo cristiano y de un dios mitológico es disparatada. Los objetos de la venda y la banda son bastante intercambiables. Cupido aparece en la iconografía con los ojos vendados (se puede decir que lleva una venda o una banda en los ojos); San Blas es el abogado de los males de garganta, y como a santo médico no le viene ajena la venda, pero es posible ver una alusión más precisa, ya que en algunos sitios era costumbre para curar los males de garganta anudar al cuello del enfermo en nombre de San Blas una cinta roja empapada en agua bendita. Cfr. Réau, Iconografía, s. v. v. 39 E n el manuscrito «no ves en tu propria tierra», que nos parece mejor enmendar para mantener la concordancia en tercera persona, que parece haber sido alterada por una explicable distracción del copista. v. 43 ballestón: es una exageración ridicula del caballero, porque el ballestón era en realidad la catapulta para lanzar grandes piedras; «Aumentativo de ballesta. Máquina militar de que se servían antiguamente para arrojar piedras y ofrender con ellas» (Aut, con testimonio de Saavedra: «Otras a modo de ballestones, llamadas catapultas, con diversos muelles, gatillos y disparadores»). v. 46 morrión: 'casco' (le descalabrará la cabeza si no se protege con un m o rrión).

TEXTO DE LA COMEDIA EMPERADOR

425

Tamborilero mayor de m i e j é r c i t o , levanta.

RUGERO

N o p u e d o m o v e r la planta 50

c o n tal m e r c e d y favor. H o y pienso al rey A l m a n z o r cogerle p o r las agallas y desde aquesas murallas tengo de llamarle a g r i t o s , p o r q u e e n aquestos conflictos

55

tengo m i e d o en las batallas. EMPERADOR

Y o t a m b i é n m e estoy ciscando, y v e n d o cera barata. R u g e r o , pues vas a pata, avisarásme en llegando.

60

M i r a que te espera O r l a n d o . RUGERO

C a m i n a r é p o r el v i e n t o en m i m i s m o pensamiento, y h a c i e n d o a la m u e r t e

paso

seré u n rayo. EMPERADOR

Y a m e abraso

65

p o r gozar tu v e n c i m i e n t o .

w . 47-48 Nombramientos burlescos similares hay en El rey don Alfonso: 'levántate siendo ya tamborilero mayor' (en la escena Rugero se ha arrodillado delante de Carlomagno). Comp. El rey don Alfonso, vv. 300-301: «Don Alfonso, levantaos / Marqués de Caramanchel». v. 52 cogerle por las agallas: imagen derivada del pescado que queda enganchado en el anzuelo o la red por las agallas; cfr. Aut. v. 55 conflictos: en este caso la grafía culta encubre una pronunciación simplificada, como asegura la rima con gritos. v. 57 ciscando: motivo escatológico 'el miedo me hace defecar'; ciscarse: «Laxarse, aflojarse o soltarse el vientre con ocasión de algún susto o miedo repentino» (Aut). v. 58 cera: 'excrementos'; comp. Guzmán, p. 544: «Tapándose otros las narices, decían: "¡Po!, ¡aguas mayores han sido!" [...] hasta preguntarme algunos: "Amigo, ¿a cómo vale la cera?"»; Comendador de Ocaña, vv. 1323-38: «Bueno me han puesto, niño, / tus trazas halagüeñas; / ya saben lo que pasa / quien con niños se acuesta.../ Antaño tropecé / en tus lazos de cera...».

426

ANGÉLICA

Y

MEDORO

Vanse y suena dentro ruido de guerra, unos dicen «San Dionís»

y otros «Li li li», y salen peleando Roldan y

Medoro. ROLDÁN

R í n d e t e , moro menguado: ¿ n o adviertes q u e soy R o l d á n , el d e l estoque agobiado?

MEDORO

Y o soy e l m o r o P e t r á n

70

e n M e d o r o transformado. ¿ Q u e t ú eres R o l d á n e l bravo, el s e r v i d o r de d o ñ a A l d a ? ROLDÁN

Y o soy, a u n q u e n o m e alabo, q u i e n te h a r á v o l v e r la espalda

75

para besarte e n e l rabo. MEDORO

E s o a m í n o m e desuela, p o r q u e tengo u n c o r a z ó n que n o se ha v i s t o e n cazuela y hasta h o y n i n g ú n b r i b ó n

80

m e ha m e a d o la pajuela.

v. 66 acot. Lo que gritan son las invocaciones de guerra; los franceses aclaman a San Dionís, y los moros lanzan sus lelilíes, o gritos guerreros: lelilíes: «Aquella grita o vocería que hacen los moros cuando entran en alguna batalla o combate. Llámanse así poque lo que pronuncian y se percibe es esta palabra leli, leli, con que invocan su profeta» {Aut); comp. Quijote, II, 34: «Luego se oyeron infinitos leilíes, al uso de moros cuando entran en las batallas; sonaron trompetas y clarines, retumbaron tambores». v. 69 agobiado: parodia de epíteto épico, aquí ridículo. v. 76 rabo: en el sentido habitual en la época de 'trasero'. C o m o decir a alguien «Bésame en el culo» (con varias formulaciones proverbiales en Correas, p. 82) es una pulla o desprecio, resulta grotesco que Roldán amenace con besarle en él a Medoro. Ver para esta acepción de rabo, Léxico; Buscón, p. 142: «Yo, que v i que, de la camisa, no se vía sino una ceja y que traía tapado el rabo de medio ojo, le dije». v. 81 mear la pajuela: «Aventajarse, sobresalir y exceder a otro en la ejecución de alguna cosa» (Aut)', «Mear la pajuela. Usaban los muchachos luchar, y a las tres caídas el vencedor cogía una pajuela del suelo y la meaba y con ella daba por la boca al vencido sin que lo viese, y de este modo le afrentaba, y así en otras cosas» (Correas, p. 607); comp. Lope, Peribáñez y el comendador de Ocaña, III, vv. 375-76: «¡Que piensen estos judíos / que nos mean la pajuela!».

TEXTO DE LA COMEDIA ROLDAN

427

Pues n o te rindes al b r a z o que rige esta D u r e n d a n a , ten, y a u n q u e de m a l a gana, repárala c o n e l brazo.

MEDORO

85

¡ M u e r t o soy, M a h o m a santo! J e s ú s m i l veces, J e s ú s , que n o p u e d a hallar u n canto! E l castillo de E m a ú s m e valga, pues vale tanto;

90

¡hijo de u n a grande p u t a , q u é brava fuerza que tienes! ROLDÁN

T e n g o la garganta enjuta, y a u n q u e r i c o de m i l bienes siempre he andado h u r t a n d o fruta.

95

Pataleando quedas, p e r r o ; tal p a n te ha dado e n la c h o l l a : él ha sido p a n de p e r r o . MEDORO

¿ Q u é tiene q u e v e r l a o l l a c o n e l l i b r o d e l becerro?

100

v. 83 Durendana: Durindana, o Durandal, nombre de la espada de Roldán. Comp. Quijote, II, 26: «a don Roldán su primo pide prestada su espada Durindana». v. 85 repárala: reparar un golpe de esgrima es detenerlo; le da un golpe con la espada; nótese la repetición de la misma palabra en posición de rima. v. 87 Jesús: invoca a Mahoma y seguido a Jesús, aunque es moro. Este tipo de disparates es usual en el género. v. 88 un canto: 'una piedra', entendemos, para pegarle una pedrada a Roldán. v. 89 castillo de Emaús: ripio para la rima. Mezcla anacrónica de referencias al unir la noción del castillo (elemento propio de los libros de caballerías) con Emaús, lugar cercano a Jerusalén donde Cristo resucitado se apareció a sus discípulos. w . 96-98 perro... pan: ya hemos anotado el sentido del insulto perro; alude además a pan de perro «Metafóricamente vale daño u castigo que se hace u da a alguno; es tomada la alusión de que en el pan suelen darles a los perros lo que llaman zarazas, para matarlos» (Aut); comp. Q u i ñ o n e s , Don Satisfecho..., en Madroñal, 1996, p. 283: «Vamos abajo y los tres / le daremos pan de perro»; id., Los sacristanes burlados, Colección, II, p. 618: «—Estos picaros me enfadan. / —Pues pégales pan de perro». v. 100 libro del becerro: «libro que tienen las comunidades, cabildos eclesiásticos de las catedrales y colegiales, ayuntamientos de ciudades y villas, en el cual están

428 ROLDÁN

ANGÉLICA

Y

MEDORO

B u s c o a A n g é l i c a la bella y A n g é l i c a n o parece; b e b o los v i e n t o s p o r ella y b i e n sé que l o merece, c o m o sé que n o es doncella.

105

S i y o la c o g i e r a a q u í , p o r e l siglo de m i madre que e n a q u e l z a q u i z a m í , a u n q u e v i n i e r a su padre, la e n s e ñ a r a a quis v e l q u i .

110

C o r r e r é servas y m o n t e s r o m p i e n d o m i l escarpines p o r diversos h o r i z o n t e s

asentados todos los actos, acuerdos, ordenanzas y establecimientos pertenecientes al gobierno y economía pública de cada comunidad» (Aut). v. 102 E n el manuscrito «me parece»; pero no le hallamos el sentido; enmendamos según creemos mejor: 'busco a Angélica y no aparece, no la encuentro'. v. 105 como sé que no es doncella: en el mundo grotesco de la comedia burlesca se insiste en estos detalles que rompen las convenciones de la comedia normal. v. 107 por el siglo de mi madre: parece tener connotaciones de juramento femenino: «Por el siglo de cuanto más quiero. Juramento de mujeres» (Correas, p. 632); comp. Juan Cortés de Tolosa, Lazarillo de Manzanares, ed. M . Zugasti, 1990, p. 158: «Que solas las que pasaren de cuarenta años puedan jurar: "Por el siglo de mis padres" y decir: "Tomo y vengo y ¿qué hago?"». v. 108 zaquizamí: 'cuartucho'; comp. El rey Alfonso, w . 1068-70: «nacida en Almonacid, / engendrada en un rastrojo, / hecha en un zaquizamí». v. 110 quis vel qui: es voz que se repite en bastantes burlescas. Sentido erótico aquí. Aut señala que «puente de los asnos se llama aquella grave dificultad que se encuentra en alguna facultad u otra cosa, que desmaya para pasar delante. Dícese regularmente de quis vel qui en la gramática latina»; comp. Tirso, Marta la piadosa, w . 2062-63: «Decora / compuestos de quis vel qui», y nota de Arellano, que indica que la expresión se usa a menudo como alusión festiva; Quirós, Don Estanislao, w . 192-95: «y entre mí y ti dice oremus, / a ti y a mihi, vel qui, / y mirando en mí el ti, / el ti en mí no es quis vel qui» (Fruela, p. 225); El hermano, w . 39-40: «si el Infante es quis vel qui, / yo me voy a un monasterio». v. 111 E n el manuscrito «serbas», que mantenemos como posible fenómeno fonético vulgar. v. 112 escarpín: «Funda pequeña de lienzo blanco, con que se viste y cubre el pie, y se pone debajo de la media o calza» (Aut). Palabra muy reiterada en la comedia burlesca, sobre todo por proporcionar una rima aguda y jocosa; cfr. Lanini, Darlo todo, w . 1527-31: «veréis, aunque no me humillo, / cómo a vuestros pies me

TEXTO DE LA COMEDIA

429

y b e s a r é los chapines de A n g é l i c a e n e l O r o n t e s .

115

Sale Rugero. RüGERO

E a , franceses valientes, a ellos pares, y nones, r o m p e d los i n c o n v e n i e n t e s .

ROLDÁN

¿Para q u é gastas varones?

RUGERO

Y o n o las gasto, t ú mientes,

120

que p o r aquesas c a m p a ñ a s , una caterva de M u z a s destroncados c o m o c a ñ a s ya n o h a n menester alcuzas para a l c u z c u z , n i c a s t a ñ a s .

125

postro / porque os los quiero besar, / aunque sean largos y gordos, / y aunque huelan a escarpines»; Calderón, Céfalo y Pocris, vv. 1835-36: «y si así huele el zapato, / ¡cómo olerá el escarpín!». v. 114 chapines: «Calzado propio de mujeres, sobrepuesto al zapato para levantar el cuerpo del suelo [...] el asiento es de corcho» (Cov.). Comp. Quevedo, P O , núm. 614, vv. 9-11: «Quien no fuere de Marte matachín / te incline solo a que le quieras bien, / rindiéndote del manto hasta el chapín»; Quirós, El hermano, w . 1460-61: «en zapatillas de esgrima / y chapines de Toledo». v. 115 Orontes: río de Siria; comp. Lope, La Arcadia, ed. Morby, 1975, p. 180: «¿Qué aprovecha que adornes el cabello / de la mirra de Orontes perfumado». v. 117 pares, y nones: juego de palabras fácil alusivo a los pares de Francia. v. 120 no las gasto: tomando pie en el verbo que acaba de decir Roldán, Rugero juega con la expresión hecha «gastarlas» 'portarse, proceder', casi siempre entendida a mala parte (cfr. DRAE). O quizá haya un error de copista y responda simplemente «no los gasto», negando lo que ha dicho el interlocutor. v. 122 caterva: valor peyorativo 'conjunto de personas de mala índole y condición'; Muzas: metonimia por'moros'; Muza fue uno de los lugartenientes deTarik, invasor de España. Cfr. El hermano, w . 1248-50: «Reto los signos celestes, / la caterva de planetas, / reto sastres, boticarios». v. 123 destroncados: destroncar es «Cortar u derribar algún árbol por el tronco [...] Por extensión vale cortar u despedazar los cuerpos» (Aut). v. 124 alcuzas: recipiente para aceite; aquí es mención disparatada, como las siguientes, que explotan simplemente el valor connotativo de ser palabras de o r i gen árabe. v. 125 alcuzcuz: pasta de harina y miel guisada de varias maneras; comida típica de moros. Comp. El hermano, vv. 1240-42: «Reto el pan, reto la carne, / nabos,

430 ROLDÁN

ANGÉLICA

Y MED ORO

D e j a tanto desatino y dime, R u g e r o honrado (si te da l u g a r el v i n o ) , si de A n g é l i c a has t o p a d o ese rostro p e r e g r i n o .

RUGERO

130

E s o quise preguntarte y d e l p i c o de la l e n g u a m e l o quitaste c o n arte.

MEDORO

Los moros con propria mengua h a n p e r d i d o el estandarte.

RüGERO

135

P i e n s o que la v i pasar e n u n asno p a l a f r é n p o r la calle d e l Pilar.

ROLDÁN

D e h e r m o s u r a y de d e s d é n es e j e m p l o singular.

RUGERO

140

¡ Q u e tanto n o b l e f r a n c é s , que tanto gabacho h o n r a d o , ya p o r la haz y el e n v é s a c o m e t e r l a ha i n t e n t a d o y haya guardado e l p a v é s !

145

cebollas y berzas / arroz con grasa, alcuzcuz»; Estebanillo, I, p. 238: «Yo [...] por no ir a tierra de alarbes a comer alcuzcuz, me fui a la Sabinilla...». v. 128 si te da lugar el vino:'si te lo permite la borrachera', otro motivo degradante característico del género. v. 137 asno palafrén: adjetivación ridicula, porque palafrén es precisamente «El caballo manso en que solían montar las damas y señoras en las funciones públicas o para la caza y muchas veces los reyes y príncipes para hacer sus entradas» (Aut), de manera que es lo más opuesto a un asno, animal rústico y bajo, en el que se sacaban a la vergüenza los reos de algún delito. U n chiste parecido en Quirós, El hermano, w . 789-91: «Señora, salid al muro / que el palafrén os aguarda / con sus jamugas y albarda» (aparejos de borrico). E l disparate se acentúa con la mención de la calle del Pilar, dato más bien costumbrista y español, que choca con el ambiente francés y caballeresco. v. 142 gabacho: francés; es muy peyorativo. Ver nota a La ventura sin buscarla, v. 838. v. 145 pavés: un tipo de escudo, pero aquí es metáfora de sentido erótico, como todo el contexto obsceno: 'muchos han intentado tener relaciones sexuales con ella, por delante y por detrás, pero ella ha guardado su doncellez'.

TEXTO DE LA COMEDIA ROLDAN

431

Es l o c a desvanecida, y c o m o l o c a arrogante de los h o m b r e s h o m i c i d a : cada ojo es u n pujavante y cada rayo u n a ira.

RUGERO

150

C a l l a , que eres u n salvaje: si somos unos pobretes que a u n n o alcanzamos potaje, ¿ q u i e r e s t ú que sus mofletes los metiese a pupilaje?

ROLDÁN

155

Q u e tienes r a z ó n confieso, pues p o r varios accidentes les pesa m u c h o a m i s dientes,

H

y así pienso, dientes m í o s (este m e d i o he de t o m a r ) ,

160

si hay q u i e n los q u i e r a c o m p r a r que los v e n d o p o r b a l d í o s .

v. 146 desvanecida: 'vanidosa, presumida'. v. 149 pujavante: 'cuchilla cortadora', metáfora grotesca, porque el pujavante es «Instrumento de hierro acerado, que se compone de una plancha cuadrada de cuatro o cinco dedos de largo con corte por la parte de adelante [...] Sirve a los herradores para cortar el casco de la bestia cuando lo necesitan, para curarla o para asentar la herradura» (Aut). v. 150 ira: motivo de los ojos matadores, ya anotado. La rima consonante de la quintilla pediría una terminación en -ida. v. 151 salvaje: la imagen es bastante gráfica, porque evocaría sin duda al h o m bre salvaje (monstruo violento representado con maza, peludo y vestido de hiedras o pieles), motivo literario e iconográfico frecuente. Comp. Comendador de Ocaña, w . 221-23: «Picaña / no tenéis más cortesía, / vive Dios, que una salvaja». Ver para este motivo Antonucci, 1995. vv. 154-55 ¿quieres tú que sus mofletes / los metiese a pupilaje?: '¿pretendes que nos haga caso y pase hambre con nosotros, que somos unos pobretes, como si metiera sus mofletes en un pupilaje estudiantil, en donde pasan tanta hambre?'. Para este motivo del hambre de los estudiantes en pupilaje baste recordar los trabajos de Pablos en el pupilaje del dómine Cabra en el Buscón. w . 158 y ss. Faltarían dos versos para completar aquí la quintilla. Los versos que siguen, o son una redondilla en pasaje de quintillas, o falta también ahí un verso, que es lo más seguro.

432 RUGERO

ANGELICA

Y

MEDORO

Pregúntaselo a m i pecho, que le tengo c o n calambre t o d o e n l á g r i m a s deshecho.

ROLDAN

165

T o d o s estamos c o n h a m b r e , que está el r e i n o m u y estrecho; mas, pues parece i m p o r t a n t e , c o n u n o s cuartos m o h o s o s pasaremos adelante,

170

que para actos amorosos se p e r m i t e echar u n guante. MEDORO

¿ H a s t a c u á n d o h a b é i s de hablar, paladines habladores? H a b l e m o s todos, s e ñ o r e s ,

175

que es otra m u e r t e e l callar. RUGERO

¿ Q u i é n se queja e n ese altillo? ¿ Q u é v o z lamentable es esta que m e h e r v í a el c o l o d r i l l o ? ¡ V á l g a m e D i o s , si es aquesta la v o z de a l g ú n

180

cocodrillo!

v. 172 echar un guante: en el contexto caballeresco se arrojaba un guante para los desafíos. Pero también puede significar 'propina', cantidad que se da sobre lo acordado en una transación, a modo de gratificación, y «echar el guante» 'agarrar algo para apoderarse de ello', etc. De todos los posibles sentidos nos inclinamos por el de «Recoger dinero entre varias personas para un fin, regularmente de beneficencia» (DRAE), es decir: 'Somos pobres, y pedir es vergonzoso, pero para cuestiones de amor está justificado que pidamos limosna y consigamos unos pocos cuartos, aunque estén mohosos'. vv. 173-76 Redondilla en pasaje de quintillas. v. 176 es otra muerte el callar, podría implicar asociaciones proverbiales entre el estar muerto y el callar, como la de la frase «Callar como un muerto» (Aut). v. 179 E n el manuscrito «cocodrillo», que es evidente error, atraído por el verso 181. v. 181 voz de algún cocodrillo: aparte del ripio, recuérdese que el cocodrilo «tiene un fingido llanto con que engaña a los pasajeros, que piensan ser persona humana afligida y puesta en necesidad, y cuando ve que llegan cerca de él los acomete y mata en la tierra» (Cov.), así que tiene algún sentido mencionar la voz del cocodrilo a propósito de una «voz lamentable» (v. 178), aunque no deja de ser absurdo que provenga del altillo (v. 177).

TEXTO DE LA COMEDIA ROLDAN

433

U n m o r i l l o venturoso que h o y a mis m a n o s ha m u e r t o o de h a m b r e o de m e d r o s o .

MEDORO

¿ E s t o y s o ñ a n d o , o despierto,

185

o este es u n zaparrastroso? RUGERO

D e j é m o s l e que se m u e r a en esta selva e s c o n d i d a y m o r i r á c o m o quiera, que esto de dejar la v i d a

190

n o es m u y fácil. ROLDÁN

Tente, espera, m i r a que hacia el M a r B e r m e j o d o n d e A n g é l i c a solía labrar t o d o su aparejo c a m i n a la i n f a n t e r í a ;

195

anda y s i g ú e m e , cangrejo. RUGERO

Pues sigamos la derrota y en acabando la guerra i r e m o s a h i n c h i r la b o t a y a buscar aquesa p e r r a

200

c o n grillos y c o n m a r l o t a . Vanse y sale ANGÉLICA

Angélica.

D e este m a r c i a l estruendo, de este de la m i l i c i a s o n h o r r e n d o que el á n i m o

estremece

v. 186 zaparrastroso: así en el manuscrito, que es la forma usual que trae, por ejemplo, Aut, diccionario que señala como variante igualmente usual la de «zarrapastroso». v. 192 Mar Bermejo: alusión geográfica disparatada, al Mar Rojo de la Biblia. v. 194 labrar todo su aparejo: labrar es labor de costura femenina, a no ser que la expresión tenga aquí valor sexual. v. 197 derrota: 'rumbo', quizá con juego de palabras:'sigamos nuestro camino y en su momento nos dedicaremos a emborracharnos y a buscar a Angélica', y 'sigamos derrotando a los moros'. v. 201 con grillos y con marlota: con grillos o cadenas para apresarla, y con marIota (ver n. v. 3) para vestir. Son palabras que están ahí por las connotaciones de moras y por la rima ridicula.

434

ANGÉLICA

Y

MEDORO

y las e n t r a ñ a s de los m o n t e s mece,

205

yo, la m á s bella m o z a que g i n o v é s adinerado goza, cuyos rayos d i v i n o s titilaciones d a n a C a l a í n o s , pues tanta es m i h e r m o s u r a

210

que p o r e l t r o n c o sube hasta la altura,

v. 206 E l manuscrito trae «vella mora», que parece un error del copista, fácilmente comprensible, pero que denucia la rima. v. 207 ginovés adinerado: es el motivo de la mujer liviana y pedigüeña, venal, que se entrega a los adinerados, como los genoveses, que habían prácticamente monopolizado las finanzas en buena parte del Siglo de Oro. De los abusos de estas especulaciones y de los genoveses hay abundantes testimonios: en Quevedo ver, por ejemplo, Buscón, p. 130: «Topamos con un ginovés, digo con uno destos antecristos de las monedas de España»; Obras satíricas y festivas, ed. Salaverría, 1965, p. 63: «que prendan a todas y cualesquier personas que toparen de día o de noche con garabato, escala, ganzúa o genovés, por ser armas contra las haciendas»; PO, núms. 654, w . 37-44: «Más vale para la rueda / que mueve los intereses, / el bajar los ginoveses / que no subir la moneda. / N o se siente, estése queda, / que en los asientos que ve / su caudal estará en pie / y el nuestro se sentará»; 660, w . 11¬ 14: el dinero «Nace en las Indias honrado, / donde el mundo le acompaña, / viene a morir en España, / y es en Génova enterrado»; o Suárez de Figueroa, Pasajero, I, p. 81; Gracián, Criticón, I, pp. 214, 298, 378; id., II, pp. 107, 111, 247; Herrero, 1966, pp. 325-69; Pike, 1963. v. 209 titilaciones dan a Calaínos: titilación es «Movimiento o latido acelerado o convulsivo con gusto o deleite» (Aut), lo que resulta bastante significativo en el contexto; Calaínos es personaje que sale en el Romancero; cfr. el romance del moro Calaínos que comienza «Ya cabalga Calaínos / a la sombra de una oliva», recordado por Sancho Panza (Quijote, II, 9); pero es famoso sobre todo por los cuentos de Calaínos proverbiales. Aut explica que es «Nombre propio de un héroe amoroso y de caballerías, asunto de unas coplas antiguas que sirven de entretenimiento a los rústicos, de las cuales viene la frase «No importa las coplas de Calaínos», para significar lo que no importa nada [...] Cuentos de Calaínos. Todo lo que no es del caso de que se trata y con especialidad cuando se gastan rodeos y ridículos episodios y cuentos sin pies ni cabeza». Comp. «Ya cabalga Calaínos; ya cabalga, ya se va. Q u e d ó de una de sus coplas» (Correas, p. 512; y en p. 355 «No lo estimo en un cantar vizcaíno; en las coplas de Calaínos»; y otros lugares). E l romance de Calaínos lo insertó Durán en su Romancero general, n ú m . 373. Quevedo saca al personajillo en Sueños, pp. 372-73, etc.Ver Montoto, 1921-22, pp. 157-59. v. 211 Es cita de Garcilaso, Egloga III, w 57-60: «Cerca del Tajo, en soledad amena, / de verdes sauces hay una espesura / toda de hiedra revestida y llena, / que por el tronco va hasta el altura».

TEXTO DE LA COMEDIA

435

h u y o p o r estas b r e ñ a s m á s que de los franceses, de las d u e ñ a s . MEDORO

Parece q u e u n a m o r a de b r i l l a n t e e s p l e n d o r los c a m p o s d o r a ;

215

el verla m e arrebata: p o r D i o s que m e parece u n a m u l a t a . M o r a , hacia m í te llega, que ya la l e n g u a al paladar se pega y e n m o r t a l parasismo

220

á t o m o s del v i v i r cuenta en guarismo. ANGÉLICA

¡ Q u é v o z tan lastimera! N o q u i e r a D i o s que aqueste m o r o m u e r a . ¿ Q u é v í b o r a has pisado? ¿ Q u é v e n e n o m o r t a l te h a n recetado?

225

¿Te ha m o r d i d o a l g ú n sapo? MEDORO

N o m e ha m o r d i d o nadie; d a m e u n trapo, que p o r m i l bocas m u e r o y el v i n o sale v i e n d o r o t o e l cuero.

ANGÉLICA

T r a p o y o n o le tengo,

230

que de dejar los trapos ahora v e n g o a la m a r g e n d e l r í o ;

v. 213 dueñas: para esta personaje satirizado constantemente ver La ventura sin buscarla, n. v. 539. v. 220 parasismo: 'síncope'; comp. Quiñones, La capeadora, 1, w . 29-31: «Piensa muy mal y pensará las veces / que pensare lo mismo / porque está en el postrero parasismo». v. 221 átomos del vivir cuenta en guarismo: guarismo es 'número': la cuenta del vivir que hace su lengua utiliza átomos, unidades mínimas, porque le queda muy poco de vida, ya que lo mata la belleza de la tal mulata. v. 225 E l manuscrito trae «recatado», que enmendamos como nos parece más razonable, sobre todo si se tiene en cuenta el motivo de los médicos letales cuyas recetas son venenos mortales. v. 228 bocas: «Boca de herida o llaga es la rotura o agujero que hace la misma herida en el cutis o piel, que es por donde se empieza a internar» (Aut). v. 229 cuero: más que sangre escapa por sus heridas vino, porque está hecho un cuero 'odre de vino'; nótese el juego en cuero, que significa 'piel' y 'cuero de odre, borracho'. w . 231-32 que de dejar los trapos ahora vengo I a la margen del rio: es decir, que es una lavandera; degradación costumbrista de la heroína caballeresca.

436

ANGÉLICA

Y

MEDORO

la toca n o m e q u i t o , que hace frío; si traes reverendas, cuarquiera o b i s p o o r d e n a r á unas vendas. MEDORO

235

Esas m a n o s de h o l a n d a p o r q u i e n baila e l a m o r la zarabanda aplica a m i s heridas, que cuantos dedos t i e n e n , tantas vidas d a r á n c o n m i l enredos

240

q u i t a n d o vidas y a ñ a d i e n d o dedos. ANGÉLICA

¡ O h , m o r o peregrino!, h o l g á r a m e que fueras m i v e c i n o y que p o r los desvanes m e e n s e ñ a r a s a hacer tus ademanes.

MEDORO

245

¡ Q u é belleza tan rara! T u n a r i z es c a n u t o de alquitara.

v. 234 reverendas: juego con «tocas reverendas», sintagma frecuente alusivo a la connotación de respeto que merecen las tocas (usadas por viudas y damas de edad) y «son unas cartas dimisorias en las cuales un obispo o prelado da facultad a su subdito para recibir órdenes de otro» (Aut). Comp. Quijote, I, 49: «me decía una mi agüela de partes de m i padre, cuando veía alguna dueña con tocas reverendas». v. 235 cuarquiera: así en el manuscrito; lo dejamos porque puede reflejar un fen ó m e n o de fonética vulgar. v. 236 de holanda: 'blancas', como la tela de holanda (proveniente de Holanda) con la que se hacían camisas muy finas; alude también a la actividad de lavandera. v. 238 zarabanda: «Tañido y danza viva y alegre que se hace con repetidos m o vimientos del cuerpo poco modestos» (Aut). «Es [baile] alegre y lascivo, porque se hace con meneos del cuerpo descompuestos» (Cov.); ver Cojuelo, p. 70: «Yo truje al mundo la zarabanda, el déligo, la chacona, el bullicuzcuz»; El rey don Alfonso, w . 337-39: «—Decid, infante de monas, / ¿sabéis muchas zarabandas? / — N o , señor, mas sé chaconas», y cfr. Cotarelo, Colección, pp. C C L X V - C C L X X I . Todo el pasaje 'son manos tan bellas que el amor baila la zarabanda de entusiasmo y enajenación'. vv. 244-45 por los desvanes / me enseñaras a hacer tus ademanes: el contexto revela significado erótico. Añádase que la mención de los desvanes sugiere brujería, por la relación con vigas y la frase «andar de viga en viga» 'ser bruja' (cfr. Arellano, 1987, pp. 32-33), o por lo menos se asocia con las dueñas: ver La ventura sin buscarla, n. v. 340. v. 247 nariz... canuto de alquitara: imagen grotesca basada en la forma, tamaño, y en el goteo mucoso; probablemente se inspira en Quevedo; comp. Un Heráclito,

T E X T O DE LA COMEDIA

437

A amarte m e d i s p o n g o , que m e pareces olla de m o n d o n g o . ¿ Q u e r r á s m e si te quiero? ANGÉLICA MEDORO

250

¿Traes e n la faltriquera a l g ú n d i n e r o ? C o s a de d i e z c e q u í e s y e n aquesta sortija dos r u b í e s y u n diamante te habla.

[ANGÉLICA]

Gracias a D i o s , que ya te ha v u e l t o e l habla. 2 5 5 V á m o n o s a m i choza d o n d e h a b r á cena, vendas, c a m a y m o z a ; vámonos a Tambico a pie, pues n o t e n e m o s u n b o r r i c o .

[MEDORO]

Pero ¿tú estás borracha?

[ANGÉLICA]

¿ P u e s a d o n d e h e m o s de ir?

[MEDORO]

260

A la C a p a c h a .

n ú m s . 161, v. 6 «érase una alquitara pensativa»; 249, w. 45-46: «Tras esta alquitara rubia [narizada] / truje a don Cosme penando»; 270, w. 19-20: «El narigudo oledor / que fue alquitara con ojos». v. 249 olla de mondongo: curioso requiebro; lo espiritual amoroso reducido a lo nutritivo; mondongo es comida baja y grosera, típicamente carnavalesca. v. 251 ¿Traes en la faltriquera algún dinero?: motivo omnipresente de la pidona. v. 252 cequíes: «Moneda de oro entre los árabes, que según Covarrubias la introdujeron y usaron en España» (Aut). w. 255 y ss. Desde que empieza a hablar Medoro en este parlamento y hasta la acotación siguiente solo aparece en la columna de locutores Medoro, de manera que todo el discurso se pone en su boca, pero la alternancia del diálogo y el sentido de los versos parecen pedir las enmiendas que proponemos: la que pondera el que haya vuelto el habla al galán es la pidona, que considera buen lenguaje el de los diamantes, y es ella la que lleva a su choza a Medoro, una vez que sabe que tiene dinero (lo que por otra parte confirma la historia de Angélica y Medoro: el herido es el recogido por Angélica). Sería absurdo, incluso para la comedia burlesca, que Medoro ofreciera vendas y moza a Angélica... v. 258 vámonos a Tambico: con sonorización en la palabra exótica, es mención de Tampico, ciudad de Méjico, a la que difícilmente pueden ir a pie ni en borrico siquiera, aunque lo tuvieran. v. 92 Capacha: es decir, hospital de Antón Martín (ver nota a la primera acotación). Recuérdese que era el Hospital de los bubosos para captar las connotaciones de la burla. Cfr. Darlo todo, vv. 437-38: « — ¿ Q u é hermano? — E l de la Capacha, / porque servirte es gran vicio [alude a la enfermedad venérea]».

ANGÉLICA

438 [ANGÉLICA]

Y

MEDORO

¿ H a y tan e x t r a ñ o s males? ¿La reina d e l C a t a y p o r hospitales? Vanse y sale doña Alda.

DOÑA

ALDA

E s e l h o n o r de u n a m u j e r h o n r a d a e n t o d o al l e t u a r i o semejante;

265

la m á s dura m u j e r es c o m o u n guante. Y o , q u e estoy de m i esposo d e s d e ñ a d a d e s p u é s que está e n las guerras de Levante, de las astas m e d o y c o n u n danzante a q u i e n , a r m a d o , v e n z o e n la estacada.

270

R o l d á n tiene la c u l p a , pues m e deja, e n este t i e m p o de tan grandes celos, sin u n a manta m á s que esa pelleja. Y o b u s c o a m i catarro caramelos

v. 265 honor ... letuario: comparación grotesca; letuario era una especie de conserva con la que era costumbre desayunarse; «Confección medicinal que se hace [...] con diferentes ingredientes [...] miel, azúcar, formando una a modo de conserva en consistencia de miel» (Aut). Comp. El hermano, vv. 530-32: «—Vamonos al vestuario / los dos. — ¿ A qué, camarada? / —¿A qué? A comer letuario / pues se acabó la jornada». v. 266 E n el manuscrito «las más dura»; como un guante: alude a la expresión «poner a uno más blando que un guante» (o «más suave que un guante» 'volverlo dóciF (DRAE), por referencia a la 'blandura' o inclinación venérea de las m u jeres, que hace peligrar el honor. vv. 269-70 de las astas me doy... danzante...:'tengo relaciones sexuales con un alfeñique que no podría vencerme, y que tiene muy poca potencia sexual, además'. Hay una serie de alusiones que estriban en las connotaciones de los términos. L o de darse de las astas remite a un romance de Tarquino y Lucrecia «Dándose estaba Lucrecia / de las astas con Tarquino» (Durán, n ú m . 1717), al que se muestra aficionado sobre todo Quiñones de Benavente, que lo parodia en La Puente Segoviana, 1 y 2 y en el entremés Pipote; comp. El hermano, w . 1625-26: «Dándose estaba Lucrecia / de las astas con Tarquino»; danzante: es peyorativo «Apodo con que se moteja a algún sujeto por de poco seso y madurez, y de ligereza de j u i cio, entremetido y atrevido» {Aut); armado: en sentido sexual 'arrecho, erecto' (comp. el romance obsceno de Quevedo en que describe a una prostituta: «un pendejo jacerino / por ser pendejo de armar», PO, n ú m . 864, w . 63-64) o lugares a que remite el vocabulario de Poesía erótica; estacada: 'lugar donde se lleva a cabo una justa o torneo', metafóricamente 'encuentro sexual' (cfr. justa y estacada en Poesía erótica, vocabulario final y lugares a que remite). v. 274 catarro caramelos: metáforas de sentido sexual.

TEXTO DE LA COMEDIA que pues él ha buscado su pareja,

439 275

n o será j u s t o que m e p a p e n duelos. Sale ROLDÁN

Roldan.

Y a v e n g o de matar m o r o s , aunque n o de matar h a m b r e , p o r q u e la bolsa n o ayuda a l o que el h o m b r e n o sabe.

280

Q u e r i d a esposa d o ñ a A l d a , h e r m o s a c o m o u n salvaje, que a ser halda de carnero, n o te apeteciera nadie, ¿ n o m e abrazas? [ D O Ñ A ALDA]

N O te

abrazo,

285

p o r q u e has dado e n enfadarme d e s p u é s que los m o r o s buscas y m e dejas entre pajes. C o n d e , los h o m b r e s de b i e n , c o n d e , los h o m b r e s infames

290

h a n de velar c o m o grullas y d o r m i r c o m o elefantes.

v. 276 me papen duelos: 'que se me coman los duelos, que me fastidie'; comp. Quijote, I, 18: «espada semejante, solo vendría a servir y aprovechar a los armados caballeros, como el bálasamo; y a los escuderos, que se los papen duelos». v. 279-80 Eco de los versos de Lope, «Hortelano era Belardo / de las huertas de Valencia, / que los trabajos obligan / a lo que el hombre no piensa». Mata moros, pero no mata el hambre, hambriento. v. 283 halda de carnero: juega con el nombre, doña Alda, y halda o falda de carnero, una puesta de la res, que «cuelga de las agujas, sin asirse a hueso ni costilla» (Aut). La califica de fea y poco apetecible. v. 285 Suplimos el nombre del locutor, olvidado por el copista. v. 291 grullas: la grulla es emblema de la vigilancia; la pintaban los egipcios con una piedra en el pie (de manera que la grulla centinela al dormirse deja caer la piedra que inmediatamente la despierta). Se repite en numerosos libros de emblemas. Ver García Arranz, 1996, pp. 445-55 para numerosa documentación del motivo. v. 292 dormir como elefantes: el dato más conocido respecto al dormir del elefante es que, puesto que «la naturaleza del elefante es tal, que si cae el suelo no es capaz de incorporarse» ha de dormir de pie, apoyado en un árbol. Cfr. Malaxecheverría, 1986, p. 4.

440

ANGÉLICA

Y

MEDORO

A la guerra te vas, c o n d e , de los c a m p o s de Getafe, dejando m u j e r h e r m o s a

295

e n t u casa c o n dos reales. B i e n haces e n ser valiente y e n ser c o r n u d o b i e n haces, que echar la fuerza e n la frente es de bravos animales.

300

E n tentaciones m e he visto de deshonrarte y de ciarme, p o r e l siglo de m i abuelo, p o r e l a l m a de mis padres. A d e m á s de esto he sabido

305

que u n a m o r i l l a te trae c o n encantos p o r los cantos, c o n donaires p o r los aires. M u y necesitado estabas c u a n d o tan s u c i o brebaje

310

te b r i n d ó la sed al gusto: ¡lleve e l d i a b l o q u i e n tal hace! [ROLDAN]

A l d i c a m í a , detente, n o pases m á s adelante n i c o n razones tan feas

315

desacredites mis partes. A d v i e r t e , bella d o ñ a A l d a , m i r a que t o d o se sabe y que e n la g u e r r a hay t a m b i é n

v. 294 Getafe: esta mención del pueblo cercano a Madrid es otra nota costumbrista ridicula. v. 296 E n el manuscrito «reales» en abreviatura, que resolvemos. v. 302 de darme: 'de entregarme a otros'. vv. 303-304 Ver supra n. v. 107 para estas expresiones. v. 313 Falta en el manuscrito la indicación de locutor, que suplimos. v. 316 mis partes: dilogía maliciosa; «usado en plural se llaman las prendas y dotes naturales que adornan a alguna persona» (Aut) y «se llaman asimismo los instrumentos de la generación» (Aut, esto es, las partes sexuales). Cfr. Poesía erótica, p. 267: «Si de Antandra las prendas quieren que alabe / sepan todos que tiene muy pocas partes» (poesía «A lo oculto de una dama»).

TEXTO DE LACOMEDIA q u i e n d é nuevas de u n danzante,

441 320

de u n danzante f e m e n t i d o que sin cascabel de alambre aunque n o sin cascabeles tus propias mudanzas hace. S i l o has h e c h o p o r tu gusto

325

n o m e espanto, que eres fácil y aunque u n a costilla m e n o s tienes hueso y p o c a carne; si p o r q u e n o t e n í a s blanca b i e n hiciste, interpretaste

330

la l i c e n c i a de m a r i d o c u a n d o n o deja d i ñ a r e ; si solo p o r o f e n d e r m e , ese fue agravio m u y grande, y, aunque es tan grande, n o tengo

335

gana de matar a nadie.

w . 322-23 cascabel de alambre... cascabeles: no lleva cascabel de latón, adorno e instrumento que llevaban los danzantes en el baile (porque es danzante en el sentido anotado de 'hombre de poco seso'), pero tiene cascabeles 'testículos', porque juguetea con doña Alda. Comp. Cov. s. v. cascabel: «Motejáronse un capón y un confeso; este le dijo: "¿Cómo le va a su pájaro de v. m. sin cascabeles?". E l capón respondió: " C o m o al vuestro sin capirote", motejándole de retajado [circuncidado]»; más ejemplos en Poesía erótica, vocabulario y lugares a que remite. v. 324 mudanzas: dilogía tópica entre 'figuras del baile' y 'veleidades amorosas'. Es juego tan repetido que Hurtado de Mendoza hace que su personaje Miser Palomo lo rechace por tópico: «¿Baile y mujeres?; pierdan la esperanza / de que no ha de ir lo civil de la mudanza» (El examinador Miser Palomo, Colección, I, p. 327). v. 326 fácil: 'liviana, deshonesta'; es rima imperfecta en el romance, pero se trata de un fenómeno muy usual, sin nada de extraño, w . 327-28 N o dilucidamos bien estos dos versos. w . 329-32 'Si lo has hecho por necesidad, bien hecho está; has interpretado correctamente que el marido que no deja dinero deja licencia para que la mujer haga estas cosas'. v. 332 diñare: italianismo jocoso 'dinero'; es posible que haya una evocación de la frase del Marqués de Marignano, capitán al servicio de Carlos V, que se hizo proverbial, «dinari e piú dinari e se fará ogni cosa», y que recuerda, entre otros, Estebanillo, II, p. 167: «y eternamente diñare i piu diñare». Ver nota de Carreira y Cid, que remiten a otros textos, y a Melé, 1921.

442

ANGÉLICA

Y

MEDORO

C a l l e y callemos, d o ñ a A l d a , que e n esto seremos pares, pues v a m o s dos al m o h í n o y estamos ambos iguales. DOÑA

ALDA

340

B i e n haces t ú , m i R o l d á n , que c o n tantos disparates has satisfecho m i queja pues n o te quejas de balde; a q u í tienes estos brazos

345

de silla, d o n d e descanses, sobre n o g a l y baqueta de arcabuz, si n o es de Flandes. ROLDAN

¿ Q u é m e tienes que cenar?

DOÑA

Estas m a n o s y cuajares

ALDA

350

c o n u n p o c o perejil, y pues t ú eres u n v i n a g r e n o nos faltará la salsa. ROLDÁN DOÑA

¿Quiéresme mucho? Te adoro.

ALDA

ROLDAN

¿Serás

firme?

v. 337 Calle y callemos: «Calle y callemos, que aquí millas sendas nos tenemos» (Correas, p. 103). Es decir 'callemos los dos, que estamos iguales'. v. 338 seremos pares: 'seremos iguales', con juego alusivo a los pares de Francia. v. 339 vamos dos al mohíno: parodia de «Tres al mohíno. Frase que además del sentido recto del juego, se usa para significar la conjuración o unión de algunos contra otro en alguna especie» (Aut). Es decir'tenemos el mismo objetivo, y hemos hecho las mismas trampas, como compañeros de juego que vamos en la misma empresa'. vv. 345 y ss. Serie de disparates basados en dilogías: brazos 'parte del cuerpo', 'parte de una silla'; baqueta 'vaqueta, cuero con que se hacen asientos, que podía traerse de Flandes','varilla para apretar la pólvora en el arcabuz'. v. 350 manos y cuajares: alimento sumamente rústico; hay un entremés de Benavente con este mismo título. v. 351 perejil: alusión escatológica a la suciedad de la comida, pues perejil podía significar 'excrementos'; cfr. Ventura sin buscarla, v. 26 y notas. v. 352 vinagre: dilogía fácil con el sentido 'persona de genio áspero'. v. 353 Faltaría tras este un verso con rima á e (verso par del romance).

TEXTO DE LA COMEDIA DOÑA ALDA ROLDÁN

S e r é u n jaspe. ¿Me

DOÑA ALDA

355

ofenderás?

DOÑA ALDA ROLDÁN

443

En ¿ E S O es

mi

vida.

N O se

sabe.

cierto?

ROLDÁN

Pues v á m o n o s a acostar.

DOÑA ALDA

V a m o s , que se m e hace tarde. Vanse y sale Angélica.

ANGÉLICA

Y O de los h o m b r e s la m o r t a l saeta,

360

y o el v e n e n o fatal de los mortales que n o p e n s é al a m o r estar sujeta, a q u í le estoy lavando los p a ñ a l e s , de V e n u s amarrada a la carreta. T r a i g o a cuestas los vanos atabales

365

de u n m o r o e n f e r m o y la panza h e r i d o , en p o l v o y sangre y e n s u d o r t e ñ i d o . Pero l o que m e tiene m á s m o h í n a e n aqueste hospital d o n d e le t e n g o es n o dejarse echar la m e l i c i n a

370

que de p r o p i o s o r i n e s le p r e v e n g o .

v. 365 atabales: especie de tambores de guerra (cfr. La ventura sin buscarla, n. acot. tras v. 910). v. 366 y la panza herido: acusativo de parte, fenómeno que suele caracterizar a la poesía culta, y que aquí probablemente debemos leer como parodia del registro cultista, que choca con la vulgaridad del término panza. v. 367 en polvo y sangre y en sudor teñido: es el v. 15 de la Canción V de Garcilaso «Si de m i baja lira». v. 368 mohína: 'enojada, hastiada'; comp. Buscón, p. 187: «y entré en casa con la cara rebozada de puros mojicones y las espaldas algo mohínas de los varapalos». v. 370 melicina: o melecina, cala, lavativa, mención escatológica típica del g é nero; melecina: «Un lavatorio de tripas que se recibe por el sieso ['ano'] y el mismo instrumento con que se echa se llama melecina» (Cov); «Significa también lo mismo que clister o ayuda» (Aut), es decir, 'lavativa, enema'. Cfr. Quevedo, PO, núm. 570, w . 13-14: «dame, ya que la gula me dispensas, / el postre en calas, purga y melecinas»; id., Sueños, pp. 132-33: «un médico penando en un orinal y un boticario en una melecina»; Quirós, El hermano de su hermana, w . 167-68: «Y sólo para ir a caza / me he echado una melecina».

444

ANGÉLICA

Y

MEDORO

A b r e , M e d o r o , aquesa clavellina que es e l solar de t o d o tu a b o l e n g o ; echa l a barba, amores, en r e m o j o y m i r a que te i m p o r t a a b r i r el ojo.

375

Sale Medoro huyendo envuelto en una sábana y tras él el hermano Matías MATÍAS

con hábito de la Capacha con una jerin-

D é j a t e l a echar, M e d o r o , que n o v i e n e m u y caliente.

MEDORO

C a p a c h o h e r m a n o , detente, que antes e s p e r a r é u n toro.

MATÍAS

A q u e s t a n o es c u l e b r i n a

380

y es m u y delgado el canuto. MEDORO

¿ Y O melicina? O x t e puto, é c h a l a al rey de la C h i n a .

ANGÉLICA

P o r fuerza, m a l de tu grado, pues que n o quieres p o r b i e n .

385

v. 372 aquesa clavellina: metáfora muy burlesca para el ano, por donde le quiere introducir la melecina, que no se deja el herido galán. v. 374 amores: vocativo de la lírica tradicional; echar la barba a remojar. «Cuando la barba de tu vecino veas pelar, echa la tuya a remojar, o echa la tuya en remojo» (Correas, p. 137) es frase hecha que advierte a alguien que se prepare para algo, aquí para echarse la melecina, pero sobre todo está por el ripio. v. 375 abrir el ojo: es una frase hecha «abrid el ojo que asan carne» 'hay que estar alerta', frase proverbial (cfr. Correas, p. 5), que sirve de título a una comedia de Rojas Zorrilla; aquí se refiere, naturalmente, al ojo posterior. v. 375 acot. hábito de la Capacha: el de los frailes de la orden de San Juan de Dios; Capacha «llama el vulgo a la sagrada religión de San Juan de Dios, tomado de que [...] pedían y recogían sus religiosos la limosna para los pobres en unas [...] capachas» (Aut); a los hermanos de San Juan de Dios llamaban «de la capacha» y estos religiosos eran los encargados del hospital de Antón Martín, de sifilíticos: metonímicamente, capacha puede aludir a la sífilis. Cfr. Lanini, Darlo todo, v. 437: «— ¿Qué hermano? — E l de la capacha». v. 380 culebrina: arma de fuego a modo de cañón pequeño; puede explotar un juego fónico con culo. v. 382 Oxte puto: expresión de rechazo; generalmente se decía al coger cosas muy calientes y quemarse. Comp. Quevedo, P O , núm. 762, w . 9-10: «Pidamos el

TEXTO DE LA COMEDIA MATÍAS

445

A n g é l i c a , tenle, t e n que se v a p o r ese lado.

ANGÉLICA

A m o r e s , vente a la c a m a , y te p o n d r á s e n postura.

MEDORO

T e n g o mala catadura.

MATÍAS

Presto, q u e se m e d e r r a m a . Vanse [Angélica

RUGERO

390

y Medoro] y sale Rugero.

¿ Q u é es esto, h e r m a n o M a t í a s ? ¿ D ó n d e la j e r i n g a lleva?

MATÍAS

¡ O h , pese a las ansias m í a s n o la ha r e c e b i d o a p r u e b a

395

M e d o r o c o n sus porfías! RUGERO

¿ P u e s era para M e d o r o ?

MATÍAS

S Í , y A n g é l i c a la ha h e c h o , c o n preciosa l l u v i a de o r o .

RUGERO

¿Q

u

e

A n g é l i c a a m i despecho

400

m e desprecia y quiere a u n m o r o ? MATÍAS

¿ P u e s eso te da c u i d a d o ? N o tienes q u e desvelarte, que ya él está a c o m o d a d o y n i n g u n o será parte

405

para n o haberla g o z a d o . A q u í l o trajo anteayer a cuestas, l l e n o de heridas, y s e g ú n se echa de ver, si ella tuviera m i l vidas

410

le diera c i e n t o a escoger.

"oxte" al puto, / demos a la vieja el "oxte"»; El comendador de Ocaña, burlesca, vv. 1457-58: «Digo que no me ha de entrar / acá dentro; oxte, puto». v. 399 lluvia de oro: en realidad la ha hecho, según ha precisado antes, con los orines. v. 406 haberla gozado: haber tenido cópula sexual con ella; nadie podrá impedirlo, porque ya se ha acomodado y la ha gozado. v. 407 E n el manuscrito «la traxo», pero parece lapsus, pues quien ha traído a cuestas al herido Medoro es Angélica.

446 RUGERO

ANGÉLICA

Y

MEDORO

T ú , pues ya m e desatina verla tan m a l empleada, é c h a m e esa m e l i c i n a , que p o r ser suya m e agrada.

[MATÍAS]

415

Pues v a m o s a la c o c i n a .

v. 416 Falta la indicación de locutor, que suplimos según nos parece exige el sentido de la réplica.

JORNADA

SEGUNDA

Sale el Emperador. EMPERADOR

M u c h o siento n o haber p a r t i c i p a d o c o n m i presencia de la g r a n v i c t o r i a que h a n c o n s e g u i d o tantos paladines c o n t r a los m o r o s de R á b i d o y G a l g a ,

420

que al o c i o n o se d i e r a n estas canas a n o tener j a q u e c a y almorranas, pero m i s valerosos c a m p e o n e s m e d i c e n que l o h a n h e c h o c o m o tales, que h a n e c h a d o a c o r r e r p o r los corrales

425

de perejil l l e n a n d o los calzones y d a n d o q u e r e í r a los m u c h a c h o s . M a s pienso q u e allí v i e n e m i R u g e r o d e l gran c o n d e de A n g l a n t e a c o m p a ñ a d o ; ellos m e c o n t a r á n l o q u e ha pasado.

430

Salen Roldan por una parte y Rugero por otra y llegan hincando la rodilla.

v. 420 Rábido y Galga: esto es lo que leeemos en el manuscrito; lo interpretamos como alusiones a 'rabo' y 'galgo, perro', como insultos tópicos para los moros. N o encontramos otra documentación. v. 422 almorranas: dolencia muy poco decente para un rey, pero es un emperador de disparates. v. 423 Parece leerse «valerosos campeonas», probablemente por la atracción que provocan en el copista las terminaciones de los dos versos anteriores, en -as. Enmendamos. v. 425 perejil: excrementos. Ver supra v. 351. Los paladines han huido y defecado de miedo. Signo tópico y muy degradador para los paladines, totalmente antiheroico. v. 429 conde de Anglante: es decir, Orlando, señor del castillo de Anglante, el «cavallier d' Anglante», como se le llama en el Orlando furioso ariostesco.

448

ANGÉLICA

Y

MEDORO

ROLDÁN

S a l i m o s , g r a n s e ñ o r , de m á s c a r a s .

RUGERO

Parece q u e j u g a m o s a las bazas; ¿ p o r q u é n o calláis vos?

EMPERADOR RUGERO

¿Q ¿ u

e

s

e s t

° , primos?

Pues C a r i o M a g n o , si p o r esto pasas, a u n q u e llueva volcanes a r a c i m o s

435

t e n g o de preservar m i p r e e m i n e n c i a . EMPERADOR

E n t r a m b o s sois valientes y esforzados y m i s parientes sois; hablad a veces y e x c u s a d el r e ñ i r , pues sois barbados: n o sea m á s el r u i d o que las nueces.

ROLDÁN

440

A o b e d e c e r t e estamos obligados a u n q u e mandes b e b e r hasta las heces.

EMPERADOR

C o m i e n c e , pues, a referir R u g e r o .

RUGERO

Y a c e u n c o r r a l de gallinas entre H e n a r e s y Jarama,

445

fosos de plata q u e cercan el t o p a c i o de sus bardas;

v. 431 de máscaras: diversión frecuente, en varias modalidades: «Significa asimismo la invención que se saca en algún festín, regocijo o sarao de personas que se disfrazan con máscaras... Festejo de nobles a caballo, con invención de vestidos y libreas que se ejecuta de noche con hachas, corriendo parejas» (Aut). v. 433 primos: tratamiento habitual de los reyes a los grandes nobles. «En estilo familiar llaman a los Grandes de España, por ser el título con que los trata el rey» (Aut). v. 438 a veces: por turnos, una vez cada uno, sin atropellarse. v. 440 no sea más el mido que las nueces: frase proverbial, «Más es el ruido que las nueces, cagajones descabeces» (Correas, p. 295). v. 442 beber hasta las heces: apurar algo hasta las heces es frase hecha, con sentido metafórico; pero estos se beben hasta las heces en sentido literal también, porque son borrachos. vv. 445 y ss. Comienza aquí una relación construida estrictamente sobre esquemas de disparates. Los vv. 444-45 sitúan en una ambientación rústica, cotidiana y cercana al espectador del xvn lo que se podría esperar fuera una historia maravillosa de castillos encantados (no corrales de gallinas) y paladines. v. 447 topacio de sus bardas: aquí hay un problema en el manuscrito, que lee «sus barbas»; si las barbas se refieren a las gallinas, no viene bien el topacio (piedra de color amarillo; aunque podría ser un disparate), pero sobre todo no viene bien

TEXTO DE LA COMEDIA

449

hacia la parte d e l n o r t e sobre dos m i l i calabazas se erige u n a torre fuerte

450

c u b i e r t a de t e l a r a ñ a s , y p o r d o n d e sopla e l austro (viento de rebatejada) hay u n valle d o n d e A d o n i s se dice que a n d u v o a gatas.

455

A este valle h e r m o s o apenas llegamos a echar las calzas c u a n d o a s o m a r o n los m o r o s en sus caballos de c a ñ a . EMPERADOR ROLDÁN

Prosiga R o l d á n . Prosigo.

460

Las abujetas quitadas, b i e n v e r á s , s e ñ o r , el susto c u á l d e j ó flores y plantas. A c o m e t i e r o n los perros y e c h á r n o s l e s dos hogazas

465

para que se e n t r e t u v i e r a n , estratagema bizarra: aplicar las barbas (del gallo) a las gallinas (dos disparates arbitrarios no tendrían mucha gracia); por el sentido quedaría mejor «bardas», que es lo que el foso puede cercar de un corral; bardas: cubierta de sarmientos, paja o espinos que se pone en lo alto «de las tapias de los corrales, huertas y heredades para su conservación», o bien seto o valladar hecho de espinos (Aut), es decir, cerca del corral. v. 452 austro: viento del sur; palabra de registro poético que choca con los detalles rústicos. v. 453 rebatejada: esto pone el manuscrito; lo interpretamos como neologismo derivado de rebato o rebatir, y tejado o teja: ¿sería alusión a un viento fuerte que se lleva las tejas? v. 459 caballos de cañas: habituales en la comedia burlesca, ya lo hemos anotado: cfr. La ventura sin buscarla, n. acot. tras v. 695. v. 461 abujetas: agujetas, cordones con puntas metálicas para atar las calzas; se están quitando las calzas, y con el susto que les dan los moros defecan y dejan flores y plantas como el emperador puede imaginarse. Motivo escatológico reiterado, como venimos anotando. v. 464 perros: juega dilógicamente con el insulto dado a los moros, que son los perros que atacan. Cfr. Quevedo, PO, n ú m . 763, vv. 183-84: «y si las moras son perras, / de casta le viene al galgo».Ver nota supra v. 9.

450

ANGÉLICA

Y

MEDORO

v e n e n o llevaba e l p a n , que n o eran tortas pintadas, cada m e n d r u g o era u n rayo,

470

cada rayo u n a migaja; c o m í a n a dos carrillos, c o m o q u i e n e n g u l l e natas, los Z e g r í e s y G ó m e l e s , los Benifares y Audallas.

475

N o s o t r o s que a la o c a s i ó n le b r u j u l e a m o s la calva la vanguardia a c o m e t i m o s cara a cara a las espaldas. EMPERADOR RUGERO

R u g e r o diga. Prosigo.

480

E r a v í s p e r a de Pascua y e s t á b a m o s e n ayunas, cerca ya de dar el alma. V o l v i e r o n e n sí los m o r o s y alzando las cimitarras

485

nos las dejaron caer p o r q u e eran algo pesadas.

v. 469 no eran tortas pintadas: esto es, era pan; hay un floreo verbal con la frase hecha «tortas y pan pintado», «Expresión familiar con que se advierte a alguno que se siente o queja de pequeño trabajo que habrá de sufrir o tener otros mayores» (Aut); comp. Quijote, I, 17: «Me han aporreado de tal manera que el molimiento de las estacas fue tortas y pan pintado». vv. 474-75 los Zegríes y Gómeles, / los Benifares y Audallas: familias nobles de los moros; metonimia por 'moros'. vv. Al6-11 Nosotros que a la ocasión / le brujuleamos la calva: 'le vimos la calva a la ocasión, y la agarramos por el copete, la aprovechamos'; alusión festiva al refrán «la ocasión la pintan calva»; brujulear, lenguaje naipesco, mirar con cuidado intentando averiguar las cartas por las pintas o rayas que tienen pintadas. Es muy conocida la iconografía de la Ocasión con su copete en la frente. E l emblema 121 de Alciato «In Occasionem» la presenta navegando en un mar movedizo sobre un rueda, con alas en los pies, una navaja en la mano y el copete al viento sobre la frente, por el que debe cogerla el avisado en el momento en que aparece, pues la parte posterior de la cabeza es una calva inasible. vv. 478-79 cara a cara a las espaldas: graciosa expresión para indicar que en vez de acometer huyen; este mundo al revés afecta también al lenguaje.

TEXTO DE LA COMEDIA

451

A m í m e d i e r o n m i l i palos, todos mayores de marca, que las armas m e a b o l l a r o n ,

490

que m e m o l i e r o n la sarta; mas v i e n d o que era e n defensa de tu persona c e s á r e a c o n los fieros acicates apretamos las gualdrapas,

495

y revolviendo el arroz c o n u n cuarto de ensalada, d i m o s treguas a la m u e r t e y a la v i d a caravanas. EMPERADOR ROLDÁN

Prosiga R o l d á n . Prosigo.

500

M a s v i v e D i o s que es chanfainas el quererte referir los cachetes, las p u ñ a d a s , los m o j i c o n e s , los palos,

w . 488-89 palos / todos mayores de marca: es motivo paródico y negador del c ó digo caballeresco. E l recibir palos era afrenta que infamaba al que la recibía; era un elemento nuclear en el código español de la honra, al que Juan de M o r a considera incluso invención nacional: «salió de aquí entre los españoles el afrentar con palo o caña, lo cual se ha extendido ya por todo el mundo» (citado por Chauchadis, 1987, p.87; ver también Chauchadis, 1997, pp. 176-77). Domingo de Soto en De Iustitia et Iure (1553) admite el derecho de defenderse de un golpe de palo o caña incluso matando al agresor, teniendo en cuenta la gravedad de la injuria según la mentalidad española. Gabriel Vázquez en Opuscula moralia (1617) señala que el afrentado de este modo pierde toda consideración a los ojos de la opinión pública. E l paladín grotesco ha recibido mil palos y todos mayores de marca, «frase con que se explica que alguna cosa es excesiva en su línea y pasa y sobrepuja a lo justo y razonable» (Aut). v. 491 me molieron la sarta: entendemos que sarta se refiere a la sarta de las vértebras, es decir, que le han molido las espaldas a palos. v. 494 acicate: espuela de una punta para picar al caballo. v. 499 caravanas: «Metafóricamente se entienden las diligencias que uno hace para lograr alguna pretensión» (Aut); 'hicimos diligencias para conservar la vida, escapando'. v. 501 chanfainas: «Metafóricamente vale cosa de poca monta o aprecio, u en la entidad u en el modo, y también mezcla de cosas, confusa o mal ordenada» (Aut).

452

ANGÉLICA

Y

MEDORO

los chirlos, las bofetadas,

505

los p u n t i l l a z o s , las coces, los golpes y las patadas. N o q u e d ó corta nariz, que todas q u e d a r o n chatas; n o q u e d ó diente n i m u e l a ,

510

n i q u e d ó costilla sana, y v i é n d o n o s los m o r i l l o s ciscados e n nuestras bragas, nos dejaron y se f u e r o n , todos a la P e ñ a B l a n c a ,

515

mientras nosotros c o g i m o s el bagaje y la ganancia; levantamos p o r bandera u n a manta c o l o r a d a h e c h a dos m i l i agujeros;

520

de las águilas romanas p r o s e g u i m o s el alcance hasta llegar a esta j a u l a a referirte el suceso c o n v e r t i d o s e n urracas. RUGERO

525

Esta es, s e ñ o r , la v i c t o r i a ; esta es, s e ñ o r , la ganancia, de tus m o n s i u r e s y pares que s o n nones de la fama.

v. 505 chirlo: fue primitivamente voz de la germanía, con el significado de 'golpe' (cfr. Léxico). Comp. Quevedo, Un Heráclito, n ú m . 282, w . 29-32: «seis mil reales que cobró / en Ronda del sexto virgo, / cuando por testigo falso / me endilgaron ese chirlo»; id., Buscón, p. 134: «Traía la cara de punto, porque a puros chirlos la tenía toda hilvanada». v. 515 Peña Blanca: lo interpretamos como topónimo, pero no localizamos más detalles sobre esta mención. vv. 521-22 águilas... alcance: «seguir el alcance» es «perseguir los vencedores a los vencidos, o a los enemigos que huyen o se retiran, para acabarlos de deshacer y extinguir» (Aut); pero es al revés de lo que dicen: en este caso huyen velozmente, tan veloces casi como las águilas (a las que se aplica el epíteto de romanas, porque son el emblema del imperio romano). v. 529 nones: chiste fácil con «pares y nones» (tipo de juego) y nones como negación, porque estos pares ('paladines, caballeros') son nones de la fama, ninguna pueden alcanzar con estas cobardías.

TEXTO DE LA COMEDIA EMPERADOR

H a b l á i s tan b i e n , ¡ o h fuertes paladines!,

453 530

tan eficaces s o n vuestras razones, que n o dijeran m á s u n o s rocines n i los gatos que c u r a n lamparones. C a d a c u a l se aperciba de escarpines, que es grande e l frío y n a c e n s a b a ñ o n e s .

535

Y o os p r o m e t o dos pares de baquetas, que os sirvan de e s c a r p í n y de soletas. D e manera he q u e d a d o satisfecho de vuestros m a l fundados desatinos, que t o d o este j u b ó n m e v i e n e estrecho

540

y pienso que m e he de i r p o r los c a m i n o s . Y a n o es el t i e r n o l l a n t o de p r o v e c h o ,

v. 533 lamparones: «Tumor duro que se hace en las glándulas conglomeradas del cuello» (Aui); hay un chiste, porque quienes curaban los lamparones, según la creencia popular, eran los reyes de Francia, que tenían esa propiedad taumatúrgica, mientras que los gatos podían contagiarla; comp. Quevedo, Sueños, pp. 348-49: «Hijo mío, los ginoveses son lamparones del dinero, enfermedad que procede de tratar con gatos; y véese que son lamparones porque solo el dinero que va a Francia no admite ginoveses en su comercio»; sobre los reyes franceses sanadores, comp. Feijoo, carta 25 del tomo I de Cartas emditas y curiosas: «a la corte de Francia concurre de varias partes gran número de los que padecen la enfermedad dicha [...] anualmente el día de Pentecostés, el rey Cristianísimo [...] los toca a todos en la frente, puesta la mano en forma de cruz»; Quevedo, Buscón, p. 96: «disculpábase conmigo, diciendo que le venía de casta, como al rey de Francia sanar lamparones» ;Vélez, Cojuelo, p. 143: «el rey de Castilla tiene virtud de sacar demonios, que es más generosa cirugía que curar lamparones»; Cov.: «los reyes de Francia dicen tener gracia de curar lamparones»; Torquemada, Jardín deflorescuriosas, p. 326: «Del rey de Francia a todos es notorio que tiene gracia particular en sanar los lamparones». v. 534 escarpín: ver supra n. v. 112. w . 536-37 dos pares de baquetas / que os sirvan de escarpín y de soletas: podríamos imprimir quizá vaquetas,'cuero curtido', que podría servir para abrigar en sentido recto, aunque la vaqueta no se usa para piezas de vestir, sino más bien para correas, cinturones, asientos de sillas, etc. Preferimos la lectura baqueta, con interpretación jocosa Vara', y alusión al castigo militar de la baqueta o pasar la baqueta, que daban a los soldados delincuentes, haciéndolos pasar entre dos filas mientras todos les golpeaban al pasar; es decir, les van a dar calor a fuerza de palos; soleta: «Pieza de lienzo u otra cosa que se pone y cose en las medias por haberse roto los pies dellas» (Aut).

ANGÉLICA

454

Y

MEDORO

n i se m e da dos cuartos de L o n g i n o s . Idos a descansar, traigan la cena cerca d e l Tajo e n soledad amena.

545

H o l a , denle hipocrás a d o n R u g e r o , que a g r a d e c i d o regalarle q u i e r o a u n q u e de nadie se m e da u n herrete. RUGERO

B e s o tus reverendos pies, grosero, y a ñ á d e n o s siquiera u n cubilete.

550

Vanse y sale doña Alda. D O Ñ A ALDA

¡ O h celosa rabia,

o h infernales penas, o h mortales ansias, o h burladas veras! ¡ M a l hayan los h o m b r e s ,

555

m a l haya la fuerza d e l a m o r tirano, gigante y m u ñ e c a ! Un

h o r n o es m i p e c h o

que centellas echa

560

y cien mili demonios m e c h u p a n las tetas. ¡ O h fuego, o h m u e r t e , o h rabia, o h pena terca, n o sé c ó m o hay m u j e r que n o sea puerca!

v. 543 Longinos: el soldado que alanceó a Cristo en la Cruz y después se convirtió. Parece ripio disparatado. v. 545 Verso famoso de la égloga III de Garcilaso (v. 57). v. 546 Hola... hipocrás: hola era expresión para llamar a los criados (cfr. La ventura sin buscarla, n. v. 316); en el manuscrito «yprocas»; es una bebida que hemos anotado en La ventura sin buscarla, v. 203. v. 547 regalarle: 'agasajarle'. v. 548 herrete: el extremo metálico de las agujetas (ver supra, n. v. 461); aquí mencionado como nadería, cosa de poco valor, en frase semejante a otras «no se me da una blanca», «no se me da un caracol», etc. Ver infra v. 875. v. 550 cubilete: puede ser «vaso de vidro, plata u otra materia, que se hace para el uso de las bebidas» (Aut), por ejemplo, el hipocrás recién mencionado; o «Especie de pastel redondo y alto, lleno de carne picada, manjar blanco y otras cosas, al cual se le dio el nombre por la figura» (Aut). De nuevo el motivo de la comida y bebida característico de la comedia burlesca.

TEXTO DE LA COMEDIA R o l d á n enamorado

455 565

de A n g é l i c a la bella, bella p o r badulaques, n o p o r naturaleza, m o r a barbada a c o p o s , sin c o l m i l l o n i m u e l a ,

570

pasada c o m o h i g o , ventosa c o m o pera, p o r q u i e n los d o c e pares a la taba n o j u e g a n y o l v i d a d o n Gaiferos

575

a M e l i s e n d r a presa. ¡ O h fuego, o h m u e r t e , o h rabia, o h p e n a terca, n o sé c ó m o hay m u j e r que n o sea puerca! B i e n puedes esconderte debajo de la tierra,

580

a fuer de criadilla o patata e x t r e m e ñ a ,

v. 567 badulaques: «Guisado de carne menuda» (Aut), metáfora culinaria por los cosméticos. Es técnica burlesca frecuente: comp. Quevedo, en boca de un viejo que se se tiñe las canas, Un Heráclito, n ú m . 205, w . 4-8: «Yo guiso m i niñez con almodrotes / y mezclo pelos rojos y castaños, / que la nieve que arrojan los antaños / aun no parece bien en los cogotes». Todo lo que sigue es una parodia del tópico de la descriptio puellae, disparatando. v. 569 barbada a copos: siendo copos, porciones de lana, lino, etc. o copos de nieve, y metáfora para las barbas canas, parece burlarse de la vejez de Angélica, como en los versos siguientes, añadiendo la nota grotesca de hacerla barbada, cosa bastante congruente con la estética de la comedia burlesca (recuérdese la infanta barbada de La ventura sin buscarla...). v. 572 ventosa como pera: es ventosa porque tiene viento, aire, humos, ínfulas o soberbia; el chiste asocia la alusión escatológica, porque ventoso es «lo que ocasiona ventosidad» (Aut), como algunos alimentos. v. 574 taba: han dejado de jugar a la taba, que parece era una ocupación habitual de estos paladines; para este juego ver Amantes de Teruel, n. v. 136. v. 576 Melisendra: personaje del romancero, esposa de Gaiferos y presa en Sansueña en manos de Almanzor. Famoso rescate de Melisendra es el que hace don Quijote en Quijote II, 25, cuando destroza el retablo a Maese Pedro. v. 581 criadilla: o turma de tierra, especie de hongo redondo que se cría debajo de tierra; criadillas de tierra: «cierto género de raíces redondas que produce la tierra, sin hojas sin tallo y de color rojo, aunque las más delicadas y sabrosas son negras. Llámanse comúnmente turmas de tierra» (Aut, con el texto de Zabaleta,

456

ANGÉLICA

Y

MEDORO

que m i s h o r r e n d o s celos te a r r a n c a r á n guedejas y c o n ellas las liendres

585

que t ú presumes perlas; b e b e r é m e t u sangre, y de ella y tu manteca, c o n ajos y cebollas, h a r é m o r c i l l a s negras.

590

Y t ú , R o l d á n ingrato, que tan p o c a v e r g ü e n z a tienes, a u n q u e n o es p o c a la que ahora m e niegas, q u é d a t e para p u e r c o ,

595

pues q u e c o n esa p u e r c a m e has o f e n d i d o , i n f a m e , estas Carnestolendas. ¡ O h fuego, o h m u e r t e , o h rabia, o h pena terca n o sé c ó m o hay m u j e r que n o sea puerca!

600

Sale Angélica. ANGÉLICA

Y a p o r v i r t u d de M a h o m a , ya de la santa raíz d e l ajo y de la c e b o l l a y z u m o de perejil, las heridas de M e d o r o

605

(que pasaron de dos m i l i ) ya e s t á n sanas y e n n i n g u n a se le ve la c i c a t r i z . M i d i n e r o m e ha costado, p o r q u e e m p e ñ é u n faldellín

610

e n c i n c o reales, y todos

Día de fiesta por la mañana, cap. 13: «Para acaudalar una libra de criadillas de tierra es preciso ser primo hermano de un labrador»). v. 589 E n el manuscrito «zeuallas», lapsus que enmendamos. v. 598 Carnestolendas: es la época habitual de representación de las comedias burlescas; marco circunstancial y festivo clave del género. v. 605 Parodia de los ungüentos curativos maravillosos de la literatura caballeresca, sustituidos por ingredientes culinarios, mencionados aquí por esas connotaciones culinarias, no por las posibles curativas de algunos de ellos.

TEXTO DE LA COMEDIA

457

se h a n gastado p o r a h í , pero ya tengo a M e d o r o que es de m i altar a l f a q u í , valiente c o m o u n v i r o t e

615

y esforzado c o m o u n C i d . [DOÑA ALDA]

S i la vista n o

me

engaña,

m i e n e m i g a m o r a , allí viene vertiendo poleo y echando c o n el dij;

620

l l e g o y e m b i s t o c o n ella: galga infame, m o r a v i l , que siendo i n f i e r n o d e l A s i a atormentas p o r a q u í , h o y e n mis m a n o s v e r á s

625

a l o que sabe el parir, que c u a n d o las moras paren es p o r q u e p u e d e n parir. Sé que traes encantado al m á s n o b l e p a l a d í n ,

630

a R o l d á n , que es m i m a r i d o ,

v. 614 alfaquí: doctor o sabio de la ley, entre los musulmanes. Este altar, a j u z gar por el valor de la siguiente comparación, tiene poco de piadoso. v. 615 virote: especie de saeta; en contextos como el presente metáfora falica. Medoro se ha repuesto lo suficiente para esforzarse en las batallas eróticas. Para este valor de virote, ver Poesía erótica, p. 225. v. 617 Suplimos la indicación de locutor, necesaria según el sentido. v. 619 vertiendo poleo: 'pavoneándose, con mucha presunción'. Comp. Quevedo, Un Heráclito, n ú m . 289, vv. 185-88: «sobre entrar en el cercado, / a el taita de las mujeres, / hombre de poleo y garbo, / las narices le rasqué»; id., PO, n ú m . 675, w . 27-30: «Los letores del toreo, / graduados de balcón, / que en salvo vierten poleo, / tienen parlado rejón / y muy poquito peleo». v. 620 y echando con el dij: léase con hiato para mantener la medida; con algunas expresiones «echar» puede significar 'hablar mucho, vanagloriarse' (echar bravatas, echar baladronadas). La adaptación a «echar con el dij» puede remitir al sentido obsceno de la palabra ómnibus dij (joya, colgante, adorno, bisutería, j u guetillo', cfr. Aut), que puede significar el miembro viril (presumiría entonces de tener a su disposición el de Medoro) o el sexo femenino (cfr. Poesía erótica, vocabulario y lugares referidos), por donde Angélica vendría echando baladronadas. Son burlas de tono carnavalesco típico. v. 623 del Asia: porque es la princesa del Catay, tierra asiática.

458

ANGÉLICA

Y

MEDORO

y quiere ser t u adalid. V e n g a n z a p i d e este agravio, y venganza

mujeril.

R a y o s mis ojos p r e v i e n e n ,

635

apercíbete a morir. ¿Ves e l estoque de U r í a s , ves la h o n d a de D a v i d , el c u c h i l l o de H o l o f e r n e s y la p o r r a de M e r l í n ?

640

¿Ves u n m o t i l ó n sin bragas, ves la lanza de A m a d í s , ves e l h i e r r o de u n cerrojo, la quijada de C a í n ? ¿Ves el recipe s o b e r b i o

645

de u n m é d i c o , que e l v i v i r q u i t a al h o m b r e m á s valiente y le c o n d e n a a m o r i r ? Pues t o d o j u n t o e n m i p e c h o v í b o r a s s o n al salir

650

y n o tiene que v e r esto

vv. 637 y ss. Serie de menciones bíblicas bastante fuera de lugar, mezcladas con otras caballerescas. Urías fue un general de David, al cual el rey mandó a morir en batalla para quedarse con la mujer de su subdito; David mató a Goliat con la honda; y Holofernes, general de Nabucodonosor, fue decapitado por Judit, salvadora de Israel. v. 641 un motilón sin bragas: esta mención es aparentemente absurda; motilón es el religioso lego que lleva el pelo cortado (motilado 'rapado'). Pero si se recuerda el motivo folclórico de la potencia sexual de los frailes, parece que la porra de Merlín ha atraído la evocación de otra porra aún más poderosa, exhibida por un motilón despojada de los calzones, de manera que quedaría incorporado a la lista de armas. Para la potencia de los frailes cfr. Poesía erótica, pp. 107-108, que cita, por ejemplo, esta composición del Cancionero musical de Palacio: «No perdáis, vida mía, / amor de fraile, / que aunque solo es uno / vale por cuatro», o este vilancico: «No me iré yo con soldado, / ni menos con rufián, / más quiero yo a m i fray Juan / que tener al C i d al lado, / y quizá m i desposado / no tendrá tan buen tamaño. / Y o me iré con un fraile otro año». v. 644 quijada de Caín: según la tradición Caín mató a Abel con una quijada de asno, aunque es dato que no aparece en la Biblia (Génesis, 4, 3). v. 645 recipe: fórmula de las recetas médicas 'toma'; es el omnipresente motivo de la capacidad letal de los médicos, cuyas recetas son armas mortíferas.

TEXTO DE LA COMEDIA

459

c o n l o que quiere decir. D e j ó t e para b o r r a c h a , p o r q u e si paso de a q u í n o d i r é cosa c o n cosa

655

y n o he de alargarme u n tris. N o te has de ir, m o r a atrevida, que e n mis garras de n e b l í has de dejar ese m o ñ o . ANGÉLICA

Llevarás b u e n f r a n c o l í n . Riñen

[ROLDÁN]

las dos y quítame

660

los moños y vanse. Sale Roldan.

E l centro de la tierra parece que la esconde. ¿ A d o n d e estás, A n g é l i c a divina? D e l t r o p e l de la g u e r r a te escapaste de u n c o n d e

665

que te q u e r í a dar su d i s c i p l i n a , h e r m o s a celestina, detente, aguarda, espera, que a l g ú n d i n e r o trae m i faltriquera. A u n m o r o afeminado,

670

en todo b o q u i r r u b i o , tu a m o r sin q u é n i para q u é entregaste; pero pues m e e n g a ñ a s t e

v. 655 no diré cosa con cosa: 'no diré nada razonable'; esta es en realidad la fórmula del género; comp. Hamete de Toledo, w . 791-92: «pues que en nada atáis razón / ni decís cosa con cosa». v. 658 neblí: un tipo de halcón. v. 660 francolín: ave apreciada; es ironía de Angélica: pues doña Alda se ha comparado con un neblí, ave de caza, ella se compara con un francolín, pero con ironía amenazadora. Estas peleas vulgares son habitual medio de degradación paródica de las damas en las comedias burlescas. Ver la pelea de Céfalo y Pocris, v. 1751, por ejemplo. v. 671 boquirrubio: «se toma por la persona vana, simple y fácil de engañar» (Aut). Medoro aparece siempre con rasgos de delicadeza afeminada. v. 672 sin qué ni para qué: muletilla coloquial; cfr. Céfalo y Pocris, w . 561-62: «que a mi jardín ha venido / tan sin qué ni para qué».

460

ANGÉLICA

Y

MEDORO

a ese t u M e d o r i l l o le he de dar p a z de F r a n c i a e n u n c a r r i l l o .

675

Sale Rugero. RUGERO

Encantadora Circe, cuyos untos y botes p o r los v i e n t o s m e llevan c o m o p l u m a , si eres m o n j a e n S a n Q u i r c e t e m o q u e te endevote

680

y q u e ese m o r o c o m p e t i r presuma al n i e t o de la espuma, n i ñ o dios azotado, tan m a l v e n d i d o c o m o m a l vendado.

v. 675 paz de Francia: en el manuscrito «par de Francia», que entendemos como lapsus, aunque quizá sea metonimia aceptable. E n todo caso creemos mejor enmendar a «paz de Francia»: «paz de Francia, por besarse, porque allá lo usan por cortesía en las visitas entre conocidos y parientes» (Correas, cit. por Carreira y C i d , Estebanillo, II, p. 215, con otro testimonio de Lope), que aquí habría que i n terpretar a mala parte como 'le daré una bofetada'. v. 677 untos y botes: por ser Circe famosa hechicera, como la madre del Buscón, p. 59: «Si no confesábades ¿era por vuestro ánimo o por las bebidas que yo os daba? ¡Gracias a mis botes!»; además, como se sabe, las brujas se untan con u n güentos para volar a su aquelarre. Comp. Quevedo, Buscón, p. 204: «si la untaban las manos, se untaba y salía de noche por la puerta del humo» (se untaba y salía volando por la chimenea). v. 678 San Quirce: mención disparatada; San Quirce es conveto de Valladolid, fuera del Puente Mayor, conocido en tiempos como Santa María de las Dueñas. Es el convento donde Quintana afirma haber dejado a doña Juana en Don Gil de las calzas verdes de Tirso (w. 1442-45:«—¿Y que tú mismo la dejas / en un convento, Quintana? / — Y o mismo a tu doña Juana / en San Quirce»). v. 682 nieto de la espuma: Cupido, hijo de Venus, que a su vez nació de la espuma del mar. v. 683 azotado: no parece que el contexto permita una alusión irreverente a Cristo; lo interpretamos simplemente como evocación de un motivo iconográfico frecuente asociado a Cupido, el de los azotes o castigo que le impone su madre Venus por sus travesuras: la diosa azotando a su hijo se representa en una estatuilla de R i c c i o de principios del x v i , un fresco de Rosso Florentino, etc. Ver Moormann y Uitterhoeve, 1997, pp. 128-19. v. 684 vendido... vendado: paronomasia que evoca un verso gongorino, del romance «Ciego que apuntas y atinas», v. 3: «vendado que me has vendido». Cupido se representa con una venda en los ojos, porque el amor es ciego.

TEXTO DE LA COMEDIA R.OLDÁN

¿Por q u é , R u g e r o amigo,

461 685

dando voces al v i e n t o gastas zapatos p o r aquestos suelos? RUGERO

D i g a n que y o l o d i g o , que A n g é l i c a (y n o m i e n t o ) es la p e o r de las mujeres malas.

ROLDAN

690

E c h e n m e a m í c i e n calas si tiene ya r e m i e n d o ; salid sin d u e l o , l á g r i m a s , c o r r i e n d o .

RUGERO

Pues que nuestros cuidados iguales son en t o d o ,

695

a A n g é l i c a b u s q u e m o s de c o n s u n o . ROLDAN

D e j e m o s los p o b l a d o s , que e s t á n llenos de l o d o ; mas quebrantemos antes e l a y u n o y l u e g o de u n o e n u n o

700

le daremos pregones y se v i s i t a r á n los b o d e g o n e s . RUGERO

M a l puedes esconderte c u a n d o l o c o te busco, infanta d e l Catay, l o c a princesa;

705

p o r D i o s que he de cogerte, que si estás e n e l C u z c o

v. 691 calas: lo mismo que melecinas; ver v. 370 y el texto de Quevedo allí aportado, PO, n ú m . 570, vv. 13-14: «dame, ya que la gula me dispensas, / el postre en calas, purga y melecinas». v. 692 remiendo: parece alusión a los remiendos que las alcahuetas operan sobre los virgos rotos. Angélica ni esta solución admite ya. Comp. Quevedo, P O , n ú m . 626, vv. 80-84: «al sastre virgo vendes pespuntado, / al pobre alabardero, / que por lo mesurado / en Roma le encajaste, de so capa / virgo decimoquinto, como papa». v. 693 salid sin duelo, lágrimas, corriendo: verso de Garcilaso, estribillo de la i n tervención de Salicio en la Egloga I. v. 696 E n el manuscrito «de consumo», por error del copista que denuncia el sentido y la rima, y que enmendamos. v. 707 Cuzco: mal podía conocer Rugero su existencia, disparate. H a de pronunciarse «Cusco», para la rima consonante de la silva.

462

ANGÉLICA

Y MED ORO

te i r é a buscar para m a y o r empresa, y t r a y é n d o t e presa e n t u belleza rara

710

se h a r á la n o c h e de Guadalajara. H o l a , d é m o n o s prisa, n o se nos p o n g a e n salvo; e c h e m o s a c o r r e r p o r ese m u n d o : he de bajar p o r ella hasta e l p r o f u n d o .

715

v. 711 noche de Guadalajara: no hallamos esta expresión como frase hecha, aunque es fácil imaginarse qué tipo de noche está planeando el paladín, v. 714 Hola: voz para llamar a los criados e inferiores; cfr. supra v. 546. v. 715 profundo: infierno; quiere hacer una hazaña como la de Orfeo por lo

JORNADA

TERCERA

Sale Medoro. MEDORO

D e A n g é l i c a la plata d e l c a b e l l o y la arrugada calva de la frente, los dos ojos que p u e d e n ser de puente, de su n a r i z pestífera e l resuello, el l a b i o royo, el e r i z a d o c u e l l o , las manos de papel de estraza

720 fino,

la jarifa c i n t u r a de r o d e z n o , la panza de furioso t o r b e l l i n o , los halagos de h e r m o s o v i b o r e z n o , aquella suavidad de t r o n c o espino,

725

todo lo dejaré p o r u n torrezno. v. 718 ojos que pueden ser de puente: porque lloran y desprenden líquido; dilogía con el sentido de 'arco de puente'. Otra descripción caricaturesca. v. 720 labio royo; lo que pone en el manuscrito es ajo rollo; esto leemos en el manuscrito, pero no entendemos el texto tal como está. Tampoco parece verosímil leer «ojo royo» 'ojo rojizo', porque ya ha descrito los ojos, y está bajando según el orden del retrato canónico, del cabello a la frente, ojos, nariz, cuello, manos... Le correspondería al labio seguramente, que es elemento infaltable y que no se describe, a menos que sea este verso precisamente el que mencionaba al «labio royo» o «labio rojo». Si el copista copia al dictado es bastante creíble la equivocación por la cercanía fonética. Hacemos una enmienda tentativa, señalando en nota cuál es la lectura que figura en nuestro texto base. v. 721 manos de papel: sería metáfora por 'mano blanca', si no fuera de papel de estraza, de color pardo; pero juega con el sentido 'veinticinco pliegos de papel'; es dilogía reiterada en otros textos como Darlo todo, v. 2544. v. 219 E l manuscrito trae la grafía «garifa»; jarifa: 'rozagante, vistosa, lozana» (Aut). Es caricaturesco precisar que tiene la cintura de rodezno, que es la rueda del molino movida por la corriente de un río («Una rueda formada de muchas paletas [...] regularmente algo curvas, fijas o encajadas alrededor de un cilindro, en las cuales hiere la corriente del agua y las impele para el movimiento», Aut). v. 726 Termina aquí otro ejemplo de grotesca descripción femenina. A l final, toda la «hermosura» de la dama la cambia gustoso por una comida carnavalesca y

464

ANGÉLICA

Y

MEDORO

Sale Angélica. ANGÉLICA

D e M e d o r o el copete de caballo y la frente calzada de c h i c h o n e s , los ojos que parecen l i n t e r n o n e s y p o r narices t o d o u n rodaballo,

730

la b o c a de c o r a l , dientes de gallo, carrillos colorados y m o ñ o n e s , la garganta c o n cuentas de perdones, las tersas carnes lisas c o m o u n gallo, a q u e l e n t e n d i m i e n t o de pandero,

735

el andar a caballo e n su braguero, el talle de p e p i n o y de cebolla y aquella blanca tez de carbonero, t o d o l o d e j a r é p o r u n a olla. MEDORO

T U S amores y quejas he escuchado,

740

que h a n sido de m i a m o r l u q u e t e y salsa.

propia de un cristiano viejo. L o bajo corporal predomina sobre lo amoroso-espiritual. Angélica le corresponde acto seguido con otro peculiar retrato y otra subordinación culinaria. v. 731 dientes de gallo: no tiene dientes; está desdentado; hay una frase hecha «Muelas de gallo. Apodo u expresión con que se nota al que no tiene muelas o dientes, o los tienen muy malos y separados» (Aut). v. 732 mojlones: 'hinchados, gruesos' (mofletes «los carrillos demasiadamente gruesos, que parece que están hinchados», Aut). v. 733 con cuentas de perdones: con bultos, escrófulas; «Cuenta de perdón. Es una cuenta a modo de las del rosario, a quien se dice que el Papa tiene concedida alguna indulgencia en favor de las ánimas del Purgatorio» (Aut); era de mayor tamaño. Comp. Buscón, p. 73: «si alguno no nos reza en alguna cuenta de perdones y nos saca de penas con alguna misa». v. 734 tersas... lisas: parece contradecir a lo que ha dicho antes sobre la fortaleza de virote; estas carnes lisas en las que nada sobresale son motivo de la poesía burlesca relativa a capones; pero lo del gallo vuelve a contradecirlo (repite la palabra en rima, dicho sea de paso). C o n este género de disparates es difícil asegurar un sentido. Para las connotaciones de liso cfr. Poesía erótica, p. 46, poema sobre dos damas que retozan: «La una con la otra recio aprieta / mas dales pena ver la carne lisa», o p. 193, sobre un capón «galán tan limpio y liso / que no tiene en todo el cuerpo / si se mira de alto abajo / de ser hombre un estropiezo». v. 741 luquete y salsa: 'excitantes, incitativos', como las salsas en los guisados y el luquete en las bebidas (luquete 'rodaja de limón o naranja que se pone en una

TEXTO DE LA COMEDIA ANGÉLICA

465

Y o a tus finezas a t e n c i ó n he d a d o y la i m a g i n a c i ó n n o salió falsa.

MEDORO

Eres t o d o m i m a l y m i c u i d a d o .

ANGÉLICA

T ú d o n d e nada a m o r eres la balsa.

MEDORO

Las ruecas e n m i a m o r s o n inconstantes.

ANGÉLICA

E l m í o n o se o p o n e a los diamantes.

[MEDORO]

A n t e s que y o naciera te adoraba

745

y d e s p u é s de n a c i d o n o te q u i e r o ; tus ojos, que de a m o r fueron aljaba,

750

a m í encararon el a r p ó n p r i m e r o ; n o tanto E s c a r r a m á n q u i s o a la Pava n i al ahogado quiso tanto H e r o c o m o te q u i e r o y o , b o r r a c h a m í a , c o n ser tan gorda, p u e r c a , floja y fría.

755

A tus mejillas u s u r p ó e l aurora para las rosas de asno los colores,

bebida'). Comp. Quevedo, al mosquito del vino, P O , n ú m . 817, v. 2: «de sorbos ave luquete». v. 747 diamantes: habitualmente son símbolo de firmeza amorosa (o de dureza desdeñosa); aquí alusión a la codicia de la dama, v. 748 Suplimos indicación de locutor. v. 752 Escarramán quiso a la Papa: evoca, mezclando relaciones de personajes, jácaras quevedianas. Escarramán es el rufián de la Méndez, y en una carta a la Méndez le da recuerdos para la Pava, otra ramera (PO, núm. 849, v. 109 «A la Pava del cercado» encarga dar encomiendas). v. 753 ni al ahogado quiso tanto Hero: el ahogado es Leandro, quien, enamorado de Hero, pasaba a nado cada noche el estrecho de Sesto a Habido, hasta que una noche se ahogó.Ver entre otras parodias la de Quevedo «Hero y Leandro en paños menores» (PO, n ú m . 771) o los de Góngora «Aunque entiendo poco griego» y «Arrojóse el mancebito». v. 775 floja y fría: se le suele asociar otras efes, de flaca y fea, pero esta es gorda. E l juegecillo de las efes es proverbial. Comp. Tirso, Don Gil de las calzas verdes, w . 2429-32: «Vive Dios, que es doña Inés / a mis ojos fría y fea; / si Francisca se llamara / todas las efes tuviera»; Quevedo, PO, n ú m . 772, w . 34-36: «cuando las Franciscas / las dos efes logran, / y las busca el tiempo / por frías y flojas»; Poesía erótica, p. 27: «El que tiene mujer moza y hermosa, / ¿qué busca en casa y con mujer ajena? / ¿La suya es menos blanca y más morena, / o floja, fría, flaca?»... v. 757 rosas de asno: puede ser adaptación de «cardos borriqueños» los que comen los asnos (Aut), y quizá alusión culta a las rosas que come el protagonista

466

ANGÉLICA

Y MED ORO

y d i b u j a n d o aquesos labios F l o r a e c h ó a perder los campos y las

flores;

mereces e l tus tus, ¡ o h , perra m o r a ! ,

760

m e j o r que los lebreles cazadores, y y o , c o m o c o n o z c o que eres diestra, m e he v u e l t o , c o m o t ú , p e r r o de muestra. T e m i e n d o estoy que de tus ojos bellos M a h o m a se e n a m o r e y, e n m i d a ñ o ,

765

á g u i l a de a l q u i l e r baje p o r ellos c o m o por Ganimedes bajó antaño. T ú , a q u i e n su p e l o ofrecen los camellos, y v i s t i e n d o a l b o r n o z desprecias p a ñ o , p r é s t a m e esas faldillas, que m e h i e l o ,

770

que n i t e n g o a l b o r n o z n i terciopelo. ANGÉLICA

N o p u e d o parecer

agradecida

p o r q u e todos los versos he o l v i d a d o ; p e r d o n a , m i M e d o r o , p o r tu v i d a , p o r q u e e n este papel p o c o s m e h a n dado.

775

Tengo tu voluntad bien conocida, y t e n g o de quererte

amortajado,

de El asno de oro de Apuleyo (libro XI), para recuperar su forma humana. E n cualquier caso la mención del asno es peyorativa y burlesca. v. 760 tus tus: «Interjección con que se llama a los perros para que vengan» (Aut), que aduce el refrán «a perro viejo no hay tus tus». Cfr. supra v. 10. Sobre el insulto de perro queda ya nota en v. 9. v. 763 perro de muestra: el que señala el sitio donde está la caza; muestra se llama «en la caza aquella detención que hace el perro, en acecho de la caza, para levantarla a su tiempo, por cuyo motivo se llama perro de muestra el que es diestro en esta operación» (Aut). Sigue aplicándole el calificativo a la mora. v. 766 águila de alquiler, alusión al episodio mitológico en que Júpiter en forma de águila rapta al joven Ganimedes; águila de alquiler contrahace «muía de alquiler», un motivo frecuente en lo burlesco, por su mala reputación. Comp. Quevedo, Un Heráclito, n ú m . 280, vv. 25-28, a la Fortuna: «las mulitas de alquiler / de ti aprendieron a falsas, / pues a quien llevas encima / le derribas y le arrastras». v. 769 albornoz: especie de capote con capucha, prenda propia de los moros, y voz árabe. v. 773 todos los versos he olvidado: ruptura de la ilusión escénica; el personaje de Angélica no puede agradecer las palabras de Medoro porque la actriz que lo representa ha olvidado su papel.

TEXTO DE LA COMEDIA

467

y daréte a comer m i pepitoria y de gallo fiambre m i m e m o r i a . M a s , p o r q u e c o n t u n o m b r e e t e r n o haga

780

el m í o , e n las cortezas de estas hayas c o n la aguzada p u n t a de esta daga le tengo de e s c r i b i r e n hondas rayas, y a pesar de la e n v i d i a y t i e m p o v a n o eternidades

firmo

c o n la m a n o .

785

Hace que escribe. « C o n M e d o r o , debajo de este aliso, A n g é l i c a a l m o r z ó de u n a m o r c i l l a ; testigo ha sido aqueste c i p a r i s o de que A n g é l i c a es b u e n a para silla;

v. 778 daréte a comer mi pepitoria: pepitoria es un guiso de cabezas y patas de aves; probablemente el gesto subrayaría oportunamente la connotación obscena que sin duda tiene el pasaje; comer es palabra casi lexicalizada en el lenguaje e r ó tico para aludir al coito. Comp. Poesía erótica, p. 220, donde una flaca dice: «No tengo carnes que selléis con besos, / y el no tenerlas hace que más valga, / pues en Cuaresma puedo ser comida»; id., p. 255: «Sin duda que el frailazo no era muy carnal, / yo pondré que las come sin grano de sal». v. 779 de gallofiambremi memoria: se va a olvidar pronto de él, porque le ofrece no solo memoria de gallo, que sería poca, sino de gallo fiambre; memoria de gallo es «apodo con que se zahiere y reprende al sujeto de poca memoria» (Aut); Correas, p. 608: «Memoria de gallo. Por ruin memoria». v. 783 Motivo reiterado infinitas veces en la literatura pastoril, y que responde también al modelo del tema orlandiano. E n Cómo se curan los celos y Orlando furioso, por ejemplo, de Bances Candamo, ed. Arellano, w . 1132 y ss. Orlando descubre en las cortezas de los árboles las frases de amor referidas a Angélica y Medoro y enloquece: «¿Quién hay que sufrirlo pueda, / si con acero grababa / su n o m bre quien le copiaba / en un tronco, ¡ay prenda mía!, / que el traidor que le esculpía / el nombre te maltrataba. / "Angélica es de Medoro") / dice en otro árbol» (vv. 1144-51). Tras este verso harían falta otros dos para completar la octava. v. 788 cipariso: nombre poético del ciprés. Silvano, dios de las selvas, se enamoró de Cipariso. Silvano mató un día una cierva amada de Cipariso, y este murió de tristeza; Silvano entonces lo convirtió en ciprés. v. 789 Suplimos el verbo copulativo que nos parece necesario. Angélica es buena para silla: porque es buena par ser montada, metáfora sexual transparente. E l ciprés ha sido testigo de los escarceos amorosos de Angélica.

468

ANGÉLICA

Y

MEDORO

de alcatifa a q u í s i r v i ó N a r c i s o ;

790

u n o s tragos a q u í sin escudilla A n g é l i c a s o r b i ó j u n t o a ese c o p o ; a q u í t o p ó M e d o r o c o n u n topo. D i g a este á l a m o n e g r o las finezas de A n g é l i c a y M e d o r o a R o l d á n l o c o ,

795

y de este verde sauce las cortezas que su a m o r y c u i d a d o tiene en p o c o . » [MEDORO]

R e t i r é m o n o s ya p o r las malezas de aqueste m o n t e . T u favor i n v o c o , santo M a h o m a , p o r q u e a m o r atice

800

y estas dos voluntades eternice. ¿ Q u i e r e s , m i b i e n , que y o te lleve a cuestas p o r q u e n o críes callos en las patas? ANGÉLICA

D e s p u é s , c u a n d o l l e g u e m o s a las cuestas, m e llevarás h a c i e n d o garabatas.

MEDORO

805

M a l a cosa es andar p o r las florestas sin tener que c o m e r n i a u n unas natas.

ANGÉLICA

¿ N o traes a l g ú n m e n d r u g o ?

MEDORO

T o m a u n zato; n o m e sale el quererte m u y barato. C o m e , pues tienes q u é , que y o entre tanto

810

v. 790 alcatifa: «Especie de tapete o alfombra fina» (Aut). Las flores han servido de alfombra para las actividades que acabamos de anotar. Narciso funciona como metonimia por las flores. v. 795 Roldán loco: Roldán (Orlando) se vuelve loco de celos; es el asunto del Orlando furioso de Ariosto o de la zarzuela de Bances Candamo Cómo se curan los celos y Orlando furioso. v. 798 Suplimos el locutor, que debe ser Medoro a juzgar por la dinámica del diálogo. v. 805 garabatas: o garabatos («cierto aire, garbo, brío y gentileza... Se llaman analógicamente acciones descompasadas con dedos y manos», Aut); es decir, 'haciendo aspavientos, gestos y movimientos ridículos', como implica la acción i n decente de llevarla a cuestas. v. 807 natas: alimento suave y exquisito, no precisamente propio de los frugales y esforzados caballeros andantes del estilo de don Quijote, que andaban por las florestas alimentándose con hierbas y otros alimentos campestres. v. 808 zato: «El pedazo o mendrugo de pan» (Aut).

TEXTO DE LA COMEDIA

469

iré a a ñ a d i r o l o r a aquellas flores p o r q u e he t e n i d o e l v i e n t r e c o m o u n c a n t o y dar q u i e r o u n a higa a los dotores. ANGÉLICA

H u é l g o m e q u e deshagas e l encanto, y m i r a q u e n o tardes m u c h o , amores.

MEDORO

815

L u e g o v u e l v o , e n regando l a v e r b e n a . Vase.

ANGÉLICA

D e c u i d a d o y a m o r m e dejas l l e n a : ¿en e l m o n t e c i t o y sola, m i b i e n , m e quieres dejar? H a l l a r á s q u i e n b i e n te q u i e r a ,

820

mas n o q u i e n te q u i e r a m á s . Sale Roldan. [ROLDAN]

Ingrata D a f n e , f u g i t i v o t r o n c o , p o r q u i e n m i d o d e l m o n t e la espesura, a q u i e n l l a m a n d o a voces estoy r o n c o ,

w . 811-13 Va a evacuar por todas las canales. Alude a refranes como «Cagar bien y mear claro, cagajón para el cirujano» (Correas, p. 101), «Mear claro y cagar duro, señal de estar bueno el pulso» (Correas, p. 306), «Mear claro y dar una higa al médico», «Mear claro y higas para el médico» (id., p. 306). v. 814 deshagas el encanto: porque como recuerdan don Quijote y Sancho, los encantados, mientras dura el encanto, no sienten necesidades n i hacen de sus personas (Quijote, I, 48-49): «se viene a sacar que los que no comen, ni beben, n i duermen, ni hacen las obras naturales que yo digo, estos tales están encantados, pero no aquellos que tienen la gana que vuestra merced tiene». v. 818 en el montecito y sola: el manuscrito trae por error del copista «monecito»; es parodia de una cancioncilla tradicional con diversas variantes: «Por el m o n tecico sola, / sola por el monte», «Por el montecillo sola, / ¿cómo iré? / ¡ay Dios!, ¿si me perderé?», que se glosa y reitera en muchos poetas y cancioneros.Ver Frenk, 1987, núms. 1004, 1005A, 1005B. w . 820-21 Cita de un romance no identificado. Calderón lo parafrasea en Amigo, amante y leal (cfr. Bergman, 1961, p. 245) y Quiñones en la Loa que representó Antonio de Prado, w . 169-70. v. 822 Dafne: por haber sido Dafne esquiva con Apolo y huir de él, llama «ingrata Dafne» a Angélica, y por haber sido la ninfa transformada en laurel para evitar el asedio del dios se le aplica el calificativo de «fugitivo tronco».

470

ANGÉLICA

Y

MEDORO

q u e r i e n d o echarte a cuestas m i asadura:

825

¿ c ó m o te he p a r e c i d o feo y b r o n c o ? , q u e ayer m i r é e n u n c h a r c o m i

figura

y, v i é n d o m e tan b e l l o , r u b i o y zarco, cristal m e p a r e c i ó l o que era charco. A h o r a p o r l o m e n o s escaparte

830

n o p o d r á s de m i m a n o , fementida, si b i e n m i i n t e n t o n u n c a fue enojarte, n i l o será hasta p e r d e r la v i d a . ANGÉLICA

N o te canses, R o l d á n , que al m i s m o M a r t e n o le t e n g o de ser agradecida

835

c o n t r a la fee que p r o m e t í a M e d o r o si aquestos cuartos n o m e paga e n oro. ROLDÁN

L O q u e niega e l a m o r , a la v i o l e n c i a ha de rendirse; ingrata, n o forcejees q u e n o te ha de valer tu resistencia.

840

v. 825 mi asadura: seguramente otro gesto grotesco podría indicar que la tal asadura tiene un significado más bien obsceno. vv. 826 y ss. Parodia motivos clásicos. E l del amante desdeñado que se mira en el agua y no se encuentra tan feo tiene una historia compleja que no podemos desarrollar aquí. Probablemente la fuente más relevante es Virgilio, Bucólicas, II, 22¬ 27: «Lac mihi non aestate nouum, non figore defit. / Canto, quae solitus... / Nec sum adeo informis: nuper me in litore vidi, / cum placidum ventis staret mare: non ego Daphnim / iudice te metuam, si numquam fallís imago»; filtrada quizá a través de la Égloga I de Garcilaso, vv. 175-80: «No soy, pues, bien mirado, / tan disforme ni feo, / que aun agora me veo / en esta agua que corre clara y pura, / y cierto no trocara m i figura / con ese que de mí s'está revendo». v. 828 zarco: de ojos azules claros. v. 837 aquestos cuartos no me paga en oro: si Marte paga los cuartos (partes del cuerpo, alusión obscena) a Angélica en oro, esta cederá: motivo de la venalidad y pedigüeñez femenina, característico de la literatura burlesca. Para este sentido de cuartos (muy secundario puede ser el juego de cuartos 'moneda inferior' frente a oro 'metal precioso'), cfr. Quevedo, Un Heráclito, núm. 277, vv. 61-64: «Tusona con ropa de oro / traiga cédula que diga: / " E n este cuerpo sin alma / cuarto con ropa se alquila"»; id., PO, n ú m . 670, w . 9-12: «Mas que venga a suceder, / que sus reales y ducados, / se los vuelvan en cornados, / los cuartos de su mujer»; y Léxico. v. 839 forcejees: pronúnciese trisílabo.

TEXTO DE LA COMEDIA ANGÉLICA

471

N O te ajustes, R o l d á n , n o te emparejes. ¡ T e r r i b l e es de u n t i r a n o la p o t e n c i a ! P o r tu v i d a te r u e g o q u e m e dejes, que tuya q u i e r o ser. ¿ Q u i e r e s m a t a r m e ? ¡ C u á l m e tienes el c u e r p o de apretarme!

845

¡ Q u é cansada que estoy, de sed m e abraso! Si quieres d a r m e gusto, de esa fuente llena esta bolsa turca. ROLDÁN

M u e v o e l paso t e m i e n d o que te has de i r a B e n a v e n t e . J u r a que n o te irás, a u n q u e el Pegaso

850

a tu d e s d é n tuvieras o b e d i e n t e . ANGÉLICA

Y O lo j u r o . . .

ROLDÁN ANGÉLICA

Pues m i r a que m e esperes. . . . que n o m e verás m á s mientras vivieres. Vase.

ROLDÁN

D e t e n t e , espera, aguarda, ingrata fugitiva,

855

¿ c ó m o quieres que v i v a si vas c o m o espingarda? Y o m e r e z c o u n a albarda y llevarla hasta R i e g o . E n fin, tomaste las de V i l l a d i e g o .

860

v. 841 no te ajustes, no te emparejes: 'no te acerques tanto, no te me pegues', v. 849 Benavente: alusión contemporánea, como luego Riego y Villadiego, y otras de antes. v. 850 Pegaso: caballo alado, cabalgadura de Perseo y Belerofonte. v. 857 espingarda: «Especie de tiro de artillería ... un arcabuz muy grande» (Aut). En realidad se va como una bala disparada por una espingarda, v. 858 merezco una albarda: por asno. v. 859 Riego: hay varios municipios con este nombre en España (León, Zamora...). v. 860 tomar las de Villadiego: «Para decir que alguno huyó de algún trance o aprieto; no se sabe cuándo de su principio y colígese que ser dicho a plácito; pudo ser que alguno llamado Villadiego huyó de peligro y afrenta o escapó de la cárcel y dio ocasión al refrán...» (Correas, p. 484). Comp. Quevedo, Sueños, p. 544: «Señor Vargas, pues v. m. lo averigua todo, hágame merced de averiguar quién fue-

472

ANGÉLICA

Y

MEDORO

¡ O h , q u é v e l o z caminas p o r esos vericuetos!; tus pies s o n de sonetos, tus piernas culebrinas; y o v o y p i s a n d o espinas

865

y t ú calzada e l v i e n t o , dejas atrás m i m i s m o pensamiento. ¿Así e l a m o r m e pagas? ¿Así l o que te he dado? N o soy interesado,

870

mas p é s a m e que hagas tal agravio a mis bragas. Tente, que n o te sigo: pues n o m e quieres, n o se m e da u n h i g o .

875

¿ Q u i é n será e l q u e e s c r i b i ó e n estas cortezas? Q u i e r o leyendo divertirme u n poco. Lee. « D i g a este á l a m o n e g r o las finezas de A n g é l i c a y M e d o r o a R o l d á n l o c o . » ¿ Q u é es l o que m i r o ? ¿ E n estas asperezas

880

y o m i s agravios l e o , injurias toco? Lee. « D e b a j o de este aliso, c o n M e d o r o , A n g é l i c a a l m o r z ó de u n a m o r c i l l a

ron las de Villadiego, que todos las toman, porque yo soy Villadiego, y en tantos años no lo he podido saber ni las echo menos, y querría salir deste encanto». v. 863 pies son de sonetos: dilogía con el sentidos de pies Versos'. v. 864 culebrinas: 'un tipo de cañón pequeño'; como espingarda antes. v. 866 calzada el viento: 'como si llevara el viento por calzado, veloz'. Quizá haya evocación gongorina del Polifemo, w . 65-66: «No la Trinacria en sus montañas, fiera / armó de crueldad, calzó de viento», como en el anterior de Soledad I, v. 48: «entre espinas crepúsculos pisando». v. 874 Verso corto; falta probablemente alguna partícula: «que pues que no me quieres», quizá. v. 875 no se me da un higo: ver n. v. 548. v. 877 divertirme: 'distraerme'.

TEXTO DE LA COMEDIA

473

y unos tragos s o r b i ó sin escudilla.» Infames troncos de m i m a l testigos

885

que ya m e h a b é i s l e í d o la cartilla; verdes contrarios, altos e n e m i g o s , t e m b l a d ya d e l furor de esta c u c h i l l a , que ya es forzoso echar p o r esos trigos. ¿ F i n e z a s cuentas, p o r tenerle e n p o c o ,

890

de A n g é l i c a y M e d o r o a R o l d a n l o c o ? ¿ L o c o m e llamas? B i e n dices, n o hablas, á l a m o , de v i c i o , que ya he p e r d i d o e l j u i c i o y se l l e v ó mis narices;

895

e j é r c i t o de l o m b r i c e s , r o y é n d o m e la b a r r i g a , m e m a n d a que n o l o diga (eso n o l o n i e g o y o ) , que c u y o soy m e m a n d ó

900

que n o hable y que prosiga. A l a m o s , ¿ q u i é n os d i o l e n g u a para ser m i p e r d i c i ó n ? Pero t e n é i s c o r a z ó n , que e n m i agravio se deslengua, el seso se m e

905

desmengua.

¡ O h , q u é de b o r r a que cabe! ¿ N o h a b r á q u i e n m e d é u n jarabe?

v. 888 Orlando furioso, enloquecido, destroza los árboles. Es motivo habitual en la literatura orlandesca. v. 899 echar por esos trigos: «Es irse como fugitivo, sin atender ni reparar en cosa alguna. Y en sentido translaticio significa hablar sin ton ni son muchos desatinos y disparates» (Aut). Comp. Bances, Orlando furioso, ed. Arellano, vv. 1322-24: «Pastores de estos apriscos, / ayudadme a atar a un loco / que ha echado por esos trigos»; Hamete de Toledo, vv. 204-207: «Con el mar a los batanes / j u g ó el viento embravecido, / y era de ver cuál echaba / la armada por esos trigos». v. 900 cuyo soy me mandó: todo el pasaje ensarta disparates, con alusiones j o c o sas que no tienen coherencia precisa. Aquí evoca la copla de Baltasar del Alcázar «Esclavo soy, pero cuyo / eso no lo diré yo, / que cuyo soy me m a n d ó / que no diga que soy suyo», glosada por ejemplo en Mira de Amescua, El esclavo del demonio, w . 2855 y ss., y en El mágico prodigioso de Calderón, vv. 2711-16. Cfr. Wilson y Sage, 1964, n ú m . 135.

474

ANGÉLICA En

Y

MEDORO

esta desdicha arguyo:

esclavo soy, p e r o ¿ c u y o ?

910

S o l o A n g é l i c a l o sabe. Sale Medoro. MEDORO

Q u e b r ó s e m e la abujeta: siempre he sido desgraciado.

ROLDAN

P e r r o , e n mis m a n o s has dado; n o te v a l d r á tu profeta.

MEDORO

¡ Q u i é n trajera u n a escopeta!

ROLDÁN

V e n a c á , ¿eres t ú M e d o r o ,

915

p o r q u i e n p e n o y p o r q u i e n lloro? ¿ E n d ó n d e tienes, traidor, d i m e , a A n g é l i c a la bella? MEDORO ROLDÁN

920

N O la he visto. A la estrella

ha prestado e l resplandor; espera, que p o r los aires A n g é l i c a se aparece. MEDORO

N o , s i n o es que ya a n o c h e c e

925

y v a n a casa los fraires. ROLDÁN

¡ Q u é bellezas, q u é donaires! A n g é l i c a es cada cual: o y o soy u n a n i m a l o m i A n g é l i c a es la l u n a .

930

S i y o m e m u e r o p o r una, ¿ c ó m o hay tantas?, pese a tal. N o te m e escapes, traidora; p e r m í t e m e que te abrace. MEDORO

O y e , m i r e l o que hace,

935

que n o soy y o su s e ñ o r a .

v. 912 abujeta: ver n. v. 461 supra. v. 916 E l copista ha olvidado la letra ene del artículo, que restituimos, v. 925 E l copista transcribe «frailes», pero la rima exige la forma que consignamos. vv. 928 y ss. Se refiere a la luna y las estrellas, a las que identifica con Angélica.

TEXTO DE LA COMEDIA ROLDÁN

475

Sí eres tal; ¿ n o eres l a m o r a p o r q u i e n y o m e he v u e l t o l o c o ?

MEDORO

E l m e quiere echar e l m o c o . ¿ N o m e ve c o n estas barbas?

ROLDAN

940

Pues d i m e , ¿ p o r q u é m e escarbas e n e l alma p o c o a p o c o ?

MEDORO

Y O q u i e r o servirte e n esto y p o n é r t e l a e n las manos: ¡aquí, cielos soberanos,

945

que m e i m p o r t a echar e l resto! ¡Ve p o r ella, presto, presto! ROLDÁN

Pero ¿ d ó n d e las has de hallar?

MEDORO

E n u n pastoril albergue.

[ROLDÁN]

N O es posible que se albergue

950

e n tan infame lugar. [MEDORO]

Espera que p o r ella v o y v o l a n d o . Vase.

ROLDÁN

¡ O h , traidora!, ¿hasta c u á n d o has de b u r l a r m e ? Y a n o pesa u n adarme e l calvatrueno.

v. 941 él: este tratamiento de él para la segunda persona interlocutora era despectivo, chistoso o muy familiar y propio de criados y gente plebeya. Comp. Benavente, Los coches, v. 68, en Entremeses, ed. Andrés, 1991, p. 72: «—Oigame, pelinegra. - Y ella ¿es rubia?»; Tirso, El caballero de Gracia, ODC, III, p. 271: «Ya, hermano, es cansada cosa / que entre fregona y lacayo / siempre empiecen su papel / con esto: ¿Y él no habla nada? / ¿Y ella es soltera o casada? / Porque esto de y ella y él / era sagrado y chorrillo / de toda plebeya masa»; Estebanillo, I, p. 104: «El me respondió: —Pues ¡cuerpo de tal con él!, ya que no tuvo ánimo». Medoro se queja de las arremetidas de Orlando; no estamos seguros de que en moco haya alguna otra connotación obscena más allá de la mención grotesca. v. 949 Verso primero del famoso romance de Góngora, de Angélica y Medoro, «En un pastoral albergue». E n este pasaje restituimos algunas indicaciones de l o cutor. w . 953 y ss. Nótese el esquema de rimas internas, en el que se advierten algunas lagunas. v. 954 adarme, calvatrueno: adarme es medida de peso muy pequeña; calvatrueno, calva grande, y aquí metonímicamente 'la cabeza, el cerebro': la cabeza de Orlando, vacía y enloquecida, no pesa ni un adarme. Se rompe la rima interna.

476

ANGÉLICA

Y

MEDORO

¿ Q u é sesos de j u m e n t o m e has guisado?

955

¿ Q u é sopa de a h o r c a d o o valeriana? D i m e , ¿ q u é sangre h u m a n a o u n t o de oso? ¿ Q u é h e c h i z o p o d e r o s o m e aplicaste, que así m e enamoraste, c o m o a Judas? R u é g o t e q u e acudas c o n dineros.

960

Y a c o n v e r t i d o e n ave piso el v i e n t o : ¡ o h , q u é falso e l e m e n t o ! Pero v e o t o d o c u a n t o deseo: allí está R o m a , y p o r aquesa l o m a se descubre C u e n c a , y l u e g o se e n c u b r e entre dos cerros 9 6 5 u n m a n o j o de perros c o n mostaza; trae, m i b i e n , la taza, helos, helos a los C a r a b a n c h e l e s y a S e v i l l a . . . ¿ A n g é l i c a a l m o r z ó de u n a m o r c i l l a y u n o s tragos s o r b i ó sin escudilla?

970

vv. 955 y ss. Parodia de las listas de hechizos e ingredientes para los mismos. v. 956 valeriana: mención especialmente absurda, pues la valeriana se usa como antiespasmódico, tranquilizante, y no sería provocante a locura, como dice Roldán. v. 957 sangre humana o unto de oso: es parodia de los efectos que se atribuían en las creencias de la época al hecho de consumir sangre u otros elementos. Comp. Nieremberg, Oculta filosofía, fol. 66v-67r: «Vierio escribe que uno que se comió un celebro de oso quedó después de sus costumbres, como si se hubiera vestido su naturaleza. Esto llaman arctantropía, como hiantropía cuando por comer sangre reciente de lechón han llegado algunos a gustar de revolcarse en el cieno, y licantropía cuando por el alimento de la sangre del lobo se bebe también su i n genio [...]. Libabio escribe de algunos cazadores que usaban beber sangre y leche de cabras para andar por riscos sin que se les ande la cabeza». v. 960 Entendemos que la intenta atraer proclamando que trae dineros el galán. Los dos versos 959 y 960 admitirían otra puntuación, si la referencia a Judas se interpreta 'te ruego con dineros que acudas, como rogaría a Judas', pero no se puede asegurar, porque la incoherencia habitual impide optar por una sintaxis determinada. v. 961 Fractura de la rima interna. Según el texto hay aquí un efecto de tramoya y Roldán empieza a volar por el aire, describiendo disparatadamente lo que ve. v. 967 mi bien: quizá no vocativo, sino sujeto de la frase; Roldán la estaría d i visando desde el aire... Para mantener la rima interna (con Carabancheles) en vez de «helos» debería ser «heles». v. 968 Carabancheles: es decir, Carabanchel Alto y Bajo. w . 969-70 Repite obsesionado los versos grabados en los árboles.

TEXTO DE LA COMEDIA

477

Sale Rugero. RUGERO

¡ O h , q u é grande m a n c i l l a ! ¿ E l m á s b i z a r r o m o z o q u e e m p u ñ ó e l j a r r o p i e r d e e l seso?

ROLDAN

P o r D i o s , m u y b u e n o es eso, majadero. ¿ C ó m o eres tan ligero? ¿ A c á has subido? Eres u n atrevido.

RUGERO

ROLDÁN

¿ N O ves q u e hay escalera?

975

¡ Q é linda borrachera! u

RUGERO

¡Primo hermano! E c h a m e a c á esa m a n o y v a m o s j u n t o s , que he t e n i d o b a r r u n t o s q u e te aguarda esa m o r a gallarda.

ROLDÁN

¿ Q u é m e dices? T o m a cuatro c a h í c e s de algarroba

980

si t ú e n aquesa a l c o b a m e l a pones. RUGERO [ROLDÁN]

¡ Q u e amorosas pasiones p u e d a n tanto! D a r é te c o n u n canto si m e m i e n t e s , y a todos m i s parientes, de h i t o e n h i t o , les p o n d r é u n sambenito.

RUGERO

R o l d á n , calla,

985

que p r o m e t o buscalla e n e l tejado.

v. 972 E n el manuscrito «pierdo», pero parece mejor referirlo a Roldán, como reconvención de Rugero, que le incita a mostrarse razonable. v. 980 cahíz: especie de medida (Aut); es chiste porque la algarroba se usa para pienso de animales; se produce una animalización del sujeto, por tanto. v. 983 Suplimos indicación de locutor; daréte con un canto: 'te daré una pedrada', pero hay además referencia a la locura, pues echar cantos era signo de loco; echar cantos: «Es estar loco y furioso, porque no reparan en lo que hacen n i advierten el daño que pueden causar» (Aut). v. 984 de hito en hito: 'fijamente'. N o tiene mucho sentido aquí, donde está sobre todo por el ripio. v. 985 sambenito: el ropaje infamante que se ponía a los reos de la Inquisición, «a modo de capotillo amarillo con la cruz roja en forma de aspa» (Aut). Es nota de infamia y deshonra. v. 986 E n el manuscrito «buscarla», pero la rima interna nos inclina a la enmienda.

478 ROLDÁN

ANGÉLICA

Y

MEDORO

¡ Q u e escribiese el m a l v a d o , y l a p i c a ñ a , de toda la m o n t a ñ a e n las cortezas amores y

finezas,

y q u e tengan e n p o c o

990

Angélica y M e d o r o a R o l d á n loco! RüGERO

T a m b i é n de ese d e s d é n m e alcanza parte y l l e g o a consolarte sin q u e e l j u i c i o pierda: ¡ u n a persona c u e r d a

995

c o n u n a p e r r a amores! E l sin duda, señores, me huele a chamusquina. ROLDÁN

¿ Q u i e r e s que caminemos hasta el Catay, R u g e r o ?

1000

Q u e p o r e l aire presto llegaremos. RUGERO

Empieza tú primero a volar, y v o l e m o s .

ROLDAN

B a t e las alas que parezcan remos.

RUGERO

Y a las bato y te sigo;

1005

¿y si damos porrada? ROLDÁN

N o te espantes, a m i g o .

RUGERO

T e n g o u n a ala mojada.

ROLDÁN

Pues á s e t e a m i c o l a , que pienso al sol hacerle la m a m o l a .

1010

vv. 997-98 Se dirige al público, con ruptura de la ilusión escénica. Le huele a chamusquina porque el bestialismo se castigaba con la hoguera, y eso le corresponde por estar en amores con una perra. v. 1004 las alas: en el manuscrito «las olas», que parece error inducido por el cercano «remos»: ver abajo v. 1008; comparándose con dos pájaros voladores, lo que pueden batir son las alas (los brazos, seguramente, con gestos grotescos). v. 1010 la mamola: «Cierta postura de la mano debajo de la barba del otro, que regularmente se ejecuta por menosprecio, y tal vez por cariño. Cov. la llama mamona, pero ya lo más regular es decir mamola» (Aut). Piensa volar tan alto como para poder hacer la mamola al sol. Comp. Quijote, II, 28: «me hagas cuatro mamonas selladas en m i rostro»; id., II, 69: «veinte y cuatro mamonas y doce pellizcos»; Góngora, letrilla «El que a su mujer procura» (Letrillas, ed. Jammes, pp.

TEXTO DE LA COMEDIA RUGERO

H o l a , ¿ p u e s , d ó n d e vamos?

ROLDÁN

A l Catay.

RUGERO

479

¡ Q u é ignorancia! ¿ N o ves que nos dejamos a A n g é l i c a e n Francia?

ROLDÁN

Pues v o l v a m o s los p i c o s

1015

y a esta tierra dejemos, que es de m i c o s . Vanse y sale el Emperador. EMPERADOR

T o d o este t i e m p o he estado retirado en el frondoso parque de P a v í a e s p u l g á n d o m e aquestas pedorreras, y a n o ser cosa de tan g r a n c u i d a d o

1020

h u b i e r a ya v e n i d o a castigar tan grande d e m a s í a de esa m o r i l l a , que c o n m i l i quimeras, se p o n e a partir peras c o n R o l d á n , y encantado m e le tiene;

1025

mas si a mis manos v i e n e , ella llevará z u r r a o y o le h a r é que caiga de su b u r r a . ¡ H o l a ! , ¿ n o hay q u i e n responda? L u d o v i c o , Reinaldos, Oliveros, Durandarte:

1030

245-47): «El que a su mujer procura / dar remedio al mal de madre, / y ve que no la comadre, / sino el cura que la cura, / si piensa que el padre cura / trae la virtud en la estola, / mamóla». Ver el entremés de La mamóla (Colección, I, pp. 71¬ 72). v. 1019 espulgándome aquestas pedorreras: tópica alusión a parásitos; pedorreras: tipo de calzas «Los calzones justos, que por otro nombre se llamaron escuderiles, sin duda porque usaban de ellos los escuderos» (Aut). v. 1024 a partir peras: alude al refrán «Ni en burlas ni en veras con tu amo no partas peras», que «enseña y aconseja a los domésticos la sumisión, respeto y obediencia que deben observar con los superiores» (Aut). v. 1028 le haré que caiga de su burra: 'que se aparte de su propósito, que abandone su intención inicial, que comprenda que está en un error'; con adaptación de la frase «Caer de su asno» o «Caer del burro. Por advertir el yerro o bobería en que estaba» (Correas, p. 543).

480

ANGÉLICA

Y

MEDORO

todos d e b e n de estar e n la taberna m o j a n d o la palabra c o n el p i c o . Sale Rugero y doña Alda con manto. RUGERO

¿ S o l o c o m o u n e s p á r r a g o , imperante? ¿ D ó n d e e s t á n los soldados de la guarda? ¿ H a s e n v i a d o al rastro al A l m i r a n t e

1035

o a q u e te c o m p r e l a capaza parda? EMPERADOR

¿ Q u i é n es aquesa d a m a rozagante q u e parece q u e v i e n e c o n moscarda?

RUGERO

¿ N O conoces, señor, a tu sobrina d o ñ a A l d a , q u e i n v e n t ó la trementina?

EMPERADOR

1040

S o b r i n a m í a , ¿ q u é m u d a n z a es esta? Pareces t u m b a e n p i e c o n ese m a n t o . ¿Es m u e r t o d o n R o l d á n ? ¿ F u e s e a la mesta?, q u e m e tiene confuso u n tanto cuanto.

DOÑA ALDA

N O se ha m u e r t o R o l d á n , mas u n a cesta

1045

he l l o r a d o de l á g r i m a s , que el l l a n t o es tan forzoso c u a n d o p i c a n celos c o m o la m i e l caliente a los b u ñ u e l o s . RUGERO

D o ñ a A l d a está quejosa y descontenta y quiere descasarse ante el v i c a r i o .

1050

v. 1032 acot. E n el manuscrito «Rogero». v. 1033 Solo como un espárrago: es proverbio: «Solo como espárrago en el yermo» (Correas, p. 464). Comp. Darlo todo, v. 30;Vélez, Cojuelo, p. 75: «a fuer de los espárragos, legumbre tan enemiga de la compañía»; imperante: forma usual para 'emperador'. v. 1035 rastro: «matadero, lugar donde se matan las reses», quizá porque se las llevan allí arrastrando (Corominas-Pascual, Diccionario).Todo un emperador manda a comprar al rastro despojos de los animales. v. 1038 que viene con moscarda: 'viene inquieta, desazonada'; mosca: «Se toma metafóricamente por desazón picante, que inquieta y molesta, y así se dice ir con mosca, estar con mosca, quítate esa mosca» (Aut). v. 1040 trementina: por rima jocosa, ripio y disparate. v. 1043 mesta: en el sentido de junta de pastores y dueños de ganados para separar los animales mostrencos de los que tienen dueño y marcarlos con señales' (Aut). v. 1044 un tanto cuanto: 'mucho'.

TEXTO DE LA COMEDIA EMPERADOR

481

C o r r e r á n esos gastos p o r m i c u e n t a y p o n d r á n s e l e a c u e n t a d e l salario. Pues ¿ q u é la causa es?

RUGERO

P o r q u e le asienta alguna bofetada de o r d i n a r i o .

EMPERADOR DOÑA ALDA

¿ E S posible que entre ellos hay barajas?

1055

Sí, s e ñ o r , sobre q u i t a allá esas pajas. Emperador alimaña, a u n a c o r o n a y cetro se r i n d e n de los dos p o l l o s , si n o las plumas, los huevos,

1060

que c o n ser tan p o p u l o s o , tan e x t e n d i d o y s o b e r b i o el m u n d o , dentro de u n a arca se e n c u e n t r a t o d o t u i m p e r i o : yo, la m á s flaca m u j e r

1065

que trae carne sobre hueso, la estantigua de las d o ñ a s y la tilde de los h e m b r o s , ante tus zapatos rotos, rota t a m b i é n m e presento,

1070

v. 1055 barajas:'confusión, riñas, pendencias'; cfr. el refrán «Aunque con tu mujer tengas barajas no metas en tu casa pajas» (Aut). v. 1056 un quítame allá esas pajas: «Por quítame allá esas pajas. Frase con que se da a entender que alguno se irrita con facilidad y poca razón o corto motivo» (Aut). Comp. Quevedo, Cuento de Cuentos, Prosa festiva, p. 394: «andaban al morro por quítame allá esas pajas». v. 1059 pollos: parece juego con polos (del mundo). v. 1063 dentro de un arca: en la que el actor guarda sus vestidos y aderezos para representar el papel del rey; ruptura de la ilusión escénica, que viene a evocar de lejos el motivo de la vida como teatro, pues el rey lo es en la comedia. v. 1067 estantigua de las doñas: 'fantasma de las mujeres', por el manto de luto que trae, que parece un fantasma; estantigua: «Visión, fantasma que se ofrece a la vista causando pavor y espanto» (Aut). Comp. Quevedo, Hora, p. 100: «Yo administro unos hombres a medio podrir, entre viejos y muertos, que traen bien aliñada la pantasma, y tratan de que los herede su apetito y pagan en buena moneda lo roñoso de su estantigua». v. 1068 la tilde de los hembros: 'ejemplar mínimo, pequeño como una tilde, de hombre'. N o entendemos bien esto, a menos que el personaje lo represente un

482

ANGÉLICA

Y

MEDORO

que los rotos y las rotas suelen rodar p o r e l suelo. Sabrás, ínclito monarca, que p e r m i t i e r o n los cielos para celos de las damas,

1075

y para las damas celos, que e n aquella gran batalla que los franceses t u v i e r o n sobre los m u r o s de T r o y a c o n su caballito g r i e g o

1080

c u a n d o los m o r o s de E s p a ñ a pasaron los P i r i n e o s y cercaron a París c o n gran c a n t i d a d de perros, u n o entre ellos ( ¡ g r a n d o l o r ! ) ,

1085

a q u e l rayo d e l i n f i e r n o , aquella galga africana, aquel F a e t ó n soberbio y, al fin, aquella m u j e r que e n caracteres y cercos

1090

trae los h o m b r e s p o r la tierra y las aves p o r el v i e n t o , a m i marido, señor, y t u p r i m o , y a mis deudos los d o c e pares, que s o n

1095

para ella pares de huevos, los ha v u e l t o mentecatos s i é n d o s e ellos majaderos

actor masculino de poca estatura, haciendo de mujer, cosa bastante verosímil en este mundo al revés de la comedia burlesca. v. 1080 caballito griego: alusión al caballo de Troya, totalmente disparatada, como el resto del pasaje. v. 1088 Faetón: hijo de Apolo que quiso conducir temerariamente el carro del Sol y casi destruye la tierra. M u r i ó fulminado por Júpiter. v. 1090 caracteres y cercos: los que hacen las hechiceras para sus conjuros. Comp. Quevedo, Un Heráclito, n ú m . 290, w . 857-58: «Dijo, y entre pentágonos y cercos / m u r m u r ó invocaciones y conjuros». v. 1091 E n el manuscrito «tras los hombres», pero parece lapsus que enmendamos.

TEXTO DE LA COMEDIA

483

sin seso los ha dejado e s t á n d o s e ellos sin seso...

1100

Y o , pues, que de m i m a r i d o siempre he estimado los c u e r n o s , c o m o tengo o b l i g a c i ó n y c o m o otras cosas tengo, querellosa de m i agravio

1105

y agraviada de ese p u e r c o , puerca c o n tantos andrajos, andrajosa p o r e x t r e m o , extremada e n la desdicha, desdichada e n e l consejo,

1110

m a l aconsejada e n t o d o y, al fin, rabiando y m u r i e n d o , v e n g o a pedirte, s e ñ o r , que e c h e m o s p o r esos cerros, que b u s q u e m o s a esta m o r a

1115

o si n o , n o la b u s q u e m o s . M i r a , famoso f r a n c é s , que eres n i e t o de