Novo Tratado de Fonoaudiologia


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Table of contents :
Folha de rosto......Page 2
Créditos......Page 4
Editor......Page 6
Coordenadoras......Page 9
Autores......Page 10
Sumário......Page 20
Prefácio......Page 24
Prefácio à segunda edição......Page 27
Prefácio à primeira edição......Page 29
Apresentação......Page 31
Parte 1 – Audiologia clínica: Maria do Carmo Redondo......Page 32
1. Deficiência auditiva......Page 35
2. Perda auditiva de origem genética......Page 57
3. Noções básicas sobre acústica, psicoacústica e calibração......Page 105
4. Avaliação auditiva básica: acumetria e audiometria......Page 131
5. Medidas de imitância acústica......Page 169
6. Testes audiológicos para a identificação de alterações cocleares e retrococleares......Page 206
7. Perda auditiva funcional......Page 229
8. Emissões otoacústicas......Page 254
9. Avaliação eletrofisiológica da audição......Page 276
10. Triagem auditiva em neonatos......Page 315
11. Avaliação audiológica no primeiro ano de vida......Page 321
12. Avaliação da audição na criança......Page 348
13. Avaliação do processamento auditivo central......Page 367
14. Como interpretar o exame audiológico......Page 394
15. Semiologia do exame vestibular......Page 424
16. Neuropatia auditiva......Page 440
17. Fonoaudiologia na saúde do trabalhador......Page 466
18. O uso gerencial da informação na saúde do trabalhador......Page 490
Parte 2 – Audiologia educacional: Cilmara Cristina Alves da Costa Levy......Page 504
19. Anamnese na audiologia educacional......Page 505
20. Avaliação e planejamento terapêutico......Page 515
21. Reabilitação auditiva: a clínica fonoaudiológica e o deficiente auditivo......Page 530
22. O Surdo na história – da Antiguidade ao século XXI......Page 543
23. A busca da identidade familiar de pais de crianças surdas......Page 571
24. A escola para o surdo – escolhas em um novo contexto......Page 587
25. Atuação fonoaudiológica em implante coclear......Page 624
26. Próteses auditivas implantáveis e semi-implantáveis......Page 644
27. Próteses auditivas: estado atual......Page 663
28. Seleção, verificação e avaliação de resultados na adaptação de próteses auditivas em adultos......Page 697
29. Avanços tecnológicos na seleção e adaptação de aparelhos de amplificação sonora individual em crianças......Page 718
30. Aconselhamento na reabilitação audiológica......Page 737
31. Avaliação relevante da criança com múltipla deficiência sensorial......Page 757
32. Perdas auditivas unilaterais......Page 773
33. Alternativas para o atendimento do paciente portador de zumbido......Page 786
34. Qualidade de vida e deficiência auditiva......Page 805
Parte 3 – Terapia fonoaudiológica: motricidade orofacial e disfagia orofaríngea: Alcione Ramos Campiotto......Page 813
35. Atuação fonoaudiológica nos distúrbios miofuncionais orofaciais......Page 814
36. Falar – habilidade que aproxima ou afasta as pessoas......Page 821
37. Ronco e SAOS......Page 850
38. A contribuição da fonoaudiologia nas cirurgias ortognáticas......Page 860
39. Intervenção fonoaudiológica na disfunção temporomandibular......Page 871
40. Fissuras labiopalatinas e insuficiência velofaríngea......Page 880
41. Queimaduras: intervenção fonoaudiológica......Page 914
42. Fonoaudiologia e estética da face: método MZ......Page 920
43. Paralisia facial periférica: atuação fonoaudiológica......Page 948
44. Trabalho fonoaudiológico em unidade neonatal......Page 985
45. Avaliação clínica das disfagias infantis em ambiente hospitalar......Page 1014
46. Avaliação das disfagias neurogênicas em adultos......Page 1038
47. Reabilitação das disfagias neurogênicas em adultos......Page 1079
Parte 4 – Terapia fonoaudiológica: voz e reabilitação fonoaudiológica nos casos oncológicos de cabeça e pescoço: Wanderlene Anelli......Page 1093
48. Avaliação vocal......Page 1094
49. Terapia vocal......Page 1124
50. Aspectos laringológicos e vocais relacionados ao refluxo laringofaríngeo......Page 1139
51. Protocolo de avaliação das disartrofonias......Page 1152
52. Disartrofonia e o processo de reabilitação fonoaudiológica em adultos......Page 1167
53. Câncer de boca e orofaringe – atuação fonoaudiológica......Page 1184
54. Laringectomias parciais e subtotais: aspectos médicos e reabilitação fonoaudiológica......Page 1225
55. Reabilitação fonoaudiológica após laringectomia total......Page 1239
Índice remissivo......Page 1266
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Novo Tratado de Fonoaudiologia

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Copyright © 2013 Editora Manole Ltda., por meio de contrato de edição com o editor e as coordenadoras. Logotipos:

Copyright © Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Copyright © Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Copyright © Fonoaudiologia da Santa Casa de São Paulo. Copyright © Otorrinolaringologia da Santa Casa de São Paulo.

Editor gestor: Walter Luiz Coutinho Editora: Karin Gutz Inglez Produção editorial: Visão Editorial, Cristiana Gonzaga S. Corrêa e Juliana Morais Capa: Daniel Justi Ilustrações do miolo: Mary Yamazaki Yorado Fotos do miolo: gentilmente cedidas pelos autores e coordenadoras ou autorizadas pelas empresas responsáveis Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Novo tratado de fonoaudiologia / editor Otacílio Lopes Filho ; Alcione Ramos Campiotto…[et al.] . -- 3. ed. -- Barueri, SP : Manole, 2013. Outros autores: Cilmara Cristina Alves da Costa Levy, Maria do Carmo Redondo, Wanderlene Anelli. Bibliografia ISBN 978-85-204-3805-3

1. Fonoaudiologia I. Lopes Filho, Otacílio. II. Campiotto, Alcione Ramos. III. Levy, Cilmara Cristina Alves da Costa. IV. Redondo, Maria do Carmo. V. Anelli, Wanderlene. CDD-616.855

13-03849

NLM-WM-475

Índices para catálogo sistemático: 1. Fonoaudiologia : Medicina 616.855 2. Fonoaudiologia : Medicina WM-475

Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste livro poderá ser reproduzida, por qualquer processo, sem a permissão expressa dos editores. É proibida a reprodução por xerox. A Editora Manole é filiada à ABDR - Associação Brasileira de Direitos Reprográficos. 3a edição – 2013 1a edição digital – março de 2013

Direitos adquiridos pela: Editora Manole Ltda. Avenida Ceci, 672 – Tamboré 06460-120 – Barueri – SP – Brasil Tel.: (11) 4196-6000 – Fax: (11) 4196-6021 www.manole.com.br [email protected] Este livro contempla as regras do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990, que entrou em vigor no Brasil em 2009. São de responsabilidade dos autores, das coordenadoras e do editor as informações contidas nesta obra.

Otacílio Lopes Filho editor

Professor Titular de Otorrinolaringologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Patronímico do Centro Acadêmico da Faculdade de Fonoaudiologia da Santa Casa de São Paulo.

Coordenadoras

Alcione Ramos Campiotto Fonoaudióloga Coordenadora do Curso de Aperfeiçoamento em Motricidade Orofacial da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Professora-assistente do Curso de Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Especialista em Voz e Motricidade Orofacial pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa). Mestre em Distúrbios da Comunicação Humana pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Cilmara Cristina Alves da Costa Levy Fonoaudióloga Coordenadora do Curso de Especialização em Audiologia da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Professora-assistente do Curso de Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Especialista em Audiologia pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa). Mestre em Psicologia Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Doutora em Ciências da Saúde pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Maria do Carmo Redondo Fonoaudióloga Chefe do Setor de Fonoaudiologia do Departamento de Otorrinolaringologia da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Professora do Curso de Especialização em Audiologia da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Professora Instrutora do Curso de Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Professora do Curso de Especialização em Audiologia do Cefac – Saúde e Educação. Especialista em Audiologia pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa). Wanderlene Anelli Fonoaudióloga Professora do Curso de Especialização em Voz da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Professora Instrutora do Curso de Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Especialista em Voz pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa). Mestre em Ciências Otorrinolaringológicas pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Autores

Alessandra Spada Durante Fonoaudióloga. Especialista em Audiologia, Mestre e Doutora em Ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Professora Adjunta do Curso de Graduação em Fonoaudiologia e do Mestrado Profissional em Saúde da Comunicação Humana da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP). Alessandro Murano Ferré Fernandes Especialista em Otorrinolaringologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Mestre e Doutor em Medicina pela FCMSCSP. Professor Instrutor da Disciplina de Otorrinolaringologia do Departamento de Otorrinolaringologia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Responsável pelo Setor de Disfagia e Neurolaringologia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-facial (ABORL-CCF). Alexandre de Andrade Sousa Doutor em Cirurgia pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Professor Adjunto do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da UFMG. Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP). Alice Penna de Azevedo Bernardi Especialista em Audiologia pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa). Mestre e Doutora em Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP). Professora da Disciplina de Audiologia e Saúde do Trabalhador do Cefac - Saúde e Educação. Membro da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa). Diretora da Alice Penna Consultoria e Treinamento em Fonoaudiologia Ocupacional. Ana Claudia Balieiro Lodi Doutora em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem (Lael) pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Docente do Departamento de Educação, Informação e Comunicação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da Universidade de São Paulo (USP). Ana Claudia Martinho de Carvalho Doutora em Psicologia com Área de Concentração em Neurociências e Comportamento pelo Instituto de Psicologia (IP) da USP. Professora-assistente Doutora do Departamento de

Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da FMUSP. Ana Paula Bruner Especialista em Audiologia pelo CFFa. Mestre em Ciências pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM-Unifesp). Professora do Curso de Especialização em Audiologia da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (ISCMSP). Fonoaudióloga do Departamento de Otorrinolaringologia da ISCMSP. Ana Paula Doi Bautzer Mestre em Ciências pela EPM-Unifesp. Fonoaudióloga do Serviço Integrado de Fonoaudiologia do Hospital São Paulo (HSP) da EPM-Unifesp. Fonoaudióloga da Clínica de Especialidades Integrada. André de Campos Duprat Mestre e Doutor em Medicina com Área de Concentração em Otorrinolaringologia pela FCMSCSP. Professor Instrutor do Departamento de Otorrinolaringologia da FCMSCSP. Andrea Cristina de Oliveira Eichner Especialista em Audiologia pela ISCMSP. Bianca Miguel Jorge Especialista em Audiologia pela ISCMSP. Mestre em Ciências da Saúde pela FCMSCSP. Fonoaudióloga Professora do Curso de Especialização em Audiologia da ISCMSP. Carla Coutinho Sanchez Professora do Curso de Aprimoramento em Disfagia Orofaríngea da ISCMSP. Membro da SBFa. Carla Franchi Pinto Especialista em Genética Médica pela Sociedade Brasileira de Genética Médica (SBGM). Mestre e Doutora em Genética Médica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Professora do Departamento de Pediatria e Responsável pelo Ambulatório de Genética Médica da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Membro da SBGM. Diretora da Genética Médica e Forense. Christiane Schultz Mestre em Ciências com Área de Concentração em Oncologia pela Fundação Antônio Prudente do Hospital A.C. Camargo. Claudia Alessandra Eckley Professora-assistente do Departamento de Otorrinolaringologia da Santa Casa de Misericórdia de

São Paulo. Fellow em Voz Profissional pela Thomas Jefferson University, Filadélfia, PA, EUA. Claudia Xavier Especialista em Motricidade Orofacial pelo CFFa. Mestre em Fonoaudiologia pela Western Michigan University, Kalamazoo, MI, EUA. Doutora em Neurociências e Comportamento – Psicologia Experimental pela USP. Professora da Disciplina de Fonoaudiologia Hospitalar do Departamento de Fonoaudiologia nos Cursos de Pós-graduação do Fonocentro, da Universidade da Amazônia, do FonoHosp e do Núcleo de Estudos Claudia Xavier. Chefe da Equipe de Fonoaudiologia Infantil do Hospital e Maternidade Santa Helena da Unimed Paulistana. Coordenadora do Núcleo de Estudos Claudia Xavier. Membro da SBFa. Clay Rienzo Balieiro Fonoaudióloga Clínica. Doutora em Distúrbio da Comunicação pela EPM-Unifesp. Professora da Faculdade de Fonoaudiologia da PUC-SP. Cristiane Freitas Coordenadora do Serviço de Fonoaudiologia do Hospital Igesp. Cristiane Yonezaki Fonoaudióloga pela PUC de Campinas (PUC-Campinas). Especialista em Audiologia com Área de Concentração em Audiologia Clínica pela ISCMSP. Mestre em Distúrbios da Comunicação pela PUC-SP. Assessora de Extensão e Pesquisa do Centro Universitário São Camilo. Denise Lopes Madureira Especialista em Linguagem pelo CFFa. Especialista em Cuidados Paliativos pela FCMSCSP. Mestre em Distúrbios da Comunicação pela PUC-SP. Coordenadora do Curso de Aprimoramento em Disfagia Orofaríngea da ISCMSP. Professora Instrutora do Curso de Graduação em Fonoaudiologia da FCMSCSP. Fonoaudióloga do Departamento de Otorrinolaringologia da ISCMSP. Edilene Marchini Boéchat Fonoaudióloga pela PUC-SP. Doutora em Ciências pela FMUSP. Professora-assistente Doutora de Audiologia da PUC-SP. Eliana Terumi Katayama Fonoaudióloga pela FMUSP. Especialista em Voz com Área de Concentração em Cabeça e Pescoço pela ISCMSP. Elisângela Zacanti

Especialista em Disfagias Neurogênicas pela ISCMSP. Mestranda em Distúrbios da Comunicação Humana da EPM-Unifesp. Fonoaudióloga Professora do Curso de Aprimoramento em Disfagia Orofaríngea da ISCMSP. Fabiane Miron Stefani Mestre e Doutora em Ciências pela FMUSP. Professora Adjunta do Curso de Fonoaudiologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Felipe Venâncio Barbosa Fonoaudiólogo pela FMUSP. Doutor em Ciências da Reabilitação Humana pela FMUSP. Professor Doutor do Departamento de Linguística da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. Guadalupe Marcondes de Moura Especialista em Audiologia Educacional e Mestre em Ciências da Reabilitação: Comunicação Humana pela FMUSP. Doutoranda em Educação Especial da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FEUSP). Professora da Disciplina de Audiologia Educacional do Departamento de Fonoaudiologia da FCMSCSP. Membro da SBFa. Iêda Chaves Pacheco Russo (in memoriam) Fonoaudióloga. Doutora em Distúrbios da Comunicação Humana pela EPM-Unifesp. Professora Titular do Departamento de Distúrbios da Comunicação da PUC-SP. Ilen Evelin Abbud Especialista em Voz pelo CFFa. Fonoaudióloga Professora do Curso de Especialização em Voz e do Curso de Aprimoramento em Disfagia Orofaríngea da ISCMSP. Irene Queiroz Marchesan Especialista em Motricidade Orofacial pelo CFFa. Doutora em Educação pela Unicamp. Diretora do Cefac – Saúde e Educação. Isabela Hoffmeister Menegotto Fonoaudióloga. Doutora em Distúrbios da Comunicação Humana pela EPM-Unifesp. Professora do Curso de Fonoaudiologia da Universidade Metodista de Piracicaba. José Maria Porcaro Salles Mestre em Cirurgia pela Faculdade de Medicina da UFMG. Coordenador do Grupo de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da UFMG. Professor Adjunto do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da UFMG. Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC).

Karin Fiedler Furtado Choi Cardim Fonoaudióloga Clínica e Consultora em Comunicação. Especialista em Voz pelo CFFa. Kathryn Marie Pacheco Harrison Fonoaudióloga Clínica. Doutoranda do Programa de Estudos Pós-graduados em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem (PEPG-Lael) da PUC-SP. Diretora da Clínica de Audição, Voz e Linguagem da Divisão de Educação e Reabilitação dos Distúrbios da Comunicação (Derdic) da PUC-SP. Professora do Departamento de Clínica da Faculdade de Fonoaudiologia da PUC-SP. Coordenadora e Professora do Curso de Aprimoramento em Língua de Sinais, Linguagem e Surdez da Derdic. Katia de Almeida Especialista em Audiologia pelo CFFa. Mestre e Doutora em Distúrbios da Comunicação Humana pela EPM-Unifesp. Professora Adjunta do Curso de Fonoaudiologia da FCMSCSP. Diretora e Professora do Centro de Estudos dos Distúrbios da Audição (Cediau). Presidente da Academia Brasileira de Audiologia (ABA) (biênio 2011-2013). Laélia Cristina C. Vicente Especialista em Motricidade Oral pelo CFFa. Doutora em Distúrbios da Comunicação Humana pela EPM-Unifesp. Professora do Curso de Fonoaudiologia da UFMG. Membroassociado do Grupo de Cabeça e Pescoço do Instituto Alfa de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas da UFMG. Leonardo da Silva Médico Otorrinolaringologista. Especialista, Mestre e Doutor em Otorrinolaringologia pela FCMSCSP. Professor da Disciplina de Otorrinolaringologia do Departamento de Otorrinolaringologia da FCMSCSP. Lídia D’Agostino Fonoaudióloga do Instituto de Cirurgia Plástica Santa Cruz, SP; do Núcleo de Plástica Avançada da Unidade São Joaquim do Complexo Hospitalar Beneficência Portuguesa de São Paulo, SP; do Grupo de Estudos de Fissuras Labiopalatinas do Ambulatório de Trauma e Prótese Bucomaxilofacial da Faculdade de Odontologia da USP. Especialista em Motricidade Orofacial pelo CFFa. Lídio Granato Especialista em Otorrinolaringologia pela ABORL-CCF. Doutor em Otorrinolaringologia pela EPM-Unifesp. Professor Titular da Disciplina de Otorrinolaringologia da FCMSCSP. Membro da ABORL-CCF.

Liliane Desgualdo Pereira Fonoaudióloga pela EPM-Unifesp. Doutora em Ciências e Livre-docente pela EPM-Unifesp. Professora-associada III da Disciplina de Distúrbios da Audição do Departamento de Fonoaudiologia da EPM-Unifesp. Liliane Pereira Machado Mestre em Distúrbios da Comunicação Humana pela EPM-Unifesp. Lucia Kazuko Nishino Especialista em Audiologia pelo CFFa. Mestre e Doutora em Ciências da Saúde pela FCMSCSP. Fonoaudióloga Professora do Curso de Especialização em Audiologia da ISCMSP. Luciana Pinto Cardoso Fisioterapeuta. Especialista em Deficiência Sensorial e Múltipla pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Coordenadora do Setor de Visão Subnormal do Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Luisa Barzaghi-Ficker Doutora em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem pelo PEPG-Lael da PUC-SP. Magda Zorzella Franco Fonoaudióloga. Mestre em Distúrbios da Comunicação pela PUC-SP. Especialista em Motricidade Oral e em Linguagem pelo Conselho Regional de Fonoaudiologia (CRFa). Criadora da Área de Fonoaudiologia Estética (1998) e do Método Magda Zorzella (MZ) de Fonoaudiologia e Estética. Coordenadora e Professora dos Cursos de Motricidade Orofacial com Ênfase em Fonoaudiologia Estética da Face do Fono&Estética Magda Zorzella, SP. Marcelo Benedito Menezes Especialista em Cirurgia de Cabeça e Pescoço pela SBCCP. Doutor em Cirurgia pela FCMSCSP. Professor-assistente da FCMSCSP. Chefe da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Departamento de Cirurgia da ISCMSP e da FCMSCSP. Márcia Castiglioni F. Sousa Fonoaudióloga pela PUC-SP. Especialista em Audiologia pelo CFFa. Margarita Bernal Wieselberg Especialista em Audiologia pelo CFFa. Fonoaudióloga pela PUC-SP. Doutora em Ciências pela EPM-Unifesp

Maria Cecilia Bevilacqua Fonoaudióloga. Professora Titular do Curso de Fonoaudiologia da Faculdade de Odontologia de Bauru da USP. Fonoaudióloga do Hospital de Reabilitação de Anomalia Craniofacial da USP. Maria Cecilia de Moura Fonoaudióloga Clínica. Doutora em Psicologia Social pela PUC-SP. Professora Titular do Curso de Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Humanas e da Saúde (FACHS) da PUC-SP. Maria Cecília Martinelli Iorio Professora Livre-docente e Chefe do Departamento de Fonoaudiologia da EPM-Unifesp. Maria Valéria Schmidt Goffi Gomez Fonoaudióloga da Divisão de Clínica Otorrinolaringológica do HCFMUSP. Especialista em Vestibulometria pela EPM-Unifesp. Mestre e Doutora em Distúrbios da Comunicação Humana pela EPM-Unifesp. Fonoaudióloga Colaboradora do Hospital A.C. Camargo. Mariana Cardoso Guedes Especialista em Audiologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Mestre em Ciências pela FMUSP. Professoraassistente de Otorrinolaringologia/Interação com o Meio Ambiente I do Centro Universitário São Camilo. Diretora Clínica do Centro de Estudos e Reabilitação (CER) – Fonoaudiologia. Mariene Terume Umeoka Hidaka Fonoaudióloga. Especialista em Audiologia pelo CFFa. Mestranda do Curso de Pós-graduação da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Professora da PUC-Campinas. Marina Lang Fouquet Especialista em Voz pelo CFFa e pelo Centro de Estudos da Voz (CEV). Mestre em Fisiopatologia Experimental pela FMUSP. Doutora em Pesquisa em Cirurgia pela FCMSCSP. Fonoaudióloga Coordenadora do Curso de Especialização em Voz da ISCMSP. Membro da SBFa. Marina Stela Figueiredo Médica, Especialista e com Residência Médica em Otorrinolaringologia pela FCMSCSP. Marisa Frasson de Azevedo Fonoaudióloga pela EPM-Unifesp. Professora-associada do Curso de Fonoaudiologia da EPMUnifesp. Maristela de Queiróz Ribeiro

Especialista, Mestre e Doutora em Otorrinolaringologia pela FCMSCSP. Membro do Departamento de Otorrinolaringologia Pediátrica da ABORL-CCF. Mônica Cristina Andrade Weinstein Doutora em Distúrbios da Comunicação Humana pela EPM-Unifesp. Diretora Presidente do Instituto ABCD. Nara Fernandes Fonoaudióloga do Serviço de Terapia Intensiva do Hospital Santa Isabel. Ney Penteado de Castro Jr. Mestre em Medicina com Área de Concentração em Otorrinolaringologia pela PUC-SP. Doutor em Medicina com Área de Concentração em Otorrinolaringologia pela EPM-Unifesp. Professor Titular da Disciplina de Otorrinolaringologia da FCMSCSP. Osmar Mesquita de Sousa Neto Especialista em Otorrinolaringologia pela ISCMSP. Mestre e Doutor em Otorrinolaringologia pela FCMSCSP. Professor Adjunto da FCMSCSP. Responsável pelo Ambulatório de Deficiência Auditiva da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Chefe do Departamento de Ciências Básicas do Curso de Fonoaudiologia da FCMSCSP. Editor-associado de Neurotologia do Brazilian Journal of Otorhinolaryngology. Patricia Helena Pecora Liberman Mestre e Doutoranda em Ciências com Área de Concentração em Oncologia da Fundação Antônio Prudente do Hospital A.C. Camargo. Diretora do Serviço de Audiologia do Hospital A.C. Camargo. Patrícia Marques de Oliveira Fonoaudióloga pelo Centro Universitário Izabela Hendrix, BH. Especialista em Voz pelo Cefac Saúde e Educação. Mestre em Linguística pela UFMG. Patricia Simonetti Especialista em Audiologia pelo CFFa. Mestre em Fonoaudiologia e em Distúrbios da Comunicação pela PUC-SP. Fonoaudióloga da Prefeitura de São Paulo. Fundadora e Coordenadora da Casa Amarela – Associação de Apoio Educacional ao Deficiente Auditivo (AAEDA Casa Amarela). Patrícia Vieira Salles Fonoaudióloga pelo Instituto Metodista Izabela Hendrix, BH. Psicóloga pela Universidade

Fundação Mineira de Educação e Cultura (Fumec). Especialista em Motricidade Orofacial pelo CFFa. Mestre em Estudos Linguísticos pela UFMG. Professora-assistente III das Disciplinas de Fonoaudiologia em Câncer de Cabeça e Pescoço, de Fonoaudiologia Hospitalar e de Gerontologia do Departamento de Fonoaudiologia da PUC-Minas Gerais. Docente dos Cursos de Pósgraduação em Motricidade Orofacial e Audiologia da PUC-Minas Gerais. Paula Lavaissiéri Especialista em Voz pelo CFFa. Mestranda do Curso de Mestrado Profissional em Saúde da Comunicação Humana da FCMSCSP. Fonoaudióloga Professora do Curso de Especialização em Voz da ISCMSP. Paulo Eduardo Damasceno Melo Fonoaudiólogo. Especialista em Motricidade Orofacial pelo CFFa. Mestre em Fonoaudiologia pela PUC-SP. Doutor em Ciências da Saúde pela FCMSCSP. Professor-assistente da FCMSCSP. Paulo Roberto Lazarini Doutor em Otorrinolaringologia pela FMUSP. Professor dos Cursos de Graduação e Pósgraduação da FCMSCSP. Médico Primeiro Assistente do Departamento de Otorrinolaringologia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Rejane Aparecida de Lima Especialista em Motricidade Orofacial pelo CFFa. Fonoaudióloga e Membro Fundadora do Facial Anomalies Center (Associação Face). Renata de Aquino Nunes Périco Especialista em Otorrinolaringologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Roberta Busch Mestre em Neurociências pela EPM-Unifesp. Professora do Curso de Graduação em Fonoaudiologia do Complexo Educacional Faculdades Metropolitanas Unidas (UniFMU). Fonoaudióloga da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (2001-2011). Membro Consultivo da Diretoria da Sociedade Brasileira de Motilidade Digestiva (SBMD). Membro da European Society for Swallowing Disorders (ESSD). Rosimeire Cezar Carlos Especialista em Audiologia pelo CFFa. Mestre em Distúrbios da Comunicação pela PUC-SP. Fonoaudióloga Professora do Curso de Especialização em Audiologia da ISCMSP. Responsável pelo Setor de Emissões Otoacústicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

Samantha Ferrari Dutra Bannwart Especialista em Otorrinolaringologia pela FCMSCSP. Sandra Barretto Giorgi Sant’Anna Especialista em Linguagem pela PUC-SP e em Audiologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Mestre em Ciências pela FMUSP. Diretora Administrativa do CER – Fonoaudiologia. Sandra Doria Xavier Especialista em Otorrinolaringologia e Medicina do Sono pela AMB. Mestre e Doutoranda em Otorrinolaringologia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Professora de Otorrinolaringologia do Departamento de Otorrinolaringologia da Santa Casa de São Paulo. Sonia Maria Simões Iervolino Especialista em Neuropsicologia pela EPM-Unifesp. Fonoaudióloga Professora do Curso de Especialização em Audiologia da ISCMSP. Teresa Maria Momensohn-Santos Professora Titular dos Cursos de Graduação e Pós-graduação em Fonoaudiologia da PUC-SP. Diretora do Instituto de Estudos Avançados da Audição (IEAA). Tomomi Harashima Especialista em Laser e Endodontia pela Showa University – School of Dentistry, Japão.

Sumário

Prefácio â terceira edição Prefácio à segunda edição Prefácio à primeira edição Apresentação

Parte 1 – Audiologia clínica M aria do Carmo Redondo 1.

Deficiência auditiva

2.

Perda auditiva de origem genética

3.

Noções básicas sobre acústica, psicoacústica e calibração

4.

Avaliação auditiva básica: acumetria e audiometria

5.

M edidas de imitância acústica

6.

Testes audiológicos para a identificação de alterações cocleares e retrococleares

7.

Perda auditiva funcional

8.

Emissões otoacústicas

9.

Avaliação eletrofisiológica da audição

10.

Triagem auditiva em neonatos

11.

Avaliação audiológica no primeiro ano de vida

12.

Avaliação da audição na criança

13.

Avaliação do processamento auditivo central

14.

Como interpretar o exame audiológico

15.

Semiologia do exame vestibular

16.

Neuropatia auditiva

17.

Fonoaudiologia na saúde do trabalhador

18.

O uso gerencial da informação na saúde do trabalhador

Parte 2 – Audiologia educacional Cilmara Cristina Alves da Costa Levy 19.

Anamnese na audiologia educacional

20.

Avaliação e planejamento terapêutico

21.

Reabilitação auditiva: a clínica fonoaudiológica e o deficiente auditivo

22.

O Surdo na história – da Antiguidade ao século XXI

23.

A busca da identidade familiar de pais de crianças surdas

24.

A escola para o surdo – escolhas em um novo contexto

25.

Atuação fonoaudiológica em implante coclear

26.

Próteses auditivas implantáveis e semi-implantáveis

27.

Próteses auditivas: estado atual

28.

Seleção, verificação e avaliação de resultados na adaptação de próteses auditivas em adultos

29.

Avanços tecnológicos na seleção e adaptação de aparelhos de amplificação sonora individual em crianças

30.

Aconselhamento na reabilitação audiológica

31.

Avaliação relevante da criança com múltipla deficiência sensorial

32.

Perdas auditivas unilaterais

33.

Alternativas para o atendimento do paciente portador de zumbido

34.

Qualidade de vida e deficiência auditiva

Parte 3 – Terapia fonoaudiológica: motricidade orofacial e disfagia orofaríngea Alcione Ramos Campiotto

35. Atuação fonoaudiológica nos distúrbios miofuncionais orofaciais 36. Falar – habilidade que aproxima ou afasta as pessoas 37. Ronco e SAOS 38. A contribuição da fonoaudiologia nas cirurgias ortognáticas 39. Intervenção fonoaudiológica na disfunção temporomandibular 40. Fissuras labiopalatinas e insuficiência velofaríngea 41. Queimaduras: intervenção fonoaudiológica 42. Fonoaudiologia e estética da face: método M Z 43. Paralisia facial periférica: atuação fonoaudiológica 44. Trabalho fonoaudiológico em unidade neonatal 45. Avaliação clínica das disfagias infantis em ambiente hospitalar 46. Avaliação das disfagias neurogênicas em adultos 47. Reabilitação das disfagias neurogênicas em adultos

Parte 4 – Terapia fonoaudiológica: voz e reabilitação fonoaudiológica nos casos oncológicos de cabeça e pescoço Wanderlene Anelli 48. Avaliação vocal 49. Terapia vocal 50. Aspectos laringológicos e vocais relacionados ao refluxo laringofaríngeo 51. Protocolo de avaliação das disartrofonias 52. Disartrofonia e o processo de reabilitação fonoaudiológica em adultos 53. Câncer de boca e orofaringe – atuação fonoaudiológica 54.

Laringectomias parciais e subtotais: aspectos médicos e reabilitação fonoaudiológica

55. Reabilitação fonoaudiológica após laringectomia total

Índice remissivo

Prefácio à terceira edição

Livro. Todos têm, para si, qual é o formato de um livro. Para mim, ele tem a forma de um triângulo, no qual um de seus ângulos corresponde ao conteúdo (seja o poema, a novela, a partitura de sonata, a tese do achado científico); no segundo ângulo, está o autor (seja ele o exaltado poeta, o entusiasmado narrador, o músico genial, o dedicado pesquisador); e no terceiro, fica aquilo que permitiu a obra (seja a poesia, seja a vontade de contar estórias, seja a música, seja a exposição de uma descoberta da ciência). No interior desse triângulo, fica o quê? Ficamos nós, os leitores, navegando nas rimas ricas, emaranhados nas tramas do texto, bailando nas melodias, aprendendo sobre as novidades. Assim também é a Universidade. Um triângulo. E todos sabem dos seus três alicerces. E estes três, quando aquela instituição está voltada às coisas da saúde humana, sempre se referem à Pesquisa, à Assistência e ao Ensino. O que não deixa de ser um triângulo também, que precisa ser regular, sem prevalências em seus ângulos e nem em seus lados, porque o que se ensinará será aquilo que foi pesquisado na atividade da assistência; e a assistência melhor será se for fruto da pesquisa voltada para o ensino. Agora: no interior desse triângulo, fica o quê? Fica o aluno, que mais aprenderá quanto mais regular esse triângulo for. Fiz essas divagações “geométricas” porque assim entendo o Novo Tratado de Fonoaudiologia, cujo editor me pediu para prefaciar. Na sua terceira versão, agora revisada, está o que contei no primeiro parágrafo e o que contei no segundo, pois este livro (ou seu conteúdo) é a resultante de uma saga centenária (da qual seus autores fazem parte) que percorreu os meandros do romance que é a história da Fonoaudiologia no Departamento de Otorrinolaringologia nos Hospitais da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Nele se leem e se aprendem as inúmeras descobertas realizadas em um ambiente científico que sempre se voltou ao ensino de qualidade, fornecido pela competência daqueles que pesquisavam como sanar a doença. Entusiasmadamente! Este livro foi escrito por uma centena de pesquisadores que trabalham há um século na condução de estudantes ao aprendizado. Entusiasmadamente! Contarei, de modo resumido, que esse caminho vem desde 1912, quando, sabedor de que o diretor clínico dos hospitais da Irmandade, Arnaldo Augusto Vieira de Carvalho, estava formatando uma Escola Médica, imediatamente o coordenador do Serviço de Otorrinolaringologia (mesmo que modestamente instalado nos porões do Hospital Central), o doutor Henrique Lindenberg (que assumira tal função naquele ano), ofereceu seus serviços e os dos colegas Adolpho Schmidt Sarmento e Francisco Hartung para comporem o corpo docente e o currículo pleno da nascente Escola. Entusiasmadamente! Depois, Mário Ottoni de Rezende fez a Otorrinolaringologia sair daqueles porões, organizando-a no 4° andar do prédio dos ambulatórios, o “Conde de Lara”. Ali, o doutor Mário

Ottoni foi substituído pelo professor José Eugênio Rezende Barbosa, e foi o nome deste professor que a recém-criada Faculdade de Ciências Médicas dos Hospitais da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo enviou ao Ministério da Educação para, junto aos demais professores de outras especialidades, obter sua aprovação, o que foi alcançado de modo unânime. Entusiasmadamente! Depois de Rezende Barbosa, veio o Mauro Cândido de Souza Dias, que, além de muito fazer pela Otorrinolaringologia da Santa Casa e da sua Faculdade, fundou o Curso de Fonoaudiologia na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, cujos alunos tinham suas aulas práticas e seus estágios no Hospital do Arouche. Daí resultou o Setor de Terapia Fonoaudiológica e o Centro de Audiologia Educacional (logo apelidado de “Centrinho”), onde aprenderam e despontaram fonoaudiólogos formidáveis, dos quais destaco a minha querida e saudosa professora Iêda Chaves Pacheco Russo e a, não menos querida, professora Maria do Carmo Redondo, que dedica seu conhecimento profissional à atualizada Clínica de Fonoaudiologia da Santa Casa de São Paulo, comandando uma formidável equipe de especialistas e de alunos. Entusiasmadamente! Assim, chego em 1975, ano em que passei a coordenar a Disciplina de Genética Médica da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Nesse mesmo ano, assumiu a chefia do Departamento de Otorrinolaringologia dessa insituição o professor Otacílio de Carvalho Lopes Filho, que não só multiplicou as atividades do Departamento trazidas pelos seus antecessores como deu especial atenção à Fonoaudiologia – que resultou na 1a edição do Tratado de Fonoaudiologia. E por que estou contando isso tudo? Porque sempre mantenho na memória o que li do historiador, político e ministro paranaense Ivo Arzua Pereira: A filosofia cristã, que presidiu a fundação da Misericórdia de Lisboa, como um rastilho de caridade propagou-se de Portugal para toda Europa, para a África, para a Ásia e para o Brasil, constituindo-se em uma das mais grandiosas, mais belas e mais fulgurantes epopéias da humanidade. E onde foram fundadas suas Santas Casas, nelas se antecipou a atividade estatal de assistência à Saúde. Mas o mais extraordinário aconteceu no Brasil, onde nestas Santas Casas nasceram Cursos de Medicina e demais ciências da saúde, como é o caso da de São Paulo. Tudo o que escrevi aqui decorre do que esse historiador escreveu, ao fazer referência a esta missão inexorável cumprida na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo: ensinar! Realmente, tudo o que na Instituição aconteceu (e acontece) acabou se transformando, mais cedo ou mais tarde, em ensino. Igualmente ao que aconteceu (e acontece) no Departamento de Otorrinolaringologia dessa Instituição, cheio de histórias e de estórias, contam que, ao lado da função de atender homens, mulheres e crianças nas deficiências da especialidade, viveu, vive e viverá a “saga inexorável” de pesquisar e formar pessoal habilitado para o bem-cuidar. Tanto isso é verdade que mais um livro-texto, voltado ao ensino, saiu do 4° andar do “Conde de Lara”. Lindenberg, Sarmento, Mário Ottoni, Rezende Barbosa, Souza Dias, assim como os que vieram depois: Lídio Granato, Herrerias de Campos, Lutaif Dolci, Bussoloti Filho, estão conduzindo ou estão sendo conduzidos pelo seu coordenador, Otacílio de Carvalho Lopes Filho

nesta saga. Entusiasmadamente! E todos nós que, como eles, entregamos à Instituição nossa vida e nosso destino, vamos juntos. Entusiasmadamente! Professor Decio Cassiani Altimari Coordenador das Disciplinas de Genética Humana e Médica, e Evolução, do Departamento de Ciências Patológicas da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Coordenador de Extensão e Cultura da Diretoria e Ouvidor Geral da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Irmão Mesário e Vice-mordomo do Museu e Capela da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo

Prefácio à segunda edição

Foi com imenso prazer que aceitei a honrosa tarefa de prefaciar uma obra de tamanha relevância para a Fonoaudiologia nacional, editada por um médico que sempre apoiou a profissão, ajudando a desenvolvê-la, com suas aulas magistrais e sua participação constante nos eventos realizados por fonoaudiólogos. Pessoalmente, devo afirmar que doutor Otacílio de Carvalho Lopes Filho é um médico adiante de seu tempo, como foi seu pai, pensando na construção de um trabalho sério, no qual não há lugar para a atuação profissional isolada, e somente na união de profissionais da área da saúde, pode estar baseado um atendimento satisfatório ao paciente portador de um distúrbio de comunicação. A história da Fonoaudiologia no Brasil mistura-se com a criação de setores de Fonoaudiologia, Audiologia Clínica e Educacional no Departamento de Otorrinolaringologia da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, no final da década de 1960. O intercâmbio de informações que havia e que persiste entre médicos e fonoaudiólogos possibilitou uma clara delimitação dos papéis desenvolvidos e do limite de atuação de cada um deles. Pude vivenciar, durante os oitos anos em que atuei sob a sua chefia no Departamento de Otorrinolaringologia da Santa Casa de São Paulo, a importância que Otacílio atribui à docência e à formação holística de seus alunos, e posso declarar que, se priorizei a carreira docente, devo muito aos brilhantes ensinamentos deste verdadeiro mestre. Muitos podem se perguntar: por que um Tratado de Fonoaudiologia editado por um médico e não por um fonoaudiólogo? A resposta é extremamente simples: porque esse médico ocupa um lugar de destaque tanto na ciência da Otorrinolaringologia como na Fonoaudiologia e, como poucos, consegue respeitar, apoiar e valorizar o trabalho dos fonoaudiólogos deste país. Muito profissionais foram formados nas dependências do pavilhão Conde de Lara da Santa Casa de São Paulo e posso garantir que se orgulham da formação que receberam, pois exercem a sua profissão com dignidade, sem litígios desnecessários, tendo aprendido a atuar em um ambiente onde reinam união e respeito. Desde 2001, a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo conta com um curso de graduação em Fonoaudiologia, que, mesmo antes de formar a sua primeira turma, já é conhecido pela excelência da formação de seu corpo docente e qualidade de seu currículo. Para compor esta obra, foram convidados renomados profissionais da otorrinolaringologia e da fonoaudiologia, que convivem em harmonia, uma vez que sabem que é nessa união que reside a sua força maior, e que juntos podem cumprir com o seu maior compromisso, ou seja, auxiliar os pacientes portadores de distúrbios da audição, voz, motricidade oral, deglutição e linguagem, bem como casos oncológicos de cabeça e pescoço, a minimizar as incapacidades e desvantagens geradas por tais alterações e melhorar a sua qualidade de vida.

Para finalizar, desejo que esta obra atualize os conhecimentos e amplie os horizontes daqueles que, como eu, valorizam a comunicação humana, e acreditam que sempre haverá espaço para os diferentes profissionais na área da saúde, pois o seu sucesso já está devidamente assegurado pelo respeito, calor humano, amizade e harmonia que unem o seu editor aos que o ajudaram a construí-la. Professora Doutora Iêda Chaves Pachecho Russo (in memoriam) (2a edição, 2005)

Prefácio à primeira edição

A Otorrinolaringologia paulista praticamente nasceu na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Esta cedeu suas instalações, por volta de 1914, para serem utilizadas pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, naquela época fundada por Arnaldo Vieira de Carvalho. Seu primeiro professor foi o doutor Henrique Lindenberg, formado na Escola Vienense. Seus assistentes eram Mário Ottoni de Rezende, Schmidt Sarmento e Francisco Hartung. Naquele período, o Serviço de Otorrinolaringologia funcionava em precárias condições, localizado no prédio do Hospital Central. Foi instalado em um local acanhado, mas nem por isso deixou de ser um recinto de intenso e produtivo trabalho, onde foram elaboradas inúmeras publicações científicas que lhe garantiriam um lugar pioneiro na Otorrinolaringologia brasileira. No início da década de 1930, foi fundada na Clínica de Otorrinolaringologia da Santa Casa de São Paulo, por Mário Ottoni de Rezende e outros colegas, a Revista de Otorrinolaringologia de São Paulo, que, posteriormente, por iniciativa de Mário Ottoni de Rezende, se tornou a Revista Brasileira de Otorrinolaringologia. O doutor Rezende Barbosa foi quem chefiou por muitos anos a Clínica de Otorrinolaringologia da Santa Casa de São Paulo e foi o primeiro professor de Otorrinolaringologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Ele difundiu as modernas técnicas audiométricas em nosso país e introduziu os novos audiômetros que permitiram a medição da acuidade auditiva com certa precisão. Nessa época, ele foi o idealizador da construção de um túnel de cerca de 10 metros de comprimento, onde cada metro era marcado em ambas as paredes laterais para que se realizasse a audiometria vocal, iniciando-se entre nós os testes de reconhecimento de fala. Na década de 1940, Rezende Barbosa elaborou um trabalho sobre audiometria, laureado pela Associação Paulista de Medicina. Foi criado nessa época o Setor de Audiologia na Clínica de Otorrinolaringologia da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, pioneira no Brasil. Nesse trabalho, fez um levantamento completo dos princípios fundamentais das técnicas audiométricas. Ali, apresentava seus primeiros resultados com essa nova técnica semiológica e que viria a ser de fundamental importância no diagnóstico otológico. Na mesma oportunidade, o doutor Américo Morgante desenvolvia, na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, o Setor de Fonoaudiologia, que também foi um dos pioneiros no Brasil. Em 1970, Mauro Cândido de Souza Dias substituiu Rezende Barbosa na chefia da Clínica de Otorrinolaringologia da Santa Casa de São Paulo. Ele tinha uma preferência muito especial pela Audiologia e seus estudos prediletos eram ali aprofundados. Fundou, nessa época, o curso de Fonoaudiologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, onde lecionou por muitos anos. Também fundou o Setor de Terapia Fonoaudiológica na Santa Casa de São Paulo, o qual funcionava com um grupo de jovens fonoaudiólogos, separado do Setor de Audiologia Clínica. Em 1973, a Clínica de Otorrinolaringologia da Santa Casa de São Paulo, de maneira pioneira e

como consequência dos avanços técnicos, criou o Centro de Audiologia Educacional (apelidado de “Centrinho”), hoje denominado Setor de Habilitação de Reabilitação do Deficiente Auditivo, com o objetivo de atender crianças com deficiência auditiva e formar pessoal habilitado no atendimento desses deficientes. A habilitação e a reabilitação auditivas passaram então a ser feitas em ambiente hospitalar com crianças mais novas. Hoje, recordo-me da época em que iniciei minha atividade como otorrinolaringologista, em 1960, portanto há mais de 30 anos. Naquela oportunidade, trabalhávamos em um Hospital Infantil e, com certa frequência, nos defrontávamos com casos de crianças que apresentavam deficiência auditiva severa ao nascimento ou logo depois. Era um problema muito sério. Aos pais dessas crianças com deficiência profunda de audição, recomendava-se que aguardassem até os 5 anos de idade da criança e só então retornassem para um novo exame, pois nada podíamos fazer antes daquela idade. Essa era naturalmente uma atitude comodista, pois embora a Audiologia estivesse se iniciando no Brasil, poderíamos tentar, de alguma forma, avaliar a audição dessas crianças. Métodos comportamentais explorando suas eventuais habilidades, observando a reação aos sons e de acordo com seu desenvolvimento neuromotor já poderiam oferecer algumas informações. Mas, se o diagnóstico, mesmo falho, pudesse ser obtido, o que seria feito daquelas crianças e de que recursos disporíamos naquela oportunidade? O atendimento às crianças com deficiência auditiva era feito por professores leigos no assunto em classes confinadas ou por grupos de religiosos que, por compaixão, se dedicavam à educação desses deficientes. Essas crianças iniciavam, portanto, seu processo terapêutico praticamente em idade escolar. Felizmente, nessa época, começaram os primeiros cursos de Fonoaudiologia em São Paulo, com o objetivo de formar profissionais para atender às necessidades de indivíduos com dificuldade de comunicação. Na década de 1970, os grandes avanços na Audiologia com a introdução de métodos objetivos, como audiometria cortical, eletrococleografia, imitanciometria, audiometria de tronco cerebral e, atualmente, as emissões otoacústicas, trouxeram a possibilidade do diagnóstico mais precoce e mais preciso das deficiências auditivas, permitindo, assim, o atendimento mais rápido, como desejado. Com o objetivo de dar assistência aos pacientes operados da laringe, criamos, em 1995, o Setor de Reabilitação Fonoaudiológica nos Casos Oncológicos de Cabeça e Pescoço. A publicação de um livro-texto dedicado à Fonoaudiologia é, portanto, a consequência natural do trabalho que vem sendo desenvolvido no Departamento de Otorrinolaringologia há quase quatro décadas. Não poderíamos abrir mão da colaboração de fonoaudiólogos de outras escolas e serviços, a fim de podermos ter uma obra o mais completa possível. A esses colaboradores, nosso profundo agradecimento e nosso reconhecimento pela maior qualificação dada a esta obra. Otacílio Lopes Filho (1a edição, 1997)

Apresentação

O fechamento de mais uma edição do Tratado de Fonoaudiologia é, antes de tudo, uma vitória. Agradecemos a paciência de todos os autores durante o tempo que transcorreu desde o primeiro convite até a publicação. A elaboração de um livro é quase um casamento entre autores e editora. Planejamos cada tópico, corrigimos, editamos e reeditamos – aliás, o que é bom deve ser reeditado muitas e muitas vezes. No entanto, neste caso, passaram-se diversas festas comemorativas, longas férias, o inverno, a primavera. Este Novo Tratado de Fonoaudiologia vem com editora nova, visual novo, capítulos novos, alguns revisados e outros tradicionais, que foram mantidos para ficar na história. A partir de agora, convidamos o leitor a retomar a leitura de temas emblemáticos da Fonoaudiologia, divididos em quatro grandes tópicos: audiologia clínica, audiologia educacional, motricidade orofacial e disfagia orofaríngea, e voz e reabilitação fonoaudiológica nos casos oncológicos de cabeça e pescoço. Nossa meta não se esgota aqui: além da busca de conhecimento, do avanço tecnológico e das descobertas da ciência que sempre povoarão e instigarão nossas mentes inquietas, há de se registrar e pontuar cada etapa do processo vivido, torná-lo histórico. E este momento é mais que histórico: junto com o término desta terceira edição, comemoram-se os 100 anos do Departamento de Otorrinolaringologia da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, o que já é uma grande festa, e os 40 anos de seu Setor de Fonoaudiologia, onde já atendemos a um sem-número de usuários de uma população certamente merecedora da nossa incessante busca pelo saber. Para nós, fonoaudiólogos dessa instituição, cada caso é um desafio ao nosso conhecimento e que nos confronta permanentemente com o novo. A importância que damos a cada assunto, bem como a tentativa de compreendê-lo, é o resultado de nossa determinação e de nosso interesse em aprender sempre mais sobre “esse” ou “aquele” paciente, suas particularidades e suas eventuais semelhanças com casos contemplados pela literatura. Muitos poderão perguntar por que lançar um livro tão grande e com assuntos tão diversos da fonoaudiologia, sendo que a cada dia surgem novos textos e novas pesquisas. A resposta é que nós temos certeza de que certos assuntos são inexoráveis. As referências de nossos mestres queridos estarão sempre presentes, e aqui contamos com vários colaboradores, mestres, doutores e professores que, sem censura e com a mais pura vontade de compartilhar seu conhecimento, engrandecem e participam conosco desta edição. Assim, desejamos a todos uma boa leitura. Cilmara Cristina Alves da Costa Levy Coordenadora

Audiologia Clínica

Maria do Carmo Redondo Fonoaudióloga Chefe do Setor de Fonoaudiologia do Departamento de Otorrinolaringologia da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Professora do Curso de Especialização em Audiologia da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Professora Instrutora do Curso de Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Professora do Curso de Especialização em Audiologia do Cefac – Saúde e Educação. Especialista em Audiologia pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa).

1 Deficiência auditiva

Otacílio Lopes Filho

Classificação As perdas de audição podem ser classificadas segundo a sua localização topográfica (condutivas, sensorioneurais, mistas, centrais e funcionais) ou sua expressão clínica (hipoacusia, disacusia, surdez e anacusia) (Figura 1).

Figura 1 Corte das três orelhas: externa, média e interna.

Deficiência auditiva condutiva Se as ondas sonoras não alcançam a orelha interna de forma adequada, quer por problemas na orelha externa (meato acústico) ou na orelha média (membrana do tímpano, cadeia ossicular, janelas redonda ou oval, ou mesmo a tuba auditiva), determinam uma redução da acuidade auditiva, constituindo deficiências do tipo condutivo. Caracteriza-se basicamente pela diminuição da audição aos sons graves (aumento da rigidez do sistema) com certa conservação da audição aos sons agudos, e apresenta o teste de Rinne negativo e o de Weber com lateralização para a orelha pior. O teste de Schwabach é prolongado. O índice de reconhecimento da fala é de 100% e, na imitanciometria (quando a membrana do tímpano está normal e a lesão localiza-se na orelha média), encontram-se curvas timpanométricas baixas e ausência do reflexo do músculo do estribo. O gráfico audiométrico costuma apresentar uma curva ascendente, com perdas maiores em sons graves. Nas otites médias crônicas, quando há maiores comprometimentos da orelha média, o perfil da curva audiométrica pode ser plano, e quando a cadeia ossicular está íntegra ou apresenta continuidade, há uma conservação da audição nas frequências em torno de 1 a 2 kHz (frequência de ressonância da orelha média). Quando há líquido na orelha média (otite secretória), há um aumento da massa, além da rigidez do sistema, e os sons agudos podem se apresentar com um comprometimento maior.

Deficiência auditiva sensorioneural Nesse tipo de deficiência auditiva, o aparelho de transmissão do som encontra-se normal, mas há uma alteração na qualidade do som. O termo “sensorioneural” é hoje empregado para substituir “surdez de percepção”. Engloba as lesões sensoriais (orelha interna ou órgão de Corti) e neurais (lesões desde o nervo coclear até os núcleos auditivos no tronco). Nas deficiências auditivas do tipo sensorioneural, há uma melhor conservação da audição para sons graves com perda de audição mais acentuada em agudos. Não há, na realidade, uma curva típica, podendo a perda ser maior em graves (como ocorre na doença de Ménière e na hidropisia endolinfática), ou podendo mesmo ser uma curva com perdas acentuadas nas frequências em torno de 1 kHz (como na neurolabirintite luética). As deficiências auditivas sensorioneurais podem também apresentar perdas de audição localizadas, como nos traumas acústicos ou nas deficiências auditivas induzidas pelo ruído. Nos testes de diapasão, o Rinne costuma ser positivo, o Weber lateraliza para o lado melhor e o Schwabach está encurtado. A discriminação auditiva costuma estar comprometida de maneira variável. Na maioria das vezes, sua alteração é proporcional à perda auditiva, e pode ser um pouco menos acentuada, quando o perfil audiométrico é plano, e mais acentuada quando a lesão é neural.

Deficiência auditiva central É relativamente rara, mal conceituada e mal definida. Certos pacientes, embora

supostamente com audição normal, não conseguem entender o que lhes é dito. Quanto mais complexa a mensagem sonora, maior dificuldade haverá. Muitos testes têm sido desenvolvidos para o diagnóstico adequado dessas lesões, mas poucos parecem ter sido efetivos e empregados na prática clínica. Um desses testes, o SCAN (screening test for auditory disorders), tem o objetivo de determinar possíveis comprometimentos do sistema nervoso central na criança. Para adultos, existem os testes desenvolvidos por Katz, Keith e Jerger, porém ainda pouco divulgados no Brasil. Há quase sempre outros distúrbios neurológicos mais sérios que predominam no quadro clínico geral.

Deficiência auditiva mista Essa perda auditiva apresenta-se com características diversas das anteriores, pois, dependendo do predomínio do fator de condução ou da gravidade da lesão sensorial, apresenta características diferentes. Em tais casos, pode-se dizer que a audição pela via aérea é pior que a óssea (porém, esta última já apresenta algum comprometimento) e que o índice de reconhecimento da fala está pouco comprometido; a ausência de reflexo do músculo do estribo e os testes de diapasão são difíceis de ser interpretados, especialmente nos casos unilaterais. Podem representar um estágio evolutivo avançado de certas lesões condutivas (como na otospongiose), quando essas lesões comprometem as espiras basais da cóclea.

Deficiência auditiva funcional Nesse tipo de disfunção auditiva (também denominada de pseudo-hipoacusia, quando simulada), o paciente não apresenta lesões orgânicas no aparelho auditivo, seja periférico ou central. A dificuldade de entender a audição pode ser de fundo emocional ou psíquico, podendo sobrepor-se a alguma lesão auditiva prévia, apresentando pioras bruscas do quadro clínico. Representa um grande desafio à audiologia clínica e torna-se difícil determinar, em certas situações, se é uma simulação ou se é orgânica. Alguns testes, como o de Stenger e métodos eletrofisiológicos, têm possibilitado progresso nesse diagnóstico.

Definições É fundamental o conhecimento adequado dos termos empregados para exprimir as várias formas de deficiência auditiva, a fim de evitar confusões, especialmente em uma área em que a maioria dos termos é de conceituação recente, e em função do emprego de novas técnicas de semiologia. Hallowell Davis, em seu livro Hearing and deafness, procurou definir de modo correto esses termos.

Hipoacusia A hipoacusia expressa diminuição na sensitividade da audição. Há diminuição dos limiares auditivos sem, no entanto, haver qualquer alteração da qualidade auditiva. Assim, na hipoacusia, o paciente escuta menos os sons menos intensos, mas, com o aumento da intensidade da fonte sonora, ele pode escutar de modo bastante adequado. As perdas de audição relativas à hipoacusia são expressas em decibel, nas curvas audiométricas. Para Davis, a hipoacusia inicia-se quando a perda de audição é maior que 27 dB NA (decibéis, nível de audição) na média das frequências da fala e vai até 92 dB NA.

Disacusia A disacusia expressa um defeito na audição que não pode ser expresso em decibel. Nela, as alterações da discriminação auditiva são as responsáveis pela qualidade da audição. Mesmo que se aumente a intensidade da fonte sonora, os pacientes não conseguem entender perfeitamente o significado das palavras, embora possam ouvi-las. Eles costumam dizer que as escutam, mas não as entendem. As disacusias, portanto, representam deficiências de audição do tipo sensorioneural. As disacusias podem estar ou não associadas à hipoacusia, como ocorre nas lesões centrais. Esse conceito de disacusia é o definido por Davis e aceito pela comunidade. Há, no entanto, inúmeros autores nacionais que não aceitam a terminologia definida por Davis e reconhecem a disacusia como qualquer perda de audição, quer seja condutiva, sensorioneural, mista (disacusias periféricas) ou central (disacusia central). Desse modo, em outros capítulos deste livro, pode-se encontrar o termo “disacusia” como sinônimo de hipoacusia ou, genericamente, de deficiência auditiva.

Surdez A palavra surdez tem sido empregada para designar qualquer tipo de perda de audição, parcial ou total. Recentemente, adquiriu novo significado. Surdo é um termo muito forte e depreciativo da condição do indivíduo, daí a tendência atual em utilizar “deficiência auditiva” em seu lugar. Davis procura dar à palavra “surdez” uma definição mais precisa. Em inglês, deafness tinha o mesmo significado que surdez, sendo substituída mais recentemente por hard of hearing, e deafness passou, então, a significar perda de audição profunda, isto é, quando a média das três frequências da fala é maior que 93 dB NA. Surdez significa audição socialmente incapacitante. O surdo é incapaz de desenvolver a linguagem oral, evidentemente porque não ouve. Os limiares auditivos desses pacientes são de tal forma elevados, que eles não conseguem escutar o som de modo adequado. Escutam ruídos, mas não sons. As perdas de audição são maiores que 93 dB NA nas frequências de 500, 1.000 e 2.000 Hz, como sugere Davis.

Anacusia Anacusia significa literalmente falta, ausência de audição. É diferente de surdez, em que há resíduos auditivos. Na anacusia, o comprometimento do aparelho auditivo é de tal ordem que não há nenhuma audição.

Avaliação da audição A avaliação da função auditiva pode ser feita por meio de vários testes que nos informam sobre a sua origem, localização, qualidade, evolução, seu prognóstico, etc. Os testes mais empregados são os descritos a seguir, pela ordem de sua execução, e são tratados em detalhes nos capítulos específicos: • diapasões; • audiometria tonal; • índice de reconhecimento da fala (IRF); • imitanciometria; • audiometria automática de Békésy ; • teste de Fowler; • teste short increment sensitivity index (SISI); • teste tone decay; • potenciais auditivos evocados do tronco encefálico; • eletrococleografia; • emissão otoacústica. Antes de qualquer avaliação auditiva, seja inicialmente pelo especialista em seu consultório ou pelo audiologista, deve ser realizada uma otoscopia adequada. Por ela, podem-se evidenciar as condições do meato acústico externo, prevenir eventual colabamento do trago durante a audiometria, verificar a presença ou não de perfuração na membrana do tímpano (a imitanciometria só terá valor com a membrana do tímpano íntegra), presença de secreções (que podem alterar significativamente a audição pela via aérea), enfim, elementos importantes para uma adequada avaliação audiológica.

Deficiência auditiva condutiva Características Anamnese A anamnese de um paciente com deficiência auditiva já pode oferecer elementos

importantes para a suspeita de sua etiologia. Desse modo, deve-se ter atenção especial com os seguintes sintomas, que devem ser investigados detalhadamente. Zumbidos Nas deficiências auditivas condutivas, os pacientes podem apresentar queixa de zumbidos. Costumam compará-los com ruídos de tonalidade grave como ruído de cachoeira ou das ondas do mar. Falar baixo Os pacientes condutivos, quando bilaterais, costumam falar baixo. Eles escutam bem a própria voz (têm audição pela via óssea conservada) e, quando falam, baixam propositadamente a voz, pois a escutam por via óssea e não podem controlar seu volume de modo adequado. Paracusias Muitos pacientes apresentam alguns fenômenos interessantes, denominados paracusias. Isso quer dizer que, em presença de ruído ambiental, escutam melhor que em ambientes silenciosos. No ruído, as pessoas tendem a aumentar o volume de sua voz, ultrapassando os limiares da perda auditiva e, assim, alguns deficientes auditivos escutam melhor, constituindo a nomeada paracusia de Willis. Quando mastigam, pelo fato de escutarem o ruído da mastigação, os hipoacúsicos escutam pior. Essa é denominada paracusia de Weber. Diapasão Aos testes de diapasão, os condutivos apresentam Rinne negativo na orelha comprometida, ou em ambas, quando bilateral. Quando unilateral, o Weber lateraliza para o lado pior, e, quando bilateral, o Weber é central. O teste de Schwabach é prolongado na orelha condutiva. Via óssea normal A audição pela via óssea é normal, com uma queda na audição por via aérea, havendo um gap aéreo-ósseo maior ou igual a 15 dB NA. Discriminação Como assinala Davis, o IRF nas orelhas condutivas é sempre de 100% (ou próximo) e, quando houver algum comprometimento da discriminação, haverá sempre algum componente sensorioneural. Perda máxima de 60 dB NA O gap máximo que pode ser encontrado é de 60 dB NA. O encontro de diferenciais maiores entre as vias aérea e óssea certamente ocorre por conta de algum erro na execução da audiometria tonal.

Critérios de certeza Os seguintes achados são considerados critérios de certeza para o diagnóstico de uma hipoacusia: • via aérea pior que a óssea; • gap aéreo-ósseo maior que 15 dB; • via óssea normal; • discriminação de 100%; • gap nunca maior que 60 dB.

Causas de deficiência auditiva condutiva por alteração na orelha externa As obstruções no nível do meato acústico externo, que impeçam a passagem do som pela via aérea, podem ser responsáveis por perdas do tipo condutivo. São de diagnóstico muito fácil, em virtude da objetividade do exame da orelha externa. Dentre as mais frequentes, encontram-se: 1. Agenesias do meato acústico externo: podem ser uni ou bilaterais. Essas displasias podem comprometer também a orelha média, constituindo-se em um problema de solução mais difícil, especialmente quando bilaterais (Figura 2). O estudo radiográfico, especialmente a tomografia computadorizada, mostrará a sua real gravidade.

Figura 2 M alformação do meato acústico externo, com pavilhão da orelha pouco comprometido. Nesses casos, as malformações da orelha média, quando existem, são de menor gravidade. 2. Síndrome de Treacher Collins: caracteriza-se por deformidades dos pavilhões e meatos acústicos, podendo haver malformação de martelo e/ou bigorna; os pacientes apresentam os olhos inclinados para baixo, devido à hipoplasia das maxilas, e mandíbulas hipodesenvolvidas (Figura 3).

Figura 3 Síndrome de Treacher Collins. 3. Estenoses adquiridas: podem ser traumáticas ou pós-inflamatórias ou mesmo póscirúrgicas. 4. Exostoses (osteomas): quando fecham completamente o meato acústico, determinam perdas auditivas consideráveis. A remoção dessa afecção é muito trabalhosa, especialmente quando não se pode conservar a pele do meato acústico externo. Nesses osteomas, pequeno acúmulo de cerume será suficiente para provocar a sensação de hipoacusia. 5. Cerume impactado: o cerume, quando excessivo e mesmo impactado, pode provocar uma perda condutiva considerável. A sua remoção, muitas vezes trabalhosa, determina recuperação imediata da audição. As glândulas ceruminosas estão situadas no terço externo do meato acústico, ali acumulando o cerume. O hábito de limpar o canal auditivo com hastes flexíveis (cotonetes) provoca o acúmulo de cerume no fundo desse canal, uma vez que o empurram para dentro. Em pessoas que trabalham em locais com muita poeira, ou mesmo naquelas que têm muitos pelos no canal auditivo, é um achado frequente. O curioso é que a perda de audição é súbita (com sensação de orelha entupida) e quase sempre depois do banho ou após nadar. A remoção desse cerume deve ser feita com irrigação da orelha, com água ou solução fisiológica morna, evitando-se o uso de estiletes, que podem ferir o canal. Em algumas oportunidades, pode ser removido por delicada aspiração. Sua remoção com pinças só deverá ser feita com muito

cuidado e sob adequada iluminação. 6. Canal colabado: é uma condição que pode determinar uma perda condutiva, pela compressão do trago sobre o canal auditivo, determinada por uma menor elasticidade dos tecidos nesse nível. É especialmente encontrado em pessoas idosas, nas quais há uma perda do tecido elástico subcutâneo. Nessas pessoas, um especial cuidado deverá ser tomado durante o exame audiométrico. 7. Otite externa difusa: o edema inflamatório pode provocar uma perda condutiva. 8. Corpos estranhos: da mesma forma que o cerume, uma vez obstruindo o meato acústico externo, tumores (cistos, carcinomas, etc.) provocam diminuição auditiva com características condutivas.

Causas por afecção na membrana do tímpano As perfurações, dependendo de seu tamanho ou sua localização, podem determinar perdas auditivas de graus variados. Aquelas de localização nos quadrantes superiores provocam perda de grau leve. Quando localizadas nos quadrantes inferiores, ou mesmo quando englobam o cabo do martelo, as perdas são maiores. Quando as perdas são maiores que 30 dB NA, a presença de perfurações também pode representar outros comprometimentos da cadeia ossicular, havendo maiores perdas auditivas especialmente quando houver descontinuidade dessa cadeia. As perfurações timpânicas costumam ser a expressão de processos crônicos na orelha média. Flacidez e retrações podem determinar diminuição da audição pela perda da elasticidade da membrana do tímpano, ou por aumento de sua tensão, comprometendo a sua vibração. Da mesma forma que as perfurações, sua localização também determina perdas auditivas de graus variáveis. Quando essas perdas superam 30 dB NA, certamente haverá algum outro comprometimento na orelha média (lesão de cadeia ossicular, etc.). Essas alterações da membrana costumam estar associadas a disfunções da tuba auditiva. A timpanosclerose, quando de localização exclusiva na membrana, não determina alteração da audição. Da mesma forma, cicatrizes não associadas a problemas de cadeia ossicular também não comprometem a audição.

Causas localizadas na orelha média Deficiências auditivas de condução podem ser determinadas por problemas na orelha média, com membrana do tímpano íntegra, porém revelando, a um exame mais detalhado, alguma alteração que leva à suspeita de sua causa. Otulose é o termo empregado para definir alterações encontradas na orelha média e determinadas por cicatrização de processos inflamatórios (quase sempre crônicos), com membrana do tímpano íntegra (ou mesmo cicatrizada com a cura do processo inflamatório) e levando a uma alteração da audição. Nesses processos, pode haver qualquer forma de comprometimento ossicular, ou mesmo da janela oval ou redonda ou ainda da tuba auditiva. Por muito tempo, essas alterações foram denominadas otites catarrais ou mesmo catarro crônico da

orelha. Não é, portanto, uma afecção única, quase constituindo-se em uma síndrome. As alterações da audição encontradas são, portanto, muito variáveis e dependem das alterações que ocorrem na orelha média. A otite média secretora é definida como a presença de líquido, de viscosidade variável, na orelha média e resultante de uma disfunção da tuba auditiva (Figura 4).

Figura 4 Otoscopia de um caso de otite média secretora crônica. O hemotímpano, como seu nome procura representar, é a presença de sangue na orelha média. A otoscopia revela a presença de um líquido vermelho-escuro (ou mesmo negro) na orelha média. Pode ocorrer de modo agudo (pós-traumático, barotrauma) ou crônico, e, quando permanece por muito tempo, tende a evoluir para a formação de um granuloma de colesterol. Seu diagnóstico é feito pela otoscopia e deve ser diferenciado de tumores glômicos. Felizmente, a grande maioria dos hemotímpanos evolui para cura espontânea, pela capacidade da mucosa da orelha média de absorver secreções e pela atividade ciliar que determina, com o tempo, sua remoção da orelha. Pode, no entanto, ser necessária uma miringotomia, aspiração dos coágulos e colocação de algum tubo de ventilação. A timpanosclerose, localizada na submucosa da orelha média, é uma causa frequente de hipoacusia (Figura 5).

Figura 5 Imagem otoscópica de timpanosclerose nas porçōes ântero e posterossuperior. Os tumores na orelha média são relativamente raros. Os mais frequentes são os benignos e, entre eles, os de origem glômica representam mais de 90%. Os tumores glômicos podem originar-se dentro da própria orelha média (tumores glômicos da orelha média) ou representar a invasão da orelha por tumores glômicos da jugular. A imitanciometria é importante no diagnóstico precoce dos tumores glômicos timpânicos, como descrito por Lopes Filho, e a tomografia computadorizada e a ressonância magnética podem oferecer um diagnóstico preciso entre os dois tipos de tumor. O diagnóstico diferencial deve ser feito com hemotímpano.

Deficiência auditiva condutiva com membrana do tímpano e orelha média aparentemente normais Defeitos congênitos menores podem comprometer apenas ossículos da orelha média, com otoscopia normal. São relativamente raros, porém, entre eles, os mais frequentes são as malformações de martelo e de bigorna, que se apresentam fundidos (têm mesma origem embriológica), malformação ou mesmo ausência do estribo e fixação congênita do estribo. Essas malformações determinam perdas auditivas em torno de 40 dB NA a 50 dB NA e já podem ser detectadas na infância. Quando unilaterais, o diagnóstico fica mais difícil e passam despercebidas até a puberdade. A suspeita deve ser feita quando a criança apresenta uma perda de audição

condutiva, não progressiva e sem antecedentes otológicos (infecções, traumas, etc.). Nas bilaterais, o diagnóstico é mais simples, pois a criança apresenta atraso no desenvolvimento da fala, costuma falar muito b